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19 abril 2009

“Meu Senhor e meu Deus” (Jo 20,28)

Várias passagens do Evangelho mostram-nos Tomé corajoso e decidido a morrer com Jesus (Jo.11,16), embora também interrogue o Mestre sobre o caminho a seguir (14,15).
Porém é o relato de S. João (20,19-31) que mais nos faz conhecer Tomé, «graças» à sua incredulidade inicial e ao seu posterior acto de Fé.
O relato (lido no Evangelho dos segundo domingo dos três ciclos litúrgicos) conta que Tomé não estava presente quando Jesus lhes apareceu pela primeira vez e que, apesar de lhe terem comunicado a sua visita, ele não acreditou.
Da segunda vez, Jesus chama Tomé e aceita as condições postas por este para acreditar. Tomé fica sem argumentos.

A notícia de que Jesus estava vivo era tão inacreditável, que precisava de se certificar bem para a poder proclamar. Hoje diríamos o ditado popular. «Ver para crer». Ou, então, o que é o mesmo, só existe o que se vê e toca.
De facto a existência de Deus não se pode provar num laboratório.

Quantos de nós agimos como Tomé, apesar de Jesus nos ter ensinado que são «Felizes os que crêem sem terem visto» (Jo. 20,29) e nos convidar a acreditar no testemunho da comunidade-Igreja, continuamos muitas vezes sem querermos ver, nem acreditar...
Tomé depois do susto, ouve as palavras de Jesus, toca nas suas chagas. O relato encerra para mim uma enorme lição: A Fé consiste em confiar, fiar-se, crer, em…Por isso, o Novo Testamento insiste em «crer em…» e «crer…que…» Mas não é só por causa de Ressurreição que acreditamos em Jesus. Assim como os discípulos O aceitaram como Mestre antes da Sua Ressurreição, a nossa Fé n’ELE é anterior a esse facto. No entanto «se Cristo não ressuscitou, é vã a nossa Fé» (1ª Cor.15,17), bem como o nosso testemunho acerca de Cristo Ressuscitado.
Vejamos que nem só o visível e palpável, nem só o que se pode medir é fundamento suficiente sobre o qual podemos construir. Crer, sem ver, é o que a mensagem Pascal nos pede.
Fica-nos bem e compromete-nos a humildade da criatura, que nos proíbe de nos agarrarmos exclusivamente àquilo que podemos tocar com os nossos sentidos. São os olhos do coração e não os da cara, que nos fazem «ver» e aceitar a mensagem da Páscoa. A aspiração a que se tornem realidade as promessas das Bem-aventuranças, é suscitada em nós pelo Ressuscitado, que vive e nos diz que é verdade o que afirmou sobre o «se Deus e nosso deus, seu Pai e nosso Pai». Regressado ao Pai, está, de outra forma, sempre connosco, a caminho. Isto não se vê, o coração no-lo faz acreditar. Esta Fé é a base e o alicerce do nosso viver.
Tomé quis ver os sinais das chagas de Jesus. O Senhor, manifestou-Se-lhe, mostrando-lhe as mãos trespassadas e o lado aberto pela lança. A Paixão e a morte de Jesus terão provocado em Tomé é profunda crise de Fé. Perdida ou muito abalada por causa da morte do Mestre, a Fé tem de ser recuperada mediante a descoberta do sentido Redentor, de Amor Divino levado até ao extremo, dessa Morte e da Paixão. Crer em Jesus Ressuscitado, que vive com as marcas dos sofrimentos a que foi submetido, leva todos os atingidos por injustiças e por todo o tipo de sofrimentos, a confiar piamente que Deus pode e quer curar todas as mágoas, dores e feridas.
Como a Tomé, mostra-se também a nós e convida-nos a recebe-Lo, no Seu AMOR sem medida. É na Eucaristia em que celebramos a Sua morte e Ressurreição, que ELE nos diz: «Tomai e comei, vós todos que viveis com as vossas chagas e cicatrizes, como EU.
Não sejais incrédulos, mas crentes!...»

O mundo, Senhor, aguarda da Tua Igreja os sinais de que ressuscitas-Te… Ajuda-nos Senhor, a sermos testemunhas da Tua Ressurreição, no quotidiano da nossa vida…
Como Tomé, repito: “ Meu Senhor, meu Deus e Meu Tudo…Em Ti me movo e em Ti, sou...”


DINA

5 comentários:

maresia disse...

Meu Senhor e meu Deus!
Estou aqui ...Contigo para Te fazer companhia...sou muito pequenita...não quero ser chata nem invadir o Teu espaço e o Teu tempo...estou aqui...atenta...se precisares de mim, diz.
Amigo é assim! É...
Está, silencioso, delicado, atento (lendo até os olhares), falando sem usar palavras.
A presença Amiga é assim:
É e não se sente...
Está e não se vê.
Estou...Tu mesmo pediste:
“Vigiai, ao menos uma hora, comigo...”
Vigilante, aqui estou Contigo e assim quero continuar, sem pedidos, nem lamentações, guardando tudo, silenciosamente, no coração, á semelhança de Maria tua e nossa Mãe.
É muito bom Estar aqui...

mariana disse...

Obrigada Dina pela sua partilha.
Muito temos a aprender com Tomé...!
Alegremo-nos com a incredibilidade de Tomé porque logo a seguir Jesus diz:" Bem-aventurados os que acreditam sem terem visto" (Jo 20,29).
Não resta dúvida de que esta frase se refere especialmente a nós. Pois não vimos o Senhor na sua humanidade, mas o possuímos no nosso coração. É a nós que ela se refere, desde que as obras acompanhem a nossa fé. Com efeito, quem crê verdadeiramente, realiza pelas suas obras a fé que professa. Mas, pelo contrário, aqueles que têm fé apenas de boca, eis o que diz São Paulo: "Por isso, alcancei misericórdia, a fim de que Jesus mostrasse, primeiro, em mim, toda a sua magnanimidade, e para que assim, servisse de exemplo àqueles que haviam de crer n’Ele para a vida eterna". (Tt 1,16). É o que leva também São Tiago a afirmar: A fé, sem obras, é morta (Tg 2,26).

Eu acredito Senhor Jesus com todo o meu coração, que Tu Ressuscitaste e estás Vivo no meio de nós! E é nesta Confiança total, nesta adesão e entrega, que eu quero viver em todas as circunstâncias da minha vida.

Sirlene disse...

Dina,
Li, assim que foi postada sua meditação e fiquei com santa inveja do seu conteúdo espiritual. Sem saber quem a redigira, li, achando ser coisa do coração e mente do nosso Frei-mentor...ele que fala bonito assim!
Depois me lembrei de uma entrevista do Leonardo Boff, contando que leu para a sra mãe dele um livro que ele próprio escrevera, e como a mãe dele era analfabeta, só ficava sabendo de suas obras se ele lesse pra ela...então ao término do livro, ela pergunta ao então Frei Leonardo, " Como sabes essas coisas se eu nunca te ensinei isso?"Ri sozinha porque se eu conseguisse falar sobre São Tomé, bonito assim como vc, temo que o Frei Albertino me perguntasse o mesmo que a sra mãe do Boff!...
Além da meditação, a pintura , lindíssima, e não é Caravaggio...procurei saber,de quem, em vão!Obrigada por nos passar o que sai do seu intelecto e do seu coração!
Sirlene

Kálita disse...

A minha resolução para este ano todo de 2009 que assumi na quaresma é pedir a Deus o dom da fé, que é o principio de tudo.
Repito todos os dias : creio em Tí Senhor mas aumenta a minha fé!Vigio em todos os momentos onde a minha fé possa ser testada, porque sei que a fé não nos é dada como uma poção que bebemos e pluft: fiquei cheia de fé! não é assim,exercitamos a fé no dia a dia, nos acontecimentos,se peço fé a Deus, Ele me dará situações que me levarão a ter fé, vigio nos momentos onde o desespero (desesperar = nao esperar em Deus)ameaça.Ter fé, crer no invisível, crer sem ver...crer sem entender, olhar pras minhas dificuldades e mesmo não vendo saida, acreditar que Deus tem um propósito nisto.
Se tenho a fé, tenho tudo de que preciso.
Canto todos os dias:

Meu Senhor e Meu Deus
Meu Senhor e Meu Deus
Meu Senhor e Meu Deus eu creio mas aumenta a minha fé.
Dai-me uma fé viva, dai-me uma fé nova, traduzida na vida, tstemunhada no amor pelos irmãos


Que o senhor Deus nos abençoe e nos dê o Dom da Fé!

Albertino disse...

Sirlene e todos os nossos amigos, paz e bem.

Lendo a partilha da Sirlene quero dizer a todos que neste blog os textos da minha autoria serão apresentados com o meu nome ou sem identificação.
Todo e qualquer texto que não seja da minha autoria terá o nome do seu autor ou o pseudonimo apresentado.

Este texto riquissimo, sem dúvida, não é da minha autoria mas de alguém que pertence a esta Família Retalhos e que já partilhou muitas outras coisas de riqueza e beleza espiritual.

A esta pessoa a minha gratidão... e a todos pela vossa presença.

A pintura também não sei o autor, Retirei da internet e lá não tinha o autor mas... não é da minha autoria porque eu não tenho o dom da arte da pintura.
Pax et bonum!

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