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SANTA E FELIZ PÁSCOA!

VÍDEOS: Para visualizar e ouvir os vídeos deverá dasativar a música de fundo no painel aqui do lado esquerdo

25 janeiro 2009

Ano Paulino: A experiência de Damasco

Hoje celebramos a Festa da conversão de S. Paulo.
Recebi do Miguel este texto que é uma boa reflexão sobre o grande momento de encontro de Paulo com Cristo na estrada de Damasco. Fica a partilha para todos vós e o agradecimento ao Miguel por nos permitir olhar esta experiência a partir da sua reflexão.

A EXPERIÊNCIA DE DAMASCO

O ANO PAULINO, que estamos a comemorar, coloca-nos um grande e exigente desafio: o de olharmos para a nossa vida à luz da pessoa e da mensagem do grande Apóstolo S. Paulo. É, sem dúvida, um desafio muito grande e exigente...

Certamente que, ao longo dos dois mil anos da Igreja, todo o cristão, de uma forma ou de outra, já se confrontou com S. Paulo, quer através do que se pode ler sobre ele nos Actos dos Apóstolos quer das suas Cartas, sejam elas autênticas ou não (isto não vem aqui ao caso). Também muito já foi escrito e falado sobre ele por teólogos e exegetas mas, no meu caso, é apenas uma reflexão, ao jeito de partilha e de vivência pessoal, desprovidas de pretensões científicas e técnicas. É a minha meditação pessoal sobre um aspecto da vida de S. Paulo, que sempre me fascinou muito, e me faz reflectir, continuamente, a minha própria vida.

Ao ler, nos Actos dos Apóstolos (Act. 9, 1-25), o relato sobre a conversão de S. Paulo encontro sempre novos pontos para meditar. Certamente acontecia o mesmo com S. Paulo cada vez que meditava na sua experiência de Damasco. Foi a “experiência-chave” da sua vida e, a partir dela, podemos penetrar um pouco na sua personalidade e compreender o seu carisma, não apenas para o seu tempo, mas também para o nosso. “A vida de Paulo, tal como a conhecemos, converge e desenrola-se a partir do acontecimento central da sua conversão, a caminho de Damasco. Esse encontro espiritual com Cristo Ressuscitado revolucionou por completo a sua vida” (D. José Alves, Arcebispo de Évora, Nota Pastoral sobre o Ano Paulino). “Tudo o que antes era importante para ele, deixa de o ser e passa a viver exclusivamente para Cristo, o seu Senhor” (Apresentação do livro: Paulo, Mensageiro da Boa Nova).

E na minha vida, qual é a experiência-chave em matéria de Fé? Como realizo o meu “Encontro de Damasco” no meu estar e no meu viver quotidianos?

Talvez nunca tenha vivido um “encontro” tão espectacular como Paulo. Não fui interpelado por um raio de luz que me atingiu e cegou; não foi a voz de Cristo que me sussurrou ao ouvido nem foi alguém, como Ananias, que me fez voltar a ver; não foi! Pois bem, não foram estes os sinais que identifico como fazendo parte da minha “experiência-chave”, mas outros, menos espectaculares, que, permanentemente, me provocam efeitos interiores idênticos: um livro ou filme de teor religioso que toca profundamente; (penso, p.ex. no filme “A Paixão de Cristo” que mexeu profundamente com muita gente); talvez um retiro, uma conferência, uma homilia através da qual Cristo me “falou ou fala” pela pessoa e voz do sacerdote; uma experiência dolorosa, um sofrimento, uma desilusão que me fez reconsiderar as minhas opções; talvez o encontro profundo com alguém que, inesperadamente, cruzou o meu caminho e me ajudou a descobrir novas dimensões de vida; etc, etc. Poderíamos continuar a enumerar elementos que convergiram e realizaram a “experiência-chave” de cada um, de cada vida.

Na verdade, em tudo isto, o ponto comum é a palavra “ENCONTRO”. A experiência-chave de S. Paulo foi o seu “encontro” pessoal com Cristo, o Ressuscitado: “Saulo, Saulo, porque ME persegues?” (Act. 9, 4). Ele foi tão marcante que Paulo nunca mais foi o mesmo nem se esqueceu do momento nem das circunstâncias em que Cristo entrou na sua vida e o atingiu até ao cerne da sua personalidade, levando-o a efectuar uma mudança radical.
Também as nossas vidas têm de ser, necessariamente, um encontro pessoal com Cristo para se tornarem a “experiência-chave” no nosso caminho de Fé.
Não se trata dum encontro emocional, superficial, ou de entusiasmos momentâneos, mas de um encontro profundo e íntimo com Deus, no mais absoluto silêncio. Um encontro a partir do qual tudo na nossa vida muda – como na vida de S. Paulo. Tudo o que era importante e imprescindível torna-se secundário, desnecessário e até dispensável pois, de repente, outros valores emergem no nosso horizonte, referenciados ao único valor perene: Deus. “Para mim viver é Cristo” (Fil 1,21; cf. Gal 2,20) “e tudo o mais é lixo” (cf. Fil 3,8). Passamos a “ver” tudo com um olhar diferente, novo; uma nova luz – como no caso de S. Paulo – nos “derruba do cavalo” dos nossos egoísmos, das nossas aparentes seguranças e certezas, do nosso orgulho e auto-suficiência, da nossa ambição de grandeza e auto-promoção... Ele faz-nos perceber que Deus ama os pobres, os humildes, os despretensiosos... os que estão abertos para Ele e a quem Ele Se pode revelar: “Eu Te bendigo, ó Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste estas verdades aos sábios e inteligentes e as revelaste aos pequeninos” (Mt 11,25).

Quase no final do processo de conversão de S. Paulo, Ananias vai em busca dele e encontra-o a orar. Diz-lhe então, que Cristo o tinha enviado “para que recupere a vista e fique cheio do Espírito Santo” (cf. Act. 9, 17). Ora, “voltar a ver” significa receber uma “visão nova”, aquela que é dada pelo Dom do Espírito Santo. Ou melhor – assim penso eu – é o Espírito Santo que dá o modo novo de “ver”. Sem Ele, sem o Espírito de Cristo, todo o nosso viver se torna insípido e sem sentido, “não tem graça” – como costumamos dizer – no sentido pleno do termo e com toda a razão. No entanto, com o Espírito Santo, a nossa vida será marcada pela “caridade, a alegria, a paz, a paciência, a bondade, a fé, a mansidão e a temperança” que são os “frutos” do Espírito, segundo nos diz S. Paulo na sua Carta aos Gálatas (5, 22).

Mas, será que a nossa experiência-chave também traz, tão fortemente, a marca do Espírito ao ponto de, como S. Paulo, nos tornarmos incansáveis no anúncio da Boa Nova de Jesus Cristo que morreu e ressuscitou para nos salvar? Ou o encontro com Cristo ainda não foi tão profundo que continuamos amedrontados e incapazes de sermos realmente os apóstolos que Deus necessita para a construção do Seu Reino?

Está na hora de fazermos a nossa “matrícula” na escola de S. Paulo para ali aprendermos o que significa: “Já não sou eu que vivo, é Cristo que vive em mim” (Gal 2, 20).

Miguel

23 janeiro 2009

UNIDADE: Oração das Igrejas da Coreia

Oração de Páscoa das Igrejas da Coreia do Sul e do Norte (Abril de 2007)
Oração proposta também para esta semana da Unidade dos Cristãos

Ó Senhor:
Tu venceste a morte e ressuscitaste (cf. Jo 16, 33).
Louvamos a ti, Senhor ressuscitado,
Que venceste a cruz
Deixando para trás o túmulo vazio:
Ressuscitado, todo vestido de branco.
Senhor ressuscitado:
Cujas lágrimas fizeram desabrochar no Getsémani as flores da primavera,
Cujo sofrimento no Gólgota fez saltar a luz após a obscuridade,
Tu que, livre do túmulo, transformas a aflição em harmonia.
És fonte da eterna esperança para toda a humanidade.
Nós que estamos fatigados pela obscuridade da divisão;
Nós que, levando a cruz, vagueamos sobre esta terra como numa aldeia abandonada,
Nós que andamos no caminho estreito, com espinhos, até a próxima aurora;
Aqui, hoje, nos vales que sulcam o nosso país,
As igrejas do Norte e do Sul (da Coreia) se reúnem em uma só Igreja;
Os cristãos do sul e do norte unem os seus corações repletos de alegria
E cantam o louvor de Deus nesta nova manhã de Páscoa.
Senhor Deus,
Para que nos tornemos testemunhas vivas da tua ressurreição,
Faz que nossas mãos trespassadas pelos cravos do ódio, ensanguentadas pelas flechas de condenação,
Se tornem mãos que curam feridas, mãos estendidas para reconciliar.
Sobre os caminhos de sofrimento,
Ajuda-nos a reencontrar a nossa voz para consolar e recuperar o caminho da paz.
Enfim, ajuda-nos a compreender que nós somos capazes de transformar o passado mortífero que conhecemos.
Então,
Como a cruz e a ressurreição se fazem uma só verdade,
Como o rio Daedong ao norte, e o Han ao Sul, se encontram no mesmo mar,
Do monte Halla no Sul, ao monte Baekduno norte,
De Kaesong a oeste, ao monte Keumgang a leste,
Possa a nossa incompleta libertação tornar-se uma reunificação perfeita.
Enfim,
Que a saudação de nosso Senhor no dia de Páscoa: “A paz esteja convosco” (Jo 20, 19), ultrapasse as fronteiras do nosso país, atinja a Ásia e o mundo inteiro.
E unam-nos a todos na paz; os gritos de alegria, os risos e os abraços fraternos.
Que os dias de incerteza que causamos à aldeia global se tornem, agora, o Terceiro Dia de esperança.
Nós te rogamos pelo nome de Cristo ressuscitado que conduz o nosso país pela unidade, afim que ele se faça “nova criação”.


(Oração composta pelo Conselho Nacional de Igrejas da Coréia e pelaFederação Cristã Coreana)

21 janeiro 2009

Obama: a fé e a Oração

Novidade no Blogue.
Encontrei hoje mais uma ferramenta que pode ser muito útil para o nosso "Retalhos" a opção de em vez de escrever poder gravar e deixar-vos escutar com a tonalidade e conotaçao que nem sempre um texto consegue transmitir.
Trata-se de uma forma simples.
Nunca esquecer de desactivar a música de fundo do Blog, na coluna da esquerda, e depois activar - clicando - na seta que está do lado direito da imagem que encontramos abaixo.
Hoje é apenas uma experiência e faço eco do dia de ontem e da minha pequena reflexão sobre os acontecimentos.
Será que deu resultado e surte em vós algum efeito esta forma de comunicação?
Já sabeis que a opinião dos amigos do "Retalhos" é muito importante porque acima de tudo está em causa o sentirde-vos bem ao entrar aqui.
Para ouvir a gravação clicar sob a seta do lado direito da imagem que está aqui em baixo.


19 janeiro 2009

“Serão um, em tuas mãos”: o Tema

“Serão um, em tuas mãos”: (Ezequiel 37, 15-28)
O TEMA BÍBLICO
Os textos para a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos 2009 são-nos apresentados como expressão da vivência das Igrejas na Coreia do norte e da Coreia do sul, uma Única Coreia dividida em dois países. Foi a estas Igrejas irmãs nossa que coube este ano preparar os textos e celebrações para esta semana.
Assim, e partindo da sua própria experiência de divisão e desejo de união, as Igrejas encontraram a sua inspiração na Profecia de Ezequiel que viveu, também ele, num país tragicamente dividido, e cujo povo aspirava pela unidade.Profeta e sacerdote, Ezequiel foi chamado por Deus aos trinta anos de idade e a sua missão abrangeu o período dos anos 594 a 571 a.C., sendo ele fortemente influenciado pelas reformas políticas e religiosas empreendidas pelo Rei Josias, no ano 621 a.C.
Comprometido com as reformas de restauração da Lei e do verdadeiro culto ao Deus de Israel, o Rei Josias estava determinado a eliminar a herança nefasta deixada pela precedente conquista de Judas pelos Assírios. Entretanto, depois da morte de Josias durante uma batalha, o seu filho Joaquim (Yoyaqîm) prestou homenagem ao Egipto e divulgou o culto de muitos deuses estranhos à Aliança. Os profetas que ousaram criticar Joaquim (Yoyaqîm) foram abruptamente retirados: Ouriya foi executado e Jeremias foi banido. Depois da invasão dos babilónios e da destruição do templo no ano 587 a.C, os responsáveis políticos e os artesãos do país – entre os quais jovem Ezequiel – foram capturados e deportados para Babilónia. Aí, Ezequiel (como Jeremias) criticou os pretensos “profetas” que alimentavam uma esperança ilusória ao povo. Incompreendido por muitos, Ezequiel provou a hostilidade e o desprezo dos seus irmãos israelitas no exílio.
Apesar de tal sofrimento, o amor de Ezequiel pelo seu povo não diminuiu levando com coragem por diante a sua missão, criticando os chefes que deliberavam contra os mandamentos de Deus e tentou reconduzir o seu povo ao Senhor, salientando que Deus permanece fiel à aliança estabelecida com o povo – com o qual Ele mesmo é solidário. Mas especialmente, nesta situação aparentemente sem solução, Ezequiel não se desesperava! Pelo contrário: proclamava com convicção a mensagem de renovação e unidade do povo de Deus. Afirmava que o projecto desejado por Deus para todos poderia, de facto, realizar-se.
Duas visões encorajavam Ezequiel nas suas dificuldades.
Na primeira visão, que se tornou bastante conhecida, os ossos ressequidos e dispersos no vale retomam a vida e se juntam, pela acção do Espírito do Senhor (cf. Ez 37, 15-23).
Na segunda visão, dois pedaços de madeira voltam a unir-se, numa referência ao Israel dividido (cf. Ez 37, 15-28).
É nesta profecia que as Igrejas irmãs da Coreia se inspiram para o tema central da Semana de Oração neste ano: “Serão um, em tuas mãos”.
Nesta visão de Ezequiel os pedaços de madeira simbolizam os dois reinos nos quais Israel foi dividido. Os nomes das tribos de cada um desses dois reinos foram escritos sobre os pedaços de madeira: duas tribos no reino do Norte; dez no reino do Sul.
Os pedaços de madeira são posteriormente aproximados, para formar apenas uma peça (Ez 37, 15-23).
Para Ezequiel, a divisão do seu povo era o reflexo e a consequência do pecado e do afastamento de Deus. Formar novamente um único povo era possível, na condição de renunciar ao pecado, de se converter e de voltar para Deus. Mas definitivamente, é Deus que une o seu povo, purificando-o, renovando-o e libertando-o de suas divisões. Para Ezequiel, esta unidade não é uma simples aproximação de grupos antes separados.Trata-se bem mais de uma nova criação: o nascimento de um povo novo, que deveria ser sinal de esperança para os demais povos e para toda a humanidade.Reencontramos o tema da esperança noutro texto, muito precioso para as Igrejas da Coreia: Apocalipse 21,3-4 E ouvi uma voz potente que vinha do trono e dizia: «Esta é a morada de Deus entre os homens. Ele habitará com eles; eles serão o seu povo e o próprio Deus estará com eles e será o seu Deus. Ele enxugará todas as lágrimas dos seus olhos; e não haverá mais morte, nem luto, nem pranto, nem dor. Porque as primeiras coisas passaram.”
Aqui se menciona a purificação do povo de Deus, chamado a encarnar a paz verdadeira, a reconciliação e a unidade – em cuja plenitude o próprio Deus reside: “Ele habitará com eles. Eles serão seu povo e ele será o Deus que está com eles”. Daí os temas bíblicos que inspiraram as Igrejas da Coreia na presente sugestão para a Semana de Oração 2009: a unidade como vontade de Deus para o seu povo; a unidade como dom de Deus, que nos pede conversão e renovação; a unidade como nova criação; a esperança de que o povo de Deus enfim seja “um”.

(In, http://arciprestadodorochoso.blogspot.com, adaptado)

Unidos a todos os irmãos que rezam pelo mundo além, uma prece especial pelas Igrejas irmãs de ambas as Coreias, para que o seu testemunho de desejo de unidade enquanto Nação, seja a realidade enquanto testemunho de fé em todos aqueles que se dizem, e são verdadeiramente, Cristãos.

18 janeiro 2009

“Serão um, em tuas mãos” (Ez 37, 17)

Hoje inicia-se a
Semana de Oração pela
Unidade dos Cristãos.
Este ano tem como tema:
“Serão um, em tuas mãos” (Ez 37, 17)

Esta semana é celebrada tradicionalmente do dia 18 ao dia 25 de Janeiro - datas propostas em 1908 por Paulo Wattson - de modo a cobrir o período entre a festa de São Pedro e a festa de São Paulo. Esta escolha tem um significado apenas simbólico no Hemisfério Sul: ali o mês de Janeiro está no período de férias de verão, sendo preferível escolher outra data, como, por exemplo, a semana que antecede Pentecostes (data sugerida pelo Movimento Fé e Constituição em 1926), que também representa uma outra data simbólica pela unidade de Igreja.
Mantendo esta flexibilidade e fiéis ao espírito da Semana, as Igrejas organizadoras encorajam-nos a considerar os textos propostos, e que encontrareis no site do Vaticano (preparados conjuntamente pelo Pontifício Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos e Comissão Fé e Constituição do Conselho Mundial de Igrejas), como um convite a encontrar outras ocasiões, ao longo do ano, para expressar o grau de comunhão que as Igrejas já atingiram e rezar juntos pela unidade plena que desejamos atingir, conforme a vontade de Cristo.

Tema Bíblico: “Serão um, em tuas mãos” - Ezequiel 37, 15-28:

“Veio-me uma palavra do Senhor:
“Tu, filho de homem, toma um pedaço de madeira e escreve nele: Judá e os filhos de Israel que lhe estão associados. Depois toma outro pedaço de madeira e escreve nele: José – esta será a madeira de Efraim – e toda a casa de Israel que lhe está associada. Aproxima estes pedaços um contra o outro para formarem um só; estarão unidos em tua mão. Quando a gente do teu povo te disser: ‘Não queres explicar-nos o que fazes’ lhe dirás: Assim fala o Senhor Deus: Vou tomar o pedaço de madeira de José – que está na mão de Efraim – e das tribos de Israel que lhe estão associadas; eu os encostarei neles, no pedaço de madeira de Judá: farei deles um só pedaço e eles estarão na minha mão. E os pedaços de madeira sobre os quais tiveres escrito estarão na tua mão, à vista deles. Diz-lhes: Assim fala o Senhor Deus: Vou tirar os filhos de Israel do meio das nações para onde foram, vou reuni-los de todas as partes e os levarei para seu solo. Farei deles uma nação única, na Terra, nas montanhas de Israel: um rei único será o rei de todos eles; não formarão mais duas nações e não estarão mais divididos em dois reinos. (…) serão para mim um povo e eu serei Deus para eles. Meu servo David reinará sobre eles, pastor único para todos eles; (…) Firmarei com eles uma aliança de paz, será uma aliança perene com eles. (…). Então as nações conhecerão que eu sou o Senhor que consagro Israel, quando estabelecer meu santuário no meio deles, para sempre.

Os “oito dias” de oração

A partir do texto-base de Ezequiel, a meditação dos “oito dias” da Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos faz-nos compreender que a unidade da Igreja contribui igualmente para a renovação de toda a comunidade humana. Despertamos, assim, para uma grande responsabilidade: todos aqueles que proclamam a Cristo como Senhor, devem esforçar-se para cumprir a sua oração: “Que todos sejam um afim de que o mundo creia que tu me enviaste” (Jo 17, 21).
Os “oito dias” abrem-se com uma meditação sobre a unidade dos cristãos. Diante das nossas divisões doutrinais e recordando o nosso passado escandaloso – feito não só de divisões, mas de rancor entre os cristãos – nós pedimos que Deus envie o seu Espírito Santo para que vivifique os ossos ressequidos e remodele, em suas mãos, a nossa unidade na diversidade. Que o seu Espírito vivificante nos alente com um sopro de vida e reconciliação, mudando a aridez dos nossos corações e curando as divisões de nosso tempo.

Temas de Oração para cada dia:

DIA 18
- Convidamos os irmãos e irmãs a orar pelas situações do mundo que clamam por reconciliação, atentos ao papel que a unidade dos cristãos representa em seu favor.
DIA 19 - As Igrejas rezarão para que a paz triunfe sobre as guerras e a violência, considerando nossa missão comum enquanto discípulos do Príncipe da Paz: no meio de tantos conflitos e apesar deles, os cristãos são portadores de reconciliação, enraizada na sólida esperança.
DIA 20 - Oferece-nos uma meditação sobre o contraste entre ricos e pobres. Na nossa relação com o dinheiro e na nossa atitude para com os pobres verificamos a nossa fidelidade de discípulos e continuadores do Cristo: pois ele que veio até nós para anunciar a boa nova aos pobres, a liberdade aos cativos e a justiça para todos.
DIA 21 - Somos convidados a rezar para que os cristãos compreendam que só em conjunto poderemos salvaguardar as maravilhas da Criação que Deus nos confiou: o ar que respiramos, a terra que nos dá os seus frutos; a Terra inteira que glorifica o seu Criador.
DIA 22 - Intercedemos para que cessem os preconceitos e discriminações na sociedade, cientes de que a dignidade humana vem de Deus, Pai de todos. A unidade dos cristãos reflecte, qual sinal, a unidade de todos os seres humanos, amados e criados por Deus como pessoas únicas na sua variedade. Nós cristãos somos chamados a construir o Reino da justiça e do amor, no qual as diferenças sejam respeitadas, pois somos um em Cristo.
DIA 23 - Dedicamos a nossa oração pelos sofredores e por quem lhes presta socorro. Os Salmos ajudam-nos a compreender que até mesmo as crises, feitas de sofrimento e mágoa, podem tornar-se ocasião de busca de Deus: além da dor, há um laço profundo que vincula o fiel ao seu Senhor. A compaixão dos cristãos em resposta ao desespero dos que sofrem é um sinal evidente do Reino de Deus. Unidas, as Igrejas Cristãs podem fazer mais diante da dor humana, favorecendo a ajuda material e espiritual tão necessárias.
DIA 24
- Meditamos sobre a diversidade cristã, orando pela nossa unidade em Deus. Sem esta unidade, será difícil construir-mos um reino de paz com todos os homens e mulheres de boa vontade.
DIA 25 - O propósito das orações previstas para o oitavo dia é voltar ao nosso ponto de partida, rezando para que o espírito das Bem-aventuranças supere o espírito deste mundo que passa. Nas Bem-aventuranças nós, cristãos, sustentamos nossa esperança de que Cristo renova todas as coisas e inaugura uma nova ordem no mundo. Deste modo, podemos ser portadores de vida e artesãos da reconciliação em situações de conflito, de pobreza, de discriminações, de guerra, nas quais a humanidade sofre e a Criação chora.

(Estes textos foram retirados do site do Vaticano e adaptados por mim para a língua portuguesa de Portugal)

17 janeiro 2009

Parabéns pai... 78 anos de Vida.

PARABÉNS PAI
PELOS 78 ANOS QUE HOJE CELEBRA...
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Em busca de algo diferente para ilustrar este postal de Aniversário para o meu pai, encontrei este com toda esta ternura no olhar e simplicidade de ser...
Pedir que a vida seja florida, vida com a alegria e o perfume das flores, talvez seja pedir muito já que a saúde há muito que teima em estar ausente.
Mas neste dia quero uma vez mais pedir a Deus a bênção e a graça para o meu pai. Dele já escrevi nos anos anteriores: a minha admiração, respeito e gratidão pelo que foi e continua a ser para mim. Só Deus poderá recompensar, em DOM, ao pai que me deu.
Longe fisicamente mas muito próximo, o mais possível, no coração.
Que Deus o abençoe neste dia de aniversário.
A todos os amigos peço a vossa oração pela vida e saúde do pai Manuel.

13 janeiro 2009

Prece pela Vida com Francisco

A Semana Vocacional continua com a comunhão de tantos Amigos que se unem em louvor e prece a Deus. Na próxima sexta-feira celebraremos o Dia da Província que terá a sua Celebração magna em Coimbra, cidade que acolheu e guarda os restos mortais dos Mártires de Marrocos (Padroeiros da Província).
Podereis ver programa de Celebrações em
www.ofm.org.pt
Esta noite, logo após os jantar, recebemos a notícia da partida para a Casa do Pai do nosso irmão P. Fr. Gandarela, actual guardião da fraternidade do Porto, após alguns meses de sofrimento em consequência de intervenção cirúrgica.
Neste momento o sentimento é de louvar a Deus pela Vida e pelo testemunho que ele deixou.
Por ele e pela Ordem, para que Deus cuide deste cada vez mais pequeno rebanho deixo oração a partir de textos de S. Francisco.


Da Legenda dos Três Companheiros (TC 25)

Quando o bem-aventurado Francisco acabou o restauro da Igreja de S. Damião, usava ainda o hábito de eremita. Andava com um bastão, os pés descalços e cingido com uma correia.
Um dia ouviu, durante a celebração da Missa, o que Cristo recomendou aos seus discípulos quando os enviou a pregar: não levar na viagem nem ouro, nem prata, nem bolsa, nem pão, nem bastão; não usar calçado, não possuir duas túnicas. Compreendeu mais claramente estas palavras, quando em seguida pediu ao padre que lhas explicasse. Então, cheio de alegria, exclamou: “eis o que quero realizar, com todas as minhas forças”.


Momento de louvor (Com Francisco de Assis)

* “Ouvi, filhos do Senhor e meus irmãos, e dai atenção às mi­nhas palavras. Prestai os ouvidos do vosso coração e obedecei à voz do Filho de Deus. Guardai de todo o vosso coração os Seus mandamentos, e cumpri com perfei­ção os seus conselhos”. (Carta a toda a Ordem 5-7)

- Nós Te glorificamos, Pai Santo, porque em Jesus Cristo, Teu Filho, nosso irmão e redentor, nos revelaste o amor dos pequeninos do Reino e nos deste o mais elevado exemplo do acto da doação de Si.

Glória e louvor a Ti, Senhor,
altíssimo, omnipotente e glorioso Deus!

* Louvai-O a Ele, porque é bom, e exaltai-O por meio das vossas obras; pois, para isto vos enviou ao mundo: para que, por palavras e obras, deis testemunho da Sua voz e a todos façais saber que não há outro Omnipotente senão Ele. (CO 8-9)

- Com todo o nosso coração, com toda a coragem e fortaleza, com toda a inteligência e com todas as forças, com toda a boa vontade e afecto, louvemos todos ao Senhor Deus, que a cada um de nós concedeu a graça de sermos Seus filhos adoptivos em Jesus Cristo, Seu Filho, nosso irmão e salvador, e nos consagrou ao Seu serviço, inseridos no carisma de pobreza e menoridade evangélicas, segundo os exemplos de vida e santidade de Francisco de Assis.

Glória e louvor a Ti, Senhor,
altíssimo, omnipotente e glorioso Deus!


* “Depois que o Senhor me deu o cuidado dos irmãos, ninguém me ensinava o que devia fazer; mas o mesmo Altíssimo me revelou que devia viver
segundo a forma do santo Evangelho".
(Testamento 14)

- Louvado sejas, Senhor, que, pela força do Espírito Santo, nos chamaste a seguir mais de perto os passos de Cristo e, em Francisco, nos tornaste irmãos uns dos outros, para sermos no mundo a memória viva do Evangelho.

Glória e louvor a Ti, Senhor,
altíssimo, omnipotente e glorioso Deus!

* Oh! como é glorioso ter no céu um Pai santo e grande! Oh! como é santo ter um tal esposo, consolador, belo e admirável! Oh! como é santo e amável ter um tal irmão e um tal filho, agra­dável, humilde, pacífico, doce, amável e mais que tudo desejável, Nosso Senhor Jesus Cristo, que deu a vida pelas Suas ovelhas. (CO 11-13)

- Bendito sejas, Senhor Deus, Pai todo-poderoso, que em Jesus Cristo, teu Filho unigénito, nos chamaste a assumir o compromisso de viver sem nada de próprio e a servirmo-nos dos bens temporais segundo o Evangelho, na partilha alegre, generosa e fraterna com os homens e as mulheres do nosso tempo.

Glória e louvor a Ti, Senhor,
altíssimo, omnipotente e glorioso Deus!

* Vede, irmãos, a humildade de Deus, e derramai diante Dele os vossos corações; nada de vós mesmos retenhais para vós, a fim de que totalmente vos possua Aquele que totalmente a vós Se dá (CO 28- 29). Temei e honrai, louvai e bendizei, dai graças e adorai ao Se­nhor Deus omnipotente, na Sua Trindade e Unidade, Pai e Filho e Espírito Santo, Criador de todas as coisas (Regra não Bulada, 21, 2).

- Nós Te louvamos, Altíssimo e bom Senhor, por todos os que se sentem chamados a uma vida de radical entrega ao serviço do Reino. Que os jovens de hoje sintam continuamente a urgência do Teu chamamento e que, deixando-se seduzir pelo ‘zelo da Tua Palavra’, respondam com alegria e liberdade ao Teu incessante convite: “Vem e segue-Me”.

Glória e louvor a Ti, Senhor,
altíssimo, omnipotente e glorioso Deus!

Oração Vocacional Franciscana

Senhor Jesus
Entregamos-Te confiantes
O nosso labor quotidiano.

Pedimos-Te
Que por tua imensa bondade
Chames os que quiseres
Para colaborarem connosco
Na nobre missão
Do anúncio do Evangelho.

Faz
Que sejamos para o mundo de hoje
Sinais de um tempo novo de graça
E que, inspirados
No carisma do Poverello de Assis
De menoridade e pobreza evangélica,
Proclamemos com gozo e exultação
O dom inestimável
Da nossa vocação franciscana.

Amen.

(Textos enviados pela equipa da Pastoral juvenil e vocacional – Frajuvoc)

11 janeiro 2009

Ano Vocacional Franciscano: Abertura.

Da Primeira Biografia de Tomás de Celano (1 C 22)

“Um dia, ao ouvir, na igreja de Santa Maria da Porciúncula, a passagem do Evangelho que refere ter o Senhor enviado os discípulos a pregar, o Santo, (…) ao ouvir que os discípulos de Cristo não deviam possuir nem ouro, nem prata, nem dinheiro, nem bolsa, nem pão, nem bordão para o caminho, nem usar calçado, nem duas túnicas, mas somente pregar o Reino de Deus e a penitência, imediatamente exclamou, exultando no espírito do Senhor: «Isto mesmo eu quero, isto peço, isto anseio poder realizar com todo o coração».
Transbordando de alegria, apressa-se o santo Pai a concretizar o salutar conselho. Não consentindo a mínima delonga em executar o que ouvira, desfaz-se das sandálias, atira fora o bastão, contenta-se com uma só túnica e substitui o cinto por uma corda. Prepara em seguida uma túnica à imagem da cruz, a fim de manter afastadas as seduções do demónio, faz questão de que seja áspera, para crucificar a carne com os seus vícios e concupiscências, e tão pobre e rude a deseja, que não possa ninguém invejar-lha.
Com igual cuidado e reverência se esforça por cumprir os demais ensinamentos ouvidos. De resto, nunca ele fora um surdo ouvinte do Evangelho, antes, confiando a uma singular memória o que ouvia, procurava com suma diligência tudo observar à letra.
Para louvor do Senhor. Ámen.


É com este texto de Celano que hoje vos convido a unirdes a vossa oração aos Franciscanos que hoje iniciam o ANO VOCACIONAL FRANCISCANO.
Hoje teremos como símbolos para a nossa reflexão:

A Cruz de S. Damião.
Foi em S. Damião que Cristo falou a Francisco: “Vai Francisco e repara a minha Igreja que como vês ameaça ruir”. Esta Cruz é sinal do chamamento de Deus a Francisco e a todos os seus seguidores. Não existe um lugar onde habite um filho ou filha do Pobrezinho de Assis que não tenha bem visível este Ícone Bizantino de Cristo. É para nós como que a voz que perpetua o chamamento sempre renovado de olhar para a Igreja, não com um sentido crítico de condenação mas, com o sentido de pertença, comunhão e caminho sempre renovado.

Sandálias Franciscanas.
Desde sempre as sandálias foram também o símbolo dos pobres e das pobres de Assis. Na sua génese eram como peregrinos e estrangeiros no mundo e de pés descalços ou em sandálias pobres percorriam caminhos muitos a pedir esmola para si e para os demais pobres. Mesmo Clara e as suas irmãs, as Damas Pobres de S. Damião, quiseram fazer esta experiência de desprendimento saindo do pequeno Conventinho de S. Damião para esmolar da mesa da Fraternidade e da Caridade.

Cordão Franciscano.
Com ele se cingiu Francisco e Clara bem como os seus filhos e filhas ao longo destes oito séculos de Vida Franciscana. O Cordão é ainda hoje um dos sinais mais emblemáticos do SER FRANCISCANO, já que eram praticamente só os Freis de Francisco quem o usava. Nele, Francisco, inseriu três nós para que sempre, onde quer que os irmãos se encontrassem, se recordassem de que haviam professado Vida de Obediência, sem nada de próprio e Castidade, a exemplo de Cristo e em total comunhão com a Igreja de Roma.

Regra de S. Francisco.
O Quarto Concílio de Latrão proibira mais Regras na Igreja, além das três já existentes. Francisco, com a sua teimosia evangélica, e sentindo ser esse o desejo de Cristo, consegue que o Papa lhe permita uma forma de Vida diferente onde o Evangelho fosse mister e onde não existissem mais que irmãos em vez de senhores. A Regra é a expressão da vivência do Evangelho, primeiro texto levado por Francisco ao Papa. Mais tarde, em 1209 com Gregório IX, é aprovada a Regra para Frei Francisco e seus seguidores, Regra Bulada definitivamente por Honório III em 1223. Ela é a medula do Evangelho traduzida em legislação e símbolo de união fraterna entre todos os irmãos e irmãs de todo o mundo.

Lucerna do Ano Vocacional.
A Lucerna acesa é usada para simbolizar tudo o que é atitude de serviço como por exemplo a enfermagem e a Vida Consagrada.
Esta foi também escolhida pelos Franciscanos de Portugal para ser o símbolo oficial do ano vocacional franciscano que hoje iniciamos. É a Luz de Cristo que brilhará durante todo o ano presidindo às nossas Celebrações. A Lucerna é a certeza de que Cristo Luz do mundo jamais nos abandonará.

Que Francisco e Clara de Assis a todos nos concedam o dom da paz e do bem…

09 janeiro 2009

Vocação Franciscana: Um DOM EVANGÉLICO

Caríssimos Amigos, paz e bem!

De hoje, dia 9 e até ao dia 16, dia dos Santos Mártires de Marrocos – Padroeiros da Província Portuguesa da Ordem Franciscana e proto-mártires da Ordem, celebramos a SEMANA DE ORAÇÃO PELA VOCAÇÃO FRANCISCANA.
À semelhança do que fiz no ano passado, diariamente aqui partilharei textos de reflexão e orações enviadas pelos nossos irmãos da Pastoral Juvenil e Vocacional.
Pretendo partilhar com todos os amigos do “Retalhos” a celebração, o ração e dom de sermos Irmãos Menores ao jeito de Francisco de Assis.
Neste ano
2009, ano em que celebramos os oito séculos da aprovação da Regra de S. Francisco e da Fundação da Ordem, em Portugal celebraremos também o ANO VOCACIONAL FRANCISCANO que será aberto solenemente no próximo Domingo dia 11 em cada uma das nossas Fraternidades.
Aqui iremos acompanhando com a nossa oração e a certeza de que todos os que por aqui passais, seja onde for, rezareis uma prece pelos Franciscanos de todo o mundo.

“Que o Senhor vos abençoe e vos guarde…”

CELEBRAR VOCAÇÃO:

Louvado sejas, Senhor, pelo dom da nossa Vocação Franciscana!

O Senhor chamou-nos a viver segundo o Evangelho, não sozinhos, mas numa comunidade de irmãos. É nela e por meio dela que se realiza a nossa vocação, uma vez que é ela o lugar privilegiado do nosso encontro com Deus.
Queremos viver, não apenas uns ao lado dos outros, correndo para o mesmo fim e ajudando-nos a atingi-lo, mas voltamo-nos uns para os outros para nos amarmos, segundo o exemplo e o mandamento do Senhor.

A nossa regra e a nossa vida consistem em seguir em tudo as pisadas de Jesus Cristo. E uma vez que Ele se fez pobre por nós, somos chamados a servir o Senhor na pobreza e humildade, como estrangeiros e transeuntes no mundo. A pobreza, vivida na sua dupla dimensão espiritual e social, apresenta-se-nos como uma tarefa particular e permanente.

É Cristo quem nos chama a viver hoje o Evangelho. Como consagrados a Deus, também nós, nos sentimos interpelados de todos os lados, quanto ao sentido da nossa vida, das nossas opções e quanto ao carácter específico da nossa vocação franciscana nos dias de hoje.
(In Doc. A CAMINHO, rumo ao capítulo geral extraordinário – “A Vocação da Ordem hoje”, n.ºs 12. 20 e 1)

Oração
Ó Santíssimo Pai nosso,
seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu:
a fim de que te amemos de todo o coração.
A Ti rendemos graças, desejando-Te sempre com toda a alma,
A Ti dirigimos todas as nossas intenções, buscando em tudo a Tua honra.
Alegrando-nos, hoje, por tão grandes benefícios que concedeste
ao Teu servo Francisco de Assis,
insigne seguidor do Teu Filho Jesus Cristo,
humildemente te pedimos, concede-nos a graça de:
‑ uma fé inquebrantável, uma caridade irrepreensível
e uma esperança firme, a fim de que possamos viver, com gozo,
o dom da nossa vocação franciscana,
em permanente fidelidade ao espírito de menoridade
e pobreza evangélicas.
Por Jesus Cristo Nosso Senhor na unidade do Espírito Santo.


Oração para o Ano Vocacional Franciscano

Senhor Jesus
entregamos-Te confiantes
e nosso labor quotidiano.

Pedimos-Te
que por tua imensa bondade
chames os que quiseres
para colaborarem connosco
na nobre missão
do anúncio do Evangelho.

Faz
que sejamos para o mundo de hoje
sinais de um tempo novo de graça
e que, inspirados
no carisma do Poverello de Assis
de menoridade e pobreza evangélica,
proclamemos com gozo e exultação
o dom inestimável
da nossa vocação franciscana.

Amen.

(Textos enviados pela equipa da Pastoral juvenil e vocacional – Frajuvoc)

07 janeiro 2009

O Natal da Ritinha (Conto de Natal)

Olá a todos, paz e bem!
Passou o dia de Reis mas não acabou o tempo do Natal. Esse só termina depois da Celebração do Baptismo de Cristo e que ocorre no Domingo próximo.
Então, e porque ainda estamos em tempo de Natal, quero partilhar um conto de natal enviado por uma aluna minha num trabalho. Publico-o aqui depois das devidas autorizações.
Obrigado à Matilde por permitir partilhar com todos este conto elaborado para a disciplina de Língua Portuguesa.
O Natal da Ritinha
(título dado por mim)

Não estava ninguém na rua. Estava frio e estar na rua tornava-se desagradável. Via-se o fumo a sair das chaminés das casas, lá dentro a família estava toda reunida na sala de jantar.
O ambiente de festa não deixava ninguém indiferente naquela noite tão especial, era noite de Natal!
Sentia-se o amor no ar, a ternura e para os mais pequenos a magia dos presentes.
Estavam a jantar, o famoso bacalhau fazia as delícias de toda a família.
-Está óptimo – dizia o tio Mário.
-Já tinha saudades da comida da avó – comentava a Ritinha deixando a avó muito “babada”.
Ao mesmo tempo que jantavam iam também contando as novidades. A Ritinha e o tio Mário tinham chegado há pouco tempo de Espanha, as saudades eram muitas mas a alegria que sentiam ao estar outra vez com os primos todos era ainda maior.
O tempo ia passando, os mais novos não viam a hora de poderem abrir os presentes, mas antes ainda tinham que fazer um grande “sacrifício”…
-Vamos, já estamos atrasados para a missa – chamava a avó, mas os netos preferiam fingir que não ouviam.
-Olha que se não vierem, o Pai Natal também não vos traz os presentes – dizia o avô para tentar convencer os netos. O avô disse duas palavrinhas mágicas: pai natal e presentes.
A família lá foi à missa do galo. Quando chegaram, a igreja já estava cheia, estava mais arranjada do que era habitual. Havia jarras de flores por todo o lado.
Afinal não tinha sido assim tão mau ir à missa, o tempo tinha passado depressa e tinham aprendido histórias novas.
Todos queriam voltar para casa, alguns porque não tinham tido tempo para provarem todos os doces que queriam, outros porque queriam abrir os presentes, menos a avó o avô que o que queriam era falar a todas as pessoas, desejar um feliz natal a todos os conhecidos que se encontravam no meio de muita gente à porta da igreja.
Quando chegaram a casa (para alegria de todos os filhos e netos), certificaram-se de que o pai natal já lá tinha passado e desta vez até tinha deixado um bilhete começava assim:
“Olá, desculpem não ter esperado que chegassem mas estava com muita pressa, deixo-vos aqui algumas das coisas que me pediram. Continuem a portar-se bem na escola e a fazer todos os trabalhos de casa. Sejam felizes e tenham muita saúde!
Até para o ano…
Pai natal”
A Ritinha estava maravilhada, os seus olhos brilhavam como as estrelinhas e o seu sorriso era contagiante.
Por outro lado, o Manel não se cansava de pôr as culpas na avó, por sua causa, e pela sua vontade querer falar a toda a gente, não pudera falar com o pai natal. Mas, o grande momento estava a chegar, estava na hora de abrir os presentes.
Na sala onde antes todos estavam calmos embora expectantes, agora reinava a confusão, havia papéis de todas as cores espalhados pela sala, presentes abertos e outros ainda por abrir… Foram momentos mágicos, que se seguiram de grandes gargalhadas e sorrisos ternurentos.
Já era tarde, já tudo estava calmo, as crianças já estavam deitadas e os adultos conversavam à volta da lareira.
Tinha sido como sempre uma noite mágica, uma mistura de sentimentos e emoções que transformam todas as noites de natal numa grande festa.

Matilde Ferreira
(Aluna do oitavo ano)

05 janeiro 2009

04 janeiro 2009

Epifania: Manifestação de Deus

Hoje celebramos a Epifania, ou seja, a manifestação de Deus na nossa fragilidade humana.

Os Magos do Oriente vieram seguidos por uma estrela e encontraram o Messias, adoraram-nO oferecendo presentes: ouro, incenso e mirra.

Façamos reflexão a partir do que todos escrevemos há um ano atrás.

Clique sobre a ligação que se segue

http://betus-pax.blogspot.com/2008/01/epifania-vieram-adorlo.html

01 janeiro 2009

Novo "RETALHOS"

ANO NOVO, RETALHOS NOVOS...

Caríssimos AMIGOS, paz e bem e, antes de mais, os meus sinceros votos de que para todos quantos visitam o Retalhos o ano 2009 seja abençoado.
Diz o povo que “ano novo vida nova”. Diremos nós agora que ano novo RETALHOS NOVOS.
Há muito que o nosso Retalhos vinha a tornar-se difícil de abrir pela enorme quantidade de coisas que aloja. Retirar dali as mesmas era para mim como que cortar uma pétala da ROSA DA AMIZADE que deu origem a este cantinho de amigos.
Então muitas coisas se pensaram, alguns testes se fizeram e, quase que de um momento para o outro surge o RETALHOS 2.
Hoje dia 1 de Janeiro de 2009, pelas 20h35 – hora de Lisboa – nascia com o novo Retalhos.
Neste momento com o nome de Retalhos 2 mas ainda em busca de Baptismo (aceitam-se sugestões).
Não é a substituição do anterior, jamais mataria algo tão importante para mim e para tantos Amigos. Seria matar a rosa que tratei com o cuidado sentido pelo Principezinho: “foi o tempo que perdeste com a tua rosa que a tornou tão importante para ti…”
Este novo Retalhos é simplesmente a continuação do anterior que se manterá ali sempre com o que dele se fez Vida e História.
Mantemos o Retalhos e também o link, apenas com uma alteração:
http://betus-pax2.blogspot.com
Aqui encontrais o primeiro botão da esquerda – na barra superior – que vos levará directamente ao Retalhos 2006/2008 e aí o mesmo processo para chegardes ao NOVO RETALHOS.
Daqui para a frente tentaremos continuar a ser lugar de encontro, oração, reflexão e partilha ou simplesmente de visita, sem nunca esquecer que o Retalhos começou sob os auspícios da AMIZADE e assim o quero manter.
Ainda muito há a fazer aqui… Vamos com o tempo porque, como dizia Cervantes: “não existe caminho, este faz-se na medida em que damos passos…”
Obrigado por me terdes ajudado a regar esta rosa… continuai comigo e ela chegará longe.


Benedicat tibi Dominus
Frei Albertino S. Rodrigues O.F.M.

AVISO LEGAL – Procurarei fazer, neste blog, uma utilização cautelosa de textos, imagens, sons e outros dados, respeitando os direitos autoriais dos mesmos. Sempre que a legislação exigir, ou reclamados os referidos direitos de autor, procurarei prontamente respeitá-los, corrigindo informação ou retirando os mesmos do blog

 
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