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Preparai o caminho do Senhor...

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04 dezembro 2016

Advento: Tempo de caminho

No Advento, vários símbolos nos ajudam a mergulhar no mistério da encarnação e a vivenciar melhor este tempo de salvação. Entre eles a coroa do Advento.
Feita de ramos verdes entrelaçados, forma um círculo, no qual são colocadas 4 velas que representam as 4 semanas do Advento.  Mas que nos traz de novo a liturgia?

Vejamos o que nos diz o Profeta Baruc 5, 1-9
Já leram?
Podem fazê-lo através da Bíblia on-line, aí na coluna da direita. A mulher israelita que perdia o marido ou um filho vestia-se de luto, sentava-se no chão, não se ungia com perfumes, não preparava alimento. Tentava, assim, revelar a todos a sua dor, o seu desespero.

Este texto compara Jerusalém a uma viúva desolada, como referência a um dos mais dramáticos acontecimentos da história de Israel: a Cidade Santa foi destruída; os seus habitantes acorrentados e deportados; o seu território devastado.
Passados muitos anos, após a tomada de Jerusalém por Nabucodonosor, Deus fez surgir de entre os desterrados da Babilónia um profeta e enviou-o a anunciar esta mensagem de esperança e de alegria: «Jerusalém, tira as vestes de luto e de aflição; reveste-te para sempre dos adornos da glória que te vem de Deus.» Como sinal de transformação, Jerusalém recebe nomes novos: «Paz da Justiça e Glória da Piedade!» O nome identifica a pessoa. Mudar o nome é atribuição de nova personalidade. Jerusalém tem novo rumo: tornar-se-á lugar onde reinará a verdadeira paz, fruto da justiça.
Na nossa relação com Deus, connosco, com os outros e com todos os seres criados, com que nome novo nos queremos identificar?
Poderá Deus chamar-me lugar de paz, de partilha, de justiça, de amor em fraternidade universal? E com que nome novo poderemos indicar a nossa família, a nossa comunidade cristã e mesmo a nossa nação?
A nossa missão é:
* colaborar na realização do projecto libertador que Deus nos oferece em Cristo Jesus;
* permanecer na fidelidade ao amor com que Deus nos ama, amando-nos uns aos outros.

Vejamos ainda o que nos diz Paulo com a Carta aos Filipenses 1, 4-6.8-11
Os Israelitas iniciam a sua oração com uma ‘bênção’; só depois apresentam ao Senhor os seus pedidos. Este texto é esse exemplo de oração judaica composta por duas partes:
1ª - (vv. 4-6) – Paulo reconhece as maravilhas que Deus realizou em Filipos e ‘Abençoa-O’, isto é, dá-Lhe graças.2ª - (vv. 9-11) – pede a Deus que, entre os Filipenses (a primeira comunidade cristã da Europa).
Reconhecemos as maravilhas que o Espírito realiza em nós: os nossos relacionamentos já são bons, em amizade, em ajuda mútua e fraterna.
Damos-lhe graças com esta certeza e confiança:
1º Tu, Senhor, que começaste em nós tão boa obra, hás-de levá-la a bom termo até ao dia de Cristo Jesus, como fizeste em Filipos.
2º Faz-nos, Senhor, anunciadores do Evangelho com palavras e por obras, como Evangelho vivo.


Meditemos também no Evangelho de Lucas 3, 1-6

Preparai o caminho do Senhor, endireitai as suas veredas e toda a criatura verá a salvação de Deus. Neste trecho do Evangelho, Lucas, o evangelista do Ano C, faz uma introdução histórica, para nos dizer que a intervenção de Deus na história da humanidade aconteceu num momento preciso e num lugar bem definido. Em seguida, introduz em cena a primeira personagem, o Baptista:
«foi dirigida a Palavra de Deus a João, filho de Zacarias, no deserto». Do lugar da sua vocação, o deserto, João vai para a região do Jordão. Anuncia um baptismo de conversão para o perdão dos pecados. Para esclarecer a missão que João é chamado a desempenhar, Lucas cita uma frase do profeta Isaías: «Uma voz clama no deserto: ‘Preparai o caminho do Senhor, endireitai as suas veredas. Sejam alteados todos os vales e abatidos os montes e as colinas; endireitem-se os caminhos tortuosos e aplanem-se as veredas escarpadas; e toda a criatura verá a salvação de Deus’ (Is 40, 3-5)».
Esta linguagem deve ser entendida como símbolo de uma outra realidade.
Na linguagem bíblica:
· os caminhos tortuosos são as escolhas insensatas, as situações de injustiça
· os vales que urge altear são as desigualdades económicas
· os montes e as colinas representam ‘a vã soberba de mandar’, a arrogância de quem pretende de todas as formas impor-se com altivez para dominar os que não lhe fazem reverências nem obséquios.
O Reino de Deus é incompatível com atitudes altaneiras e redutoras da dignidade da pessoa e do amor preferencial de Jesus pelos mais deserdados.
Confrontando a realidade que vivemos com esta Palavra, dá-nos vontade de afirmar: nada mudou. Estamos nas mesmas circunstâncias.
Surge e renova-se a promessa: “toda a criatura verá a salvação de Deus”. Deus não reserva a sua salvação a alguns privilegiados. Ele oferece-a a todos.
Ninguém será excluído por Ele. O ser humano, considerado no seu aspecto frágil e sujeito ao fracasso, comete erros, sofre a solidão e o abandono.
Mas o Senhor proclama: mesmo o abismo de culpa, por mais profundo e escuro que seja, será visitado e iluminado pelo seu amor: “toda a criatura verá a salvação de Deus”
A Igreja é o novo povo de Deus.
Somos vocacionados ao amor.
Eis que o Senhor vem sempre de novo, com o seu amor fiel. Em caminhada de Advento, preparemos os caminhos do Senhor. Ele conta connosco.
E dá-nos a certeza de que nada O impedirá de realizar, connosco, o seu sonho de AMOR.

Ir. Maria Rosária Nunes (F. M. M.)

27 novembro 2016

ADVENTO: Figuras marcantes

As figuras do advento
Isaías - Isaías é o profeta que, durante os tempos difíceis do exílio do povo eleito, levava a consolação e a esperança. Na segunda parte do seu livro, dos capítulos 40 - 55 (Livro da Consolação), anuncia a libertação, fala de um novo e glorioso êxodo e da criação de uma nova Jerusalém, reanimando assim os exilados.
As principais passagens deste livro são proclamadas durante o tempo do Advento num anúncio perene de esperança para os homens de todos os tempos. Ele que no capitulo 7 do seu livro já anuncia a vinda do Senhor.

João Baptista - É o último dos profetas e segundo o próprio Jesus, "mais que um profeta", "o maior entre os que nasceram de mulher", o mensageiro que veio diante d'Ele a fim de lhe preparar o caminho, anunciando a sua vinda (Lc 7, 26 - 28), pregando aos povos a conversão, pelo conhecimento da salvação e perdão dos pecados (Lc 1, 76s). A figura de João Baptista ao ser o precursor do Senhor e aponta como presença já estabelecida no meio do povo, encarna todo o espírito do Advento. Por isso ele ocupa um grande espaço na liturgia desse tempo, em especial no segundo e no terceiro domingo. João Baptista é o modelo dos que são consagrados a Deus e que, no mundo de hoje, são chamados a também ser profetas e profetisas do reino, vozes no deserto e caminho que sinaliza para o Senhor, permitindo, na própria vida, o crescimento de Jesus e a diminuição de si mesmo, levando, por sua vez os homens a despertar do torpor do pecado.

José - Nos textos bíblicos do Advento, se destaca José, esposo de Maria, o homem justo e humilde que aceita a missão de ser o pai adoptivo de Jesus. Ao ser da descendência de David e pai legal de Jesus, José tem um lugar especial na encarnação, permitindo que se cumpra em Jesus o título messiânico de "Filho de David".José é justo por causa de sua fé, modelo de fé dos que querem entrar em diálogo e comunhão com Deus.

Maria – É a personagem central do Advento. É a "Cheia de graça", a "bendita entre as mulheres", a "Virgem", a "Esposa de Jesus", a "serva do Senhor". É a mulher nova, a nova Eva que restabelece e recapitula no desígnio de Deus pela obediência da fé o mistério da salvação. É a Filha de Sião, a que representa o Antigo e o Novo Israel. É a Virgem do Sim a Deus. É a Virgem da escuta e acolhe. Maria aceitou ser a mãe de Jesus Cristo, o Filho de Deus Salvador. A Liturgia do Advento sintetiza a função de Maria no Natal de Jesus:
"Nós vos louvamos, nós vos bendizemos e vos glorificamos pelo Mistério da Virgem Mãe. Porque, se do antigo adversário nos veio a ruína, no seio da Filha de Sião germinou aquele que nos nutre com o pão celestial, e fez brotar para todo o género humano a salvação e a paz. A graça que Eva nos arrebatou nos foi devolvida em Maria. Nela, mãe de todos os homens, a maternidade, redimida do pecado e da morte, abre-se ao dom de uma vida nova. Assim, onde havia crescido o pecado, superabundou vossa misericórdia em Cristo nosso Salvador. Por isso nós, enquanto esperamos a vinda do Cristo, unidos aos anjos e aos santos, cantamos o hino louvor" (Prefácio IV).
http://www.pucrs.br/pastoral/advento

03 novembro 2016

A fraqueza do Papa Francisco

A fraqueza de Francisco
(PROFESSOR JOÃO CÉSAR DAS NEVES - DN)
 
O encanto do Papa Francisco torna-o mundialmente popular. Apesar disso, alguns criticam-no veementemente. Isso é normal e aconteceu com todos os antecessores. Menos habitual é que entre os mais exaltados estejam cristãos devotos e piedosos, acusando-o de desvirtuar elementos centrais da doutrina católica, dividir a Igreja e introduzir erros no ensinamento revelado. A imputação é grave, mas será verdadeira?
As censuras não se justificam com base nos documentos doutrinais do pontificado. O Papa Francisco já publicou grandes textos de referência, duas exortações apostólicas e duas encíclicas, que se contam entre os textos mais fiéis, profundos e belos da Igreja das últimas décadas; e isso é dizer muito, dada a longa sequência de notáveis ensinamentos papais.
No tão controverso tema da família e da sexualidade, por exemplo, o Papa convocou dois sínodos, cujo resultado foi a exortação Amoris Laetitia, o maior documento pontifício da história. Nele está a afirmação clara e inequívoca da doutrina católica: do divórcio (41, 123, 246) às uniões de facto (52, 212, 294) e casamento homossexual (52, 251); da ideologia do género (56), feminismo (54, 173), homossexualidade (250), manipulações genéticas (56), preservativo (68, 82, 222), aborto (42, 179), eutanásia (48, 83), etc. As posições da Igreja, hoje violentamente atacadas, são retomadas numa linguagem clara, colorida e espiritual. Não pode haver dúvida acerca da sua ortodoxia e de como este documento ajuda os cristãos a compreender e a explicar a sua moral.
As censuras, porém, não surgem a esse nível. Os críticos, em geral, admitem que as afirmações dogmáticas de Francisco são correctas. O pomo de discórdia está sobretudo nas suas atitudes, alegadamente ambíguas, que minam esses pronunciamentos. As acusações referem que, ao ser confrontado com casos reais e situações específicas, a firmeza de doutrina parece posta em causa, pela reacção tolerante e ambivalente do Papa. Não é no campo dos princípios, mas nas aplicações práticas que, dizem, ele cede, desliza, transige.
Porque o faz? Em todos os casos citados existe sempre um elemento comum: pessoas a sofrer. Este é o núcleo central do carácter do Papa, a fraqueza de Francisco. Defrontado com dor pessoal, abandona o resto e fixa-se na compaixão concreta por essa alma. Afinal a censura pode ser resumida numa frase: "Este homem acolhe os pecadores e come com eles" (Lc 15, 2).
Francisco conhece, defende e proclama a doutrina da Igreja sobre todos os assuntos, do capitalismo ao adultério, do celibato à ecologia. Ele acredita mesmo que essa doutrina é o único caminho verdadeiro para a salvação de todas e cada uma das pessoas. Tem-no repetido inúmeras vezes na sua inconfundível e interpelante expressão. Isto não é posto em causa quando acolhe os pecadores com misericórdia e compaixão. Como Cristo, odeia o pecado mas ama o pecador.
Atribuir ambiguidade ao Papa leva a perguntar: seria Jesus a favor da prostituição? Do abuso fiscal? Da violência e ladroagem? Em dois mil anos de história, nunca ninguém sensato deduziu, dos encontros misericordiosos de Cristo com pessoas em flagrante transgressão, uma conivência com esses males. A mulher trazida ao Templo fora apanhada em flagrante adultério. Não havia dúvida quanto à sua culpa nem quanto ao castigo que a Lei santa estatuía. Jesus não põe nenhum desses elementos em causa nem pactua com o terrível mal que lhe foi presente. Mas libertou a mulher, dizendo-lhe para não pecar.
No voo de 2 de Outubro, o Papa descreveu um encontro com um casal transexual. Terminou dizendo: "A vida é a vida, e as coisas devem-se acolher como vêm. O pecado é o pecado. (...) Por favor, não digais: "O Papa santificará os transexuais." Por favor! Porque eu vejo já os títulos dos jornais... Não digam isso, isso não." A questão não é teórica, mas encontro pessoal. São coisas diferentes.
Os temas são complexos, o equilíbrio difícil e muitos andam confusos. Aos cristãos devotos e piedosos exige-se que estudem os documentos da Igreja para esclarecer com ideias sólidas, aplicadas seguindo Jesus e o Papa. No caso da comunhão dos divorciados recasados, a Eucaristia é santíssima e o Matrimónio indissolúvel. Quem comunga assume uma responsabilidade enorme, pois fazê-lo indignamente é inaceitável. Ao vê-lo, ouço uma voz que me diz: "Aquele que estiver sem pecado, aquele que nunca fez uma comunhão distraída, irritada, indigna, blasfema, atire a primeira pedra." Isso a mim faz-me cair de joelhos em horror e confusão pelos meus pecados.


21 outubro 2016

Gravado na palma da mão

“Tu é que és o meu servo. Foi a ti que Eu escolhi e não te rejeitarei.
 Nada temas, porque Eu estou contigo; não te angusties, porque Eu sou o teu Deus.
Eu fortaleço-te e auxilio-te, e amparo-te com a minha mão direita e vitoriosa.
Porque Eu, o Senhor, teu Deus, tomo-te pela mão, e digo-te: 'Não tenhas medo, Eu mesmo te ajudarei!”
                         (Isaias 41, 8-13)
Hoje, dia de celebração do meu aniversário, volto aqui…
Não! Não pensem que me esqueci do “Retalhos”, este ou o anterior que continua on-line. Não me esqueci. Um “pai” nunca esquece os seus filhos ainda que se ausente da sua presença, ainda que pareça distante, ainda que o seu silêncio pareça noite escura.
Nestes últimos tempos (anos) tenho vindo muito como todos vós. Como alguém que tem sede e vem beber, que tem fome e vem alimentar-se, que quer vislumbrar o caminho a percorrer e tentar entender o caminho percorrido. E esse caminho passa muito por estes “retalhos”.
Hoje alguém, talvez “tu Amigo” que agora me lês, me disse que este blogue continuava a ser ponto de referência e que fazia falta eu voltar a dizer “estou aqui”…
Sim, estou aqui, nunca deixei de estar… aqui por trás deste espaço lá no lugar da muita confusão de códigos e barras, opções de publicação, sim do lado de trás que vós não vedes. Veio-me agora à mente as muitas imagens que todos já vimos ou vivemos de alguém a olhar por detrás de um vidro de uma janela, num momento de partida ou chegada, de saudade ou acolhimento, de silêncio que tantas vezes fala mais alto e bem mais marcante que muitas palavra ou gestos.
Mas depois de ter recebido, no passado dia 10, e hoje dia 21, a presença de tantos AMIGOS, e tendo alguns falado do blogue, hoje alguém de forma muito especial me voltou a sentir saudades de escrever algo, de escolher uma imagem, de pensar nos que possam vir aqui e sair silenciosos ficando apenas no mapa do lado direito a cidade em que entrou e saiu, ou deixando aqui um pequeno retalho ao jeito de partilha nos comentários, anónimos ou não.
E lembrei-me deste texto do Profeta Isaias.
Celebrar o DOM DA VIDA é sentir esta certeza de que só em Deus faz sentido a Vida.
Deus escolheu-nos, deus escolheu-me e Ele mesmo vem em nosso auxílio. Deus nunca nos abandona e nunca me abandonou.
E lembrei da música onde se canta este trecho “tenho-te gravado na palma da mão, com amor eterno e sem fim…”.
Estar gravados na palma da mão de Deus é ter e segurança de um Pai que com tanto carinho nos segura e aponta caminhos com a Luz do Seu infinito Amor.
É o sentimento que tenho neste momento… Sinto-me plenamente nas mãos do Pai que me conduz, que escreve o rumo da minha história.
E é a Ele que vos confio a todos uma vez mais.
Obrigado Deus meu pelo dom da Vida.
Obrigado pelos que me geraram para esta Vida e que me espera nessa Vida de plenitude onde já se encontram e para onde todos caminhamos.
Obrigado pelos que caminham comigo em cada dia, em cada momento, pelos que suavizam a dor, a solidão, o cansaço mas também partilham das alegrias, das vitórias, dos êxitos, dos que simplesmente sem me conhecerem passam por aqui uns segundos.
Amigos todos, Deus vos abençoe. Só n’Ele posso agradecer-vos tanto e tanto e pedir a vossa compreensão para esta ausência tão longa neste espaço de todos.
Tentarei voltar a estar mais presente.
BENEDICAT

02 outubro 2016

Francisco e a Irmã morte

 Dia 4 de Outubro celebramos o dia de S. Francisco de Assis.
Uma vez mais partilho com todos este texto que, para mim, sintetiza plenamente o espírito com que Francisco viveu e aceitou a irmã morte.
Neste ano centenário quero agradecer do fundo do coração a entrega e consegração de todos quantos, ao longos destes oito séculos, levaram a bom termo o Dom do Carisma da Menoridade Franciscana.
Que do céu o Poverello nos abençoe e nos guarde...

 
A Irmã Morte
(Frei Nilo Agostini OFM - http://freiniloagostini.blogspot.com)

Ano de 1226. Francisco se acha muito debilitado. Seu estômago não aceita mais alimento algum. Chega a vomitar sangue. Admiram-se todos como um corpo tão enfraquecido, já tão morto, ainda não tenha desfalecido. Transportado de Sena para Assis, Francisco ainda encontra forças para exortar os que acorrem a ele. E aos irmãos diz: "Meus irmãos, comecemos a servir ao Senhor, porque até agora bem pouco fizemos". Ao chegar a Assis, um médico se apresenta e constata que nada mais resta a fazer. Ao que Francisco exclama: "Bem-vinda sejas, irmã minha, a morte!" E convida aos irmãos Ângelo e Leão para cantarem o Cântico do Irmão Sol, ao qual Francisco Acrescenta a última estrofe em louvor a Deus pela morte corporal.
Aproximando-se a hora derradeira, Francisco deseja ser levado para a capelinha de Nossa Senhora dos Anjos, na Porciúncula, onde tudo havia começado. Lá, num gesto de despojamento, de identificação com o Cristo crucificado e de integração com o Pai, pede que o deixem, nu, sobre a terra e diz aos frades: "Fiz o que tinha que fazer. Que Cristo vos ensine o que cabe a vós". Despede-se de todos os irmãos; abençoa-os; lembra-lhes que "o Santo Evangelho é mais importante que todas as demais instituições". Anima o seu médico, dizendo-lhe: "Irmão médico, dize com coragem que a minha morte está próxima. Para mim, ela é a porta para a vida!" E, então, canta o Salmo 142. Francisco parte cantando, cortês, hospitaleiro e reconciliado com a morte.
O canto de Francisco está baseado em uma percepção realista da morte: "Nenhum homem pode escapar da morte". Mas como pode ser irmã aquela que engole a vida, que decepa aquela pulsão arraigada em cada um de nós, fundada em um "desejo" que busca triunfar sobre a morte e viver eternamente? Francisco acolhe fraternalmente a morte. Nele realiza-se, de forma maravilhosa, o encontro entre a vida e a morte, em um processo de integração da morte.
Francisco acolhe a vida assim como ela é, ou seja, em sua exigência de eternidade e em sua mortalidade. Tanto a vida como a morte são um processo que perdura ao longo de toda a vida. A morte faz parte da vida. Como e despertar e o adormecer, assim é a morte para o ser humano. Ela não rouba a vida; dá a esse tipo de vida a possibilidade de outro tipo de vida, eterna e imortal, em Deus.
A morte não é então negação total da vida, não é nossa inimiga, mas é passagem para o modo de vida em Deus, novo e definitivo, imortal e pleno. Francisco capta esta realidade e abriga a morte dentro da vida. Acolhe toda limitação e mostra-se tolerante com a pequenez humana, a sua e a dos outros.
A grandeza espiritual e religiosa de Francisco no saudar e cantar a morte significa que já está para além da própria morte; ela, digna hóspede não lhe é problema; ao contrário, ela é a condição de viver eternamente, de triunfar de modo absoluto, de vencer todo embotamento do pecado que a transforma em tragédia. Francisco soube mergulhar na fonte de toda a vida. "Enquanto Deus é Deus, enquanto Ele é o vivente e a Fonte de toda a vida, eu não morrerei, ainda que corporalmente morra!" (L. Boff).

Irmãos e irmãs, nós queremos hoje, juntos, celebrar a memória da morte de São Francisco de Assis. Para ele, a morte é o grande momento de louvor que o ser humano presta a Deus. E ele fez de sua vida e de sua morte encontros que o colocaram no coração daquele que lhe deu a vida.
O que nós queremos é também neste momento, embeber nossa vida, o corpo e a alma desta fonte que é São Francisco, seu carisma, sua obra e seu ideal.
Façamos, também nós, dos nossos dias, dos dias que o Senhor nos dá, um grande hino de agradecimento e louvor a Deus, pois num homem tão frágil e tão pequeno quanto o foi São Francisco, Deus quis mostrar toda a sua misericórdia e confirmar seu amor para com todos os seres humanos.
Que este dia da memória da morte de São Francisco nos faça aprender a louvar e a bendizer a Deus por tudo: pela sua graça, por sua misericórdia, por sua vida, por sua presença.


 
Com João Paulo II rezemos:
Francisco de Assis:
tu que tanto aproximaste Cristo da tu época,
ajuda-nos a aproximar Cristo da nossa época,
dos nossos tempos difíceis e críticos.
Ajuda-nos, Francisco.
Estes tempos esperam Cristo com grandíssima ansiedade...
Ajuda-nos, Francisco de Assis,
ajuda-nos a aproximar Cristo da Igreja e do mundo de hoje.
Tu que trouxeste no teu coração os altos e baixos de teus contemporâneos,
ajuda-nos, com o coração vizinho ao coração do Redentor,
abraçar as alternativas dos homens de nossa época.
Ajuda-nos a traduzir em simples linguagem do Evangelho,
os problemas sociais e políticos dos nossos dias,
as dúvidas, debandadas e negações,
as tensões, os conflitos, as inquietações e as guerras.
Ajuda-nos a iluminar o mundo com o Evangelho de Jesus
pare que ele possa ser caminho, verdade e vida par os homens e mulheres de hoje,
para os que sofrem e que perderam a esperança,
para aqueles que teu Senhor salvou pela entrega de sua vida.
Amém.

22 junho 2016

Os refugiados são nossos irmãos (Francisco)

Papa leva refugiados para o pódio. "Por favor, são nossos irmãos"

22 jun, 2016 - 13:43
O Papa Francisco fez-se acompanhar por um grupo de refugiados acolhido pela Cáritas de Florença (Itália), na audiência geral desta quarta-feira. O grupo de 13 homens de origem africana foi ao encontro de Francisco no final do percurso do papamóvel pela Praça de São Pedro, no Vaticano. Carregavam uma faixa com a inscrição "Refugiados por um futuro em conjunto" e sentaram-se aos pés da cadeira onde o Papa apresentou a sua tradicional catequese semanal.


http://rr.sapo.pt/video/106070/papa_leva_refugiados_para_o_podio_por_favor_sao_nossos_irmaos

08 abril 2016

ALEGRIA DO AMOR

ALEGRIA DO AMOR
Exortação Apostólica do Papa Francisco


A Santa Sé acaba de tornar pública esta Exortação Apostólica há tanto aguardada não só pela Igreja Católica mas por todo o mundo.

Depois do Sínodo da Família e do estudo sobre os grandes temas a à família relacionados ou mesmo a situações "vulgarmente chamadas irregulares ou problemáticas" no seio da Igreja, surge agora a palavra do Papa Francisco.


É um apelo a sermos irmãos e irmãos que se amam e ajudam mutuamente ao invés de se condenarem uns aos outros.


Fica o link para a versão portuguesa deste documento que, penso e desejo, seja um bom auxílio para que, no nosso tempo, nos sintamos e tornemos cada vez mais irmãos unidos à volta do mesmo Cristo.


http://w2.vatican.va/content/dam/francesco/pdf/apost_exhortations/documents/papa-francesco_esortazione-ap_20160319_amoris-laetitia_po.pdf


Vaticano, 08 Abr. 16 / 08:00 am (ACI).- A Sala de Imprensa do Vaticano publicou hoje a esperada exortação apostólica pós-sinodal do Papa Francisco intitulada “Amoris Laetitia”, sobre o amor na família.O texto foi publicado em italiano, francês, inglês, alemão, espanhol e português; e é o resultado das reflexões do Santo Padre a partir dos Sínodos dos Bispos sobre a Família realizados no Vaticano em 2014 e 2015.Na apresentação do documento participaram o Cardeal Lorenzo Baldisseri, Secretário Geral do Sínodo dos Bispos, o Cardeal Christoph Schönborn, Arcebispo de Viena (Áustria); e o casal Francesco Miano e Giuseppina Da Simona in Miano. Estes dois últimos, professores universitários especialistas no tema famílias.Sínodo dos Bispos realizado em outubro de 2015 no Vaticano com a participação de mais de 250 prelados de todo o mundo teve como tema “A vocação e missão da família na Igreja e no mundo moderno”.Os bispos debateram sobre diversos temas relacionados à família entre os quais estiveram a preparação para o sacramento do matrimônio, a atenção pastoral às famílias em dificuldade, a violência familiar, entre muitos outros.Os meios de comunicação seculares concentraram sua atenção em dois temas também abordados pelos bispos: o acesso à comunhão por parte dos divorciados em nova união e a atenção pastoral aos homossexuais.Embora a exortação apostólica pós-sinodal não se pronuncie definitivamente sobre o tema do acesso à comunhão dos divorciados em nova união, exorta os cristãos a terem em conta a “complexidade de cada situação”, como assinala um texto oficial do Vaticano de perguntas e respostas sobre o documento.“O Papa reconhece que todos devem sentir-se desafiados pelo Capítulo VIII que, certamente, chama os pastores e aos que trabalham no apostolado da família a escutar com sensibilidade a qualquer pessoa que se sinta ferida e a ajudá-la a experimentar o amor incondicional de Deus”, precisa o texto de perguntas e respostas sobre o novo documento que foi enviado aos bispos.http://www.acidigital.com/noticias/publicada-esperada-exortacao-apostolica-pos-sinodal-amoris-laetitia-do-papa-francisco-30358/



31 março 2016

Franciscanos: Novo Governo Provincial

Capítulo Provincial 2016 - Governo Eleito


ELEIÇÃO DO MINISTRO PROVINCIAL
Os franciscanos da Província Portuguesa da Ordem Franciscana, reunidos em assembleia capitular, elegeram para Ministro Provincial, para o sexénio 2016-2021, Frei Armindo de Jesus Ferreira Carvalho.
Frei ARMINDO DE CARVALHO de 76 anos de idade, nasceu em Marrazes, Leiria, filho de João Ferreira Carvalho e de Maria de Jesus, tomou hábito na Ordem franciscana a 14/08/1955 e professou temporariamente a 15/08/1956. Em 8/12/1960 realizou a sua Profissão Solene, vindo a ser ordenado sacerdote a 21/07/1963.
Iniciou o seu ministério sacerdotal na Paróquia de Carnide, Lisboa, como coadjutor, onde permaneceu durante três anos. Passado este tempo partiu para Moçambique e chegou à Missão de Inharrime em dezembro de 1966. De 1970 a 1982 foi pároco da igreja-catedral de Inhambane, serviu nos Secretariados Diocesanos da Catequese e da Pastoral, promoveu o Escutismo, participou na criação do Centro de Guiúa, do Colégio da Maxixe e de outras instituições de assistência social e educativa. Em janeiro de 1982 mudou-se para a capital moçambicana, como pároco de Santo António da Polana e superior da fraternidade franciscana. Ali desenvolveu muitas e diversificadas atividades, com relevo para a criação de quatro comunidades: Caniço A, Caniço B, São Francisco e Costa do Sol. Pertenceu ao Conselho da Custódia de Moçambique desde 1981.
Regressando a Portugal a 24/11/2004, foi nomeado Guardião da Igreja-Casa de Santo António (Lisboa). No Capítulo de 2007 foi eleito Vigário Provincial e a 28/04/2009 e Mestre de Noviços em Varatojo. Nos últimos sete anos tem sido o Assistente da Federação da Ordem de Santa Clara em Portugal e nos últimos três anos também Assistente das Servas Franciscanas Reparadoras de Jesus Sacramentado.

 
ELEIÇÃO DO VIGÁRIO PROVINCIAL
A assembleia Capitular elegeu depois o Vigário Provincial tendo sido eleito, Frei Domingos do Casal Martins. 
Frei DOMINGOS DO CASAL MARTINS nasceu em Forjães, Esposende, a 06/03/1942, filho de Albino do Vale Martins e de Maria José Fernandes do Casal. Tomou hábito como franciscano a 14/08/1958 tendo um ano depois a 15/08/1959 feito os seus primeiros votos. A 08/12/1963 fez a sua Profissão Solene e veio a ser ordenado sacerdote a 24/07/1966.
Foi prefeito e professor nos colégios seráficos da Portela (Leiria) (1966-1975) e de Montariol (Braga) (1978-1984), guardião dos conventos de Leiria (1975-1978), de Varatojo (1984-1990), de Montariol (1992-2001) e da Luz (2004-2013), Procurador Nacional da UMF, Secretário da Província (1990-1992), Definidor da Província (1987-1995), Vigário Provincial (1998-2004); Assistente das fraternidades da OFS de Leiria, Braga, Vila Nova de Famalicão, Varatojo e Geraldes. Tem-se dedicado um pouco à pregação popular e à direção de retiros a fraternidades da OFS e a Religiosas.
 
ELEIÇÃO DO DEFINITÓRIO PROVINCIAL (Conselho Provincial)
De seguida a assembleia capitular elegeu para o Ofício de Definidores (Conselheiros), os seguintes Irmãos:
   



Frei Isidro Pereira Lamelas; natural de Penude (Lamego), de 51 anos.
 
 
 
 
Frei Francisco Sales Diniz, natural de Agualva (Ilha Terceira), de 53 anos.
 
   



Frei José Manuel de Araújo Morais, natural de Rio Caldo (Braga), de 64 anos.
 
 
 
 
Frei Hermínio Gonçalves de Araújo, natural de Parada de Gatim (Braga), de 44 anos.
 

 
 
 
 
Frei Bruno Andrade Peixoto, natural da Praia do Norte (Ilha do Faial), de 33 anos.
 

 
O Definitório Provincial, como entidade colegial, tem por funções prestar ajuda ao Ministro Provincial e, a teor do direito universal e do próprio, conselho ou consentimento.
(Da esquerda para a direita: Frei Francisco Sales, Frei Bruno Peixoto, Frei Domingos do Casal Martins,
Frei Francisco Oliver Alcón, Frei Armindo de Carvalho, Frei Hermínio Araújo, Frei José Morais, Frei Isidro Lamelas)
 
As Províncias da Ordem dos Frades Menores, entidades fundamentais para a vida e missão da Ordem, são constituídas por Irmãos que incorporados nela e congregados em Casas, são governados pelo Ministro Provincial, com o seu Definitório (Conselho).
(Da esquerda para a direita: Frei Isidro Lamelas, Frei José Morais, Frei Domingos do Casal Martins, 
Frei Armindo de Carvalho, Frei Bruno Peixoto, Frei Hermínio Araújo, Frei Francisco Sales)
 
Seguidores de Francisco «vir venturi saeculi» e herdeiros de uma espiritualidade de peregrinos, ao jeito dos discípulos de Emaús, os Irmãos encontram na tradição franciscana dos Capítulos verdadeiros espaços de encontro de vontades e mútuo acolhimento fraterno. Na humildade serena, mas determinada, estão sempre em caminho, sempre juntos – nunca sozinhos, nem desgarrados – voltados para um futuro sempre a acontecer, a realizar a sua vocação específica de peregrinos mendicantes de sentido, a exemplo de São Francisco de Assis.

27 março 2016

Il Divo: Alleluia Surrecit Christos

Cristo Ressuscitou. ALELUIA!

Neste Dia em que celebramos Cristo nossa Páscoa, o Dia da Glória de Deus e da certeza de que com Cristo também nós passamos da morte à Vida, quero saudar a todos nesta certeza de que 
Com os Il Divo cantemos o Aleluia Pascal.
Em Cristo todos temos lugar, somos curados, recebemos a paz, recebemos o amor. Aleluia!

VOTOS DE SANTA PÁSCOA! 

25 março 2016

FOI POR MIM... Obrigado, Jesus!

FOI POR MIM…

“Tudo está consumado”! (Jo 19, 30) E reclinando a cabeça, entregou-se ao Pai, não sem antes pedir perdão para toda a humanidade, por mim, Jesus morre pregado na Cruz.
É assim que o Evangelho nos apresenta a HORA SANTA.
Esta hora nona em que, desde aquele momento único no calvário a Igreja pára, para silenciar tudo e olhar para a Cruz, venerar tão insigne Ícone, para adorar nele o Redentor que, por AMOR, tão-somente por amor se entregou a Si mesmo à Cruz para remir toda a humanidade decaída no pecado e na morte eterna.
Não! Já não é mais a morte eterna. Ele morreu para nos livrar desse jugo que nos oprimia desde sempre.
S. Francisco de Assis, no Cântico das Criaturas, bem nos recorda que a morte é nossa irmã, irmã do nosso corpo, porque desde que existimos no ventre materno somos já destinados a morrer. Mas para S. Francisco não é a irmã morte corporal que mais prende a sua atenção e o seu amor. É a não morte eterna: “ai daqueles que morrerem em pecado mortal”. Felizes os que perseverarem até ao fim no amor a Deus e ao próximo, parece-me estar a ouvir o Poverello de Assis balbuciar na hora da sua morte, porque a esses a morte eterna não lhes fará mal algum.
Só um coração como o de Francisco de Assis poderia sentir uma tão clara certeza. É que a morte de Cristo, que ele viveu de forma tão sublime – quantas vezes chorava a paixão do seu Senhor dizendo que “o Amor não é amado” – que viu impresso no seu próprio corpo, no Monte Alverne, as chagas santas de Cristo crucificado.
Esta Hora Santa leva-nos a olhar para este grande mistério da nossa redenção, para este caminho que Jesus viveu desde que lavou os pés aos que escolhera pelo nome, para darem continuidade da Obra do Pai. Também é hora de olhar à traição, ao beijo falso, às negações de Pedro, aos que O insultam e aos que O condenam, aos sacerdotes do Templo, fariseus e publicanos, aos governantes e aos que gritam, “à morte, à morte, crucifica-O!”.
Esta é a hora da Cruz, a hora de caminhar no silêncio com a multidão, com os outros condenados, ladrões, com o Sireneu e a Verónica, com as mulheres santas de Jerusalém, com os soldados e os Apóstolos medrosos, com Maria Mãe de Jesus e Mãe nossa.
É hora de caminhar com Jesus, levar a Sua Cruz que mais não é que levar também a nossa e solidariamente ajudar os outros a levar a sua.
Diante da Cruz de S. Damião silencío o meu espírito e rezo, fora das multidões e do ruído do dia-a-dia. Olhar a Cruz que falou a S. Francisco e nela caminhar até ao calvário e do calvário à ressurreição. E o Cristo de S. Damião é um Cristo vivo, suspenso no ar e não pregado à Cruz.
Esta hora é a hora de dizer ao Senhor eu “creio que sois Cristo, eu creio, Senhor, que sois o Saldador do mundo”.
Recordo o cântico simples mas cheio de Vida:
“foi por Amor que um dia Alguém,
Numa Cruz deu a Vida por mim.
Passou na terra, fazendo o bem,
E amou, amou até ao fim!”

OBRIGADO, JESUS, PORQUE DESTE A VIDA POR MIM.
FOI POR MIM, PORQUE ME AMAS APESAR DE TUDO.
Como Pedro, apesar das minhas muitas negações, quero dizer com todo o coração: “Senhor, tu sabes tudo, sabes que Te amo…” (Jo 21, 15 +)

19 março 2016

Semana Santa

Ao celebrarmos hoje o Domingo de ramos - Paixão do Senhor - fica em vídeo a partilha que a oração deste tempo permitiu. De forma simples uma passagem pelos símbolos deste tempo de graça que Deus nos proporciona e a liturgia leva à nossa reflexão.

Que esta Semana Santa seja para todos a semana da intimidade com Deus, no convite permanente a olhar a Cruz como sinal de Esperança.

(desativar a música de fundo na coluna da esquerda)

13 março 2016

QUARESMA na minha vida


Quaresma: Tempo.
1 - tempo sagrado que me prepara cada ano para celebrar o Mistério da minha Salvação
2 - tempo de tomar nova consciência do infinito Amor de Deus por mim
3 - tempo de Lhe provar o quanto O quero amar também

Todos: Jesus Cristo, nosso amigo e irmão. Ajuda-nos a viver este tempo próximo da Páscoa como um tempo especial para nos encontrar-mos com o Teu amor. O tempo que vivemos é tempo de salvação e por isso te pedimos que nos ajudes a não desperdiçar este dom de ti.


Quaresma: Experiência.

1 - experiência de trevas e de luz
2 - experiência de vazio e de plenitude
3 - experiência de pecado e de graça

Todos: Jesus Cristo, nosso amigo e irmão. Somos como um cego que não conhece a luz da vida. Ela está à nossa volta, sentimos o seu calor, mas não vemos o seu brilho. Tu és a Luz que brilha à nossa volta. Ajuda-nos a fazer a experiência de ver, deixar o vazio das coisas que nos rodeiam, deixar o pecado que tantas vezes fazemos para nos encontrarmos na experiência grande de te ter como caminho, verdade e vida.


Quaresma: Reconciliação.

1 - reconciliação dos contrastes em mim
2 - reconciliação com Deus na condução da minha vida
3 - reconciliação com tudo e com todos à minha volta

Todos: Jesus Cristo, nosso amigo e irmão. Tu vieste reconciliar a humanidade com Deus. És a nova aliança entre Deus Criador e a humanidade pecadora. Ajuda-nos a sermos sinal, junto dos que se cruzam connosco, de reconciliação que leva à paz e ao bem. Queremos ser construtores de um mundo mais humano.


Quaresma: Silêncio.

1 - silêncio do meu eu para estar aberto ao Tu de Deus
2 - silêncio das palavras para ouvir a Palavra
3 - silêncio dos activismos para deixar Deus agir em mim

Todos: Jesus Cristo, nosso amigo e irmão. Às vezes temos medo do silêncio porque ele nos leva aos nossos medos, a encontrar o que de menos bom existe dentro de nós. Ajuda-nos a encontrar Deus, como tu fazias, no silêncio da oração. Certamente assim saberemos descobrir o bem que somos como ouvintes da palavra de Deus.


Quaresma: Conversão.

1 - conversão do «homem velho» em «homem novo em Cristo»
2 - conversão das minhas tristezas na verdadeira alegria que vem de Deus
3 - conversão das minhas incertezas na única certeza: Deus

Todos: Jesus Cristo, nosso amigo e irmão. Converter-se é olhar para o interior de nós mesmos e reencontrar Deus em nós. É esquecer todo o nosso mau passado e deixar que Deus faça de nós homens e mulheres renovados coma alegria de d’ Ele nos vem.


Quaresma: Caminho.

1 - caminho a carregar com Ele a minha «cruz de cada dia»
2 - caminho, com Cristo, até aos Calvários de hoje
3 - caminho que me conduz ao Pai

Todos: Jesus Cristo, nosso amigo e irmão. Este é um tempo especial de caminho. Somos peregrinos com os olhos em Jesus, levando a Cruz em cada dia pois temos a certeza que lá no alto Tu, Jesus, continuas a apontar o caminho para o Pai.

(A primeira parte do texto é da autoria de "Esperança" republicado agora com adaptação para Jogral e orações feitas por Frei Albertino)

05 março 2016

Abraço que dá Vida...

IV Dom. Quaresma – Lc. 15, 1-32
Depois do vídeo partilho um pequeno texto que fiz este ano como resumo do essencial desta Parábola do Filho Pródigo.
O abraço é a maior e melhor terapia para todas as circunstâncias da nossa Vida.
Porque um Amigo é um Tesouro aqui partilho com todos mais um trabalho de reflexão e dedicação de muitas horas.
(desactivar a música do blogue à esquerda e ver informação na frase rolante acima)
O ABRAÇO DO PAI (Lc 15, 1-35)

A Parábola do FILHO PRÓDIGO é muito especial pois nela todos nós nos podemos espelhar.
Começemos pelo FILHO MAIS VELHO, imagem d que não
Here is how this is set forth in the parable: Now his elder son was in the field: and as he came and drew nigh to the house, he heard musick
os fariseus e escribas, escrevos do seu legalismo.  O regresso do irmão pródigo evoca a inveja, egoísmo, vaidades, mas também a necessidade de perdão mútuo fraternal, de abraço que dá Vida.
O FILHO MAIS NOVO, imagem da humanidade caída e, ao mesmo tempo, de cada indivíduo pecador. The portion of goods that falleth to him, that is, the younger son's share of the property - these are God's gifts, with which each man is endowed. According to the explanation of Bishop Ignatius Brianchaninov, these are "…the mind and heart, and especially the grace of the Holy Spirit, given to each Christian. The demand made of the father for the portion of goods falling to the son in order to use it arbitrarily is the striving of man to thrown off from himself submissiveness to God and to follow his own thoughts and desires. In the father's consent to hand over the property there is depicted the absolute authority with which God has honored man in the use of God's gifts". HERANÇA: Porção de bens repartidos pelo pai, dons de Deus, dados a cada homem na gratuidade.
Em desejo de emancipação parte da casa do pai e Protopriest Alexander Men', in one of his sermons on the "Sunday of the Prodigal Son", mentions an interesting detail of an economic nature: "In those times, which the Lord is speaking about, people would try to live as one family. Nowadays, it is more natural for children to separate from and leave their parents when they grow up. Then, men jointly owned the land, which they worked together, and the larger the family was, the more working hands there were, the greater the ability to labor was. Therefore, to divide the home, to divide the property and the household was considered a detriment, a loss. If the children acted thus, it was considered an offense to theHaving received his portion of the father's property, the younger son departs to a far country, to a foreign land - a place of estrangement from God, where he ceases to think of his father, where he "lives riotously", that is, gives himself up to a life of sin, which alienates a man from the CreaEste entrega-se a uma "vida desregrada", pelo pecado,  que afasta o homem do Criador. Começa a fome e para não morrer torna-se guardador de porcos.
Desta forma ele é visto como um homem impuro e, iAnd he would gladly be sated with the swine's food - "with the husks", but no one would givendo ao âmago da sua CONSCIÊNCIA:“Quantos trabalhadores de meu pai têm pão de sobra, e eu a morrer de fome!”, parece recuperar a voz do pai, a The Prodigal Son could arrive at such a thought thanks to the fact that he had not succeeded in dissipating his final gift - the gift of memory of the father and the father's home, in other words, the conscience (God's voice with, pouidçºoe2jdçºo2djkç2eod2el-çdj-djilçe3e3ºdkvoz de Deus, e experimenta o ARREPENDIMENTO e o desejo de voltar à Casa do PAI que, apesar de triste com a partida do filho amado, não infringe a sua dignidade e liberdade filial e espera que o próprio Filho anseie regressar e se abra ao amor do Pai.
Assim faz Deus connosco quando reconhecemos a The second theme is about the nature of natureza do pecado, nos aThis is why the parable of the Prodigal Son is read at the Liturgy on the third preparatory Sunday before Great Lent, when the faithful are preparing themselves for cleansing from sins through the endeavor [podvig ] of repentance.Repentance is the third thrrependemos e procuramos a  Nowhere better does the Gospel disclose to us what the essence of repentance is, than, namely, in the parable of the Prodigal SonIgreja para nos revestir das vestes e insígnias do Amor de Deus, o PAI QUE NOS ABRAÇA E NOS DÁ VIDA.
BOM DOMINGO!
Fr. Albertino S. Rodrigues OFM

20 fevereiro 2016

Três tendas... É bom estar aqui!

Levando consigo Pedro, João e Tiago, Jesus subiu ao monte para orar. Enquanto orava, o aspecto do seu rosto modificou-se, e as suas vestes tornaram-se de uma brancura fulgurante. E dois homens conversavam com Ele: Moisés e Elias, os quais, aparecendo rodeados de glória, falavam da sua morte, que ia acontecer em Jerusalém. Pedro e os companheiros estavam a cair de sono; mas, despertando, viram a glória de Jesus e os dois homens que estavam com Ele. Quando eles iam separar-se de Jesus, Pedro disse-lhe: «Mestre, é bom estarmos aqui. Façamos três tendas: uma para ti, uma para Moisés e outra para Elias.» Não sabia o que estava a dizer. Enquanto dizia isto, surgiu uma nuvem que os cobriu e, quando entraram na nuvem, ficaram atemorizados. E da nuvem veio uma voz que disse: «Este é o meu Filho predilecto. Escutai-o.» Quando a voz se fez ouvir, Jesus ficou só. Os discípulos guardaram silêncio e, naqueles dias, nada contaram a ninguém do que tinham visto.”
(Lc 9, 28-36)
 
Creio que tal como naquele ano pode ser hoje reflexão para este Domingo em que Cristo nos convida a subir ao Monte Tabor e admirar a Glória do Pai que Ele manifesta ao transfigurar-se diante de Pedro, Tiago e João.
Depois de lerdes o texto, e se assim achardes por bem, convido-vos a visitar o texto em http://betus-pax.blogspot.com/2007/03/trs-tendas-caminho.html e ver também as partilhas e comentários que vós, e outros amigos, ali deixastes - em 2007 e no ano passado também.
Que este dia seja verdadeiramente um dia em que todos possamos dizer: "Que bom, Senhor! Que bom é estarmos aqui... conTigo"!

O monte é o lugar do encontro com Deus.
As Escrituras apresentam sempre uma subida ao monte onde, lá na Glória, Deus se revela.
Cristo, que mais tarde nos ensina a encontrar o Pai no recôndito do coração, acaba sempre, antes de tomar decisões importantes, por subir ao monte e ficar a sós com o Pai.
Assim foi antes de escolher os seus, na Transfiguração, na hora do Getsemani e, corolário deste encontro de Amor, no monte do Gólgota: o Calvário.
O caminho que Cristo faz não é solitário. Toma consigo três dos seus: Pedro, João e Tiago. Não importa agora o porquê destes, simplesmente importa sentir que Ele não caminha só, leva sempre os amigos, o caminho de Cristo implica caminho de comunhão, tal como no caminho de Emaús.
E lá, no alto do monte, manifesta-se a Glória de Deus; Cristo é já um Homem Glorificado: a luz das suas vestes e a mudança maravilhosa do Seu semblante no-lo revelam, Cristo é Ele mesmo a Glória do Pai.Moisés e Elias representam algo que fica na história das consecutivas Alianças de Deus com o Povo, através da Lei e da palavra dos Profetas. Mas estes não são a definitiva Aliança, essa é Jesus Cristo, o Filho amado que devemos escutar. Ele é a Palavra última do Pai que, por Ele e n’Ele, se manifesta em Glória. Cristo é a certeza de que o caminho da Lei e dos Profetas jamais morrerá e que, a Sua morte, é a continuação do caminho da vitória, da Luz, da Gloria.
E os três discípulos ali estão, com medo e ao mesmo tempo maravilhados.
“Façamos aqui três tendas…”. Pedro pede mas não para si nem para os outros dois. A maravilha e o espanto é tão grande que parecem esquecer-se deles mesmos.
Três tendas para que Cristo não deixe de ser Glória do Pai junto dos Crentes, os “filhos de Abraão” (Gn 15, 5-12), aqueles por quem Paulo chora por se haverem esquecido de Deus e olharem apenas para o seu próprio umbigo, aqueles a quem exorta a serem seus imitadores como ele o é de Cristo (Fil 3, 17-20).
Três tendas porque é bom estar com Cristo: “É tão bom estarmos aqui…”.
Pergunto a mim mesmo se Cristo quer que lhe construmamos uma tenda, tal como fazemos nos acampamentos de escuteiros ou em tempo de férias, para nos abrigarmos do frio ou da chuva, do calor do dia ou da escuridão da noite.
Subir ao monte sem tendas é o melhor caminho a fazer. O encontro com o Pai deve ser momento de desprendimento total, sem tendas, sem espectativas, mesmo que cansados da caminhada, com os pés doridos, o estômago vazio e os olhos pelejados de sono.
Subamos ao encontro do Pai. Ele já nos espera e a Sua tenda é o Seu coração. Não somos nós que devemos fazer uma tenda para Cristo, outra para Moisés e outra para Elias. Estar ali, diante da maravilha que é sentir o amor infinito de Deus, é já sentir-se dentro da tenda que é o coração deste Pai que nos acolhe em Sua casa.Que estas três tendas, neste tempo da quaresma, possam ser cada passo que damos para encontrar Deus na maravilha do rosto de cada irmão.
Que nos sintamos deslumbrados diante da Luz de Cristo, na oração, na partilha e na comunhão com os outros.
Assim diremos como Pedro: “como é bom estarmos aqui…” e acrescentaremos simplesmente como em Emaús: "Fica connosco, pois a noite vai caindo e o dia já está no ocaso." (Lc 24, 29b)E Cristo certamente montará a Sua tenda na nossa vida…

18 fevereiro 2016

Parabéns mãe. 86 anos (no Céu)

PARABÉNS MÃE.
HOJE CELEBRARIA 86 ANOS.
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MAS SEI QUE NA GLÓRIA
DO CÉU HÁ FESTA DA VIDA.

Canta a música popular. "Ó minha mãe, minha mãe, ó minha mãe minha amada. Quem tem um mãe tem tudo, quem não tem mãe não tem nada".
Isto pode ser verdade para quem canta o seu sofrimento e dor pela ausência de quem muito amou e foi amado.
Mas eu não me sinto como alguém que nada tem.
Tenho uma enorme herança recebida daquela Mulher, a minha mãe Maria, que me deu à luz e me ensinou a maior parte do que sou.
Sem dúvida que a Vida ensina muito mas jamais conseguirá ensinar o que uma mãe pode e que a minha ensinou com a maior maestría e hombridade que é possível.


HOJE 86 ANOS na terra. 
Amanhã 17 meses de partida para o Céu.

OBRIGADO MÃE E TENHO TANTAS, MAS TANTAS SAUDADES SUAS.
Beijinho e... muita Festa aí no Céu!

14 fevereiro 2016

Quaresma: Tentação...

Hoje a liturgia coloca à nossa reflexão o texto de Lc 4, 1-13

Jesus tentado no deserto.
Encontrei este vídeo que nos pode ajudar a fazer uma boa reflexão sobre as tentações e a missão de Jesus e como devemos nós também iniciar este tempo da quaresma.
O texto e a música do vídeo são belíssimos e além de proporcionarem uma enorme reflexão conduzem o nosso ser à oração e contemplação.
(desactivar a música do blogue na coluna da direita)
NB- ESTE VÍDEO NÃO É O QUE ESTAVA AQUI E A QUE SE DESTINARAM OS COMENTÁRIOS EXISTENTES NESTE MOMENTO. ESSE OUTRO VÍDEO FOI RETIRADO PELO AUTOR.

10 fevereiro 2016

Pó da terra... amado por Deus

Se estivéssemos em tempo de verão ou calor, falar de CINZAS levaria de imediato a nossa memória ao flagelo dos incêndios. Talvez já nem quiséssemos olhar os meios de comunicação social porque, tanto sofrimento se tem vivido no nosso país por causa da beleza da natureza e dos bens dos cidadãos que, de um momento para o outro, a chamas e cinzas se reduzem.
Mas não, não é destas cinzas que neste tempo a nossa mente e coração se ocupa. Trata-se do ritual que nos introduz no tempo favorável, no tempo de repensar a vida à luz do caminho de Cristo para o calvário: a Quaresma.

Dela farei reflexão noutro texto. Aqui gostaria de falar um pouco deste rito que celebrámos, a imposição das cinzas sobre as nossas cabeças, como forma de entrar neste tempo santo do perdão e do encontro com Deus. Com a imposição das cinzas, inicia-se um tempo forte onde o cristão é chamado preparar-se dignamente para viver o Mistério Pascal: a Paixão, Morte e Ressurreição de Cristo.

Podemos dizer que se trata de um rito antigo, rito penitencial, celebrado desde os primórdios da Igreja. Todos aqueles que eram dados como pecadores públicos, e que haviam pecado para com a comunidade, eram chamados a expiar estes pecados publicamente durante o tempo da Quaresma. Era prática comum em Roma que os penitentes começassem sua penitência pública no primeiro dia de Quaresma. Em sinal de arrependimento e humildade, recebiam as cinzas sobre as suas cabeças e eram levadas até ao exterior do templo, onde permaneciam em penitência pública, pois era-lhes vedada a participação activa na assembleia reunida dentro do templo. Do átrio da Igreja escutavam a Palavra e no silêncio pediam perdão. Estas práticas caíram em desuso desde o século VIII ao século X.

Este rito se estendia-se por toda a Quaresma, só voltariam a entrar no Templo e participar na vida da comunidade orante na Quinta-feira Santa, na Ceia do Senhor. No nosso tempo em que tudo parece perder sentido e significado, este rito tornar-se-ia motivo de chacota por parte de quem não tem sequer consciência do pecado e dos caminhos de arrependimento. Mesmo assim, a Igreja, não deixa de dar realce ao significado deste gesto litúrgico da bênção e imposição das cinzas, pelo qual o Celebrante recorda a Palavra da Escritura: "Arrependei-vos e acreditai no Evangelho" (Mc 1, 15) ou ainda "Lembra-te, Homem, que és pó da terra e à terra hás-de voltar". Estas palavras são o convite a reflectir sobre a nossa fragilidade humana e propensão ao pecado. Só tomando consciência disto poderemos fazer um caminho mais profundo de conversão.
O grande desafio desta liturgia está precisamente aqui: "matanoeiete", que quer dizer "Convertei-vos". A conversão implica um caminho de profunda interiorização e arrependimento, caminho este feito pela penitência como mudança de vida e mentalidade, como predisposição de recomeçar a caminhar com Cristo através da Igreja.
Termino esta simples reflexão sobre o sentido e significado das Cinzas com o texto próprio e riquíssimo da cerimónia da bênção.




Oração de bênção das cinzas

“Deus de infinita bondade, que não desejais a morte do pecador mas a sua conversão, ouvi misericordiosamente as nossas súplicas e dignai-Vos abençoar estas cinzas que vamos impor sobre as nossas cabeças, para que, reconhecendo que somos pó da terra e à terra havemos de voltar, alcancemos, pelo fervor da observância quaresmal, o perdão dos pecados e uma vida nova à imagem do vosso Filho ressuscitado, Nosso Senhor Jesus Cristo, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.”

AVISO LEGAL – Procurarei fazer, neste blog, uma utilização cautelosa de textos, imagens, sons e outros dados, respeitando os direitos autoriais dos mesmos. Sempre que a legislação exigir, ou reclamados os referidos direitos de autor, procurarei prontamente respeitá-los, corrigindo informação ou retirando os mesmos do blog

 
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