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Fátima Direto

Obrigado Deus Meu pelo pai e mãe que me deste. Agora estão juntos no céu...

Sínodo: Mensagem Final


Assembleia Geral do Sínodo dos Bispos
Cidade do Vaticano (RV) – Os Padres Sinodais aprovaram, no decorrer da 14ª Congregação Geral na manhã deste sábado, a mensagem final da III Assembleia Geral Extraordinária do Sínodo dos Bispos sobre o tema “Os desafios pastorais sobre a família no contexto da evangelização”. O documento conclusivo do Sínodo - Relatio Synodi - será divulgado posteriormente enquanto o documento final será provavelmente publicado na forma de uma Exortação Apostólica pós-sinodal do Papa Francisco, em 2015, após o Sínodo Ordinário. 
Abaixo, a íntegra da mensagem:

"Nós, Padres Sinodais reunidos em Roma junto ao Santo Padre na Assembleia Geral Extraordinária do Sínodo dos Bispos, nos dirigimos a todas as famílias dos diversos continentes e, em particular, àquelas que seguem Cristo Caminho, Verdade e Vida. Manifestamos a nossa admiração e gratidão pelo testemunho quotidiano que vocês oferecem a nós e ao mundo com a sua fidelidade, fé, esperança e amor.
Também nós, pastores da Igreja, nascemos e crescemos em uma família com as mais diversas histórias e acontecimentos. Como sacerdotes e bispos, encontramos e vivemos ao lado de famílias que nos narraram em palavras e nos mostraram em atos uma longa série de esplendores mas também de cansaços.
A própria preparação desta assembleia sinodal, a partir das respostas ao questionário enviado às Igrejas do mundo inteiro, nos permitiu escutar a voz de tantas experiências familiares. O nosso diálogo nos dias do Sínodo nos enriqueceu reciprocamente, ajudando-nos a olhar toda a realidade viva e complexa em que as famílias vivem. A vocês, apresentamos as palavras de Cristo: "Eis que estou à porta e bato. Se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa e cearei com ele e ele comigo” (Ap 3,20). Como costumava fazer durante os seus percursos ao longo das estradas da Terra Santa, entrando nas casas dos povoados, Jesus continua a passar também hoje pelos caminhos das nossas cidades. Nas vossas casas se experimentam luzes e sombras, desafios exaltantes mas, às vezes, também provações dramáticas. A escuridão se faz ainda mais densa até se tornar trevas, quando se insinuam no coração da família o mal e o pecado.
Existe, antes de tudo, os grandes desafios da fidelidade no amor conjugal, do enfraquecimento da fé e dos valores, do individualismo, do empobrecimento das relações, do stress, de um alvoroço que ignora a reflexão, que também marcam a vida familiar. Se assiste, assim, a não poucas crises matrimoniais enfrentadas, frequentemente, em modo apressado e sem a coragem da paciência, da verificação, do perdão recíproco, da reconciliação e também do sacrifício. Os fracassos dão, assim, origem a novas relações, novos casais, novas uniões e novos matrimónios, criando situações familiares complexas e problemáticas para a escolha cristã.
Entre estes desafios queremos evocar também o cansaço da própria existência. Pensemos ao sofrimento que pode aparecer em um filho portador de deficiência, em uma doença grave, na degeneração neurológica da velhice, na morte de uma pessoa querida. É admirável a fidelidade generosa de muitas famílias que vivem estas provações com coragem, fé e amor, considerando-as não como alguma coisa que é arrancada ou infligida, mas como alguma coisa que é doada a eles e que eles doam, vendo Cristo sofredor naquelas carnes doentes.
Pensemos às dificuldades económicas causadas por sistemas perversos, pelo “fetichismo do dinheiro e na ditadura de uma economia sem rosto e sem um objetivo verdadeiramente humano” (Evangelii Gaudium 55), que humilha a dignidade das pessoas. Pensemos ao pai ou à mãe desempregados, impotentes diante das necessidades também primárias de suas famílias, e aos jovens que se encontram diante de dias vazios e sem expectativas, e que podem tornar-se presa dos desvios na droga e na criminalidade.
Pensemos também na multidão das famílias pobres, àquelas que se agarram em um barco para atingir uma meta de sobrevivência, às famílias refugiadas que sem esperança migram nos desertos, àquelas perseguidas simplesmente pela sua fé e pelos seus valores espirituais e humanos, àquelas atingidas pela brutalidade das guerras e das opressões. Pensemos também às mulheres que sofrem violência e são submetidas à exploração, ao tráfico de pessoas, às crianças e jovens vítimas de abusos até mesmo por parte daqueles que deveriam protegê-las e fazê-las crescer na confiança e aos membros de tantas famílias humilhadas e em dificuldade. “A cultura do bem-estar anestesia-nos e (...) todas estas vidas ceifadas por falta de possibilidades nos parecem um mero espetáculo que não nos incomoda de forma alguma” (Evangelii Gaudium, 54). Fazemos apelo aos governos e às organizações internacionais para promoverem os direitos da família para o bem comum.
Cristo quis que a sua Igreja fosse uma casa com a porta sempre aberta na acolhida, sem excluir ninguém. Somos, por isso, agradecidos aos pastores, fiéis e comunidades prontos a acompanhar e a assumir as dilacerações interiores e sociais dos casais e das famílias.
Existe, contudo, também a luz que de noite resplandece atrás das janelas nas casas das cidades, nas modestas residências de periferia ou nos povoados e até mesmos nas cabanas: ela brilha e aquece os corpos e almas. Esta luz, na vida nupcial dos cônjuges, se acende com o encontro: é um dom, uma graça que se expressa – como diz o Livro do Génesis (2,18) – quando os dois vultos estão um diante o outro, em uma “ajuda correspondente”, isto é, igual e recíproca. O amor do homem e da mulher nos ensina que cada um dos dois tem necessidade do outro para ser si mesmo, mesmo permanecendo diferente ao outro na sua identidade, que se abre e se revela no dom mútuo. É isto que manifesta em modo sugestivo a mulher do Cântico dos Cânticos: “O meu amado é para mim e eu sou sua...eu sou do meu amado e meu amado é meu”, (Cnt 2,16; 6,3).
Para que este encontro seja autêntico, o itinerário inicia com o noivado, tempo de espera e de preparação. Realiza-se em plenitude no Sacramento onde Deus coloca o seu selo, a sua presença e a sua graça. Este caminho conhece também a sexualidade, a ternura, e a beleza, que perduram também além do vigor e do frescor juvenil. O amor tende pela sua natureza ser para sempre, até dar a vida pela pessoa que se ama (cf. João 15,13). Nesta luz, o amor conjugal único e indissolúvel persiste, apesar das tantas dificuldades do limite humano; é um dos milagres mais belos, embora seja também o mais comum.
Este amor se difunde por meio da fecundidade e do ‘gerativismo’, que não é somente procriação, mas também dom da vida divina no Batismo, educação e catequese dos filhos. É também capacidade de oferecer vida, afeto, valores, uma experiência possível também a quem não pode gerar. As famílias que vivem esta aventura luminosa tornam-se um testemunho para todos, em particular para os jovens.
Durante este caminho, que às vezes é um percurso instável, com cansaços e caídas, se tem sempre a presença e o acompanhamento de Deus. A família de Deus experimenta isto no afeto e no diálogo entre marido e mulher, entre pais e filhos, entre irmãos e irmãs. Depois vive isto ao escutar juntos a Palavra de Deus e na oração comum, um pequeno oásis do espírito a ser criado em qualquer momento a cada dia. Existem, portanto, o empenho quotidiano na educação à fé e à vida boa e bonita do Evangelho, à santidade. Esta tarefa é, frequentemente, partilhada e exercida com grande afeto e dedicação também pelos avôs e avós. Assim, a família se apresenta como autêntica Igreja doméstica, que se alarga à família das famílias que é a comunidade eclesial. Os cônjuges cristãos são, após, chamados a tornarem-se mestres na fé e no amor também para os jovens casais.
O vértice que reúne e sintetiza todos os elos da comunhão com Deus e com o próximo é a Eucaristia dominical quando, com toda a Igreja, a família se senta à mesa com o Senhor. Ele se doa a todos nós, peregrinos na história em direção à meta do encontro último quando “Cristo será tudo em todos” (Col 3,11). Por isto, na primeira etapa do nosso caminho sinodal, refletimos sobre o acompanhamento pastoral e sobre o acesso aos sacramentos pelos divorciados recasados.
Nós, Padres Sinodais, vos pedimos para caminhar connosco em direção ao próximo Sínodo. Em vocês se confirma a presença da família de Jesus, Maria e José na sua modesta casa. Também nós, unindo-nos à Família de Nazaré, elevamos ao Pai de todos a nossa invocação pelas famílias da terra:
Senhor, doa a todas as famílias a presença de esposos fortes e sábios,
que sejam vertente de uma família livre e unida.
Senhor, doa aos pais a possibilidade de ter uma casa onde viver em paz com a família.
Senhor, doa aos filhos a possibilidade de serem signo de confiança e aos jovens a coragem do compromisso estável e fiel. 
Senhor, doa a todos a possibilidade de ganhar o pão com as suas próprias mãos, de provar a serenidade do espírito e de manter viva a chama da fé mesmo na escuridão.
Senhor, doa a todos a possibilidade de ver florescer uma Igreja sempre mais fiel e credível, uma cidade justa e humana, um mundo que ame a verdade, a justiça e a misericórdia.

O Cardeal Raymundo Damasceno de Assis, um dos relatores-presidente do Sínodo, comentou a redação da mensagem final durante uma Conferênca de imprensa no final da manhã deste sábado, na Sala de Imprensa da Santa Sé. 

http://www.news.va/pt/news/sinodo-extraordinario-documento-final

Ecos do Sínodo

Passada a primeira semana de trabalhos sinodais, deixo uma resenha de pontos ventilados, como resumo rápido e pessoal do que vai acontecendo.
Sala Sinodal
Lembro que a reflexão incide sobre “Os desafios pastorais da família no contexto da evangelização”, não se detendo em alguns temas que têm polarizado a atenção mediática, como o que se refere aos “divorciados recasados”, ou às “uniões de pessoas do mesmo sexo”. Têm sido de facto abordados, mas não constituem o cerne da reflexão sinodal. 

Esta incide sempre, direta ou diretamente, na família em geral – não apenas no seu núcleo conjugal – e no modo mais adequado de propor a respetiva visão cristã e de formar os crentes para a sua constituição e vivência. 
Muito importante tem sido a presença cordial do Papa Francisco, bem como o foram as suas palavras iniciais, insistindo em que falássemos com grande franqueza (parresia) e ouvíssemos com humildade (cf.L’Osservatore Romano, 6-7 out. 2014, p. 12). E assim tem sido, com disponibilidade para falar e ouvir opiniões concordes ou eventualmente discordes, sobre pontos concretos e com sensibilidades distintas. 
Nunca está em causa a visão cristã do casal e da família, a partir das palavras de Cristo e da Tradição eclesial, ao mesmo tempo idêntica nas afirmações essenciais e dinâmica na relação com as situações e a própria evolução humana e social. Pouco a pouco, fica mesmo mais claro o que é essencial e o que devemos fazer, para que tal essencialidade se reapresente agora, face aos “desafios” que a atualidade nos lança.
Do que se tem dito e ouvido, sobressai a consciência do contraste entre muito do que a sociocultura globalizada difunde e sugere sobre a conjugalidade e a família e o que a visão crente e cristã entende sobre elas. Rarefação dos vínculos tradicionais e individualização das decisões e das existências, desinstitucionalização e efemeridade dos compromissos, desvalorização do que não seja imediato e logo compensatório: estas e outras notas tornam-se mentalidade e sensibilidade generalizadas, sem grandes diferenças à escala mundial. Foi por isso acentuado que «os cristãos devem saber responder adequadamente às verdadeiras e próprias emergências que nos chegam, além do mais, numa atmosfera cultural em crescente contraste com os valores propostos pela Igreja […]. Referem-se as posições ideológicas que se difundem e tendem a influenciar os próprios ordenamentos jurídicos» (L’O.R., 9 out., p. 7). 

Daqui que o Sínodo vá sublinhando a necessidade e a urgência de esclarecimento cristão sobre a realidade familiar e de tomar este ponto como verdadeiramente prioritário para as nossas comunidades, movimentos e grupos. Apoiar sempre a família, na respetiva formação e na complementaridade e intergeracionalidade dos seus membros, evidencia-se como a base de toda a pastoral a empreender.
Posso até dizer que este ponto é o mais saliente dos presentes trabalhos sinodais, tal é a consciência do desafio sociocultural que a família cristã tem pela frente. Salientou-se, a propósito, o lugar do testemunho familiar cristão, como neste resumo de várias intervenções: «Falou-se da importância de percorrer a via do testemunho para uma eficaz preparação do matrimónio, sem nos preocuparmos com a possibilidade de um percurso formativo mais sério fazer diminuir o número de esposos». E chegou a dizer-se que tudo se há de fazer «para que a Igreja não passe de “hospital de campanha” a “morgue” em que se multiplicam as autópsias de matrimónios defuntos» (cf. L’O.R., 8 out., p. 8). Parecendo forte a imagem, não é menos real a constatação dos fracassos conjugais que tantos problemas trazem aos próprios e aos respetivos familiares. 

O Sínodo não ilude a questão, nem as consequências sacramentais, no caso de divorciados recasados. Tem sido ponto recorrente, em contraste com o primeiro, acima indicado: «O sínodo voltou a refletir sobre os casais em dificuldade, os divorciados recasados. A Igreja deve apresentar não um juízo mas uma verdade. Quanto ao acesso à Eucaristia, reafirmou-se que não é sacramento dos perfeitos mas dos que estão a caminho» (ibidem). Sendo necessário, antes, durante e depois, estar de facto “a caminho”, ou seja, em conversão permanente – para todos e especialmente para os casos referidos. Da realidade vivida ao desígnio inultrapassável de Cristo há sempre caminho a percorrer, caminho aberto… 
Muitas referências são feitas também à necessidade de agilizar os processos de verificação da validade dos matrimónios celebrados, quando há razões para tal. Como, por exemplo: «Antes de mais, acentuou-se em várias intervenções a necessidade de acelerar o processo canónico para o reconhecimento das nulidades matrimoniais, para que os fiéis não fiquem privados dos sacramentos por muito tempo» (L’O.R., 9 out., p. 7). 
E o resumo mais fiel de quanto se disse das “situações “irregulares” será este: «Os padres sinodais explicaram detalhadamente as suas razões sobre a admissão ou não dos divorciados recasados à Eucaristia. Com posições diversas. Também se contaram histórias particulares de pessoas que vivem em condições de sofrimento. Por exemplo, evidenciou-se a necessidade de distinguir entre os que abandonaram injustamente o cônjuge e os que, pelo contrário, foram abandonados injustamente. Registaram-se intervenções significativas, seja de quem acha que não é possível introduzir a comunhão para os divorciados recasados, seja de quem convida ao discernimento das várias situações, para não praticar uma pastoral do “tudo ou nada”» (cf. L’O.R., 10 out., p. 8).

Nestes dois pontos se tem principalmente insistido: a necessidade de fazer da família, cristãmente entendida, e da pastoral familiar, continuamente exercitada, o critério de ação das nossas comunidades, assim mesmo transformadas em “famílias de famílias”; e o atendimento positivo dos casos de dificuldade ou fracasso conjugal, na sequência do que tem sido o desenvolvimento da doutrina e da prática eclesial. 
Pode aliás lembrar-se a evolução verificada, do Código de Direito Canónico de 1917, que tratava os divorciados recasados como bígamos e infames, que podiam ser atingidos pela excomunhão e interdição pessoal, ao Código de Direito Canónico de 1984, que não prevê tais punições, mas restrições menos graves; ou às exortações apostólicasFamiliaris Consortio (João Paulo II, 1981) e Sacramentum Caritatis (Bento XVI, 2007), que falam com afabilidade de tais cristãos, afirmando que não são excomungados, mas antes convidados à participação eclesial, ainda que sem confissão sacramental nem comunhão eucarística, enquanto durar tal situação pessoal. 
Também para aqui apontou o Cardeal Kasper na sua alocução ao consistório de fevereiro passado – feita a convite do Papa Francisco, recordemos –, quando disse estarmos numa situação semelhante à do Concílio Vaticano II, ao tratar da liberdade religiosa. Na minha intervenção sinodal, referi-me explicitamente a este ponto, nos seguintes termos: «Há cinquenta anos, não foi propriamente fácil aos padres conciliares conjugarem a liberdade religiosa com a objetividade da verdade revelada. Mas acabaram por incluir nesta mesma objetividade o espaço que Deus dá a cada um para prosseguir na descoberta da verdade e na adesão a ela (cf. Declaração Dignitatis Humanae, 2). Creio que, com as devidas distinções de tema e solução, há neste importantíssimo ponto conciliar uma luz oportuna para o que nos ocupa agora, a bem da família e da sua dimensão sacramental, a manter e a recuperar sempre que possível».
Seguem-se nestes dias as reuniões de grupo e a preparação da mensagem (nuntius) final, com o mesmo clima de franqueza e humildade que o Papa Francisco desejou e felizmente se verifica. Sem esquecer que esta é apenas uma etapa preparatória do Sínodo de 2015 e do que o Papa decidir depois. Rezemos entretanto, para que o Espírito nos conduza àquela “verdade total” que Deus nos ofereceu em Cristo e só pouco a pouco se desvenda, sempre idêntica a si mesma e continuamente desdobrada na história.

 Roma, 12 de outubro de 2014
 + Manuel Clemente   
(Patriarca de Lisboa)   


Francisco e a Irmã Morte

"Louvado sejas, meu Senhor, pla nossa Irmã, a morte corporal"
Assim S. Francisco terminava o seu belo Cântico das Criaturas.
Celebrar este ano a Solenidade do Poverello de Assis tem para mim um significado mais rico.
Faz um mês que Deus chamou o meu pai e 15 dias que chamou a minha mãe. Como eles gostavam de S. Francisco e de Sto António...
Com este clip de vídeo presto homenagem ao Santo dos pobres e com ele aos meus pais.
"Que o Senhor vos abençoe e vos guarde!"
(a seguir outros vídeos entram automaticamente)

Mãe Maria no Céu

Mãe Maria Farinha da Silva
Amigos...

Antes de mais OBRIGADO por terdes rezado pela minha mãe.

HOJE A MINHA MÃE PARTIU SERENAMENTE PARA O CÉU.

Depois do falecimentos do meu pai, faz hoje 15 dias, a minha mãe esteve em coma, depois de uma queda, hematoma grave...

Mas nesta hora JÁ ESTÁ JUNTO DE DEUS!

Tanta coisa podia agora dizer da minha mãe.
Ontem e hoje procurei, depois dos médicos apresentarem a situação como muito crítica, prepará-la para partir sem medo, na paz e serenidade de quem acredita na Vida Eterna.

E ali, comigo ao seu lado a minha mãe partiu, com o rosto sereno e lindo que sempre teve, e o coração foi-se apagando.
Rezei, cantei, conversei com ela durante a tarde e tenho certeza que ela ouviu e que me via.
Há coisas que se notam pelas máquinas como o aumento da pulsação, mas mais ainda pela certeza do coração de um filho.

Mãezinha... como lhe disse esta tarde, Deus não podia ter-nos dado uma mãe melhor. FOI A MELHOR MÃE DO MUNDO. OBRIGADO!

Agora do céu enviem-me o pai e a mãe as forças necessárias para continuar.

Até já mãezinha.

OBRIGADO A TODOS OS QUE FORAM OS GRANDES AMIGOS QUE TANTO ME AJUDARAM A DIGNIFICAR A VIDA DO PAI E DA MÃE: QUE DEUS VOS ABENÇOE:

Benedicat

Pai Manuel no CÉU

Pai Manuel Fernando Rodrigues
Amigos do Retalhos, paz e bem!

Faz hoje uma semana, primeira sexta-feira do mês, que o meu pai foi chamado para o Céu.

Depois de um longo tempo de sofrimento partiu na paz, em dia do Sagrado Coração de Jesus.

Não sei que escrever sobre o MELHOR PAI DO MUNDO.

Continuarei a agradecer a Deus o pai que me deu, o seu testemunho de Vida, de FÉ, de Oração...
Com o meu pai aprendi tanta, mas tanta coisa boa que jamais o mundo seria capaz de me ensinar.
Ele foi o meu modelo e mesmo nesta hora de saudade continua a ser.

A TODOS OS QUE AMASTES,ESTIMASTES, APOIASTES, AJUDASTES E REZASTES POR ELE A MINHA ETERNA GRATIDÃO...

Paizinho, tenho saudades de o ouvir cantar, contar anedotas, dizer-nos o que era bom e o que era mau na vida.

OBRIGADO PAIZINHO E LÁ DO CÉU OLHE POR TODOS NÓS...


Que Deus e a Imaculada Conceição sejam a nossa fortaleza.

BENEDICAT

Papa Francisco em entrevista a TV Portuguesa

Entrevista do Papa Francisco ao canal de televisão português, SIC, foi vista por mais de 2 milhões de pessoas. Fica o vídeo que vale a pena e a seguir a notícia.
(desativar a música do blogue na coluna da esquerda)
17 Jun. 14 / 06:38 pm (ACI/EWTN Noticias).- A entrevista que o jornalista Henrique Cymerman realizou ao Papa Francisco –publicada no jornal La Vanguarda-, foi vista no domingo passado por 2.203.000 pessoas através da cadeia de televisão ‘Cuatro’, do grupo italiano Mediaset.
Segundo pesquisas de audiência, durante os 50 minutos que durou a transmissão, a entrevista foi vista por 18.992.000 pessoas, na semana anterior, quando foi ao ar pela primeira vez, foi vista por 19.135.000.
A entrevista foi realizada após a visita do Papa à Terra Santa e o encontro que manteve no Vaticano com o presidente de Israel Shimon Peres e o líder palestino Mahmud Abas. O conteúdo da entrevista foi muito similar ao publicado no jornal espanhol “La Vanguardia” dias antes.
O Papa Francisco sublinhou a esperança que aprecia nos políticos jovens "sejam de centro, esquerda ou direita" -que definiu como uma "nova música"-, e destacou a importância da política para mudar o mundo e contribuir "ao bem comum".
Entretanto, advertiu que “estamos em um sistema econômico que não é bom”, pois antepõe o amor ao dinheiro ao amor às pessoas. “Está provado que com a comida que sobra poderíamos alimentar às pessoas que tem fome”, assinalou.
Nesse sentido o Papa alertou que “toda economia se move descartando: descarta-se as crianças, descarta-se os idosos... já não servem, não produzem. E agora está de moda descartar os jovens com o desemprego. São 75 milhões na Europa, isto é uma barbaridade, ou seja, descartamos toda uma geração”.
Trechos da entrevista, recolhidos pela agência Europa Press, podem ser lidos em: http://www.acidigital.com/noticias/papa-francisco-concede-entrevista-ao-jornal-espanhol-la-vanguardia-20211/

ASCENÇÃO DO SENHOR: Eucaristia

Celebramos este fim de semana a Solenidade da ASCENÇÃO DO SENHOR. 
Fica aqui a partilha da minha Homilia na Eucaristia Solene em Santo António no ano passado.
Penso que pode ser também este ano, uma vez mais, um bom motivo de reflexão e de reencontro com a Palavra de Deus.

LEITURAS DA EUCARISTIA:
1ª Leitura: atos 1, 1-11
Salmo: 46 (47)
2ª Leitura: Efésios 1, 17-23
Evangelho: Marcos 16, 15-20

Homilia

Escutámos hoje, na primeira leitura o início do livro dos atos dos apóstolos e duas coisas nos revela o início deste livro. Em primeiro lugar que o autor deste livro, que não se identifica, já escreveu outro sobre a vida de Jesus. Hoje nós sabemos que estamos a falar de São Lucas. O evangelista São Lucas escreveu depois, também, este livro dos atos dos Apóstolos que nos narra aquilo que foi ou como foi o tempo da Igreja nascente, das primeiras comunidades.

E o segundo, a segunda coisa que vemos logo aqui no início é a quem se destina este livro. Diriam os Irmãos que estiveram com atenção, que São Lucas escreveu este livro para um amigo, um amigo que se chama Teófilo porque ele diz assim “no meu primeiro livro, oh Teófilo, narrei todas as coisas que Jesus começou a fazer e a ensinar”.

A primeira coisa que nós pensamos é que, na verdade, este livro foi escrito para uma pessoa com o nome de Teófilo. Pois eu digo-vos que não é assim, não é assim. A palavra Teófilo é a fusão ou a união de 2 outras palavras: teos que significa “Deus” e filos que significa “amigo”.

Então se eu perguntasse: afinal a quem se destina este livro é ao amigo de São Lucas? Não, é ao teófilo, é ao amigo de Deus, ou seja a todos os amigos de Deus. São Lucas escreve este livro para todos os amigos de Deus: teófilo.

E o que é que nós encontramos depois? Encontramos o texto a narrar-nos momentos importantes na vida de Jesus. Sobretudo, os últimos momentos da vida de Jesus. Começa por dizer que Ele vem do céu para ensinar, para salvar, escolhe à luz, apresenta-se vida de muitas formas depois da morte, passa pela última ceia e àqueles que escolheu para participarem neste ministério pede para não ser afastarem de Jerusalém até lhes ser indicado, até Ele, Jesus, partir para junto do Pai.

E depois há-de falar dos sacramentos, sobretudo do sacramento do Batismo. Esta é, se repararem bem, uma forma de São Lucas recordar às primeiras comunidades o que é que Jesus na verdade queria dizer, o que é que Jesus na verdade nos pede para fazermos e para sermos? E depois há alguns que ainda pensam que é agora que Ele vai restaurar o reino de Israel. Vejam como estamos no momento da despedida de Jesus, o momento da Ascenção. E Jesus chama os seus para o alto do monte. Porquê? Recordem-se, a montanha é na conceção do povo Judeu, o lugar mais perto de Deus, logo é um lugar primordial de encontro do Homem com Deus, quanto mais alto mais perto de Deus, na consciência daquele tempo.

E Jesus está a despedir-se, e o que é que eles pensavam? É agora que Ele vai cumprir aquilo que está dito no antigo testamento, é agora que Ele vai restaurar o reino de Israel. Vejam como, depois de alguns anos a seguirem Jesus, a ouvirem a Palavra de Jesus, a verem os milagres de Jesus, depois de alguns anos a receberem instruções de como deveriam viver depois da Sua partida, eles ainda não tinham percebido. Será que é agora que Ele vai restaurar o reino de Israel, é agora que Ele vai levar ao fim da espada todos aqueles que são os nossos inimigos? Não tinham percebido a lógica de Jesus, a mensagem de Jesus não é a mensagem da espada, não é a mensagem da guerra, não é a mensagem do ódio, é a mensagem da paz, é a mensagem do Amor, é a mensagem da relação humana, do diálogo humano, do respeito para com o outro, da sua forma de ser, de estar e de acreditar.

E por isso Jesus vem dizer “Não vos preocupeis. Ireis receber o Espírito Santo, ireis receber o Espírito da Verdade. É o Espírito de Deus que vos dirá toda a verdade. Por isso eu vou partir, diz Jesus, mas vós ficais serenos, aguardai o Espírito de Deus, está a chegar o Espírito Santo. E é através dele que vós ireis entender bem tudo aquilo que Eu procurei transmitir-vos ao longo dos tempos em que estive convosco.” E Jesus diz que através deste Espírito Ele permanece connosco até ao fim dos tempos. ”Eu estarei convosco até ao fim dos tempos”, diz Jesus.

E começa a elevar-se ao Céu. Jesus começa a elevar-se para se despedir, para eles entenderem que agora sim, agora Jesus vai deixar de estar presente. Depois do dia da ressurreição Jesus havia subido ao Pai. Contudo, volta a aparecer durante, dizia o texto, 40 dias, durante 40 dias Jesus vai-se revelando, vai-se mostrando a Maria, a Pedro, a Paulo, a Tomé, aos outros Apóstolos, a algumas mulheres, aos discípulos de Imaluz, Jesus vai-se revelando, Jesus vai-se mostrando para dizer “Eu estou aqui, Eu ressuscitei”. Mas agora ao afastar-se, ao subir ao Céu diante deles e ao ser coberto por uma nuvem, Jesus não vai mais voltar a aparecer, já comunicou tudo o que tinha a comunicar. Agora é a hora da Igreja, agora é a hora do Espírito Santo. E eles ficam ali saber o que fazer. Sentem-se, permitem-me, sentem-se órfãos, “então e agora, o que é que fazemos?” E diz o texto que de imediato dois anjos lhes dizem “Homens da Galileia porque estais a olhar para o Céu, esse Jesus que do meio, do meio de vós foi elevado para o Céu, virá ainda o homem que o vistes ir para o Céu.” O que é que, na verdade, é esta mensagem de Deus através destes dois anjos?

O cristão, não pode ficar a olhar, não posso ficar à espera que venha o que quer que seja do Céu, porque dizia Jesus cá atrás “o dia e a hora ninguém sabe, só o Pai.” Portanto não nos cabe ficarmos aqui à espera, a olhar lá para cima para o céu, a ver se Jesus vem deste ponto ou se vem daquele lá do lado de lá, e se é hoje ou se é amanhã. Nós devemos continuar a missão de Jesus, sem nos preocupar. Porquê? Porque Ele nos envia o Espírito Santo, Ele nos envia o Espírito da Verdade.

O Evangelho tem, então, este grande mandamento que Jesus deixa à comunidade. O Evangelho de São Marcos coloca-nos de novo nessa montanha, na despedida de Jesus. E Jesus já tinha entregue aos seus Apóstolos, o dom do programa tudo o que ligares na terra será ligado nos céus, tudo o que desligares na terra será desligado nos Céus. Jesus já tinha entregue aos seus na última ceia o sacerdócio ministerial com o lava-pés, com o pão e o vinho e quando diz, “fazei isto em Minha memória porque sempre que o fizerdes, Eu estou convosco” e Jesus aqui no momento da despedida vai recordar então o fundamento da missão da Igreja: primeiro. “Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho por toda a tribo, ide e anunciai, não fiqueis parados, a Igreja e os cristãos devem chegar a todo o mundo, para quê? Para levar a todos e a toda a criatura a Palavra do Evangelho, a boa nova do reino de Deus e levando esta palavra convidam ao arrependimento, convidam à conversão, convidam a mudar de vida, e as pessoas devem querer, ao mudar de vida, ser de Jesus, pertencer a Jesus, pertencer à Igreja e a nós Jesus acrescenta “batizai em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, porque aquele que for batizado, esse será salvo.” Pregai o Evangelho do reino de Deus, e batizai em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.

E depois o mesmo texto vai dizer que alguns, estes homens que também têm este poder de perdoar, batizar e consagrar, também têm poder de algumas curas, de alguns milagres, e refere alguns.

São Paulo apela nesta segunda leitura que nós escutámos, na carta aos Efésios, São Paulo está a escrever num contexto muito próprio. Paulo já está preso, Paulo está preso em Roma, sabe que vai morrer. São Paulo quando escreve esta carta sabe que vai morrer, já não vai sair da prisão. E os cristãos devem estar meio perdidos e agora o que é que vamos fazer? O nosso pastor, o nosso mestre está preso, agora quem é que nos ajuda a ter força, quem nos ajuda a caminhar, quem nos diz o que temos de fazer, e começavam as comunidades a ter quezílias entre elas. Começam logo alguns membros da comunidade a dizer “então, mas nós sabemos o que fazer”, e outros a dizerem “esperem é melhor vermos”, alguns querem dar nas vistas e outros começam a chegar-se para trás, lá muito para trás, outros que dizem “eu é que sei aqui dentro da comunidade, eu é que sei fazer, tu não percebes nada disto” e os outros a recuar com medo, com receio, com vergonha e é exatamente por isso que São Paulo escreve para lhes dizer “O que é que se passa convosco? Eu estou preso”, diz são Paulo, “Eu estou preso por causa do Evangelho e não estou a lamuriar-me, e não estou a criar problemas. E Eu sei”, diz Paulo ”que aí nas comunidades já estais à guerra uns com os outros, cristãos à guerra uns com os outros porque um faz e o outro não faz, porque o outro fez e o outro desfez, porque o outro não faz e não deixa fazer, já estais à guerra uns com os outros.” Então Paulo vem dizer “Recomendo-vos que vos comportais segundo a maneira de viver a que fostes chamado”

Oh, Irmãos, eu posso errar, eu posso errar, mas eu penso que esta palavra São Paulo escrita há mais de 2000 anos continua a ser atual, continua a ser atual.

São Paulo pede que nos comportemos todos nós, e eu também, todos nós de acordo com a maneira a que fomos chamados, como cristãos, como homens e mulheres de paz, de serenidade, de amor, de solidariedade, “comportei-vos segundo a maneira de viver a que foste chamado”. E depois vai dizer algumas coisas que devem ser, digamos, as caraterísticas do cristão. Diz ele “Procedei com, humildade, com mansidão, com paciência, suportai-vos” este verbo suportar significa amai-vos, ajudai-vos uns aos outros com caridade (a caridade não é dar esmolinhas só para descargo de consciência, a caridade em São Paulo é o amor ao templo, é o amor ao desinteressado, é o amor verdadeiro. E depois continua “e empenhai-vos a manter a unidade do Espírito pelo vínculo da paz”. Haja paz entre os Homens, mantendo-vos unidos entre vós, fazei tudo para que haja paz na comunidade, tudo. E porque é que diz São Paulo isto, porque “há um só corpo e um só Espírito, há uma só fé, há um só batismo, há uma só esperança, há um só Deus e Pai de todos que está acima de todos e tudo em todos.

Nós, às vezes, às vezes nas nossas Igrejas e nas nossas comunidades não vivemos assim. Uns são do padre, outros são da catequista, outros são do acólito, outros são da acólita, outros são de Nossa Senhora, mas não são do Santíssimo Sacramento, outros são de Santo António, mas não são do Santíssimo Sacramento, outros vêm à Eucaristia por causa do Padre, mas não por causa de Jesus.

Há um só corpo, um só Espírito, uma só esperança, um só Senhor, uma só fé, um só batismo, um só Deus e Pai.

Voltemos atrás, “Irmãos”, diz são Paulo, “recordemos que vos comporteis segundo a maneira de viver a que fostes chamado.” E foi esta a forma de viver que nós fomos chamados, foi esta, não foi outra, foi esta. Claro, volto a dizer, é importante quando simpatizamos com o padre desta igreja ou daquela, quando é uma pessoa simpática, uma pessoa que acolhe, uma pessoa que escutamos bem, uma pessoa que nos fala bem, claro que é importante a minha devoção a Nossa Senhora, a Santo António, a são Francisco, é importantíssima a minha devoção ao Santíssimo Sacramento na Eucaristia que é Jesus presente no meio de nós, mas não devemos cada um de nós viver uma fé ao seu jeito, não pode o cristão viver a fé quando lhe apetece ou como lhe apetece. Há um só Senhor, é a Ele que devemos recorrer. Há um só Espírito, é a Ele que devemos entregar a nossa vida. Porque depois, de fato diz São Paulo, “Foi Jesus que nos constitui Apóstolos, outros Evangelistas, a outros Pastores, a outros mestres,” quer dizer que os cristãos não são todos iguais. Nem todos podem ser padres, nem todos podem ser catequistas, nem todos podem ser ministros da comunhão, nem todos podem ser acólitos, nem todos podem ler, nem todos podem rezar o terço, nem todos podem arranjar as flores, nem todos podem cantar, nem todos... Cada um de nós deve abrir-se ao Espírito Santo e perceber o que é que eu posso fazer de bom e de bem e ir ter com o sacerdote e dizer, olhe eu gostaria de fazer isto, acha que sou a pessoa indicada para isso? Pois é, mas se o padre diz que não “aqui del rei”, o padre é mau. Já não é simpático, o padre.

Pois São Paulo desafia-nos a olharmos para a nossa vida e a nossa relação com Deus. Entendamos Irmãos e Irmãs, que todos nós somos importantes na Igreja, todos. O Padre não é mais importante que nenhum dos Irmãos, não é. Eu não me sinto mais importante do que nenhum dos Irmãos que esteja aqui de pé, de todo.

Agora cada um de nós tem de entender na Igreja a sua missão, uns de cantar, outros de rezar, outros de ornamentar os altares, outros de pregar, outros de perdoar, outros de acolitar, outros de ler, outros de ministrarem a Eucaristia ou então no silêncio a rezar, ou então no silêncio a rezar. Cada um de nós deve abrir-se ao Espírito de Deus e tentar perscrutar no seu coração aquilo que Deus lhe pede, contudo, convertermo-nos na maneira a que formos, a que fomos chamados por Jesus.

Fátima: Prece à Mãe

Vai chegar a noite em Portugal...
Mas é uma noite muito especial para tantos milhões de Portugueses e Luso descendentes em todo o mundo.
É noite especial para muitos homens e mulheres que em todo o mundo celebram Maria, a Mãe de Jesus e Mãe nossa, que se dignou vir a esta terra trazer uma mensagem de paz e amor.
Pela televisão assiste o mundo, em directo, à Procissão de velas. Todos os anos, cheio o recinto do Santuário, um mar de luz que torna em brancura a noite fria e a noite da nossa vida porque acompanhar a Mãe, cantar-lhE louvores, suaviza o nosso viver.
Muito criticam estes gestos que por todo o mundo se repetem, ferem a dignidade de Nossa Senhora, aviltam a liberdade de Deus se manifestar como e onde lhE aprouve.
Com Paulo VI, Fátima, deixa de ser Portugal, passa a ser o "altar do mundo".
Com São João Paulo II, Fátima deixa de ser simplesmente o "altar do mundo" para ser parte do coração e da vida deste querido devoto de Nossa Senhora, a Senhora de Fátima, que o salvou e que hoje, cravada na Sua Coroa, guarda a bala que atravessara o corpo do Supremo Pastor. Fátima é ainda a guardiã do anel Episcopal de São João Paulo II.
Bento XVI, há um ano, recordava a importância a atualização da mensagem de Fátima e reafirmava o seu amor e devoção a este Santuário e o quanto a Igreja sente bem presente, aqui, a presença maternal de Maria.
É com muita comoção que escrevo escutando "Avé Maria"...
"Senhora um dia descestes, à terra que em vós confia...."
Sim Mãe... somos os teus filhos que em ti confiam...
Na verdade Mãe... não existe, não pode existir identidade portuguesa sem que se manifeste esta confiança para com a Mãe de Jesus.
"Salvé, Regina, ora pro nobis Maria..." se canta.
Olha e roga por nós, ó Mãe...
Olha pelos meus pais, pelos meus irmãos, cunhados e sobrinhos...
Olha Mãe por todos os meus AMIGOS... tantas vezes me sinto um ingrato por nao ser capaz de os olhar com o Teu olhar maternal ou com o olhar de Jesus.
Olha Maria por todos os que se confiam à minha oração... e são tantos Mãe, são tantos...
Olha por todos os que fazem deste espaço "Retalhos" um lugar de encontro e oração e, neste mês, de olhar para ti em directo na Tua Capelinha.
Maria, MUlher e Mãe, olha por mim... "eu sou Teu filho também..."
"Salvé, Regina! Salvé, Regina... ora pro nobis Maria!"

51.ª Semana das Vocações

Iniciámos hoje, em Portugal, a 51.ª Semana de Oração pelas Vocações sob o tema "Vocações, testemunho da Verdade".
Na coluna da direita clicando na imagem têm acesso a todo o caderno de apoio para esta semana, textos, orações, vigilias, mensagens.
Pode ser um bom contributo para quem quer acompanhar o que nas diversas dioceses se vai celebrando.
Aqui deixo também a mensagem do Santo Padre para esta semana de Oração.
 
Que o Senhor que a todos nos chama a uma vocação específica e distinta das demais, nos ajude a sermos vocacionados que sabem dar testemunho d'Ele mesmo, a Verdade.
MENSAGEM DO SANTO PADRE FRANCISCO
PARA O 51º DIA MUNDIAL DE ORAÇÃO PELAS VOCAÇÕES
11 DE MAIO DE 2014 - IV DOMINGO DE PÁSCOA
Vocações, testemunho da verdade
 
Amados irmãos e irmãs!
1. Narra o Evangelho que «Jesus percorria as cidades e as aldeias (...). Contemplando a multidão, encheu-Se de compaixão por ela, pois estava cansada e abatida, como ovelhas sem pastor. Disse, então, aos seus discípulos: “A messe é grande, mas os trabalhadores são poucos. Rogai, portanto, ao Senhor da messe para que envie trabalhadores para a sua messe”» (Mt 9, 35-38). Estas palavras causam-nos surpresa, porque todos sabemos que, primeiro, é preciso lavrar, semear e cultivar, para depois, no tempo devido, se poder ceifar uma messe grande. Jesus, ao invés, afirma que «a messe é grande». Quem trabalhou para que houvesse tal resultado? A resposta é uma só: Deus. Evidentemente, o campo de que fala Jesus é a humanidade, somos nós. E a acção eficaz, que é causa de «muito fruto», deve-se à graça de Deus, à comunhão com Ele (cf. Jo 15, 5). Assim a oração, que Jesus pede à Igreja, relaciona-se com o pedido de aumentar o número daqueles que estão ao serviço do seu Reino. São Paulo, que foi um destes «colaboradores de Deus», trabalhou incansavelmente pela causa do Evangelho e da Igreja. Com a consciência de quem experimentou, pessoalmente, como a vontade salvífica de Deus é imperscrutável e como a iniciativa da graça está na origem de toda a vocação, o Apóstolo recorda aos cristãos de Corinto: «Vós sois o seu [de Deus] terreno de cultivo» (1 Cor 3, 9). Por isso, do íntimo do nosso coração, brota, primeiro, a admiração por uma messe grande que só Deus pode conceder; depois, a gratidão por um amor que sempre nos precede; e, por fim, a adoração pela obra realizada por Ele, que requer a nossa livre adesão para agir com Ele e por Ele.
2. Muitas vezes rezámos estas palavras do Salmista: «O Senhor é Deus; foi Ele quem nos criou e nós pertencemos-Lhe, somos o seu povo e as ovelhas do seu rebanho» (Sal 100/99, 3); ou então: «O Senhor escolheu para Si Jacob, e Israel, para seu domínio preferido» (Sal 135/134, 4). Nós somos «domínio» de Deus, não no sentido duma posse que torna escravos, mas dum vínculo forte que nos une a Deus e entre nós, segundo um pacto de aliança que permanece para sempre, «porque o seu amor é eterno!» (Sal 136/135, 1). Por exemplo, na narração da vocação do profeta Jeremias, Deus recorda que Ele vigia continuamente sobre a sua Palavra para que se cumpra em nós. A imagem adoptada é a do ramo da amendoeira, que é a primeira de todas as árvores a florescer, anunciando o renascimento da vida na Primavera (cf. Jr 1, 11-12). Tudo provém d’Ele e é dádiva sua: o mundo, a vida, a morte, o presente, o futuro, mas – tranquiliza-nos o Apóstolo - «vós sois de Cristo e Cristo é de Deus» (1 Cor 3, 23). Aqui temos explicada a modalidade de pertença a Deus: através da relação única e pessoal com Jesus, que o Baptismo nos conferiu desde o início do nosso renascimento para a vida nova. Por conseguinte, é Cristo que nos interpela continuamente com a sua Palavra, pedindo para termos confiança n’Ele, amando-O «com todo o coração, com todo o entendimento, com todas as forças» (Mc 12, 33). Embora na pluralidade das estradas, toda a vocação exige sempre um êxodo de si mesmo para centrar a própria existência em Cristo e no seu Evangelho. Quer na vida conjugal, quer nas formas de consagração religiosa, quer ainda na vida sacerdotal, é necessário superar os modos de pensar e de agir que não estão conformes com a vontade de Deus. É «um êxodo que nos leva por um caminho de adoração ao Senhor e de serviço a Ele nos irmãos e nas irmãs» (Discurso à União Internacional das Superioras Gerais, 8 de Maio de 2013). Por isso, todos somos chamados a adorar Cristo no íntimo dos nossos corações (cf. 1 Ped 3, 15), para nos deixarmos alcançar pelo impulso da graça contido na semente da Palavra, que deve crescer em nós e transformar-se em serviço concreto ao próximo. Não devemos ter medo: Deus acompanha, com paixão e perícia, a obra saída das suas mãos, em cada estação da vida. Ele nunca nos abandona! Tem a peito a realização do seu projecto sobre nós, mas pretende consegui-lo contando com a nossa adesão e a nossa colaboração.
3. Também hoje Jesus vive e caminha nas nossas realidades da vida ordinária, para Se aproximar de todos, a começar pelos últimos, e nos curar das nossas enfermidades e doenças. Dirijo-me agora àqueles que estão dispostos justamente a pôr-se à escuta da voz de Cristo, que ressoa na Igreja, para compreenderem qual possa ser a sua vocação. Convido-vos a ouvir e seguir Jesus, a deixar-vos transformar interiormente pelas suas palavras que «são espírito e são vida» (Jo 6, 63). Maria, Mãe de Jesus e nossa, repete também a nós: «Fazei o que Ele vos disser!» (Jo 2, 5). Far-vos-á bem participar, confiadamente, num caminho comunitário que saiba despertar em vós e ao vosso redor as melhores energias. A vocação é um fruto que amadurece no terreno bem cultivado do amor uns aos outros que se faz serviço recíproco, no contexto duma vida eclesial autêntica. Nenhuma vocação nasce por si, nem vive para si. A vocação brota do coração de Deus e germina na terra boa do povo fiel, na experiência do amor fraterno. Porventura não disse Jesus que «por isto é que todos conhecerão que sois meus discípulos: se vos amardes uns aos outros» (Jo 13, 35)?
4. Amados irmãos e irmãs, viver esta «medida alta da vida cristã ordinária» (João Paulo II, Carta ap. Novo millennio ineunte, 31) significa, por vezes, ir contra a corrente e implica encontrar também obstáculos, fora e dentro de nós. O próprio Jesus nos adverte: muitas vezes a boa semente da Palavra de Deus é roubada pelo Maligno, bloqueada pelas tribulações, sufocada por preocupações e seduções mundanas (cf. Mt 13, 19-22). Todas estas dificuldades poder-nos-iam desanimar, fazendo-nos optar por caminhos aparentemente mais cómodos. Mas a verdadeira alegria dos chamados consiste em crer e experimentar que o Senhor é fiel e, com Ele, podemos caminhar, ser discípulos e testemunhas do amor de Deus, abrir o coração a grandes ideais, a coisas grandes. «Nós, cristãos, não somos escolhidos pelo Senhor para coisas pequenas; ide sempre mais além, rumo às coisas grandes. Jogai a vida por grandes ideais!» (Homilia na Missa para os crismandos, 28 de Abril de 2013). A vós, Bispos, sacerdotes, religiosos, comunidades e famílias cristãs, peço que orienteis a pastoral vocacional nesta direcção, acompanhando os jovens por percursos de santidade que, sendo pessoais, «exigem uma verdadeira e própria pedagogia da santidade, capaz de se adaptar ao ritmo dos indivíduos; deverá integrar as riquezas da proposta lançada a todos com as formas tradicionais de ajuda pessoal e de grupo e as formas mais recentes oferecidas pelas associações e movimentos reconhecidos pela Igreja» (João Paulo II, Carta ap. Novo millennio ineunte, 31).
Disponhamos, pois, o nosso coração para que seja «boa terra» a fim de ouvir, acolher e viver a Palavra e, assim, dar fruto. Quanto mais soubermos unir-nos a Jesus pela oração, a Sagrada Escritura, a Eucaristia, os Sacramentos celebrados e vividos na Igreja, pela fraternidade vivida, tanto mais há-de crescer em nós a alegria de colaborar com Deus no serviço do Reino de misericórdia e verdade, de justiça e paz. E a colheita será grande, proporcional à graça que tivermos sabido, com docilidade, acolher em nós. Com estes votos e pedindo-vos que rezeis por mim, de coração concedo a todos a minha Bênção Apostólica.
Vaticano, 15 de Janeiro de 2014
FRANCISCO

 

Canonização: Homilia de Francisco

SANTA MISSA E CANONIZAÇÃO DOS BEATOS JOÃO XXIII E JOÃO PAULO II

 
 
HOMILIA DO PAPA FRANCISCO

Praça de São Pedro
II Domingo de Páscoa (ou da Divina Misericórdia), 27 de Abril de 2014
           
No centro deste domingo, que encerra a Oitava de Páscoa e que São João Paulo II quis dedicar à Misericórdia Divina, encontramos as chagas gloriosas de Jesus ressuscitado.

Já as mostrara quando apareceu pela primeira vez aos Apóstolos, ao anoitecer do dia depois do sábado, o dia da Ressurreição. Mas, naquela noite – como ouvimos –, Tomé não estava; e quando os outros lhe disseram que tinham visto o Senhor, respondeu que, se não visse e tocasse aquelas feridas, não acreditaria. Oito dias depois, Jesus apareceu de novo no meio dos discípulos, no Cenáculo, encontrando-se presente também Tomé; dirigindo-Se a ele, convidou-o a tocar as suas chagas. E então aquele homem sincero, aquele homem habituado a verificar tudo pessoalmente, ajoelhou-se diante de Jesus e disse: «Meu Senhor e meu Deus!» (Jo 20, 28).

Se as chagas de Jesus podem ser de escândalo para a fé, são também a verificação da fé. Por isso, no corpo de Cristo ressuscitado, as chagas não desaparecem, continuam, porque aquelas chagas são o sinal permanente do amor de Deus por nós, sendo indispensáveis para crer em Deus: não para crer que Deus existe, mas sim que Deus é amor, misericórdia, fidelidade. Citando Isaías, São Pedro escreve aos cristãos: «pelas suas chagas, fostes curados» (1 Ped 2, 24; cf. Is 53, 5).

São João XXIII e SãoJoão Paulo II tiveram a coragem de contemplar as feridas de Jesus, tocar as suas mãos chagadas e o seu lado trespassado. Não tiveram vergonha da carne de Cristo, não se escandalizaram d’Ele, da sua cruz; não tiveram vergonha da carne do irmão (cf. Is 58, 7), porque em cada pessoa atribulada viam Jesus. Foram dois homens corajosos, cheios da parresia do Espírito Santo, e deram testemunho da bondade de Deus, da sua misericórdia, à Igreja e ao mundo.

Foram sacerdotes, bispos e papas do século XX. Conheceram as suas tragédias, mas não foram vencidos por elas. Mais forte, neles, era Deus; mais forte era a fé em Jesus Cristo, Redentor do homem e Senhor da história; mais forte, neles, era a misericórdia de Deus que se manifesta nestas cinco chagas; mais forte era a proximidade materna de Maria.

Nestes dois homens contemplativos das chagas de Cristo e testemunhas da sua misericórdia, habitava «uma esperança viva», juntamente com «uma alegria indescritível e irradiante» (1 Ped 1, 3.8). A esperança e a alegria que Cristo ressuscitado dá aos seus discípulos, e de que nada e ninguém os pode privar. A esperança e a alegria pascais, passadas pelo crisol do despojamento, do aniquilamento, da proximidade aos pecadores levada até ao extremo, até à náusea pela amargura daquele cálice. Estas são a esperança e a alegria que os dois santos Papas receberam como dom do Senhor ressuscitado, tendo-as, por sua vez, doado em abundância ao Povo de Deus, recebendo sua eterna gratidão.

Esta esperança e esta alegria respiravam-se na primeira comunidade dos crentes, em Jerusalém, de que falam os Actos dos Apóstolos (cf. 2, 42-47), que ouvimos na segunda Leitura. É uma comunidade onde se viveo essencial do Evangelho, isto é, o amor, a misericórdia, com simplicidade e fraternidade.

E esta é a imagem de Igreja que o Concílio Vaticano II teve diante de si. João XXIII e João Paulo II colaboraram com o Espírito Santo para restabelecer e actualizar a Igreja segundo a sua fisionomia originária, a fisionomia que lhe deram os santos ao longo dos séculos. Não esqueçamos que são precisamente os santos que levam avante e fazem crescer a Igreja. Na convocação do Concílio,São João XXIII demonstrou uma delicada docilidade ao Espírito Santo, deixou-se conduzir e foi para a Igreja um pastor, um guia-guiado, guiado pelo Espírito. Este foi o seu grande serviço à Igreja; por isso gosto de pensar nele como o Papa da docilidade ao Espírito Santo.

Neste serviço ao Povo de Deus, São João Paulo II foi o Papa da família. Ele mesmo disse uma vez que assim gostaria de ser lembrado: como o Papa da família. Apraz-me sublinhá-lo no momento em que estamos a viver um caminho sinodal sobre a família e com as famílias, um caminho que ele seguramente acompanha e sustenta do Céu.

Que estes doisnovos santos Pastores do Povode Deus intercedam pela Igreja para que, durante estes doisanos de caminho sinodal, seja dócilao Espírito Santono serviço pastoral à família. Que ambos nos ensinem a não nos escandalizarmos das chagas de Cristo, a penetrarmos no mistério da misericórdia divina que sempre espera, sempre perdoa, porque sempre ama.
 

Cristo Vive! (Lagoa)

Lagoa: Bênção do Lume Novo
“Porque buscais entre os mortos Aquele vive? Não está aqui, ressuscitou como disse” Ide dizer…”
Lagoa: Eis a Luz de Cristo
  
Caríssimos Amigos da família Retalhos, votos de continuação de um Santo Tempo Pascal.
Durante toda esta semana da oitava da Páscoa, a Igreja vive a liturgia, como se continuasse ainda na manhã daquele dia da Ressurreição. Por isso, para todos nós, ainda é a Páscoa do Senhor e a nossa Páscoa.
Como calculais durante a Semana Santa e até ontem a minha vida foi de muito trabalho e serviço pastoral.
 
Há 26 anos eu venho ajudar nas celebrações pascais e sobretudo no chamado compasso ou visita pascal (andar de casa em casa com uma equipa levando a Cruz e uma mensagem de esperança) no norte do país. No ano passado em Avidos e este ano na Lagoa, junto a Famalicão, terras que sempre me acolhem com tanta ternura como se na minha aldeia estivesse. Aproveito para deixar aqui um sentimento de muita gratidão a todos os que comigo celebraram esta Páscoa na Lagoa. Que beleza de celebrações, dos três coros que cantaram, os Escuteiros, os Brancos, a Comunidade em Geral com o seu couro também na Eucaristia da manhã, as equipas e a muita alegria pascal que reinou entre nós e toda a simplicidade e fé com que acolheram a Cruz em suas casas...
 Os padres são cada vez menos e o serviço pastoral não diminuiu, muito pelo contrário, nalguns casos aumentou. Felizmente há cada vez mais uma maior consciência do lugar e do brilhante papel e missão dos leigos na Igreja e que o Papa Francisco tanto tem recordado.
Mas hoje que já posso parar um pouco, não quero deixar de vos vir dizer que não estais esquecidos, aqui no Retalhos, dizer-vos que vos tive presente de forma muito especial neste tempo de graça, e sobretudo na Vigília Pascal, a Celebração Mãe de todas as celebrações cristãs. Tive-vos presente como aos vossos familiares, às vossas intenções e a todos aqueles que habitualmente tendes presentes no vosso coração e nas vossas preces ao Pai 
Recordando aquele momento sublime, junto à Cruz, onde Cristo a todos nos confiou, em João, a Sua Mãe, reconheci-me a mim mesmo e a cada um de vós no Discípulo amado.
Quis dizer a Jesus que, como aquele discípulo, também nós recebemos e acolhemos Maria como nossa Mãe, mais do que em nossa casa, porque muitos são os que a recebem na sua casa mas não A olham, não A amam, não A acolhem como sua Mãe, e esta é a expressão que o Evangelho de João nos recorda que o “discípulo amado a acolheu como Sua, desde aquela hora”.
Celebrar este grande mistério da Páscoa, com a paixão, morte e ressurreição de Cristo, mais não é que celebrar a nossa peregrinação sobre esta terra. Nós somos parte deste Cristo que, por todo o Amor infinito que o Pai tem para connosco, nos dá um Filho que pela entrega do Seu Sangue cria e estabelece entre nós e o Pai uma nova e eterna Aliança.
Por isso o Precónio Pascal, este grande e belíssimo hino que anuncia na Vigília Pascal a vitória do Redentor sobre o pecado e a morte, nos vai recordando que esta culpa do nosso pecado contraído em Adão é feliz porque, nos mereceu um tão grande redentor e libertador em Jesus Cristo o Cordeiro Imolado. 
Ao longo destes dias toda a liturgia nos vai apresentando as várias aparições do Ressuscitado aos Apóstolos, e a outras muitas pessoas, convidando a mudar de vida e ser cada vez mais testemunhas de que Cristo é uma realidade Viva e operante no dia a dia do Cristão.
Na certeza do túmulo vazio e na esperança daquela Vida que não tem fim, a Vida em Deus,
 
Desejo-vos a todos a continuação de um Santo Tempo Pascal.
Com muita estima e amizade, na oração diante do Ressuscitado,
Fr. Albertino S. Rodrigues  OFM

AVISO LEGAL – Procurarei fazer, neste blog, uma utilização cautelosa de textos, imagens, sons e outros dados, respeitando os direitos autoriais dos mesmos. Sempre que a legislação exigir, ou reclamados os referidos direitos de autor, procurarei prontamente respeitá-los, corrigindo informação ou retirando os mesmos do blog

 
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