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Senhor! Fazei-me instrumento da vossa paz!

VÍDEOS: Para visualizar e ouvir os vídeos deverá dasativar a música de fundo no painel aqui do lado esquerdo

27 dezembro 2009

Sagrada Família

Celebramos hoje a Festa da Sagrada Família.
Somos convidados a olhar uma vez mais para a ternura de Deus Menino que se dignou nascer numa família humana tal como nós.
É uma forma peculiar de Deus entrar na nossa história.
O Adeste Fideles é eco dos pastores que vão chegando ao presépio para manifestar junto de José e Maria a alegria por este Menino que nos nasceu.
Ele é a Vida que estava junto do Pai e que se manifestou na terra para que todos nós possamos ver a Sua glória de Unigénito do Pai, cheio de graça e verdade.

(Desactivar, na coluna da esquerda, a música do blog para ver o clip de vídeo)

25 dezembro 2009

Cristo Nasceu

Mais uma noite de Natal.
CRISTO NASCEU PARA NÓS
Renovo os votos de que esta noite seja abençoada para todos vós e que todo este tempo de natal seja de muita paz, alegria e saúde.
Que o Menino Deus seja a nossa paz...

24 dezembro 2009

Noite de procura e de LUZ


Tal como há um ano, neste mesmo dia, ou melhor, já noite e dado por terminadas as tarefas de presépios e ornamentações de Natal, o cansaço dá lufar à paz interior.
Voltei ao Retalhos 1, muitas vezes o faço, e recordei este poema que fiz precisamente há um ano nesta mesma noite.
Deixo a mensagem que então partilhei...
Acrescento um OBRIGADO AOS AMIGOS pela a juda que deram e a DEUS porque me deu a companhia do meu Samuel que já dorme profundamente depois de à meia noite ter cantado os parabéns à mamã que hoje celebra o DOM DA VIDA.
Com o poema que se segue - se lhe posso chamar poema - quero colocar-me mais uma vez no ligar de Maria e José em busca de hospedaria...

NOITE DE PROCURA E DE LUZ

Passo a passo vão pelo horizonte além
No cansaço de um longo caminhar,
Dirigem-se à cidade de Jerusalém
José e Maria, a fim de se recensear.

Um burrinho cansado, Maria transporta
Alheio ao milagre que em noite irá ver,
Levará Maria e José de porta em porta
E um Menino no ventre que está p’ra nascer.

E eis que é chegada a hora da Esperança
Em que a Virgem trará a Salvação.
Mas ninguém tem lugar na vizinhança
Para acolher em sua casa um Irmão.

E a noite sobre a terra vai caindo,
Frio, escuridão e neve caem também.
E o burrinho, bem cansado, vai seguindo
Levando Maria e José até Belém.

E o Menino que no ventre, é o Senhor
Não podia esperar mais p’ra nos salvar.
É num estábulo, não havia lugar melhor,
Que Maria, a Deus Menino, à luz vem dar.

Quanta alegria o burrinho e os animais
Ali pasmados diante da grande Luz.
Um bebé ali nasceu chorando em ais,
E seus pais já lhe chamavam Jesus.

Ó que noite de Luz, noite Santa,
Em que Deus connosco habitou.
A Criação inteira exulta e canta
Em adoração a quem tudo criou.

Noite da procura é agora noite da Vida
Porque Deus, o Emanuel, até nós vem,
E a humanidade que se encontrava perdida
Vê-se salva num estábulo, em Belém.

Neste dia que antecede o meu Natal
Quero fazer da minha Vida uma oração.
Oferecer ao Menino Deus, presente tal,
Que consiga esgotar meu coração.

Brilha Luz Divina sobre mim
Sobre todos os que tenho no pensamento.
Que a tua bênção desça a nós, sem fim,
Que neste Natal sejamos o teu acolhimento.

Noite de procura dum lugar p’ra dar à Luz
É a noite de todo homem e mulher também.
Que cada um possa esquecer a sua cruz
P’ra celebrar a alegria, na noite de Belém.

Frei Albertino S. Rodrigues O.F.M.

17 dezembro 2009

Advento: Mãe do Coração


Mãe do coração
Quero que sejas Tu
A preparar a minha tenda
Para acolher o Amor
Que vem…

Mãe do coração
Quero no silêncio
Me ensines a escutar a Palavra
E a deixar que ela penetre
Até ao fundo do meu ser
Para que aí
Um coração novo
Possa nascer…

Mãe do coração
Quero que na vida
Me ensines a acolher o Amor
E a deixar que ele entre
Na pobreza da minha tenda
Para que aí
O homem pobre possa habitar…

Mãe do coração
Quero que no caminho
Me ensines a descobrir o Norte
E a deixar que Ele guie
A minha pequena barca
Para que aí
Um novo horizonte
Possa desvendar…

Mãe do coração
Quero que na entrega
Me ensines a acreditar na Fidelidade
E a deixar que ela seja
Na minha vida
Para que aí
Uma nova vida
Possa brotar…

Mãe do coração
Quero que na minha tenda
Tu sejas pobreza e ternura
Tu sejas hospitalidade e alegria
Tu sejas serviço e disponibilidade
Tu sejas coração
Tu que és a Senhora na minha tenda
Faz dela um coração…
Onde o Amor possa habitar…

"Lena"

11 dezembro 2009

D. Manuel Clemente: Pessoa do ano

Não posso deixar de me alegrar neste dia com o facto do nosso querido e grande Amigo, o Ex.mo e Rev.mo Senhor D. Manuel Clemente, Bispo do Porto, ter sido galardoado com o PRÉMIO PESSOA 2009.
Num tempo em que tanto se esquece o valor e o papel da Igreja e dos seus bons Pastores, este prémio pessoal atribuído a D. Manuel, é também para todos nós um incentivo a que procuremos ser nós mesmos na defesa de valores humanos e culturais como o nosso Bispo sempre soube revelar ao longo da vida.
Tenho a honra de fazer parte dos seus amigos e admiradores e por isso a minha palavra de felicitações a tão alto e insigne Senhor deste nosso país e da Igreja Portuguesa.

PARABÉNS SENHOR D. MANUEL.

Deixo parte do texto retirado do site do Expresso:

A "postura humanística de defesa do diálogo e da tolerância" a sua voz no "combate à exclusão" e o seu empenho na "intervenção social da Igreja" valeram a D. Manuel Clemente, bispo do Porto, o Prémio Pessoa 2009, no valor de 60 mil euros.
Francisco Pinto Balsemão, presidente do júri do Prémio - uma iniciativa do Expresso com o patrocínio da Caixa Geral de Depósitos - sublinhou a importância destas características do premiado, tendo em conta o momento particularmente difícil que vive Portugal e o Mundo. "Não fomos indiferentes às dificuldades nacionais e mundiais que vivemos e o papel de destaque de uma personalidade que é uma referência ética e com grande intervenção social", disse ao Expresso, recusando, porém, que este tenha sido o Prémio mais político alguma vez atribuído por este júri.
Mário Soares, outro dos jurados do Pessoa, assumiu publicamente o seu apreço por D. Manuel Clemente. "Toda a gente sabe que sou agnóstico. Mas não tive a menor dúvida em votar a favor desta deliberação", disse aos jornalistas, sublinhando a relevância de um homem de "grande compreensão e abertura de espírito. É um homem de diálogo", disse o antigo Presidente da República e fundador do Partido Socialista. "O bispo do Porto é uma figura relevante, independentemente do facto de ser bispo", conclui.
Pinto Balsemão assumiu ainda que uma parte significativa dos membros do júri não tem qualquer posição religiosa - "quatro ou cinco declaram ser agnósticos" - o que "demonstra a grande abertura deste Prémio Pessoa e a ausência de qualquer faccionismo".
No comunicado final, lido esta manhã em Seteais, os membros do júri do Prémio Pessoa destacaram ainda a publicação, no corrente ano, de duas obras de carácter historiográfico por parte de D- Manuel Clemente. "Um só propósito" e "Portugal e os Portugueses" foram as obras citadas.” (in http://aeiou.expresso.pt/)

15 novembro 2009

Palavra que chama e envia

Terminámos a Semana de Oração pelos Seminários sob o tema: "Palavra que chama e envia".
Faz hoje um ano que fiz o primeiro clip de vídeo. Com os mesmos meios caseiros partilho a minha reflexão. Agora teria feito de forma diferente contudo, dado o tempo que leva a fazer um clip de vídeo, deixo assim.
Perdoareis a pobreza mas também a este nível ainda tenho um longo caminho a percorrer.
Que Deus a todos vos abençoe.
(desactivar a música do blog, coluna da direita ao fundo, para ouvir o vídeo)

12 novembro 2009

Seminários: PRESENÇA E ESPERANÇA




Mensagem para esta Semana dos Seminários:

1. Temos seminários em quase todas as dioceses de Portugal e em muitos dos institutos

religiosos. Os seminários são instituições que inscrevem no chão sagrado dos seus edifícios as marcas do tempo e da história e elevam nos traços que exteriormente os identificam os sinais da presença da Igreja.

Alguns destes seminários trazem consigo a memória viva de muitos séculos; outros mais recentes afirmam-se nos primeiros passos que agora começam a dar.

Recebi há dias um belo texto com o título: Padres Jovens de Hoje. Assim se apresenta, através do testemunho de vários padres jovens que ali consolidaram a vocação e dali partiram rumo à ordenação de presbíteros, um dos mais recentes seminários maiores de Portugal.

Nesta nova fase, o Seminário Maior de S. Paulo de Almada, na Diocese de Setúbal, tem apenas dez anos de existência. O antigo convento dominicano, fundado em 1569, foi mais tarde, em 1935, Seminário do Patriarcado e desde 1999 é Seminário Maior da recém-criada Diocese de Setúbal. Nestes dez anos são já vários os sacerdotes que falam deste Seminário em jeito de testemunho e são outros tantos aqueles em quem o valor e a missão do seminário se revelam, como se o percurso de vocação e do ministério se identificasse com a casa onde viveram e sobretudo com a instituição que os formou.

Os seminários existem para formar sacerdotes da Igreja, como pastores segundo o Coração de Cristo, o bom Pastor. Permanecem instituições necessárias e no contexto presente da formação são mesmo insubstituíveis.

Os seminários não são apenas as casas com mais ou menos história, com mais ou menos

beleza. Os seminários são os alunos, os formadores e quantos ali trabalham, rezam e colaboram tantas vezes como beneméritos anónimos, discretos e activos. Os seminários são escolas ao modo da escola do Mestre onde se aprende a ser discípulo de Jesus e onde se preparam os apóstolos de hoje.

Vemos surgir no nosso tempo paradigmas novos de formação sacerdotal e seminários com percursos específicos, centrados na comunhão eclesial e no acolhimento das orientações da Igreja. Sentimos que nesta necessária abertura ao Espírito, que é alma da Igreja, todos somos chamados a assumir os seminários e a formação dos novos sacerdotes como uma missão essencial da vida dos cristãos e das comunidades.

2. O Santo Padre Bento XVI convida-nos a viver este ano como Ano Sacerdotal, na evocação dos 150 anos da morte do Santo Cura d’ Ars. Muitas das iniciativas pensadas e programadas para a vivência deste Ano Sacerdotal gravitam em torno do Seminário, daí nascem e daí se projectam em toda a Igreja, verdadeiro povo sacerdotal.

A fidelidade do sacerdote, aprendida e renovada diariamente na fidelidade de Cristo é não apenas o lema deste Ano Sacerdotal mas certamente uma das afirmações mais belas da Igreja e um dos testemunhos mais válidos a fazer surgir novas vocações e a ajudar a perseverança daqueles que se sentem chamados.

O amor pelos seminários, expresso em gestos de oração, de afecto e de generosidade, afirma um belo testemunho de vida eclesial, constitui um sinal de gratidão pelo bem ali realizado, faz despertar a gratidão por quantos ali dedicadamente trabalham, torna presente diariamente os seminários na vida dos sacerdotes e abre os seminários às comunidades cristãs.

O Ano Sacerdotal deve levar cada vez mais os sacerdotes aos seminários e deve aproximar os seminários das comunidades cristãs.

É nesta comunhão e nesta proximidade que cada sacerdote se revigora e fortalece também e que as comunidades se apercebem do valor do seminário como presença e esperança no coração da Igreja.

Esta Semana dos Seminários vivida em pleno Ano Sacerdotal tem certamente mais afirmado ainda este carisma vocacional para fazer despertar na Igreja, povo sacerdotal, vocações para a vida sacerdotal.

3. O VI Simpósio do Clero de Portugal, aberto a todos os sacerdotes e seminaristas maiores, foi um momento de bênção neste Ano Sacerdotal. A participação de cerca de 1000 sacerdotes, o conteúdo das mensagens recebidas, o ambiente ali vivido, a partilha feita, a beleza litúrgica das celebrações e os tempos mais prolongados de oração imprimiram a este Simpósio um espírito de alegria, de comunhão e de esperança.

Importa aproveitar esta Semana dos Seminários para inspirar deste ambiente, vivido no Simpósio, e da mensagem aí recebida os seminários e os presbitérios de Portugal. As Actas do Simpósio serão publicadas ainda antes da Semana dos Seminários e podem constituir um belo contributo para reflexões mais demoradas e aprofundadas em cada seminário.

4. A Comissão Episcopal Vocações e Ministérios escolheu como lema desta Semana dos Seminários: Palavra que chama e envia.

A Palavra de Deus é a fonte inesgotável da vocação e alimento de vida para tantos jovens.

Os seminários são tempo de escuta desta palavra que chama e envia e espaço onde

ressoa a voz do Mestre.

Na escuta atenta da Palavra de Deus, rezada, celebrada, vivida e testemunhada, e no

acolhimento dócil da voz do Mestre sentimos que é Jesus que nos chama a segui-LO, como outrora aos primeiros discípulos, e nos envia a testemunhar com fidelidade e ousadia as razões da nossa esperança e a alegria da Boa Nova do Reino.

Para nos ajudar neste caminho e nos incentivar neste propósito, a Equipa Formadora do

Seminário Diocesano de Santa Joana Princesa, em Aveiro, a quem em nome da Comissão Episcopal Vocações e Ministérios agradeço esta colaboração e este testemunho de comunhão, indica-nos alguns textos de oração e de reflexão para servirem os grupos de crianças e de jovens ou a comunidade cristã.

Desejam estes textos relançar neste momento propício da Semana dos Seminários alguns desafios à criatividade pastoral de cada Seminário e de cada Comunidade cristã ou Movimento apostólico. Todos sabemos do interesse pastoral e do dinamismo apostólico que as Semanas dos Seminário em cada ano despertam na Igreja em Portugal. Demos graças a Deus por todo o bem realizado e por tanta generosidade e dedicação aos Seminários encontradas no coração das pessoas e das comunidades.

5. Que Nossa Senhora, Mãe de Deus e nossa Mãe, nos anime na fidelidade e nos fortaleça na alegria e na comunhão para que os seminários sejam cada vez mais uma presença de graça, de bênção e de santidade no coração das nossas dioceses e na formação dos nossos presbitérios e um sinal de esperança na renovação da Igreja.

+António Francisco dos Santos

Bispo de Aveiro e Presidente da CEVM

08 novembro 2009

Semana dos Seminários: Oração

ORAÇÃO DOS SEMINÁRIOS

Palavra incriada e criadora,

Palavra incarnada e reveladora,

Palavra do Pai, salvadora,

Palavra no Espírito Presente,

Palavra que convoca e provoca,

Palavra que chama e envia.


És Tu, Senhor Jesus,

a Palavra definitiva da História;

És Tu, Senhor Jesus,

a Palavra do Pai que se faz ouvir

pela força do Espírito Santo;

És Tu, Senhor Jesus,

a Palavra que toda a humanidade espera.


Faz de nós instrumentos audazes e fortes

Para que a tua Palavra se faça ouvir

Na autenticidade do nosso testemunho,

Na coerência da nossa vida.


Faz de nós mensageiros fiéis e credíveis

Para que a tua Palavra seja recebida

Nos corações de tantos jovens

Que querem construir um mundo melhor,

Que querem colaborar na edificação do Reino,

Que querem encontrar o seu lugar na Igreja.


Faz, Senhor, que estejamos atentos à tua voz

Para que à primeira Palavra

nos levantemos sem demora

e avancemos de imediato para a missão.


Faz, Senhor, que o nosso testemunho

seja a nossa oração pelos Seminários

e pelos seminaristas e por todos os jovens

a quem a tua Palavra chama e envia. Ámen.

03 novembro 2009

RETALHOS: 3 anos de vida!

RETALHOS… quais pedaços de vida onde o importante é fazer parte da vida de alguém…

Foi assim que há 3 anos nasceu o RETALHOS… já escrevi nos dois anos anteriores sobre os motivos que levaram a este nascimento, motivo principal a AMIZADE…
Passaram 3 anos e desde o dia em que inseri a contagem de visitas, no dia 20 de Novembro de 2007, o RETALHOS teve 55474 visitas.
Hoje dia 02/11/09 (22h15 – hora de Lisboa) visitaram o Retalhos Brasil 41, Itália 1, Austria 1, Portugal 25 estando neste momento 4 visitas online ambas em Portugal).
Os muitos Amigos que sois em todo o mundo, ou simples visitantes, sois a razão de ser deste espaço aberto a todos os que de boa mente aqui procuram um retalho de e para a vida bem como os que aqui deixastes retalhos e partilhas do vosso viver e sentir.
Quanta gratidão se sente numa hora destas.
Devo confessar-vos que muitas vezes apetece parar, esquecer que existe um RETALHOS e num único segundo (sim porque basta efectivamente um único clic) apagar tudo o que aqui se partilhou e continua a partilhar em RETALHOS 2.
Mas… muitas horas de dedicação e busca de melhorar cada dia e cada momento o blogue porque na verdade sinto essa responsabilidade para com todos os AMIGOS que sois vós.
O RETALHOS não parou e desde Janeiro que tem um seu par: o RETALHOS 2 e que tem já até este momento 19102 visitas desde o dia 01/01/09.
Não sei que dizer ou pensar… sinto um misto de alegria por estes três anos de dedicação, lembro os que me ajudaram no início a entender como funcionam estas coisas e hoje… tanto caminho percorrido e sozinho já vou criando e buscando novidades.
Deixo a cada um de vós que hoje visitais o RETALHOS em
http://betus-pax.blogspot.com ou o RETALHOS 2 em http://betus-pax2.blogspot.com a palavra da partilha e do crescimento destes grandes retalhos que pretendem ser uma manta de pedaços de AMIZADE. Sem os Amigos já não existiriam estes blogues, tal como acontece a tantos que nascem e nem deixam de ser crianças porque não crescem e não têm quem os queira visitar e mimar com o seu tempo e a sua palavra.
Se podemos dizer PARABÉNS RETALHOS… podemos e devemos dizer PARABÉNS AMIGOS…
O Retalhos continuará a ser um espaço de encontro, amizade, oração, louvor, música, partilha e opinião na certeza de que respeitaremos a opinião de quem quer que seja e a publicaremos desde que ela seja respeitadora dos valores da Amizade e do respeito para com pessoas, os seus pensamentos, a sua imagem.
Que Deus a todos nos ajude a ser no mundo cibernáutico um espaço o lugar da diferença…
Bem-hajam. Benedicat!

26 outubro 2009

Outubro: Mês do Rosário

AS ORIGENS DO SANTO ROSÁRIO

Deus na obra de salvação dos homens quis associar a Si, como colaboradora Sua, uma Mulher: Nossa Senhora, que tem o grande privilégio de ser a Mãe de Deus, e também exercer por vontade do mesmo Deus, o papel de Corredentora e Medianeira de todas as graças, a maior de todos os intercessores junto ao seu Filho Jesus, diante do trono da Santíssima Trindade.Como já dizia o maior Santo mariano, São Luis Maria Grignion de Montfort, falando da poderosa eficácia do Santo Rosário: "Ainda que estivésseis na beira do abismo, ainda que já tivésseis um pé no Inferno, ainda que tivésseis vendido vossa alma ao demônio, ainda que fôsseis um herege empedernido e obstinado, vós vos converteríes mais cedo ou mais tarde e vos salvaríes — desde que rezásseis todos os dias o Santo Rosário, devotamente, até a morte, para conhecer a verdade e obter a contrição e o perdão dos vossos pecados.
O Santo Rosário na forma como é rezado hoje foi inspirado à Igreja e dado pela a Santíssima Vírgem a São Domingos no ano de 1214 para converter os hereges albigenses e os pecadores, conforme relatou o Beato Alano de la Roche.
São Domingos vendo que os pecados dos homens impediam a conversão dos hereges, entrou numa floresta próxima a Toulouse e lá passou três dias e três noites em contínua oração e penitência.Para acalmar a cólera de Deus, não cessava de gemer, de chorar e de macerar o corpo com golpes de disciplina, a ponto de cair esgotado.
Nossa Senhora apareceu-lhe então, acompanhada de três Vírgens do Céu, e lhe disse: "Se queres ganhar para Deus esses corações endurecidos, prega o meu Rosário".
O Santo se levantou consoladíssimo e ardendo de zelo pela a salvação das almas, entrou na Catedral; imediatamente os sinos foram tocados por anjos para reunir os habitantes.
No começo da pregação, ouve uma tempestade espantosa; a terra tremeu, o sol se escureceu, trovões e relâmpagos repetidos fizeram estremecer e empalidecer os ouvintes. Seu terror aumentou ainda mais quando viram uma imagem da Santíssima Vírgem exposta em lugar de destaque, erguer os braços três vezes para o Céu para pedir vingança a Deus contra eles, se eles não se convertessem e não recorressem à proteção da Mãe de Deus.
O Céu queria, com esses prodígios, promover a nova devoção ao Santo Rosário e torná-la mais conhecida.A tempestade cessou afinal, pelas orações de São Domingos. Este prosseguiu a pregação e explicou com tanto fervor e entusiasmo a excelência do Santo Rosário, que quase todos os habitantes de Toulouse o adotaram e renunciaram a seus erros. Em pouco tempo, notou-se uma grande mudança nos costumes e na vida da cidade.
O estabelecimento do Santo Rosário dessa forma prodigiosa nos faz recordar o modo como Deus promulgou sua Lei no Monte Sinai, e torna manifesta a excelência desta santa devoção.
A devoção do Santo Rosário se conservou fervorosa até cerca de cem anos após a sua instituição. Depois, esteve quase sepultada no esquecimento. A malícia e a inveja do demônio com certeza contribuiram para tal esquecimento, e para que assim cessasse o fluxo das graças que o Santo Rosário trazia para o mundo.A Justiça divina castigou os reinos da Europa, a partir do ano 1349, com a mais terrível peste que jamais se vira. Surgida no Oriente, espalhou-se pela a Itália, Alemanha, França, Polónia, Hungria e devastou todas essas terras, de modo que de cem homens, somente um sobrevivia. As cidades, as aldeias e os mosteiros se despovoaram durante os três anos que durou a epidemia. E a esse flagelo de Deus ainda se seguiram outros.Quando pela misericórdia de Deus, tais misérias cessaram, a Santíssima Vírgem ordenou ao Beato Alano de la Roche, célebre doutor e famoso pregador da Ordem dominicana, que restabelecesse a antiga Confraria do Santo Rosário.
Desde o estabelecimento do Santo Rosário por São Domingos, até 1460, quando o Beato Alano o restabeleceu por ordem do Céu, ele foi chamado o Saltério de Jesus e de Maria, porque contém 150 Ave Marias, o mesmo número dos Salmo de Davi.
Depois disso, recebeu popularmente o nome de Rosário, que significa coroa de rosas. A Santíssima Vírgem aprovou e confirmou esse nome, revelando a várias pessoas que elas lhe ofereciam tantas rosas agradáveis como quantas Ave Marias, e tantas coroas de rosas como quantos Rosários rezássem.
As crónicas franciscanas contam que um jovem religioso tinha o louvável costume de rezar o terço diariamente, antes da refeição. Um dia, por uma razão qualquer, não o rezou, e quando tocou o sino para o jantar conseguiu do superior enviar um religioso para chamá-lo. Esse religioso o encontrou com a cela toda iluminada por uma luz celestial, e viu a Santíssima Vírgem com dois anjos. À medida que o religioso rezava as Ave Marias, belas rosas saiam de sua boca e os anjos as iam pegando uma após outra e as colocavam sobra a cabeça da Vírgem, que manifestava seu agrado... Nossa Senhora só desapareceu quando o terço estava totalmente rezado.
O Santo Rosário é, pois, uma grande coroa de rosas e o terço é um diadema, ou uma pequena coroa de rosas celestes que se põe sobre a cabeça de Jesus e de Maria.

In, http://mariachelli.multiply.com/reviews/item/149

13 outubro 2009

Peregrinar: o caminho da Fé


O Mês de Outubro, como tantos outros meses em tantos paises, é para Portugal - a par com o mês de Maio - um tempo de peregrinações. São aos milhares aqueles crentes que caminham passo a passo rumo a Fátima ou outro Santuário.
Caminhar para louvar, agradecer, pedir ou simplesmente caminhar... Terço na mão e a vontade de chegar na mente e coração.
Neste Mês, e ao celebrarmos a última aparição de Nossa Senhora em Fátima, "Miguel" enviou-nos uma partilha pessoal mas que me parece ser de deixar a todos vós.
Que nos permita a todos reaprender o sentido do que é peregrinar a sério.
Obrigado Miguel


FAZER UMA PEREGRINAÇÃO…

- não é apenas uma questão de organização e logística.
- não é apenas ir para um determinado santuário.
- não é apenas cumprir com determinados preceitos e rituais.
- não é apenas dar vez e voz à dimensão religiosa da nossa existência.
- não é apenas verter lágrimas de emoção.
- não deve ser viver uns momentos cheios de entusiasmo e depois voltar tudo «ao normal» de sempre.

Poderia talvez continuar esta lista do que NÃO É ou NÃO DEVERIA SER uma peregrinação, pelo menos não exclusivamente.
Claro que é necessário organizar as coisas e tratar da logística; é necessário ir a um santuário e também cumprir com os rituais que fazem parte da nossa religião, dando mais atenção ao religioso na nossa vida…
Mas uma peregrinação não se restringe só a isto. Antes de mais, é fazer um caminho interior, espiritual. Não importa o meio de transporte exterior – se vou de avião, de navio, de comboio, de autocarro, de bicicleta ou a pé ou até de joelhos –, se não houver caminho por dentro, todos os quilómetros e todos os sacrifícios, por mais que sejam, não valem nada e não me aproximam de Deus.
Importa fazer caminho interior que me faça chegar mais perto de Deus e de mim mesmo. Aqui lembro as reflexões da Quaresma deste ano no “Retalhos”, pois para tal é forçoso largar o «excesso de bagagem», é despojar-se do supérfluo e de tudo o que dificulte a nossa caminhada ou que nos afaste de Deus. É levar só o absolutamente necessário para a peregrinação, e no mais entregar-se a Deus e confiar nELE.
Depois é abrir a mente e o coração ao agir de Deus.
É dispor-se a que Ele me trabalhe por dentro. Não querer ser eu a dizer a Deus o que Ele deve fazer e como deve conduzir a minha vida. Estar aberto às surpresas do Espírito. Viver em pleno cada momento da peregrinação. SABOREAR – dizem os Padres espirituais – como se fosse o melhor docinho do mundo. Deixar-me invadir pela PAZ e o AMOR que só Deus pode dar.
Peregrinar é também abrir-me ao que está ao meu lado.
Tomar consciência de que não sou um peregrino isolado, sozinho, mas que há outros peregrinos como eu, em busca de Deus e de sentido para a vida. É olhá-los, abrir-me a eles, ajudá-los no que puder, nem que seja só através de um olhar cúmplice de quem está na mesma estrada e tem o mesmo objectivo.
Por fim, é fazer como os Reis Magos: “regressaram ao seu país por outro caminho” (Mt 2, 12). Pode-se até tomar o mesmo caminho e o mesmo meio de transporte pelo qual se veio. No entanto, depois de uma experiência profunda de Deus, ninguém volta a ser o mesmo. Há um brilho diferente no olhar, há uma maneira diferente de encarar o quotidiano da vida – pelo menos nos primeiros tempos...
Permanece o desafio de não deixar empanar ou obscurecer ou até apagar a luz que Deus acendeu cá dentro num momento sagrado. Há que mantê-la acesa, com o brilho e a intensidade da primeira hora. Há que pôr sempre de novo lenha para que o fogo não se apague.

Tive, há dias, a oportunidade de fazer uma peregrinação muito especial a Fátima, na qual verifiquei e experiencei tudo o que descrevi acima. Como foi bom, à chegada, sentir os sacrifícios da preparação e do caminho altamente recompensados pelo olhar terno e acolhedor da Mãe! Como foi bom perceber que Deus, através de Maria, queria tocar no meu coração e acender a tal «luz nova»! Como foi bom fazer esta experiência em conjunto com outros, irmãos na Fé, companheiros de caminho! Como foi bom… Poderia continuar esta ladainha num sem-fim de louvor e acção de graças.

Que a peregrinação de um ou mais dias, que talvez neste mês de Outubro tenhamos feito, se prolongue pela vida fora e nos leve a bom porto – ao coração de Deus!

Miguel

11 outubro 2009

Irmã Amélia premiada pela sua música...

PRÉMIO CONSAGRAÇÃO MÚSICA CATÓLICA

Casualmente, folheando uma revista de cariz franciscano, e agora no site das Irmãs Franciscanas Hospitaleiras da Imaculada Conceição, deparei-me com uma notícia que muito me alegrou.
A Irmã Maria Amélia Costa (na foto), natural da ilha do Faial – Açores – Franciscana Hospitaleira da Imaculada Conceição, foi recentemente distinguida com o Prémio Consagração 2007/2008, no âmbito dos prémios Kerygma da Música Católica.
“A distinção é feita ao melhor artista ou grupo, à melhor canção e ao melhor álbum.Segundo destaca um comunicado enviado à Agência ECCLESIA, a Irmã Maria Amélia Costa desenvolve “há longos anos” um repertório musical, inspirando a “rezar cantando” com temas que “interpelam, convidando à reflexão e, sobretudo, nos transmitem a paz que vem de Deus”.Do seu percurso musical destacam-se os CDs como «Ele passou por aqui», «Como quem procura...», «Notícias de Deus», «Faz-te ao largo!», «Deus precisa de mim», «Pára um momento» e, mais recentemente, «No trilho da Luz».O Prémio Consagração é atribuído para “reconhecer a riqueza de um percurso de vida musical ao serviço da evangelização”, destaca o comunicado.”
Toda a sua vida de Religiosa tem sido dedicada ao serviço da evangelização, juntos das camadas mais jovens, pela sua presença que muito marca, a sua palavra que inspira paz e sobretudo a sua música que tem já cantores e fãs em várias gerações.
A Mana – assim nos tratamos há tantos anos – tem publicadas algumas cassetes e também já alguns cds com músicas que nos levam a encontrar o rosto jovem de Deus e o coração Irmão de Francisco de Assis.
A sua última publicação – cd “No trilho da Luz” – tem sido para mim um momento de muita oração e reflexão até porque, neste cd, a Irmã Amélia publica uma música que há uns anos atrás me dedicou, em tempo em que a minha vocação estava por um fio. Esta música “Eu sou teu filho também” é o grito de entrega confiante de quem se sente cansado com tudo o que o rodeia e ajoelha confiante diante da Mãe para lhe dizer “Avé Maria, educadora e minha Mãe, Santa Maria, eu sou teu FILHO também”.
Há mais de vinte anos que a nossa amizade e relação de irmãos é uma permanente e posso dizer hoje aqui que, numa altura em que eu estava para abandonar a Ordem, foi o acolhimento, o olhar irmão e a palavra da sabedoria que lhe vem do Ser Franciscana, que – em Fátima – me segurou ao projecto da Menoridade Franciscana.
Poucas vezes partilhei isto mas hoje não podia deixar de o fazer num gesto de partilha e alegria por ver a Mana reconhecida pela beleza e espiritualidade da sua música, música que tantas vezes já escutámos aqui, como esta que hoje escutamos: “Quem bom, Senhor, que bom é estarmos aqui…”
Amélia… é com muito carinho e gratidão que te saúdo e que peço que nunca desistas de rezar cantando e partilhar connosco a tua oração. Somos muitos os que, em várias gerações, temos a Irmã Maria Amélia Costa como ponto de referência na meditação e oração, na busca da paz que só tu sabes transmitir na nossa língua Lusa.
Neste ano em que a Congregação termina o processo de Canonização da Madre Fundadora – Irmã Maria Clara do Menino Jesus – imploro de Deus essa graça para que o carisma da Hospitalidade Franciscana continue e ecoar na tua e nossa voz, na presença dos filhos e filhas de Francisco de Assis.
OBRIGADO AMÉLIA PORQUE VIVES E NOS ENSINAS A VIVER O CARISMA DA HOSPITALIDADE FRANCISCANA.
“Onde houver o bem a fazer, que se faça!”
Tu já és há muito tempo “um arco íris de bem, de harmonia e esperança..!
Como sempre terminamos, beijinho amigo do Mano que reza.

Albertino OFM

Deixo-vos com uma das músicas desta autora, compositória e aqui ela mesma é interprete. Esta voz que canta e a mim, pelo menos, me encanta porque me leva à paz… escutem… “Arco íris de esperança” do album “No trilho da Luz” o último publicado pela Amélia.
(mais detalhes deste prémio em
http://www.provstmaria.com/2009/index.php?option=com_content&view=article&id=10:imac&catid=1:latest-news )

27 setembro 2009

Varatojo: Palavra Criadora


(Varatojo - Missal Gregoriano - Coro alto)

Passadas algumas semanas, pós retiro, como prometido aqui estou a partilhar convosco o que a mim me ficou de cada uma das reflexões feitas pelo nosso irmão orientador.
O tema geral do retiro foi: “Palavra de Deus na vida de cada um através das emoções”.
Estamos diante de uma reflexão, acerca da Palavra de Deus na nossa vida, numa perspectiva da psicologia humana.
Assim a primeira reflexão refere-se à Palavra de Deus Criadora.

Deus falou ao longo da história humana, pelos profetas e continua a falar no nosso tempo de muitos e diversos modos, como aliás no-lo recorda o Concílio.
A Palavra é assim, ao longo dos séculos, escrita, gravada no coração do Homem, Palavra necessária no tempo da tribulação, da tentação como Palavra que dá Vida e que revela a presença de Deus em todas as circunstâncias do nosso viver.
Ontem, tal como hoje, muitas vezes não queremos escutar mas sim ver a Palavra. Ora, Deus é mistério e n’Ele o ver não pode ser igual ao escutar.
Querer ver a Deus e à Sua Palavra tem atrás de si mesmo a atititude de posse. Ver é tomar para si o objecto da visão, assenhoriar-se dele e de Deus jamais nos podemos assenhoriar, nem mesmo da Sua Palavra.
É mais fácil apanhar, ou mesmo agarrar, o que vemos do que aquilo que escutamos, como se de uma foto se tratasse e que está ali, diante de nós, inerte e sem vida, apenas é nossa e a olhamos mas não tem vida.
Querer escutar a Deus e à Sua palavra tem atrás de si uma atitude completamente diferente. Mais do que ter a posse de, é querer gerar dentro de nós, em todos os aspectos da nossa Vida a mesma Palavra revelada. Ora esta é uma atitude produtiva da graça que santifica e cria em nós a Vida.
Escutar é algo que implica muito mais que ver, é ir ao encontro do Outro na intimidade, e permitir ser marcado por Ele, de forma vital nessa mesma intimidade. Ora isto implica da nossa parte uma atitude de escuta permanente daquilo que o Outro é em mim e que eu sou para o Outro – Deus…
No Antigo Testamento, Deus deixa-se ouvir frequentemente, quer ser escutado pelo Seu Povo, mas nunca se deixa ver tal como Ele é. A Palavra de Deus é o que comanda e gera vida nos que O escutam. Por isso somente Moisés vê a Deus face a face e por isso mesmo nem sequer pôde entrar na Terra Prometida.
Permanentemente Deus diz: “Escuta Israel…”
É verdade que nós gostamos mais de ver do que de escutar mas o dom da fé é o dom da escuta constante onde Deus se revela e mostra caminhos difíceis para O seguir mas que não existem outros que conduzam à Salvação.
Da parte do crente se espera a atitude de diálogo e escuta permanentes com Deus fazendo da Vida, oração e da oração, a Vida fazendo um inter-câmbio permanente entre a nossa palavra e a Palavra de Deus, criadora de Vida. O nosso Deus é um Deus dialogante, cria o mundo e as coisas manifestando-se ao Homem pela palavra, falando… como no-lo recordam os relatos da criação no livro do Génesis: “Deus disse… faça-se!”
A palavra hoje aparece aos nossos olhos como algo sem sentido, gasta de conteúdos, desacreditada, por isso as nossas palavras não nos ajudam a transmitir Deus de forma compreensível contudo, Ele quer continuar a dialogar e a manifestar-se a nós pela Palavra.
Heb 1, 1-2: “
Muitas vezes e de muitos modos, falou Deus aos nossos pais, nos tempos antigos, por meio dos profetas. 2Nestes dias, que são os últimos, Deus falou-nos por meio do Filho, a quem constituiu herdeiro de todas as coisas, e por meio de quem fez o mundo.
Ex 3, 4-22: “
O Senhor viu que ele se adentrava para ver; e Deus chamou-o do meio da sarça: «Moisés! Moisés!» Ele disse: «Eis-me aqui!» Ele disse: «Não te aproximes daqui; tira as tuas sandálias dos pés, porque o lugar em que estás é uma terra santa.» (…) Deus disse a Moisés:«Eu sou aquele que sou.» Ele disse: «Assim dirás aos filhos de Israel: ‘Eu sou’ enviou-me a vós!»
Jo 15, 15: “Já não vos chamo servos, visto que um servo não está ao corrente do que faz o seu senhor; mas a vós chamei-vos amigos, porque vos dei a conhecer tudo o que ouvi ao meu Pai.
(Cf também Gn 3, 8; Ex 33, 11)

A Palavra é o rosto, a amnifestação mais pessoal de Deus contudo, apenas se vive na escuta, não na visão (Cristo é Palavra Incarnada).
Como já referimos, hoje em dia vivemos o cansaço e o vazio da palavra, dos discursos, das leituras da vida, palavra que se torna chata logo à partida.
Cremos que é exactamente por isso que o mundo hodierno não se predispõe a escutar Deus.
Amós (9, 10) denuncia o uso e abuso da palavra como algo mágico, amuleto que não é alternativa para o bem. Há que buscar o bem para viver e Deus estará aí.
A Palavra de Deus tem que ser a referência da vida dos crentes e Deus está atento ao mau uso da Sua Palavra que nos faz uma permanente chamada à conversão e Vida em Deus.
Jeremias (7, 2) denuncia a Palavra de Deus sob a capa do bem, chama à atenção para que não se use a Palavra como juramento falso porque Deus só está connosco se procuramos o bem e a justiça. Não podemos ser como os hipócratas que juram pelo Templo mas não cumprem o amor e a justiça. Maus profetas que enganam com palavras mas não com Palavras de Deus.
Podemos então perguntar qual é o efeito mais importante da Palavra?
Recordemos uma vez mais os relatos da Criação no início do livro do Génesis.
Deus disse, Deus falou para realizar todas as coisas na Criação. É a Palavra que tudo cria, dá luz, nome… desperta o universo.
A Criação chega à Vida porque escuta esta Palavra e Deus “viu que tudo era bom”.
É urgente levar esta Palavra às nossas obras o que implica da nossa parte conhecer os gestos de Deus, conhecê-l’O intimamente pela Sua Palavra.
Deus continua a dirigir-nos a Sua Palavra como continuação da Criação. O que Ele fez com as Criaturas, hão-de fazê-lo elas entre si, dar a Vida, chamar à Vida.
Também aqui podemos referir as palavras de lealdade de Rute, Ester, Lídia, Judite, Job, Isaias… palavras de fidelidade, confiança, esperança…
Em João, no prólogo ao seu Evangelho (Jo 1, 1-19), esta Palavra era Deus, o próprio Deus feito Homem, Palavra incarnada no meio de nós.
É esta Palavra Incarnada que abraça as crianças, chora os mortos, toca para curar, partilha a mesa com os fariseus, perdoa quem peca (Zaqueu, mulher adúltera, Mateus…).
Nós temos como que uma relação quase autómata com a Palavra de Deus e isso não nos deixa encontrar e escutar o Verdadeiro Deus.
Urge vestir e domesticar o coração para entrar num diálogo simples com Deus. Com simplicidade ser palavra sem mais. “O essencial é invisível aos olhos, só se vê bem com o coração” (Saint Exupery).
Mais que ver, devemos escutar a Palavra e deixar-nos habitar por ela, permanecer nela, prescrutar o que a Palavra de Deus tem como compromisso para a minha vida.

Varatojo lugar da Palavra, Vida, Amor e Fé

O tempo de férias já lá vai.
É agora tempo de serenar para recomeçar e para tal, nada melhor que o Retiro anual de cinco dias que os Religiosos e Sacerdotes devem fazer.
Aqui estamos uma vez mais Franciscanos em RETIRO, no Real Convento de Varatojo – Torres Vedras – fundado por El-Rei D. Afonso V, em 1474, e para aqui vieram os primeiros 14 frades Menores – Franciscanos – vindos de Alenquer.
Desde então, com alguns interregnos no tempo da expulsão dos Religiosos e em 1910 com a República, esta Casa tem sido para os Franciscanos de Portugal, Guiné e Moçambique como que a Casa Mãe onde se faz o Noviciado ou ano da prova como lhe chamava S. Francisco.
Já o Retiro está a meio mas não quis apressar-me a partilhar convosco os temas e reflexões sem que antes eles fossem eco no meu silêncio.
Fr. Roberto – Frade do meu tempo, pertencente à Província da Galisa (Espanha), professor nas àreas da psicologia e trabalhador na àrea da agricultura biológica, em Herbon, é o irmão que orienta as nossas reflexões.

Escolheu como tema: A PALAVRA DE DEUS NA VIDA DE CADA UM ATRAVÉS DAS EMOÇÕES (Psicologia humana e Palavra)

Duas reflexões temáticas em cada dia e um tempo ainda de discernimento a par com o silêncio, reflexão, oração e convívio fraterno entre irmãos de Portugal, Moçambique e Timor Leste. Somos 27 os irmãos em retiro.
Os mais jovens, 3 de Portugal e 2 de Moçambique, iniciarão amanhã o seu Noviciado com a Celebração da bênção e vestição do hábito de S. Francisco. Estes irmãos Noviços aqui passarão o próximo ano em num período especial de oração, Fraternidade e formação tendo por mestre e guia, chamado pela Província a desempenhar este múnus, o nosso querido amigo e irmão Frei Armindo Carvalho, que já tanto colaborou com o Retalhos - e ontem me prometeu voltar - e que nos últimos anos foi Guardião da casa Igreja onde nasceu S. António em Lisboa e desempenhando ainda o múnus de Vigário Provincial para o qual foi eleito no Capítulo Provincial último.
Connosco estão também 3 irmãos de Timor Leste e que continuarão a sua formação em Leiria face ao futuro e ao que o Senhor lhes pedirá
Com eles e por eles rezamos ao Senhor.
Assim, nos próximos dias e durante a seman que vem, o Retalhos será lugar e eco do que por aqui se vive, reflete e reza.
Os textos temáticos que publicar são a minha reflexão feita a partir das exposições de Fr. Roberto.

A todos vós a gratidão pela oração e comunhão.

BENEDICAT…


(Conheça Varatojo: http://www.virtual-net.pt/FranciscanosVaratojo/)

20 setembro 2009

Nossa Senhora da Luz

Hoje Celebrámos, em Carnide - Lisboa - mais uma Procissão de Nossa Senhora da Luz.
Milhares de pessoas acompanharam a imagem pequenina, encontrada neste local há mais de quatro séculos, pelas ruas antigas da povoação.
É sempre um sentida homenagem de tantos fiéis ou simples transeuntes que aclamam Deus por Maria.
Que a Senhora da Luz a todos conceda a Sua bênção Maternal.

14 setembro 2009

Exaltação da Santa Cruz



(Relicário da Santa Cruz da Basílica do Santo Sepulcro em Jesrusalém)

EXALTAÇÃO DA SANTA CRUZ – (Jo. 3, 13-17)

A Igreja celebra neste próximo domingo a festa de exaltação da Santa Cruz, isto é, uma homenagem à cruz salvadora de Jesus Cristo. Esta festa é muito antiga e remonta ao ano 335, quando foi inaugurada a igreja construída pelo Imperador Constantino, no alto do Calvário, em Jerusalém, lembrando a morte e a ressurreição do Senhor. Na mesma época foi construída a igreja da Santa Cruz, em Roma, para abrigar as madeiras trazidas pela mãe de Constantino, Santa Helena. Seriam relíquias autênticas da cruz de Jesus. Estas madeiras estão lá até hoje, na Basílica da Santa Cruz, em Roma, para a veneração do povo. No começo, a festa era celebrada a 13 de dezembro, mas depois que a festa veio para o Ocidente, com o nome de exaltação da santa cruz, o dia passou para 14 de setembro. (in, http://www.mitranh.org.br)

AQUI FICA A PARTILHA ENVIADA POR “DINA”
A quem desde já agradecemos o seu sentir.

“Na verdade a Cruz é uma festa. Pela Ressurreição de Jesus Cristo, a ignomínia da Cruz transformou-se em glória. Erguida ao alto, está entre o Céu e a terra, como troféu de vitória e sinal de aliança. Ela é a árvore da vida. Se duma árvore veio a ciência do mal e da morte, doutra veio a Ressurreição e a ciência da Vida…
Na exaltação do Filho do homem, Jesus revela a Sua Divindade e saberá o mundo que Ele é «Eu sou». E exaltado da terra, atrairá todos a Ele, e o Príncipe deste mundo foi lançado fora…
A Cruz é o trono Real, onde o Rei dos reis e Senhor dos senhores se senta, e recebe a vassalagem dos homens e do universo.
Para nós cristãos, como para Cristo, a Cruz é a nossa glória. Crucificados com ELE, cataremos vitórias e seremos exaltados, revestidos dum nome que nos elege e dignifica. A Cruz tudo atrai. A sabedoria do cristão está na sabedoria da Cruz, «escândalo para os judeus e loucura para os gentios» (1 Cor 1, 23).

A Cruz não é um objecto de trazer ao pescoço para protecção de doenças ou desventuras, nem um símbolo colocado no cimo das montanhas para assinalar a conquista de um território ou nas casas para indicar a sacralização de um ambiente. É o ponto de referência do olhar do crente que vê sintetizada nela a proposta de vida que o Mestre lhe fez.
Que fazer quando o orgulho, a inveja, o ciúme, a incompreensão, a solidão, o abandono, o ressentimento, as horas difíceis nos tiram o sorriso e a vida? Esses são os momentos em que a salvação nos pode vir apenas da contemplação d’Aquele que foi elevado sobre o madeiro da Cruz. Através deste olhar, ELE comunica-nos o Seu convite a unir a nossa vida à Sua para que se torne um Dom de Amor ao irmão. A imagem perfeita de Deus, é dada por Jesus na Cruz:
ELE ó pobre, não ficou com nada para Si, deu tudo
Meu Jesus, por soberana dita
Tua sou, a Ti pertenço.
A Ti quero seguir, Contigo a Cruz quero levar.
Enfim, Jesus meu, minha dita é ser toda Tua,
minha dita é seguir-Te a Ti, abraçada á minha cruz,
que quero apertar contra o coração como o meu maior Tesouro”.

«Longe de mim gloriar-me a não ser na Cruz de Jesus Cristo» (Gl.6,14)”

08 setembro 2009

Natividade da Mãe

“Hoje é comemoramos o dia da Nativadade de Nossa Senhora.
Não o queria deixar passar sem lemdrar a Mãe.
Sem a presentear, ao menos lembrá-la como lembramos o dia do nosso aniversário, e oferecer-lhe as cinquentas rosas do rosário.Dia em que Deus começa a pôr em prática o Seu plano eterno, pois era necessário que se construísse a casa, antes que o Rei descesse para habitá-la. Esta "casa", que é Maria, foi construída com sete colunas, que são os sete dons do Espírito Santo.
Deus dá um passo à frente na actuação do Seu eterno desígnio de amor, por isso, a festa de hoje, foi celebrada com louvores magníficos por muitos Santos Padres.
Segundo uma antiga tradição os pais de Maria, Joaquim e Ana, não podiam ter filhos, até que no meio das lágrimas, penitências e orações, alcançaram esta graça de Deus. De facto, Maria nasce, é amamentada e cresce para ser a Mãe do Rei dos séculos, para ser a Mãe de Deus. E por isso comemoramos o dia de sua vinda para este mundo, e não somente o nascimento para o Céu, como é feito com os outros santos Sem dúvida, para nós como para todos os patriarcas do Antigo Testamento, o nascimento da Mãe, é razão de júbilo, pois Ela apareceu no mundo: a Aurora que precedeu o Sol da Justiça e Redentor da Humanidade.
A Ela (Mãe dos Sacerdotes) entregamos todos os Sacerdotes, neste ano sacerdotal, e também todos estes jovens que se preparam para o ser.Nossa Senhora, rogai por eles!”
Mariana

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No seu Sermão do Nascimento da Mãe de Deus, o Pe. António Vieira diz:
"Perguntai aos enfermos para que nasce esta Celestial Menina.
Dir-vos-ão que nasce para Senhora da Saúde;
perguntai aos pobres, dirão que nasce para Senhora dos Remédios;
perguntai aos desamparados, dirão que nasce para Senhora do Amparo;
perguntai aos desconsolados, dirão que nasce para Senhora da Consolação;
perguntai aos tristes, dirão que nasce para Senhora dos Prazeres;
perguntai aos desesperados, dirão que nasce para Senhora da Esperança;
os cegos dirão que nasce para Senhora da Luz;
os discordes: para Senhora da Paz;
os desencaminhados: para Senhora da Guia;
os cativos: para Senhora do Livramento;
os cercados: para Senhora da Vitória.
Dirão os pleiteantes que nasce para Senhora do Bom Despacho;
os navegantes: para Senhora da Boa Viagem;
os temerosos da sua fortuna: para Senhora do Bom Sucesso;
os desconfiados da vida: para Senhora da Boa Morte;
os pecadores todos: para Senhora da Graça;
e todos os seus devotos: para Senhora da Glória.
E se todas estas vozes se unirem em uma só voz (...), dirão que nasce (...) para ser Maria e Mãe de Jesus".
(Apud José Leite, S. J., op. cit., Vol. III, p. 33.).

04 setembro 2009

Tomada de Hábito

"Os Franciscanos de Varatojo viveram no dia 04 de Setembro deste ano de 2009 um momento de festa e alegria pela entrada de cinco jovens no Noviciado.
Estes jovens receberam o hábito franciscano, sinal da sua integração na vida dos «Irmãos Menores», e marco da etapa de um ano em que procurarão conhecer e discernir melhor a sua vocação, aprofundando a espiritualidade, a história e Regra da Ordem dos Frades Menores.
Nesta cerimónia da «tomada de hábito», inserida na Oração de Vésperas, o Padre Provincial, recordou aos agora noviços que o hábito vestido por todos os frades é sinal da fraternidade e da igualdade, pois embora entre os franciscanos haja diferentes funções e até irmãos reconhecidos pelas suas distintas ocupações, quando trajamos o «hábito religioso» esbatem-se as diferenças para dar lugar à igualdade fraterna.
Os jovens que iniciam este ano, conhecido também por «ano da prova», são oriundos de várias partes: o Sérgio com 22 anos é de Lisboa, o Luís com 22 anos é do Porto, o Filipe com 20 anos é de Coimbra e o Tendai Samuel com 22 anos e o Isidro com 23 anos são de Moçambique.
A acompanhá-los estará Frei Armindo Carvalho, designado para Mestre de Noviços, e Frei David Azevedo e Frei Marques de Castro, na qualidade de Vice-Mestre e Guardião, respectivamente.
Passados 800 anos ainda encontramos jovens audazes que se propõem viver o espírito de Assis.
Num Convento com mais de 500 anos de história, em que tudo parece envelhecido, surgem sinais de esperança e alento.
Bom seria que a renovação humana fosse acompanhada pela renovação do edifício conventual, pois há muito que urgem obras de restauro e conservação deste monumento nacional."

Fr. Paulo Ferreira OFM

15 agosto 2009

Férias: Encontro com Deus, família e amigos

Paz e bem amigos!
Nestes últimos tempos tenho-me dedicado menos vezes ao Retalhos contudo, por aqui venho para receber de vós a partilha e os comentários. São esses momentos que tornam sempre este blogue tão importante.
Pois é, tal como muitos de vós estou em tempo de férias.
Tem sido um tempo de muitas coisas, partilha e estar com Amigos, matar saudades da família e ser presença junto dos que muito amo e que são o meu sangue… sentir o calor e o carinho que só os pais podem dar e de mim receber.
Sentir que os mais novos da família cresceram mais um ano e que… mais presos se sentem a quem tanto os ama, não porque lhes compram coisas e mais coisas mas porque dão o que dinheiro algum pode comprar: tempo, dedicação, calma de quem ensina e explica, amore e ternura, confiança de um abraço, de um beijinho (à esquimó), de um banho com espuma preparado com calma… rir, brincar, mudar terra às plantas e… ter que dizer até pró ano com um sorriso grande, diante de uma criança que chora e que diz não querer partir… e o nosso coraão fica pequenino porque também não apetecia deixar partir mas… a vida é isto mesmo.
Foi tempo de presidir à Primeira Comunhão e Profissão de Fé dos meus sobrinhos Samuel e Margarida, e dentro de dias o Baptizado do Luisinho… Férias que são tempo de Graça…
Férias são para mim também o lugar de Deus. Muitos esquecem-se de levar Deus na sua bagagem… para mim é impossível Ele não estar presente. A minha pobre alma de franciscano leva-me sempre a encontrar Deus Pai e Criador, sobretudo diante do mar e do sol.
Quietar-me ali diante da imensidão do oceano e contemplar o sol que se põe, escutando as ondas e sentindo o sereno ar no rosto, recorda-me sempre a velhinha história da boneca de sal que, tendo acordado e sentindo necessidade de humedecer os lábios percorre tudo em busca da fonte de tal sabor – o sal – desde a gota de água da torneira, ao riacho, ao rio e finalmente o mar que, num primeiro instante lhe derrete as pernas de sal mas que logo depois a envolve e faz sentir que ela é parte desse todo que lhe diz: “O mar? Que é o mar? Sou Eu!”
Assim somos nós… assim me sinto eu diante do mar, parte daquele todo que mais não é que reflexo do Deus que me ama e me fala pelas maravilhas da Criação.
Nada de novo isto, já se sabe, o mar e todas as coisa eram, para Francisco e para os franciscanos ao longos dos séculos, o lugar de encontro com Deus Criador. Como não sentir desejo de ser pescador enviado por Deus, como não sentir admiração e contemplação pelo mar, pelo sol, pelo vento, pelas gaivotas que nos convidam a olhar para o Alto e a desejar voar mais e mais em direcção ao céu – Deus…
Como não sentir no sol dourado a contemplação do sol que se põe para de novo, qual astro da manhã pascal, se reerguer sobre nós voltando a dar luz e vigor ao nosso viver.
E o vento suave da maresia acompanhado com o som das ondas… harmonia perfeita que nos leva a silenciar tudo o que nos perturba para nos ajudar a escutar Deus.
Lembro aquela outra velhinha história dos “sinos do templo”. Sim, o templo de uma ilha que tinha o mais belho carrilhão do mundo e que um maremoto levou para o fundo do mar.
E como as gentes costeiras diziam que de quando em vez se conseguiam escutar ainda os sinos.
Alguém de muito longe vem para a praia para tentar escutar mas… mesmo filtrando todos os outros sons desistiu porque não seria ele um feliz contemplado a escutar tal harmonia vinda das profundezas do oceano. E ao ir despedir-se de tudo aquilo para regrassar a sua casa, sem se preocupar agora em filtrar os diversos sons da beira mar, começa a ouvir um sininho, depois outro, e muitos outros em seguida… afinal… junto ao mar podemos escutar Deus se nos envolvermos com os sons que Ele coloca diante de nós. É contemplação, graça e mistério que as férias nos podem proporcionar e que para a maior parte das pessoas não faz parte da sua bagagem…
Para mim, estar diante do mar, e sobretudo ao por de sol, nesta Paz do fim do dia quando tudo se silencia e apenas escutamos o som do mar e o reflexo da luz dourada do sol na água, mais não é que um convite a parar, silenciar tudo para escutar Deus e a mim mesmo.
“Vinde a mim, todos vós que andais cansados e afadigados, que Eu vos aliviarei…”
As férias são o tempo de retemperar forças para reorganizar projectos, pensar objectivos, ser e estar com a família e os amigos, connosco próprios.
Férias é o tempo previlegiado para estar com Deus.
Neste dia da Assunção de Nossa Senhora ao Céu, não quis escrever como fiz no ano passado – podereis ir ler sobre esta grande Solenidade – mas escrever sobre o que é a experiência de parar para me encontrar, para vos encontrar, para O encontrar…
Em cada por de sol, seja ele à beira mar ou por de trás da serra, tenho presentes cada um de vós…
“Desde o nascer ao por de sol, a minha alma glorifica o Senhor…”
Que Nossa Senhora da Assunção vos abençoe.
Abraço para todos.

11 agosto 2009

Santa Clara de Assis

"Louvado sejas, meu Senhor, por me teres criado"!
No fim da vida assim se expressou Clara de Assis, a "plantazinha de Francisco".
É esta Mulher e Irmã que hoje a Igreja celebra e de forma especial toda a Ordem Franciscana e as Irmãs Clarissas.
Clara rompe com todas as estruturas do seu tempo para se consagrar a Deus, ao jeito dos Irmãos Menores, e Francisco a recebe e promete solicitude e cuidado fraterno para todo o sempre.
Oito séculos passaram...
Muito poderiamos escrever aqui sobre Clara e a Vocação das Damas Pobres de S. Damião, hoje mais conhecidas como Irmãs Clarissas.
Remeto a vossa atenção e reflexão para oq eu escrevi há um ano atrás em http://betus-pax.blogspot.com
Neste dia tão grande para todos aqueles que, de uma forma ou outra vivem ao jeito de Francisco e Clara, imploro a bênção de Clara de Assis.
Que ela nos ensine a caminhar com Menoridade onde quer que nos encontremos.
Comunhão de oração para com as nossas Irmãs Clarissas.
Como Clara sejamos capazes de acolher a vida e o que Deus nos permite viver com a mesma gratidão com que ela chegou ao fim da vida.
Paz e bem!

25 julho 2009

Dia dos Avós



Olá querida Família Retalhos!
Sou a avó Joaquina e os netos empurraram-me para eu mexer nestas modernices dos computadores e como é bom aprender até morrer, aqui estou eu.
Estou a tentar falar-vos de um dia muito bonito, o Dia dos Avós.
Porquê este dia?
Se eu me enganar, o Frei faça o favor de corrigir, é assim que os netos me fazem.
É celebrado neste dia 26 de Julho, porque é o dia de S. Joaquim e Sta. Ana, Pais de Nossa Senhora e, claro, Avós do Menino Jesus.
Num jornal antigo - nós os velhotes gostamos muito de guardar coisas - só consigo perceber, (Jornal da educação, página 3), tem uma notícia com este nome: “ Os avós serão um peso morto? ”, para logo em seguida o mesmo jornal dizer: “ Os avós reencontrados: uma cumplicidade acima das gerações”.
Eu penso que os avós não são um peso morto. Alguns infantários até fazem coisas em conjunto com os avós e que tem dado bons frutos. Uma vez até vi na televisão uma jovem toda contente porque, dizia ela, tinha adoptado uma avó que estava num Lar e nunca ninguém a ia visitar; por isso passou ela a faze-lo, o que se tornou numa alegria para as duas.
E fico-me por aqui, mais não digo senão ides achar-me chata. Para terminar, deixo-vos estas palavras que a minha neta trouxe da escola:
“ DEFINIÇÃO DE AVÓ
Artigo redigido por uma menina de 8 anos e publicado no Jornal do Cartaxo. Está uma ternura.
Uma avó é uma mulher que não tem filhos, por isso gosta dos filhos dos outros. As avós não têm nada para fazer, é só estarem ali. Quando nos levam a passear, andam devagar e não pisam as flores bonitas, nem as lagartas. Nunca dizem “despacha-te”. Normalmente são gordas, mas mesmo assim conseguem apertar-nos os sapatos. Sabem sempre que a gente quer mais uma fatia de bolo ou uma fatia maior. As avós usam óculos e às vezes até conseguem tirar os dentes. Quando nos contam histórias, nunca saltam bocados e nunca se importam de contar a mesma história várias vezes. As avós são as únicas pessoas grandes que têm sempre tempo. Não são tão fracas como dizem, apesar de morrerem mais vezes do que nós. Toda a gente deve fazer o possível por ter uma avó. “
Vou aproveitar as férias dos netos, para ir aprendendo a mexer nestas coisas, (mas só com eles ao pé de mim), por isso vou continuar a falar deste assunto aqui, se o sr. Padre Albertino mo permitir, porque acho que é muito importante.
Avó Joaquina
Obrigado avó pela partilha.
Hoje é sem dúvida o dia em que a Igreja recordaria, liturgicamente, os pais de Nossa Senhora que se tornaram o símbolo do amor e ternura que os avós devem ser e ter.
Este anos, e porque coincide com o Domingo, Dia do Senhor, e porque nenhuma festa se sobrepõe às festas do Senhor, como é o Domingo - dia da Ressurreição - não se celebra liturgicamente a festa de Santa Ana e S. Joaquim contudo, o dia dos avós aí está e é bom ter avós com quem brincar, rir, confiar sejam eles magros ou gordos, rabugentos ou mais compreensivos... estejam eles no meio de nós ou junto de Deus.
Que Deus, por Ana e Joaquim, abençoe todos os avós...

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