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15 agosto 2009

Férias: Encontro com Deus, família e amigos

Paz e bem amigos!
Nestes últimos tempos tenho-me dedicado menos vezes ao Retalhos contudo, por aqui venho para receber de vós a partilha e os comentários. São esses momentos que tornam sempre este blogue tão importante.
Pois é, tal como muitos de vós estou em tempo de férias.
Tem sido um tempo de muitas coisas, partilha e estar com Amigos, matar saudades da família e ser presença junto dos que muito amo e que são o meu sangue… sentir o calor e o carinho que só os pais podem dar e de mim receber.
Sentir que os mais novos da família cresceram mais um ano e que… mais presos se sentem a quem tanto os ama, não porque lhes compram coisas e mais coisas mas porque dão o que dinheiro algum pode comprar: tempo, dedicação, calma de quem ensina e explica, amore e ternura, confiança de um abraço, de um beijinho (à esquimó), de um banho com espuma preparado com calma… rir, brincar, mudar terra às plantas e… ter que dizer até pró ano com um sorriso grande, diante de uma criança que chora e que diz não querer partir… e o nosso coraão fica pequenino porque também não apetecia deixar partir mas… a vida é isto mesmo.
Foi tempo de presidir à Primeira Comunhão e Profissão de Fé dos meus sobrinhos Samuel e Margarida, e dentro de dias o Baptizado do Luisinho… Férias que são tempo de Graça…
Férias são para mim também o lugar de Deus. Muitos esquecem-se de levar Deus na sua bagagem… para mim é impossível Ele não estar presente. A minha pobre alma de franciscano leva-me sempre a encontrar Deus Pai e Criador, sobretudo diante do mar e do sol.
Quietar-me ali diante da imensidão do oceano e contemplar o sol que se põe, escutando as ondas e sentindo o sereno ar no rosto, recorda-me sempre a velhinha história da boneca de sal que, tendo acordado e sentindo necessidade de humedecer os lábios percorre tudo em busca da fonte de tal sabor – o sal – desde a gota de água da torneira, ao riacho, ao rio e finalmente o mar que, num primeiro instante lhe derrete as pernas de sal mas que logo depois a envolve e faz sentir que ela é parte desse todo que lhe diz: “O mar? Que é o mar? Sou Eu!”
Assim somos nós… assim me sinto eu diante do mar, parte daquele todo que mais não é que reflexo do Deus que me ama e me fala pelas maravilhas da Criação.
Nada de novo isto, já se sabe, o mar e todas as coisa eram, para Francisco e para os franciscanos ao longos dos séculos, o lugar de encontro com Deus Criador. Como não sentir desejo de ser pescador enviado por Deus, como não sentir admiração e contemplação pelo mar, pelo sol, pelo vento, pelas gaivotas que nos convidam a olhar para o Alto e a desejar voar mais e mais em direcção ao céu – Deus…
Como não sentir no sol dourado a contemplação do sol que se põe para de novo, qual astro da manhã pascal, se reerguer sobre nós voltando a dar luz e vigor ao nosso viver.
E o vento suave da maresia acompanhado com o som das ondas… harmonia perfeita que nos leva a silenciar tudo o que nos perturba para nos ajudar a escutar Deus.
Lembro aquela outra velhinha história dos “sinos do templo”. Sim, o templo de uma ilha que tinha o mais belho carrilhão do mundo e que um maremoto levou para o fundo do mar.
E como as gentes costeiras diziam que de quando em vez se conseguiam escutar ainda os sinos.
Alguém de muito longe vem para a praia para tentar escutar mas… mesmo filtrando todos os outros sons desistiu porque não seria ele um feliz contemplado a escutar tal harmonia vinda das profundezas do oceano. E ao ir despedir-se de tudo aquilo para regrassar a sua casa, sem se preocupar agora em filtrar os diversos sons da beira mar, começa a ouvir um sininho, depois outro, e muitos outros em seguida… afinal… junto ao mar podemos escutar Deus se nos envolvermos com os sons que Ele coloca diante de nós. É contemplação, graça e mistério que as férias nos podem proporcionar e que para a maior parte das pessoas não faz parte da sua bagagem…
Para mim, estar diante do mar, e sobretudo ao por de sol, nesta Paz do fim do dia quando tudo se silencia e apenas escutamos o som do mar e o reflexo da luz dourada do sol na água, mais não é que um convite a parar, silenciar tudo para escutar Deus e a mim mesmo.
“Vinde a mim, todos vós que andais cansados e afadigados, que Eu vos aliviarei…”
As férias são o tempo de retemperar forças para reorganizar projectos, pensar objectivos, ser e estar com a família e os amigos, connosco próprios.
Férias é o tempo previlegiado para estar com Deus.
Neste dia da Assunção de Nossa Senhora ao Céu, não quis escrever como fiz no ano passado – podereis ir ler sobre esta grande Solenidade – mas escrever sobre o que é a experiência de parar para me encontrar, para vos encontrar, para O encontrar…
Em cada por de sol, seja ele à beira mar ou por de trás da serra, tenho presentes cada um de vós…
“Desde o nascer ao por de sol, a minha alma glorifica o Senhor…”
Que Nossa Senhora da Assunção vos abençoe.
Abraço para todos.

9 comentários:

Sirlene disse...

Que lindo texto, Frei Albertino!Li-o ao som de sua voz e do seu coro...com um nó na gargata, porque a música, qdo penetrada, nos enleva!E sua partilha , rica me leva a "mares nunca dantes navegados"! Ou por outra, me adentra em suas emoções junto a família , emoções tão iguais a de nossas famílias e de nossas vivências passadas ou presentes!
Quem depara desavisado com esse " meninote" da foto, poderá imaginar que coração vai ali...caminhando...meditando...contemplando o mar? Muitas vezes penso nisso andando pela rua diante de desconhecidos!Quem dera pudéssemos advinhar quem seja o caminheiro que nos passa...
Paz e bem ao sr, Frei Albertino!

Miguel disse...

Obrigado por, uma vez mais, abrires a tua alma e partilhares connosco as riquezas que trazes lá dentro...
Obrigado pela maravilhosa reflexão sobre o mar...
Este ano, no tempo de férias, estou geograficamente longe do mar... Mas lendo a tua reflexão me transporto para lá e vou "ouvindo" o murmurar das ondas e "sentindo" a suavidade da brisa e a PAZ do pôr-do sol...
Abraço!
E continuação de óptimas férias, das quais também as despedidas fazem parte (infelizmente)...

maresia disse...

AMIGO!
Ao jeito de criança, saiu-me um sonoro, "UAU", ao abrir o nosso querido Retalhos2 e deparar-me com o nova paisagem, que desta "janela", somos convidados a contemplar. Que texto fantástico, o Amigo nos oferece; que bela partilha ali coloca e da qual retirei uma frase que me tem acompanhado desde o Tempo de Advento e que se refere à bagagem, essa carga que sempre nos acompanha e cujo conteúdo nos pode ajudar no nosso Caminhar, se for bem escolhido.
"Muitos esquecem-se de levar Deus na sua bagagem… para mim é impossível Ele não estar presente."
É bem verdade o que diz. É impossível ir, seja para onde for, sem ELE. E se as férias são feitas em contacto com a Natureza, mais fácil ainda é encontra-LO. Ao momento do por do Sol, eu costumo chamar-lhe "a hora mágica", porque o seu encanto é enorme e nunca há duas iguais; tenho comigo mais de duzentas fotos do por do Sol à beira Mar e nenhuma é igual. Aproveite este tempo precioso, que bem necessita. Um MUITO OBRIGADA, POR MESMO EM FÉRIAS, NOS TER A TODOS, PRESENTE. Somos na verdade UMA FAMÍLIA DE AMIGOS.
E ao jeito de Criança, um ABRAÇO...

mariana disse...

Frei que beleza de partilha. Foi mesmo deixar falar o coração...! Nota-se em cada palavra escrita, em cada frase a felicidade e a alegria que lhe vai na alma.
Foi com muita alegria que voltei a ouvir esta música cantada por si, e que ouvi a caminho do Mar da Galileia na Terra Santa.Inesquecível... GOSTEI! GOSTEI!

É urgente aproveitar o silêncio, criar espaços sem barulhos, onde se possam ouvir as vozes da natureza, sentir as muitas recordações, deixar falar o coração. É que, no silêncio, escutam-se melhor os inúmeros sons que inundam as nossas vidas e dão sentido a todas as coisas. Há momentos em que o silêncio fala mais alto e vale a pena experimentá-lo.

Redescobrir o silêncio, ocupar o silêncio, transformar em vida o silêncio, são alimentos maravilhosos em tempo de férias. Sabe-se que são as férias dos monges contemplativos, mas ai de cada um se não descobrir na sua vida a importância da contemplação, o valor do silêncio.

O silêncio é também tempo de encontro com Deus.
Moisés mandou construir uma tenda fora do acampamento para ali se encontrar a sós com Deus. Era a Tenda do Encontro e nela, Moisés falava com Deus como um amigo fala ao seu amigo (cf. Ex 33, 7-11).

Jesus pediu aos apóstolos para orarem, fechando a porta do seu quarto e ali, a sós com Deus, falarem com Ele, como os homens falam com os outros homens, sem muitas palavras, mas na maior comunhão de amor (cf. Mt 6, 5-11).

Continuação de tempos felizes e um Abraço de PAZ E BEM!

quina disse...

Frei Obriaga pela extensa partilha que só o título "Deus, Família e Amigos" me bastava para encher o coração. No entanto, não deixou de me inquietar a ponto de lêr e reler.
Depois de reflectir, aqui vão algumas linhas, do que fez eco no meu coração.

Não sei como consegue, apesar do curto espaço de tempo que tem para a famíla, para administrar sacramantos aos sobrinhos,ainda tem tempo para escrever algo bonito, para nós.

Como é agradável ter um amigo assim. Isto porque Deus está sempre consigo, e sem Ele, não haveriam férias. Não podemos meter Cristo na gaveta.

O Mar, o Sol tão apetecíveis neste tempo, que grande dádiva do Senhor...! para todos nós.
Que bom é contemplar o mar...! Eu também costumo contemplar e interrogar-me sobre a grandeza do Criador, porque os poucos dias que descanso são junto ao mar, e sinto muita paz interior especialmente à beira mar ao fim da tarde.
Como S.Francisco digo:

Paz e Bem
A toda a criatura
Saúdo como Irmão
Paz e Bem
A longa noite escura
é gémea de manhã.

Claro que desejo boas férias.

Sirlene disse...

Lendo o comentário da Quina, bem como os anteriores, todos sempre me enriquecendo com suas partilhas, fiquei incentivada a escrever mais um comentário, aproveitando o silêncio provocado pelo descanço das férias na Europa...A citação do mar é uma constante!
Um poeta brasileiro ( Vicente de Carvalho) tem uma poesia chamada " A flor e a fonte", que a certa altura declara o lamento da flor que ia sendo levada pela fonte: '...eu fui nascida nos montes, não me leves para o mar!..."
Como eu nasci numa região montanhosa aqui do Brasil ( Minas Gerais),justifico assim meu assombro pelo mar, diante dele eu sinto um respeito muito grande, eu diria ...quase um medo,então faz-me bem ler , constatar a intimidade com que os portugueses,historicamente demonstram para com ele.
Com saudações de Paz e Bem ao sr Frei Albertino e à Família Retalhos, deixo aqui a poesia do Vicente de Carvalho, o poeta do mar:
A FLOR E A FONTE
"Deixa-me, fonte!" Dizia
A flor, tonta de terror.
E a fonte, sonora e fria,
Cantava, levando a flor.
"Deixa-me, deixa-me, fonte!"
Dizia a flor a chorar:
"Eu fui nascida no monte...
"Não me leves para o mar".
E a fonte, rápida e fria,
Com um sussurro zombador,
Por sobre a areia corria,
Corria levando a flor.
"Ai, balanços do meu galho,
"Balanços do berço meu;
"Ai, claras gotas de orvalho
"Caídas do azul do céu!...
Chorava a flor, e gemia,
Branca, branca de terror,
E a fonte, sonora e fria
Rolava levando a flor.
"Adeus, sombra das ramadas,
"Cantigas do rouxinol;
"Ai, festa das madrugadas,
"Doçuras do pôr do sol;
"Carícia das brisas leves
"Que abrem rasgões de luar...
"Fonte, fonte, não me leves,
"Não me leves para o mar!..."
As correntezas da vida
E os restos do meu amor
Resvalam numa descida
Como a da fonte e da flor...

dina disse...

OBRIGADA Frei, porque mais uma vez somos convidados a contemplar as maravilhas do Criador através da nova paisagem…Na verdade é impossível ir, ou estar em qualquer lugar que ELE não vá, ou não esteja… quer queiramos, quer não. Ele está em mim… está dentro de mim…habita-me no mais profundo do meu “ser” apesar de indigna… ELE é tudo em mim, e por isso está… Omnisciente… Omnipotente…Criador…

Eu como durante as férias não fui até ao mar, contemplo as maravilhas de Deus na montanha, na serra, terra seca e árida, com sede de chuva, como a minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo. O cantar dos pássaros, logo pela manha, me convida também a louvar e dar graças ao PAI, pois tudo é obra do Deus Criador…à noite sozinha, única habitante da casa, orava ao Pai no meu quarto, onde tudo era silêncio…e comunhão íntima com ELE…partilho aqui um dos meus salmos que escrevi durante as minhas férias.

Salmo para as minhas férias
(Meu Jesus de mim desconfio, em Ti confio e me abandono)

A Ti Senhor, entrego o meu entusiasmo
O meu sofrimento e o meu esforço nestas férias;
Em Ti confio, porque sei que me amas.
Que nas dificuldades não ceda ao cansaço,
que a Tua graça sempre triunfe em mim.
Eu espero sempre em Ti.
Sei que não desiludes quem confia em Ti.

Indica-me os Teus caminhos Senhor,
Mostra-me a Tua via…Faz-Te Luz…
Que na minha vida se abram cada vez mais
caminhos de Paz e Bem,
de justiça e liberdade, de esperança,
igualdade e serviço.
Deixa-me sentir Senhor,
que Tu és o meu Deus e Salvador.

Não recordes os meus pecados,
lembra-te de mim com a Tua lealdade,
pela Tua Bondade Senhor.
Tu és Bom e justo e orientas os desorientados.
Guia os humildes com rectidão, mostra-lhes o caminho.
Quando Te sou fiel, Senhor, Tu conduzes-me pelos Teus caminhos.

Assim vivo feliz
e a minha vida enriquece-se com os Teus Dons.
Tu Senhor, também confias e esperas em mim.
Tens-me de verdade como tua amiga…

Senhor! Guarda-me…
Guarda a minha Vida e liberta-me…
Ajuda-me a sair da minha concha… e a ir para Ti…
Faz-me ver com clareza o CAMINHO…
e desperta o manancial da minha Vida…
Tu que és o Caminho, a Verdade e a Vida!
Que sejas Tu, a minha única BAGAGEM…
vá para onde for…esteja onde estiver… Senhor!

Para si AMIGO, continuação de boas Férias.

Mª Teresa disse...

Família Retalhos (2),
Paz e Bem!
Tudo (quase TUDO) se repete na Natureza!
De facto estamos agora de novo juntinhos a 15 de Agosto...agora de 2010! SABE BEM saborear de novo o texto partilhado em 2009. Eu engendro leitura sazonal, nunca "caduca".
Mas, meu propósito inicial (NÃO CONSIGO ESCONDER MAIS...) era TÃO SÓ o de PARABENIZAR (meu vocabulário não resiste a influências culturais...). FA, que EXCELENTE gravura abre o Retalhos 2 em Agosto! Super legal, MESMO !

Mª Teresa disse...

Família Retalhos 2,
Paz e Bem!
Em 2011 acredito que há (vai haver para mim...) espaço para Ele! Sempre engendro boas oportunidades...
Silêncio, leitura (essa ENORME aventura, para mim)! Cadeira, varanda (ai como sempre lhe atribuo meus sonhos... talvez porque ela não existe aqui em Lisboa...).
Mas é melhor só a disfrutar uma vez ao ano, assim até cresce o seu valor, o seu cheiro mar/campo...
Bagagem, ui levo sabão e mala que partilho com madrecita, ah, e UM LIVRO!!!!!!!!!!!!
Acho que vou conseguir ler e APRENDER bastante! Assim Ele possa contar com minha disposição! (Fico mais feliz assim: não é Ele que oferece esta oportunidade; sou eu que desejo remeter esse propósito!

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