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07 janeiro 2009

O Natal da Ritinha (Conto de Natal)

Olá a todos, paz e bem!
Passou o dia de Reis mas não acabou o tempo do Natal. Esse só termina depois da Celebração do Baptismo de Cristo e que ocorre no Domingo próximo.
Então, e porque ainda estamos em tempo de Natal, quero partilhar um conto de natal enviado por uma aluna minha num trabalho. Publico-o aqui depois das devidas autorizações.
Obrigado à Matilde por permitir partilhar com todos este conto elaborado para a disciplina de Língua Portuguesa.
O Natal da Ritinha
(título dado por mim)

Não estava ninguém na rua. Estava frio e estar na rua tornava-se desagradável. Via-se o fumo a sair das chaminés das casas, lá dentro a família estava toda reunida na sala de jantar.
O ambiente de festa não deixava ninguém indiferente naquela noite tão especial, era noite de Natal!
Sentia-se o amor no ar, a ternura e para os mais pequenos a magia dos presentes.
Estavam a jantar, o famoso bacalhau fazia as delícias de toda a família.
-Está óptimo – dizia o tio Mário.
-Já tinha saudades da comida da avó – comentava a Ritinha deixando a avó muito “babada”.
Ao mesmo tempo que jantavam iam também contando as novidades. A Ritinha e o tio Mário tinham chegado há pouco tempo de Espanha, as saudades eram muitas mas a alegria que sentiam ao estar outra vez com os primos todos era ainda maior.
O tempo ia passando, os mais novos não viam a hora de poderem abrir os presentes, mas antes ainda tinham que fazer um grande “sacrifício”…
-Vamos, já estamos atrasados para a missa – chamava a avó, mas os netos preferiam fingir que não ouviam.
-Olha que se não vierem, o Pai Natal também não vos traz os presentes – dizia o avô para tentar convencer os netos. O avô disse duas palavrinhas mágicas: pai natal e presentes.
A família lá foi à missa do galo. Quando chegaram, a igreja já estava cheia, estava mais arranjada do que era habitual. Havia jarras de flores por todo o lado.
Afinal não tinha sido assim tão mau ir à missa, o tempo tinha passado depressa e tinham aprendido histórias novas.
Todos queriam voltar para casa, alguns porque não tinham tido tempo para provarem todos os doces que queriam, outros porque queriam abrir os presentes, menos a avó o avô que o que queriam era falar a todas as pessoas, desejar um feliz natal a todos os conhecidos que se encontravam no meio de muita gente à porta da igreja.
Quando chegaram a casa (para alegria de todos os filhos e netos), certificaram-se de que o pai natal já lá tinha passado e desta vez até tinha deixado um bilhete começava assim:
“Olá, desculpem não ter esperado que chegassem mas estava com muita pressa, deixo-vos aqui algumas das coisas que me pediram. Continuem a portar-se bem na escola e a fazer todos os trabalhos de casa. Sejam felizes e tenham muita saúde!
Até para o ano…
Pai natal”
A Ritinha estava maravilhada, os seus olhos brilhavam como as estrelinhas e o seu sorriso era contagiante.
Por outro lado, o Manel não se cansava de pôr as culpas na avó, por sua causa, e pela sua vontade querer falar a toda a gente, não pudera falar com o pai natal. Mas, o grande momento estava a chegar, estava na hora de abrir os presentes.
Na sala onde antes todos estavam calmos embora expectantes, agora reinava a confusão, havia papéis de todas as cores espalhados pela sala, presentes abertos e outros ainda por abrir… Foram momentos mágicos, que se seguiram de grandes gargalhadas e sorrisos ternurentos.
Já era tarde, já tudo estava calmo, as crianças já estavam deitadas e os adultos conversavam à volta da lareira.
Tinha sido como sempre uma noite mágica, uma mistura de sentimentos e emoções que transformam todas as noites de natal numa grande festa.

Matilde Ferreira
(Aluna do oitavo ano)

6 comentários:

www.freespirit-sjorge.blogspot.com. disse...

Matilde,
Parabéns pela sua linda redação.Espero que sua nota tenha sido a máxima.No entanto, o que admiro e desejo mais é que vc continue a registrar no dia a dia o passar de sua vida. Sabia que é através de histórias como a sua que as pessoas futuramente poderão registrar em filmes , livros e documentários , os hábitos e costumes de cada época? Veja a importância!Desde a culinária até o relacionamento familiar, a religiosidade, o clima, e os hábitos do povo...tudo está aí presente no seu "conto" . Tomara que , assim como aqui do Brasil eu pude entrar numa noite de Natal em Portugal , futuramente as pessoas possam ,através do seu saber posto em escritos, conhecer mais da sua experiência de vida!
Sucesso para você!
Sirlene

Inês disse...

Olá Matilde,
parabéns pelo trabalho tão bem feito! Espero que tu mesma tenhas tido um Natal assim, com toda a tua família.
Como seria bom se todos – novos e menos novos – na Noite de Natal fôssemos como a Ritinha que “estava maravilhada, os seus olhos brilhavam como as estrelinhas e o seu sorriso era contagiante”. Então seríamos nós mesmos a melhor “prenda” uns para os outros ao longo de todo este (ainda) novo ano 2009 (a tal “prenda 365/366” como o Frei escreveu há 2 anos...).
Obrigada, Matilde e... podes escrever mais vezes para o blog do Frei!

Kálita disse...

haha, engraçado a visão dela de sobre ir para a missa do galo,e escrever isto a um frei... criança é tão transparente, emite seus sentimentos com tanta clareza.Aqui no Brasil as crianças também são assim, se as chamamos para ir para a Igreja no Natal, se chateiam , mas se as chamamos para ir no papai noel, enlouquecem.Cabe a nós adultos ensinar-lhes o verdadeiro sentido do Natal , em que Jesus é mais importante que o papai noel.
Mas pequena Matilde, o sentido do natal voce conhece não é?
"Tinha sido como sempre uma noite mágica, uma mistura de sentimentos e emoções que transformam todas as noites de natal numa grande festa"
parabens pelo seu conto, que Jesus te ilumine a sempre escrever com maestria.Um beijinho

dina disse...

Menina Matilde!,
OBRIGADA pela tua partilha. Parabéns por todo o teu esforço e trabalho, feito com tanta categoria.
Continua a escrever para o blog, porque o teu testemunho foi muito importante para todos nós. Tu também foste uma prenda para este Blog.
PARABÉNS!!!

maresia disse...

Matilde, que rica lufada de ar fresco, neste jovem Retalhos, foi a teu trabalho.
Enquanto jovens como tu, escreverem sobre vivências tão ricas como as que vivemos neste tempo de Natal, haverá sempre alguém feliz...
E S. Francisco, estará particularmente feliz também.
Parabéns. Continua.
Ficamos à espera.

Mª Teresa disse...

Querida Matilde,
Imagina, DOIS ANOS passados e aqui deixo meu testemunho:BRAVO!!!!!
Muito, MUITO CATITA !!!!!
Esfrego meu nariz e "por magia" te atribuo um beijinho muito DOCE! Felicidades!

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