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Quem és Tu, ó Deus meu, e quem sou eu? (S. Francisco)

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APRENDENDO COM SÃO PAULO...

 APRENDENDO COM SÃO PAULO...

“Todas as coisas concorrem para o bem daqueles que amam a Deus“
(Rom 8, 28).

É uma palavra forte que faz surgir no nosso interior a pergunta: Acredito realmente nisso? Estou convicto de que tudo o que acontece na minha vida – realmente tudo! – é para o meu bem?
S. Paulo estava profundamente convencido da realidade do amor e da bondade de Deus na sua vida. Depois da experiência de Damasco não lhe restavam dúvidas. De perseguidor tornou-se o maior anunciador da Boa Nova, porque tinha experimentado o amor incondicional de Deus na Pessoa de Jesus Cristo e o Seu chamamento pessoal. Tinha sido “reciclado” da sua obstinação contra o novo “Caminho” (como a Igreja era chamada na época), para se tornar uma “nova criação”, fruto do amor misericordioso de Deus. Por isso podia afirmar, na Carta aos Romanos, com total certeza: “Todas as coisas concorrem para o bem daqueles que amam a Deus”.
“TODAS as coisas...”Sim, todas as coisas. Para Paulo, isto estava claro. Depois da sua “experiência-chave” às portas de Damasco, já nao havia nada que lhe pudesse fazer medo. “Quem nos separará, pois, do amor de Cristo?” – pergunta na mesma Carta aos Romanos, e diz que “nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as coisas presentes, nem as futuras, nem as potestades, nem a altura, nem a profundidade, nem nenhuma outra criatura nos poderá separar do amor que Deus nos manifesta em Cristo Jesus, Senhor Nosso” (Rom, 8, 35.38-39).
Isto é forte! Supõe, da parte de quem escreve, estar totalmente tomado pela causa de Deus. Mais: significa apostar tudo no único trunfo no “baralho” da sua vida: a Pessoa de Jesus Cristo e o Seu amor. A partir deste centro de gravidade, tudo na vida de Paulo – “todas as coisas”adquirem sentido e o conduzem infalivelmente para Deus.
Daí a consequência de que todas as coisas, tudo o que lhe ia sucedendo na vida, os acontecimentos bons e maus
“...concorrem para o BEM...”,
ou seja revertem em benefício para si e para a sua identificação cada vez mais profunda e radical com Cristo. Pois era este o maior BEM na vida de Paulo: “Para mim viver é Cristo” (Fil 1, 21).

Poderíamos perguntar-nos, ao jeito de revisão de vida: O que é que eu considero o maior BEM na minha vida? Será o mesmo que Paulo? Ou não serão, antes, valores bastante diferentes? O que é que eu sonho – às vezes com os olhos bem abertos – para a minha vida? Serão sonhos com Deus, com Cristo, com o Evangelho ao centro? Ou está no centro apenas o meu “eu” com os seus desejos e egoísmos desmedidos?

“...daqueles que AMAM a Deus.”Considero esta a parte central desta palavra de S. Paulo na carta aos Romanos: o amor de Deus, ou seja a nossa resposta de amor a um Deus que nos ama incondicionalmente e que nos provou o Seu amor na Pessoa de Jesus Cristo.Talvez, ao ler a frase no título desta reflexão, tenhamos fixado a nossa atenção apenas na primeira parte. E como talvez pensemos que nem todas as coisas que já aconteceram nas nossas vidas reverteram realmente para o nosso bem (segundo a nossa visão míope e mesquinha), nem sequer nos detemos nesta última parte, e assim ela cai em “saco roto”. E, no entanto, é a essência da nossa vida: “Amar a Deus de todo o coração...” (cf. Mc 12, 30). Fazer de Deus a nossa primeira prioridade. Centrar o nosso pensar e viver em Deus. E, a partir de Deus, “amar os outros como a nós mesmos” (cf. Mc 12, 31). Vemos aqui o amor ao próximo como fruto e decorrência do amor a nós mesmos. Claro, não se trata aqui de pôr o nosso “eu” em primeiro plano e centrar nele toda a nossa atenção. Mas do que Jesus fala aqui é de um sadio amor-próprio no sentido de auto-estima, de consciência da própria dignidade e valor. É absolutamente necessário, para poder amar, aceitar, estimar os outros, que me estime e aceite a mim mesmo. No entanto, tudo na sua devida ordem, dando a primazia a Deus. Não se aplique a nós a palavra severa de S. João na sua primeira carta: “Quem diz que ama a Deus que não vê e não ama o seu irmão que vê, é mentiroso” (cf. 1 Jo 4, 20).

Que tal, deixarmos pautar a nossa vida pelos critérios que S. Paulo nos ensina?!

"Miguel"

Unidade: Tema 2012 "Transformados..."

TEXTO BÍBLICO - 1ª Coríntios 15, 51-58

Vou dar-vos a conhecer um mistério. Nós não morreremos todos, mas todos seremos transformados, num instante, num piscar de olhos, ao som da trombeta final. Pois a trombeta soará, os mortos ressuscitarão incorruptíveis e, quanto a nós, seremos transformados. Com efeito, é necessário que este ser corruptível revista a incorruptibilidade, e que este ser mortal revista a imortalidade. Quando, portanto, este ser corruptível tiver revestido a incorruptibilidade e este ser mortal tiver revestido a imortalidade, então se realizará a palavra da Escritura: “A morte foi tragada na vitória. Ó morte, onde está a tua vitória? Morte, onde está teu aguilhão?” O aguilhão da morte é o pecado, e o poder do pecado é a lei.

Rendamos graças a Deus, que nos dá a vitória por nosso Senhor Jesus Cristo. Assim, meus irmãos bem amados, sede firmes, inabaláveis, fazei sem cessar progressos na obra do Senhor, sabendo que a vossa fadiga não é inútil no Senhor.

INTRODUÇÃO AO TEMA PARA O ANO 2012

Todos seremos transformados pela vitória de nosso Senhor Jesus Cristo (cf 1 Cor 15, 51-58)
 
O material para a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos em 2012 foi preparado por um grupo de trabalho composto por representantes da Igreja Católica Romana, da Igreja Ortodoxa e dos Antigos Católicos e Igrejas protestantes em atividade na Polónia.

A partir de amplas discussões de que participaram os representantes de vários círculos ecuménicos na Polónia, ficou decidido focalizar um tema que diz respeito ao poder transformador da fé em Cristo, particularmente no que se refere à nossa oração pela unidade visível da Igreja, o Corpo de Cristo. Isso baseou-se nas palavras de São Paulo aos coríntios, que se referem à natureza temporária da nossa vida presente (com todas as suas aparentes “vitórias” e “derrotas”) em comparação com o que recebemos através da vitória de Cristo, pelo mistério pascal.

Razão do tema

A história da Polónia tem sido marcada por uma série de derrotas e vitórias. Podemos mencionar as muitas vezes em que a Polónia foi invadida, as divisões de território, a opressão por poderes estrangeiros e sistemas hostis. A constante luta para superar toda a escravidão e o desejo de liberdade são características da história polaca que têm levado a significativas mudanças na vida nacional. E ainda onde há vitória há também perdedores que não compartilham da alegria e do triunfo dos vitoriosos.

Essa particular história nacional polaca levou o grupo ecuménico que escreveu o material deste ano a refletir mais profundamente sobre o que significa “vencer” e “perder”, especialmente considerando o modo como a linguagem de “vitória” é tão frequentemente entendida em termos de triunfalismo. Mas Cristo apresenta-nos um caminho bem diferente!

Em 2012 o campeonato europeu de futebol acontecerá na Polónia e na Ucrânia. Isso nunca foi possível em anos passados. Para muitos, isso é um sinal de outra “vitória nacional”, quando centenas de milhões de fãs ansiosamente aguardam notícias de equipas vencedoras, a jogar nessa região da Europa. Pensar nesse exemplo pode levar-nos a considerar o apelo dos que não são vencedores – não apenas no desporto, mas nas suas vidas e comunidades: quem dedicará um pensamento aos perdedores, àqueles que constantemente sofrem derrotas porque lhes é negada a vitória por causa de várias condições e circunstâncias? A rivalidade é uma característica permanente, não apenas no desporto, mas também na política, nos negócios, na cultura e mesmo na vida da Igreja.

Quando os discípulos de Jesus entraram em disputa sobre “quem era o maior” (Mc 9,34), ficou claro que esse impulso era forte. Mas a reação de Jesus foi muito simples: “quem quiser ser o primeiro seja o último de todos e servo de todos” (Mc 9,35). Essas palavras falam de vitória através do serviço, da ajuda mútua, promovendo a auto-estima daqueles que são os “últimos”, os esquecidos, os excluídos. Para todos os cristãos, a melhor expressão de tal serviço humilde é Jesus Cristo, sua vitória através da morte e sua ressurreição. É na sua vida, ação, ensinamento, sofrimento, morte e ressurreição que desejamos buscar inspiração para uma moderna e vitoriosa vida de fé que se expressa no compromisso social em espírito de humildade, serviço e fidelidade ao Evangelho. E, quando se viu na expectativa do sofrimento e da morte que estavam para vir, ele orou pedindo que seus discípulos fossem um, a fim de que o mundo pudesse crer. Essa “vitória” só é possível através de uma transformação espiritual, uma conversão. É por isso que consideramos que o tema para nossas meditações deveria vir daquelas palavras do Apóstolo das nações. O objetivo é conquistar uma vitória que integre todos os cristãos ao redor do serviço a Deus e ao próximo.

À medida que oramos e trabalhamos pela plena unidade visível da Igreja nós – e as tradições a que pertencemos – seremos mudados, transformados e moldados à semelhança de Cristo. A unidade, pela qual oramos, pode exigir a renovação de formas da vida eclesial, com as quais estamos familiarizados. Isso é uma visão emocionante, mas pode trazer-nos algum tipo de medo! A unidade, pela qual oramos, não é simplesmente uma noção “confortável” de amizade e cooperação. Ela exige a disposição de renunciar à competição entre nós. Precisamos de nos abrir uns aos outros, oferecer e receber dons uns dos outros, para que possamos verdadeiramente entrar na nova vida em Cristo, que é a única verdadeira vitória.

Há lugar para todos, no plano de salvação de Deus. Através de sua morte e ressurreição, Cristo abraça a todos, independentemente de vencer ou perder, “a fim de que todo aquele que crê tenha nele a vida eterna”. (Jo 3,15) Nós também podemos participar da sua vitória! É suficiente crer nele, assim acharemos mais fácil vencer o mal com o bem.


Oito dias de reflexão sobre nossa mudança em Cristo

Na Semana que se aproxima, somos convidados a entrar mais profundamente na nossa fé, para que sejamos todos transformados pela vitória de nosso Senhor Jesus Cristo. As leituras bíblicas, comentários, preces e perguntas para reflexão são recursos que exploram diferentes aspectos daquilo que isso significa para as vidas dos cristãos e para a sua unidade uns com os outros, dentro do mundo de hoje e para esse mundo. Começamos a contemplar o Cristo que serve e a nossa jornada e nos leva à celebração final do reino de Cristo, por meio da sua cruz e ressurreição .

Primeiro dia: Transformados pelo Cristo servidor

O Filho do Homem veio para servir (cf Mc 10,45)

Neste dia, encontramos Jesus no caminho para a vitória, através do serviço. Vemo-lo como “aquele que não veio para ser servido, mas para servir e dar a vida em resgate pela multidão” (Mc 3,45). Consequentemente, a Igreja de Jesus Cristo é uma comunidade servidora. O uso dos nossos diversos dons em serviço comum à humanidade torna visível a nossa unidade em Cristo.

Segundo dia: Transformados na paciente espera pelo Senhor

Agora é assim que nos convém cumprir toda a justiça. (Mt 3,15)

Neste dia, concentrar-nos-emos na espera paciente pelo Senhor. Para obter qualquer transformação, são necessárias a perseverança e a paciência. Orar a Deus por qualquer tipo de transformação é também um ato de fé e confiança nas suas promessas. Tal espera pelo Senhor é essencial a todos aqueles que oram pela unidade visível da Igreja, nesta Semana. Todas as atividades ecuménicas requerem tempo, atenção mútua e ação conjunta. Somos todos chamados a cooperar com o trabalho do Espírito, na união dos cristãos.

Terceiro dia: Transformados pelo Servo Sofredor

Cristo sofreu por nós (cf 1 Pd 2,21)

Este dia chama-nos a refletir sobre o sofrimento de Cristo. Seguindo Cristo, o Servo Sofredor, os cristãos são chamados à solidariedade com todos os que sofrem. Quanto mais perto estivermos da cruz de Cristo, mais próximos estaremos uns dos outros.

Quarto dia: Transformados pela vitória do Senhor sobre o mal

Sê vencedor do mal por meio do bem (Rom 12,21)

Este dia leva-nos a aprofundar as lutas contra o mal. Vitória em Cristo é a superação de tudo o que danifica a criação de Deus e nos mantém separados uns dos outros. Em Jesus, somos chamados a participar dessa nova vida, lutando junto com ele contra o que está errado no nosso mundo, com renovada confiança e tendo satisfação no que é bom. Nas nossas divisões, não podemos ser suficientemente fortes para vencer o mal no nosso tempo.

Quinto dia: Transformados pela paz do Senhor ressuscitado

Jesus veio, pôs-se no meio deles e disse-lhes: A paz esteja convosco. (Jo 20,19)

Hoje celebramos a paz do Senhor ressuscitado. O Ressuscitado é o grande Vitorioso sobre a morte e o mundo das trevas. Ele une os seus discípulos, que estavam paralisados com medo. Ele abre-nos novas perspectivas de vida e de ação pelo Seu reino que está a chegar. O Senhor Ressuscitado une e fortalece todos os que crêem. Paz e unidade são as marcas da nossa transformação na ressurreição.

Sexto dia: Transformados pelo amor persistente de Deus

Esta é a vitória, nossa fé ( Cf 1 Jo 5,4)

Neste dia concentramos a nossa atenção no amor persistente de Deus. O mistério pascal revela a firmeza desse amor, e chama-nos a um novo caminho de fé. Essa fé supera o medo e abre os nossos corações ao poder do Espírito. Tal fé nos chama-nos à amizade com Cristo e, consequentemente, de uns com os outros.

Sétimo dia: Transformados pelo Bom Pastor

Apascenta as minhas ovelhas (Jo 21,17)

Neste dia os textos bíblicos mostram-nos o Senhor fortalecendo o seu rebanho. Seguindo o Bom Pastor, somos chamados a fortalecer-nos uns aos outros no Senhor, e a sustentar e fortalecer os fracos e perdidos. Há um só Pastor e nós somos o seu povo.

Oitavo dia: Unidos no Reino de Cristo

Ao vencedor, concederei sentar-se comigo no trono (Ap 3,21)

Neste último dia de nossa Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos celebramos o Reino de Cristo. A vitória de Cristo capacita-nos a olhar para o futuro com esperança. Essa vitória supera tudo que nos impede de partilhar vida plena com ele e uns com os outros. Os cristãos sabem que a unidade entre nós é, acima de tudo, um dom de Deus. É uma participação na gloriosa vitória de Cristo sobre tudo o que gera divisão.




Parabéns pai... 81 anos de Vida.


Como o tempo passa...
Mais um dia de festa hoje ocorre, o ANIVARSÁRIO DO MEU PAI.
81 ANOS DE VIDA...
Seriam inúteis as palavras que eu pudesse aqui escrever, se quisesse descrever o sentimento que me inunda face ao meu querido pai.
Já o escrevi outras vezes, outros anos e cada vez mais sinto que muito há para duzer mas que jamais o conseguirei dizer.
81 anos com tanta vida, trabalho, dedicação, abnegação de si mesmo, falta de fé e reencontro com a Fé, sacrifícios, alegrias... e a debilidade que nos últimos tempos vai aumentando e tornando este Homem, que eu sempre vi como um homem forte fisicamente, num homem frágil, debilitado e dependente do carinho, amor e dedicação de todos os que o rodeiam.
Que me dera poder hoje fazer a mais alta festa de aniversário ao meu pai, festa no sentido da festa dita habitual. Seria sinal que ele podia levantar da cama ou da cadeira de rodas para ir comigo à festa.
Mas a festa terá que ser a da serenidade e dos miminhos, esperando que a boa disposição dele os permita. A festa da Vida que se celebra na Eucaristia e na oração de gratidão, mais uma vez, ao Senhor da Vida pelo dom do pai que me deu.
Não tenho dúvida que eu não poderia ter outro pai que não o pai Manuel.
Ainda esta semana olhei algumas fotos já com uns trinta anos...
O tempo passa mas posso dizer hoje que, se há trinta anos o meu pai era importante para mim pelo que representava na sua virilidade, força, carinho e testemunho, hoje o é ainda mais pela sua Vida e pelo carinho que tem aumentado em mim para com ele.
Que Deus e o pai Manuel perdoem os momentos que não fui sinal de serenidade e calma na fragilidade e continuem a dar forças para cuidar, no que me é possível, com toda a dedicação, amor e carinho, da vida do pai que hoje celebra o Dom da Vida.
Neste sentimento mais uma vez a palavra de muita gratidão a todos quantos, no Lar de S. Francisco, tecnicos de saúde, familiares e Amigos que ajudam a ser AMOR para com o pai Manuel.
Aos que têm dedicado ao meu pai (e mãe obviamente) a gratidão que dinheiro algum pode pagar e que palavra alguma será suficiente para mostrar sentimento tão grato.

Senhor da Vida... eu te agradeço o pai que me deste e é por ele que mais uma vez, por interceção de Maria Mãe e Senhora de ao pé da Cruz e de Santo António, que imploro a paz interior e a saúde dentro do que a Vossa infinita misericórdia o entenda.
A Vida é um Dom do Teu Amor, Senhor...
Eu Te agradeço.
PARABÉNS PAI MANUEL!

Menores como Francisco e Clara de Assis

Terminamos hoje a Semana de Oração pela Vocação Franciscana e celebramos o Dia dos Santos Mártires de Marrocos, Patronos da Província Portuguesa da Ordem Franciscana.
Agradeço desde já a todos os que estivestes e continuais unidos na amizade e oração.
Não vou fazer aqui nenhuma reflexão sobre a Vocação Franciscana... deixo isso para a reflexão que encontrareis no Retalhos 1 neste mesmo dia.
Encontrei este clip de vídeo, feito por um irmão do Brasil, e que quero partilhar convosco. Creio que pode ser uma grande ajuda para entender esta Família Franciscana de milhões de Irmãos e Irmãs espalhados por todo o mundo nas três Ordens fundadas por Francisco.
Aos meus Irmãos da Província de Portugal, neste dia da nossa Província, a minha comunhão de Oração e a certeza de que, com a ajuda de Deus e a bênção do Pai Francisco, levaremos a bom termo a missão a que o Senhor nos chamou...
SER MENORES...
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Natal: Tempo da manifestação

Paz e bem Amigos!
Ontem, último dia do tempo de Natal, e antes de desfazer o Presépio da nossa igreja, decidi voltar a fazer um pequeno vídeo como forma de terminar o Natal e deixar e partilhar convosco.
Há muito que o não fazia. Aqui está.
Aproveito para agradecer a quantos ajudaram nos presépios e na Liturgia, nos mais diversos serviços.
Que a todos Deus abençoe.

NATAL: Baptismo de Jesus

Terminamos hoje o Tempo do Natal com este dia do
BATISMO DO SENHOR
(Desactivar a música do blog para ouvir a mensagem do vídeo)


Peço uma vez mais que perdoeis algumas gafes ou ideias repetidas mas não é fácil filmar e ao mesmo tempo estar atento às palavras porque, não existe ponto nem cábula para ler.

Epifania: Viemos adorá-l'O

Hoje o Salmo 71 leva-nos à aclamação: “Virão adorar-Vos, Senhor, todos os povos da terra.” E mais adiante referindo-se ao Messias canta que “Os reis de Társis e das ilhas virão com presentes, os reis da Arábia e de Sabá trarão suas ofertas. Prostrar-se-ão diante dele todos os reis, todos os povos o hão-de servir.”Este Salmo torna-se o mote para a nossa reflexão deste dia, o dia da Epifania, da manifestação de Deus em Jesus Cristo.É d’Ele que fala o salmo. A adoração e a prostração dos grandes do mundo, só poderia acontecer diante do grande mistério da manifestação de Deus ao Seu povo, o novo Israel, a nova Jerusalém.Isaías (Is 60, 1-6) sonha com esta grande realidade e mais ainda aponta-a para um futuro próximo: “Levanta-te e resplandece, Jerusalém, porque chegou a tua luz e brilha sobre ti a glória do Senhor”Não é apenas um sonho mas a revelação do próprio Deus que vem, Ele é a Luz que vem para iluminar e guiar nos caminhos da paz e da justiça. “sobre ti levanta-Se o Senhor, e a sua glória te ilumina” (…)Virão todos os de Sabá, trazendo ouro e incenso e proclamando as glórias do Senhor”.Como é bom imaginar o profeta a fazer esta preconização na enorme praça da cidade Santa. Como crer que a Luz de Deus vem iluminar quem se sente tão longe d’Ele? Como crer que os outros povos poderosos olharão para uma nova Jerusalém invadindo-a não para a derrotar mas para a encher de bens e de presentes, ouro, sinal da realeza e incenso sinal da divindade.
Deus iluminará o Seu Povo, reformará o seu coração, a sua história e atrairá a ele todos os outros povos.Esta é a promessa que hoje nos narra Mateus 2, 1-12: “Tinha Jesus nascido em Belém da Judeia, nos dias do rei Herodes, quando chegaram a Jerusalém uns Magos vindos do Oriente. «Onde está – perguntaram eles – o rei dos judeus que acaba de nascer? Nós vimos a sua estrela no Oriente e viemos adorá-l’O».Uns magos, ou reis como também se lhes chama noutros textos, conhecem a Escritura Sagrada, conhecem os sinais dos tempos e deixam-se guiar por uma Luz, uma estrela, diferente de todas as outras. E eis que chegam ao lugar onde está Maria e o Menino. É curioso que o Evangelho não refere mais ninguém, nem mesmo José. “Puseram-se a caminho. E eis que a estrela que tinham visto no Oriente seguia à sua frente e parou sobre o lugar onde estava o Menino. Ao ver a estrela, sentiram grande alegria. Entraram na casa, viram o Menino com Maria, sua Mãe, e, prostrando-se diante d’Ele, adoraram-n’O.”José aparece aqui completamente ofuscado pelo mistério da Encarnação. Parece que o Evangelista apenas se preocupa em revelar a grandeza do Menino e de Sua Mãe. Nada mais importa ali naquele lugar. José teve e tem um lugar primordial na vida de Cristo e em toda a história da salvação mas, curiosamente, nos momentos mais fortes – tão poucos – em que José está presente não existe grande preocupação a não ser revelar que o grande Mistério da Salvação nos vem de Jesus por Maria.Aquela pequena terra, Belém, que ao que parece nem era lá muito bem vista aos olhos do tempo, cumpre assim a promessa de Deus como no-lo revela Mateus: “Tu, Belém, terra de Judá, não és de modo nenhum a menor entre as principais cidades de Judá, pois de ti sairá um chefe, que será o Pastor de Israel, meu povo”.
Ao acolher o Messias Belém torna-se a cidade que abre as portas à realização da Salvação divina. Assim, transforma-se na terra do medo de Herodes, medo deste novo Rei e do Seu Povo. Herodes teme e o seu temor leva-o à mentira, à fúria e à morte dos Santos Inocentes recentemente celebrados por todos nós. Aos seus pares, se assim lhes podemos chamar, Herodes manda-os até Belém no intuito de saber onde está tal Rei nascido porque, diz ele, também lhe quer prestar homenagem, também ele o quer ir adorar. A sua mentira não é esquecida por Deus.
Os Magos seguem a estrela e chegam ao lugar onde está Maria e o Menino e, diz Mateus: “abrindo os seus tesouros, ofereceram-Lhe presentes: ouro, incenso e mirra”.Já vimos que o ouro é o símbolo da realeza, o incenso da divindade e a mirra é símbolo da humanidade sofredora.

Uns Magos, uns Reis, pessoas importantes de outros povos e nações, prostram-se diante de um bebé acabado de nascer para O adorar. Só por si este gesto é já significativo do reconhecimento de que Ele é a realização da promessa Salvífica de Deus. Reconhecem a Sua Realeza, Cristo é o Rei de todos os Povos, de todo o Universo; reconhecem a Sua Divindade, Cristo é Deus, faz parte do grande mistério que Deus é, mas reconhecem também a sua humanidade e, no dizer de alguns biblistas, a mirra representa todo o sofrimento que o levaria à Cruz.Estes magos representam a humanidade inteira, não é só o Povo Hebreu que recebe ou reconhece a Salvação mas a humanidade inteira.Paulo em Ef 3,2-3a.5-6, lembra-nos esta realidade da sua e nossa fé: “Certamente já ouvistes falar (…) foi-me dado a conhecer o mistério de Cristo. (…) Revelado pelo Espírito Santo (…) os gentios recebem a mesma herança que os judeus, pertencem ao mesmo corpo e participam da mesma promessa, em Cristo Jesus, por meio do Evangelho.”Aqui vemos a Universalidade da salvação. Cristo vem resgatar todos os povos de todos os tempos. E o mais bonito de todo este mistério do Natal é que a Revelação começa pelos mais pobres e simples, os pastores que guardam os rebanhos, são os Anjos que os convidam a dar glória a Deus e depois os gentios, os Magos, os Reis dos outros povos.
Todos recebem, em símbolos diversos: Palavra de Deus, Anjos, Luz, Estrela, a grande alegria de que “O Verbo se fez carne e habitou entre nós, e nós vimos a Sua glória de Unigénito do Pai, cheio de graça e verdade”.
E Maria ali está, silenciosa face ao que todos contam acerca do Seu Menino. É a Mãe do silêncio, do acolhimento, da entrega, da Revelação.Voltando ao Evangelho Mateus termina dizendo que: “E, avisados em sonhos para não voltarem à presença de Herodes, regressaram à sua terra por outro caminho”.
Os caminhos de Deus manifestam-se a cada momento do nosso dia-a-dia.
Neste dia somos chamados a participar desta Epifania, manifestação da Glória de Deus, através dos nossos gestos e do testemunho da nossa fé. Foi a fé que levou os Magos até Belém. Eu costumo dizer que aquela estrela de que falam os Evangelhos não é mais que a luz da fé que salva e aponta o caminho a seguir. Não foram anjos mas o crer, o acreditar nessa Luz, que levou estes, a que a tradição dá o nome de Baltazar, Gaspar e Belchior, ao lugar onde um Menino e Sua Mãe recebem o louvor, a prostração e a adoração. Adorar o Menino Deus é certamente tecer um gesto de adoração Àquela que abre as portas do Reino de Deus outrora fechadas pelo pecado de Eva. Assim o cantamos nós na antífona: “Por Eva foi fechada aos homens a porta do céu, e a todos foi de novo aberta por Maria”.
Como Igreja em comunhão, não esquecendo os nossos irmãos Ortodoxos que hoje celebram o seu Natal, saibamos deixar-nos guiar pela Luz que é Cristo e na alegria exclamada por Isaías, na fé proclamada por Paulo e na beleza do mistério revelado em Mateus, cantemos com a Igreja inteira:
“Gloria in excelsis Deo”…

2012 abençoado por Deus

Chegados ao final de 2011 e início de 2012 aqui deixo, uma vez mais, mensagem em vídeo HD.
Que a todos vós Deus conceda um novo ano abençoado! Em tempo de crise, que não se confina apenas ao económico, urge ter sentido de esperança e de luta para que a bênção de Deus se faça sentir junto de todos, sobretudo dos mais desfavorecidos da nossa sociedade.
(desactivar a música na coluna da esquerda e se preferir ver com mais amplitude clicar sobre o título da postagem)

Noite de procura e de LUZ

HOJE COMO HÁ TRÊS ANOS...
Depois de um dia muito cansativo, venho ao blog para serenar. Estes dias tenho dedicado o meu tempo ao Natal exterior, é tempo do Natal interior.
Levo o meu pensamento ao natal da minha infância... o efeito de neve a cair no blog lembra-me as noites dessa infância lá na aldeia com a neve a cair.
O POEMA que se segue, perdoem os bons poetas a pobreza, é a minha oração da noite. Imagino, nesta noite e dia, Maria e José à procura do lugar do Nascimento.
Este poema brotou há um ano depois de um dia como o de hoje, de cansaço mas também da muita alegria por ter tido a dedicação de alguns Amigos na realização das ornamentações e presépios desta casa.
É para eles neste momento a dedicação do poema / oração desta noite.
OBRIGADO...

NOITE DE PROCURA E DE LUZ

Passo a passo vão pelo horizonte além
No cansaço de um longo caminhar,
Dirigem-se à cidade de Jerusalém
José e Maria, a fim de se recensear.

Um burrinho cansado, Maria transporta
Alheio ao milagre que em noite irá ver,
Levará Maria e José de porta em porta
E um Menino no ventre que está p’ra nascer.

E eis que é chegada a hora da Esperança
Em que a Virgem trará a Salvação.
Mas ninguém tem lugar na vizinhança
Para acolher em sua casa um Irmão.

E a noite sobre a terra vai caindo,
Frio, escuridão e neve caem também.
E o burrinho, bem cansado, vai seguindo
Levando Maria e José até Belém.

E o Menino que no ventre, é o Senhor
Não podia esperar mais p’ra nos salvar.
É num estábulo, não havia lugar melhor,
Que Maria, a Deus Menino, à luz vem dar.

Quanta alegria o burrinho e os animais
Ali pasmados diante da grande Luz.
Um bebé ali nasceu chorando em ais,
E seus pais já lhe chamavam Jesus.

Ó que noite de Luz, noite Santa,
Em que Deus connosco habitou.
A Criação inteira exulta e canta
Em adoração a quem tudo criou.

Noite da procura é agora noite da Vida
Porque Deus, o Emanuel, até nós vem,
E a humanidade que se encontrava perdida
Vê-se salva num estábulo, em Belém.

Neste dia que antecede o meu Natal
Quero fazer da minha Vida uma oração.
Oferecer ao Menino Deus, presente tal,
Que consiga esgotar meu coração.

Brilha Luz Divina sobre mim
Sobre todos os que tenho no pensamento.
Que a tua bênção desça a nós, sem fim,
Que neste Natal sejamos o teu acolhimento.

Noite de procura dum lugar p’ra dar à Luz
É a noite de todo homem e mulher também.
Que cada um possa esquecer a sua cruz
P’ra celebrar a alegria, na noite de Belém.

Frei Albertino S. Rodrigues O.F.M.

Antífonas do Ó

É sempre bom recordar a grande devoção deste tempo último do Advento:
as ANTÍFONAS DO Ó.

Ricas na sua beleza e no que simbolizam neste tempo do advento, são antífonas - pequenas frases que, desde o dia 17 até ao dia 23, rezamos ou cantamos como antífonas do Magnificat, na Oração de Vésperas, e como estrofe da aclamação ao Evangelho da Eucaristia.

Refira-se ainda que nestes momentos da liturgia estas antífonas já estão um pouco mais simplificadas mas sem perderem o verdadeiro sentido original. Pesquisei na net em vários sítios, pedi ajuda aos confrades mais doutos que eu nestas coisas da liturgia. O texto que se segue é o meu resumo do que pude aprender.

Desde o dia 17 de Dezembro ao dia 23, nos momentos litúrgicos acima referidos, cantam-se as antífonas do Ó, habitualmente com melodias gregorianas, antes e depois do Magnificat. Ao que parece terão sido compostas entre os séculos VII e VIII. Pode dizer-se que no seu conjunto resumem um verdadeiro e admirável compêndio da cristologia da antiga Igreja, sendo um resumo expressivo do desejo de salvação de toda a humanidade, tanto de Israel no Antigo Testamento, como da Igreja no Novo Testamento. Trata-se de pequenas estrofes ao jeito de oração, dirigidas a Cristo e que resumem o espírito deste tempo de Advento e Natal. Ao cantar, proclamar ou rezar estas antífonas a Igreja expressa a sua admiração diante do mistério de Deus feito Homem. É de realçar a força com que começam, através da interjeição «Ó», que nos adentra para uma compreensão cada vez mais profunda de tal mistério, bem como a forma suplicante com que terminam: «Vem, não tardes mais!». Estas antífonas são súplicas a Cristo, reverenciando o Senhor que vem, com um título diferente em cada dia, título messiânico retirado do Antigo Testamento, mas que de alguma forma preconiza toda a plenitude que se realizará no Novo: As antífonas em latim têm uma outra particularidade que eu não sabia e que aprendi agora. Vejamos como começam elas em latim e os dias correspondentes:

17 de dezembro: "O Sapientia" (Ó Sabedoria, que saístes da boca do Altíssimo)
18 de dezembro: "O Adonai" (Ó meu Senhor, Guia da Casa de Israel)
19 de dezembro: "O Radix" (Ó Raiz de Jessé)
20 de dezembro: "O Clavis" (Ó Chave de David)
21 de dezembro: "O Oriens" (Ó Sol nascente, esplendor da Luz Eterna)
22 de dezembro: "O Rex gentium" (Ó Rei das Nações)
23 de dezembro: "O Emmanuel" (Ó Deus connosco)

Se lermos as palavras, formadas pelas letras iniciais das palavras latinas, após a interjeição “O”, e lidas no sentido inverso, da última para a primeira, encontramo-nos diante do acróstico (composição poética em que as letras iniciais dos versos, ou as do meio, ou as do final, formam uma frase ou uma palavra) «ERO CRAS». De acordo com os meus confrades, doutos nestas cousas, “ero” significa “ontem” e “cras” significa “amanhã”. Aumentou a minha curiosidade acerca da tradução e significado de tal acróstico. Voltei a questionar os confrades e, dizem eles, e eu assim o creio, significa «virei amanhã, serei amanhã, estarei amanhã», reflectindo desta forma a resposta do Messias à súplica dos fiéis.
Deixo aqui o texto em latim e a tradução que encontrei para a língua Lusa. Confio que esta esteja correcta e com o verdadeiro sentido do original.
O Sapientia, quae ex ore Altissimi prodiisti, attingens a fine usque ad finem, fortiter, suaviterque disponens omnia: veni ad docendum nos viam prudentiae.Ó Sabedoria, que saístes da boca do Altíssimo, e atingis até os confins de todo o universo, e com força e suavidade governais o mundo inteiro: oh vinde ensinar-nos o caminho da prudência!O Adonai, et dux domus Israel, qui Moysi in igne flammae rubi apparuisti, et ei in Sina legem dedisti: veni ad redimendum nos in brachio extento.Ó Adonai (Senhor), guia da casa de Israel, que aparecestes a Moisés na sarça ardente, e lhe destes a vossa lei sobre o Sinai, vinde salvar-nos com braço poderoso!O Radix Jesse, qui stas in signum populorum, super quem continebunt reges os suum, quem gentes deprecabuntur: veni ad liberandum nos, jam nolli tardare.Ó Raiz de Jessé, ó estandarte, levantado em sinal para as nações! Ante vós se calarão os reis da terra, e as nações implorarão misericórdia: Vinde salvar-nos! Libertai-nos sem demora!O Clavis David, et sceptrum domus Israel, qui aperis, et nemo claudit; claudis, et nemo aperit: veni et educ vinctum de domo carceris, sedentem in tenebris et umbra mortis.Ó Chave de David, ceptro da casa de Israel, que abris e ninguém fecha, que fechais e ninguém abre: vinde logo e libertai o homem prisioneiro que, nas trevas e na sombra da morte está sentado.O Oriens, splendor lucis aeternae et sol justitiae: veni et illumina sedentes in tenebris et umbra mortis.Ó Sol Nascente justiceiro, resplendor da Luz eterna: Oh, vinde e iluminai os que jazem entre as trevas e na sombra do pecado e da morte estão sentados.O Rex Gentíum, et desideratus earum, lapisque angularis, qui facis utraque unum: veni, et salva hominem quem de limo formastí.Ó Rei das Nações, desejado dos povos; ó Pedra Angular, que os opostos unis: Oh, vinde e salvai este homem tão frágil, que um dia criastes do barro da terra!O Emmanuel, Rex et legifer noster, expectatio gentium et Salvator earum: veni ad salvandum nos, Domine Deus noster.Ó Emanuel – Deus-connosco, nosso Rei Legislador, Esperança das Nações e dos povos Salvador: Vinde enfim para salvar-nos, ó Senhor nosso Deus!

Termino suplicando “Maranatha!”, vem Senhor Jesus!

(fontes: Wikipédia, a enciclopédia livre, outros sítios da net e Dictionnaire de Archeologie Chretienne et de Liturgie, publié par Dom Fernand Cabral, XII, Paris, 1936, p. 1816)

Advento: Tempo da esperança


(Mt.8,5-11) – Muitos virão

O Advento celebra a vinda do Senhor.

Com a Igreja que espera, toda a Humanidade vive em Advento, em caminhada de Esperança e libertação…
Mas Aquele que esperamos já veio, e a Sua presença actua em nós agora pela expectativa e busca de cada instante. Não sou eu que busco a Cristo, mas é Ele que me busca a mim. Não O buscaríamos se não o tivéssemos já encontrado. O mais difícil não está em eu encontrar Deus, mas em deixar-me encontrar por ELE
Nesta caminhada de Advento vamos reproduzir e completar em nós o que falta ao Cristo total.
A meta é Cristo… Todos os caminhos dos homens começam e terminam n´Ele.

Advento é tempo de Esperança.
É Deus que vem salvar. Chamam pelo Messias, o Ungido do Senhor, todas as dores e cativeiros do homem. Convergem para ELE todos os anseios e buscas de Felicidade, todos os erros e desenganos. Deus escondeu no homem tais exigências, que só no Verbo encarnado podiam encontrar resposta. Muitos O buscam, chamam por ELE mesmo sem o saberem…
Vejamos o centurião do Evangelho! Vem ao encontro de Jesus animado duma grande Fé. Viu o seu servo curado porque acreditou… Como ela, também nós caminhamos na Fé, envoltos na nuvem de promessas e esperanças, em Advento continuo até ao fim. É Deus que nos busca e entra em casa a curar paralisias, que se atravessam nos caminhos da Fé e do Amor. A Terra Prometida é o Prometido do Pai, que nos vai nascer em Belém…
«Senhor eu não sou digna»!...

Com o Advento, tem inicio o novo Ano Litúrgico.
Estamos sempre a recomeçar. Graças a Deus que nos dá sempre mais uma oportunidade! A vida é um permanente reinício, e é isso que a torna interessante e atractiva. Avança-se nos anos, e adensa-se o mistério da existência. Estamos sempre em Advento, pois cada fim traz consigo, doado por Deus, um recomeço e um convite a um aprofundamento e uma intensificação da nossa vida.
Como recomeçar? Começar com quê, de que modo? Voltando a querer ser criança?
Assim começou Deus, na Incarnação. No fundo de nós mesmos, está a criança que confia, acredita, espera e Ama… Vamos despertar e dar vida nova a esse «menino bom» que temos no fundo do coração! Como os pequeninos, ergamos os olhos para o alto, prontos a escolher o que nos é dado, de cima!
«Deixai vir a Mim os pequeninos!» (Lc.18,16)
A nós o Evangelho convida-nos a «cobrar ânimos e levantar a cabeça» (Lc.21,28).
Com os olhos no alto, libertamo-nos dos apegos ao passado e perdemos o medo do futuro. Advento: tempo de acarinhar a criança que temos dentro de nós, vivendo no «hoje», concentrados nas tarefas que nos estão confiadas, despreocupados do passado e do porvir, irradiando a tranquilidade que possuímos no coração…

Vivemos para o futuro, que dá sentido e intensidade ao presente. «Vem Senhor Jesus!», proclamamos em todas as Eucaristias, após a Consagração. ELE vem pela Comunhão, pela Palavra, pelo sorriso, pelo olhar, pela escuta, pela ternura, pelo acolhimento, pela união fraterna. De novo há-de vir como Juiz Amigo, a fim de nos premiar pelo que tivermos feito por ELE nos nossos irmãos…

Reflictamos pessoalmente:
1. Jesus continua hoje a querer encarnar no mundo. Entrar na história dos homens e na minha.
Como me preparo para O receber?
Como preparo o muno à minha volta para O receber?

2. O Advento é tempo de “afinar” a nossa capacidade de reconhecer a Sua presença no dia a dia. Nas situações, pessoas, leituras, oração, Eucaristia…
Como me abro a essas vindas?

3. Os Magos, João Baptista, Maria, José…quatro figuras do Advento, diferentes atitudes, diferentes formas de abertura ao encontro e de preparação da vinda do Senhor.
Com qual me identifico mais?
Que atitudes me parecem mais importantes actualizar na minha vida, tornar presentes no mundo em que vivo?
Vivamos o Advento…
Lena

Eu te saudo, Maria

Hoje celebramos a IMACULADA CONCEIÇÃO da Virgem Santa Maria, Padroeira e Rainha de Portugal e da Família Franciscana.
É um dia para olhar para Maria nossa Mãe e louvar Deus pelo Seu "Ecce fiat magnificat".
Com palavras de S. Francisco e o canto da nossa Ir. M.ª Amélia Costa Homenageamos Maria a nossa Mãe.
(desactivas a música do blog na coluna da esquerda e ver info no painel rolante acima, pata ver o vídeo em HD - Alta Definição)

ADVENTO: Figuras marcantes

As figuras do advento
Isaías - Isaías é o profeta que, durante os tempos difíceis do exílio do povo eleito, levava a consolação e a esperança. Na segunda parte do seu livro, dos capítulos 40 - 55 (Livro da Consolação), anuncia a libertação, fala de um novo e glorioso êxodo e da criação de uma nova Jerusalém, reanimando assim os exilados.
As principais passagens deste livro são proclamadas durante o tempo do Advento num anúncio perene de esperança para os homens de todos os tempos. Ele que no capitulo 7 do seu livro já anuncia a vinda do Senhor.

João Baptista - É o último dos profetas e segundo o próprio Jesus, "mais que um profeta", "o maior entre os que nasceram de mulher", o mensageiro que veio diante d'Ele a fim de lhe preparar o caminho, anunciando a sua vinda (Lc 7, 26 - 28), pregando aos povos a conversão, pelo conhecimento da salvação e perdão dos pecados (Lc 1, 76s). A figura de João Baptista ao ser o precursor do Senhor e aponta como presença já estabelecida no meio do povo, encarna todo o espírito do Advento. Por isso ele ocupa um grande espaço na liturgia desse tempo, em especial no segundo e no terceiro domingo. João Baptista é o modelo dos que são consagrados a Deus e que, no mundo de hoje, são chamados a também ser profetas e profetisas do reino, vozes no deserto e caminho que sinaliza para o Senhor, permitindo, na própria vida, o crescimento de Jesus e a diminuição de si mesmo, levando, por sua vez os homens a despertar do torpor do pecado.

José - Nos textos bíblicos do Advento, se destaca José, esposo de Maria, o homem justo e humilde que aceita a missão de ser o pai adoptivo de Jesus. Ao ser da descendência de David e pai legal de Jesus, José tem um lugar especial na encarnação, permitindo que se cumpra em Jesus o título messiânico de "Filho de David".José é justo por causa de sua fé, modelo de fé dos que querem entrar em diálogo e comunhão com Deus.

Maria – É a personagem central do Advento. É a "Cheia de graça", a "bendita entre as mulheres", a "Virgem", a "Esposa de Jesus", a "serva do Senhor". É a mulher nova, a nova Eva que restabelece e recapitula no desígnio de Deus pela obediência da fé o mistério da salvação. É a Filha de Sião, a que representa o Antigo e o Novo Israel. É a Virgem do Sim a Deus. É a Virgem da escuta e acolhe. Maria aceitou ser a mãe de Jesus Cristo, o Filho de Deus Salvador. A Liturgia do Advento sintetiza a função de Maria no Natal de Jesus:
"Nós vos louvamos, nós vos bendizemos e vos glorificamos pelo Mistério da Virgem Mãe. Porque, se do antigo adversário nos veio a ruína, no seio da Filha de Sião germinou aquele que nos nutre com o pão celestial, e fez brotar para todo o género humano a salvação e a paz. A graça que Eva nos arrebatou nos foi devolvida em Maria. Nela, mãe de todos os homens, a maternidade, redimida do pecado e da morte, abre-se ao dom de uma vida nova. Assim, onde havia crescido o pecado, superabundou vossa misericórdia em Cristo nosso Salvador. Por isso nós, enquanto esperamos a vinda do Cristo, unidos aos anjos e aos santos, cantamos o hino louvor" (Prefácio IV).
http://www.pucrs.br/pastoral/advento

Advento: orígem e simbologia


O tempo de Advento

Advento, do latim Adventus: "chegada", do verbo Advenire: "chegar a", é o primeiro tempo do calendário religioso. Corresponde às quatro semanas que antecedem e preparam o Natal. Inicia no domingo mais próximo à Festa do Apóstolo Santo André, dia 30 de Novembro e termina em 24 de Dezembro. É a primeira das três etapas que, em unidade, celebram o Nascimento de Cristo:
Advento, Natal e Epifania. Para os cristãos, é um tempo de preparação, expectativa e alegria, quando os fiéis, esperando o nascimento de Jesus Cristo, vivem a conversão e promovem a fraternidade e a Paz.


Origem

 

O símbolo do Advento é a Coroa, que teve sua origem em culturas pré-cristãs da Europa. No rigoroso inverno do Hemisfério Norte se acendia fogos ao deus Sol com a esperança de que a sua luz e o seu calor voltasse. Os primeiros missionários católicos aproveitaram desta tradição para expressar a doutrina e a fé cristãs. A coroa é formada por uma grande quantidade de símbolos:
A forma circular: O círculo não tem princípio, nem fim. Ele representa o amor
de Deus, que também não tem princípio, nem fim, nunca vai terminar, é eterno. O círculo também é símbolo de unidade e aliança entre Deus e as pessoas.
Os ramos verdes: Verde é a cor da esperança e da vida. O Cristão antecipa a vida eterna, a comunhão com Deus, a felicidade da vida futura pela virtude da Esperança.
Aguarda a plenitude da salvação trazida pelo Cristo.
As velas: As quatro velas representam essas quatro semanas e serão acesas, uma a uma, desde o primeiro domingo do Advento até o quarto domingo, sucessivamente. Isto representa a passagem da escuridão do pecado para a vida nova em Cristo, que vem como “luz do mundo”, que dissipa toda escuridão, trazendo aos nossos corações o perdão, a reconciliação e a paz tão esperada.
A primeira referência ao "Tempo do Advento" é encontrada na Espanha, quando no ano 380, o Sínodo de Saragoça prescreveu uma preparação de três semanas para a Epifania, data em que, antigamente, também se celebrava o Natal. Há relatos de que o Advento começou a ser vivido entre os séculos IV e VII em vários lugares do mundo, como preparação para a festa do Natal. Mais tarde o Advento passou a ser celebrado nos seus dois aspectos: a vinda definitiva do Senhor e a preparação para o Natal, mantendo a tradição das 4 semanas. Surgido na Igreja Católica, este tempo passou também para as igrejas reformadas, em particular à Anglicana, à Luterana, e à Metodista, dentre várias outras.




Símbolos do Advento
Vários símbolos do Advento nos ajudam a mergulhar no mistério da encarnação do Filho de Deus e a vivenciar melhor este tempo. Entre eles há a Coroa do Advento. Ela é feita de galhos verdes entrelaçados, formando um círculo, no qual são colocadas 4 velas representando as 4 semanas do Advento. A luz indica a proximidade do Natal, quando Cristo salvador e luz do mundo, brilhará para toda a humanidade, e representa também, nossa fé e nossa alegria pelo Deus que vem. A cor roxa das velas nos convida a purificar nossos corações em preparação para acolher o Cristo que vem. A vela de cor rosa, nos chama a alegria, pois o Senhor está próximo. Os detalhes dourados prefiguram a glória do Reino que virá.


O simbolismo da Coroa Advento
http://www.pucrs.br/pastoral/advento

Cristo Rei e Senhor do Universo


“O Cordeiro que foi imolado é digno de receber o poder, a divindade, a sabedoria, a força e a honra. A ele a glória e poder através dos séculos” (Ap 5,12; 1,6). Estas palavras são da Antífona de Entrada da Solenidade de hoje e dão o sentido profundo desta celebração de Nosso Senhor Jesus Cristo Rei do Universo.Uma pergunta que pode vir – deveria vir! – ao nosso coração é esta: Jesus é Rei? Como pode ser Rei, num mundo paganizado, num mundo pós-cristão, num mundo que esqueceu Deus, num mundo que ridiculariza a Igreja por pregar o Evangelho e suas exigências?... Pelo menos do Deus e Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo o mundo não quer saber... Como, então, Jesus pode ser Rei de um mundo que não aceita ser o seu reinado? E, no entanto, hoje, no último domingo deste ano litúrgico de 2009, ao final de um ciclo de tempo, voltamo-nos para o Cristo, e o proclamamos Rei: Rei de nossas vidas, Rei da história, Rei dos cosmo, Rei do universo. A Igreja canta, neste dia, na sua oração: “Cristo Rei, sois dos séculos Príncipe,/ Soberano e Senhor das nações!/ Ó Juiz, só a vós é devido/ julgar mentes, julgar corações”. O texto do Apocalipse citado no início desta meditação dá o sentido da realeza de Jesus: ele é o Cordeiro que foi imolado. É Rei não porque é prepotente, não porque manda em tudo, até suprimir nossa liberdade e nossa consciência. É Rei porque nos ama, Rei porque se fez um de nós, Rei porque por nós sofreu, morreu e ressuscitou, Rei porque nos dá a vida. Ele é aquele Filho do Homem da primeira leitura: “Foram-lhe dados poder, glória e realeza, e todos os povos, nações e línguas o serviam: seu poder é um poder eterno que não lhe será tirado, e seu reino, um reino que não se dissolverá”. Com efeito, o reinado de Cristo não tem as características dos reinados do mundo.
(1) Ele é Rei não porque se distancia de nós, mas precisamente porque se fez “Filho do homem”, solidário conosco em tudo. Ele experimentou nossas pobrezas e limitações; ele caminhou pelas nossas estradas, derramou o nosso suor, angustiou-se com nossas angústias e experimentou tantos dos nossos medos. Ele morreu como nós, de morte humana, tão igual à nossa. Ele reina pela solidariedade.(2) Ele é Rei porque nos serviu: “O Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a vida em resgate por muitos” (Mc 10,45). Serviu com toda a sua existência, serviu dando sempre e em tudo a vida por nós, por amor de nós. Ele reina pelo amor.(3) Ele é Rei porque tudo foi criado pelo Pai “através dele e para ele” (Cl 1,15); tudo caminha para ele e, nele, tudo aparecerá na sua verdade: “Quem é da verdade, ouve a minha voz”. É nele que o mundo será julgado. A televisão, os modismos, os sabichões de plantão podem dizer o que quiserem, ensinarem a verdade que lhes forem conveniente... mas, ao final, somente o que passar pelo teste de cruz do Senhor resistirá. O resto, é resto: não passa de palha. Ele reina pela verdade.(4) Ele é Rei porque é o único que pode garantir nossa vida; pode fazer-nos felizes agora e pode nos dar a vitória sobre a morte por toda a eternidade: “Jesus Cristo é a testemunha fiel e verdadeira, o primeiro a ressuscitar dentre os mortos, o soberano dos reis da terra”. Ele reina pela vida.Sim, Jesus é Rei: “Eu sou Rei! Para isto nasci, para isto vim ao mundo!” Mas seu Reino nada tem a ver com o triunfalismo dos reinos humanos – de direita ou de esquerda! Nunca nos esqueçamos que aquele que entrou em Jerusalém como Rei, veio num burrico, símbolo de mansidão e serviço. Como coroa teve os espinhos; como cetro, uma cana; como manto, um farrapo escarlate; como trono, a cruz. Se quisermos compreender a realeza de Cristo, é necessário não esquecer isso! A marca e o critério da realeza de Cristo é e será sempre, a cruz!
Hoje, assistimos, impressionados, a paganização do mundo, e perguntamos: onde está a realeza do Cristo? – Onde sempre esteve: na cruz: “O meu reino não é deste mundo. Se o meu reino fosse deste mundo, os meus guardas lutariam para que eu não fosse entregue aos judeus. Mas o meu reino não é daqui”. O Reino de Jesus não é segundo o modelo deste mundo, não se impõe por guardas, pela força, pelas armas: meu Reino não é daqui! É um Reino que vem do mundo do amor e da misericórdia de Deus, não das loucuras megalomaníacas dos seres humanos. E, no entanto, o Reino está no mundo: “Cumpriu-se o tempo; o Reino de Deus está próximo” (Mc 1,15); “Se é pelo dedo de Deus que eu expulso os demónios, então o Reino de Deus já chegou para vós” (Lc 11,20). O Reino que Jesus trouxe deve expandir-se no mundo! Onde ele está? Onde estiverem o amor, a verdade, a piedade, a justiça, a solidariedade, a paz. O Reino do Cristo deve penetrar todos os âmbitos de nossa existência: a economia, as relações comerciais, os mercados financeiros, as relações entre pessoas e povos, nossa vida afectiva, nossa moral pessoal e comunitária.
Celebrar Jesus Cristo Rei do Universo é proclamar diante do mundo que somente Cristo é o sentido último de tudo e de todos, que somente Cristo é definitivo e absoluto. Proclamá-lo Rei é dizer que não nos submetemos a nada nem a ninguém, a não ser ao Cristo; é afirmar que tudo o mais é relativo e menos importante quando confrontado com o único necessário, que é o Reino que Jesus veio trazer. Num mundo que deseja esvaziar o Evangelho, tornando Jesus alguém inofensivo e insípido, um deus de barro, vazio e sem utilidade, proclamar Jesus como Rei é rejeitar o projeto pagão do mundo atual e proclamar: “O Cordeiro que foi imolado é digno de receber o poder, a divindade, a sabedoria, a força e a honra. A ele a glória e poder através dos séculos”. Amém (Ap 5,12; 1,6).

Eis a grande lição da Festa deste hoje: o tempo, a história, o cosmo... tudo corre para Jesus: ele é o Alfa e o Ómega, o A e o Z, o Primeiro e o Último! É nele, no critério da sua cruz, que tudo será avaliado, tudo será julgado! Ao Reinado de Cristo, um Dia – no seu Dia - tudo estará plenamente submetido! Mas, nunca esqueçamos: aquele que é nosso Rei e Juiz é o nosso Salvador, o humilde Filho do Homem, que se manifestará revestido de glória porque morreu por nós: “Jesus Cristo é a Testemunha fiel, o Primogénito dentre os mortos, o Soberano dos reis da terra”.
A ele a glória pelos séculos dos séculos. Amém.

(in, http://costa_hs.blog.uol.com.br)

Rezar para testemunhar

O testemunho suscita vocações”

Senhor da messe e pastor do rebanho,
faz ressoar em nossos ouvidos
o teu forte e suave convite: “Vem e segue-Me”!
Derrama sobre nós o teu Espírito:
que Ele nos dê sabedoria para ver o caminho
e generosidade para seguir a tua voz.
Senhor, que a messe não se perca por falta de operários.
Desperta as nossas comunidades para a missão.
Ensina a nossa vida a ser serviço.
Fortalece os que querem dedicar-se ao Reino,
na vida consagrada e religiosa.
Senhor, que o rebanho não pereça por falta de pastores.
Sustenta a fidelidade dos nossos bispos,
padres e ministros.
Dá perseverança aos nossos seminaristas.
Desperta o coração dos nossos jovens
para o ministério pastoral na tua Igreja.
Senhor da messe e pastor do rebanho,
chama-nos para o serviço do teu povo.
Maria, Mãe da Igreja,
modelo dos servidores do Evangelho,
ajuda-nos a responder “sim”.
Ámen.

Semana dos Seminários 2011

A Semana dos Seminários, que a Igreja Católica assinala entre 6 e 13 de novembro, conta com um guião disponível gratuitamente na internet que inclui textos, catequeses e orações, além de relembrar atitudes a seguir pelos padres.
A “proposta de reflexão” sublinha que o sacerdócio deve ser vivido “não como privilégio, nem como conquista nem como motivo de glória nem como anelo de triunfo ou êxito, nem sequer no terreno da santidade”.
O padre, “enquanto homem de comunhão, privilegiará sempre o diálogo”, indica o caderno de 90 páginas elaborado pelos seminários das dioceses de Évora e Algarve, acrescentando que o presbítero é chamado a cultivar “a capacidade de colaborar e trabalhar em equipa”.
O tema da edição de 2011 da Semana dos Seminários, “Formar pastores consagrados totalmente a Deus e ao seu povo”, baseia-se na homilia da missa que Bento XVI celebrou a 19 de agosto, durante a Jornada Mundial da Juventude realizada em Madrid.
Além desta intervenção do Papa dirigida aos seminaristas presentes na capital espanhola, o guião inclui a mensagem de D. António Francisco dos Santos, bispo de Aveiro e presidente da Comissão Episcopal Vocações e Ministérios, responsável pela organização da Semana dos Seminários.

O livro apresenta sugestões de catequeses para a infância, adolescência, juventude e idade adulta, com textos, cânticos e dramatizações, apontando-se neste capítulo alguns indícios reveladores da inclinação para o sacerdócio, como quando a missa ou a oração “começa a ser uma necessidade quotidiana”.

Os “sinais” de vocação detetam-se também quando o trabalho feito na paróquia ou movimento começa a “‘roubar o coração” e a pessoa passa grande parte do tempo nessa atividade, quando a figura de um padre suscita o projeto de consagrar a vida à semelhança da dele ou quando se deseja uma “felicidade que o mundo não pode dar”.

O caderno compreende uma vigília de oração, textos para as missas que ocorrem durante a Semana dos Seminários, um itinerário espiritual baseado numa leitura bíblica alusiva ao tema deste ano, bem como meditações para os mistérios do Terço.

A Comissão Episcopal também organizou o 8.º Fórum Nacional das Vocações, que decorreu na última sexta-feira e sábado em Fátima, sob o tema “A Pastoral Vocacional em tempos difíceis e aliciantes”.

O comunicado final do encontro enviado à Agência ECCLESIA aponta para a “necessidade de propostas de qualidade, exigentes e sérias, através de testemunhos convincentes, ação coerente e formação adequada”.

Os testemunhos escutados no encontro sublinharam três vetores: a “experiência de sentir-se desejado por Deus”, a “vivência de experiências religiosas marcantes”, e a “direção espiritual”, onde os a ação dos “mediadores” foi decisiva em “momentos-chave” do percurso vocacional.

D. António Francisco dos Santos “relembrou que os tempos não são de otimismos fáceis, mas de esperança firme e confiança confirmada”, em que todos os católicos são convocados para o “incessante e constantemente recomeçado de chamar”.

O portal da Conferência Episcopal Portuguesa disponibiliza UMA PÁGINA com conteúdos respeitantes à Semana dos Seminários - Cartaz/Livro/Pagela.

Retalhos: 5 ANOS

O dia vai caindo…



É no final da vida que seremos julgados pelo Amor, como nos diz S. João da Cruz.


É também no fim deste dia que, não por julgamento mas, por partilha amiga, páro para olhar este blog RETALHOS que hoje faz CINCO ANOS.


Fui olhar mais uma vez as primeiras partilhas do blig 1 em http://betus_pax.blogspot.com para voltar a sentir o sabor das origens, ou o objectivo com que um dia me lancei na aventura de criar um blog, e eu que nem sabia o que isso era.


Foi a ajuda inicial de um AMIGO, ao qual cada dia foi trazendo novos Amigos, que aqui deixaram tantas palavras e partilhas ao jeito de retalhos de vida, onde o importante é fazer parte da vida de alguém. Assim nascia um blog. E depois teve o irmão, gémeo, talvez, ou então não gémeo porque é o mesmo objectivo, o mesmo sentir, as mesmas partilhas actualizadas dentro do possível.


Muitos momentos de alegria, alguns menos bons por palavras e juízos que não foram/são autênticos mas que partem tantas vezes da malvadeza de alguns, da inveja e até mesmo da ignorância. Tal como se faz aos ramos secos de uma planta deixei-os cair, não sem antes, e porque não ser sincero, tivessem feito alguma mossa nas motivações que alimentam um espaço como este que procura ser diferente no mundo da internet.


Quantos por aqui passaram e já não vieram mais, quantos passam e deixam a sua passagem numa partilha, quantos passam e ficam no silêncio, quantos…


Cinco anos é para mim, creio poder dizer para vós também – Família Retalhos – tempo de pensar no futuro da criança, na alimentação da planta, no que deve ser ou não este espaço. Muitas coisas têm estado pendentes, para reflectir, para pensar se vale ou não vale a pena, porque como bem calculais manter um espaço destes ano após ano implica muitas, mas muitas horas mesmo de trabalho, de dedicação, e mesmo de novidade que nem sempre se encontra.


Hoje quero apenas parar para olhar o que foi, o que é o Retalhos 1 e 2 e pensar no que poderá vir a ser um Retalhos 3, ou se será de pensar num site mais profissional e os conteúdos ali a inserir e partilhar.


Ao terminar este dia de aniversário do “Retalhos” quero agradecer-vos todas as vezes que por aqui passais e as partilhas que fazeis.


Que a todos Deus abençoe, Francisco proteja e Maria Mãe acalente no Seu Coração.


Benedicat!

Dia de TODOS OS SANTOS

Celebramos hoje, uma vez mais, a Grande Solenidade de TODOS OS SANTOS, aqueles que já nos precederam na fé gozam a plenitude da Eternidade mas também todos quantos caminham connosco na fé e na busca do bem.
Celebrar todos os Santos é celebrar a Vida, a Fé, a Misericórdia, a Graça de Deus em nós. É unir num único louvor a Igreja Celeste e a Igreja Peregrina na terra.

Meditemos com e Evangelho deste dia: O SERMÃO DA MONTANHA.
Que todos os Santos e Santas de Deus intercedam por nós…


“O dia de todos os Santos é uma Solenidade Cristã instituida em honra de todos os Santos, conhecidos e desconhecidos, segundo o Papa Urbano IV. Nos paises de tradição Católica, celebra-se no dia 1 de Novembro.
A Igreja primitiva tinha o costume de celebrar o aniversário da morte de um mártir no lugar do martírio. A Igreja, sentindo que cada mártir devia ser venerado assinalou um dia comum para todos.
O primeiro vestígio desta Celebração remonta-se a Antioquia no Domingo antes da Festa do Pentecostes.
Menciona-se também um dia em comum num sermão de Santo Efrén, o Círio, no ano 373.
No início somente os Mártires e S. João Baptista eram honrados num dia especial. Outros santos foram sendo acrescentados (a estas Celebrações) gradualmente.
Gregório III consagrou uma Capela na Basílica de S. Pedro dedicada a todos os Santos e decretou o seu aniversário para o dia 1 de Novembro.
Na Basílica dos Apóstolos, que já existia em Roma, a sua dedicação celebrava-se anualmente no dia 1 de Maio.
Gregório IV estendeu a Celebração do dia 1 de Novembro a toda a Igreja.
Esta Celebração acabou por coincidir com a celebração pagã de “Samhain” no dia 31 de Outubro, festa que agora tem o nome de Halloween, que provém da frase “véspera de todos os Santos” entre os Anglo-Saxões, no final do ano Celta.”

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