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Quaresma: caminhar com Cristo

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18 março 2017

A Água viva que é Cristo

Continuando a nossa caminhada quaresmal, somos levados hoje até ao poço de Jacob, em Sicar, na Samaria.

Refletimos este texto com a ajuda do nosso P. João Lourenço que se dignou permitir aqui tal publicação e a quem desde já agradecemos.



A Água viva que é Cristo



A liturgia baptismal do tempo de Quaresma oferece-nos alguns dos textos mais belos e expressivos do Evangelho, dentre os quais se destaca o deste domingo, o cap. 4º de S. João, com o episódio do encontro entre Jesus e a Samaritana, junto ao poço de Jacob.

Na Palestina, tal como em toda a região do Médio Oriente, a água foi sempre um bem raro e escasso e onde ela existia em abundância despontaram os grandes pólos culturais e civilizacionais da antiguidade. De um lado, a Norte, na região da Mesopotâmia, entre o Tigre e o Eufrates, por aí passou um ‘carrefour’ de culturas que se sucederam e dominaram o mundo de então, alargando o seu espaço para o ocidente, o norte e o oriente. A Sul, por sua vez, à volta das águas do Nilo, desenvolveu-se um outro pólo, o Egipto, cuja cultura de então deixou marcas de eternidade. No passado, tal como no presente, a água é não só um bem raro mas, acima de tudo, é essencialmente um elemento de profundo significado e de grande simbologia religiosa e espiritual.

A Sagrada Escritura recorre, de forma constante, à simbologia da ‘fonte’, do ‘poço’ e da ‘água’, apresentando-os como dons preciosos, dádivas divinas, ofertas de Deus para aqueles que acreditam e se confiam ao Seu cuidado. De facto, a água era o bem essencial para assegurar a existência e as suas fontes tornaram-se lugar de encontro e de partilha, pois era junto a elas que os homens reencontravam o sentido da sua caminhada e, ao mesmo tempo, acolhiam as mensagens que lhes eram reveladas. São disso testemunho as ‘tradições patriarcais’ (Jacob e Raquel, Gn 29), o encontro de Moisés com o ‘Deus dos Pais’ (Moisés e as filhas de Jetro, Ex 2,16-21), a fonte de Siloé que dava vida à cidade de Jerusalém, motivava a inspiração dos Profetas (Is 8,6) e de onde era retirada a água que na festa das Tendas era sinal das bênçãos messiânicas.

O Evangelho deste 3º Domingo da Quaresma, o encontro de Jesus com a Samaritana, tem exactamente um cenário idêntico a tantos outros da História da Salvação, o Poço de Jacob, junto da cidade de Sicar (Siquém), num contexto tão bíblico quão idílico, combinando o ambiente do encontro humano com o espaço do encontro de Deus. O poço que foi sempre um lugar de encontro, transforma-se aqui num lugar teológico, já que a água buscada não é mais aquela que mata a sede do dia a dia, mas sim aquela que dessedenta o homem para a vida eterna (Jo 4,14).

Passando pela Samaria, uma terra hostil aos Judeus, o Senhor sentou-se à beira do poço, querendo certamente com isso significar que tinha sede de adquirir também esse povo da Samaria, tornando-se Ele mesmo não apenas a água viva que promete à Samaritana mas, mais que isso, sendo Ele o verdadeiro poço de onde Deus faz nascer essa água, a mesma água que na cruz brotou do Seu lado e se tornou símbolo da nova vida para todos os que n’Ele acreditam: ‘Quem não nascer da água e do Espírito não pode entrar no Reino de Deus’ (Jo 3,5). Jesus é aquele ‘poço’ inesgotável de vida à volta do qual, como Deus dissera a Moisés “reúne o povo e Eu dar-lhes-ei água”. É da água do poço que nasce a vida nova que leva a que todos os ‘verdadeiros adoradores possam adorar o Pai em Espírito e Verdade’ (Jo 4,24).

Na tradição judaica, a água é também símbolo do Espírito e, por isso, a água está sempre associada aos momentos da História da Salvação que representam uma identidade nova na caminhada do povo de Deus. O poço, por sua vez, significa também a Torah, a Lei, de onde Israel tirava a água que lhe conferia vida. É por isso que Jesus diz à Samaritana “Se conhecesses o dom que Deus tem para dar e quem é que te diz: ‘dá-me de beber’, tu é que lhe pedirias, e Ele havia de dar-te água viva!” (Jo 4,10). Jesus é agora o novo Jacob que dá de beber ao novo rebanho e o novo Moisés que une os dois povos (judeus, de onde vem a Salvação, e samaritanos que acolhem o Messias), dando assim um novo sentido à revelação. É para isso que Ele passou pela Samaria e se foi sentar junto ao poço de Jacob, para dizer-nos que há uma continuidade entre a presença e a experiência passada de Israel e a vida nova de que Ele agora é portador. Ele é o verdadeiro poço em que a Samaritana, figura de todo aquele que procura a verdadeira água, vai descobrir e encontrar a Fonte que sacia toda a sua sede. Por isso, é muito belo o comentário que Origenes faz a Jo 13,42 quando diz: “Ninguém é capaz de receber a água que difere da da fonte de Jacob e que só o Verbo pode dar, se, levado pela sede, não se aplicar com todo o empenho a passar por esta fonte para lá beber. Por este motivo, muitas coisas faltam a muita gente que não experimentou beber da fonte de Jacob”. Mas essa fonte agora é Cristo.

P. João Lourenço OFM

11 março 2017

Três tendas... É bom estar aqui!

Levando consigo Pedro, João e Tiago, Jesus subiu ao monte para orar. Enquanto orava, o aspecto do seu rosto modificou-se, e as suas vestes tornaram-se de uma brancura fulgurante. E dois homens conversavam com Ele: Moisés e Elias, os quais, aparecendo rodeados de glória, falavam da sua morte, que ia acontecer em Jerusalém. Pedro e os companheiros estavam a cair de sono; mas, despertando, viram a glória de Jesus e os dois homens que estavam com Ele. Quando eles iam separar-se de Jesus, Pedro disse-lhe: «Mestre, é bom estarmos aqui. Façamos três tendas: uma para ti, uma para Moisés e outra para Elias.» Não sabia o que estava a dizer. Enquanto dizia isto, surgiu uma nuvem que os cobriu e, quando entraram na nuvem, ficaram atemorizados. E da nuvem veio uma voz que disse: «Este é o meu Filho predilecto. Escutai-o.» Quando a voz se fez ouvir, Jesus ficou só. Os discípulos guardaram silêncio e, naqueles dias, nada contaram a ninguém do que tinham visto.”
(Lc 9, 28-36)
 
Creio que tal como naquele ano pode ser hoje reflexão para este Domingo em que Cristo nos convida a subir ao Monte Tabor e admirar a Glória do Pai que Ele manifesta ao transfigurar-se diante de Pedro, Tiago e João.
Depois de lerdes o texto, e se assim achardes por bem, convido-vos a visitar o texto em http://betus-pax.blogspot.com/2007/03/trs-tendas-caminho.html e ver também as partilhas e comentários que vós, e outros amigos, ali deixastes - em 2007 e no ano passado também.
Que este dia seja verdadeiramente um dia em que todos possamos dizer: "Que bom, Senhor! Que bom é estarmos aqui... conTigo"!

O monte é o lugar do encontro com Deus.
As Escrituras apresentam sempre uma subida ao monte onde, lá na Glória, Deus se revela.
Cristo, que mais tarde nos ensina a encontrar o Pai no recôndito do coração, acaba sempre, antes de tomar decisões importantes, por subir ao monte e ficar a sós com o Pai.
Assim foi antes de escolher os seus, na Transfiguração, na hora do Getsemani e, corolário deste encontro de Amor, no monte do Gólgota: o Calvário.
O caminho que Cristo faz não é solitário. Toma consigo três dos seus: Pedro, João e Tiago. Não importa agora o porquê destes, simplesmente importa sentir que Ele não caminha só, leva sempre os amigos, o caminho de Cristo implica caminho de comunhão, tal como no caminho de Emaús.
E lá, no alto do monte, manifesta-se a Glória de Deus; Cristo é já um Homem Glorificado: a luz das suas vestes e a mudança maravilhosa do Seu semblante no-lo revelam, Cristo é Ele mesmo a Glória do Pai.Moisés e Elias representam algo que fica na história das consecutivas Alianças de Deus com o Povo, através da Lei e da palavra dos Profetas. Mas estes não são a definitiva Aliança, essa é Jesus Cristo, o Filho amado que devemos escutar. Ele é a Palavra última do Pai que, por Ele e n’Ele, se manifesta em Glória. Cristo é a certeza de que o caminho da Lei e dos Profetas jamais morrerá e que, a Sua morte, é a continuação do caminho da vitória, da Luz, da Gloria.
E os três discípulos ali estão, com medo e ao mesmo tempo maravilhados.
“Façamos aqui três tendas…”. Pedro pede mas não para si nem para os outros dois. A maravilha e o espanto é tão grande que parecem esquecer-se deles mesmos.
Três tendas para que Cristo não deixe de ser Glória do Pai junto dos Crentes, os “filhos de Abraão” (Gn 15, 5-12), aqueles por quem Paulo chora por se haverem esquecido de Deus e olharem apenas para o seu próprio umbigo, aqueles a quem exorta a serem seus imitadores como ele o é de Cristo (Fil 3, 17-20).
Três tendas porque é bom estar com Cristo: “É tão bom estarmos aqui…”.
Pergunto a mim mesmo se Cristo quer que lhe construmamos uma tenda, tal como fazemos nos acampamentos de escuteiros ou em tempo de férias, para nos abrigarmos do frio ou da chuva, do calor do dia ou da escuridão da noite.
Subir ao monte sem tendas é o melhor caminho a fazer. O encontro com o Pai deve ser momento de desprendimento total, sem tendas, sem espectativas, mesmo que cansados da caminhada, com os pés doridos, o estômago vazio e os olhos pelejados de sono.
Subamos ao encontro do Pai. Ele já nos espera e a Sua tenda é o Seu coração. Não somos nós que devemos fazer uma tenda para Cristo, outra para Moisés e outra para Elias. Estar ali, diante da maravilha que é sentir o amor infinito de Deus, é já sentir-se dentro da tenda que é o coração deste Pai que nos acolhe em Sua casa.Que estas três tendas, neste tempo da quaresma, possam ser cada passo que damos para encontrar Deus na maravilha do rosto de cada irmão.
Que nos sintamos deslumbrados diante da Luz de Cristo, na oração, na partilha e na comunhão com os outros.
Assim diremos como Pedro: “como é bom estarmos aqui…” e acrescentaremos simplesmente como em Emaús: "Fica connosco, pois a noite vai caindo e o dia já está no ocaso." (Lc 24, 29b)E Cristo certamente montará a Sua tenda na nossa vida…

08 março 2017

Obrigado a Ti... Mulher (J.P.II)

Neste dia Internacional da Mulher, gostaria de deixar aqui, ao jeito de partilha e homenagem a todas as mulheres que, desde sempre passaram pela minha Vida, mesmo antes de eu nascer (pela vida dos meus pais), um excerto belíssimo do grande João Paulo II, na sua carta dirigida às mulheres.
Não publico a carta na totalidade, fico-me apenas por alguns números. Que eles possam reflectir o meu OBRIGADO sincero a todas as mulheres, e hoje de forma especial a todas as que, em tantas partes do mundo, já aqui se dignaram entrar e deixar testemunho de Vida…


CARTA DO PAPA JOÃO PAULO II ÀS MULHERES

A vós, mulheres do mundo inteiro, a minha mais cordial saudação!
1. A cada uma de vós dirijo esta Carta, sob o signo da solidariedade e da gratidão (...). A
Igreja se propõe oferecer a sua contribuição para a defesa da dignidade, do papel e dos direitos das mulheres, não só através da específica colaboração da Delegação oficial da Santa Sé nos trabalhos de Pequim, como também falando directamente ao coração e à mente de todas as mulheres.
(…) Gostaria agora de me dirigir directamente a cada mulher, para reflectir com ela sobre os problemas e perspectivas da condição feminina no nosso tempo, detendo-me em particular sobre o tema essencial da dignidade e dos direitos das mulheres, considerados à luz da Palavra de Deus. O ponto de partida deste diálogo ideal não pode ser senão um obrigado. A Igreja escrevia na Carta apostólica Mulieris dignitatem «deseja render graças à Santíssima Trindade pelo "mistério da mulher" por toda a mulher e por aquilo que constitui a eterna medida da sua dignidade feminina, pelas "grandes obras de Deus" que, na história das gerações humanas, nela e por seu meio se realizaram» (n. 31).


2. O obrigado ao Senhor pelo seu desígnio sobre a vocação e a missão da mulher no mundo, torna-se também um concreto e directo obrigado às mulheres, a cada mulher, por aquilo que ela representa na vida da humanidade.


Obrigado a ti, mulher-mãe, que te fazes ventre do ser humano na alegria e no sofrimento de uma experiência única, que te torna o sorriso de Deus pela criatura que é dada à luz, que te faz guia dos seus primeiros passos, amparo do seu crescimento, ponto de referência por todo o caminho da vida.


Obrigado a ti, mulher-esposa, que unes irrevogavelmente o teu destino ao de um homem, numa relação de recíproco dom, ao serviço da comunhão e da vida.
Obrigado a ti, mulher-filha e mulher-irmã, que levas ao núcleo familiar, e depois à inteira vida social, as riquezas da tua sensibilidade, da tua intuição, da tua generosidade e da tua constância.


Obrigado a ti, mulher-trabalhadora, empenhada em todos os âmbitos da vida social, económica, cultural, artística, política, pela contribuição indispensável que dás à elaboração de uma cultura capaz de conjugar razão e sentimento, a uma concepção da vida sempre aberta ao sentido do «mistério», à edificação de estruturas económicas e políticas mais ricas de humanidade.


Obrigado a ti, mulher-consagrada, que, a exemplo da maior de todas as mulheres, a Mãe de Cristo, Verbo Encarnado, te abres com docilidade e fidelidade ao amor de Deus, ajudando a Igreja e a humanidade inteira a viver para com Deus uma resposta «esponsal», que exprime maravilhosamente a comunhão que Ele quer estabelecer com a sua criatura.
Obrigado a ti, mulher, pelo simples facto de seres mulher! Com a percepção que é própria da tua feminilidade, enriqueces a compreensão do mundo e contribuis para a verdade plena das relações humanas. (…)


7. Permiti-me, pois, caríssimas irmãs, que juntamente convosco, medite uma vez mais aquela página bíblica maravilhosa que mostra a criação do homem, e na qual se exprime bem a vossa dignidade e missão no mundo. O Livro do Génesis fala da criação, de modo sintético e com linguagem poética e simbólica, mas profundamente verdadeira: «Deus criou o homem à sua imagem, criou-o à imagem de Deus; Ele os criou varão e mulher» (Gn 1, 27). O acto criador de Deus desenvolve-se segundo um preciso projecto. Antes de mais, diz que o homem é criado «à imagem e semelhança de Deus» (cf. Gn 1, 26), expressão que esclarece logo a peculiaridade do homem no conjunto da obra da criação. (…)
Que Maria, Rainha do amor, vele pelas mulheres e pela sua missão ao serviço da humanidade, da paz, da difusão do Reino de Deus!Com a minha Bênção Apostólica. Vaticano, 29 de Junho de 1995, solenidade dos Apóstolos S. Pedro e S. Paulo.

João Paulo II

http://www.vatican.va/

05 março 2017

TENTAÇÕES: Programa do demónio

(FOTO: pormenor do Claustro do Convento de Varatojo.
O texto que se segue é a minha releitura a partir das palavras da Ir. M.ª Amélia no 3.º Encontro)




ENCRUZILHADAS DA VIDA: Tentações
O dia iniciou-se com um velhinho cântico: “Coração novo, me dá Senhor! Fiel e aberto ao Teu Amor...”.
Juntou-se lhe a oração e meditação do Salmo 64 que convida, tal como o cântico, a viver nos átrios da Casa do Senhor, para saborear um Deus que dá firmeza às montanhas e à pessoa, que acalma os frémitos do mar, que faz brotar a alegria (franciscana) como dom do Espírito, saborear um Deus que por onde passa faz brotar rios de água viva e abundante.
Perguntaremos: qual o caminho por onde Ele passa? Deixo que Ele me visite, Ele que dá vida às pastagens do deserto, dos nossos desertos, um Deus que nos visita para encher de fertilidade a nossa terra, para sermos homens e mulheres férteis, fecundos, geradores de vida e não inférteis, estéreis…
Cristo veio ao nosso encontro para nos apelar a uma mudança radical, a uma vida nova, a uma relação clara e amorosa com Deus. A nossa opção com Deus não pode ser de meios termos, tem que ser resposta firme e coerente com as nossas opções e missão.
Foi isso mesmo que Cristo nos deixou como testemunho no momento do deserto da vida em que Satanás o tenta (Lc 4, 1-13). Cristo não se deixa vencer pela tentação mas sim a afasta com autoridade. Em Cafarnaum Jesus fala de tal forma ao demónio que este mesmo O reconhece como Filho de Deus e Cristo, cheio do Espírito Santo, voltou ao Jordão e é tentado pela sua fragilidade humana, pela fome que tem. Hoje também nós muitas vezes, por não estarmos atentos às nossas fragilidades, deixamos abrir brechas para que a tentação entre e deixando-a entrar abrimos grandes feridas na nossa relação com Deus e uns com os outros.
Desta forma nos sentimos como que numa ENCRUZILHADA DA VIDA.
Neste sentido devíamos perguntar a nós mesmos como está a nossa tensão? Como e por quem bate ele?
· TIPOS DE RESPOSTA:
Para responder é preciso ter tempo, não o desperdiçar. O tempo livre não pode ser desperdiçado. É tempo de Deus! As nossas faculdades têm que estar connosco por Jesus, não o Jesus dos simples sentimentos mas da inteligência, da vontade e dos sentimentos, todos juntos. Se assim não for, a nossa opção é soft e o seguimento não cria raízes e vindas as tempestades da vida tudo se desmorona à nossa volta.
Assim é-nos apresentada uma forma de resposta que implica DOIS CAMINHOS: Lc. 4, 1-13 (passar pelo deserto das tentações) e Mt. 7, 13 (fazer a opção de entrar pela porta estreita).
Quando nos momentos de dúvida precisamos e procuramos um sinal, quais os critérios de fundo do demónio? Que ideias base tem para nos confundir e afastar do discernimento? Como o podemos caracterizar bem como à sua acção?
1. É o pai da mentira.
Diga o que disser, está sempre a enganar-nos. Nós fizemos a escolha de amar e ele semeia a dúvida sobre as nossas escolhas.
2. Odeia o Homem e a Mulher.
Seja qual for a tentação não é para nos dar a felicidade do programa de Cristo. Pode dar prazer temporário mas não a felicidade plena dos que optam por Cristo.
3. É hipócrita.
Aparece com pele de cordeiro fazendo com que em momentos de crítica, de mal dizer, nem sempre conheçamos a verdade nem mesmo quem é o alvo da crítica. Ao contrário, quando ouvimos falar bem de alguém logo perguntamos se será mesmo assim. O demónio faz-nos acreditar que podemos continuar a ser cristãos, religiosos, rezar, comungar e continuar a criticar como se isso não fosse sinal de pecado. Toda esta falta de consciência da tentação tem levado o mundo a viver um enorme relativismo ético onde tudo vale.

Vejamos então quais são as ESTRATÉGIAS (programa) do demónio:
a) Confusão: não nos abre à vontade de Deus, permanece a confusão onde desprezamos e rejeitamos tudo e todos. Não somos capazes de ver o projecto de Deus na palavra e no conselho dos outros, como acontece nos superiores quando estes estão a ser sinal da palavra e vontade de Deus.
b) Debilita a coragem da pessoa, perde-se a confiança e desistimos de lutar. É como ficar diante de uma enorme pedra que apareceu no meio do nosso caminho e não percebermos que é mais fácil contorná-la do que pegar nela para a tirar do caminho, não ficar preso ali junto à pedra.
c) Olhar o Getsemani. Jesus está cada vez mais só, os seus afastaram-se e temem de medo. É o momento da dor, da traição, da escuridão “Pai, se é possível afasta de mim este cálice”. Cria-se o medo que paralisa e grita pela fuga.
d) Debilita a vontade e privilegia os sentimentos e a vida dos sentidos: comodidades, facilitismo que nos enfraquece, deixamos de estar atentos e perdemo-nos. Onde estou? No comodismo, na instalação que não me deixa livre nem feliz.
e) Provoca a inquietação e divisão interior. Faço o que não quero e quero o que não faço o que provoca um permanente estado de nervosismo que não vem de Deus porque Ele pacifica-me, harmoniza, dá firmeza, acalma.
Há que perguntar então qual a causa porque tantas vezes nos sentimos assim, porque não nos suportamos a nós mesmos nem aos outros, porque pensamos que o problema está sempre no outro e que eu nada tenho que ver com o assunto. Será que os outros estão sempre errados e nós é que estamos certos?
f) Insegurança como fruto da nossa imaturidade humana e espiritual que não nos faz estar seguros daquilo que somos, fazemos ou dizemos. Contra a insegurança só mesmo a confiança plena em Deus.

Abrindo-se ao programa do demónio o mundo acaba por criar os seus próprio critérios na cedência às tentações ficando desorientado na riqueza, poder e prazer.
O grande caminho é passar pela Cruz, não ficar preso nela, passar para a glória, para a ressurreição.
Urge perguntar que motivações nos levam a agir. Podemos apresentar uma lista de serviços mas não ao serviço do Reino, como faziam os fariseus. Não basta fazer por fazer. Fomos chamados pelo Rei para a missão de servir, e servir é amar, e amar é servir.
É importante permitir que Marta e Maria coabitem na nossa vida. Posso agir, trabalhar, fazer coisas sem nunca desviar a atenção e o coração d’Aquele que me agir. O mundo desvia-nos dos nossos objectivos mais nobres.
Então, que CRITÉRIOS DE VIDA devemos ter?
1. Ser inteligente. Isto implica da nossa parte acção para perceber que a vida não é um fardo e sim uma oportunidade. Por vezes sentimos a tentação de andar sempre a dizer “vai-se andando”, “estou cansado”, “é a vida”, “vai-se como Deus quer”, “é a vontade de Deus”, etc… isto é linguagem de quem não é inteligente porque se os outros não veêm que vivemos por Cristo, não querem viver connosco e talvez aqui resida alguma da chamada crise de vocações.
2. Pensar, raciocinar. Ter respostas, acções e atitudes em pensar pode ser terrível porque depois pode ser tarde para resolver ou remediar o mal consequente disso.
3. Responsabilidade com as escolhas feitas e com os valores da Vida Religiosa, com os critérios do Evangelho, com as razões da nossa vida. Nós vivemos insatisfeitos com tudo porque nós temos tudo.
4. Enamoramento. Viver apaixonado por Cristo e pela humanidade sofredora pela fidelidade ao carisma, missão, disponibilidade e hospitalidade.
Temos que estar no mundo sem ser do mundo, sem nos afeiçoarmos às coisas do mundo. A nossa entrega, o nosso sim, vai ser um bem para o mundo. A nossa forma de ser estar no mundo tem, nos dias em que a imagem é tão importante, que marcar pontos e dar uma imagem bonita do que somos e vivemos.
Não podemos esquecer que nas encruzilhadas da vida a resposta para pela forma como fugimos à tentação e que isso só tem um caminho, a porta estreita.

01 março 2017

Quaresma: Recordar a simbologia

Na linguagem corrente, a Quaresma abrange os dias que vão da Quarta-feira de Cinzas até ao Sábado Santo. Contudo, a liturgia propriamente quaresmal começa com o primeiro Domingo da Quaresma e termina com o sábado antes do Domingo da Paixão.
A Quaresma pode considerar-se, no ano litúrgico, o tempo mais rico de ensinamentos. Lembra o retiro de Moisés, o longo jejum do profeta Elias e do Salvador. Foi instituída como preparação para o Mistério Pascal, que compreende a Paixão e Morte (Sexta-feira Santa), a Sepultura (Sábado Santo) e a Ressurreição de Jesus Cristo (Domingo e Oitava da Páscoa).Data dos tempos apostólicos a Quaresma como sinónimo de jejum observado por devoção individual na Sexta-feira e Sábado Santos, e logo estendido a toda a Semana Santa. Na segunda metade do século II, a exemplo de outras igrejas, Roma introduziu a observância quaresmal em preparação para a Páscoa, limitando porém o jejum a três semanas somente: a primeira e quarta da actual Quaresma e a Semana Santa.
A verdadeira Quaresma com os quarenta dias de jejum e abstinência de carne, data do início do século IV, e acredita-se que, para essa instituição, tenham influído o catecumenato e a disciplina da penitência pública.
O jejum consistia originariamente numa única refeição tomada à tardinha; por volta do século XV tornou-se uso comum o almoço ao meio-dia. Com o correr dos tempos, verificou-se que era demasiado penosa a espera de vinte e quatro horas; foi-se por isso introduzindo o uso de se tomar alguma coisa à tarde, e logo mais também pela manhã, costume que vigora ainda hoje. O jejum actual, portanto, consiste em tomar uma só refeição diária completa, na hora de costume: pela manhã, ao meio-dia ou à tarde, com duas refeições leves no restante do dia.
A Igreja prescreve, além do jejum, também a abstinência de carne, que consiste em não comer carne ou derivados, em alguns dias do ano, que variam conforme determinação dos bispos locais.Na maior parte dos países, e também em Portugal, são dias de jejum e abstinência a quarta-feira de cinzas e a sexta-feira santa. Por determinação de algumas Conferências Episcopais, nas sextas-feiras do ano (inclusive as da Quaresma, excepto a Sexta-feira Santa) fica a abstinência comutada em outras formas de penitência.
Praticar a abstinência é privar-se de algo, não só de carne. Por exemplo, se temos o hábito diário de assistir televisão, fumar, etc, vale o sacrifício de abster-se destes hábitos nesses dias. A obrigação de se abster de carne começa pelos 14 anos, ano em que se pode ministrar o sacramento da Confirmação. A obrigação de jejuar, limitando-se a uma refeição principal e a duas mais ligeiras no decurso do dia, vai dos 21 aos 59 anos. Quem está doente (e também as mulheres grávidas) não está obrigado a jejuar.
“Todos pecamos, e todos precisamos fazer penitência”, afirma São Paulo. A penitência é uma virtude sobrenatural intimamente ligada à virtude da justiça, que “dá a cada um o que lhe pertence”: de facto, a penitência tende a reparar os pecados, que são ultrajes a Deus, e por isso dívidas contraídas com a justiça divina, que requer a devida reparação e resgate. Portanto, a penitência inclina o pecador a detestar o pecado, a repará-lo dignamente e a evitá-lo no futuro.
A obrigatoriedade da penitência nasce de quatro motivos principais, a saber:
1º. - Do dever de justiça para com Deus, a quem devemos honra e glória, o que lhe negamos com o nosso pecado;
.- Da nossa incorporação com Cristo, o qual, inocente, expiou os nossos pecados; nós, culpados, devemos associar-nos a ele, no Sacrifício da Cruz, com generosidade e verdadeiro espírito de reparação.
.- Do dever de caridade para com nós mesmos, que precisamos descontar as penas merecidas com os nossos pecados e que devemos, com o sacrifício, esforçar-nos por dirigir para o bem as nossas inclinações, que tentam arrastar-nos para o mal;
.- Do dever de caridade para com o nosso próximo, que sofreu o mau exemplo de nossos pecados, os quais, além disso, lhe impediram de receber, em maior escala, os benefícios espirituais da Comunhão dos Santos.
Vê-se daí quão útil para o pecador aproveitar o tempo da Quaresma para multiplicar suas boas obras, e assim dispor-se para a conversão. Segundo os Santos Padres, a Quaresma é um período de renovação espiritual, de vida cristã mais intensa e de destruição do pecado, para uma ressurreição espiritual, que marque na Páscoa o reinício de uma vida nova em Cristo ressuscitado.
A Quaresma tem por escopo primordial incitar-nos à oração, à instrução religiosa, ao sacrifício e à caridade fraterna. Recomenda-se por isso a freqüência às pregações quaresmais, a leitura espiritual diária, particularmente da Paixão de Cristo, no Evangelho ou em outro livro de meditação.
O jejum e abstinência de carne se fazem para que nos lembremos de mortificar os nossos sentidos, orientando-os particularmente ao sincero arrependimento e emenda de nossos pecados.
A caridade fraterna — base do Cristianismo — inclui a esmola e todas as obras de misericórdia espirituais e corporais.
(Fonte: Missal Romano)
Quais são as Obras de Misericórdia?Corporais1. Dar de comer a quem tem fome. 2. Dar de beber a quem tem sede. 3. Vestir os nus. 4. Dar pousada aos peregrinos. 5. Assistir aos enfermos. 6. Visitar os presos. 7. Enterrar os mortos.
Espirituais1. Dar bom conselho. 2. Ensinar os ignorantes. 3. Corrigir os que erram. 4. Consolar os tristes. 5. Perdoar as injúrias. 6. Sofrer com paciência as fraquezas do nosso próximo. 7. Rogar a Deus por vivos e mortos.
(in,http://cristao-catolico.blogspot.com)

18 fevereiro 2017

Parabéns mãe. 87 anos (no Céu)

PARABÉNS MÃE.
HOJE CELEBRARIA 87 ANOS.
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MAS SEI QUE NA GLÓRIA
DO CÉU HÁ FESTA DA VIDA.

Canta a música popular. "Ó minha mãe, minha mãe, ó minha mãe minha amada. Quem tem um mãe tem tudo, quem não tem mãe não tem nada".
Isto pode ser verdade para quem canta o seu sofrimento e dor pela ausência de quem muito amou e foi amado.
Mas eu não me sinto como alguém que nada tem.
Tenho uma enorme herança recebida daquela Mulher, a minha mãe Maria, que me deu à luz e me ensinou a maior parte do que sou.
Sem dúvida que a Vida ensina muito mas jamais conseguirá ensinar o que uma mãe pode e que a minha ensinou com a maior maestría e hombridade que é possível.


HOJE 87 ANOS na terra. 
Amanhã 2 anos e 5 meses de partida para o Céu.

OBRIGADO MÃE E TENHO TANTAS, MAS TANTAS SAUDADES SUAS.
Beijinho e... muita Festa aí no Céu!

18 janeiro 2017

Acalma meus passos























Tenho sede de Ti, Cristo, tenho sede da fonte da água viva, dos passos que são os Teus no meu pobre caminho…

Quem dera ser como as árvores que aprendem a caminhar para o alto, quase que num gesto de louvor e gratidão ao autor de todo o Universo.
A noite cai e, urge mesmo parar…
Olhar para dentro do coração e da vida… fazer exame de consciência e retomar o caminho.
Lembrei de uma apresentação em power point que recebi em tempos…
Fui ver: imagem, som e mensagem… Fiz oração…
Não querendo adulterar o pensamento do autor da obra linda que rezei: “Acalma meu passo, Senhor”, decidi rezá-la no nosso português e, como oração de caminho quaresmal, aqui a deixar…
Tenho sede de ti, Senhor, preciso que continues a caminhar comigo…
Aqui deixo a todos o texto lindo que rezei da qual não se conhece o autor:

"Acalma os meus passos, Senhor,
desacelera as batidas do meu coração,
acalmando a minha mente.
Diminui o meu ritmo apressado com uma nova visão da eternidade e do tempo.
No meio das confusões do dia a dia,
dá-me a tranquilidade das montanhas.
Retira a tensão dos meus músculos e nervos
com a música tranquilizante dos rios e das águas constantes
que vivem nas minhas lembranças.
Ajuda-me a conhecer o poder mágico
e reparador do sono.
Ensina-me a arte de tirar pequenas férias:
reduzir o meu ritmo para contemplar uma flor,
conversar com os amigos, afagar uma criança,
ler um poema, ouvir uma música.
Acalma os meus passos, Senhor,
para que eu possa perceber
no meio do incessante labor quotidiano dos ruídos,
lutas, alegrias, cansaços ou desalentos,
a Tua presença constante no meu coração.
Acalma os meus passos, Senhor,
para que eu possa entoar o cântico da esperança,
sorrir para o meu próximo
e calar-me para ouvir a Tua voz.
Acalma os meus passos, Senhor,
e inspira-me a enterrar as minhas raízes
no solo dos valores duradouros da vida,
para que eu possa crescer até às estrelas do meu destino maior: TU!
Obrigado Senhor, pelo dia de hoje,
pela família que me deste,
os meus trabalhos
e sobretudo pela Tua presença na minha vida."


(Autor desconhecido – adaptado para a língua Portuguesa por A. R.)

17 janeiro 2017

Parabéns Pai. 86 anos

Pai Manuel Rodrigues
86 ANOS, 
agora a
CELEBRAR
NA GLÓRIA
DO CÉU.

Se na Fé Cristã os que nos precederam e partem na paz, participam agora plenamente da Glória que lhes estava reservada pela bondade infinita de Deus.
Então... neste dia não quero chorar a não ser de saudade, da saudade do seu olhar, do seu canto, das suas gracinhas que nos faziam rir, mas sobretudo da saudade de um abraço e um beijinho, e daquele dia que me disse que punha a sua confiança total em mim.

Não quero chorar mas simplesmente cantar ao Deus Altíssimo, Omnipotente e Bom Senhor, porque não podia ter-me concedido outro pai melhor que o meu pai Manuel.

Pai, tenho saudades suas... mas sei que junto de Deus continua a olhar para nós... eu sinto isso a cada momento.

Beijinho e... muita Festa aí no Céu!

16 janeiro 2017

Vocação Franciscana: DAR A VIDA


Dia 16 de janeiro
Santos Mártires de Marrocos

P  Leitura (Ex 15)

Bem-aventurados os pacíficos, porque eles serão chamados filhos de Deus (Mt 5, 9). Pacíficos, de verdade, são aqueles que, seja o que for que neste mundo tenham de sofrer, sempre por amor de Nosso Senhor Jesus Cristo conservam em paz a alma e o corpo.

P  Prece

Felizes os construtores da paz, os construtores da fraternidade; os que trabalham incansavelmente a fim de que todos se sintam e se respeitem como irmãos; os que vivem plenamente reconciliados consigo mesmo, com os outros e com Deus; os que põem a sua confiança não na guerra, mas no diálogo, no respeito da justiça e no perdão incondicional; os que se reconhecem e reconhecem os outros como filhos do único e mesmo Pai; os que, seja o que for que neste mundo tenham de sofrer, sempre por amor de Nosso Senhor Jesus Cristo, conservam em paz a alma e o corpo. ajuda-nos a sermos fiéis construtores da Paz e do Bem.

P  Oração

Deus omnipotente, eterno, justo e misericordioso, concede-nos a nós, miseráveis, que por ti façamos o que sabemos que tu queres, e sempre queiramos o que te apraz, para que, interiormente purificados, interiormente alumiados e abrasados pelo fogo do Espírito Santo, possamos seguir os passos de teu Filho, nosso Senhor Jesus Cristo, e mediante somente a tua graça, chegar até ti, ó Altíssimo, que, em Trindade perfeita e em simples Unidade, vives e reinas e tens toda a glória, ó Deus omnipotente, por todos os séculos dos séculos.

15 janeiro 2017

Vocação Franciscana: SOLIDARIEDADE


Dia 15 de janeiro

P  Leitura (EP XXXV, 1-4)

Noutra ocasião, um pobre veio ao eremitério onde estava S. Francisco e pediu aos frades uma peça de pano, por amor de Deus. Ouvindo o pedido, S. Francisco disse a um irmão: «Procura pela casa e, se encontrares uma peça ou um bocado de pano, dá-o a este pobre». Depois de percorrer toda a casa, o irmão disse nada ter encontrado. Para que este pobre não se fosse embora de mãos vazias, S. Francisco retirou-se às ocultas, para que o guardião não lho proibisse. Tomou uma faca e, sentando-se num lugar escondido, começou a retirar do hábito uma parte que estava cosida interiormente, tencionando dá-la ao pobre sem ser notado. Mas o guardião, adivinhando a sua intenção, imediatamente foi ter com ele e proibiu-o de a dar, principalmente porque então fazia frio intenso e ele, Francisco, era doente e friorento. Disse-lhe S. Francisco: «Se não queres que eu lhe dê este pedaço, é absolutamente necessário que mandes dar outro qualquer ao nosso irmão pobre».

P  Prece

Pai Santo, Senhor do céu e da terra, Tu, que a S. Francisco deste um hábito em forma de cruz, ensina-nos e impele-nos à doação sincera e à entrega decidida aos nossos irmãos fora e no seio da fraternidade.

P  Oração

Senhor Jesus Cristo, bom Pastor, que a nós, pecadores, mostraste a Tua misericórdia, e nos tornastes dignos da Tua presença, chama-nos e atrai-nos constantemente a Ti, dá-nos o dom de perseverar no Teu seguimento, e humildade para Te servirmos com fé e alegria. Concede-nos a Tua graça e virtude, para que nenhuma enfermidade, contrariedade ou constrangimento desta vida nos aparte de Ti, nosso único Salvador, que vives pelos séculos dos séculos. Ámen.

Vocação Franciscana. PERDÃO


Dia 14 de janeiro


P  Leitura (1Cel 109, 7-9)

Um dos frades presentes, a quem o Santo amava com singular afeição e era muito solícito para com todos os irmãos, vendo isto, e sabendo estar próximo o desenlace, disse-lhe: «Pai bondoso, que vai ser de teus filhos sem ti, que és a luz dos seus olhos? Lembra-te que os deixas órfãos, perdoa-lhes todas as culpas e dá-lhes a todos, presentes e ausentes, o conforto da tua santa bênção». E o Santo, de volta: «Meu filho, Deus chama-me. A todos os meus irmãos, presentes e ausentes, eu lhes perdoo e os absolvo tanto quanto me é permitido. Isto mesmo lhes dirás e os abençoarás da minha parte».

P  Prece

Francisco de Assis, que apenas desejaste em toda a tua vida viver o santo Evangelho e seguir os passos de Nosso Senhor Jesus Cristo, filho da Virgem pobre Maria, te pedimos: intercede por nós, a afim de que a nossa forma de vida seja sempre sinal de bênção para o mundo em que vivemos.

P  Oração

Peço-Te, Senhor Jesus Cristo, Pai de misericórdia, que não olhes à nossa ingratidão, mas Te lembres do amor infinito que dispensaste a esta Ordem. Seja ela para sempre morada e habitação de gente que Te conheça, e glorifique o Teu nome bendito e glorioso, pelos séculos dos séculos. Ámen. (LP 99)

13 janeiro 2017

Vocação Franciscana: DÓCEIS DE CORAÇÃO


Dia 13 de janeiro


P  Leitura (Exortação 1, 12-18)

Portanto, o que tem o espírito do Senhor que habita nos seus fiéis, esse, sim, recebe o santíssimo Corpo e Sangue do Senhor. Os demais, que não partilham desse espírito e todavia presumem comungar, esses comem e bebem a sua condenação. Por isso, ó filhos dos homens, até quando haveis de ser de coração duro? Porque não reconheceis a verdade, e acreditais no Filho de Deus? (Jo 9, 35). Eis que ele se humilha cada dia, como quando baixou do seu trono real (Sb 18, 15), a tomar carne no seio da Virgem; cada dia vem até nós em aparências de humildade; cada dia desce do seio do Pai, sobre o altar, para as mãos do sacerdote.

P  Prece

Jesus Cristo, Filho do Deus vivo, que nada nos impeça nem se ponha de permeio na busca da vivência do nosso carisma. Ajuda-nos a alimentar a nossa vida fraterna à volta da mesa do Pão da Tua palavra e do Teu Corpo e Sangue Santíssimo.

P  Oração

Omnipotente, santíssimo e sumo Deus. Pai santo e justo. Senhor do céu e da terra, nós te bendizemos e te rendemos graças, porque, na Tua bondade, nos chamastes a seguir os passos do teu amado filho, nosso Senhor Jesus Cristo, na forma de vida que inspiraste os teus servos Francisco e Clara de Assis, e por nos teres sustentado no Teu amor no decorrer destes anos da nossa consagração batismal e profissão religiosa. Por Cristo Senhor nosso. Ámen.

12 janeiro 2017

Vocação Franciscana: ORAÇÃO

Dia 12 de janeiro


P  Leitura (2 Celano 213, 3-6)
E rezando fervorosamente, empenhado nesta luta, obteve do Senhor a promessa da vida eterna:
«Se toda a terra e o Universo inteiro fossem de ouro puríssimo e soubesses que toda essa imensa riqueza, com ser tão grande, valia menos que nada, comparada com a riqueza que receberias em recompensa dos sofrimentos padecidos, não é que te sentirias feliz em sofrê-los animosamente por mais algum tempo? – Seria feliz – afirmou o Santo – seria felicíssimo? – Rejubila então – concluiu o Senhor –, porque a tua enfermidade é penhor do meu reino. Graças aos méritos da tua paciência, poderás estar certo e seguro dessa herança».

P  Prece
Amor que não és amado, que misericordiosamente nos chamas à vida franciscana, na menoridade e pobreza evangélicas, ajuda, Te pedimos, nos sofrimentos e angústias, dos nossos irmãos enfermos e recompensa os nosso irmãos defuntos com a coroa da vida eterna.

P  Oração

Omnipotente, santíssimo e soberano Deus, sumo bem, todo o bem, bem completo, a ti que só és bom, rendamos todo o louvor, toda a glória, toda a graça, toda a honra, toda a bênção, e todo o bem a ti atribuamos para sempre, pelos séculos dos séculos. Ámen.

11 janeiro 2017

Vocação Franciscana: DIZER PAI NOSSO

Dia 11 de janeiro

P  Leitura (1R 22, 28-31)

E quando fordes a orar, dizei: Pai nosso, que estais nos céus. E adoremo-lo com o coração puro, pois importa orar sempre, sem desfalecer; porquanto são esses os adoradores que o Pai deseja. Deus é espírito, e os que o adoram, devem adorá-lo em espírito e verdade.

P  Prece
Altíssimo e soberano Deus, concede-nos, por intercessão de S. Francisco, procurar sempre e em todas as coisas o «espírito de santa oração e devoção».

P  Oração

Deus omnipotente, eterno, justo e misericordioso, concede-nos a nós, miseráveis, que por ti façamos o que sabemos que tu queres, e sempre queiramos o que te apraz, para que, interiormente purificados, interiormente alumiados e abrasados pelo fogo do Espírito Santo, possamos seguir os passos de teu Filho, nosso Senhor Jesus Cristo, e mediante somente a tua graça, chegar até ti, ó Altíssimo, que, em Trindade perfeita e em simples Unidade, vives e reinas e tens toda a glória, ó Deus omnipotente, por todos os séculos dos séculos. Ámen.

10 janeiro 2017

Vocação Franciscana: ALEGRIA


DIA 10 de janeiro
 
P  Leitura da Primeira Regra (1R 17, 5-6)

Pelo que, na caridade que é Deus, eu suplico a todos os meus irmãos que pregam, rezam, trabalham, quer clérigos quer leigos, que cuidem de se humilhar em todas as coisas, não se desvanecendo das boas palavras e obras, e nem mesmo de qualquer outro bem que Deus diz ou faz ou alguma vez tenha operado neles ou por meio deles, segundo o que diz o Senhor: Mas nem disso vos deveis alegrar, de que os espíritos maus vos estejam sujeitos.

P  Prece

Santíssimo Pai nosso, Nosso criador, nosso redentor, por Ti próprio rendemos graças: ajuda a nossa fraternidade a dar apenas glória ao Teu Santo Nome.

P  Oração

Espírito Santo, eterna juventude da Igreja: ele faça com que todos sintam a urgência de oferecer um testemunho coerente e corajoso do Evangelho, a fim de que nunca faltem santos, que façam resplandecer a Igreja como esposa sempre pura e bela, sem manchas nem rugas, capaz de atrair irresistivelmente o mundo para Cristo, para a sua salvação. Por Cristo Senhor Nosso. Amén

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