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Senhor! Fazei-me instrumento da vossa paz!

VÍDEOS: Para visualizar e ouvir os vídeos deverá dasativar a música de fundo no painel aqui do lado esquerdo

31 maio 2009

Assis: Viver o Espírito do Senhor

Ao terminar o DIA DE PENTECOSTES, deixo este clip de vídeo que nos mostra um pouco o ambiente que se vive neste tempo de Graça em Assis.
Podeis ir acedendo às informações em www.ofm.org.
VENI SANCT SPIRITUS

30 maio 2009

Pentecostes em Assis

Eis-nos a celebrar o DIA DE PENTECOSTES.
O Evangelho apresenta-nos Jesus a aparecer aos seus, na tarde do dia da ressurreição. Transmitelhes antes de mais a paz, essa paz que nos permite acolher a Boa Nova do Reino. Sem a paz de Cristo ninguém jamais pode avançar no projecto salvífico do Pai. Por isso Jesus saúda antes de mais na paz.
Depois, diz-nos o Evangelho, mostrou-se a eles como ressuscitado, apresenta-se corporalmente e convida a que o vejam e toquem.
Só assim poderiam acreditar na missão que lhes daria de imediato: a missão do Espírito Santo que se anuncia pela acção contínua da Igreja.
Então “soprou sobre eles e disse-lhes: ‘recebei o Espírito Santo: àqueles a quem perdoardes os pecados ser-lhes-ão perdoados; e àqueles a quem os retiverdes ser-lhes-ão retidos’”. (Jo 20, 19-23)

Eis a missão do Espírito, perdoar e anunciar um Reino novo de paz e amor.
Para João, o Dia de Pentecostes, dia do “nascimento da Igreja”, não foi passados 50 dias após a Ressurreição, foi “na tarde daquele dia, o primeiro da semana”.
Foi aquele dia e não outro, na tarde da vida e não no amanhecer, no dia da Ressurreição e não passados 50 dias.
Celebrar o Dia de Pentecostes é celebrar o DIA DA IGREJA, dia da missão transmitida por Jesus aos seus. Não foi, em João, um vento abrasador, um barulho enssurdecedor mas, a paz que o próprio Cristo vem dar, o sopro de vida do próprio ressuscitado.
Esta noite em Assis, os filhos de S. Francisco, reunidos na Porciúncula em Capítulo Geral, que S. Francisco fazia coincidir sempre no Pentecóstes, porque para ele tinha que ser o Espírito Santo a presidir ao Capítulo, e poucas vezes na história não coincidiu neste tempo, esta noite em Assis, ali naquele lugar onde o perdão da Porciúncula se celebra, se acendeu o lume do Fogo do Espírito. Ali os irmãos e tantos peregrinos e amigos, pediram ao Espírito Santo que desça sobre todos para que os Franciscanos continuem a ser sinal de vida no Espírito.
É também, de certa forma, o preparar o coração e a oração para o acto importante que se realizará duramte esta semana, a eleição do Ministro Geral da Ordem e dos seus Definidores, aqueles que têm por missão, atentos aos sinais dos tempos e às luzes do Espírito gerir a vida dos Irmãos Menores e a sua acção no mundo e na Igreja.
Olhai as fotos desta vigília de Pentecostes. Como se nos eleva a alma somente ao vê-las
(http://www.ofm.org/ofmnews/_capgen09/00capgen09SP.php).
Seria impossível descrever aqui tudo o que nos escritos de S. Francisco se refere ao Espírito Santo já que para Francisco é ELE quem governa a Ordem e, por isso mesmo, todos os textos legislativos, orações, admoestações, testamento… estão impregnados da presença do Espírito Santo.
Desde a caridade, à obediência, ao Deus que é Espírito e que habita em nós, ao Espírito do Senhor, o espírito da letra escrita (mais que a regra rígida e tantas vezes desumana), ao Espírito que dá vida, á relação entre o espírito e a nossa carne mortal, ao Espírito da verdade, … e porque vos cansaria com todos os títulos que Francisco nos apresenta sobre o Espírito nele e na Ordem Franciscana, termino com a referência ao Espírito Santo de Maria (Rainha e Mãe de toda a Ordem).
Com o pensamento em Assis, imploro ao Senhor para todos os dons do Espírito Santo e que, Ele desça sobre os Irmãos Menores em Capítulo para que “a Graça das orígens” possa ser cada vez mais uma realidade em cada um de nós, os filhos do Poverello de Assis.
Em dia de Pentecostes, em dia da Igreja a todos desejo que o Espírito de Deus vos conceda a Sua paz…
Benedicat!

24 maio 2009

OFM - Capítulo Geral

Hoje, dia 24 de Maio, e até ao dia 20 de Junho, em Assis, no lugar tão bonito onde há 800 anos S. Francisco fundou a Ordem Franciscana, onde restaurou a Capelinha da Porciúncula, dedicada a Sta Maria dos Anjos, lugar onde cortou os cabelos a Sta Clara e a acolheu na Ordem Franciscana e… lugar onde ele mesmo quis entregar-se nos braços da irmã morte, hoje mesmo aqui se inicia o 187.º CAPÍTULO GERAL da Ordem dos Frades Menores (OFM).
Aqui estão cerca de 181 Irmãos procedentes de todos as regiões do mundo e representantes de todos os Irmãos Menores.
O Capítulo Geral tem como objectivo olhar para os últimos seis anos da vida e acção dos filhos de S. Francisco. Olhar para aprender com a história e relançar alicerces para os próximos seis anos.
Este Capítulo é electivo, ou seja, será eleito (ou reeleito) o Ministro Geral – representante do Pai S. Francisco na terra – e os seus conselheiros (Definidores).
É para a Ordem Franciscana em todo o mundo um tempo de Graça e DOM.
Diz S. Francisco que quem preside ao Capítulo é o Espírito Santo e sempre assim se recorda na Celebração de abertura oficial do mesmo.
Mas também, e desde S. Francisco – por privilégio por ele conseguido – que o Capítulo tem um representante do Santo Padre. A este 187 Capítulo Geral envia o Santo Padre como seu representante Sua Eminência o Senhor Cardeal D. José Saraiva Martins, nosso ilustríssimo conterrâneo.
Os trabalhos capitulares ao longo destes dias serão uma reflexão sobre como podemos nós, Irmãos Menores, com oito séculos de vida e missão anunciar a Palavra de Deus a todos os Homens.
O tema deste Capítulo é: “Verbum Domini nuntiantes in universo mundo” (anunciadores da Palavra do Senhor em todo o mundo).
O tema da nova Evangelização será certamente uma permanente nos trabalhos capitulares onde os irmãos se reunirão em grupos por línguas diferentes, em número de sete.
Peço a todos vós, queridos amigos, que ao longo destes dias rezeis ao Senhor, por intermédio de Francisco e Clara, para que, como rezou S. Francisco diante da Cruz de S. Damião, Ele nos conceda “uma espernça viva, uma fé recta e um amor perfeito a fim de que possamos levar a bom termo o sagrado encargo” que na verdade acaba de dar-nos.
Que o Senhor vos dê a Sua paz…
Podereis acompanhar todos os trabalhos, agenda e fotos em http://www.ofm.org

20 maio 2009

Oração dos sentidos


Hoje, depois de um dia dedicado aos Crismandos, quero partilhar convosco esta oração linda na sua simplicidade que nos leva a olhar para Cristo com a ternura do olhar de uma criança.
Foi feita por uma mãe e os seus filhos para o momento de acção da graças da nossa Eucaristia.
Saboreai e rezai e... já agora, deixai mensagem a quem nos ajuda a rezar.


Oração dos sentidos

Obrigado Senhor
Pela minha família
Por pertencer a ti!

Obrigado Senhor
Pelo alimento que nos dás
Por saborear o amor
De comungar em ti!

Obrigado Senhor
Pelo olhar de uma criança
Pelo olhar pelos outros
Ver em ti!

Obrigado Senhor
Pelo sentimento do Amor
Amar contigo
Sentir-te em mim!

Obrigado Senhor
Por um abraço amigo
Pela mão de um filho
Pelo sorriso desconhecido
Ser tocado por ti!

Obrigado Senhor
Por andares a meu lado
Passo a passo
A caminhar com os outros
A correr para ti!

Obrigado Senhor
Por me amparares aqui!

Mãe Filomena, Tomás e Duarte Costa
Externato da Luz
4º.B e 2º.B

17 maio 2009

Por Maria até Deus

A Deus por Cristo
a Cristo por Maria
por Maria aos irmãos

Deus é Vida, Deus é amor, Deus é comunhão. Deus é Paz.
Deus criou-nos para nos comunicar o Seu amor, a sua Vida, a sua paz.
Deus comunica-se directamente a cada um todas as vezes que quer.
Comunica-se muitas vezes indirectamente, através de mediações.

Enviou-nos seu Filho, o Verbo, Jesus Cristo.
Ele é o Emanuel, o Deus connosco.
Cristo é o Mediador entre Deus e os homens.
Em Cristo se estabeleceu a mais profunda comunhão
que Deus queria realizar entre Deus e o homem.
Cristo é verdadeiramente Deus e verdadeiramente homem.

Como Deus que é, Cristo faz descer Deus à humanidade.
Sendo verdadeiramente Deus, em Cristo Deus está na humanidade.
Como homem que é, o homem é elevado até Deus.
Sendo verdadeiramente homem, por Cristo o homem está em Deus.

Depois da encarnação o homem ficou a saber que não tem sentido
viver indiferente a Deus, viver à margem de Deus, viver sem Deus.
Só tem sentido viver em Deus, de Deus, para Deus, por Deus, com Deus.
Homem que vive sem Deus tem horizonte muito limitado de vida
porque então não consegue ver mais do que vê diante dos seus olhos
e o horizonte que Deus deu ao homem é o horizonte infinito de Deus.
Homem que vive sem Deus vive apenas a sua realidade humana e temporal
quando Deus criou o homem para viver a realidade divina e eterna.

Para tornar presente à humanidade e nos dar seu Filho
Deus precisou da colaboração de uma mulher para ser mãe de Jesus Cristo.
Deus escolheu Maria e deu-lhe as condições para ela poder ser
a mãe que Ele desejava para seu Filho Jesus Cristo.
Porque Deus age respeitando sempre a liberdade da pessoa humana
solicitou de Maria o seu consentimento para esta colaboração.

Maria foi responsável e consciente no discernimento que havia a fazer
dialogou com Deus todos os aspectos que se lhe apresentaram com dúvidas.
Perante a explicação que Deus lhe deu terminou por dizer Sim
colocando-se inteiramente disponível para o que Deus queria realizar.

Sabendo que os homens não compreenderiam o que ia acontecer
- a começar por José com quem ela estava comprometida –
acreditando na bondade da proposta que lhe era feita pelo anjo
entregou-se plenamente e com toda a humildade a Deus
proferindo as palavras que Lucas nos transmite na anunciação:
«eis-me aqui, faça-se em mim segundo a tua palavra».

Jesus Cristo é verdadeiramente Deus porque é Filho de Deus
Jesus Cristo é verdadeiramente homem porque é filho de Maria.
Toda a natureza divina e toda a natureza humana estão presentes
na pessoa única de nosso Senhor Jesus Cristo.

Maria foi eleita e constituída por Deus mediação especial
pois foi por ela que aconteceu a encarnação do Verbo de Deus.
Maria é verdadeiramente mãe de Deus porque seu Filho é Deus

Maria foi mediação de Deus no momento da encarnação
continuou a ser mediação de Deus depois da encarnação.
Maria esteve sempre a oferecer o seu ser a Jesus Cristo e por Ele a Deus.
Sem Maria Jesus não teria tido condições para nascer e para viver
sem Maria Jesus não teria aprendido a ser o homem que foi
sem Maria Jesus não teria conseguido realizar bem a sua missão.
Maria acompanhou Jesus em todos os momentos e em todas as situações.

Em Jesus tudo se foi orientando para a morte e a ressurreição
Maria acompanhou Jesus na subida a Jerusalém
no caminhar progressivo de cada dia até chegar à páscoa
Maria estava presente no momento em que Jesus é crucificado
Maria está com Jesus no momento em que Ele dá a vida por nós
Maria é a grande testemunha de Cristo vivo e ressuscitado.
Maria está com os discípulos à espera da vinda do Espírito Santo
Maria ensina os discípulos a esperar e a receber o Espírito
Maria acompanha os discípulos quando eles saem para testemunhar Jesus
Maria é a primeira discípula de Jesus antes e depois da morte e ressurreição
Maria é a mãe da Igreja que nasce da vida de Jesus plenamente oferecida.

No mês de Maio temos oportunidade de recordar e celebrar
toda esta realidade que Deus fez acontecer em Maria e por Maria.
Centrando a nossa atenção e o nosso coração em Maria
por ela somos levados a Cristo e por Cristo a Deus
por ela continuamos a receber a bênção de Deus
por ela aprendemos a acolher a vontade de Deus
por ela aprendemos a oferecer a Deus o nosso ser
para que Cristo possa encarnar em cada um de nós
tornando toda a nossa vida cheia de Vida
para que Cristo possa encarnar por cada um de nós
tornando presente a Vida na vida dos irmãos.

Saudação à Bem-aventurada Virgem Maria

Entre as muitas orações a Maria Mãe de Jesus e nossa mãe
encontramos a Saudação à Bem-aventurada Virgem Maria
que Francisco rezou e deixou escrita para nós podermos rezar:

Salve, Senhora santa Rainha, santa Mãe de Deus,
Maria virgem convertida em templo,
e eleita pelo santíssimo Pai do céu,
consagrada por Ele com o seu santíssimo amado Filho
e o Espírito Santo Paráclito;
que teve e tem toda a plenitude da graça e todo o bem!
Salve, palácio de Deus!
Salve, tabernáculo de Deus!
Salve, casa de Deus!
Salve, vestidura de Deus!
Salve, mãe de Deus!

Rezando a Maria e por Maria somos por ela abençoados.
A bênção não só faz descer a graça sobre nós
mas também nos transforma em bênção para os irmãos.
Somos bênção porque a realidade que Maria era em seu ser
é realidade que também nós somos em nosso ser.
Somos bênção porque a realidade que Maria transmitia
também nós a transmitimos por nosso testemunho aos irmãos.

Em Maria, com Maria e por Maria também cada um de nós é:
templo habitado e construído pelo Espírito Santo
ser consagrado a Jesus Cristo e por Jesus Cristo a Deus
ser que tem permanentemente em si a graça e o bem.

Como Maria
pela graça que Cristo nos comunica
pela graça que Ele gera em nós
pela graça que Ele gera por nós

cada um de nós é:
palácio de Deus
tabernáculo de Deus
casa de Deus
vestidura de Deus
mãe de Deus

Fr. Mário Silva OFM

16 maio 2009

Cristo Rei: Cinquentenário

Uma vez mais Lisboa tem a honra de receber a imagem de Nossa Senhora de Fátima, Aquela que se venera na Capelinha das aparições. Neste momento as ruas da biaxa de Lisboa estão apinhadas aos milhares, na Igreja de S. Nicolau centenas de crisnças vestidas de branco, aguardam mais alguns minutos para acompanhar a Imagem até à Praça do Comércio para a Celebração do Terço e Eucaristia. Já as ruas e praça se apinham de fiéis.
A Imagem da Mãe volta a Lisboa e Almada, como há cinquenta anos. Então, para a bênção e inaguração do Monumento ao Cristo Rei, mandado construir como agradecimento, ao Sagrado Coração de Jesus, pelo facto de Portugal ter sido privado da segunda guerra mundial. Hoje para celebrar os cinquenta anos de Fé.
É lindo olhar de Lisboa, sobre o rio Tejo e a Ponte, o Cristo que de braços abertos a todos nos acolhe e mostra o Seu Coração como sinal do Seu Amor por nós. Mais lindo ainda é tentar ter os olhos de Cristo e imaginar-se a olhar o Rio e a cidade (Portugal inteiro) com uma paisagem sempre linda e nova.
E Maria, a Senhora de Fátima, acompanha os seus filhos que querem cantar um hino de louvor a Jesus Cristo, Rei e Senhor do Universo.
Esta noite a Imagem da Mãe será levada num barco para a margem sul ao encontro do Filho e amanhã ambos, juntamente com as relíquias de Santa Margarida Maria Alacoque, religiosa que difundiu a devoção ao Sagrado Coração de Jesus, serão o centro da nossa fé em Almada, Lisboa, Portugal e no mundo.
Nesta hora a todos confio sob a protecção de Cristo Rei e Senhor, de Maria e de Sta Margarida.
VIVA CRISTO REI!


Nota Pastoral do Episcopado Português

Ocorre a 17 de Maio de 2009 o cinquentenário da inauguração do Santuário a Cristo Rei, em Almada, na diocese de Setúbal. Os Bispos de Portugal consideram oportuno lembrar o contexto deste empreendimento, focar os eixos da espiritualidade que o ergueram e aprofundar a mensagem deste Santuário para as comunidades cristãs.
1. As razões motivadoras para levar por diante a construção do Santuário de Cristo Rei estão bem evidentes nas Cartas Pastorais colectivas do Episcopado Português de 1937, 1946 e 1959. De facto, perante a cruenta guerra civil na vizinha Espanha e o crescimento do desprezo por Deus, o monumento era acto de desagravo, mas sobretudo expressava gratidão a Cristo por Portugal gozar de paz e incentivava a exigência de um ressurgimento nacional inspirado, na linha da tradição, em Jesus Cristo, único Senhor.
Fundamental para o avanço da concretização da ideia foi, sem dúvida, o movimento espiritual, dinamizador dos católicos para a adesão e para a partilha de bens, necessárias para levar a bom termo a iniciativa do Episcopado. Sem a Acção Católica, com a sua mística do reinado social de Cristo, e o Apostolado de Oração, promotor da devoção ao Sagrado Coração de Jesus, a ideia da erecção do Monumento não avançaria.
Só após o fim da guerra, em Maio de 1945, se anunciou, na Pastoral colectiva de 18 de Janeiro de 1946, a decisão de cumprir o voto de levantar o Monumento a Cristo Redentor. As obras terminariam apenas em 1959, graças à generosidade e empenho dos católicos.

2. As correntes de espiritualidade animadoras do projecto mostraram vigor interior e eficácia na mobilização. A centralidade da vida espiritual em Cristo, sempre associando o Coração de Maria, dentro da fiel tradição católica, estava presente nos referidos movimentos mais dinâmicos da época em que nos situamos.
O pontificado do Papa Pio XI (1922-1939), que tinha assumido como máxima “Pax Christi in Regno Christi” (A Paz de Cristo no Reino de Cristo), deu impulso novo a um catolicismo militante no seio da sociedade. A Festa de Cristo Rei, instituída em 1925, insere-se neste espírito da “realeza social de Cristo”. Visava instaurar e dilatar o reinado de Cristo pela recristianização da sociedade, passo e condição fundamental para a salvaguarda da paz. A mentalidade da época era particularmente sensível a uma verdade universal: se a sociedade obedecesse à lei de Cristo, em vez de esquecer Deus, haveria uma ordem social que respeitaria a liberdade, a acção e a organização da Igreja; dar-se-ia primado ao espiritual, o que conduziria a um humanismo integral.
3. O II Concílio do Vaticano recentrou a reflexão teológica na relação entre o crescimento do Reino de Deus e o progresso da cidade terrena. Neste enquadramento, uma renovada visão da Igreja revalorizou a dimensão missionária e o papel militante dos leigos na construção do mundo, na fidelidade à novidade inaugurada em Cristo. Aliás, a nova localização da festa de Cristo Rei, no final do ano litúrgico, em vez do último domingo de Outubro, sublinha o alcance escatológico da festa, associado à preparação da manifestação gloriosa de Cristo. Seguindo estas coordenadas e atendendo ao papel pastoral que os santuários são chamados a desempenhar, como lugares de animação espiritual, apontamos para uma actualizada mensagem do santuário: acolher Cristo como fonte de vida e transformar a sociedade segundo os critérios do Reino de Deus.
4. Fundamental é, antes de mais, acolher o apelo do Papa João Paulo II para o novo milénio: fixar o olhar intensamente em Cristo, sem distracções. Perante tanta publicidade a suscitar a nossa atenção, a seduzir o nosso olhar, a distrair-nos do que é essencial, eis a proposta ousada do Papa: a partir da leitura contemplativa dos Evangelhos, encontra-se o rosto do Senhor. Será pela experiência de silêncio e oração, ambiente adequado para um conhecimento mais “verdadeiro, fiel e coerente” (NMI, n. 20) daquele mistério de um Verbo feito carne, que cada um de nós se poderá debruçar sobre o abismo do mistério profundo de Cristo. Haverá momentos para cair em adoração, como quando se enfrenta a hora da Cruz, e momentos de conversão ao rosto do Ressuscitado, qual experiência pascal revigorante. Na expressão papal, “confortada por esta experiência revigorante, a Igreja retoma agora o seu caminho para anunciar Cristo ao mundo no início do terceiro milénio” (NMI, n. 28). É, realmente, fundamento da acção missionária reviver, como fonte da verdadeira alegria do coração, pela contemplação, a experiência do rosto integral de Cristo. Há um Senhor da História. Mesmo nos momentos mais difíceis da humanidade somos guiados por Ele, como manifestaram os bispos portugueses há cinquenta anos. O Coração trespassado de Cristo abre-se a interceder por nós (cf. Heb 7,25). Convida: “vinde a mim, vós todos que andais cansados e oprimidos” sob o fardo da vida (Mt 11,28). Uma espiritualidade centrada em Cristo conduz a dar a vida pelo Reino, de modo mais frutuoso. O ardor apostólico vem do encontro pessoal com Cristo, da necessidade de comunicar ou narrar a outros a experiência vivida. A santidade, o modo único como cada um responde à nova vida em Cristo, é a chave do ardor renovado da nova evangelização. Só assim se suscitará a adesão pessoal a Jesus Cristo e à Igreja de tantos homens e mulheres baptizados que vivem sem energia o cristianismo.
5. De facto, centrado em Cristo, o cristão acolhe o dinamismo da geração eterna do Verbo feito homem e situa-se no tempo! A comunhão no Corpo de Cristo faz participar na oferenda do dom realizado por Cristo, Rei e Senhor. Oferecendo-se com Jesus, o cristão integra-se no dinamismo da história. Oferece-se para viver, segundo o espírito filial, os mistérios do trabalho, do amor e de adoração, na vontade de conduzir à perfeição o movimento transformador da sociedade.
O respeito pela laicidade positiva é desejado e favorecido por uma acção corajosa e eficaz dos cristãos radicados no serviço do Reino de paz e de justiça.
Por sua vez, ler a presença de Deus na história, à luz de Cristo, é fonte de novo ardor na construção do bem comum. Trata-se de um ardor marcado pela valentia. O evangelizador não se pode calar. Acontece, assim, o anúncio, a denúncia de injustiças, a resposta pronta e concreta às situações. Também a causa dos pobres, de todas as formas de pobreza, faz arder o apaixonado por Cristo e entusiasma o evangelizador fiel à salvação de Deus no decurso da história.
6. A Conferência Episcopal Portuguesa renova, nesta hora, a vontade de conduzir os cristãos à contemplação do mistério do Redentor, Jesus Cristo, vendo no Coração humano do Verbo encarnado a fonte inesgotável, capaz de saciar todas as sedes. O Monumento, amplamente visível, que nos apresenta Cristo de coração e braços abertos, é um sinal eloquente da verdadeira imagem de Deus: humano e acolhedor, manso e humilde, um Deus que ama infinitamente a cada pessoa e a toda a humanidade. Recordar ou ver o Monumento a Cristo Rei deverá avivar a feliz notícia de que “Deus é amor” (1 Jo 4, 8.16). É este mesmo Amor que nos impele a, unidos a Cristo, lutar sempre para libertar a sociedade do nosso tempo da escravidão e da injustiça, ser defensores da vida em todas as circunstâncias, ser capazes do perdão, estar atentos à salvaguarda da criação, ser construtores da paz e arautos da esperança.
Apelamos às comunidades cristãs e aos movimentos que encontrem modos concretos para centrarem mais em Cristo a sua vivência espiritual e para agirem como sinais vivos do amor de Deus no tempo presente.
Fátima, 16 de Janeiro de 2009

In http://www.cristorei.pt/html

13 maio 2009

Mãe da Hospitalidade

Ao terminarmos este dia das Aparições de Nossa Senhora em Fátima, uma prece de gratidão por todos vós que fizestes do Retalhos um encontro de oração e comunhão.
De Portugal para o mundo a bênção de Deus por intermédio de Maria.
Fica aqui também a partilha da Vocação Hospitaleira, já que hoje também é o dia da Congregação das Irmãs Hospitaleiras do Sagrado Coração de Jesus. Hoje celebram 63 anos que foi criada a Província Portuguesa.
Que a todas as Irmãs, Maria, a Senhora do Coração de Jesus, conceda a Sua bênção materna.


"Maria nos estimula com o seu exemplo de Fidelidade, a secundar com prontidão, confiança e humildade, os planos de Deus sobre nós." (Const.34)

Hoje, dia 13 de Maio, dia da Mãe, dia da Província Portuguesa das Irmãs Hospitaleiras do Sagrado Coração de Jesus, colocamo-nos sob a protecção Maternal de Maria, Mãe de Jesus e nossa Mãe.

ORAÇÃO

Quando olho a minha história de Amor Senhor
Escondo-me no TEU Coração
Para poder olhá-la com o Teu olhar de Misericórdia e Compaixão.

Eu hospitaleira que Tu quiseste para Ti
Hoje canto meu “Magnificat” com Maria
Porque fizeste Maravilhas ma pequenez
De tantas mulheres – hospitaleiras.

Hoje, com Maria, minha alma glorifica-Te
Porque sou um passo de tantos já dados
Hoje recordo tantos dirigidos a Ti, escondido no Sacrário
Para estar Contigo AMADO
Primeiro as duas – Josefa e Angustias
Que historia de Amor louco – capaz de deixar tudo
Enamoradas só de Ti – Deus com o Coração resgatado (apanhado)
Dele brotou a vida, Ele deu a luz
a este Pão formado de tantas sementes de trigo
Que se deixaram esmagar, moer, perder em Ti
porque as olhastes com imensa misericórdia
convidando-as a perder-se para ganhar a vida
quanta vida dada, gerada
quantas vigílias à beira da cama das filhas amadas
partilhando a dor
Não se importavam de ser chamadas “as irmãzinhas das loucas”
Porque o AMOR só tem um nome – “entrega esquecida”
Como Tu Senhor Amado na Cruz
Que sustentava os passos das Tuas amadas
Tu único Deus cantavas no coração de cada hospitaleira: “Só Deus basta”
Tu enceste de bens os famintos
Enchestes seus corações de compaixão e misericórdia,
De hospitalidade infinita.

O meu coração se alegra em Ti
Pai de bondade, com o coração aberto
Que foi e hoje continua a ser o regaço para nós
Descanso e fortaleza
Fonte inesgotável de compaixão
Casa aberta onde as filhinhas perdidas
Encontram o abraço de perdão…

Por isso, hoje dia da Província, de modo muito especial, colocamo-nos sob a protecção maternal da Maria, Senhora de Fátima, Mãe de Jesus e nossa Mãe.
Ao Seu coração confiamos a nossa realidade e sobretudo agradecemos-Lhe o dom de cada Irmã hospitaleira, as de hoje e as de ontem, todas aquelas que com a sua vida, totalmente entregue nos foram ensinando os caminhos de Deus, numa atitude alegre, de abandono e confiança no Pai…

Que Maria nos ajude a responder com Fidelidade em cada dia, à voz de Deus que nos chama…Que Ela nos ensine a viver em doação total a Deus e em amor gratuito aos irmãos.
Que ELA nos abençoe e com seu olhar maternal, encha de esperança e da Paz as nossas vidas, e, nos ensine a viver no Coração de Seu Filho, reproduzindo em nós os Seus sentimentos de bondade, ternura e misericórdia.

Uma prece muito especial a Maria pela missão que realizamos, por todos os que connosco a partilham, por todos as pessoas doentes a quem prestamos cuidados nas nossas casas (Centros) e por cada irmãs das nossas comunidades.
Que a todos e todas, encha com o seu Amor profundo, simples e incondicional.
O mesmo peço para todos os que fazem parte deste espaço “Retalhos” e peço oração…

Deus Te salve, Serva, Mãe e Rainha!
O Pai Eterno Te elevou
acima de todos os homens e mulheres
ao chamar-Te a um serviço particular:
ser Mãe do seu Filho!
Tu, és a Imagem perfeita da união
entre o amor de Deus e o serviço aos irmãos,
entre a evangelização e a promoção humana.
És modelo dos discípulos de Cristo.
Acompanha a caminhada de Fé
de todos os Teus filhos e filhas
e alcança-nos a graça da salvação
e uma paixão que nos torne testemunhas vivas de Teu Filho Jesus."

(Uma Irmã Hospitaleira)

11 maio 2009

Peregrinar: "Quem me vê, vê o Pai..."

MÊS DE MAIO, É TEMPO DE PEREGRINAR…

Nos últimos tempos, a minha vida tem sido uma busca contínua de dar resposta a desafios que faço a mim própria e a outros que me são feitos por Amigos.
Este ano participei pela terceira vez, numa peregrinação a FÁTIMA.
Porque é que o fiz? O que me impulsionou?
Fecho os olhos e penso:
O que é para mim PEREGRINAR?
Peregrinar é a forma, é o modo que mais gosto, de estar na vida.
É voltar ao coração de Deus de onde saí.
É sentir o quanto sou limitada.
É sentir fome, sede, cansaço e saber que naquele instante é preciso continuar, não dando tempo, para repor energias.
É ter o gosto de subir à montanha e alargar horizontes.
É sentir que ELE caminha connosco e na nossa fraqueza, ELE é a nossa força.
É superar os próprios limites e ajudar os outros a superá-los também.
É deixar-se guiar, conduzir, orientar, nas encruzilhadas.
É confiar naquele que guia…
O que foi para mim esta PEREGRINAÇÃO?
“Não chegar atrasado por excesso de bagagem…” propósito quaresmal de Retalhos, deu um sentido novo a esta peregrinação. Quando peregrinamos em veículo próprio, levamos praticamente “a casa às costas”; mas se o fazemos a pé, começamos a reduzir, a limitarmo-nos ao essencial, deixando o supérfluo.
Esta peregrinação é composta por um grupo de quinhentos peregrinos, sendo quase na sua maioria, jovens. São eles que preparam, animam, guiam, quase tudo, com uma alegria contagiante e uma disponibilidade para servir que a todos contagia. No pequeno manual da peregrinação, encontrava-se esta motivação.
"Senhor mostra-me o Teu rosto! Deixa-me encontrar-Te ou então, encontra-me Tu a mim. Ser peregrino é levar nos passos o desejo deste encontro. Mover-se pela vontade de encontrar o lugar onde se quer chegar, de encontrar outros pelo caminho, de encontrar-se a si mesmo, de encontrar o sentido do caminho que é a vida. E no íntimo da alma, vai essa saudade de encontrar Alguém que nos espere num abraço que nos faz nascer de novo."
O lema desta peregrinação "QUEM ME VÊ, VÊ O PAI", foi vivenciado através de várias dinâmicas. Tivemos tempos de silêncio, de oração, de convívio, de partilha, de contemplação da Natureza, de Paz…
Houve momentos muito fortes ao longo dos três dias como por exemplo os testemunhos que foram dados, a Celebração da Eucaristia no Castelo de Porto de Mós e a chegada junto da Mãe, em Fátima.
Em jeito de conclusão, só me ocorre dizer que enquanto puder, não faltarei a este tempo precioso de crescimento interior.

Maresia, em peregrinação.

09 maio 2009

Dia da Europa, Bandeira da Imaculada

Que é o Dia da Europa ?

Poucos cidadãos europeus sabem que a 9 de Maio de 1950 nasceu a Europa comunitária, numa altura em que, devemos recordá-lo, a perspectiva de uma terceira guerra mundial angustiava toda a Europa. Nesse dia, em Paris, a imprensa foi convocada para as dezoito horas no Salon de l'Horloge do Quai d'Orsay, quartel-general do Ministério dos Negócios Estrangeiros francês, para uma "comunicação da maior importância". As primeiras linhas da declaração de 9 de Maio de 1950, redigida por Jean Monnet, comentada e lida à imprensa por Robert Schuman, Ministro dos Negócios Estrangeiros da França, dão imediatamente uma ideia da ambição da proposta: "A paz mundial não poderá ser salvaguardada sem uma criatividade à medida dos perigos que a ameaçam". "Através da colocação em comum de produções de base e da instituição de uma Alta Autoridade nova, cujas decisões ligarão a França, a Alemanha e os países que a ela aderirem, esta proposta constituirá a primeira base concreta de uma federação europeia, indispensável à preservação da paz". Era assim proposta a criação de uma instituição europeia supranacional, incumbida de gerir as matérias-primas que nessa altura constituíam a base do poderio militar, o carvão e o aço. Ora, os países convidados a renunciar desta forma ao controlo exclusivamente nacional destes recursos fundamentais para a guerra, só há muito pouco tempo tinham deixado de se destruir mutuamente num conflito terrível, de que tinham resultado incalculáveis prejuízos materiais e, sobretudo, danos morais: ódios, rancores e preconceitos. Assim, tudo começou nesse dia, razão que levou os Chefes de Estado e de Governo, na Cimeira de Milão de 1985, a decidirem celebrar o 9 de Maio como "Dia da Europa". Os diversos países, ao decidirem democraticamente aderir à União Europeia, adoptam os valores da paz e da solidariedade, pedra angular do edifício comunitário. Estes valores concretizam-se no desenvolvimento económico e social e no equilíbrio ambiental e regional, únicos garantes de uma repartição equilibrada do bem-estar entre os cidadãos. A Europa, enquanto conjunto de povos conscientes de pertencerem a uma mesma entidade que abrange culturas análogas ou complementares, existe já há séculos. No entanto, a consciência desta unidade fundamental, enquanto não deu origem a regras e a instituições, não pôde evitar os conflitos entre os países europeus. Ainda hoje, alguns países que não fazem parte da União Europeia não estão ao abrigo de tragédias terríveis. Como qualquer obra humana desta envergadura, a integração da Europa não se constrói num dia, nem em algumas décadas: as lacunas são ainda numerosas e as imperfeições evidentes. A construção iniciada imediatamente a seguir à II Guerra Mundial foi muito inovadora: o que nos séculos ou milénios precedentes podia assemelhar-se a uma tentativa de união, foi na realidade o fruto de uma vitória de uns sobre os outros. Estas construções não podiam durar, pois os vencidos só tinham uma aspiração: recuperar a sua autonomia. Hoje ambicionamos algo completamente diferente: construir uma Europa que respeite a liberdade e a identidade de cada um dos povos que a compõem, gerida em conjunto e aplicando o princípio segundo o qual apenas se deve fazer em comum o que pode ser mais bem feito dessa forma. Só a união dos povos pode garantir à Europa o controlo do seu destino e a sua influência no mundo. A União Europeia está atenta aos desejos dos cidadãos e coloca-se ao seu serviço. Conservando a sua especificidade, os seus hábitos e a sua língua, todos os cidadãos se devem sentir em casa na "pátria europeia", onde podem circular livremente.
In: http://europa.eu





Bandeira e Imaculada Conceição

Esta Europa que incompreensivelmente renega raízes cristãs, e pretende apresentar-se ao mundo como laica, adoptou, sem saber, na sua bandeira, símbolos cristãos; melhor: de inspiração mariana.
Os que conhecem a história do povo europeu sabem que nada há que os una: língua, costumes, tradições, divergem, e o passado remoto encontra-se carregado de ódios e atrozes aleivosias. Apenas a crença os pode ligar: todos se declaram cristãos.
Mas a teima de serem ou parecerem laicos, leva-os ao apartamento de qualquer símbolo religioso. Cristo não tem cabimento na U.E., segundo parecer de quem manda no velho continente, ainda que o povo – apesar do esforço do poder, – mantenha-se fiel à Fé.
Quando a 29 de Maio de 1986, o Secretário-geral do Conselho da Europa, Marcelo Oreja, hasteou a bandeira, no palácio de Berlamont, estava longe de imaginar que a divisa da Europa era imbuída de símbolos católicos.
Na época, poucos conheciam a razão das doze estrelas sobre fundo azul. Anos depois, quando já não era possível recuar, foi explicado o verdadeiro significado.
“Lourdes Magazine” revista publicada pelo conhecido santuário francês, em Julho de 2004, revelou o que há muito constava.
A bandeira foi inspirada na visão de Catarina Labouré, jovem noviça. Foi a 27 de Novembro de 1830. Estava Catarina na capela das Irmãs de Caridade, na Rua do Bac, em Paris, apareceu-lhe a Virgem e disse-lhe que mandasse cunhar medalha, a que chamou de “Milagrosa”.
Esta, apresenta Maria com os pés pousados no mundo e no verso, o monograma da Mãe de Jesus, a cruz e dois corações, tudo circundado por 12 estrelas que é a coroa da Virgem.
Ora quando Arséme Heitz idealizou a bandeira, inspirou-se nessa visão. Segundo o autor, o azul representa o céu e as 12 estrelas, o resplendor que cerca a cabeça da Imaculada Conceição.
Se os “agnósticos” europeus fossem mais versados em temas bíblicos, não desconheceriam, igualmente, que o Apocalipse 12:1, descreve mulher resplandecente como Sol, coroada de 12 estrelas. Nem ignorariam que 12 foram os filhos de Jacob; 12 são as tribos de Israel; e 12 os Apóstolos.
Mas como desconheciam a simbologia bíblica, e ainda menos a visão de Santa Catarina de Labouré – ou Deus os cegou, – pensaram que o número 12 era sinal de: perfeição, plenitude e unidade; lembrando-se dos 12 meses do ano e dos 12 signos do Zodíaco.
E a 8 de Dezembro de 1955 – que coincidência! - aprovaram a bandeira, que tem estampado, sobre azul celeste, o símbolo da pureza da Imaculada Conceição.
Por onde se conclui que, renegando raízes cristãs, a Europa mostra, na divisa, a coroa da Virgem Santíssima.
Deste jeito se infere que o povo tem razão ao afirmar: Deus escreve torto por linhas direitas.

A Medalha Milagrosa, que a Virgem recomendou trazer junto ao peito, não é amuleto. As graças, segundo Ela, serão abundantes, se existir fé e se cumpra ou se tente cumprir, os Mandamentos.
Em 1842 foi um grande acontecimento a conversão do banqueiro judeu, Afonso Ratisbonne, após haver recebido a Medalha Milagrosa. Este homem de negócios veio afundar, com o irmão Teodoro Ratisbonne, a Congregação dos Missionários de N ª Senhora do Sion.
Dezanove anos depois das aparições, em Paris, foi erguido o Santuário de Nª Senhora das Graças, no Monte Sião, Minas Gerais, com o fim de difundir a Medalha Milagrosa.
HUMBERTO PINHO DA SILVA


04 maio 2009

Fátima on-line

Amigos, paz e bem.
Eis-nos já entrados no mês de maio, mês da Mãe, mês de Maria.
Como sabeis desde o dia 1 de janeiro que o Santuário de Fátima nos permite aceder, em directo pela Internet, às celebrações realizadas a partir da Capelinha das Aparições, bem como a tudo o que ali se passa diante do altar e da Imagem da Mãe.
Este novo serviço estará disponível 24h00 por dia, em
http://www.fatima.pt/capelinha.html
Num comunicado enviado à impresa o Santuário de Fátima refere que "este serviço surge em resposta aos muitos pedidos que os internautas fizeram chegar nos últimos anos ao Santuário de Fátima". Desta forma é agora possivel "ver em directo o chamado ‘coração' do Santuário de Fátima, e acompanhar as celebrações ali realizadas".
Neste momento em que escrevo este texto prerara-se uma Eucaristia para as 17h00.
Como é bom poder chegar, via internet ,ao “Altar do mundo” como lhe chamou o Papa Paulo VI e de forma especial a esta Capelinha tão amada por João Paulo II.
Assim, neste mês de Maria, aqui no nosso Retalhos poderemos entrar nós também em directo para rezar com os peregrinos ou simplesmente no silêncio contemplar a Mãe.
Não se admirem do espaço à volta do altar estar quase sempre sem movimento, isto tem a ver com a privacidade e o direito à imagem de cada pessoa.
Peço a todos quantos chegardes à Capelinha on-line, pelo Retalhos, que eleveis uma prece por todos os nossos Amigos desta família e… se vos dignardes, uma pequena prece por mim, pelos meus e pelas intenções que me são recomendadas.
Como João Paulo II dizemos “Totus Tuus Maria”…
Como Maria exclamamos: “Ecce fiat Magnificat”…
Santa Maria prega per noi!

03 maio 2009

Vocação! Mãe! Bom Pastor!

"Sei em quem pus a minha confiança..."
Com João Paulo II rezemos pela VOCAÇÃO neste dia dedicado à oração pelas vocações.
Dia do BOM PASTOR, DIA DA MÃE.
OBRIGADO A CRISTO QUE NOS CHAMA e às nossas MÃES que nos deram à LUZ...

OBRIGADO A TODAS AS MÃES QUE DEUS COLOCOU NO MEU CAMINHO...

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