Consagrados na Alegria
Eleição, Amor, Profeta (em HD)
Papa recorda S. Francisco e o Islão

Num tempo tão conturbado como é o nosso, em que os valores humanos e religiosos parecem desvanecer-se a cada passo, em que as Religiões se degladiam em nome de Deus, muito nos alegra ver o Santo Padre recordar S. Francisco como homem do repeito e diálogo entre Religiões.
Texto da alocução do papa Bento XVI
na Audiência Geral do passado dia 27 de Janeiro.
Queridos irmãos e irmãs,
São Francisco de Assis, nascido no final do século XII,
foi um autêntico “gigante da santidade”,
que continua a fascinar inúmeras pessoas
de todas as idades e credos religiosos.
Depois de viver uma juventude leviana,
Francisco passou por um lento processo
de conversão espiritual
que culminou na sua decisão de viver na pobreza
e de dedicar-se à pregação,
sempre em comunhão com a autoridade eclesiástica.
O seu ardor missionário o levou até às terras
sob o domínio do Islão onde conseguiu,
armado somente da sua fé e mansidão,
estabelecer um diálogo frutuoso com os muçulmanos,
o qual ainda hoje é modelo para nós.
Com efeito, Francisco não procurou outra coisa
senão ser como Jesus:
contemplando-O no Evangelho,
amando-O intensamente na Eucaristia
e imitando as Suas virtudes,
até ao ponto de receber o dom sobrenatural dos estigmas, demonstrando assim, visivelmente,
a sua conformação total a Cristo humilde, pobre e sofredor.
* * *
Amados peregrinos de língua portuguesa,
o testemunho da vida de São Francisco de Assis
ensina que o segredo da verdadeira felicidade
é tornar-se santo.
Que a Virgem Maria vos conceda este dom
a vós e aos vossos familiares
que de coração abençoo.
Ide em paz!
(Papa Bento XVI)
Somos Faróis no Mundo
V - A última coisa que aprendi sobre faróis, Faróis têm uma missão preciosa.
Ecumenismo: Testemunhas de Cristo

(Lc 24, 48)
Neste dia em que terminamos a Semana de Oração pela unidade dos cristãos deixo a partilha deste clip de vídeo.
Aqui podemos ver como em Jerusalém, Católicos, Ortodoxos e Protestantes celebram a mesma e única Fé em Cristo Jesus, cada qual com o seu rito mas todos na mesma Fé.
Que Cristo a todos nos torne testemunhas destas coisas.
Clicar sobre o link
Senhor Jesus
conduz-nos pelo caminho do diálogo
onde mais do que o que nos separa
encontremos o que nos une, a nós e a Ti.
Que sejamos verdadeiras testemunhas de Ti
no nosso dia-a-dia
para que os que connosco se cruzam
possam dizer como no Evangelho:
"Vejam como eles se amam..."
Unido a todos os Cristãos rezo:
PAI-NOSSO....
UNIDADE: Vós sois testemunhas
Semana de oração pela unidade dos cristãosVós sois as testemunhas destas coisas (Lc 24, 48)
No hemisfério norte, o período tradicional para a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos é de 18 a 25 de Janeiro. Essas datas foram propostas em 1908 por Paul Watson porque cobriam o tempo entre as festas de São Pedro e São Paulo e tinham, portanto, um significado simbólico. No hemisfério sul, em que Janeiro é tempo de férias, as Igrejas geralmente preferem outras datas para celebrar a Semana de Oração como, por exemplo, ao redor de Pentecostes (como foi sugerido pelo movimento Fé e Ordem em 1926), que também é um momento simbólico para a unidade da Igreja. Levando em conta essa flexibilidade no que diz respeito à data, estimulamos vocês a compreender o material aqui apresentado como um convite para achar oportunidades ao longo de todo o ano para expressar o grau de comunhão que as Igrejas já tenham atingido e para orar juntos por aquela unidade plena que é desejo de Cristo.
Todo o material de ápio em: http://www.oikoumene.org/fileadmin/files/wcc-main/documents/p2/2009/WeekOfPrayer2010_PORT.pdf
Introdução ao tema para o ano de 2010
Durante o século passado a reconciliação entre os cristãos tomou formas bastante diferentes.
A espiritualidade ecuménica mostrou como a oração é importante para a unidade dos cristãos.
Grande impulso foi dado à pesquisa teológica, levando a um grande número de acordos doutrinários. A cooperação prática entre as Igrejas no campo social fez nascer frutuosas iniciativas. Junto com essas conquistas mais amplas, a questão da missão assumiu um lugar especial. Há até um consenso generalizado de que a Conferência Missionária Mundial de
Edimburgo, em 1910, marcou o começo do movimento ecuménico moderno.
Missão e Unidade
Nem todos fazem naturalmente a ligação entre o empenho missionário e desejo da unidade cristã. Ainda assim, o compromisso missionário da Igreja deve caminhar passo a passo com seu compromisso ecuménico. Por causa do nosso Baptismo já somos um único corpo e somos chamados a viver em comunhão. Deus nos fez irmãos e irmãs em Cristo. Não é esse o testemunho fundamental a que somos chamados?
Historicamente, o fato de que a questão da unidade cristã era frequentemente abordada por missionários se deve a razões práticas. Acontecia desse jeito simplesmente para evitar competição diante da necessidade de grandes recursos humanos e materiais. O território a ser Evangelizado era partilhado e tentativas ocasionais eram feitas para realizar algo mais do que ter actividades desenvolvidas paralelamente e para favorecer projectos comuns. Missionários de Igrejas diferentes poderiam, por exemplo, combinar seus recursos para elaborar uma nova tradução da Bíblia e essa cooperação a serviço da Palavra de Deus levou a reflexões sobre as divisões entre os cristãos.
Sem negar as rivalidades existentes entre missionários enviados por Igrejas diferentes, deve também ser reconhecido que aqueles que estiveram primeiro no campo da missão foram também os primeiros a reconhecer a tragédia da divisão dos cristãos. A Europa havia se acostumado às divisões entre Igrejas mas o escândalo da desunião parecia terrível aos missionários que estavam anunciando o evangelho a pessoas que nada sabiam sobre Cristo até então. É claro que as diferentes divisões que marcaram a história do Cristianismo tiveram suas razões teológicas, mas também foram influenciadas pelo contexto (histórico, político, intelectual...) que lhes deu origem. Seria justificado exportar essas divisões para os povos que estavam descobrindo Cristo?
No meio do novo caminho que as recentes Igrejas locais estavam descobrindo, seria difícil deixar de notar a lacuna entre a mensagem de amor que queriam viver e a real separação entre os discípulos de Cristo. Como se pode fazer outros entenderem a reconciliação trazida por Cristo se os próprios baptizados se ignoram ou lutam entre si? Como grupos cristãos que viviam em mútua hostilidade poderiam pregar um único Senhor, uma só fé e um só Baptismo de modo convincente?
Não havia, portanto, falta de questões ecuménicas para os participantes da Conferência de Edimburgo em 1910.
Parabéns pai... 79 anos de Vida.
Hoje o meu pai celebra o DOM DA VIDA... 79 ANOS.Confesso que era para não escrever nada aqui no blogue... A vida nos últimos tempos tem sido difícil para quem merece tanto e tanto (refiro-me ao meu pai, sem dúvida).
Não andes tão depressa!
A vida é muito linda
Mas anuncia o fim
Quando começa.
Não tenhas pressa, queria,
Que essa pressa me dói!
A pressa que arrasta a vida
É a força que a destrói.
Para falar e andar
Sobeja o tempo escasso
Que dura uma existência
E o teu primeiro passo
Venceu grandes resistências.
De pés firmados na areia
E bracitos estendidos
Imagino-te a avançar
Em ares de grande senhora
Pelas estradas do sonho.
Em ti, o passado é só futuro
E, olhando para ti,
Começo a sentir pena dos meus cabelos brancos.
Fr. Mário Branco (in, “O céu é perto”, Ed. Franciscana)
HAITI: UMA PRECE...
Dai a cada um de nós a capacidade de se sentir unido na dor e na esperança e aos que pudermos a força de ajudar... nem que seja com a simples oração.
Pelas vítimas, pelos que sofrem e pelos que ajudam nesta hora no Haiti,
ROGAI...
NATAL: Baptismo de Jesus
Peço uma vez mais que perdoeis algumas gafes ou ideias repetidas mas não é fácil filmar e ao mesmo tempo estar atento às palavras porque, não existe ponto nem cábula para ler.
ANO NOVO: Retalhos 2
“ANO NOVO, VIDA NOVA”, assim reza o dito popular que se repete ao longo de gerações.O ano 2009 termina e 2010 começa.
É engraçado que sempre me recordo do medo que se tinha por passar o ano 2000. Diziam os anciãos que “a dois mil chegarás, de dois mil não passarás…” (profecias do Bandarra, creio).
Na Missa de ano novo, na minha aldeia, lembro-me de nesse ano ter feito uma homilia de esperança, de confiança num futuro promissor. Era fácil fazer brilhar os olhares temerosos pelo futuro; estavamos a celebrar o ANO JUBILAR do nascimento de Cristo, em tão boa hora proclamado pelo Venerável João Paulo II.
Já estamos uma década à frente do (mal) dito precónio do Bandarra. Deus seja louvado.
2009 foi para muitos um ano de muitos sacrifícios, as doenças, a crise económica, a falta de valores, o desrespeito por parte de políticos para com os concidadãos, o ambiente e o respeito pela Mãe Terra relegados para um plano que só daqui a décadas voltará a poder pensar-se – já que o mundo se reuniu em Copenhaga para pouco ou nada – a inércia de alguns sectores da Igreja para com as razões no nosso CRER e da nossa ESPERANÇA: JESUS CRISTO PRESENTE NOS CRISTÃOS.
Os valores da família vão sendo feridos a cada passo, a educação parece continuar sem rumo e o sentido do religioso e da relação com Deus quer recuar ao tempo do exílio da babilónia…
Terá Deus que mandar de novo Isaias, Elias, Eliseu, João Baptista ou outro Profeta? Terá Deus que Incarnar de novo na nossa fragilidade humana para que O olhemos com um olhar renovado e o mundo recupere a força de quem quer fazer novas todas as coisas?
“Um Menino nos foi dado, um Santo nos nasceu. Será chamado príncipe da paz”, porque “O Verbo se fez carne e habitou entre nós, e vimos a Sua Glória de Unigénito do Pai, cheio de Graça e verdade”… assim temos cantado nestes tempos últimos.
Então que nos falta para fazer deste tempo um tempo novo para toda a Humanidade?
Estamos muito aquietados, esperando que os outros façam e sem perguntarem o que posso eu fazer? E o mundo espera… desespera talvez…
E iniciamos o ANO 2010.
Hoje celebramos, em primeiro lugar, a Solenidade de Santa Maria, Mãe de Deus: somos convidados a contemplar a figura de Maria, aquela mulher que, com o seu “sim” ao projecto de Deus, nos ofereceu Jesus, o nosso libertador. É impossível olhar o mundo sem este SIM DE MARIA. Pergunto muitas vezes que seria o nosso mundo hodierno sem esta Mulher de Nazaré.
Celebra-se, em segundo lugar, o Dia Mundial da Paz: em 1968, o Papa Paulo VI propôs aos homens de boa vontade que, neste dia, se rezasse pela paz no mundo. Ainda ontem viamos na comumicação social mais um duplo atentado no Iraque e outras tantas guerras que teimam em vencer os desejos e orações pela paz.
Celebrando este primeiro dia do ano civil celebramos o reinício de uma caminhada percorrida de mãos dadas com Deus que nos ama, que em cada dia nos cumula da sua bênção e nos oferece a vida em plenitude. Não tenho dúvida de que, no meio das tempestades da vida, Deus se vai fazendo presente em tantos gestos e sinais que por tão simples que são não os vemos ou simplesmente não os queremos ver. Mas continuo a acreditar que Deus está e reinicia caminho connosco. Só temos que lhe dizer “sim” e levantar a cabeça para olhar bem longe o caminho que Deus nos acena.
Mas tenho aqui que fazer referência a um outro facto que marcou este ano que termina. O RETALHOS 2, este espaço que continua a ser de todos e para todos.
Foi no amanhecer do dia 1 de Janeiro de 2009 que nasceu o RETALHOS 2 porque o “Retalhos” já estava muito pesado e muitos não conseguiam visualizá-lo como seria desejável.
UM ANO DE RETALHOS 2.
A amizade que deu orígem ao RETALHOS continuou a ser primazia neste novo blogue.
Espaço de reflexão, oração, música, partilha, louvor e amizade.
Só assim é possível ter força para manter este espaço como ele tem sido mantido. Quero que saibais que todo o tempo dedicado ao blogue o é mais por causa de todos vós do que por mim mesmo. É quase um compromisso de honra por saber que muitos iniciam aqui o seu dia e outros o terminam.
Muitos aqui vêm diariamente e várias vezes em busca de paz, de serenidade ou de uma palavra amiga, falada, lida ou cantada.
Muitos entram através de outros servidores ou motores de busca, em Portugal ou em tantos outros paises. Entram, talvez saiam de imediato ou talvez fiquem um pouco e regressem mais tarde.
O tempo dedicado ao RETALHOS é o TEMPO DEDICADO aos AMIGOS…
Quero neste dia de aniversário para o mundo e para o Retalhos agradecer a Deus tudo o que me concedeu na Sua infinita misericordia, a começar pela FAMÍLIA e estendendo-se aos AMIGOS, a vós que sois pedras vivas do meu caminhar.
Quero implorar a paz para o mundo, a saúde e dignidade para os doentes e idosos, o bem estar e condições de segurança e educação para todas as crianças, mormente para as marginalizadas ou feridas na sua dignidade, discernimento para os políticos a fim de criarem a estrutura necessária para o bem comum da sociedade, caminhos de esperança para os adolescentes e jovens, prosperidade e paz para as famílias, a minha e a de cada um de vós, tendo presente as dificuldades decorrentes do nosso tempo com tão poucos valores familiares.
Quero pedir a Deus e a Santa Maria, Mãe de Deus e nossa Mãe, que neste ano a Igreja seja verdadeiramente “Mãe e Mestra” - como dizem os Documentos do Concílio Vaticano II – a fim de que, ao celebrarmos ainda o ANO SACERDOTAL, todos os Sacerdotes – eu mesmo em primeiro lugar – saibam ser o olhar e a misericórdia de Deus através dos seus gestos e palavras, por um testemunho cada vez mais coerente com a VERDADE DO EVANGELHO que somos chamados a anunciar.
Por fim, que os RETALHOS (http://betus-pax.blogspot.com e http://betus-pax2.blogspot.com) continuem a ser lugar de encontro e partilha. Só assim valerá a pena chegar ao fim de 2010 com o sentimento de acção de graças por tudo o que aqui se vai construindo em cada dia.
A todos vós o meu sincero agradecimento pela amizade, carinho e dedicação.
VOTOS SINCEROS DE UM NOVO ANO ABENÇOADO POR DEUS.
Frei Albertino Rodrigues OFM
Sagrada Família
Cristo Nasceu
Noite de procura e de LUZ

Tal como há um ano, neste mesmo dia, ou melhor, já noite e dado por terminadas as tarefas de presépios e ornamentações de Natal, o cansaço dá lufar à paz interior.
NOITE DE PROCURA E DE LUZ
Passo a passo vão pelo horizonte além
No cansaço de um longo caminhar,
Dirigem-se à cidade de Jerusalém
José e Maria, a fim de se recensear.
Um burrinho cansado, Maria transporta
Alheio ao milagre que em noite irá ver,
Levará Maria e José de porta em porta
E um Menino no ventre que está p’ra nascer.
E eis que é chegada a hora da Esperança
Em que a Virgem trará a Salvação.
Mas ninguém tem lugar na vizinhança
Para acolher em sua casa um Irmão.
E a noite sobre a terra vai caindo,
Frio, escuridão e neve caem também.
E o burrinho, bem cansado, vai seguindo
Levando Maria e José até Belém.
E o Menino que no ventre, é o Senhor
Não podia esperar mais p’ra nos salvar.
É num estábulo, não havia lugar melhor,
Que Maria, a Deus Menino, à luz vem dar.
Quanta alegria o burrinho e os animais
Ali pasmados diante da grande Luz.
Um bebé ali nasceu chorando em ais,
E seus pais já lhe chamavam Jesus.
Ó que noite de Luz, noite Santa,
Em que Deus connosco habitou.
A Criação inteira exulta e canta
Em adoração a quem tudo criou.
Noite da procura é agora noite da Vida
Porque Deus, o Emanuel, até nós vem,
E a humanidade que se encontrava perdida
Vê-se salva num estábulo, em Belém.
Neste dia que antecede o meu Natal
Quero fazer da minha Vida uma oração.
Oferecer ao Menino Deus, presente tal,
Que consiga esgotar meu coração.
Brilha Luz Divina sobre mim
Sobre todos os que tenho no pensamento.
Que a tua bênção desça a nós, sem fim,
Que neste Natal sejamos o teu acolhimento.
Noite de procura dum lugar p’ra dar à Luz
É a noite de todo homem e mulher também.
Que cada um possa esquecer a sua cruz
P’ra celebrar a alegria, na noite de Belém.
Frei Albertino S. Rodrigues O.F.M.
Antífonas do Ó (recordando)

Deixo aqui o texto em latim e a tradução que encontrei para a língua Lusa. Confio que esta esteja correcta e com o verdadeiro sentido do original.
O Sapientia, quae ex ore Altissimi prodiisti, attingens a fine usque ad finem, fortiter, suaviterque disponens omnia: veni ad docendum nos viam prudentiae.
Ó Sabedoria, que saístes da boca do Altíssimo, e atingis até os confins de todo o universo, e com força e suavidade governais o mundo inteiro: oh vinde ensinar-nos o caminho da prudência!
O Adonai, et dux domus Israel, qui Moysi in igne flammae rubi apparuisti, et ei in Sina legem dedisti: veni ad redimendum nos in brachio extento.
Ó Adonai (Senhor), guia da casa de Israel, que aparecestes a Moisés na sarça ardente, e lhe destes a vossa lei sobre o Sinai, vinde salvar-nos com braço poderoso!
O Radix Jesse, qui stas in signum populorum, super quem continebunt reges os suum, quem gentes deprecabuntur: veni ad liberandum nos, jam nolli tardare.
Ó Raiz de Jessé, ó estandarte, levantado em sinal para as nações! Ante vós se calarão os reis da terra, e as nações implorarão misericórdia: Vinde salvar-nos! Libertai-nos sem demora!
O Clavis David, et sceptrum domus Israel, qui aperis, et nemo claudit; claudis, et nemo aperit: veni et educ vinctum de domo carceris, sedentem in tenebris et umbra mortis.
Ó Chave de David, ceptro da casa de Israel, que abris e ninguém fecha, que fechais e ninguém abre: vinde logo e libertai o homem prisioneiro que, nas trevas e na sombra da morte está sentado.
O Oriens, splendor lucis aeternae et sol justitiae: veni et illumina sedentes in tenebris et umbra mortis.
Ó Sol Nascente justiceiro, resplendor da Luz eterna: Oh, vinde e iluminai os que jazem entre as trevas e na sombra do pecado e da morte estão sentados.
O Rex Gentíum, et desideratus earum, lapisque angularis, qui facis utraque unum: veni, et salva hominem quem de limo formastí.
Ó Rei das Nações, desejado dos povos; ó Pedra Angular, que os opostos unis: Oh, vinde e salvai este homem tão frágil, que um dia criastes do barro da terra!
O Emmanuel, Rex et legifer noster, expectatio gentium et Salvator earum: veni ad salvandum nos, Domine Deus noster.
Ó Emanuel – Deus-connosco, nosso Rei Legislador, Esperança das Nações e dos povos Salvador: Vinde enfim para salvar-nos, ó Senhor nosso Deus!
Advento: Mãe do Coração

Mãe do coração
Quero que sejas Tu
A preparar a minha tenda
Para acolher o Amor
Que vem…
Mãe do coração
Quero no silêncio
Me ensines a escutar a Palavra
E a deixar que ela penetre
Até ao fundo do meu ser
Para que aí
Um coração novo
Possa nascer…
Mãe do coração
Quero que na vida
Me ensines a acolher o Amor
E a deixar que ele entre
Na pobreza da minha tenda
Para que aí
O homem pobre possa habitar…
Mãe do coração
Quero que no caminho
Me ensines a descobrir o Norte
E a deixar que Ele guie
A minha pequena barca
Para que aí
Um novo horizonte
Possa desvendar…
Mãe do coração
Quero que na entrega
Me ensines a acreditar na Fidelidade
E a deixar que ela seja
Na minha vida
Para que aí
Uma nova vida
Possa brotar…
Mãe do coração
Quero que na minha tenda
Tu sejas pobreza e ternura
Tu sejas hospitalidade e alegria
Tu sejas serviço e disponibilidade
Tu sejas coração
Tu que és a Senhora na minha tenda
Faz dela um coração…
Onde o Amor possa habitar…
"Lena"
Que fazer? ALEGRAI-VOS!!!
Hoje a liturgia permite o uso de Paramentos rosa ou de cor violeta esbatido como que a aliviar o roxo da penitência e para mostrar que esta penitência não é incompatível com a alegria de sentir próximo o “Verbo de Deus”.
Neste sentido podemos escutar João Paulo II: «Um insistente convite à alegria caracteriza a liturgia deste terceiro domingo de Advento, chamado «Gaudete», porque a palavra «Gaudete» é, precisamente, a primeira da antífona de entrada. «Alegrai-vos», regozijai-vos! Ao lado da vigilância, da oração e da caridade, o Advento convida-nos ao júbilo e à alegria, porque já está próximo o encontro com o Salvador. O profeta… preanuncia os prodígios que o Senhor realizará em favor do seu povo, libertando-o da escravidão e reconduzindo-os à pátria. Com a sua vinda, realizar-se-á como que um novo e mais importante êxodo, que fará reviver em pleno o júbilo da comunhão com Deus. Para todos os que estão desencorajados e desconfiados, ressoa a «boa notícia» da salvação: os resgatados de Javé sentirão uma alegria sem fim e a tristeza e o pranto fugirão».
Vejamos então que podemos reflectir a partir das leituras.
Comecemos com Sofonias 3,14-18a
Este texto que podemos ler (Cf. Bíblia on-line na coluna da direita), situa-nos no séc. VII a.C. A cidade de Jerusalém tinha sido invadida e o Templo de Deus profanado, levando a que se praticassem aí cultos a deuses pagão e a gerar a infidelidade para com a aliança estabelecida com Deus.
É aqui que surge o Profeta Sofonias a atacar a idolatria do culto, as injustiças, o materialismo, a despreocupação religiosa e os abusos da autoridade.
O Profeta anuncia um castigo para com os profanadores e infiéis mas ao mesmo tempo faz um enorme apelo à conversão, a que o povo se volte de novo para o Senhor seu Deus e viva na fidelidade à Aliança.
É aqui que surge o convite a que este povo seja um POVO NOVO, onde reina a alegria, a exultação, o júbilo porque “o Senhor revogou a sentença… e está no meio de ti…”
Por isso o convite a que o povo clame jubilosamente e não tema.
Mais ainda, o profeta anuncia que o próprio Deus, por causa do Seu Povo “enche-Se de júbilo, renova-te com o seu amor, exulta de alegria por tua causa, como nos dias de festa”.
O mesmo tema encontramos na carta de Paulo aos Filipenses ( 4,4-7)
“Alegrai-vos sempre no Senhor. Novamente vos digo: alegrai-vos… O Senhor está próximo… em todas as circunstâncias, apresentai os vossos pedidos diante de Deus,
Paulo, preso por causa do Evangelho, recebe dos cristãos de Filipos ajuda fraterna e decide enviar-lhes esta carta manifestando todo o seu afecto e a esperança em Cristo Jesus.
Mesmo em sofrimento, Paulo não se cansa de exortar os irmãos à alegria, em todas as circunstâncias, e a rezarem de diversos modos porque só em Cristo encontrarão a alegria plena.
A salvação prometida realiza-se nesta certeza de que a presença salvífica de Cristo se concretiza nas acções da comunidade orante e que estas se manifestam também de forma muito especial no testemunho alegre de quem espera a ressurreição prometida em Jesus Cristo.
Em Lucas 3,10-18 encontramos de novo João Baptista que nos desafia claramente a mudar de vida para podermos aceitar um novo Baptismo.
A grande questão que é colocada a cada um de nós, neste Evangelho de Lucas, é “QUE DEVEMOS FAZER?”
Três situações se apresentam e a cada uma a resposta concreta.
Este é o quadro que nos é apresentado nos vers. 10-14.
Perguntar “o que devemos fazer” implica que nos abrimos à proposta salvadora que nos vem de Deus. Querer saber o que fazer é estar predisposto a iniciar um novo caminho, um novo desafio, tenha ele os obstáculos que tiver. A resposta imediata é a do convite à conversão, à mudança de vida, à prática do bem.
Ao povo em geral, João Baptista recomenda a sensibilidade às necessidades de quem nada tem e a partilha dos bens; aos publicanos, pede que não explorem, que não se deixem convencer por esquemas de enriquecimento ilícito, que não despojem ilegalmente os mais pobres; aos soldados, pede que não usem de violência, que não abusem do seu poder contra fracos e indefesos…
Mas para onde conduz este novo caminho proposto por João? Porque fazer tal caminho?
A resposta a esta questão vem logo a seguir nos vers. 15-18.
João está a exortar à conversão e ao Baptismo. Ele baptiza nas águas do Jordão contudo sabe e anuncia que este não é o Baptismo definitivo. João aponta para a chegada do Messias, Aquele a quem ele nem sequer é digno de desatar a correia das sandálias – saberia João que tinha a missão de o Baptizar? – Aquele que virá baptizar pelo Espírito Santo e no fogo (do amor de Deus que nos ama e quer salvar).
O Baptismo de Jesus Cristo é para aqueles que querem ser este Povo renovado, o Homem novo tantas vezes proclamado em S. Paulo, Homem aberto ao novo da história, à nova relação íntima com o Deus Amor. Por isso o Baptismo no Espírito, Baptismo de confirmação de fé em Deus, o único Deus presente em Jesus Cristo que se faz Homem como nós.
Este Baptismo é aquele que também nos purifica de todo o mal, de todo o pecado, que nos confere uma vida nova de libertação de nós mesmos para sermos só de Deus. Daí se entende esta referência ao fogo que na Sagrada Escritura tem este sentido de purificar, apagar todo o mal em nós.
Neste Domingo “Gaudete” podemos também nós fazer esta pergunta: “que devemos fazer?”…
Escutemos o que Deus nos pede, a cada um em particular, na circunstância da nossa vida que vivemos.
Mas não esqueçamos que o maior desafio que nos é lançado é o de nos alegrarmos e exultar, em todas as circunstâncias, porque o Senhor está próximo.
“Alegrai-vos sempre no Senhor!”
D. Manuel Clemente: Pessoa do ano
Não posso deixar de me alegrar neste dia com o facto do nosso querido e grande Amigo, o Ex.mo e Rev.mo Senhor D. Manuel Clemente, Bispo do Porto, ter sido galardoado com o PRÉMIO PESSOA 2009.Num tempo em que tanto se esquece o valor e o papel da Igreja e dos seus bons Pastores, este prémio pessoal atribuído a D. Manuel, é também para todos nós um incentivo a que procuremos ser nós mesmos na defesa de valores humanos e culturais como o nosso Bispo sempre soube revelar ao longo da vida.
Tenho a honra de fazer parte dos seus amigos e admiradores e por isso a minha palavra de felicitações a tão alto e insigne Senhor deste nosso país e da Igreja Portuguesa.
PARABÉNS SENHOR D. MANUEL.
Deixo parte do texto retirado do site do Expresso:
A "postura humanística de defesa do diálogo e da tolerância" a sua voz no "combate à exclusão" e o seu empenho na "intervenção social da Igreja" valeram a D. Manuel Clemente, bispo do Porto, o Prémio Pessoa 2009, no valor de 60 mil euros.
Francisco Pinto Balsemão, presidente do júri do Prémio - uma iniciativa do Expresso com o patrocínio da Caixa Geral de Depósitos - sublinhou a importância destas características do premiado, tendo em conta o momento particularmente difícil que vive Portugal e o Mundo. "Não fomos indiferentes às dificuldades nacionais e mundiais que vivemos e o papel de destaque de uma personalidade que é uma referência ética e com grande intervenção social", disse ao Expresso, recusando, porém, que este tenha sido o Prémio mais político alguma vez atribuído por este júri.
Mário Soares, outro dos jurados do Pessoa, assumiu publicamente o seu apreço por D. Manuel Clemente. "Toda a gente sabe que sou agnóstico. Mas não tive a menor dúvida em votar a favor desta deliberação", disse aos jornalistas, sublinhando a relevância de um homem de "grande compreensão e abertura de espírito. É um homem de diálogo", disse o antigo Presidente da República e fundador do Partido Socialista. "O bispo do Porto é uma figura relevante, independentemente do facto de ser bispo", conclui.
Pinto Balsemão assumiu ainda que uma parte significativa dos membros do júri não tem qualquer posição religiosa - "quatro ou cinco declaram ser agnósticos" - o que "demonstra a grande abertura deste Prémio Pessoa e a ausência de qualquer faccionismo".
No comunicado final, lido esta manhã em Seteais, os membros do júri do Prémio Pessoa destacaram ainda a publicação, no corrente ano, de duas obras de carácter historiográfico por parte de D- Manuel Clemente. "Um só propósito" e "Portugal e os Portugueses" foram as obras citadas.” (in http://aeiou.expresso.pt/)
Imaculada, minha Mãe...
IMACULADA CONCEIÇÃO, Senhora e Mãe minha.
Não consegui gravar Avé Maria de Schubert para Ti hoje...
Falta de voz, meios, e muito trabalho... Tentei mas não consegui. Mas Tu, sim Tu, Mãe, sabes bem o quanto Te quero e canto. Sem Ti a Vida seria vazia, sem esperança, sem Deus...
Obrigado Mãe porque fazes parte de mim e eu de TI...
Abençoa neste dia todos os Amigos que por aqui passarem, os meus familiares, Amigos e todos quantos rezam por mim.
Como Tu quero dizer: "Ecce fiat magnificat!
Paz da Justiça e Glória da Piedade!
No Advento, vários símbolos nos ajudam a mergulhar no mistério da encarnação e a vivenciar melhor este tempo de salvação.
Entre eles a coroa do Advento.
Feita de ramos verdes entrelaçados, forma um círculo, no qual são colocadas 4 velas que representam as 4 semanas do Advento. A celebrarmos o segundo Domingo acendemos mais uma vela. Mas que nos traz de novo a liturgia?
Vejamos o que nos diz o Profeta Baruc 5, 1-9
Já leram? Podem fazê-lo através da Bíblia on-line, aí na coluna da direita.
A mulher israelita que perdia o marido ou um filho vestia-se de luto, sentava-se no chão, não se ungia com perfumes, não preparava alimento. Tentava, assim, revelar a todos a sua dor, o seu desespero.
Este texto compara Jerusalém a uma viúva desolada, como referência a um dos mais dramáticos acontecimentos da história de Israel: a Cidade Santa foi destruída; os seus habitantes acorrentados e deportados; o seu território devastado.
Passados muitos anos, após a tomada de Jerusalém por Nabucodonosor, Deus fez surgir de entre os desterrados da Babilónia um profeta e enviou-o a anunciar esta mensagem de esperança e de alegria: «Jerusalém, tira as vestes de luto e de aflição; reveste-te para sempre dos adornos da glória que te vem de Deus.»
Como sinal de transformação, Jerusalém recebe nomes novos: «Paz da Justiça e Glória da Piedade!»
O nome identifica a pessoa. Mudar o nome é atribuição de nova personalidade. Jerusalém tem novo rumo: tornar-se-á lugar onde reinará a verdadeira paz, fruto da justiça.
Na nossa relação com Deus, connosco, com os outros e com todos os seres criados, com que nome novo nos queremos identificar?
Poderá Deus chamar-me lugar de paz, de partilha, de justiça, de amor em fraternidade universal?
E com que nome novo poderemos indicar a nossa família, a nossa comunidade cristã e mesmo a nossa nação?
A nossa missão é:
* colaborar na realização do projecto libertador que Deus nos oferece em Cristo Jesus;
Vejamos ainda o que nos diz Paulo com a Carta aos Filipenses 1, 4-6.8-11
Este texto é esse exemplo de oração judaica composta por duas partes:
1ª - (vv. 4-6) – Paulo reconhece as maravilhas que Deus realizou em Filipos e ‘Abençoa-O’, isto é, dá-Lhe graças.
2ª - (vv. 9-11) – pede a Deus que, entre os Filipenses (a primeira comunidade cristã da Europa).
Reconhecemos as maravilhas que o Espírito realiza em nós: os nossos relacionamentos já são bons, em amizade, em ajuda mútua e fraterna.
Damos-lhe graças com esta certeza e confiança:
1º Tu, Senhor, que começaste em nós tão boa obra, hás-de levá-la a bom termo até ao dia de Cristo Jesus, como fizeste em Filipos.
2º Faz-nos, Senhor, anunciadores do Evangelho com palavras e por obras, como Evangelho vivo.
Meditemos também no Evangelho de Lucas 3, 1-6
Preparai o caminho do Senhor, endireitai as suas veredas e toda a criatura verá a salvação de Deus.
Neste trecho do Evangelho, Lucas, o evangelista do Ano C, faz uma introdução histórica, para nos dizer que a intervenção de Deus na história da humanidade aconteceu num momento preciso e num lugar bem definido.
Em seguida, introduz em cena a primeira personagem, o Baptista:
«foi dirigida a Palavra de Deus a João, filho de Zacarias, no deserto».
Do lugar da sua vocação, o deserto, João vai para a região do Jordão. Anuncia um baptismo de conversão para o perdão dos pecados.
Para esclarecer a missão que João é chamado a desempenhar, Lucas cita uma frase do profeta Isaías:
«Uma voz clama no deserto: ‘Preparai o caminho do Senhor, endireitai as suas veredas. Sejam alteados todos os vales e abatidos os montes e as colinas; endireitem-se os caminhos tortuosos e aplanem-se as veredas escarpadas; e toda a criatura verá a salvação de Deus’ (Is 40, 3-5)».
Esta linguagem deve ser entendida como símbolo de uma outra realidade.
Na linguagem bíblica:
· os caminhos tortuosos são as escolhas insensatas, as situações de injustiça
· os vales que urge altear são as desigualdades económicas
· os montes e as colinas representam ‘a vã soberba de mandar’, a arrogância de quem pretende de todas as formas impor-se com altivez para dominar os que não lhe fazem reverências nem obséquios.
O Reino de Deus é incompatível com atitudes altaneiras e redutoras da dignidade da pessoa e do amor preferencial de Jesus pelos mais deserdados.
Confrontando a realidade que vivemos com esta Palavra, dá-nos vontade de afirmar: nada mudou. Estamos nas mesmas circunstâncias.
Surge e renova-se a promessa: “toda a criatura verá a salvação de Deus”
Deus não reserva a sua salvação a alguns privilegiados. Ele oferece-a a todos.
O ser humano, considerado no seu aspecto frágil e sujeito ao fracasso, comete erros, sofre a solidão e o abandono.
Mas o Senhor proclama: mesmo o abismo de culpa, por mais profundo e escuro que seja, será visitado e iluminado pelo seu amor: “toda a criatura verá a salvação de Deus”
A Igreja é o novo povo de Deus.
Somos vocacionados ao amor.
Eis que o Senhor vem sempre de novo, com o seu amor fiel.
Em caminhada de Advento, preparemos os caminhos do Senhor. Ele conta connosco.
E dá-nos a certeza de que nada O impedirá de realizar, connosco, o seu sonho de AMOR.
Ir. Maria Rosária Nunes (F. M. M.)
Advento: Tempo da esperança

O Advento celebra a vinda do Senhor.
Advento é tempo de Esperança.
Vejamos o centurião do Evangelho! Vem ao encontro de Jesus animado duma grande Fé. Viu o seu servo curado porque acreditou… Como ela, também nós caminhamos na Fé, envoltos na nuvem de promessas e esperanças, em Advento continuo até ao fim. É Deus que nos busca e entra em casa a curar paralisias, que se atravessam nos caminhos da Fé e do Amor. A Terra Prometida é o Prometido do Pai, que nos vai nascer em Belém…
«Senhor eu não sou digna»!...
Com o Advento, tem inicio o novo Ano Litúrgico.
Como recomeçar? Começar com quê, de que modo? Voltando a querer ser criança?
Assim começou Deus, na Incarnação. No fundo de nós mesmos, está a criança que confia, acredita, espera e Ama… Vamos despertar e dar vida nova a esse «menino bom» que temos no fundo do coração! Como os pequeninos, ergamos os olhos para o alto, prontos a escolher o que nos é dado, de cima!
«Deixai vir a Mim os pequeninos!» (Lc.18,16)
A nós o Evangelho convida-nos a «cobrar ânimos e levantar a cabeça» (Lc.21,28).
Com os olhos no alto, libertamo-nos dos apegos ao passado e perdemos o medo do futuro. Advento: tempo de acarinhar a criança que temos dentro de nós, vivendo no «hoje», concentrados nas tarefas que nos estão confiadas, despreocupados do passado e do porvir, irradiando a tranquilidade que possuímos no coração…
Vivemos para o futuro, que dá sentido e intensidade ao presente. «Vem Senhor Jesus!», proclamamos em todas as Eucaristias, após a Consagração. ELE vem pela Comunhão, pela Palavra, pelo sorriso, pelo olhar, pela escuta, pela ternura, pelo acolhimento, pela união fraterna. De novo há-de vir como Juiz Amigo, a fim de nos premiar pelo que tivermos feito por ELE nos nossos irmãos…
Reflictamos pessoalmente:
1. Jesus continua hoje a querer encarnar no mundo. Entrar na história dos homens e na minha.
Como me preparo para O receber?
Como preparo o muno à minha volta para O receber?
2. O Advento é tempo de “afinar” a nossa capacidade de reconhecer a Sua presença no dia a dia. Nas situações, pessoas, leituras, oração, Eucaristia…
Como me abro a essas vindas?
3. Os Magos, João Baptista, Maria, José…quatro figuras do Advento, diferentes atitudes, diferentes formas de abertura ao encontro e de preparação da vinda do Senhor.
Com qual me identifico mais?
Que atitudes me parecem mais importantes actualizar na minha vida, tornar presentes no mundo em que vivo?
Vivamos o Advento…
Lena
Cristo Rei e Senhor do Universo

Uma pergunta que pode vir – deveria vir! – ao nosso coração é esta: Jesus é Rei? Como pode ser Rei, num mundo paganizado, num mundo pós-cristão, num mundo que esqueceu Deus, num mundo que ridiculariza a Igreja por pregar o Evangelho e suas exigências?... Pelo menos do Deus e Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo o mundo não quer saber... Como, então, Jesus pode ser Rei de um mundo que não aceita ser o seu reinado? E, no entanto, hoje, no último domingo deste ano litúrgico de 2009, ao final de um ciclo de tempo, voltamo-nos para o Cristo, e o proclamamos Rei: Rei de nossas vidas, Rei da história, Rei dos cosmo, Rei do universo. A Igreja canta, neste dia, na sua oração: “Cristo Rei, sois dos séculos Príncipe,/ Soberano e Senhor das nações!/ Ó Juiz, só a vós é devido/ julgar mentes, julgar corações”. O texto do Apocalipse citado no início desta meditação dá o sentido da realeza de Jesus: ele é o Cordeiro que foi imolado. É Rei não porque é prepotente, não porque manda em tudo, até suprimir nossa liberdade e nossa consciência. É Rei porque nos ama, Rei porque se fez um de nós, Rei porque por nós sofreu, morreu e ressuscitou, Rei porque nos dá a vida. Ele é aquele Filho do Homem da primeira leitura: “Foram-lhe dados poder, glória e realeza, e todos os povos, nações e línguas o serviam: seu poder é um poder eterno que não lhe será tirado, e seu reino, um reino que não se dissolverá”. Com efeito, o reinado de Cristo não tem as características dos reinados do mundo.
(1) Ele é Rei não porque se distancia de nós, mas precisamente porque se fez “Filho do homem”, solidário conosco em tudo. Ele experimentou nossas pobrezas e limitações; ele caminhou pelas nossas estradas, derramou o nosso suor, angustiou-se com nossas angústias e experimentou tantos dos nossos medos. Ele morreu como nós, de morte humana, tão igual à nossa. Ele reina pela solidariedade.
(2) Ele é Rei porque nos serviu: “O Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a vida em resgate por muitos” (Mc 10,45). Serviu com toda a sua existência, serviu dando sempre e em tudo a vida por nós, por amor de nós. Ele reina pelo amor.
(3) Ele é Rei porque tudo foi criado pelo Pai “através dele e para ele” (Cl 1,15); tudo caminha para ele e, nele, tudo aparecerá na sua verdade: “Quem é da verdade, ouve a minha voz”. É nele que o mundo será julgado. A televisão, os modismos, os sabichões de plantão podem dizer o que quiserem, ensinarem a verdade que lhes forem conveniente... mas, ao final, somente o que passar pelo teste de cruz do Senhor resistirá. O resto, é resto: não passa de palha. Ele reina pela verdade.
(4) Ele é Rei porque é o único que pode garantir nossa vida; pode fazer-nos felizes agora e pode nos dar a vitória sobre a morte por toda a eternidade: “Jesus Cristo é a testemunha fiel e verdadeira, o primeiro a ressuscitar dentre os mortos, o soberano dos reis da terra”. Ele reina pela vida.
Sim, Jesus é Rei: “Eu sou Rei! Para isto nasci, para isto vim ao mundo!” Mas seu Reino nada tem a ver com o triunfalismo dos reinos humanos – de direita ou de esquerda! Nunca nos esqueçamos que aquele que entrou em Jerusalém como Rei, veio num burrico, símbolo de mansidão e serviço. Como coroa teve os espinhos; como cetro, uma cana; como manto, um farrapo escarlate; como trono, a cruz. Se quisermos compreender a realeza de Cristo, é necessário não esquecer isso! A marca e o critério da realeza de Cristo é e será sempre, a cruz!
Hoje, assistimos, impressionados, a paganização do mundo, e perguntamos: onde está a realeza do Cristo? – Onde sempre esteve: na cruz: “O meu reino não é deste mundo. Se o meu reino fosse deste mundo, os meus guardas lutariam para que eu não fosse entregue aos judeus. Mas o meu reino não é daqui”. O Reino de Jesus não é segundo o modelo deste mundo, não se impõe por guardas, pela força, pelas armas: meu Reino não é daqui! É um Reino que vem do mundo do amor e da misericórdia de Deus, não das loucuras megalomaníacas dos seres humanos. E, no entanto, o Reino está no mundo: “Cumpriu-se o tempo; o Reino de Deus está próximo” (Mc 1,15); “Se é pelo dedo de Deus que eu expulso os demónios, então o Reino de Deus já chegou para vós” (Lc 11,20). O Reino que Jesus trouxe deve expandir-se no mundo! Onde ele está? Onde estiverem o amor, a verdade, a piedade, a justiça, a solidariedade, a paz. O Reino do Cristo deve penetrar todos os âmbitos de nossa existência: a economia, as relações comerciais, os mercados financeiros, as relações entre pessoas e povos, nossa vida afectiva, nossa moral pessoal e comunitária.
Celebrar Jesus Cristo Rei do Universo é proclamar diante do mundo que somente Cristo é o sentido último de tudo e de todos, que somente Cristo é definitivo e absoluto. Proclamá-lo Rei é dizer que não nos submetemos a nada nem a ninguém, a não ser ao Cristo; é afirmar que tudo o mais é relativo e menos importante quando confrontado com o único necessário, que é o Reino que Jesus veio trazer. Num mundo que deseja esvaziar o Evangelho, tornando Jesus alguém inofensivo e insípido, um deus de barro, vazio e sem utilidade, proclamar Jesus como Rei é rejeitar o projeto pagão do mundo atual e proclamar: “O Cordeiro que foi imolado é digno de receber o poder, a divindade, a sabedoria, a força e a honra. A ele a glória e poder através dos séculos”. Amém (Ap 5,12; 1,6).
Eis a grande lição da Festa deste hoje: o tempo, a história, o cosmo... tudo corre para Jesus: ele é o Alfa e o Ómega, o A e o Z, o Primeiro e o Último! É nele, no critério da sua cruz, que tudo será avaliado, tudo será julgado! Ao Reinado de Cristo, um Dia – no seu Dia - tudo estará plenamente submetido! Mas, nunca esqueçamos: aquele que é nosso Rei e Juiz é o nosso Salvador, o humilde Filho do Homem, que se manifestará revestido de glória porque morreu por nós: “Jesus Cristo é a Testemunha fiel, o Primogénito dentre os mortos, o Soberano dos reis da terra”.
(in, http://costa_hs.blog.uol.com.br)
Palavra que chama e envia
Seminários: PRESENÇA E ESPERANÇA

1. Temos seminários em quase todas as dioceses de Portugal e em muitos dos institutos
religiosos. Os seminários são instituições que inscrevem no chão sagrado dos seus edifícios as marcas do tempo e da história e elevam nos traços que exteriormente os identificam os sinais da presença da Igreja.
Alguns destes seminários trazem consigo a memória viva de muitos séculos; outros mais recentes afirmam-se nos primeiros passos que agora começam a dar.
Recebi há dias um belo texto com o título: Padres Jovens de Hoje. Assim se apresenta, através do testemunho de vários padres jovens que ali consolidaram a vocação e dali partiram rumo à ordenação de presbíteros, um dos mais recentes seminários maiores de Portugal.
Nesta nova fase, o Seminário Maior de S. Paulo de Almada, na Diocese de Setúbal, tem apenas dez anos de existência. O antigo convento dominicano, fundado em 1569, foi mais tarde, em 1935, Seminário do Patriarcado e desde 1999 é Seminário Maior da recém-criada Diocese de Setúbal. Nestes dez anos são já vários os sacerdotes que falam deste Seminário em jeito de testemunho e são outros tantos aqueles em quem o valor e a missão do seminário se revelam, como se o percurso de vocação e do ministério se identificasse com a casa onde viveram e sobretudo com a instituição que os formou.
Os seminários existem para formar sacerdotes da Igreja, como pastores segundo o Coração de Cristo, o bom Pastor. Permanecem instituições necessárias e no contexto presente da formação são mesmo insubstituíveis.
Os seminários não são apenas as casas com mais ou menos história, com mais ou menos
beleza. Os seminários são os alunos, os formadores e quantos ali trabalham, rezam e colaboram tantas vezes como beneméritos anónimos, discretos e activos. Os seminários são escolas ao modo da escola do Mestre onde se aprende a ser discípulo de Jesus e onde se preparam os apóstolos de hoje.
Vemos surgir no nosso tempo paradigmas novos de formação sacerdotal e seminários com percursos específicos, centrados na comunhão eclesial e no acolhimento das orientações da Igreja. Sentimos que nesta necessária abertura ao Espírito, que é alma da Igreja, todos somos chamados a assumir os seminários e a formação dos novos sacerdotes como uma missão essencial da vida dos cristãos e das comunidades.
2. O Santo Padre Bento XVI convida-nos a viver este ano como Ano Sacerdotal, na evocação dos 150 anos da morte do Santo Cura d’ Ars. Muitas das iniciativas pensadas e programadas para a vivência deste Ano Sacerdotal gravitam em torno do Seminário, daí nascem e daí se projectam em toda a Igreja, verdadeiro povo sacerdotal.
A fidelidade do sacerdote, aprendida e renovada diariamente na fidelidade de Cristo é não apenas o lema deste Ano Sacerdotal mas certamente uma das afirmações mais belas da Igreja e um dos testemunhos mais válidos a fazer surgir novas vocações e a ajudar a perseverança daqueles que se sentem chamados.
O amor pelos seminários, expresso em gestos de oração, de afecto e de generosidade, afirma um belo testemunho de vida eclesial, constitui um sinal de gratidão pelo bem ali realizado, faz despertar a gratidão por quantos ali dedicadamente trabalham, torna presente diariamente os seminários na vida dos sacerdotes e abre os seminários às comunidades cristãs.
O Ano Sacerdotal deve levar cada vez mais os sacerdotes aos seminários e deve aproximar os seminários das comunidades cristãs.
É nesta comunhão e nesta proximidade que cada sacerdote se revigora e fortalece também e que as comunidades se apercebem do valor do seminário como presença e esperança no coração da Igreja.
Esta Semana dos Seminários vivida em pleno Ano Sacerdotal tem certamente mais afirmado ainda este carisma vocacional para fazer despertar na Igreja, povo sacerdotal, vocações para a vida sacerdotal.
3. O VI Simpósio do Clero de Portugal, aberto a todos os sacerdotes e seminaristas maiores, foi um momento de bênção neste Ano Sacerdotal. A participação de cerca de 1000 sacerdotes, o conteúdo das mensagens recebidas, o ambiente ali vivido, a partilha feita, a beleza litúrgica das celebrações e os tempos mais prolongados de oração imprimiram a este Simpósio um espírito de alegria, de comunhão e de esperança.
Importa aproveitar esta Semana dos Seminários para inspirar deste ambiente, vivido no Simpósio, e da mensagem aí recebida os seminários e os presbitérios de Portugal. As Actas do Simpósio serão publicadas ainda antes da Semana dos Seminários e podem constituir um belo contributo para reflexões mais demoradas e aprofundadas em cada seminário.
4. A Comissão Episcopal Vocações e Ministérios escolheu como lema desta Semana dos Seminários: Palavra que chama e envia.
A Palavra de Deus é a fonte inesgotável da vocação e alimento de vida para tantos jovens.
Os seminários são tempo de escuta desta “palavra que chama e envia” e espaço onde
ressoa a voz do Mestre.
Na escuta atenta da Palavra de Deus, rezada, celebrada, vivida e testemunhada, e no
acolhimento dócil da voz do Mestre sentimos que é Jesus que nos chama a segui-LO, como outrora aos primeiros discípulos, e nos envia a testemunhar com fidelidade e ousadia as razões da nossa esperança e a alegria da Boa Nova do Reino.
Para nos ajudar neste caminho e nos incentivar neste propósito, a Equipa Formadora do
Seminário Diocesano de Santa Joana Princesa, em Aveiro, a quem em nome da Comissão Episcopal Vocações e Ministérios agradeço esta colaboração e este testemunho de comunhão, indica-nos alguns textos de oração e de reflexão para servirem os grupos de crianças e de jovens ou a comunidade cristã.
Desejam estes textos relançar neste momento propício da Semana dos Seminários alguns desafios à criatividade pastoral de cada Seminário e de cada Comunidade cristã ou Movimento apostólico. Todos sabemos do interesse pastoral e do dinamismo apostólico que as Semanas dos Seminário em cada ano despertam na Igreja em Portugal. Demos graças a Deus por todo o bem realizado e por tanta generosidade e dedicação aos Seminários encontradas no coração das pessoas e das comunidades.
5. Que Nossa Senhora, Mãe de Deus e nossa Mãe, nos anime na fidelidade e nos fortaleça na alegria e na comunhão para que os seminários sejam cada vez mais uma presença de graça, de bênção e de santidade no coração das nossas dioceses e na formação dos nossos presbitérios e um sinal de esperança na renovação da Igreja.
+António Francisco dos Santos
Bispo de Aveiro e Presidente da CEVM
Semana dos Seminários: Oração
ORAÇÃO DOS SEMINÁRIOSPalavra incriada e criadora,
Palavra incarnada e reveladora,
Palavra do Pai, salvadora,
Palavra no Espírito Presente,
Palavra que convoca e provoca,
Palavra que chama e envia.
És Tu, Senhor Jesus,
a Palavra definitiva da História;
És Tu, Senhor Jesus,
a Palavra do Pai que se faz ouvir
pela força do Espírito Santo;
És Tu, Senhor Jesus,
a Palavra que toda a humanidade espera.
Faz de nós instrumentos audazes e fortes
Para que a tua Palavra se faça ouvir
Na autenticidade do nosso testemunho,
Na coerência da nossa vida.
Faz de nós mensageiros fiéis e credíveis
Para que a tua Palavra seja recebida
Nos corações de tantos jovens
Que querem construir um mundo melhor,
Que querem colaborar na edificação do Reino,
Que querem encontrar o seu lugar na Igreja.
Faz, Senhor, que estejamos atentos à tua voz
Para que à primeira Palavra
nos levantemos sem demora
e avancemos de imediato para a missão.
Faz, Senhor, que o nosso testemunho
seja a nossa oração pelos Seminários
e pelos seminaristas e por todos os jovens
a quem a tua Palavra chama e envia. Ámen.
RETALHOS: 3 anos de vida!
Foi assim que há 3 anos nasceu o RETALHOS… já escrevi nos dois anos anteriores sobre os motivos que levaram a este nascimento, motivo principal a AMIZADE…
Passaram 3 anos e desde o dia em que inseri a contagem de visitas, no dia 20 de Novembro de 2007, o RETALHOS teve 55474 visitas.
Hoje dia 02/11/09 (22h15 – hora de Lisboa) visitaram o Retalhos Brasil 41, Itália 1, Austria 1, Portugal 25 estando neste momento 4 visitas online ambas em Portugal).
Os muitos Amigos que sois em todo o mundo, ou simples visitantes, sois a razão de ser deste espaço aberto a todos os que de boa mente aqui procuram um retalho de e para a vida bem como os que aqui deixastes retalhos e partilhas do vosso viver e sentir.
Quanta gratidão se sente numa hora destas.
Devo confessar-vos que muitas vezes apetece parar, esquecer que existe um RETALHOS e num único segundo (sim porque basta efectivamente um único clic) apagar tudo o que aqui se partilhou e continua a partilhar em RETALHOS 2.
Mas… muitas horas de dedicação e busca de melhorar cada dia e cada momento o blogue porque na verdade sinto essa responsabilidade para com todos os AMIGOS que sois vós.
O RETALHOS não parou e desde Janeiro que tem um seu par: o RETALHOS 2 e que tem já até este momento 19102 visitas desde o dia 01/01/09.
Não sei que dizer ou pensar… sinto um misto de alegria por estes três anos de dedicação, lembro os que me ajudaram no início a entender como funcionam estas coisas e hoje… tanto caminho percorrido e sozinho já vou criando e buscando novidades.
Deixo a cada um de vós que hoje visitais o RETALHOS em http://betus-pax.blogspot.com ou o RETALHOS 2 em http://betus-pax2.blogspot.com a palavra da partilha e do crescimento destes grandes retalhos que pretendem ser uma manta de pedaços de AMIZADE. Sem os Amigos já não existiriam estes blogues, tal como acontece a tantos que nascem e nem deixam de ser crianças porque não crescem e não têm quem os queira visitar e mimar com o seu tempo e a sua palavra.
Se podemos dizer PARABÉNS RETALHOS… podemos e devemos dizer PARABÉNS AMIGOS…
O Retalhos continuará a ser um espaço de encontro, amizade, oração, louvor, música, partilha e opinião na certeza de que respeitaremos a opinião de quem quer que seja e a publicaremos desde que ela seja respeitadora dos valores da Amizade e do respeito para com pessoas, os seus pensamentos, a sua imagem.
Que Deus a todos nos ajude a ser no mundo cibernáutico um espaço o lugar da diferença…
Bem-hajam. Benedicat!
Dia de TODOS OS SANTOS
Celebrar todos os Santos é celebrar a Vida, a Fé, a Misericórdia, a Graça de Deus em nós. É unir num único louvor a Igreja Celeste e a Igreja Peregrina na terra.
Para entendermos esta Celebração fica este vídeo e no fim a tradução do mesmo.
Que todos os Santos e Santas de Deus intercedam por nós…
A Igreja primitiva tinha o costume de celebrar o aniversário da morte de um mártir no lugar do martírio. A Igreja, sentindo que cada mártir devia ser venerado assinalou um dia comum para todos.
O primeiro vestígio desta Celebração remonta-se a Antioquia no Domingo antes da Festa do Pentecostes.
Menciona-se também um dia em comum num sermão de Santo Efrén, o Círio, no ano 373.
No início somente os Mártires e S. João Baptista eram honrados num dia especial. Outros santos foram sendo acrescentados (a estas Celebrações) gradualmente.
Gregório III consagrou uma Capela na Basílica de S. Pedro dedicada a todos os Santos e decretou o seu aniversário para o dia 1 de Novembro.
Na Basílica dos Apóstolos, que já existia em Roma, a sua dedicação celebrava-se anualmente no dia 1 de Maio.
Gregório IV estendeu a Celebração do dia 1 de Novembro a toda a Igreja.
Esta Celebração acabou por coincidir com a celebração pagã de “Samhain” no dia 31 de Outubro, festa que agora tem o nome de Halloween, que provém da frase “véspera de todos os Santos” entre os Anglo-Saxões, no final do ano Celta.”
Outubro: Mês do Rosário
AS ORIGENS DO SANTO ROSÁRIOIn, http://mariachelli.multiply.com/reviews/item/149
Peregrinar: o caminho da Fé

- não é apenas uma questão de organização e logística.
- não é apenas ir para um determinado santuário.
- não é apenas cumprir com determinados preceitos e rituais.
- não é apenas dar vez e voz à dimensão religiosa da nossa existência.
- não é apenas verter lágrimas de emoção.
- não deve ser viver uns momentos cheios de entusiasmo e depois voltar tudo «ao normal» de sempre.
Poderia talvez continuar esta lista do que NÃO É ou NÃO DEVERIA SER uma peregrinação, pelo menos não exclusivamente.
Importa fazer caminho interior que me faça chegar mais perto de Deus e de mim mesmo. Aqui lembro as reflexões da Quaresma deste ano no “Retalhos”, pois para tal é forçoso largar o «excesso de bagagem», é despojar-se do supérfluo e de tudo o que dificulte a nossa caminhada ou que nos afaste de Deus. É levar só o absolutamente necessário para a peregrinação, e no mais entregar-se a Deus e confiar nELE.
Depois é abrir a mente e o coração ao agir de Deus.
Peregrinar é também abrir-me ao que está ao meu lado.
Por fim, é fazer como os Reis Magos: “regressaram ao seu país por outro caminho” (Mt 2, 12). Pode-se até tomar o mesmo caminho e o mesmo meio de transporte pelo qual se veio. No entanto, depois de uma experiência profunda de Deus, ninguém volta a ser o mesmo. Há um brilho diferente no olhar, há uma maneira diferente de encarar o quotidiano da vida – pelo menos nos primeiros tempos...
Permanece o desafio de não deixar empanar ou obscurecer ou até apagar a luz que Deus acendeu cá dentro num momento sagrado. Há que mantê-la acesa, com o brilho e a intensidade da primeira hora. Há que pôr sempre de novo lenha para que o fogo não se apague.
Tive, há dias, a oportunidade de fazer uma peregrinação muito especial a Fátima, na qual verifiquei e experiencei tudo o que descrevi acima. Como foi bom, à chegada, sentir os sacrifícios da preparação e do caminho altamente recompensados pelo olhar terno e acolhedor da Mãe! Como foi bom perceber que Deus, através de Maria, queria tocar no meu coração e acender a tal «luz nova»! Como foi bom fazer esta experiência em conjunto com outros, irmãos na Fé, companheiros de caminho! Como foi bom… Poderia continuar esta ladainha num sem-fim de louvor e acção de graças.
Que a peregrinação de um ou mais dias, que talvez neste mês de Outubro tenhamos feito, se prolongue pela vida fora e nos leve a bom porto – ao coração de Deus!
Miguel
Irmã Amélia premiada pela sua música...
Casualmente, folheando uma revista de cariz franciscano, e agora no site das Irmãs Franciscanas Hospitaleiras da Imaculada Conceição, deparei-me com uma notícia que muito me alegrou.
A Irmã Maria Amélia Costa (na foto), natural da ilha do Faial – Açores – Franciscana Hospitaleira da Imaculada Conceição, foi recentemente distinguida com o Prémio Consagração 2007/2008, no âmbito dos prémios Kerygma da Música Católica.
“A distinção é feita ao melhor artista ou grupo, à melhor canção e ao melhor álbum.Segundo destaca um comunicado enviado à Agência ECCLESIA, a Irmã Maria Amélia Costa desenvolve “há longos anos” um repertório musical, inspirando a “rezar cantando” com temas que “interpelam, convidando à reflexão e, sobretudo, nos transmitem a paz que vem de Deus”.Do seu percurso musical destacam-se os CDs como «Ele passou por aqui», «Como quem procura...», «Notícias de Deus», «Faz-te ao largo!», «Deus precisa de mim», «Pára um momento» e, mais recentemente, «No trilho da Luz».O Prémio Consagração é atribuído para “reconhecer a riqueza de um percurso de vida musical ao serviço da evangelização”, destaca o comunicado.”
Toda a sua vida de Religiosa tem sido dedicada ao serviço da evangelização, juntos das camadas mais jovens, pela sua presença que muito marca, a sua palavra que inspira paz e sobretudo a sua música que tem já cantores e fãs em várias gerações.
A Mana – assim nos tratamos há tantos anos – tem publicadas algumas cassetes e também já alguns cds com músicas que nos levam a encontrar o rosto jovem de Deus e o coração Irmão de Francisco de Assis.
A sua última publicação – cd “No trilho da Luz” – tem sido para mim um momento de muita oração e reflexão até porque, neste cd, a Irmã Amélia publica uma música que há uns anos atrás me dedicou, em tempo em que a minha vocação estava por um fio. Esta música “Eu sou teu filho também” é o grito de entrega confiante de quem se sente cansado com tudo o que o rodeia e ajoelha confiante diante da Mãe para lhe dizer “Avé Maria, educadora e minha Mãe, Santa Maria, eu sou teu FILHO também”.
Há mais de vinte anos que a nossa amizade e relação de irmãos é uma permanente e posso dizer hoje aqui que, numa altura em que eu estava para abandonar a Ordem, foi o acolhimento, o olhar irmão e a palavra da sabedoria que lhe vem do Ser Franciscana, que – em Fátima – me segurou ao projecto da Menoridade Franciscana.
Poucas vezes partilhei isto mas hoje não podia deixar de o fazer num gesto de partilha e alegria por ver a Mana reconhecida pela beleza e espiritualidade da sua música, música que tantas vezes já escutámos aqui, como esta que hoje escutamos: “Quem bom, Senhor, que bom é estarmos aqui…”
Amélia… é com muito carinho e gratidão que te saúdo e que peço que nunca desistas de rezar cantando e partilhar connosco a tua oração. Somos muitos os que, em várias gerações, temos a Irmã Maria Amélia Costa como ponto de referência na meditação e oração, na busca da paz que só tu sabes transmitir na nossa língua Lusa.
Neste ano em que a Congregação termina o processo de Canonização da Madre Fundadora – Irmã Maria Clara do Menino Jesus – imploro de Deus essa graça para que o carisma da Hospitalidade Franciscana continue e ecoar na tua e nossa voz, na presença dos filhos e filhas de Francisco de Assis.
OBRIGADO AMÉLIA PORQUE VIVES E NOS ENSINAS A VIVER O CARISMA DA HOSPITALIDADE FRANCISCANA.
“Onde houver o bem a fazer, que se faça!”
Tu já és há muito tempo “um arco íris de bem, de harmonia e esperança..!
Como sempre terminamos, beijinho amigo do Mano que reza.
Albertino OFM
Deixo-vos com uma das músicas desta autora, compositória e aqui ela mesma é interprete. Esta voz que canta e a mim, pelo menos, me encanta porque me leva à paz… escutem… “Arco íris de esperança” do album “No trilho da Luz” o último publicado pela Amélia.
(mais detalhes deste prémio em http://www.provstmaria.com/2009/index.php?option=com_content&view=article&id=10:imac&catid=1:latest-news )
Francisco e a Irmã morte
Ano de 1226. Francisco se acha muito debilitado. Seu estômago não aceita mais alimento algum. Chega a vomitar sangue. Admiram-se todos como um corpo tão enfraquecido, já tão morto, ainda não tenha desfalecido. Transportado de Sena para Assis, Francisco ainda encontra forças para exortar os que acorrem a ele. E aos irmãos diz: "Meus irmãos, comecemos a servir ao Senhor, porque até agora bem pouco fizemos". Ao chegar a Assis, um médico se apresenta e constata que nada mais resta a fazer. Ao que Francisco exclama: "Bem-vinda sejas, irmã minha, a morte!" E convida aos irmãos Ângelo e Leão para cantarem o Cântico do Irmão Sol, ao qual Francisco Acrescenta a última estrofe em louvor a Deus pela morte corporal.
Aproximando-se a hora derradeira, Francisco deseja ser levado para a capelinha de Nossa Senhora dos Anjos, na Porciúncula, onde tudo havia começado. Lá, num gesto de despojamento, de identificação com o Cristo crucificado e de integração com o Pai, pede que o deixem, nu, sobre a terra e diz aos frades: "Fiz o que tinha que fazer. Que Cristo vos ensine o que cabe a vós". Despede-se de todos os irmãos; abençoa-os; lembra-lhes que "o Santo Evangelho é mais importante que todas as demais instituições". Anima o seu médico, dizendo-lhe: "Irmão médico, dize com coragem que a minha morte está próxima. Para mim, ela é a porta para a vida!" E, então, canta o Salmo 142. Francisco parte cantando, cortês, hospitaleiro e reconciliado com a morte.
O canto de Francisco está baseado em uma percepção realista da morte: "Nenhum homem pode escapar da morte". Mas como pode ser irmã aquela que engole a vida, que decepa aquela pulsão arraigada em cada um de nós, fundada em um "desejo" que busca triunfar sobre a morte e viver eternamente? Francisco acolhe fraternalmente a morte. Nele realiza-se, de forma maravilhosa, o encontro entre a vida e a morte, em um processo de integração da morte.
Francisco acolhe a vida assim como ela é, ou seja, em sua exigência de eternidade e em sua mortalidade. Tanto a vida como a morte são um processo que perdura ao longo de toda a vida. A morte faz parte da vida. Como e despertar e o adormecer, assim é a morte para o ser humano. Ela não rouba a vida; dá a esse tipo de vida a possibilidade de outro tipo de vida, eterna e imortal, em Deus.
A morte não é então negação total da vida, não é nossa inimiga, mas é passagem para o modo de vida em Deus, novo e definitivo, imortal e pleno. Francisco capta esta realidade e abriga a morte dentro da vida. Acolhe toda limitação e mostra-se tolerante com a pequenez humana, a sua e a dos outros.
A grandeza espiritual e religiosa de Francisco no saudar e cantar a morte significa que já está para além da própria morte; ela, digna hóspede não lhe é problema; ao contrário, ela é a condição de viver eternamente, de triunfar de modo absoluto, de vencer todo embotamento do pecado que a transforma em tragédia. Francisco soube mergulhar na fonte de toda a vida. "Enquanto Deus é Deus, enquanto Ele é o vivente e a Fonte de toda a vida, eu não morrerei, ainda que corporalmente morra!" (L. Boff).
Irmãos e irmãs, nós queremos hoje, juntos, celebrar a memória da morte de São Francisco de Assis. Para ele, a morte é o grande momento de louvor que o ser humano presta a Deus. E ele fez de sua vida e de sua morte encontros que o colocaram no coração daquele que lhe deu a vida.
O que nós queremos é também neste momento, embeber nossa vida, o corpo e a alma desta fonte que é São Francisco, seu carisma, sua obra e seu ideal.
Façamos, também nós, dos nossos dias, dos dias que o Senhor nos dá, um grande hino de agradecimento e louvor a Deus, pois num homem tão frágil e tão pequeno quanto o foi São Francisco, Deus quis mostrar toda a sua misericórdia e confirmar seu amor para com todos os seres humanos.
Que este dia da memória da morte de São Francisco nos faça aprender a louvar e a bendizer a Deus por tudo: pela sua graça, por sua misericórdia, por sua vida, por sua presença.
Com João Paulo II rezemos:
Francisco de Assis:
tu que tanto aproximaste Cristo da tu época,
ajuda-nos a aproximar Cristo da nossa época,
dos nossos tempos difíceis e críticos.
Ajuda-nos, Francisco.
Estes tempos esperam Cristo com grandíssima ansiedade...
Ajuda-nos, Francisco de Assis,
ajuda-nos a aproximar Cristo da Igreja e do mundo de hoje.
Tu que trouxeste no teu coração os altos e baixos de teus contemporâneos,
ajuda-nos, com o coração vizinho ao coração do Redentor,
abraçar as alternativas dos homens de nossa época.
Ajuda-nos a traduzir em simples linguagem do Evangelho,
os problemas sociais e políticos dos nossos dias,
as dúvidas, debandadas e negações,
as tensões, os conflitos, as inquietações e as guerras.
Ajuda-nos a iluminar o mundo com o Evangelho de Jesus
pare que ele possa ser caminho, verdade e vida par os homens e mulheres de hoje,
para os que sofrem e que perderam a esperança,
para aqueles que teu Senhor salvou pela entrega de sua vida.
Amém.
Varatojo: Palavra Criadora
(Varatojo - Missal Gregoriano - Coro alto)
O tema geral do retiro foi: “Palavra de Deus na vida de cada um através das emoções”.
Estamos diante de uma reflexão, acerca da Palavra de Deus na nossa vida, numa perspectiva da psicologia humana.
Assim a primeira reflexão refere-se à Palavra de Deus Criadora.
Deus falou ao longo da história humana, pelos profetas e continua a falar no nosso tempo de muitos e diversos modos, como aliás no-lo recorda o Concílio.
A Palavra é assim, ao longo dos séculos, escrita, gravada no coração do Homem, Palavra necessária no tempo da tribulação, da tentação como Palavra que dá Vida e que revela a presença de Deus em todas as circunstâncias do nosso viver.
Ontem, tal como hoje, muitas vezes não queremos escutar mas sim ver a Palavra. Ora, Deus é mistério e n’Ele o ver não pode ser igual ao escutar.
Querer ver a Deus e à Sua Palavra tem atrás de si mesmo a atititude de posse. Ver é tomar para si o objecto da visão, assenhoriar-se dele e de Deus jamais nos podemos assenhoriar, nem mesmo da Sua Palavra.
É mais fácil apanhar, ou mesmo agarrar, o que vemos do que aquilo que escutamos, como se de uma foto se tratasse e que está ali, diante de nós, inerte e sem vida, apenas é nossa e a olhamos mas não tem vida.
Querer escutar a Deus e à Sua palavra tem atrás de si uma atitude completamente diferente. Mais do que ter a posse de, é querer gerar dentro de nós, em todos os aspectos da nossa Vida a mesma Palavra revelada. Ora esta é uma atitude produtiva da graça que santifica e cria em nós a Vida.
Escutar é algo que implica muito mais que ver, é ir ao encontro do Outro na intimidade, e permitir ser marcado por Ele, de forma vital nessa mesma intimidade. Ora isto implica da nossa parte uma atitude de escuta permanente daquilo que o Outro é em mim e que eu sou para o Outro – Deus…
No Antigo Testamento, Deus deixa-se ouvir frequentemente, quer ser escutado pelo Seu Povo, mas nunca se deixa ver tal como Ele é. A Palavra de Deus é o que comanda e gera vida nos que O escutam. Por isso somente Moisés vê a Deus face a face e por isso mesmo nem sequer pôde entrar na Terra Prometida.
Permanentemente Deus diz: “Escuta Israel…”
É verdade que nós gostamos mais de ver do que de escutar mas o dom da fé é o dom da escuta constante onde Deus se revela e mostra caminhos difíceis para O seguir mas que não existem outros que conduzam à Salvação.
Da parte do crente se espera a atitude de diálogo e escuta permanentes com Deus fazendo da Vida, oração e da oração, a Vida fazendo um inter-câmbio permanente entre a nossa palavra e a Palavra de Deus, criadora de Vida. O nosso Deus é um Deus dialogante, cria o mundo e as coisas manifestando-se ao Homem pela palavra, falando… como no-lo recordam os relatos da criação no livro do Génesis: “Deus disse… faça-se!”
A palavra hoje aparece aos nossos olhos como algo sem sentido, gasta de conteúdos, desacreditada, por isso as nossas palavras não nos ajudam a transmitir Deus de forma compreensível contudo, Ele quer continuar a dialogar e a manifestar-se a nós pela Palavra.
Heb 1, 1-2: “Muitas vezes e de muitos modos, falou Deus aos nossos pais, nos tempos antigos, por meio dos profetas. 2Nestes dias, que são os últimos, Deus falou-nos por meio do Filho, a quem constituiu herdeiro de todas as coisas, e por meio de quem fez o mundo.”
Ex 3, 4-22: “O Senhor viu que ele se adentrava para ver; e Deus chamou-o do meio da sarça: «Moisés! Moisés!» Ele disse: «Eis-me aqui!» Ele disse: «Não te aproximes daqui; tira as tuas sandálias dos pés, porque o lugar em que estás é uma terra santa.» (…) Deus disse a Moisés:«Eu sou aquele que sou.» Ele disse: «Assim dirás aos filhos de Israel: ‘Eu sou’ enviou-me a vós!»
Jo 15, 15: “Já não vos chamo servos, visto que um servo não está ao corrente do que faz o seu senhor; mas a vós chamei-vos amigos, porque vos dei a conhecer tudo o que ouvi ao meu Pai.
(Cf também Gn 3, 8; Ex 33, 11)
A Palavra é o rosto, a amnifestação mais pessoal de Deus contudo, apenas se vive na escuta, não na visão (Cristo é Palavra Incarnada).
Como já referimos, hoje em dia vivemos o cansaço e o vazio da palavra, dos discursos, das leituras da vida, palavra que se torna chata logo à partida.
Cremos que é exactamente por isso que o mundo hodierno não se predispõe a escutar Deus.
Amós (9, 10) denuncia o uso e abuso da palavra como algo mágico, amuleto que não é alternativa para o bem. Há que buscar o bem para viver e Deus estará aí.
A Palavra de Deus tem que ser a referência da vida dos crentes e Deus está atento ao mau uso da Sua Palavra que nos faz uma permanente chamada à conversão e Vida em Deus.
Jeremias (7, 2) denuncia a Palavra de Deus sob a capa do bem, chama à atenção para que não se use a Palavra como juramento falso porque Deus só está connosco se procuramos o bem e a justiça. Não podemos ser como os hipócratas que juram pelo Templo mas não cumprem o amor e a justiça. Maus profetas que enganam com palavras mas não com Palavras de Deus.
Podemos então perguntar qual é o efeito mais importante da Palavra?
Recordemos uma vez mais os relatos da Criação no início do livro do Génesis.
Deus disse, Deus falou para realizar todas as coisas na Criação. É a Palavra que tudo cria, dá luz, nome… desperta o universo.
A Criação chega à Vida porque escuta esta Palavra e Deus “viu que tudo era bom”.
É urgente levar esta Palavra às nossas obras o que implica da nossa parte conhecer os gestos de Deus, conhecê-l’O intimamente pela Sua Palavra.
Deus continua a dirigir-nos a Sua Palavra como continuação da Criação. O que Ele fez com as Criaturas, hão-de fazê-lo elas entre si, dar a Vida, chamar à Vida.
Também aqui podemos referir as palavras de lealdade de Rute, Ester, Lídia, Judite, Job, Isaias… palavras de fidelidade, confiança, esperança…
Em João, no prólogo ao seu Evangelho (Jo 1, 1-19), esta Palavra era Deus, o próprio Deus feito Homem, Palavra incarnada no meio de nós.
É esta Palavra Incarnada que abraça as crianças, chora os mortos, toca para curar, partilha a mesa com os fariseus, perdoa quem peca (Zaqueu, mulher adúltera, Mateus…).
Nós temos como que uma relação quase autómata com a Palavra de Deus e isso não nos deixa encontrar e escutar o Verdadeiro Deus.
Urge vestir e domesticar o coração para entrar num diálogo simples com Deus. Com simplicidade ser palavra sem mais. “O essencial é invisível aos olhos, só se vê bem com o coração” (Saint Exupery).
Mais que ver, devemos escutar a Palavra e deixar-nos habitar por ela, permanecer nela, prescrutar o que a Palavra de Deus tem como compromisso para a minha vida.
Varatojo lugar da Palavra, Vida, Amor e Fé
Aqui estamos uma vez mais Franciscanos em RETIRO, no Real Convento de Varatojo – Torres Vedras – fundado por El-Rei D. Afonso V, em 1474, e para aqui vieram os primeiros 14 frades Menores – Franciscanos – vindos de Alenquer.
Desde então, com alguns interregnos no tempo da expulsão dos Religiosos e em 1910 com a República, esta Casa tem sido para os Franciscanos de Portugal, Guiné e Moçambique como que a Casa Mãe onde se faz o Noviciado ou ano da prova como lhe chamava S. Francisco.
Já o Retiro está a meio mas não quis apressar-me a partilhar convosco os temas e reflexões sem que antes eles fossem eco no meu silêncio.
Fr. Roberto – Frade do meu tempo, pertencente à Província da Galisa (Espanha), professor nas àreas da psicologia e trabalhador na àrea da agricultura biológica, em Herbon, é o irmão que orienta as nossas reflexões.
Escolheu como tema: A PALAVRA DE DEUS NA VIDA DE CADA UM ATRAVÉS DAS EMOÇÕES (Psicologia humana e Palavra)
Duas reflexões temáticas em cada dia e um tempo ainda de discernimento a par com o silêncio, reflexão, oração e convívio fraterno entre irmãos de Portugal, Moçambique e Timor Leste. Somos 27 os irmãos em retiro.
Os mais jovens, 3 de Portugal e 2 de Moçambique, iniciarão amanhã o seu Noviciado com a Celebração da bênção e vestição do hábito de S. Francisco. Estes irmãos Noviços aqui passarão o próximo ano em num período especial de oração, Fraternidade e formação tendo por mestre e guia, chamado pela Província a desempenhar este múnus, o nosso querido amigo e irmão Frei Armindo Carvalho, que já tanto colaborou com o Retalhos - e ontem me prometeu voltar - e que nos últimos anos foi Guardião da casa Igreja onde nasceu S. António em Lisboa e desempenhando ainda o múnus de Vigário Provincial para o qual foi eleito no Capítulo Provincial último.
Com eles e por eles rezamos ao Senhor.
Assim, nos próximos dias e durante a seman que vem, o Retalhos será lugar e eco do que por aqui se vive, reflete e reza.
Os textos temáticos que publicar são a minha reflexão feita a partir das exposições de Fr. Roberto.
A todos vós a gratidão pela oração e comunhão.
BENEDICAT…
(Conheça Varatojo: http://www.virtual-net.pt/FranciscanosVaratojo/)
Nossa Senhora da Luz
Estigmas do Alverne
ORAÇÃO DE JOÃO PAULO II
Ó São Francisco, estigmatizado do Monte Alverne,
o mundo tem saudades de ti,
qual imagem de Jesus crucificado.
Tem necessidade do teu coração
dos teus pés descalços e feridos,
Tem saudades da tua voz fraca,
mas forte pelo poder do Evangelho.
Ajuda, Francisco, os homens de hoje
a reconhecerem o mal do pecado
e a procurarem a sua purificação na penitência.
Ajuda-os a libertarem-se
das próprias estruturas do pecado,
que oprimem a sociedade de hoje.
Reaviva na consciência dos governantes
a urgência da Paz nas Nações e entre os Povos.
Infunde nos jovens o teu vigor de vida,
capaz de contrastar as insídias das múltiplas culturas da morte.
Aos ofendidos por toda espécie de maldade,
comunica, Francisco, a tua alegria de saber perdoar.
A todos os crucificados pelo sofrimento,
pela fome e pela guerra, reabre as portas da esperança.
Ámen. João Paulo II
Exaltação da Santa Cruz

(Relicário da Santa Cruz da Basílica do Santo Sepulcro em Jesrusalém)
A Igreja celebra neste próximo domingo a festa de exaltação da Santa Cruz, isto é, uma homenagem à cruz salvadora de Jesus Cristo. Esta festa é muito antiga e remonta ao ano 335, quando foi inaugurada a igreja construída pelo Imperador Constantino, no alto do Calvário, em Jerusalém, lembrando a morte e a ressurreição do Senhor. Na mesma época foi construída a igreja da Santa Cruz, em Roma, para abrigar as madeiras trazidas pela mãe de Constantino, Santa Helena. Seriam relíquias autênticas da cruz de Jesus. Estas madeiras estão lá até hoje, na Basílica da Santa Cruz, em Roma, para a veneração do povo. No começo, a festa era celebrada a 13 de dezembro, mas depois que a festa veio para o Ocidente, com o nome de exaltação da santa cruz, o dia passou para 14 de setembro. (in, http://www.mitranh.org.br)
AQUI FICA A PARTILHA ENVIADA POR “DINA”
A quem desde já agradecemos o seu sentir.
“Na verdade a Cruz é uma festa. Pela Ressurreição de Jesus Cristo, a ignomínia da Cruz transformou-se em glória. Erguida ao alto, está entre o Céu e a terra, como troféu de vitória e sinal de aliança. Ela é a árvore da vida. Se duma árvore veio a ciência do mal e da morte, doutra veio a Ressurreição e a ciência da Vida…
Na exaltação do Filho do homem, Jesus revela a Sua Divindade e saberá o mundo que Ele é «Eu sou». E exaltado da terra, atrairá todos a Ele, e o Príncipe deste mundo foi lançado fora…
A Cruz é o trono Real, onde o Rei dos reis e Senhor dos senhores se senta, e recebe a vassalagem dos homens e do universo.
Para nós cristãos, como para Cristo, a Cruz é a nossa glória. Crucificados com ELE, cataremos vitórias e seremos exaltados, revestidos dum nome que nos elege e dignifica. A Cruz tudo atrai. A sabedoria do cristão está na sabedoria da Cruz, «escândalo para os judeus e loucura para os gentios» (1 Cor 1, 23).
A Cruz não é um objecto de trazer ao pescoço para protecção de doenças ou desventuras, nem um símbolo colocado no cimo das montanhas para assinalar a conquista de um território ou nas casas para indicar a sacralização de um ambiente. É o ponto de referência do olhar do crente que vê sintetizada nela a proposta de vida que o Mestre lhe fez.
Que fazer quando o orgulho, a inveja, o ciúme, a incompreensão, a solidão, o abandono, o ressentimento, as horas difíceis nos tiram o sorriso e a vida? Esses são os momentos em que a salvação nos pode vir apenas da contemplação d’Aquele que foi elevado sobre o madeiro da Cruz. Através deste olhar, ELE comunica-nos o Seu convite a unir a nossa vida à Sua para que se torne um Dom de Amor ao irmão. A imagem perfeita de Deus, é dada por Jesus na Cruz:
Meu Jesus, por soberana dita
Tua sou, a Ti pertenço.
A Ti quero seguir, Contigo a Cruz quero levar.
Enfim, Jesus meu, minha dita é ser toda Tua,
minha dita é seguir-Te a Ti, abraçada á minha cruz,
que quero apertar contra o coração como o meu maior Tesouro”.
«Longe de mim gloriar-me a não ser na Cruz de Jesus Cristo» (Gl.6,14)”
Natividade da Mãe
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No seu Sermão do Nascimento da Mãe de Deus, o Pe. António Vieira diz:
"Perguntai aos enfermos para que nasce esta Celestial Menina.
(Apud José Leite, S. J., op. cit., Vol. III, p. 33.).
Tomada de Hábito
"Os Franciscanos de Varatojo viveram no dia 04 de Setembro deste ano de 2009 um momento de festa e alegria pela entrada de cinco jovens no Noviciado.Estes jovens receberam o hábito franciscano, sinal da sua integração na vida dos «Irmãos Menores», e marco da etapa de um ano em que procurarão conhecer e discernir melhor a sua vocação, aprofundando a espiritualidade, a história e Regra da Ordem dos Frades Menores.
Nesta cerimónia da «tomada de hábito», inserida na Oração de Vésperas, o Padre Provincial, recordou aos agora noviços que o hábito vestido por todos os frades é sinal da fraternidade e da igualdade, pois embora entre os franciscanos haja diferentes funções e até irmãos reconhecidos pelas suas distintas ocupações, quando trajamos o «hábito religioso» esbatem-se as diferenças para dar lugar à igualdade fraterna.
Os jovens que iniciam este ano, conhecido também por «ano da prova», são oriundos de várias partes: o Sérgio com 22 anos é de Lisboa, o Luís com 22 anos é do Porto, o Filipe com 20 anos é de Coimbra e o Tendai Samuel com 22 anos e o Isidro com 23 anos são de Moçambique.
Passados 800 anos ainda encontramos jovens audazes que se propõem viver o espírito de Assis.
Num Convento com mais de 500 anos de história, em que tudo parece envelhecido, surgem sinais de esperança e alento.
Fr. Paulo Ferreira OFM
Salmo para as minhas férias (Dina)
Férias: Encontro com Deus, família e amigos
Nestes últimos tempos tenho-me dedicado menos vezes ao Retalhos contudo, por aqui venho para receber de vós a partilha e os comentários. São esses momentos que tornam sempre este blogue tão importante.
Pois é, tal como muitos de vós estou em tempo de férias.
Tem sido um tempo de muitas coisas, partilha e estar com Amigos, matar saudades da família e ser presença junto dos que muito amo e que são o meu sangue… sentir o calor e o carinho que só os pais podem dar e de mim receber.
Sentir que os mais novos da família cresceram mais um ano e que… mais presos se sentem a quem tanto os ama, não porque lhes compram coisas e mais coisas mas porque dão o que dinheiro algum pode comprar: tempo, dedicação, calma de quem ensina e explica, amore e ternura, confiança de um abraço, de um beijinho (à esquimó), de um banho com espuma preparado com calma… rir, brincar, mudar terra às plantas e… ter que dizer até pró ano com um sorriso grande, diante de uma criança que chora e que diz não querer partir… e o nosso coraão fica pequenino porque também não apetecia deixar partir mas… a vida é isto mesmo.
Foi tempo de presidir à Primeira Comunhão e Profissão de Fé dos meus sobrinhos Samuel e Margarida, e dentro de dias o Baptizado do Luisinho… Férias que são tempo de Graça…
Férias são para mim também o lugar de Deus. Muitos esquecem-se de levar Deus na sua bagagem… para mim é impossível Ele não estar presente. A minha pobre alma de franciscano leva-me sempre a encontrar Deus Pai e Criador, sobretudo diante do mar e do sol.
Quietar-me ali diante da imensidão do oceano e contemplar o sol que se põe, escutando as ondas e sentindo o sereno ar no rosto, recorda-me sempre a velhinha história da boneca de sal que, tendo acordado e sentindo necessidade de humedecer os lábios percorre tudo em busca da fonte de tal sabor – o sal – desde a gota de água da torneira, ao riacho, ao rio e finalmente o mar que, num primeiro instante lhe derrete as pernas de sal mas que logo depois a envolve e faz sentir que ela é parte desse todo que lhe diz: “O mar? Que é o mar? Sou Eu!”
Assim somos nós… assim me sinto eu diante do mar, parte daquele todo que mais não é que reflexo do Deus que me ama e me fala pelas maravilhas da Criação.
Nada de novo isto, já se sabe, o mar e todas as coisa eram, para Francisco e para os franciscanos ao longos dos séculos, o lugar de encontro com Deus Criador. Como não sentir desejo de ser pescador enviado por Deus, como não sentir admiração e contemplação pelo mar, pelo sol, pelo vento, pelas gaivotas que nos convidam a olhar para o Alto e a desejar voar mais e mais em direcção ao céu – Deus…
Como não sentir no sol dourado a contemplação do sol que se põe para de novo, qual astro da manhã pascal, se reerguer sobre nós voltando a dar luz e vigor ao nosso viver.
E o vento suave da maresia acompanhado com o som das ondas… harmonia perfeita que nos leva a silenciar tudo o que nos perturba para nos ajudar a escutar Deus.
Lembro aquela outra velhinha história dos “sinos do templo”. Sim, o templo de uma ilha que tinha o mais belho carrilhão do mundo e que um maremoto levou para o fundo do mar.
E como as gentes costeiras diziam que de quando em vez se conseguiam escutar ainda os sinos.
Alguém de muito longe vem para a praia para tentar escutar mas… mesmo filtrando todos os outros sons desistiu porque não seria ele um feliz contemplado a escutar tal harmonia vinda das profundezas do oceano. E ao ir despedir-se de tudo aquilo para regrassar a sua casa, sem se preocupar agora em filtrar os diversos sons da beira mar, começa a ouvir um sininho, depois outro, e muitos outros em seguida… afinal… junto ao mar podemos escutar Deus se nos envolvermos com os sons que Ele coloca diante de nós. É contemplação, graça e mistério que as férias nos podem proporcionar e que para a maior parte das pessoas não faz parte da sua bagagem…
Para mim, estar diante do mar, e sobretudo ao por de sol, nesta Paz do fim do dia quando tudo se silencia e apenas escutamos o som do mar e o reflexo da luz dourada do sol na água, mais não é que um convite a parar, silenciar tudo para escutar Deus e a mim mesmo.
“Vinde a mim, todos vós que andais cansados e afadigados, que Eu vos aliviarei…”
As férias são o tempo de retemperar forças para reorganizar projectos, pensar objectivos, ser e estar com a família e os amigos, connosco próprios.
Férias é o tempo previlegiado para estar com Deus.
Neste dia da Assunção de Nossa Senhora ao Céu, não quis escrever como fiz no ano passado – podereis ir ler sobre esta grande Solenidade – mas escrever sobre o que é a experiência de parar para me encontrar, para vos encontrar, para O encontrar…
Em cada por de sol, seja ele à beira mar ou por de trás da serra, tenho presentes cada um de vós…
“Desde o nascer ao por de sol, a minha alma glorifica o Senhor…”
Que Nossa Senhora da Assunção vos abençoe.
Abraço para todos.
Santa Clara de Assis
No fim da vida assim se expressou Clara de Assis, a "plantazinha de Francisco".
É esta Mulher e Irmã que hoje a Igreja celebra e de forma especial toda a Ordem Franciscana e as Irmãs Clarissas.
Clara rompe com todas as estruturas do seu tempo para se consagrar a Deus, ao jeito dos Irmãos Menores, e Francisco a recebe e promete solicitude e cuidado fraterno para todo o sempre.
Oito séculos passaram...
Dia dos Avós

Sou a avó Joaquina e os netos empurraram-me para eu mexer nestas modernices dos computadores e como é bom aprender até morrer, aqui estou eu.
Estou a tentar falar-vos de um dia muito bonito, o Dia dos Avós.
Porquê este dia?
Se eu me enganar, o Frei faça o favor de corrigir, é assim que os netos me fazem.
É celebrado neste dia 26 de Julho, porque é o dia de S. Joaquim e Sta. Ana, Pais de Nossa Senhora e, claro, Avós do Menino Jesus.
Num jornal antigo - nós os velhotes gostamos muito de guardar coisas - só consigo perceber, (Jornal da educação, página 3), tem uma notícia com este nome: “ Os avós serão um peso morto? ”, para logo em seguida o mesmo jornal dizer: “ Os avós reencontrados: uma cumplicidade acima das gerações”.
Eu penso que os avós não são um peso morto. Alguns infantários até fazem coisas em conjunto com os avós e que tem dado bons frutos. Uma vez até vi na televisão uma jovem toda contente porque, dizia ela, tinha adoptado uma avó que estava num Lar e nunca ninguém a ia visitar; por isso passou ela a faze-lo, o que se tornou numa alegria para as duas.
E fico-me por aqui, mais não digo senão ides achar-me chata. Para terminar, deixo-vos estas palavras que a minha neta trouxe da escola:
“ DEFINIÇÃO DE AVÓ
Artigo redigido por uma menina de 8 anos e publicado no Jornal do Cartaxo. Está uma ternura.
Uma avó é uma mulher que não tem filhos, por isso gosta dos filhos dos outros. As avós não têm nada para fazer, é só estarem ali. Quando nos levam a passear, andam devagar e não pisam as flores bonitas, nem as lagartas. Nunca dizem “despacha-te”. Normalmente são gordas, mas mesmo assim conseguem apertar-nos os sapatos. Sabem sempre que a gente quer mais uma fatia de bolo ou uma fatia maior. As avós usam óculos e às vezes até conseguem tirar os dentes. Quando nos contam histórias, nunca saltam bocados e nunca se importam de contar a mesma história várias vezes. As avós são as únicas pessoas grandes que têm sempre tempo. Não são tão fracas como dizem, apesar de morrerem mais vezes do que nós. Toda a gente deve fazer o possível por ter uma avó. “
Vou aproveitar as férias dos netos, para ir aprendendo a mexer nestas coisas, (mas só com eles ao pé de mim), por isso vou continuar a falar deste assunto aqui, se o sr. Padre Albertino mo permitir, porque acho que é muito importante.
A Maria por Clara
Este ano tomei para mim como linha de orientação para o mês de Maio as palavras de Santa Clara na sua 3ª carta a Santa Inês de Praga:
“Vive unida à Mãe dulcíssima que deu à luz o Filho que nem os céus puderam conter. E, todavia, ela o levou no pequeno claustro do seu ventre sagrado e o formou no seu seio de donzela. (…) Tal como a Virgem das virgens O trouxe materialmente no seu seio, assim também tu O podes trazer, sem dúvida alguma, de maneira espiritual, no teu corpo casto e virginal, seguindo as suas pegadas, sobretudo a sua humildade e pobreza. Desta maneira poderás conter Aquele que a ti e a todas as criaturas contém”.
O mês de Maria não deverá ser apenas um tempo em que dedicamos especial devoção a Nossa Senhora como se faz habitualmente nas nossas comunidades rezando o Terço e/ou outras orações em louvor de Maria, Mãe de Deus e Mãe nossa. Viver unidos à Mãe, como nos sugere Santa Clara, é mais do que rezar. É chegar ao ponto de uma total identificação com Maria no ser e no agir, na relação com Deus e com os irmãos. É levar Cristo aos outros como fez Maria na visita à sua prima Isabel. É torná-lO presente no mundo e no tempo de hoje, prolongando a Eucaristia na nossa vida de cada dia. Como? Pelo amor com que fazemos todas as coisas, por mais pequenas e insignificantes que sejam. Pelo carinho, respeito e tolerância com que aceitamos cada pessoa que se cruza connosco no nosso caminho. Pela nossa palavra directa de evangelização e pela nossa solidariedade e ajuda concreta em relação a todos os que sofrem, dando assim credibilidade às nossas palavras. Levar Cristo no «pequeno claustro» do nosso coração não significa deixá-lO fechado aí dentro, por vezes até esquecido… Mas significa ser como o sacerdote que toca com as suas mãos consagradas o Corpo de Cristo e O eleva bem alto, depois da Consagração na Missa, para contemplação e adoração dos fiéis. Quer dizer, portanto, dar a conhecer Cristo, ser presença viva de Cristo, dar testemunho dos grandes feitos d’Ele nas nossas vidas, ser o rosto de Cristo para tantos que não O conhecem ou que até O negam…
Assim foi Maria. E assim ela fez. Sempre e em tudo esteve ao serviço de Deus e dos outros. E sempre abriu caminho para que Cristo pudesse estar no meio de nós: no seu sim na Anunciação, na sua palavra nas bodas de Caná, na sua fortaleza ao pé da Cruz, na sua oração no Cenáculo no meio dos Apóstolos. Maria está. Ela age em nosso favor. Ela conduz a Cristo. Porquê? Porque continha Aquele que a ela e a todas as criaturas contém, conforme escreve Santa Clara. Ou seja, ela estava totalmente virada para Deus, plena de Deus, sem a mínima sombra de algum desvio, sem o mínimo ruído interior e sem a mínima desafinação que pudessem estorvar a harmonia entre ela e Deus.
Tomemos para nós as palavras de Santa Clara a Santa Inês de Praga. Deixemo-nos desafiar para uma vida com Maria, para que assim Cristo e Maria estejam presentes em nós.
Cristina
Missa Nova: 10 anos
DOU-TE GRAÇAS, SENHOR:
• Pelo DOM DA VIDA. Pelos trinta e um anos de história, com tudo o que foi acontecendo, com quantos fazem parte desta mesma Vida.
• Pelos meus PAIS e IRMÃOS que me aceitaram sempre como sou, me amaram, criaram, educaram e me fizeram crescer doando-me de novo a Ti…
• Por todos os meus FAMILIARES que, de uma forma ou de outra, contribuíram para que eu seja quem sou.
• Pelo DOM DO BAPTISMO, no qual me acolheste membro da Tua Igreja, e por ele me perdoas sempre.
• Pela VOCAÇÃO FRANCISCANA, à qual totalmente me entrego. Pelos irmãos que me ajudaram a discernir a Tua vontade e a encontrar a resposta fiel. Por todos quantos, comigo, na Ordem dos Frades Menores, se lançam na entrega total e na procura da fidelidade.
• Pela VOCAÇÃO SACERDOTAL à qual Te dignaste chamar-me. Por esta missão bonita de ser outro Cristo junto dos irmãos, levando o Teu Corpo e Sangue e ser instrumento do Teu Perdão junto deles.
• Por todos aqueles que REZARAM COMIGO e por mim ao longo destes anos. Por aqueles que em mim CONFIARAM e me ajudaram a caminhar mesmo quando outros diziam não valer a pena…
• Graças, Senhor, por todos os AMIGOS. Por aqueles que de uma forma especial marcaram a sua presença dizendo corajosamente “ESTOU CONTIGO”. Por quantos nos bons e maus momentos foram a mão amiga que me amparou na subida, a voz amiga que tornou mais suave a minha dor. Graças, Senhor, pelos AMIGOS ESPECIAIS que remam ainda hoje e conduzem o barco comigo, aqueles que aprendemos a amar como verdadeiros irmãos, aqueles que a cada momento se disponibilizam a caminhar lado a lado comigo em direcção a Ti.
COM TODOS ESTES E CONTIGO, QUERO SER FIEL ATÉ AO FIM…
“Magnificat, anima mea Dominum”
Sacerdote para sempre: 10 anos
Após a Proclamação do Evangelho, o diácono chama o candidato ao Ministério Presbiteral, que responde, em alta voz: “Aqui estou!” Em seguida, Ministro Provincial, pede ao bispo que ordene o seu confrade com a Ordem dos presbíteros. O bispo pergunta ao superior sobre a dignidade do candidato. Neste momento, apresentam-se as testemunhas, pessoas que conviveram com aquele que consideram digno de ser ordenado. Tendo sido ouvidas as testemunhas, o bispo confirma a escolha do candidato para a Ordem do Presbiterato. A partir de então, ele é eleito para receber o sacramento da Ordem. Depois deste momento, o bispo inicia o homilia, na qual actualiza a Palavra de Deus e explica o sentido do acto que está sendo celebrado.
Logo após a homilia, o bispo interroga o eleito, sobre seu desejo em aceitar o encargo de presbítero. Ele responde sobre a disposição para apascentar o Povo de Deus, celebrar os sacramentos e cultivar uma vida de oração. Por fim, de joelhos e com mão postas entre as mãos do bispo, promete obediência, a seu legítimo superior e ao bispo diocesano.
Prostrado, em sinal de despojamento e humildade, o eleito e toda a assembléia celebrante cantam a Ladainha de Todos os Santos, pedindo o auxilio e a intercessão daqueles que nos precederam na fé, para que Deus derrame com largueza a sua graça e sua benção sobre aquele que foi escolhido para o cargo de presbítero.
Em silêncio, primeiramente o bispo, e depois todos os sacerdotes concelebrantes, impõem as mãos, um por um, sobre a cabeça do eleito, que está de joelhos.
O bispo dirige-se a Deus Pai, com as mãos estendidas sobre o eleito, rezando uma oração. Nesta prece, ele menciona a Acção do Espírito Santo ao suscitar, entre as comunidades, os ministros de Cristo. A oração descreve os sinais prefigurativos deste sacerdócio que apareceram já no Antigo Testamento e cita os mistérios da vida de Jesus Cristo, o Filho de Deus. E pede a Deus que constitua ao eleito o segundo grau do sacramento da Ordem que é o presbiterato (é momento da ordenação), e a graça da fidelidade e unidade ao Cristo.
O Ordenado (neo- sacerdote) é revestido dos paramentos próprios do presbítero: estola e casula, sendo auxiliado por dois presbíteros.
O bispo unge as mãos do Ordenado com o óleo do crisma e diz o seguinte: “Nosso Senhor Jesus Cristo, a quem o Pai ungiu com o Espírito Santo e revestiu de poder, te guarde para a santificação do povo fiel e para oferecer a Deus o santo sacrifício”.
O bispo entrega ao neo-sacerdote o cálice (com vinho e água) e a patena (com o pão), a “oferenda do povo santo”, e convida a ele que conforme a própria vida ao mistério da cruz do Senhor. No meu caso foram os meus pais que trouxeram ao Bispo estes dons.
Com o abraço e a saudação do bispo ao neo-sacerdote, se conclui o Rito da Ordenação.
Neste momento, o recém Ordenado recebe a saudação dos concelebrantes, dos confrades e dos seus familiares mais próximos. Estes são, resumidamente, os passos do Rito de Ordenação. Logo após, segue-se a liturgia Eucarística, já concelebrada pelo neo-sacerdote, com a apresentação das oferendas.
Texto: Frei Gustavo Wayand Medella, OFM
Ser Sacerdote
Caríssimos Amigos.Por questões de saúde não tenho tido capacidade para dar ao Retalhos a dedicaão que sempre me mereceu.
Felizmente da minha parte a saúde está quase restabelecida.
Hoje quero pedir a vossa oração pelos meus pais bastante debilitados na saúde e ...
Por vezes ser Padre não nos dá o tempo que precisamos para estar ali ao lado e acompanhar como os pais merecem e... os meus bem merecem... Que Deus e a Mãe ajuda.
Partilho este texto enviado pela "Xana" e que se insere na reflexão do ANO SACERDOTAL.
Obrigado Xana por ter partilhado e também pela oração que faz por mim.
Obrigado também pelo tempo que me dedica, pela ajuda em discernimentos, pela amizade...
SER SACERDOTE
Esta oração de S. João Maria Vianney (Oração da postagem anterior) é uma oração linda, profunda, de alguém que desempenhou e viveu o Ministério Sacerdotal segundo o Coração de Cristo, onde todos os sacerdotes e também nós, encontramos força, consolo e descanso. (Paz e Bem), porque ELE é o Sumo Bem…Só no Coração de Cristo, que nos ama com todo o Amor Divino e humano, encontramos o modelo da vida sacerdotal.Este ano sacerdotal, convida-nos a pensar no Coração de Jesus Cristo como modelo de coração sacerdotal, como convite ao Amor, como apelo a todos os sacerdotes a contemplarem o Coração trespassado e aprenderem com Ele a Amar e a viver…
Sacerdotes com Cristo, pelo poder do sacramento da Ordem que recebem, os sacerdotes só encontram a solução de suas vidas, a fonte de sua santidade, o interlocutor da sua amizade e vida interior, o Amigo íntimo e o tesouro de suas vidas, no mistério do Coração de Jesus. Aprender com ELE, como Jesus nos disse, é escola de santidade sacerdotal em pobreza, desprendimento, humildade, castidade, obediência, zelo apostólico, paixão por Deus e pelos homens. Só n’Ele a esperança. Só n’Ele a Fonte da Vida e da Graça. Só no Coração de Cristo, que nos ama com todo o Amor Divino e humano, encontramos o modelo de vida sacerdotal. Daí que é preciso moldar a Vida Sacerdotal com o seu Coração.
O grande teólogo Karl Rahner afirmou, numa conferência feita a sacerdotes onde disse muitas coisas e entre elas que passo a citar: «Pelo Teu Coração, Senhor, a graça faça de mim um homem de coração trespassado, pois é somente com este preço que eu serei Teu sacerdote».
Acreditar com toda a alma e coração, com Fé viva e determinação interior no Pai…
Que Ele abençoe todos os sacerdotes, todos os seus trabalhos apostólicos e o anúncio do Reino. Que nunca lhes falte a Fé e a Esperança…
Quando a vida traz dificuldades, só o “AMOR” consegue trazer Esperança e Força…
No sacerdote, o Amor a Jesus é este fundamento, porque o Amor de Deus é o primeiro a ser fiel. E é a experiência desta Fidelidade e entrega a Deus que motiva e sustenta a entrega e a Fidelidade do sacerdote.
Esta experiência alimenta-se na oração e na meditação, onde a vida se reza, onde cresce a familiaridade e a intimidade com o Senhor e onde pouco a pouco, o ser do sacerdote se vai configurando ao ser de Cristo.
Além da oração o sacerdote deve viver aquilo que celebra, sobretudo a EUCARISTIA e o sacramento da reconciliação. A Eucaristia é o sinal específico da missão sacerdotal, e, por isso, é muito importante que a Eucaristia seja o momento central da sua vida, o acontecimento central da presença de Deus e a confirmação da sua entrega…
Também no sacramento da reconciliação o sacerdote aprende a perdoar porque é perdoado, a ser misericordioso porque Deus é misericordioso. A confissão ajuda a que o sacerdote assuma a própria fragilidade e a consiga entregar a Deus…
Penso que a dimensão espiritual e pessoal do sacerdote é a que confere a verdade da sua missão e ministério…
Rezemos este ano de modo muito especial por todos os sacerdotes e por todo o trabalho que realizam na missão que o Senhor lhe confia em cada dia.
Rezo neste momento rezo de um modo muito especial por si, Frei, pelo DOM que é e continua a ser para mim e para tantas pessoas que se vão cruzando consigo no dia a dia da vida, e para todas as que visitam esta maravilha, este Dom, partilha, este cantinho “blog”.
Consigo louvo o Senhor com todo o coraçãoPelos dons que o Seu Amor nos dá, em cada dia
Graças por o chamar à vida, ao sacerdócio.
Graças pelos pais e família,Graças por todos os seus amigos,Graças pela alegria do convívio e da partilha.
Graças pelas suas vitórias e fracassos
Graças pelas suas qualidades e limitações
Graças pela mensagem que anuncia
Graças pela presença de Cristo no seu caminho
Graças por toda a sua história de vida
Que em Cristo será consumada.
Graças por tudo o que não sei agradecer ao Pai…
Graças pela certeza do Seu Amor para consigo, comigo e com todos.
XANA
ORAÇÃO PARA O ANO SACERDOTAL
Senhor JESUS,Vós quisestes dar a Igreja, em São João Maria Vianney, uma imagem vivente e uma personificação da caridade pastoral.
Ajudai-nos a viver bem este Ano Sacerdotal, em sua companhia e com o seu exemplo.
Fazei que, a exemplo do Santo Cura D’Ars, possamos aprender como estar felizes e com dignidade diante do Santíssimo Sacramento, como seja simples e quotidiana a vossa Palavra que nos ensina, como seja terno o amor com o qual acolheu os pecadores arrependidos, como seja consolador o abandono confiante à vossa Santíssima Mãe Imaculada e como seja necessária a luta vigilante e fiel contra o Maligno.
Fazei, ó SENHOR JESUS que, com o exemplo do Cura D’Ars, os nossos jovens possam sempre mais aprender o quanto seja necessário, humilde e glorioso, o ministério sacerdotal que quereis confiar àqueles que se abrem ao vosso chamado.
Fazei que também em nossas comunidades, tal como aconteceu em Ars, se realizem as mesmas maravilhas de graça que fazeis acontecer quando um sacerdote sabe “colocar amor na sua paróquia”.
Fazei que as nossas famílias cristãs saibam descobrir na Igreja a própria casa, na qual os vossos ministros possam ser sempre encontrados, e saibam fazê-la bela como uma igreja.
Fazei que a caridade dos nossos pastores anime e acenda a caridade de todos os fiéis, de tal modo que todos os carismas, doados pelo Espírito Santo, possam ser acolhidos e valorizados.
Mas, sobretudo, ó SENHOR JESUS, concedei-nos o ardor e a verdade do coração, para que possamos dirigir-nos ao vosso Pai Celeste, fazendo nossas as mesmas palavras de São João Maria Vianney:
Eu Vos amo, meu DEUS, e o meu único desejo é amar-Vos até o último suspiro da minha vida.
Eu Vos amo, Deus infinitamente amável, e prefiro morrer amando-Vos a viver um só instante sem Vos amar.
Cap. Geral: Palavra de encerramento
MENSAGEM FINAL DO MINISTRO GERAL
Com a graça do Senhor chegámos ao fim do nosso 187º Capítulo Geral. Durante quatro semanas aqui nos reunimos, na Porciúncula, onde faz agora 800 anos começou a aventura franciscana, sob o olhar maternal de Santa Maria dos Anjos. Foram dias vividos numa intensa atitude orante, nos quais invocámos a presença do Senhor ressucitado e do seu Espírito no meio de nós. Foram dias de alegre encontro fraterno que nos permitiram abraçar irmãos provenientes de todos os continentes e de mais de 110 paises, de diferentes raças e culturas. Na diversidade que nos caracteriza reconhecemos a feliz notícia de um Deus sempre fecundo. Foram dias de profunda reflexão, o que nos permitiu lançar alto o olhar no camino –moratorium- para ver onde estamos e até onde queremos e devemos caminhar. Foram dias de projecção, que nos permitem olhar o futuro com esperança. Como não pensar, então, naquele primeiro pentecóstes que viu reunidos no cenáculo os discípulos com a Maria, “aguardando” a vinda do Espírito? Como não pensar num novo pentecóstes para a nossa Ordem que este ano celebra os seus 800 anos de fundação? Como não pensar nos primeros capítulos da Ordem os quais tratavam de tudo o que se relacionava com a vida e missão dos irmãos? Por tudo isso, fazemos nosso o canto do salmo responsorial: Alegra-se o nosso coração no Senhor, ao mesmo tempo que confessamos cheios de alegria: O Senhor revestiu-nos com as vestes da salvação.
Agora, terminado o Capítulo, apresenta-se diante de nós o presente/futuro, como tempo do Espírito. E então perguntamos a nós mesmos: que devemos fazer irmãos? (Act 2, 37)
O Senhor durante estes dias de Capítulo disse-nos de mil formas: Ide e pregai o Evangelho a todas as nações (Mt 28, 19-20), e tornando-se presente no meio de nós envia: Ide a anunciar aos meus irmãos que partam para a Galilea, ali me verão (Mt 28, 10). Desde o ícone do Cristo de São Damião, o Senhor nos disse como a Francisco, Vai e repara a minha Igreja. Cristo Ressucitado espera-nos no espaçoso claustro que é o mundo, ali onde vive o homem, ali onde se encontra na sua diversidade, ali onde sofre, trabalha e espera. Uma vez mais o Ressucitado nos diz: Não me retenhais (Jo 20, 17). A nossa condição é a de ser testemunhas do Ressuscitado na Galileia das nações (Is 8, 23), no meio das gentes, inter gentes, em qualquer país ou nação, aos que estão longe e aos que estão perto (Ef 2, 17). Quem se encontrou com Cristo ressucitado não pode deixar de o anunciar, como Maria Madalena (cf. Mc 16, 10). Quem encontrou a pérola preciosa não pode deixar de comunicar tal descoberta a quantos encontra pelo caminho (cf. Mt 13,46). Cristo é a nossa “pérola”, não podemos “retê-la” para nós mesmos. Ide, saí, ao mundo inteiro. A missão evangelizadora não é para nós apenas mais uma actividade, mas sim é a nossa definição, pois, somos efectivamente: Missionários no coração do mundo, como irmãos e menores, com o coração voltado para o Senhor.
Também é necessário estar bem preparados intelectualmente, para uma leitura atenta dos sinais dos tempos e dos lugares, e poder, deste modo, dar uma resposta evangélica a todos eles. Essa resposta implica, da nossa parte, elaborar e levar a cabo novos projectos de evangelização para as situações actuais (VC 73). Essa é a nossa grande responsabilidade nestes momentos. De nós, filhos de Francisco de Assis, o mundo espera, e tem pleno dereito a isso, que trabalhemos como instrumentos de paz e de reconciliação, numa sociedade profundamente marcada pela violência e as divisões, assim como pela salvaguarda da criação, quando esta está seriamente ameaçada. De nós, filhos do Poverello, o mundo espera, e tem pleno direito a isso, que sejamos homens que fomentam o diálogo entre as culturas, as gerações, as religiões, as correntes de pensamento, a fim de propiciar o conhecimento e o reconhecimento mutuos e a procura de caminhos comuns para instaurar um mundo irmanado nas ricas e sãs diferenças. De nós, Irmãos Menores, o mundo espera, e tem pleno direito a isso, que sejamos menores entre os menores, e solidários com todos, homens que trabalhem para que de uma economia de mercado se passe a uma economia solidária, que crie redes de comunicação que beneficiem a inter-dependência de bens e recursos com o objectivo de uma vida digna para todos. A nossa missão evangelizadora implica tudo isso, como implica ir ali onde todavia não estamos, abrindo novos projectos missionários para colaborar com a Igreja na implantação do Reino de Deus, por vezes somente com a presença silenciosa, mas sempre fecunda, e na implantação da Ordem, ali onde isto seja possível. Por tudo isso passa a nossa missão evangelizadora, a qual dedicamos as nossas reflexões durante este Capítulo de Pentecóstes 2009. Por tudo isso passa a fidelidade criativa e alegre que somos chamados a testemunhar (cf. VC 37) nestes momentos delicados e duros, não isentos de tensões e de provas, mas cheio, também, de grandes possibilidades (cf. VC 13). Tudo isto é necessário se queremos reproduzir com audácia e criatividade a santidade de Francisco (cf. VC 37), e de tantos irmãos que nos precederam nestes 800 anos de caminho da nossa Fraternidade.
Maria, vírgem da atenção, alcança-nos do Senhor a capacidade para conservar no nosso coração o mistério de Deus e dos homens.
Maria, crente aberta ao Espírito, alcança-nos do Senhor a docilidade incondicional às suas inspirações.
Maria, primeira evangelizadora, alcança-nos do Senhor a audácia de levar a Boa Nova aos nossos contemporâneos.
Maria, mulher feita serviço, alcança-nos do Senhor a capacidade de servir ao Evangelho e aos seus primeiros destinatários, os pobres.
Maria, bendita entre as mulheres, alcança-nos do Senhor a graça de saber estar sempre ao lado de quem necessite de nós.
Maria, donzela de Nazaré, alcança-nos do Senhor a valentia de dizer-lhe sempre SIM, agora e na hora da nossa morte. Amén.
ANO SACERDOTAL
ANO SACERDOTAL: ORIENTAÇÕES ESPIRITUAIS E PASTORAISHoje, em todo o mundo, inicia-se o ANO SACERDOTAL.
"Os sacerdotes e fiéis que realizarem determinados exercícios de piedade durante o Ano Sacerdotal receberão a indulgência plenária. A informação é adiantada num decreto divulgado pela Sala de Imprensa da Santa Sé, assinado pelo cardeal James Francis Stafford e pelo bispo Gianfranco Girotti, O.F.M., respectivamente penitenciário maior e regente da Penitenciaria Apostólica.
A Igreja celebrará este ano de 19 de Junho de 2009 até ao mesmo dia do ano seguinte, por ocasião do 150.º aniversário da morte de São João Maria Vianney, o Cura de Ars.
O Ano Sacerdotal começará no dia da solenidade do Sagrado Coração de Jesus, com a celebração das vésperas, presidida pelo Papa, diante das relíquias de São João Maria Vianney, levadas a Roma pelo bispo de Belley-Ars.
O decreto explica detalhadamente as modalidades para a obtenção das indulgências. Em primeiro lugar, poderão obter a indulgência plenária os sacerdotes que, “arrependidos de coração”, rezem qualquer dia as Laudes ou Vésperas diante do Santíssimo Sacramento exposto para a adoração pública ou no sacrário e, seguindo o exemplo de São João Maria Vianney, se ofereçam para celebrar os sacramentos, sobretudo a Confissão, “com espírito generoso e disposto”.
O texto indica que os sacerdotes poderão beneficiar da indulgência plenária aplicável a outros sacerdotes defuntos como sufrágio, se, em conformidade com as disposições vigentes, se confessarem, comungarem e rezarem pelas intenções do Papa.
Por outro lado, todos os cristãos poderão beneficiar de indulgência plenária sempre que, “arrependidos de coração”, participarem na Missa e oferecerem pelos sacerdotes da Igreja orações a Jesus Cristo e qualquer boa obra.
Tudo isso complementado com o sacramento da confissão e a oração pelas intenções do Papa “nos dias em que se abra e se conclua o Ano Sacerdotal, no dia do 150.º aniversário da morte de São João Maria Vianney, nas primeiras Quintas-feiras de cada mês ou em qualquer outro dia estabelecido pelos Ordinários dos lugares para a utilidade dos fiéis”.
O texto indica que o Santo Cura de Ars “aqui na terra, foi um maravilhoso modelo de verdadeiro pastor do rebanho de Cristo”.
Também destaca que as indulgências podem ajudar os sacerdotes, junto com a oração e as boas obras, a obter “a graça de resplandecer com a fé, a esperança, a caridade e as demais virtudes” e “mostrar com a sua conduta de vida, também com o seu aspecto exterior, que estão plenamente dedicados ao bem espiritual das pessoas”.
Redacção Ecclesia/Zenit
Oração de agradecimento
Obrigado ó Pai Criador dos céus e da terra, por teres derramado terra sobre a água e dessa terra teres criado um mundo tão maravilhoso onde habitam seres tão maravilhosos como o Homem e a Natureza.Obrigado ó Pai por nos teres dado meios de sobrevivência como a comida e a água que nos sacia a fome e a sede.
E, depois de tudo Te agradecer apenas Te quero pedir que abras os olhos àqueles que não os querem abrir; Faz com que todos se amem como irmãos. Criador dai-nos a paz.
Obrigado ó Pai por teres ouvido este agradecimento e pedido e que o realizes perante todos nós que aqui nos encontramos para Te louvar.
E mais uma vez:
Obrigado ó Pai Criador dos Céus e da Terra.
Bárbara Santos
Externato da Luz
6ºano Turma C
Sto António do mundo inteiro
Corpus Christi
Dia mundial do Meio Ambiente
(FOTO: Alunos do 3.º ano com a plantinha que levaram para casa para cuidar e ajudar a crescer)A MÃE TERRA
Em 1972, em Estocolmo, a ONU instituiu o dia 5 de Junho como o “Dia Mundial do Meio Ambiente”.
Celebrado anualmente desde então no dia 5 de Junho, o Dia Mundial do Meio Ambiente cataliza a atenção e acção política de povos e países para aumentar a conscientização e a preservação ambiental.
Este ano, o México será a sede mundial das comemorações do Dia Mundial do Meio Ambiente o que reflete o engajamento dos países da América Latina e Caribe na luta contra as mudanças climáticas e na transição para uma sociedade de baixo carbono.
Em linha com seu forte engajamento nas questões ambientais, o México é um dos países que mais contribuiu com a campanha 7 Bilhões de Árvores, desenvolvida pelo PNUMA. http://www.unep.org/billiontreecampaign/portuguese
O presidente do México, Felipe Calderón, afirma que a celebração do Dia Mundial do Meio Ambiente "irá destacar a determinação daquele país em gerenciar adequadamente seus recursos naturais e lidar com o mais exigente desafio do século 21 - as mudanças climáticas."
(in, http://www.ipc-undp.org/dmma/evento.htm)
Pela sua forma de olhar as coisas criadas, João Paulo II proclama Francisco de Assis com Patrono da Ecologia e dos Movimentos Ecologistas, a 29 de Novembro de 1979.
Na verdade Francisco soube olhar todas as coisas como suas irmãs porque criadas por Deus Pai para viverem na mesma casa comum.
Hoje os alunos do terceiro ano do primeiro ciclo, do nosso Externato, levaram todos para suas casas um vaso com terra e uma semente, uma pá pequenina, com o objectivo de cuidarem dessa semente para que quando ele brotar a possam plantar num jardim.
Esta sensibilização tão a jeito do sentir de Francisco de Assis, deve ser para todos nós um motivo de reflexão sobre o que fazemos nós com os recursos que ainda temos ao nosso dizpor. A terra, o ar, a água, as plantas e os animais e… claro, o Homem que vive lado a lado connosco…
Que este dia seja perpectuado em cada amanhecer para que o futuro seja mais belo e Deus Pai e Criador continue a sentir no Seu coração o que nos relata o autor do livro do Génesis ao referir que, Deus ao olhar para a obra das suas mãos “viu que tudo era bom”.
Louvado sejas tu, ó meu Senhor
P’la nossa prestimosa Madre Terra
Que nos oferece o pão, é nosso arrimo
Tantos frutos e ervas, flores encerra!
(do Cântico do Irmão Sol)
Reeleito Ministro Geral da OFM
Fr. José Rodriguez Carballo é reeleito como sucessor de São Francisco de AssisCurrículo:
Província: Santiago de Compostela (Espanha)
Nascimento: 11.08.1953
Profissão temporária: 09.08.1971
Profissão solene: 01.01.1976
Ordenação sacerdotal: 29.06.1977 (S. Paulo e S. Pedro)
Títulos acadêmicos:Licenciatura em Teologia Bíblica (Jerusalém)Licenciatura em Sagrada Escritura (Roma).Fala espanhol, italiano, português, francês, inglês e compreende Catalão.
O rito da eleição foi presidido pelo delegado do Santo Padre, S. E. Card. José Saraiva Martins, ao qual foi entregue ao neo-eleito o "selo de toda a Ordem dos Frades Menores". Segundo Frei Augusto Koenig, ministro provincial da Imaculada Conceição, que participa do Capítulo, Frei José foi reeleito com 104 votos, ficando em segundo lugar na votação o frade brasileiro, Frei Nestor Inácio Schwerz, atual Secretário Geral da Evangelização, com 39 votos.
Fr. José Rodriguez Carballo tem 56 anos (11.08.1953) e é natural da Espanha.
Ministro Geral desde 2003, desenvolveu os seguintes serviços: Definidor Geral e Secretário Geral para a Formação e os Estudos; Ministro da Província de Santiago de Compostela (Espanha); presidente da União dos Frades Menores da Europa e Mestre dos religiosos no período de formação.
No seu currículo acadêmico, depois de obter a licenciatura em Teologia Bíblica em Jerusalém e a licenciatura em Sagrada Escritura em Roma, ensinou estas disciplinas no Seminário maior da cidade espanhola de Vigo e na Faculdade de Teologia de Santiago de Compostela.
Fr. José Rodriguez Carballo guiará os Frades Menores até 2015.
Antes da eleição, o Secretário do Capítulo, Frei Francesco Patton, fez a saudação ao representante do Santo Padre no Capítulo, o Cardeal José Saraiva Martins. "Sua presença em nosso meio é motivo de estímulo e é sinal de afeto e de benevolência do Santo Padre para com os Frades Menores. Desde as origens, nosso Seráfico Pai pediu à Igreja de Roma, que a chamamos de "nossa mãe", um Cardeal que acompanhasse o caminho da Ordem, precisamente para manifestar o enraizamento eclesial de nossa Fraternidade", lembrou.
"Também hoje queremos beber a seiva do Evangelho, vivido e transmitido a nós como forma de vida por São Francisco. Para tanto, pedimos à V. Ema. de acompanharmos com a oração, para que a força e a beleza do carisma de São Francisco possa continuar vivo em nós, chegar - também por nosso meio - aos homens de nosso tempo, donde quer que eles vivam; a guiarmos a todos até à meta da santidade, da comunhão plena e santa com Aquele que é "trindade perfeita e unidade simples", "todo bem, sumo bem, todo o bem", complemento de todos nossos desejos mais autênticos".
Na sua homilia, o Cardeal Saraiva Martins, disse que era para ele "uma alegria e um dom poder estar aqui convosco, na ocasião de nosso Capítulo Geral, que acontece numa data jubilar particularmente significativa, dos 800 anos de fundação de vossa Ordem".
Como me escreveu o Santo Padre Bento 16 - disse o Cardeal -, em uma carta com a qual me nomeou seu Enviado Especial para presidir a eleição do novo Ministro Geral de vossa ordem: "Transcorreram 800 anos do dia em que o Sumo Pontífice Inocênio III, com sua benevolência acolheu a Francisco de Assis e a seus companheiros, que desejavam abraçar uma vida segundo a forma do Santo Evangelho. Ele, de fato, tendo conhecido o voto dos homens de Deus, deu ele próprio consentimento à sua petição, abençoando a São Francisco e a seus irmãos, e os disse: "Ide com o Senhor, irmãos, e como o Senhor se dignara inspirar-los, pregai a todos a penitência" (1 Cel 33, 6-7)".
"Minha presença aqui, neste dia, é o sinal de uma benevolência, de uma confiança e de uma bênção que continua no tempo", explicou.
O Cardeal Saraiva disse que a eleição, à luz do Capítulo X da Regra, reveste de uma particular importância: "é e deve ser um ato de obediência ao Espírito do Senhor; é e deve ser um ato cumprido a partir de uma profunda e recíproca confiança que existe entre vós".
O Cardeal se dirigiu aos 152 delegados: "Como responsáveis do governo e da animação das diversas Províncias e Custódias da Vossa Ordem, sereis os primeiros a serem chamados para colaborar com o Ministro Geral para visitar, servir, animar e alentar aos irmaos".
Nos 800 anos da Fundação da Ordem, os Frades Menores renovam, junto à pequena igreja da Porciúncula (lugar onde teve origem o movimento franciscano) seu compromisso missionário, preparados para encontrar aos "novos pobres" de hoje e incrementar seu compromisso pela evangelização, o diálogo interreligioso e intercultural e a promoção da paz.
Capítulo Geral. Eleições
“Oh! Como é bom, como é consolador…”
Frei Evódio, Custódio de Moçambique, no uso da palavra em Assis, Capítulo Geral, toma o cântico nosso, de Frei Mário Silva, para levar a Língua Lusa e o Canto Franciscano de Portugal a todos os irmãos em capítulo.
Ali está Portugal e todos os paises da Lusofonia unidos no cântico que por aqui tanto se canta, em louvor da fraternidade, a partir de texto de S. Francisco.
É um orgulho bom ver palavras escritas em portugues no grande ecrã da Sala Capitular.
Amanhã, dia 4 de Junho, pelas 9h00 (Itália), os 152 delegados de todas as Províncias, farão a eleição do Ministro Geral da Ordem dos Frades Menores.
No dia 5/06 será eleito o Vigário Geral da Ordem e, no dia 6 de junho, serão eleitos os definidores gerais (conselheiros.
Assim, estes três dias serão de oração, reflexão e eleição. No dia 6 estará, pela graça de Deus e acção do Espírito Santo, eleito o Governo Geral da Ordem Franciscana.
A todos pedimos a vossa comunhão e oração.
Benedicat
Assis: Viver o Espírito do Senhor
Pentecostes em Assis
Eis-nos a celebrar o DIA DE PENTECOSTES.O Evangelho apresenta-nos Jesus a aparecer aos seus, na tarde do dia da ressurreição. Transmitelhes antes de mais a paz, essa paz que nos permite acolher a Boa Nova do Reino. Sem a paz de Cristo ninguém jamais pode avançar no projecto salvífico do Pai. Por isso Jesus saúda antes de mais na paz.
Depois, diz-nos o Evangelho, mostrou-se a eles como ressuscitado, apresenta-se corporalmente e convida a que o vejam e toquem.
Só assim poderiam acreditar na missão que lhes daria de imediato: a missão do Espírito Santo que se anuncia pela acção contínua da Igreja.
Então “soprou sobre eles e disse-lhes: ‘recebei o Espírito Santo: àqueles a quem perdoardes os pecados ser-lhes-ão perdoados; e àqueles a quem os retiverdes ser-lhes-ão retidos’”. (Jo 20, 19-23)
Eis a missão do Espírito, perdoar e anunciar um Reino novo de paz e amor.
Para João, o Dia de Pentecostes, dia do “nascimento da Igreja”, não foi passados 50 dias após a Ressurreição, foi “na tarde daquele dia, o primeiro da semana”.
Foi aquele dia e não outro, na tarde da vida e não no amanhecer, no dia da Ressurreição e não passados 50 dias.
Celebrar o Dia de Pentecostes é celebrar o DIA DA IGREJA, dia da missão transmitida por Jesus aos seus. Não foi, em João, um vento abrasador, um barulho enssurdecedor mas, a paz que o próprio Cristo vem dar, o sopro de vida do próprio ressuscitado.
Esta noite em Assis, os filhos de S. Francisco, reunidos na Porciúncula em Capítulo Geral, que S. Francisco fazia coincidir sempre no Pentecóstes, porque para ele tinha que ser o Espírito Santo a presidir ao Capítulo, e poucas vezes na história não coincidiu neste tempo, esta noite em Assis, ali naquele lugar onde o perdão da Porciúncula se celebra, se acendeu o lume do Fogo do Espírito. Ali os irmãos e tantos peregrinos e amigos, pediram ao Espírito Santo que desça sobre todos para que os Franciscanos continuem a ser sinal de vida no Espírito.
É também, de certa forma, o preparar o coração e a oração para o acto importante que se realizará duramte esta semana, a eleição do Ministro Geral da Ordem e dos seus Definidores, aqueles que têm por missão, atentos aos sinais dos tempos e às luzes do Espírito gerir a vida dos Irmãos Menores e a sua acção no mundo e na Igreja.
Olhai as fotos desta vigília de Pentecostes. Como se nos eleva a alma somente ao vê-las (http://www.ofm.org/ofmnews/_capgen09/00capgen09SP.php).
Seria impossível descrever aqui tudo o que nos escritos de S. Francisco se refere ao Espírito Santo já que para Francisco é ELE quem governa a Ordem e, por isso mesmo, todos os textos legislativos, orações, admoestações, testamento… estão impregnados da presença do Espírito Santo.
Desde a caridade, à obediência, ao Deus que é Espírito e que habita em nós, ao Espírito do Senhor, o espírito da letra escrita (mais que a regra rígida e tantas vezes desumana), ao Espírito que dá vida, á relação entre o espírito e a nossa carne mortal, ao Espírito da verdade, … e porque vos cansaria com todos os títulos que Francisco nos apresenta sobre o Espírito nele e na Ordem Franciscana, termino com a referência ao Espírito Santo de Maria (Rainha e Mãe de toda a Ordem).
Com o pensamento em Assis, imploro ao Senhor para todos os dons do Espírito Santo e que, Ele desça sobre os Irmãos Menores em Capítulo para que “a Graça das orígens” possa ser cada vez mais uma realidade em cada um de nós, os filhos do Poverello de Assis.
Em dia de Pentecostes, em dia da Igreja a todos desejo que o Espírito de Deus vos conceda a Sua paz…
Benedicat!
OFM - Capítulo Geral
Hoje, dia 24 de Maio, e até ao dia 20 de Junho, em Assis, no lugar tão bonito onde há 800 anos S. Francisco fundou a Ordem Franciscana, onde restaurou a Capelinha da Porciúncula, dedicada a Sta Maria dos Anjos, lugar onde cortou os cabelos a Sta Clara e a acolheu na Ordem Franciscana e… lugar onde ele mesmo quis entregar-se nos braços da irmã morte, hoje mesmo aqui se inicia o 187.º CAPÍTULO GERAL da Ordem dos Frades Menores (OFM).Aqui estão cerca de 181 Irmãos procedentes de todos as regiões do mundo e representantes de todos os Irmãos Menores.
O Capítulo Geral tem como objectivo olhar para os últimos seis anos da vida e acção dos filhos de S. Francisco. Olhar para aprender com a história e relançar alicerces para os próximos seis anos.
Este Capítulo é electivo, ou seja, será eleito (ou reeleito) o Ministro Geral – representante do Pai S. Francisco na terra – e os seus conselheiros (Definidores).
É para a Ordem Franciscana em todo o mundo um tempo de Graça e DOM.
Diz S. Francisco que quem preside ao Capítulo é o Espírito Santo e sempre assim se recorda na Celebração de abertura oficial do mesmo.
Mas também, e desde S. Francisco – por privilégio por ele conseguido – que o Capítulo tem um representante do Santo Padre. A este 187 Capítulo Geral envia o Santo Padre como seu representante Sua Eminência o Senhor Cardeal D. José Saraiva Martins, nosso ilustríssimo conterrâneo.
Os trabalhos capitulares ao longo destes dias serão uma reflexão sobre como podemos nós, Irmãos Menores, com oito séculos de vida e missão anunciar a Palavra de Deus a todos os Homens.
O tema deste Capítulo é: “Verbum Domini nuntiantes in universo mundo” (anunciadores da Palavra do Senhor em todo o mundo).
O tema da nova Evangelização será certamente uma permanente nos trabalhos capitulares onde os irmãos se reunirão em grupos por línguas diferentes, em número de sete.
Peço a todos vós, queridos amigos, que ao longo destes dias rezeis ao Senhor, por intermédio de Francisco e Clara, para que, como rezou S. Francisco diante da Cruz de S. Damião, Ele nos conceda “uma espernça viva, uma fé recta e um amor perfeito a fim de que possamos levar a bom termo o sagrado encargo” que na verdade acaba de dar-nos.
Que o Senhor vos dê a Sua paz…
Podereis acompanhar todos os trabalhos, agenda e fotos em http://www.ofm.org
Oração dos sentidos

Oração dos sentidos
Obrigado Senhor
Pela minha família
Por pertencer a ti!
Obrigado Senhor
Pelo alimento que nos dás
Por saborear o amor
De comungar em ti!
Obrigado Senhor
Pelo olhar de uma criança
Pelo olhar pelos outros
Ver em ti!
Obrigado Senhor
Pelo sentimento do Amor
Amar contigo
Sentir-te em mim!
Obrigado Senhor
Por um abraço amigo
Pela mão de um filho
Pelo sorriso desconhecido
Ser tocado por ti!
Obrigado Senhor
Por andares a meu lado
Passo a passo
A caminhar com os outros
A correr para ti!
Obrigado Senhor
Por me amparares aqui!
Mãe Filomena, Tomás e Duarte Costa
Externato da Luz
4º.B e 2º.B
Por Maria até Deus
A Deus por Cristo a Cristo por Maria
por Maria aos irmãos
Deus é Vida, Deus é amor, Deus é comunhão. Deus é Paz.
Deus criou-nos para nos comunicar o Seu amor, a sua Vida, a sua paz.
Deus comunica-se directamente a cada um todas as vezes que quer.
Comunica-se muitas vezes indirectamente, através de mediações.
Enviou-nos seu Filho, o Verbo, Jesus Cristo.
Ele é o Emanuel, o Deus connosco.
Cristo é o Mediador entre Deus e os homens.
Em Cristo se estabeleceu a mais profunda comunhão
que Deus queria realizar entre Deus e o homem.
Cristo é verdadeiramente Deus e verdadeiramente homem.
Como Deus que é, Cristo faz descer Deus à humanidade.
Sendo verdadeiramente Deus, em Cristo Deus está na humanidade.
Como homem que é, o homem é elevado até Deus.
Sendo verdadeiramente homem, por Cristo o homem está em Deus.
Depois da encarnação o homem ficou a saber que não tem sentido
viver indiferente a Deus, viver à margem de Deus, viver sem Deus.
Só tem sentido viver em Deus, de Deus, para Deus, por Deus, com Deus.
Homem que vive sem Deus tem horizonte muito limitado de vida
porque então não consegue ver mais do que vê diante dos seus olhos
e o horizonte que Deus deu ao homem é o horizonte infinito de Deus.
Homem que vive sem Deus vive apenas a sua realidade humana e temporal
quando Deus criou o homem para viver a realidade divina e eterna.
Para tornar presente à humanidade e nos dar seu Filho
Deus precisou da colaboração de uma mulher para ser mãe de Jesus Cristo.
Deus escolheu Maria e deu-lhe as condições para ela poder ser
a mãe que Ele desejava para seu Filho Jesus Cristo.
Porque Deus age respeitando sempre a liberdade da pessoa humana
solicitou de Maria o seu consentimento para esta colaboração.
Maria foi responsável e consciente no discernimento que havia a fazer
dialogou com Deus todos os aspectos que se lhe apresentaram com dúvidas.
Perante a explicação que Deus lhe deu terminou por dizer Sim
colocando-se inteiramente disponível para o que Deus queria realizar.
Sabendo que os homens não compreenderiam o que ia acontecer
- a começar por José com quem ela estava comprometida –
acreditando na bondade da proposta que lhe era feita pelo anjo
entregou-se plenamente e com toda a humildade a Deus
proferindo as palavras que Lucas nos transmite na anunciação:
«eis-me aqui, faça-se em mim segundo a tua palavra».
Jesus Cristo é verdadeiramente Deus porque é Filho de Deus
Jesus Cristo é verdadeiramente homem porque é filho de Maria.
Toda a natureza divina e toda a natureza humana estão presentes
na pessoa única de nosso Senhor Jesus Cristo.
Maria foi eleita e constituída por Deus mediação especial
pois foi por ela que aconteceu a encarnação do Verbo de Deus.
Maria é verdadeiramente mãe de Deus porque seu Filho é Deus
Maria foi mediação de Deus no momento da encarnação
continuou a ser mediação de Deus depois da encarnação.
Maria esteve sempre a oferecer o seu ser a Jesus Cristo e por Ele a Deus.
Sem Maria Jesus não teria tido condições para nascer e para viver
sem Maria Jesus não teria aprendido a ser o homem que foi
sem Maria Jesus não teria conseguido realizar bem a sua missão.
Maria acompanhou Jesus em todos os momentos e em todas as situações.
Em Jesus tudo se foi orientando para a morte e a ressurreição
Maria acompanhou Jesus na subida a Jerusalém
no caminhar progressivo de cada dia até chegar à páscoa
Maria estava presente no momento em que Jesus é crucificado
Maria está com Jesus no momento em que Ele dá a vida por nós
Maria é a grande testemunha de Cristo vivo e ressuscitado.
Maria está com os discípulos à espera da vinda do Espírito Santo
Maria ensina os discípulos a esperar e a receber o Espírito
Maria acompanha os discípulos quando eles saem para testemunhar Jesus
Maria é a primeira discípula de Jesus antes e depois da morte e ressurreição
Maria é a mãe da Igreja que nasce da vida de Jesus plenamente oferecida.
No mês de Maio temos oportunidade de recordar e celebrar
toda esta realidade que Deus fez acontecer em Maria e por Maria.
Centrando a nossa atenção e o nosso coração em Maria
por ela somos levados a Cristo e por Cristo a Deus
por ela continuamos a receber a bênção de Deus
por ela aprendemos a acolher a vontade de Deus
por ela aprendemos a oferecer a Deus o nosso ser
para que Cristo possa encarnar em cada um de nós
tornando toda a nossa vida cheia de Vida
para que Cristo possa encarnar por cada um de nós
tornando presente a Vida na vida dos irmãos.
Saudação à Bem-aventurada Virgem Maria
Entre as muitas orações a Maria Mãe de Jesus e nossa mãe
encontramos a Saudação à Bem-aventurada Virgem Maria
que Francisco rezou e deixou escrita para nós podermos rezar:
Salve, Senhora santa Rainha, santa Mãe de Deus,
Maria virgem convertida em templo,
e eleita pelo santíssimo Pai do céu,
consagrada por Ele com o seu santíssimo amado Filho
e o Espírito Santo Paráclito;
que teve e tem toda a plenitude da graça e todo o bem!
Salve, palácio de Deus!
Salve, tabernáculo de Deus!
Salve, casa de Deus!
Salve, vestidura de Deus!
Salve, mãe de Deus!
Rezando a Maria e por Maria somos por ela abençoados.
A bênção não só faz descer a graça sobre nós
mas também nos transforma em bênção para os irmãos.
Somos bênção porque a realidade que Maria era em seu ser
é realidade que também nós somos em nosso ser.
Somos bênção porque a realidade que Maria transmitia
também nós a transmitimos por nosso testemunho aos irmãos.
Em Maria, com Maria e por Maria também cada um de nós é:
templo habitado e construído pelo Espírito Santo
ser consagrado a Jesus Cristo e por Jesus Cristo a Deus
ser que tem permanentemente em si a graça e o bem.
Como Maria
pela graça que Cristo nos comunica
pela graça que Ele gera em nós
pela graça que Ele gera por nós
cada um de nós é:
palácio de Deus
tabernáculo de Deus
casa de Deus
vestidura de Deus
mãe de Deus
Fr. Mário Silva OFM
Cristo Rei: Cinquentenário
Uma vez mais Lisboa tem a honra de receber a imagem de Nossa Senhora de Fátima, Aquela que se venera na Capelinha das aparições. Neste momento as ruas da biaxa de Lisboa estão apinhadas aos milhares, na Igreja de S. Nicolau centenas de crisnças vestidas de branco, aguardam mais alguns minutos para acompanhar a Imagem até à Praça do Comércio para a Celebração do Terço e Eucaristia. Já as ruas e praça se apinham de fiéis.Nota Pastoral do Episcopado Português
Ocorre a 17 de Maio de 2009 o cinquentenário da inauguração do Santuário a Cristo Rei, em Almada, na diocese de Setúbal. Os Bispos de Portugal consideram oportuno lembrar o contexto deste empreendimento, focar os eixos da espiritualidade que o ergueram e aprofundar a mensagem deste Santuário para as comunidades cristãs.
1. As razões motivadoras para levar por diante a construção do Santuário de Cristo Rei estão bem evidentes nas Cartas Pastorais colectivas do Episcopado Português de 1937, 1946 e 1959. De facto, perante a cruenta guerra civil na vizinha Espanha e o crescimento do desprezo por Deus, o monumento era acto de desagravo, mas sobretudo expressava gratidão a Cristo por Portugal gozar de paz e incentivava a exigência de um ressurgimento nacional inspirado, na linha da tradição, em Jesus Cristo, único Senhor.
Fundamental para o avanço da concretização da ideia foi, sem dúvida, o movimento espiritual, dinamizador dos católicos para a adesão e para a partilha de bens, necessárias para levar a bom termo a iniciativa do Episcopado. Sem a Acção Católica, com a sua mística do reinado social de Cristo, e o Apostolado de Oração, promotor da devoção ao Sagrado Coração de Jesus, a ideia da erecção do Monumento não avançaria.
Só após o fim da guerra, em Maio de 1945, se anunciou, na Pastoral colectiva de 18 de Janeiro de 1946, a decisão de cumprir o voto de levantar o Monumento a Cristo Redentor. As obras terminariam apenas em 1959, graças à generosidade e empenho dos católicos.
2. As correntes de espiritualidade animadoras do projecto mostraram vigor interior e eficácia na mobilização. A centralidade da vida espiritual em Cristo, sempre associando o Coração de Maria, dentro da fiel tradição católica, estava presente nos referidos movimentos mais dinâmicos da época em que nos situamos.
O pontificado do Papa Pio XI (1922-1939), que tinha assumido como máxima “Pax Christi in Regno Christi” (A Paz de Cristo no Reino de Cristo), deu impulso novo a um catolicismo militante no seio da sociedade. A Festa de Cristo Rei, instituída em 1925, insere-se neste espírito da “realeza social de Cristo”. Visava instaurar e dilatar o reinado de Cristo pela recristianização da sociedade, passo e condição fundamental para a salvaguarda da paz. A mentalidade da época era particularmente sensível a uma verdade universal: se a sociedade obedecesse à lei de Cristo, em vez de esquecer Deus, haveria uma ordem social que respeitaria a liberdade, a acção e a organização da Igreja; dar-se-ia primado ao espiritual, o que conduziria a um humanismo integral.
3. O II Concílio do Vaticano recentrou a reflexão teológica na relação entre o crescimento do Reino de Deus e o progresso da cidade terrena. Neste enquadramento, uma renovada visão da Igreja revalorizou a dimensão missionária e o papel militante dos leigos na construção do mundo, na fidelidade à novidade inaugurada em Cristo. Aliás, a nova localização da festa de Cristo Rei, no final do ano litúrgico, em vez do último domingo de Outubro, sublinha o alcance escatológico da festa, associado à preparação da manifestação gloriosa de Cristo. Seguindo estas coordenadas e atendendo ao papel pastoral que os santuários são chamados a desempenhar, como lugares de animação espiritual, apontamos para uma actualizada mensagem do santuário: acolher Cristo como fonte de vida e transformar a sociedade segundo os critérios do Reino de Deus.
4. Fundamental é, antes de mais, acolher o apelo do Papa João Paulo II para o novo milénio: fixar o olhar intensamente em Cristo, sem distracções. Perante tanta publicidade a suscitar a nossa atenção, a seduzir o nosso olhar, a distrair-nos do que é essencial, eis a proposta ousada do Papa: a partir da leitura contemplativa dos Evangelhos, encontra-se o rosto do Senhor. Será pela experiência de silêncio e oração, ambiente adequado para um conhecimento mais “verdadeiro, fiel e coerente” (NMI, n. 20) daquele mistério de um Verbo feito carne, que cada um de nós se poderá debruçar sobre o abismo do mistério profundo de Cristo. Haverá momentos para cair em adoração, como quando se enfrenta a hora da Cruz, e momentos de conversão ao rosto do Ressuscitado, qual experiência pascal revigorante. Na expressão papal, “confortada por esta experiência revigorante, a Igreja retoma agora o seu caminho para anunciar Cristo ao mundo no início do terceiro milénio” (NMI, n. 28). É, realmente, fundamento da acção missionária reviver, como fonte da verdadeira alegria do coração, pela contemplação, a experiência do rosto integral de Cristo. Há um Senhor da História. Mesmo nos momentos mais difíceis da humanidade somos guiados por Ele, como manifestaram os bispos portugueses há cinquenta anos. O Coração trespassado de Cristo abre-se a interceder por nós (cf. Heb 7,25). Convida: “vinde a mim, vós todos que andais cansados e oprimidos” sob o fardo da vida (Mt 11,28). Uma espiritualidade centrada em Cristo conduz a dar a vida pelo Reino, de modo mais frutuoso. O ardor apostólico vem do encontro pessoal com Cristo, da necessidade de comunicar ou narrar a outros a experiência vivida. A santidade, o modo único como cada um responde à nova vida em Cristo, é a chave do ardor renovado da nova evangelização. Só assim se suscitará a adesão pessoal a Jesus Cristo e à Igreja de tantos homens e mulheres baptizados que vivem sem energia o cristianismo.
5. De facto, centrado em Cristo, o cristão acolhe o dinamismo da geração eterna do Verbo feito homem e situa-se no tempo! A comunhão no Corpo de Cristo faz participar na oferenda do dom realizado por Cristo, Rei e Senhor. Oferecendo-se com Jesus, o cristão integra-se no dinamismo da história. Oferece-se para viver, segundo o espírito filial, os mistérios do trabalho, do amor e de adoração, na vontade de conduzir à perfeição o movimento transformador da sociedade.
O respeito pela laicidade positiva é desejado e favorecido por uma acção corajosa e eficaz dos cristãos radicados no serviço do Reino de paz e de justiça.
Por sua vez, ler a presença de Deus na história, à luz de Cristo, é fonte de novo ardor na construção do bem comum. Trata-se de um ardor marcado pela valentia. O evangelizador não se pode calar. Acontece, assim, o anúncio, a denúncia de injustiças, a resposta pronta e concreta às situações. Também a causa dos pobres, de todas as formas de pobreza, faz arder o apaixonado por Cristo e entusiasma o evangelizador fiel à salvação de Deus no decurso da história.
6. A Conferência Episcopal Portuguesa renova, nesta hora, a vontade de conduzir os cristãos à contemplação do mistério do Redentor, Jesus Cristo, vendo no Coração humano do Verbo encarnado a fonte inesgotável, capaz de saciar todas as sedes. O Monumento, amplamente visível, que nos apresenta Cristo de coração e braços abertos, é um sinal eloquente da verdadeira imagem de Deus: humano e acolhedor, manso e humilde, um Deus que ama infinitamente a cada pessoa e a toda a humanidade. Recordar ou ver o Monumento a Cristo Rei deverá avivar a feliz notícia de que “Deus é amor” (1 Jo 4, 8.16). É este mesmo Amor que nos impele a, unidos a Cristo, lutar sempre para libertar a sociedade do nosso tempo da escravidão e da injustiça, ser defensores da vida em todas as circunstâncias, ser capazes do perdão, estar atentos à salvaguarda da criação, ser construtores da paz e arautos da esperança.
Apelamos às comunidades cristãs e aos movimentos que encontrem modos concretos para centrarem mais em Cristo a sua vivência espiritual e para agirem como sinais vivos do amor de Deus no tempo presente.
Fátima, 16 de Janeiro de 2009
In http://www.cristorei.pt/html
Mãe da Hospitalidade
Ao terminarmos este dia das Aparições de Nossa Senhora em Fátima, uma prece de gratidão por todos vós que fizestes do Retalhos um encontro de oração e comunhão.
"Maria nos estimula com o seu exemplo de Fidelidade, a secundar com prontidão, confiança e humildade, os planos de Deus sobre nós." (Const.34)
Hoje, dia 13 de Maio, dia da Mãe, dia da Província Portuguesa das Irmãs Hospitaleiras do Sagrado Coração de Jesus, colocamo-nos sob a protecção Maternal de Maria, Mãe de Jesus e nossa Mãe.
ORAÇÃO
Quando olho a minha história de Amor Senhor
Escondo-me no TEU Coração
Para poder olhá-la com o Teu olhar de Misericórdia e Compaixão.
Eu hospitaleira que Tu quiseste para Ti
Hoje canto meu “Magnificat” com Maria
Porque fizeste Maravilhas ma pequenez
De tantas mulheres – hospitaleiras.
Hoje, com Maria, minha alma glorifica-Te
Porque sou um passo de tantos já dados
Hoje recordo tantos dirigidos a Ti, escondido no Sacrário
Para estar Contigo AMADO
Primeiro as duas – Josefa e Angustias
Que historia de Amor louco – capaz de deixar tudo
Enamoradas só de Ti – Deus com o Coração resgatado (apanhado)
Dele brotou a vida, Ele deu a luz
a este Pão formado de tantas sementes de trigo
Que se deixaram esmagar, moer, perder em Ti
porque as olhastes com imensa misericórdia
convidando-as a perder-se para ganhar a vida
quanta vida dada, gerada
quantas vigílias à beira da cama das filhas amadas
partilhando a dor
Não se importavam de ser chamadas “as irmãzinhas das loucas”
Porque o AMOR só tem um nome – “entrega esquecida”
Como Tu Senhor Amado na Cruz
Que sustentava os passos das Tuas amadas
Tu único Deus cantavas no coração de cada hospitaleira: “Só Deus basta”
Tu enceste de bens os famintos
Enchestes seus corações de compaixão e misericórdia,
De hospitalidade infinita.
O meu coração se alegra em Ti
Pai de bondade, com o coração aberto
Que foi e hoje continua a ser o regaço para nós
Descanso e fortaleza
Fonte inesgotável de compaixão
Casa aberta onde as filhinhas perdidas
Encontram o abraço de perdão…
Por isso, hoje dia da Província, de modo muito especial, colocamo-nos sob a protecção maternal da Maria, Senhora de Fátima, Mãe de Jesus e nossa Mãe.
Ao Seu coração confiamos a nossa realidade e sobretudo agradecemos-Lhe o dom de cada Irmã hospitaleira, as de hoje e as de ontem, todas aquelas que com a sua vida, totalmente entregue nos foram ensinando os caminhos de Deus, numa atitude alegre, de abandono e confiança no Pai…
Que Maria nos ajude a responder com Fidelidade em cada dia, à voz de Deus que nos chama…Que Ela nos ensine a viver em doação total a Deus e em amor gratuito aos irmãos.
Que ELA nos abençoe e com seu olhar maternal, encha de esperança e da Paz as nossas vidas, e, nos ensine a viver no Coração de Seu Filho, reproduzindo em nós os Seus sentimentos de bondade, ternura e misericórdia.
Uma prece muito especial a Maria pela missão que realizamos, por todos os que connosco a partilham, por todos as pessoas doentes a quem prestamos cuidados nas nossas casas (Centros) e por cada irmãs das nossas comunidades.
Que a todos e todas, encha com o seu Amor profundo, simples e incondicional.
O mesmo peço para todos os que fazem parte deste espaço “Retalhos” e peço oração…
Deus Te salve, Serva, Mãe e Rainha!
O Pai Eterno Te elevou
acima de todos os homens e mulheres
ao chamar-Te a um serviço particular:
ser Mãe do seu Filho!
Tu, és a Imagem perfeita da união
entre o amor de Deus e o serviço aos irmãos,
entre a evangelização e a promoção humana.
És modelo dos discípulos de Cristo.
Acompanha a caminhada de Fé
de todos os Teus filhos e filhas
e alcança-nos a graça da salvação
e uma paixão que nos torne testemunhas vivas de Teu Filho Jesus."
(Uma Irmã Hospitaleira)
Fátima: Prece à Mãe
Peregrinar: "Quem me vê, vê o Pai..."
MÊS DE MAIO, É TEMPO DE PEREGRINAR…Nos últimos tempos, a minha vida tem sido uma busca contínua de dar resposta a desafios que faço a mim própria e a outros que me são feitos por Amigos.
Este ano participei pela terceira vez, numa peregrinação a FÁTIMA.
Porque é que o fiz? O que me impulsionou?
Fecho os olhos e penso:
O que é para mim PEREGRINAR?
Peregrinar é a forma, é o modo que mais gosto, de estar na vida.
É voltar ao coração de Deus de onde saí.
É sentir o quanto sou limitada.
É sentir fome, sede, cansaço e saber que naquele instante é preciso continuar, não dando tempo, para repor energias.
É ter o gosto de subir à montanha e alargar horizontes.
É sentir que ELE caminha connosco e na nossa fraqueza, ELE é a nossa força.
É superar os próprios limites e ajudar os outros a superá-los também.
É deixar-se guiar, conduzir, orientar, nas encruzilhadas.
É confiar naquele que guia…
O que foi para mim esta PEREGRINAÇÃO?
“Não chegar atrasado por excesso de bagagem…” propósito quaresmal de Retalhos, deu um sentido novo a esta peregrinação. Quando peregrinamos em veículo próprio, levamos praticamente “a casa às costas”; mas se o fazemos a pé, começamos a reduzir, a limitarmo-nos ao essencial, deixando o supérfluo.
Esta peregrinação é composta por um grupo de quinhentos peregrinos, sendo quase na sua maioria, jovens. São eles que preparam, animam, guiam, quase tudo, com uma alegria contagiante e uma disponibilidade para servir que a todos contagia. No pequeno manual da peregrinação, encontrava-se esta motivação.
"Senhor mostra-me o Teu rosto! Deixa-me encontrar-Te ou então, encontra-me Tu a mim. Ser peregrino é levar nos passos o desejo deste encontro. Mover-se pela vontade de encontrar o lugar onde se quer chegar, de encontrar outros pelo caminho, de encontrar-se a si mesmo, de encontrar o sentido do caminho que é a vida. E no íntimo da alma, vai essa saudade de encontrar Alguém que nos espere num abraço que nos faz nascer de novo."
O lema desta peregrinação "QUEM ME VÊ, VÊ O PAI", foi vivenciado através de várias dinâmicas. Tivemos tempos de silêncio, de oração, de convívio, de partilha, de contemplação da Natureza, de Paz…
Houve momentos muito fortes ao longo dos três dias como por exemplo os testemunhos que foram dados, a Celebração da Eucaristia no Castelo de Porto de Mós e a chegada junto da Mãe, em Fátima.
Em jeito de conclusão, só me ocorre dizer que enquanto puder, não faltarei a este tempo precioso de crescimento interior.
Maresia, em peregrinação.
Dia da Europa, Bandeira da Imaculada
Que é o Dia da Europa ?Poucos cidadãos europeus sabem que a 9 de Maio de 1950 nasceu a Europa comunitária, numa altura em que, devemos recordá-lo, a perspectiva de uma terceira guerra mundial angustiava toda a Europa. Nesse dia, em Paris, a imprensa foi convocada para as dezoito horas no Salon de l'Horloge do Quai d'Orsay, quartel-general do Ministério dos Negócios Estrangeiros francês, para uma "comunicação da maior importância". As primeiras linhas da declaração de 9 de Maio de 1950, redigida por Jean Monnet, comentada e lida à imprensa por Robert Schuman, Ministro dos Negócios Estrangeiros da França, dão imediatamente uma ideia da ambição da proposta: "A paz mundial não poderá ser salvaguardada sem uma criatividade à medida dos perigos que a ameaçam". "Através da colocação em comum de produções de base e da instituição de uma Alta Autoridade nova, cujas decisões ligarão a França, a Alemanha e os países que a ela aderirem, esta proposta constituirá a primeira base concreta de uma federação europeia, indispensável à preservação da paz". Era assim proposta a criação de uma instituição europeia supranacional, incumbida de gerir as matérias-primas que nessa altura constituíam a base do poderio militar, o carvão e o aço. Ora, os países convidados a renunciar desta forma ao controlo exclusivamente nacional destes recursos fundamentais para a guerra, só há muito pouco tempo tinham deixado de se destruir mutuamente num conflito terrível, de que tinham resultado incalculáveis prejuízos materiais e, sobretudo, danos morais: ódios, rancores e preconceitos. Assim, tudo começou nesse dia, razão que levou os Chefes de Estado e de Governo, na Cimeira de Milão de 1985, a decidirem celebrar o 9 de Maio como "Dia da Europa". Os diversos países, ao decidirem democraticamente aderir à União Europeia, adoptam os valores da paz e da solidariedade, pedra angular do edifício comunitário. Estes valores concretizam-se no desenvolvimento económico e social e no equilíbrio ambiental e regional, únicos garantes de uma repartição equilibrada do bem-estar entre os cidadãos. A Europa, enquanto conjunto de povos conscientes de pertencerem a uma mesma entidade que abrange culturas análogas ou complementares, existe já há séculos. No entanto, a consciência desta unidade fundamental, enquanto não deu origem a regras e a instituições, não pôde evitar os conflitos entre os países europeus. Ainda hoje, alguns países que não fazem parte da União Europeia não estão ao abrigo de tragédias terríveis. Como qualquer obra humana desta envergadura, a integração da Europa não se constrói num dia, nem em algumas décadas: as lacunas são ainda numerosas e as imperfeições evidentes. A construção iniciada imediatamente a seguir à II Guerra Mundial foi muito inovadora: o que nos séculos ou milénios precedentes podia assemelhar-se a uma tentativa de união, foi na realidade o fruto de uma vitória de uns sobre os outros. Estas construções não podiam durar, pois os vencidos só tinham uma aspiração: recuperar a sua autonomia. Hoje ambicionamos algo completamente diferente: construir uma Europa que respeite a liberdade e a identidade de cada um dos povos que a compõem, gerida em conjunto e aplicando o princípio segundo o qual apenas se deve fazer em comum o que pode ser mais bem feito dessa forma. Só a união dos povos pode garantir à Europa o controlo do seu destino e a sua influência no mundo. A União Europeia está atenta aos desejos dos cidadãos e coloca-se ao seu serviço. Conservando a sua especificidade, os seus hábitos e a sua língua, todos os cidadãos se devem sentir em casa na "pátria europeia", onde podem circular livremente.
In: http://europa.eu
Esta Europa que incompreensivelmente renega raízes cristãs, e pretende apresentar-se ao mundo como laica, adoptou, sem saber, na sua bandeira, símbolos cristãos; melhor: de inspiração mariana.

Os que conhecem a história do povo europeu sabem que nada há que os una: língua, costumes, tradições, divergem, e o passado remoto encontra-se carregado de ódios e atrozes aleivosias. Apenas a crença os pode ligar: todos se declaram cristãos.
Mas a teima de serem ou parecerem laicos, leva-os ao apartamento de qualquer símbolo religioso. Cristo não tem cabimento na U.E., segundo parecer de quem manda no velho continente, ainda que o povo – apesar do esforço do poder, – mantenha-se fiel à Fé.
Quando a 29 de Maio de 1986, o Secretário-geral do Conselho da Europa, Marcelo Oreja, hasteou a bandeira, no palácio de Berlamont, estava longe de imaginar que a divisa da Europa era imbuída de símbolos católicos.
Na época, poucos conheciam a razão das doze estrelas sobre fundo azul. Anos depois, quando já não era possível recuar, foi explicado o verdadeiro significado.
“Lourdes Magazine” revista publicada pelo conhecido santuário francês, em Julho de 2004, revelou o que há muito constava.
A bandeira foi inspirada na visão de Catarina Labouré, jovem noviça. Foi a 27 de Novembro de 1830. Estava Catarina na capela das Irmãs de Caridade, na Rua do Bac, em Paris, apareceu-lhe a Virgem e disse-lhe que mandasse cunhar medalha, a que chamou de “Milagrosa”.
Esta, apresenta Maria com os pés pousados no mundo e no verso, o monograma da Mãe de Jesus, a cruz e dois corações, tudo circundado por 12 estrelas que é a coroa da Virgem.
Ora quando Arséme Heitz idealizou a bandeira, inspirou-se nessa visão. Segundo o autor, o azul representa o céu e as 12 estrelas, o resplendor que cerca a cabeça da Imaculada Conceição.
Se os “agnósticos” europeus fossem mais versados em temas bíblicos, não desconheceriam, igualmente, que o Apocalipse 12:1, descreve mulher resplandecente como Sol, coroada de 12 estrelas. Nem ignorariam que 12 foram os filhos de Jacob; 12 são as tribos de Israel; e 12 os Apóstolos.
Mas como desconheciam a simbologia bíblica, e ainda menos a visão de Santa Catarina de Labouré – ou Deus os cegou, – pensaram que o número 12 era sinal de: perfeição, plenitude e unidade; lembrando-se dos 12 meses do ano e dos 12 signos do Zodíaco.
E a 8 de Dezembro de 1955 – que coincidência! - aprovaram a bandeira, que tem estampado, sobre azul celeste, o símbolo da pureza da Imaculada Conceição.
Por onde se conclui que, renegando raízes cristãs, a Europa mostra, na divisa, a coroa da Virgem Santíssima.
Deste jeito se infere que o povo tem razão ao afirmar: Deus escreve torto por linhas direitas.
A Medalha Milagrosa, que a Virgem recomendou trazer junto ao peito, não é amuleto. As graças, segundo Ela, serão abundantes, se existir fé e se cumpra ou se tente cumprir, os Mandamentos.
Em 1842 foi um grande acontecimento a conversão do banqueiro judeu, Afonso Ratisbonne, após haver recebido a Medalha Milagrosa. Este homem de negócios veio afundar, com o irmão Teodoro Ratisbonne, a Congregação dos Missionários de N ª Senhora do Sion.
Dezanove anos depois das aparições, em Paris, foi erguido o Santuário de Nª Senhora das Graças, no Monte Sião, Minas Gerais, com o fim de difundir a Medalha Milagrosa.
HUMBERTO PINHO DA SILVA
Fátima on-line
Amigos, paz e bem.Eis-nos já entrados no mês de maio, mês da Mãe, mês de Maria.
Como sabeis desde o dia 1 de janeiro que o Santuário de Fátima nos permite aceder, em directo pela Internet, às celebrações realizadas a partir da Capelinha das Aparições, bem como a tudo o que ali se passa diante do altar e da Imagem da Mãe.
Este novo serviço estará disponível 24h00 por dia, em http://www.fatima.pt/capelinha.html
Num comunicado enviado à impresa o Santuário de Fátima refere que "este serviço surge em resposta aos muitos pedidos que os internautas fizeram chegar nos últimos anos ao Santuário de Fátima". Desta forma é agora possivel "ver em directo o chamado ‘coração' do Santuário de Fátima, e acompanhar as celebrações ali realizadas".
Neste momento em que escrevo este texto prerara-se uma Eucaristia para as 17h00.
Como é bom poder chegar, via internet ,ao “Altar do mundo” como lhe chamou o Papa Paulo VI e de forma especial a esta Capelinha tão amada por João Paulo II.
Assim, neste mês de Maria, aqui no nosso Retalhos poderemos entrar nós também em directo para rezar com os peregrinos ou simplesmente no silêncio contemplar a Mãe.
Não se admirem do espaço à volta do altar estar quase sempre sem movimento, isto tem a ver com a privacidade e o direito à imagem de cada pessoa.
Peço a todos quantos chegardes à Capelinha on-line, pelo Retalhos, que eleveis uma prece por todos os nossos Amigos desta família e… se vos dignardes, uma pequena prece por mim, pelos meus e pelas intenções que me são recomendadas.
Como João Paulo II dizemos “Totus Tuus Maria”…
Como Maria exclamamos: “Ecce fiat Magnificat”…
Santa Maria prega per noi!
Vocação! Mãe! Bom Pastor!
Com João Paulo II rezemos pela VOCAÇÃO neste dia dedicado à oração pelas vocações.
Dia do BOM PASTOR, DIA DA MÃE.
OBRIGADO A TODAS AS MÃES QUE DEUS COLOCOU NO MEU CAMINHO...
Vocação Religiosa
Pedi ao Senhor da messe...
Semana de Oração pelas Vocações
São Nuno de Santa Maria: ALELUIA
Nuno de Santa Maria torna-se este Domingo, 26 de Abril, o primeiro português a ser canonizado desde que Paulo VI, a 3 de Outubro de 1976, declarou Santa a religiosa Beatriz da Silva (Franciscana).A cerimónia é presidida por Bento XVI, que assim apresenta a figura do Condestável como digna de veneração em todo o mundo.
Bento XVI proclamará a Fórmula de canonização:
“Em honra da Santíssima Trindade, para exaltação da fé católica e incremento da vida cristã, com a autoridade de nosso Senhor Jesus Cristo, dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo e a Nossa, após ter longamente reflectido, invocado várias vezes o auxílio divino e escutado o parecer dos nossos irmãos no Episcopado, declaramos e definimos como Santos os Beatos Arcangelo Tadini, Bernardo Tolomei, Nuno de Santa Maria Álvares Pereira, Geltrude Comensoli e Caterina Volpicelli, e inscrevemo-los no Álbum dos Santos e estabelecemos que em toda a Igreja eles sejam devotamente honrados entre os Santos”.
Lida a fórmula, são colocadas junto ao altar as relíquias dos novos Santos, transportadas por alguns fiéis, e a assembleia repete “Aleluia”. O Arcebispo Amato e os postuladores agradecem então ao Papa.
O prefeito da Congregação para as Causas dos Santos pede que seja redigida a Carta Apostólica a respeito das canonizações que acabaram de ter lugar. Bento XVI responde “Decernimus”, ou seja, “ordenamo-lo”.
O SANTO CONDESTÁVEL NÃO CONTESTÁVEL
Bagão FélixNo meio da parafernália de pequenas, médias e grandes notícias sobre quase tudo e quase nada, foi com alegria que recebi a notícia da canonização de D. Nuno Álvares Pereira, o Santo Condestável. Como católico e como português. E também pelo facto de a este processo de canonização estar associado o Cardeal português D. Saraiva Martins, de quem, há cerca de três anos, tive a honra de apresentar o livro “Como se faz um Santo”.É claro que esta simbólica distinção que muito honra a portugalidade no Mundo – mesmo que analisada apenas fora do contexto religioso – não faz manchetes, como fazem à profusão as distinções de um bom jogador de futebol, de um consagrado autor, de um artista de telenovela ou de um empresário de sucesso fulminante. O que anima certos meios de opinião liofilizada e quase sempre desconhecedores da religião é a discussão (?) sobre a natureza do milagre que está associado à canonização do Beato Nuno. Mas o povo, na sua sabedoria genuína e despoluída, já há muito o havia consagrado como o Santo Condestável. Isso mesmo: santo carmelita e condestável chefe militar e primeiro dignitário do Reino!Agora que os Santos parecem estar “fora de moda” numa sociedade de “zapping”, comportamentalmente hedonista, moralmente relativista e subjugada à “ditadura das banalidades”, o que vem à liça é minimizar a espiritualidade e a transcendência associadas à santidade. Daí que, nesta onda em que é quase compulsivo em certos meios pôr em causa tudo o que emerge no seio da Igreja, o Santo Condestável seja depreciado por alguns como um “contestável santo”…O que é certo é que D. Nuno Álvares Pereira, cuja vida de verdadeiro patriota não é de todo contestável e nos habituámos a respeitar, é um exemplo num tempo em que o valor da exemplaridade escasseia. Não apenas na sua vida mais religiosa quando após a morte da sua mulher e despojado de todas as propriedades, títulos e honrarias, se tornou carmelita e viveu um tempo totalmente dedicado aos mais pobres entre os pobres, mas igualmente como notável general de uma guerra que nos garantiu a independência seriamente ameaçada.Ser santo - como o demonstra a vida de Nuno Álvares Pereira - sempre representou uma forma de subversão, traduzida em cada época de modo diverso e como regra vivida na ausência de qualquer forma de poder, que é onde se revela toda a força da presença de Deus. Na sociedade contemporânea em que, no plano da relação com Deus, clamamos muito mas obedecemos pouco, o Santo é uma espécie de novo insurrecto sinalizador e modelo da pureza, da harmonia, da espiritualidade levada à sua mais bela singeleza.
In Agência Ecclesia, 20090423










