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25 fevereiro 2010

Pedi! Procurai! Batei! (Mt 7, 7-12)

Sento-me ao computador, depois de terminar a Eucaristia onde sempre levo todos os que Deus me confiou… aqueles que Ele colocou na minha Vida e eu na Vida deles… O louvor pelo facto puro e simples de saber que não estou só, tenho família, amigos, conhecidos… peregrinos como eu neste mundo.
Louvor por todos e ao mesmo tempo prece pela saúde, bênção e a paz de cada um, começando pelos da minha família até ao simples ser anónimo que reza por mim.
Os últimos tempos não têm sido nada fáceis, como com todos também tenho altos e baixos, momentos de alegria e outros de tristeza mas sobretudo de dúvidas sobre o que é melhor ou não, sobre que opinião mais acertada defender ou mais fundo ainda qual a atitude mais acertada para o bem daqueles que o pai me concedeu, parafraseando o próprio Cristo.
Estes últimos tempos, por motivos vários, têm sido de incertezas, de receios, de algum desgaste que só se atenua porque na verdade Deus na Sua misericórdia nos deu AMIGOS que ajudam a discernir e que nos dizem “ESTOU…”.
Não tomeis estas minhas palavras como alguma coisa de “dramático” não o tem, diante de tantos que sofrem e perdem os seus bens mais queridos e pertences, e a quem presto a minha homenagem sincera e por quem rezo, como tem acontecido no mais profundo sentir para com os nossos conterrâneos da Madeira.
Quantas vezes ajoelhamos diante do Sacrário, ou mesmo de alguma Imagem, fazendo preces ao Sagrado, pedindo que Deus se digne escutar a nossa prece sentida e sincera, que Ele nos abra a porta certa para podermos sentir que é por ali que Ele quer que vamos… quantas vezes deixamos esta prece e com a sensação de que, afinal, Deus não nos escutou, Deus não nos abre a porta.
Hoje o Evangelho (Mateus 7,7-12), por mim proclamado há minutos, iniciava assim: “Pedi, e ser-vos-á dado; procurai, e encontrareis; batei, e hão-de abrir-vos”.
Logo neste início me apeteceu parar, não ler mais e saborear esta certeza de que as nossas dúvidas se desvanecem, os nossos medos se dissipam diante da certeza de que Mateus se faz eco, colocando tais palavras na boca de Jesus.
Mas continua a leitura e Cristo reforça mais ainda esta certeza de que, “pois, quem pede, recebe; e quem procura, encontra; e ao que bate, hão-de abrir”.
Diz-se por aí que “hoje em dia já ninguém dá nada a ninguém…” e nós vamos “embarcando” com este dito – talvez moderno incrementado na sociedade consumista e pouco afectiva dos nossos dias – sem olhar para tantos momentos em que Deus afinal ali está, sim, Ele ali está e nos escuta, nos faz encontrar com Ele, connosco e com os outros, nos abre a porta sem que nos dêmos conta de que isso acontece. E teimamos em duvidar, em esquecer d’ Ele, das Suas acções em favor dos Homens, em nosso favor.
Lembro de ter lido algures uma definição de milagre que nunca mais esqueci e que é mais ou menos isto: “milagre é um acto de amor em favor dos que precisam, realizado por Deus das mais diversas formas, mas onde Deus quer permanecer oculto”.
Voltemos ao início do Evangelho… quantos milagres Deus tem realizado em mim e por mim, em nós e por nós e… quantas vezes duvido, quantas vezes duvidamos.
“Homens e mulheres de pouca fé”
dir-nos-ia Jesus a nós como então aos Apóstolos.
O Evangelho continua a exercer sobre mim uma reflexão enorme porque vai buscar o valor do amor da família, ainda que tantas vezes humanamente as nossas acções sejam a de pessoas más mas que no meio do seu ser “mau” não pode dar coisas más aos que ama: “qual de vós, se o seu filho lhe pedir pão, lhe dará uma pedra? Ou, se lhe pedir peixe, lhe dará uma serpente? Ora bem, se vós, sendo maus, sabeis dar coisas boas aos vossos filhos, quanto mais o vosso Pai que está no Céu dará coisas boas àqueles que lhas pedirem.”
Esta tarde ouvi, via telefone, uma criança de nove anos pedir dinheiro à mãe para comprar uma guloseima e teve como resposta um simples “tu sabes que a mãe não tem dinheiro…” e a tristeza instalou-se na voz de tal criança. O querer e o ter que nem sempre depende das nossas capacidades humanas. E continuamos a pedir ao Pai e nem sempre entendemos, ou nem sempre entendo eu, porque parece Deus não olhar pelos que mais precisam, pelos que querem trabalhar com dignidade, pelas crianças e velhinhos que precisam receber toda a atenção e todo o carinho. E pedimos, batemos à porta de Deus, procuramos soluções para tantas necessidades. E Deus escuta, pode não responder logo mas… sem dúvida que a Eucaristia de hoje volta a recordar em mim a certeza de que, a seu tempo, Deus nos escuta. Pode não ser no nosso tempo ou no que nós gostaríamos mas si, indubitavelmente Ele escuta, encontra-nos e abre portas.
O final do Evangelho levou-me então a uma reflexão que nunca tinha feito. Nós pedimos a Deus… esperamos de Deus… mas será que Ele nem sempre nos ouve porque nós não somos capazes de ser sinal da Sua presença? Será que eu mesmo nem sempre sou capaz de viver o grande desafio que Cristo lança de imediato ao dizer que, “portanto, o que quiserdes que vos façam os homens, fazei-o também a eles, porque isto é a Lei e os Profetas”, será isto que falha à minha humanidade, à minha sociedade, à minha Eclesialidade?
Fazer aos outros o mesmo que queremos que nos façam… estará aqui a questão central das nossas incertezas, tristezas, dúvidas e tentações de duvidar de Deus?
Amanhã não sei… mas hoje sim, sei, sinto que devo um acto de gratidão a Deus porque na verdade Ele tem realizado milagres na minha vida, Ele tem escutado a minha prece e a de quantos a fazem comigo, Ele tem aberto portas para que eu me encontre e O encontre. Sim, sem dúvida, este Evangelho de Mateus hoje veio mesmo para mim. Minutos antes de ir para a Capela eu estava quase sem ânimo para ir à Eucaristia, quase não fazia sentido para mim ir – não se escandalizem porque aos sacerdotes também acontece como a todos vós – mas num repente fui, olhos meio cravados no chão até iniciar a proclamação da Palavra: “Pedi, e ser-vos-á dado; procurai, e encontrareis; batei, e hão-de abrir-vos”.
Obrigado Senhor meu Deus, obrigado por me teres dado hoje esta Palavra que alentou a vida frágil, que deu certeza da Tua presença em todos nos que me deste, em todos os que são a Tua presença miraculosa onde Tu permaneces oculto aos olhos humanos e pecadores. Só a Palavra, a Tua Palavra, continua a dar VIDA.
Senhor, neste final de dia que é agora de gratidão, eu Te peço com toda a humildade por todos os que muito amo, por todos os Amigos, por todos os peregrinos deste mundo como eu.
Dá-me, Senhor, em cada dia da minha existência, a capacidade de Te escutar para poder discernir o melhor caminho a seguir para o bem de todos os que me deste, para poder caminhar na Tua presença e ser sinal do Teu Amor.
Que o Senhor nos abençoe e nos guarde!

10 comentários:

Kálita disse...

Frei

Que partilha tão humana e ao mesmo tempo tão divina...cheia de significado, de profundidade.
E nã frei, não nos escandalizamos,pra mim me encanta, porque em sua fragilidade vejo o agir de Deus, e me motiva a sempre bater , buscar, procurar por Ele.
Rezo por tí todos od dias quando á oração eucaristica o padre diz: orai pela santa igreja, que ela cresça na caridade com o papa bento xvi...e todo o clero...aqui penso no frei e peço por seu sacerdócio.
Um abraço e Nossa Senhora cuida do senhor e dos seus!

LENA disse...

Frei! A oração é sempre a riqueza do pobre, a força dos fracos e dos oprimidos. Para a nossa fraqueza natural, a solução é rezar…No andar da vida perde-se o rumo, apagam-se as luzes, surgem desertos e sedes, mas a PALAVRA DE DEUS nos anima e conforta. «Procurai e achareis». Há portas que se fecham, corações que esfriam, traindo as nossas esperanças, mas o Senhor nos estimula. «Batei e hão-de abrir-vos». Quando lhe batemos à porta ELE já nos espera, sempre pontual ao AMOR, que o faz correr, vencendo as minhas demoras e atrasos.. Somos filhos crentes e limitados, sentindo ao vivo a fragilidade dos nossos esforços…Mas nós também pedimos porque amamos, e Deus dá porque nos ama…Quem não ama, não pede…Quando pedimos também damos, glorificando o Pai acreditando no Amor…Ele escuta sempre a nossa oração. Talvez não como nós queremos mas aquilo que ELE quer e mais nos falta…
Quando a nossa oração for dar,, mais do que pedir, tudo será concedido. Mas o Dom que encerra todos os dons é o Espírito Santo, a «coisa boa», que o PAI nos dá (Lc.11,13)
Senhor, ensina-nos não só a pedir, mas também a dar…
Muito recebe quem muito dá…
ESTOU CONSIGO E REZO… Abandonemo-nos e confiemos N’ELE.

Mª Teresa disse...

Bom dia FA,
"ARRISCAR É COMPROMISSO"
Não, não me atrevo a fazer a transcrição deste texto lindo, que eu vou cito (no final), data, autor, e blogspot onde poderá ser consultado.
Achei oportuna a sua leitura, após o registo de minha incredulidade ao ler sua Mensagem de 25 Fevereiro 2010! Minha, e por certo de tanto aluno, Irmão e Irmã, todos seus AMIGOS!
Foi uma "velinha" acesa na Terra, que Ele também fez questão de nos entregar... Por favor, também por TODOS NÓS, ñ vacile!!!!!! PREGO !!!!!!!!!! Ai lá me saiu uma exclamação dos irmãos italianos, PERDOEM-ME!
PS "Arriscar é compromisso" tem texto MUITO CURTO no blogspot "Arriscar um Pouco de Céu" - 22 Janeiro 2010, de autoria de Pe. Carlos Azevedo.
E porque não ARRISCAR?
Por todos com todos. Amen

Sirlene (Brasil) disse...

Frei Albertino, Família Retalhos, amigos.
Evolução é isso... esse ir avançando, enfrentando os obstáculos, contornando-os a fim de alcançar o objetivo! Pensamos muitas vezes que fomos abandonados à própria sorte, tememos estar nosso barco à deriva, muitas vezes sem o clarão da Luz, como se nossa alma, como se nossos olhos sofressem de catarata, falta-nos por vezes a firmeza de um piso e nos sentimos prestes a ruir num abismo... tudo isso faz parte da evolução individual, lembrando a analogia da borboleta se desprendendo do seu casulo: não pode ter auxílio para facilitar o desprendimento, pois, corre o risco da atrofia. A evolução é processo individual, precisa ser individual, a descoberta das soluções, está no coração de cada um e o coração só se abre de dentro pra fora!
A evolução pessoal é assim: precisa da experiência, da prova, do teste, do esforço, até do erro e do acerto... não só para o sucesso da solução da situação em pauta, como para a sua valorização, e gratidão pelo aprendizado.
E a partilha de uma vivência, seja de alegria de sofrimento, de gozo ou de dor é que contribui para a riqueza deste património em que consiste a História da Humanidade. Feliz de quem tem a habilidade de expressar para os irmãos aquilo que lhe vai na alma! A humildade dessa abertura de alma, Frei Albertino, é que ajuda, como exemplo, os companheiros de caminhada! Obrigada pela ajuda que me dá!

Sirlene

mariana disse...

Frei, nós somos humanos e Divinos, e como tal, temos certezas e dúvidas, alegramo-nos e choramos. Por isso, temos a MISERICÓRDIA Divina que nos consola, quando tudo parece ruir à nossa volta.
"Tudo posso N’Aquele que me conforta", dizia S. Paulo.
O nosso Deus é um Deus presente, em todas as situações da nossa vida. ELE ouve-nos sempre, e, dá sempre, o melhor para cada um dos seus filhos.
A sua abertura de coração dá-nos também a nós, Força e Animo.
A Oração é alimento... E nós rezamos!

"Tudo quanto quereis que os outros vos façam, fazei também a eles. Nisto consiste a Lei e os Profetas".
O mundo está como está, não porque os maus são maus, mas porque os bons não são melhores, não procuram o caminho da santidade!
Ah, se tivéssemos a coragem de fazer aos outros aquilo que gostaríamos que nos fizessem a nós, nas pequenas atitudes do nosso dia a dia! Teríamos uma família, uma sociedade, um mundo bem diferentes!
Para isso, para que eu viva esta tal realidade, só o farei se estiver movido pela força do Amor;
Somos chamados a transformar este mundo que está dentro de cada um de nós e este só será transformado pela força da oração, pela intimidade que tivermos com o Senhor. Ele quer dar-nos o Espírito Santo, ou seja, o amor, a vida, a razão de existir do próprio Deus em cada um de nós. Mas isso é fruto de muita luta, esforço, conversão...
FORÇA! ESTAMOS CONSIGO para o bom e menos bom...

maresia disse...

DEUS SEJA LOUVADO QUE NOS DEU UM PASTOR TÃO HUMANO, UM AMIGO(COM LETRA GRANDE),TÃO PRÓXIMO DE CADA UM DE NÓS. SIM, DEUS SEJA LOUVADO.
Já o sabe, mas nunca será demais repetir:
ESTAMOS CONSIGO! FORÇA.

Mãe Lena disse...

Finalmente espreitei esta página, e logo com uma reflexão que muito mexeu comigo.

És mesmo assim, Frei Albertino, sensível, Amigo, Franciscano, muito Humano. Parabéns por seres quem és!

Ao passarmos nesta Vida, só a Fé e o Amor que sentimos pelo Senhor nos faz ganhar força para enfrentar estas tempestades e ciclones que insistem em atravessar o nosso caminho.

Com a partilha dos nossos sentimentos, um abraço dos Amigos, um sorriso, o nosso coração é renovado e temos que estar atentos a todos os movimentos que nos rodeiam para que consigamos repirar fundo e caminhar.

Estarei sempre presente. FORÇA AMIGO!

fiducia disse...

Espantosa partilha esta...CONFIEMOS NA MISERICORDIA E AMOR DO PAI com a certeza que nunca está só. Neste dia de grande graça para mim em que mais uma vez a amizade foi o meu FAROL, REZO E AGRADEÇO.
ESTAMOS CONSIGO, ACREDITE.

Mª T disse...

Grata FA! Tão só GRATA!
Impossível transferir com superior mestria esta luta que todos nós desenvolvemos: "Pedi, procurai, batei"...
Só posso dar meu testemunho: Há uma década o faço, e, só encontro MUITO reconforto! Certo, vou envelhecendo (como todos, ao mesmo ritmo...), mas com bastante tranquilidade, aceitando até os "baixos" de minha Vida.
Aí, aceitem minha absoluta NORMALIDADE...

Mª Teresa disse...

Paz e Bem!
Tanta década terei lutado, procurado e batido... tudo, tudo sempre "sózinha". Sempre estive acompanhada mas como era voluntariosa, julgava que tudo vencia SÓZINHA!
Em 2001 o Vi, em Paris! Isto, só o relato por ser bastante LONGE de família, de amigos mas perto de um Anjo!
Agora, vivo FELIZ, continuam sucedendo mesmas coisas terrenas mas a leitura de TUDO me trás bem tranquila. Graças a Ti: Deus Pai...
E tens enchido meu conchego com teus Anjos...
Solidão é palavra díficil, e BEM feia...
Felizmente esteve sempre esquecida de meu léxico!

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