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PORTUGAL: BEM VINDO SANTO PADRE!

VÍDEOS: Para visualizar e ouvir os vídeos deverá dasativar a música de fundo no painel aqui do lado esquerdo

31 março 2009

Centenário: Enviados em missão.



(Painel do envio, inaugurado esta manhã, pelo Ministro Geral da O.F.M. no Seminário da Lus, em Lisboa)
"O Senhor vos dê a Paz..."
Terminámos a Celebração oficial, em Portugal, do oitavo centenário da a provação da Regra e da fundação da Ordem Franciscana.
A visita do nosso Irmão Ministro Geral, Fr. José Rodriguez Carballo, foi para todos nós membros da Família Franciscana Portuguesa um tempo de graça, um tempo de fraternidade tão ao jeito de Francisco e Clara de Assis.
Fica, como se dizia na despedida, já o sabor da saudade mas a consciência de que, no tempo hodierno, o mundo, a sociedade, a Igreja e o Franciscanismo nas suas mais diversificadas formas de ser e estar chamam pelos filhos e filhas do Poverello de Assis e da sua Plantazinha Irmã Clara.
Celebrámos em festa o DOM DA VOCAÇÃO Á MENORIDADE e sentimo-nos reeviados em Missão. Isto mesmo quisemos revelar de forma especial à nossa sociedade ao inaugurar o grande painel do envio, composto por uma peça linda da azulejaria portuguesa e em peças de bronze que se prolongam.
É esta a foto deste painel do envio, inagurado esta manhã.
Não poderá passar despercebido a quem passe este monumento que é memória dos irmãos enviados ao mundo no tempo de Francisco, homenagem aos irmãos que de Portugal partiram nas caravelas para a evangelização do mundo, homenagem aos irmãos hoje enviados a tantos serviços fraternos ao mundo e à Igreja.
Ter entre nós a visita celebrativa e fraterna do nosso Irmão Ministro Geral, e de todos os que connosco estiveram física ou espiritualmente, é para nós Menores um desafio a sentirmo-nos reenviados em missão.
Não caberiam aqui palavras para descrever o sentimento.
Aos poucos se partilhará esta celebração centenária em Portugal.
A todos vós que rezastes connosco a nossa gratidão implorando de Deus, por intermédio de Francisco e Clara de Assis, toda a paz e todo o bem.
"Que o Senhor vos abençoe e vos guarde..."

28 março 2009

Ministro Geral entre nós.

Chegou a hora de Portugal assinalar, oficialmente, os oito séculos da Aprovação da Regra da Ordem dos Frades Menores e a Fundação da mesma Ordem: Os Franciscanos.
Para este grande acontecimento vamos ter a visita do nosso Irmão Ministro Geral Frei José Rodríguez Carballo, nos próximos dias 30 e 31.
Esta visita situa-se no cerne do movimento celebrativo pelo qual, em espírito de «Graça das Origens» e do chamamento do «Espírito de Assis», somos convidados a valorizar e difundir a actualidade e perene vitalidade da vocação franciscana.


DIA 30 DE MARÇO (Segunda-feira)
10,30 h - Audiência com Sua Excelência o Presidente da República, Prof. Aníbal Cavaco Silva.
11,30 h - Missa Solene na Igreja da Madre de Deus - Comemoração dos 800 Anos da OFM e das Clarissas e 500 Anos da Madre de Deus.
12,30 h - Encenação Histórica: Homenagem à Fundadora, Dona Leonor, no Museu do Azulejo.
13,30 h - Almoço nos claustros da Madre de Deus.
18,00 h -Sessão de Homenagem e investidura do Ministro Geral na Academia Internacional de Cultura Portuguesa (Rua das Portas de Santo Antão, 100).
20,00 h - Jantar de Convívio e Homenagem Académica no Seminário da Luz.

DIA 31 DE MARÇO (Terça-Feira)
10,30 h - Sessão Solene: 800 Anos e emissão de selo dos Correios, no Centro Cultural Franciscano - Luz
11,30 h - Inauguração do «Memorial da Fraternidade», no Parque do Seminário.
11,45 h - Inauguração do «Painel do Envio», à entrada do Externato da Luz.
12,30 h - Te Deum e «Crucifixo de São Damião», na Igreja do Seminário.
13,30 h - Almoço e convívio Fraterno nos claustros do Convento.
16,00 h - Encontro (reservado) com os Irmãos. Missa conventual com distribuição da Regra, Bênção de São Francisco e despedida / Envio.
A todos os amigos do Retalhos peço a oração para que Deus, por intermédio de Francisco e Clara de Assis, nos abençoe e permita frutos abundantes destes encontros fraternos
.

25 março 2009

Anunciação... Jesus no meio de nós.

"Avé cheia de Graça, o Senhor está contigo. Conceberás e darás à luz um filho a quem porás o nome de Jesus"... "Maria disse ao Anjo: Faça-se..."
Hoje celebramos o momento grande da anunciação, do SIM de MARIA, do Cristo que vem habitar ao nosso meio.
Convido-vos a ler os textos anteriores no Retalhos 1 e a reflectir nesta mensagem do clip de vídeo e da canção lindíssima que o acompanha.
Como Maria neste dia saibamos dizer "Eis-me! Faça-se em mim a vontade de Deus"
OBRIGADO MARIA PELO TEU SIM QUE RECLAMA DE NÓS OUTROS SIM...

22 março 2009

Jerusalém: Caminho para Deus

Amigos, paz e bem!
As leituras de hoje colocam-nos a caminho, mais perto, de Jerusalém. Esta cidade com uma carga histórica inquestionável para a História da Salvação e hoje cidade da Fé para as três grandes Religiões monoteístas.
É aqui o centro da vida e da Fé em Deus, o Deus da Aliança, Deus de Abraão e Moisés, Deus de Jesus Cristo e Deus de Maomé.
É a Cidade Santa, "materialização" da Cidade de Deus, do Seu Povo eleito, a Nova Jerusalém.
Deixo uma frase de cada uma das leituras que hoje escutámos na nossa liturgia Católica e no final a beleza deste Salmo que tantas vezes se reflecte no nosso dia-a-dia: Como cantar um cântico do/ao Senhor se nos sentimos afastados d’Ele, como em terra estranha, como manifestar a alegria de sermos Povo de Deus se tantas vezes nos esquecemos d’Ele e do Seu infinito amor por nós, como não silenciar, colando a língua ao céu da boca, porque não temos sentimentos de Cristo, não vivemos a Fé em Cristo que não veio para condenar mas para salvar o mundo?
Jerusalém a cidade da paz onde a paz urge cada vez mais, onde o amor e o ódio habitam lado a lado matando e escravizando em Nome de Deus.
Partindo destas leituras, que vos sugere JERUSALÉM?
Que diríeis àqueles que vos questionassem sobre a fé que é a vossa enraizada na história de Jerusalém?
Aguardamos desta vez a partilha ao jeito de reflexão, poema, oração, informação, etc….

LEITURA I – 2 Cr 36,14-16.19-23
«Assim fala Ciro, rei da Pérsia: O Senhor, Deus do Céu, deu-me todos os reinos da terra e Ele próprio me confiou o encargo de Lhe construir um templo em Jerusalém, na terra de Judá. Quem de entre vós fizer parte do seu povo ponha-se a caminho
e que Deus esteja com ele».

Salmo 136 (137)

Se eu me não lembrar de ti, Jerusalém, fique presa a minha língua.

Sobre os rios de Babilónia nos sentámos a chorar,
com saudades de Sião.
Nos salgueiros das suas margens,
dependurámos nossas harpas.

Aqueles que nos levaram cativos
queriam ouvir os nossos cânticos
e os nossos opressores uma canção de alegria:
«Cantai-nos um cântico de Sião».

Como poderíamos nós cantar um cântico do Senhor
em terra estrangeira?
Se eu me esquecer de ti, Jerusalém,
esquecida fique a minha mão direita.

Apegue-se-me a língua ao paladar,
se não me lembrar de ti,
se não fizer de Jerusalém
a maior das minhas alegrias.

LEITURA II – Ef 2,4-10
“De facto, é pela graça que fostes salvos, por meio da fé.
A salvação não vem de vós: é dom de Deus.
Não se deve às obras: ninguém se pode gloriar.
Na verdade, nós somos obra sua, criados em Cristo Jesus”.

EVANGELHO: Jo 3,14-21
“Deus não enviou o Filho ao mundo para condenar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por Ele. Quem acredita n’Ele não é condenado, mas quem não acredita já está condenado, porque não acreditou em nome do Filho Unigénito de Deus”.

19 março 2009

DIA DO PAI: Poema


Não quero deixar passar este fim de dia, o DIA DE S. JOSÉ, Dia do Pai, sem agradecer a Deus o pai que nos concedeu.

Que S. José abençoe todos os que são pais, biológicos ou espirituais, que passaram e passam pela nossa Vida...


POEMA AO PAI

Ter um Pai ! É ter na vida
Uma luz por entre escolhos ;
É ter dois olhos no mundo
Que vêem pelos nossos olhos !

Ter um Pai ! Um coração
Que apenas amor encerra,
É ver Deus, no mundo vil,
É ter os céus cá na terra !

Ter um Pai ! Nunca se perde
Aquela santa afeição,
Sempre a mesma, quer o filho
Seja um santo ou um ladrão ;

Talvez maior, sendo infame
O filho que é desprezado
Pelo mundo ; pois um Pai
Perdoa ao mais desgraçado !

Ter um Pai ! Um santo orgulho
Pró coração que lhe quer
Um orgulho que não cabe
Num coração de mulher !

Embora ele seja imenso
Vogando pelo ideal,
O coração que me deste
Ó Pai bondoso é leal !

Ter um Pai ! Doce poema
Dum sonho bendito e santo
Nestas letras pequeninas,
Astros dum céu todo encanto !

Ter um Pai ! Os órfãozinhos
Não conhecem este amor !
Por mo fazer conhecer,
Bendito seja o Senhor !


FLORBELA ESPANCA

18 março 2009

São Mendes na Casa do Pai

A minha querida Amiga São Mendes já vive a Páscoa eterna, na Casa do Pai.

Obrigado aos amigos que rezaram por ela, aqui pelo Retalhos e a todos os que desde o IPO às sua casas, caminhos, trabalhos se fizeram presentes unindo amizade e fé..

Deixo aqui o que brotou do meu coração nesta hora de despedida

São Mendes na Casa do Pai.


A São encontrou o olhar íntimo do Pai. Chegou a sua hora, a hora da sua Páscoa. Toda a vida se encaminhou para este momento, na entrega, na alegria, na disponibilidade, na juventude.
A São partiu, sim, partiu depois de viver connosco o maior dom que todos tanto desejamos, o dom de uma amizade que foi caminho de vida para Cristo.
Esta nossa Amiga estava sempre presente nos momentos certos e, tantas vezes a enxugar as nossas lágrimas e a dar aquele empurrão para avançarmos sem receios, que só alguém com uma fé profunda e uma maturidade humana poderia dar.
O seu olhar e o sorriso tornavam sempre tão fácil estar e trabalhar com ela em prol dos jovens, o seu grande tesouro, os jovens franciscanos.
Desde a primeira hora que a São sonhou e ajudou como poucos a concretizar a realidade da Juventude Franciscana em Portugal. Ela foi verdadeira semente que, nesta hora da partida sentiu os frutos doces nos muitos amigos que rezaram, em tantos sítios, e na beira da sua cama do IPO, tantos amigos que cantaram para ela as músicas que ela queria ouvir, que rezaram o Terço com ela amenizando a dor, que lhe leram Palavras do Evangelho de cada dia, palavras de Francisco e Clara, palavras – como as minhas – que estando longe em distância física nos tornámos presentes.
A São repousou em paz, na paz e no bem de Francisco de Assis. Tenho certeza que agora junto do Pai, com Francisco ela já canta: “Louvado sejas, meu Senhor, pela nossa irmã a morte corporal”.
E olhando a beleza da vida que teve e o quanto bem pôde fazer junto dos seus, familiares e amigos, franciscanos nós todos que tivemos o privilégio de fazer parte deste seu caminho, como Clara ela pode dizer: “Louvado sejas meu Senhor por me haveres criado”.
A nós, que nos dirá a nós a nossa querida São neste momento? Tomo palavras de Khalil Gibran para dizer o que tenho certeza nos diria: “Quando o vosso amigo estiver silencioso o vosso coração não deixe de escutar o seu coração”. Sim, agora é no silêncio que continuaremos a escutar a sua voz, o seu sorriso aberto e fraterno, livre porque de uma mulher livre. Sim é no silêncio humano que continuaremos a escutar os seus conselhos amigos, os seus desafios, os seus puxões de orelhas maternos, ou dizer simplesmente com a alegria enorme: “o meu frei…”.
A nesta hora da partida, depois de tanto nos ter dado e de tanto sofrer e sentir que não estava só, que éramos tantos e cada um a ser presença, agora ao despedir-se de nós ela diz-nos como Gibran: “tenho menos pressa que o vento; contudo tenho de partir. (…) Voltarei com a maré. E embora a morte possa ocultar-me e rodear-me o maior silencio, buscarei, de novo, a vossa compreensão. (…) Digo-vos adeus e à juventude que passei convosco. Foi apenas ontem que nos encontrámos num sonho. Cantastes para mim, na minha solidão, e dos vossos sonhos construí uma torre no céu. (…) Se no crepúsculo da memória nos encontrarmos uma vez mais, juntos falaremos outra vez e cantar-me-eis uma canção mais profunda.” (Khalil Gibran)
Querida São, não precisarás de voltar, não nos reencontraremos porque jamais deixaremos de te escutar, jamais deixaremos passar a tua presença em cada um de nós, jamais a JuFra se esquecerá desta irmã, mãe e amiga e sim, continuaremos a cantar contigo as sementes de Assis, continuaremos a celebrar a festa da vida na certeza de que na Páscoa eterna tu estás connosco e cantas alegremente a ressurreição.
OBRIGADO SÃO PELO TEU TESTEMUNHO E PELOS PASSOS CERTOS QUE ME AJUDASTE A DAR…


Peço-te que do céu continues a chamar “o meu frei…”
“Que o Senhor te abençoe”

O teu Frei que te recorda com muito carinho.

Fr. Albertino S. Rodrigues O.F.M.


Lisboa, 18 de Março de 2009

16 março 2009

São Mendes: Prece amiga...


Amigos do "Retalhos", paz e bem.


Esta é São Mendes, uma mulher jovem que soube ser o sorriso de Deus e a gentileza de Francisco e Clara ao longo da vida.

A São está no IPO do Porto em lenta despedida desta terra onde tanto bem fez.

JuFrista desde a primeira hora, logo após o centenário do nascimento de S. Francisco, 1982, ela foi marca permanente em todos os encontros franciscanos, mormente nos encontros da Juventude Franciscana.

Chegar aos encontros e receber o maior sorriso do mundo, a maior alegria jamais espelhada no rosto de uma mulher de fraca estatura mas de coração enorme e ouvir gritar lá longe "o meu frei..." são marcas que permanecem nestes últimos dias.

E os AMIGOS ali vão diariamente ao IPO a rezar, cantar, estar porque a vida se sente presente no silêncio da São.

Neste momento, na Igreja de Paranhos - Porto - amigos juntam-se para uma vigília de oração. É louvor por tanto bem que recebemos desta jovem mais velha mas que jamais se sentiu menos jovem.

Quero unir-me também aqui, e pedir a todos os amigos do "Retalhos" que rezem ao Deus da Vida pela São Mendes.

Que o Pai olhe com bondade e concorra para o bem da nossa São.

Com o coração em Santa Maria do Anjos - Porciuncula - Assis imploro a bênção maternal da Rainha e Mãe da Ordem Franciscana.

Obrigado pela vossa oração.

12 março 2009

Quaresma: voltarmo-nos para Deus (Taizé)



O jornal francês «La Croix» pediu ao irmão Alois para escrever, ao longo do ano 2008-2009, uma meditação para cada grande celebração cristã.

Aqui fica este texto que meditei hoje sobre este tempo de graça e que retirei do site de Taizé. Aqui o publico também ao jeito de partilha.

“A Quaresma orienta o nosso pensamento, em primeiro lugar, para a imagem do deserto, aquele onde Jesus viveu quarenta dias de solidão ou aquele que o povo de Deus atravessou, caminhando durante quarenta anos. E, no entanto, quando chegavam estas semanas que precedem a Páscoa, o irmão Roger gostava de lembrar que esse não era um tempo de austeridade ou de tristeza, nem um período para alimentar a culpabilidade, mas sim um momento para cantar a alegria do perdão. Ele via a Quaresma como quarenta dias para nos prepararmos para redescobrir pequenas primaveras nas nossas vidas.
No início do Evangelho de São Mateus, quando João Baptista proclama «arrependei-vos!», ele quer dizer «voltai-vos para Deus!» Sim, durante a Quaresma, gostaríamos de voltar-nos para Deus para acolher o seu perdão. Cristo venceu o mal, e o seu perdão constante permite-nos renovar uma vida interior. É a uma conversão que somos chamados: não a voltarmo-nos para nós próprios numa introspecção ou num perfeccionismo individual, mas a procurar uma comunhão com Deus e também uma comunhão com os outros.

Voltarmo-nos para Deus!
É verdade que, no mundo ocidental, tornou-se difícil, para algumas pessoas, acreditar em Deus. Elas vêem a existência de Deus como um limite à sua liberdade. Pensam que devem lutar sozinhas para construir a sua vida. Parece-lhes inconcebível que Deus os acompanhe.
No ano passado, fui visitar os nossos irmãos que vivem na Coreia há trinta anos. Durante o caminho, acompanhado por outro irmão, estive em encontros de jovens em vários países asiáticos. O que me marcou na Ásia foi o facto de a oração parecer natural. Nas diferentes religiões, as pessoas têm espontaneamente na oração uma atitude de respeito, ou mesmo de adoração.
Certamente, nestas sociedades não há menos tensões ou violências do que no Ocidente. Mas um sentido de interioridade é talvez mais acessível, um respeito perante o milagre da vida, pela criação, uma atenção ao mistério, a algo que vai para além do que podemos ver.
Como renovar uma vida interior descobrindo e voltando sempre de novo a descobrir uma relação pessoal com Deus? Há em todos nós uma sede de infinito. Deus criou-nos com este desejo de um absoluto. Deixemos viver em nós esta aspiração!
Entre os cânticos de Taizé, um deles expressa esta espera. A letra é de um poeta espanhol, Luis Rosales, inspirado por São João da Cruz: «De noite iremos e, para encontrar a fonte, só a sede nos ilumina.» Para algumas pessoas, o tempo da Quaresma é tempo de jejum. Não que a ascese tenha um valor por si própria, mas há em cada pessoa uma espera mais profunda do que as esperas superficiais, uma sede mais essencial. E essa sede pode iluminar o nosso caminho.
Se, por vezes, caminhamos de noite ou se atravessamos como que um deserto, não é para seguirmos um ideal. Seguimos uma pessoa: Cristo. Não estamos sozinhos, ele vai à nossa frente. Segui-lo implica um combate interior, com decisões a tomar, com fidelidades de toda uma vida. Neste combate, não nos apoiamos sobre as nossas próprias forças, mas abandonamo-nos à sua presença. O caminho não está traçado de antemão, implica também acolher surpresas, criar com o inesperado.
Deus não se cansa de retomar o caminho connosco. Podemos acreditar que uma comunhão com ele é possível e assim nunca nos cansamos de, também nós, retomar sempre de novo o combate. Não perseveramos para nos apresentarmos diante de Deus com o nosso melhor aspecto. Não, aceitamos avançar como pobres do Evangelho, que se confiam à misericórdia de Deus.
A Quaresma é um tempo que nos convida à partilha. Leva-nos a pressentir que não nos sentiremos realizados se não consentirmos a renúncias. Renúncias feitas por amor. Quando, noutra ocasião, Jesus se encontrava no deserto, cheio de compaixão por aqueles que o tinham seguido, multiplica cinco pães e dois peixes para alimentar cada pessoa. Que sinais de partilha podemos nós realizar?
O Evangelho valoriza a simplicidade de vida. Chama-nos a dominar os nossos próprios desejos para nos conseguirmos limitar, não por constrangimento mas por escolha. Este apelo é hoje muito actual, não somente em termos pessoais, mas na vida das nossas sociedades. A simplicidade escolhida livremente permite que os mais favorecidos resistam à corrida ao supérfluo e contribui à luta contra a pobreza imposta aos mais deserdados.
Durante este tempo da Quaresma, ousemos rever o nosso estilo de vida. Não para dar má consciência àqueles que não o fazem, mas com o propósito de sermos solidários com os mais desamparados. O Evangelho incentiva-nos a partilhar livremente, dispondo das coisas com beleza simples da criação.”

08 março 2009

Transfiguração

Hoje uma vez mais a Palavra nos leva a subir ao Monte Tabor com Jesus.
Deixo este vídeo para refleção e convido a reler o texto por mim publicado em Retalhos no dia 4 de Março de 2007 em
http://betus-pax.blogspot.com/2007/03/trs-tendas-caminho.html
(desactivar música do blog na coluna da direita)

06 março 2009

Quaresma: Tempo de oportunidades


Começa um tempo de grandes oportunidades.
Não o ignores!

A QUARESMA…

Deus convoca o seu povo:
“Voltai a mim de todo coração”
“Deus é compassivo e misericordioso”
“Deixai-vos reconciliar com Deus”

Agora é o tempo favorável
Abertura para o outro
- Caridade
- Compreensão
- Amabilidade
- Perdão
- Bom acolhimento
Agora é o tempo favorável
Abertura para Deus
- Escuta da Palavra
- Oração
- Eucaristia
- Reconciliação
Agora é o tempo favorável
Entrar no meu interior
- Auto-controle
- Equilíbrio em nossa escala de valores
- Renúncia a coisas supérfluas
Agora é o tempo favorável
Abertura ao compromisso
- Solidariedade
- Aproximação aos necessitados
- Busca da PAZ

Tenta-me o ter tempo para tudo menos para o importante e me queixar, mas não fazer nada para mudar.
Tenta-me, Senhor, o desânimo pelo difícil que, às vezes, as coisas apresentam.
Tenta-me a desesperança, a falta de utopia.
Tenta-me o deixar para amanhã, quando preciso começar a mudar hoje.
Tenta-me crer que te escuto quando escuto minha voz.

Ensina-me a discernir!
Dá-me luz para distinguir o teu rosto.

(Autor desconhecido – mensagem recebida em power point)

AVISO LEGAL – Procurarei fazer, neste blog, uma utilização cautelosa de textos, imagens, sons e outros dados, respeitando os direitos autoriais dos mesmos. Sempre que a legislação exigir, ou reclamados os referidos direitos de autor, procurarei prontamente respeitá-los, corrigindo informação ou retirando os mesmos do blog

 
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