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Senhor! Fazei-me instrumento da vossa paz!

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24 junho 2010

João, o precursor

Hoje a Igreja celebra a Solenidade do nascimento de São João, o precursor, o Baptista.
Cânticos e bailaricos, quadras e mangericos, alhos porros e martelinhos, fogo de artifício e tantas outras coisas pautam a noite e o dia deste Santo. Quantos páram um pouco para olhar alguns aspectos deste que foi chamado, desde o ventre, a anunciar a Luz?
Dele nos faz eco a palavra de Deus em Lucas ao dizer: “E tu, menino, serás chamado profeta do Altíssimo,porque irás à sua frente a preparar os seus caminhos
para dar a conhecer ao seu povo a salvação pela remissão dos seus pecados” (Lc 1, 76-77)
João é predestinado para anunciar a vinda do Messias. O chamamento não é algo abstracto, é a alguém em concreto e a quem é dado um nome concreto: “pedindo uma placa, o pai (Zacarias) escreveu: «O seu nome é João.» (Lc 1, 63).
É impressionante como se rompe com a tradição de dar ao primogénito o nome do pai. O precursor não se chamará Zacarias mas “DOM DE DEUS”, João.
É DOM de Deus a Zacarias e Isabel, de avançada idade e estéreis. Esta esterilidade pode significar, para nós, o campo onde Deus tudo pode realizar. É onde a lógica humana nada parece poder fazer – dar Vida – que Deus actua com a Sua Graça.
Deus chama à vida aquele que já estava no Seu projecto de Amor, aquele que seria o anúncio da Luz, da Salvação eterna.
É o próprio que nos declara: “Quando ainda estava no ventre materno, o Senhor chamou-me, quando ainda estava no seio da minha mãe, pronunciou o meu nome"
(Is 49, 1), e ainda
: “Senhor declara-me que me formou desde o ventre materno, para ser o seu servo (…) Assim me honrou o Senhor. O meu Deus tornou-se a minha força. (Is 49, 5)
Deus chama João pelo nome, chamamento à mais nobre das missões proféticas: “Vou fazer de ti luz das nações, para que a minha salvação chegue até aos confins da terra." (Is 49, 6)
A palavra eloquente do profeta, a sua verdade que é a verdade de Deus, a sua forma de vida simples e austera, faziam com que muitos acreditassem e o confundissem com o Messias. S. João Baptista entrega-se à penitência e à reparação pelo seu povo, como os profetas. Como Jeremias, é santificado no seio de sua mãe. É o novo Elias, predito por Malaquias.Desde a sua infância entrega-se à penitência. «Não beberá nem vinho nem cidra», diz o anjo a Zacarias. Passa a sua adolescência no deserto, está vestido com uma túnica de peles de camelo apertada por um cinto de couro; come mel silvestre e gafanhotos.A sede de Salvação estava cada vez mais presente naquela gente e, para eles, João aparecia como o Salvador.
Mas… não podia a verdade de Deus, em João, permitir tal equívoco. Lucas, nos actos do Apóstolos recorda-nos que:
“João preparou a sua vinda, anunciando um baptismo de penitência a todo o povo de Israel. Quase a terminar a sua carreira, João dizia: ‘Eu não sou quem julgais; mas vem, depois de mim, alguém cujas sandálias não sou digno de desatar (Act 13, 24-25). João é a voz que clama no deserto, apela à conversão e penitência e aponta um novo caminho de Salvação: “Eu baptizo-vos em água, mas vai chegar alguém mais forte do que eu, a quem não sou digno de desatar a correia das sandálias. Ele há-de baptizar-vos no Espírito Santo e no fogo” (Lc 3, 16).
João não é a Luz, dá testemunho da Luz, “é necessário que eu diminua para que Ele cresça” chega a afirmar aos que o seguem. João aponta Aquele que de facto é a Salvação, a Luz eterna: Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo!
É aquele de quem eu disse: ‘Depois de mim vem um homem que me passou à frente, porque existia antes de mim.” (Lc 1, 19-29)
O testemunho de João inicia-se na sua consagração, no ventre materno: “Quando Isabel ouviu a saudação de Maria, o menino saltou-lhe de alegria no seio e Isabel ficou cheia do Espírito Santo.
Então, erguendo a voz, exclamou: «Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre. E donde me é dado que venha ter comigo a mãe do meu Senhor? Pois, logo que chegou aos meus ouvidos a tua saudação, o menino saltou de alegria no meu seio. Feliz de ti que acreditaste, porque se vai cumprir tudo o que te foi dito da parte do Senhor” (Lc 1, 41-45). Aqui mesmo João é abençoado e santificado pela presença de Jesus e a visita de Maria. Cristo consagra assim aquele que devia dar testemunho de Si.
Não chegariam linhas para escrever sobre este momento. Duas Mães, agraciadas com o DOM DE DEUS, mulheres que aceitam a Sua vontade e dois Filhos que se encontram.
A Senhora (Maria) saúda a serva (Isabel). Maria a “feliz porque acreditou”, Isabel a feliz porque aceitou por fim que Deus na sua esterilidade e avançada idade poderia gerar vida.
Jesus, com tão pouco tempo de vida no ventre de Sua Mãe, é já sinal exterior de Luz salvífica, é já Deus operante pelo Espírito Santo em João. Dois seres no ventre materno que se encontram e saúdam. Podemos dizer que este é o momento em que João inicia a sua missão de precursor, é ele mesmo que indica a sua mãe que ela está diante do Seu Senhor e Messias, bem como da sua Rainha e Senhora.
O eco da saudação mais não é que o início do anuncio público do Emanuel, Deus no meio dos Homens em forma humana.
Que encontro este, que feliz encontro que leva Maria a exclamar o lindo cântico do Magnificat
(Lc 1, 46-56).
João tem a missão de baptizar o autor do Baptismo, não sabia ele a quanta dignidade, desde o ventre materno – Deus o havia chamado. Não é um profeta qualquer, é aquele que tem o conhecimento da antiga aliança e anuncia a nova Aliança. Diante de Jesus que vem ao seu encontro, para ser baptizado no Jordão, João exclama: “Eu é que tenho necessidade de ser baptizado por ti, e Tu vens a mim?” (Mt 3, 14). Leva-nos a memória a fazer uma analépse ao já referido encontro: “E donde me é dado que venha ter comigo a mãe do meu Senhor?” (Lc 1, 41).
João tem a graça de baptizar o Messias, segundo a Lei, e de presenciar o Deus total, Pai, Filho e Espírito Santo em momento tão sublime da História da Salvação: “Uma vez baptizado, Jesus saiu da água e eis que se rasgaram os céus, e viu o Espírito de Deus descer como uma pomba e vir sobre Ele.
E uma voz vinda do Céu dizia: “Este é o meu Filho muito amado, no qual pus todo o meu agrado.” (Mt 3, 16-17)
Mais tarde viria o precursor a proclamar: “Pois bem: eu vi e dou testemunho de que este é o Filho de Deus.” (Jo 1, 31-34)
Quem dá testemunho de Cristo, por Ele jamais será esquecido. João deu a vida – pelo martírio – no anúncio da Verdade, no apontar o Cordeiro, na vida de penitência e simplicidade. A sua vida levou a que o Messias dele dissesse: “Entre os nascidos de mulher, não apareceu ninguém maior do que João Baptista; e, no entanto, o mais pequeno no Reino do Céu é maior do que ele.” (Mt 11, 11)
Ao celebrarmos hoje o nascimento de João, fica-nos também a certeza de que é grande o seu lugar no Reino dos eleitos de Deus, tão grande que na terra é o único Santo a merecer celebrar o dia do seu nascimemto – a par com Maria e Cristo – tão grande é a sua dignidade junto da Igreja que celebra a presença do Cordeiro apontado por João. Mas esta certeza ganha outro sentido com esta palavra de Jesus – em Mateus – que nos alegra por nos tornar dignos de ser maiores que João no Reino do céu. Não olhemos à grandeza ou pequenez d que temos e somos, tudo é dom de Deus e, por isso mesmo, confiemos que um dia participaremos da glória celeste onde João Baptista contempla Aquele que anunciou como a Luz que brilha nas trevas.

17 junho 2010

Só posso rezar Pai-Nosso

“Quando rezardes, não digais muitas palavras, como os pagãos (…), porque o vosso Pai bem sabe o que precisais (…). Orai assim: ‘Pai nosso que estais nos céus…” (Mt 6, 7-15)

Hoje, no Evangelho, Cristo ensina-nos a não ser como os hipócritas que rezam apenas para que os outros os vejam. Repetem palavras como se dessa repetição dependesse uma maior atenção de Deus.
Cristo desafia-nos a rezar em comunidade, não a um Deus qualquer, mas ao Deus que é PAI. Deus não existe apenas para alguns, Ele é Pai da humanidade inteira e o Seu Amor todos se estende nos braços e caminho da Cruz.
Quantas vezes rezamos nós a Oração do Pai, ensinada por Jesus, sem pensarmos no que estamos a rezar e no que cada frase pronunciada implica toda a nossa via…
Hoje faço minha a oração que se segue pedindo ao PAI que ela seja mais um passo para a Quaresma interior que só tem sentido na vida implicada, interior e exteriormente, comigo mesmo, com os outros e com Deus…

SÓ POSSO DIZER PAI-NOSSO SE ...

Só posso rezar PAI,
se demonstrar esse relacionamento com Deus no meu dia-a-dia;
Só posso rezar NOSSO,
se a minha fé tem espaço para os outros e para as suas necessidades;
Só posso rezar QUE ESTAIS NOS CÉUS,
se não estou apanhado pelas coisas do mundo;
Só posso rezar SANTIFICADO SEJA O VOSSO NOME,
se me esforço com a ajuda de Deus, por ser santo;
Só posso rezar VENHA A NÓS O VOSSO REINO,
se estou disposto a aceitar a Palavra de Deus como regra de vida;
Só posso rezar SEJA FEITA A VOSSA VONTADE,
se procuro pautar a minha vida pelos seus mandamentos;
Só posso rezar ASSIM NA TERRA COMO NO CÉU,
se quero verdadeiramente entregar-me ao serviço de Deus, aqui e agora;
Só posso rezar O PÃO NOSSO DE CADA DIA NOS DAI HOJE,
se estou preparado para partilhar o que tenho com os que estão em necessidades;
Só posso rezar PERDOAI-NOS AS NOSSAS OFENSAS ASSIM COMO NÓS PERDOAMOS A QUEM NOS TEM OFENDIDO,
se estou na disposição de eliminar todo o rancor que guardo no coração para com os outros;
Só posso rezar NÃO NOS DEIXEIS CAIR EM TENTAÇÃO,
se estou alerta para não me meter nas armadilhas.
Só posso rezar MAS LIVRAI-NOS DO MAL,
se estou preparado para combater o mal na minha vida e com a minha oração;
Só posso rezar AMÉN,
se honestamente digo, «custe o que custar, esta é a minha forma de REZAR».

(Kevin Lanigan)

12 junho 2010

Santo António de Lisboa

(Foto: Igreja/Casa (Santuário) onde nasceu Sto António em Lisboa)

Caríssimo Fr. Albertino.

Este é o meu pobrinho contributo para o nosso Blog, que tiveste a amabilidade de me sugerir. É saído dos intervalinhos do atendimento ao Santuário, onde me sinto feliz, embrulhado numa verdadeira multidão de amores de Santo António. Saudações aos nossos queridos bloguistas.


Santo António de Lisboa – Santo António do Mundo!


Lisboa veste-se de vida e festa.

Convida os transeuntes a celebrarem, em particular no dia 13 de Junho, a Festa de seu mais ilustre Filho e Padroeiro, Santo António.

Dando crédito, – nem temos razão em contrário – às legendas de origem portuguesa (Legenda dos Mártires Franciscanos de Marrocos), do século XIII, às de origem francesa (Liber miraculorum), e à paduana (Legenda Raymundina), de fins do século XIII, e ainda uma a tradição muito tardia, não confirmada, o nosso Santo nasceu na casa de seus pais, a poucos metros da Sé Patriarcal de Lisboa, a 15 de Agosto de 1195.

Dessa casa restam apenas uns escassos metros quadrados de superfície, situados por debaixo do altar-mor da actual Igreja-Santuário de Santo António de Lisboa, a que chamamos Cripta.

Os seus pais foram de estirpe de “nobres e poderosos”. O pai, Martinho Afonso, era cavaleiro. A Mãe, de nome Maria, era também de descendência nobre. Consta que teve uma irmã, também chamada Maria.No Baptismo, celebrado na Sé de Lisboa, recebeu o nome do seu tio-avô, cónego na Sé de Lisboa, chamado Fernando. Fernando de Bulhões é, pois, o nome que mantém até entrar na Ordem de S. Francisco. Como era norma naqueles tempos, a pessoa que se entregava a Deus numa Ordem Religiosa deixava o seu nome antigo e recebia um nome novo.

A Fernando foi dado o nome de António, o nome em que o mundo o vem a conhecer, amar e venerar profundamente. António é de Lisboa, de Pádua, de Brive, de Toulouse… De todo o mundo, como disse o Papa Leão XIII. Não precisou de visto para entrar em nenhum dos países do mundo dos viventes. O mundo é o seu País. Hoje, em qualquer Povo, de qualquer mundo, há sempre um cantinho para uma imagem do nosso Santo. E aí Ele recebe e abençoa os seus devotos.

O Santo do Povo.

É extraordinária, para não dizer um verdadeiro prodígio, a devoção universal do Povo a Santo António.

Em Lisboa, claro, é excepcional. As varandas, o interior das casas, os nichos, o peito dos devotos exibindo a sua medalha… Para tudo: Santo António!

Esta devoção assume formas extraordinárias, que até nos fazem pensar numa mistura de crendice, lenda, ingenuidade e verdadeira fé, rodeando a figura extraordinária do Homem e do Santo, que foi erudito pregador de Pádua, Arca das Escrituras (sabia de cor a Bíblia, sobretudo o Novo Testamento), Professor de Teologia em Bolonha e companheiro de São Francisco de Assis, proclamado “Doutor Evangélico” pelo Papa Pio XII, denominado “Martelo de hereges” e tantos outros atributos.

Mas esses títulos não Lhe interessarem. Prefere ser o santo do povo.

Já dele escrevia o P. António Vieira:
“se nos adoece o filho, Santo António
se nos foge o escravo, Santo António;
se mandais as encomendas, Santo António;
se esperais o retorno, Santo António;
se aguardais a sentença, se perdeis a menor miudeza da vossa casa, Santo António;
e talvez, se quereis os bens da alheia: Santo António!”

Diz a memória popular que Santo António fez florir um cravo dum manjerico. O cravo confundiu-se com açucena, cravinho, vermelho ou branco, e tudo serve para negócio de amores: No altar de Santo António
há um vaso de açucenas
Onde vão os namorados
Dar alívio às suas penas…

O Povo ama o que é simples. Na igreja ou em casa, ganhou valor quase mágico o Responso a Santo António, composto por S. Boaventura, para que, rezando-o com fé, as coisas perdidas se reencontrem:

Se milagres desejais, recorrei a Santo António,
Vereis fugir o demónio e as tentações infernais
Recupera-se o perdido, rompe-se a dura prisão
E no auge do furacão, cede o mar embravecido

Sabemos que Santo António é muito mais do que uma expressão e recurso popular. Ele é um verdadeiro embaixador da Palavra de Deus, pregada e vivida, homem de oração, de contemplação profunda, um génio de eloquência, um homem de relação com Deus, com os homens e o mundo. A sua lembrança é consolo dos aflitos, cura das dores do corpo e da alma, alegria e paz para a vida.

No local onde nasceu, agora Igreja-Santuário de Santo António, o povo simples, vindo de todos os cantos de Lisboa, de Portugal e do mundo, continua a passar e parar diante da sua imagem, como que a vê-lo, ouvi-lo e senti-lo bem fundo na sua vida.

Levam o “pãozinho de Santo António”, os cravos, as estampas… todos abençoados por Deus, pelas mãos dos seus irmãos sacerdotes que aqui servem.

E a festa do dia 13 será, como há muitas décadas, marcada pela multidão dos seus devotos em festa familiar em honra de seu amigo e protector, Santo António. Mesmo, sem deixar a componente diplomática, onde a Câmara Municipal de Lisboa marca forte em empenhada presença, a prestar homenagem ao Santo da Sua Cidade.

À honra de Cristo. Ámen!

Frei Armindo Carvalho O.F.M. (Ex. Reitor da Igreja/Casa de Santo António em Lisboa)

11 junho 2010

Ano Sacerdotal: Encerramento


Maior concelebração da história de Roma fechou ano sacerdotal

João Maria Vianney proclamado padroeiro de todos os sacerdotes

RENOVAR O AMOR DE DEUS NA IGREJA

“Ser bom pastor segundo o coração de Deus”

(Santo Cura d’Ars)

“A fidelidade no tempo é o nome do amor”

(Papa Bento XVI)

Celebramos hoje a Solenidade do Sagrado Coração de Jesus, que coincide com o encerramento do Ano Sacerdotal, proclamado há um ano pelo Papa Bento XVI.

Ao longo deste tempo procurámos meditar e renovar os grandes dinamismos da nossa vida cristã: a santidade, a comunhão, a missão. Deixámo-nos interpelar ainda pelo desafio que o Papa nos deixou há dias após a visita pastoral ao nosso país: “incentivar um renovado impulso espiritual e apostólico” nas nossas vidas e nas nossas comunidades cristãs.

Neste dia de encerramento do Ano Sacerdotal, renovemos em nós e nas nossas comunidades o dinamismo do Amor, essência do Ser de Deus na essência dos nossos seres!

Contemplemos e saboreemos o amor de Deus derramado nos vossos corações pelo Espírito de Jesus

Cristo!

Vivamos e testemunhamos esse amor, essência da nossa vida!

Centremos a nossa atenção na Palavra que nos é dada como alimento nesta Solenidade do Sagrado Coração de Jesus, que marca o encerramento do Ano Sacerdotal e deixemo-nos interpelar igualmente por breves mas pertinentes palavras do Santo Cura d’Ars e do Papa Bento XVI no anúncio do Ano Sacerdotal e nas propostas dirigidas em Portugal, qual convite a renovar o Amor de Deus derramado nos nossos corações.

 “«O sacerdócio é o amor do Coração de Jesus», costumava dizer o Santo Cura d’Ars. […] “O Cura d’Ars era humilíssimo, mas consciente de ser, enquanto padre, um dom imenso para o seu povo: «Um bom pastor, um pastor segundo o coração de Deus, é o maior tesouro que o bom Deus pode conceder a uma paróquia e um dos dons mais preciosos da misericórdia divina».

Falava do sacerdócio como se não conseguisse alcançar plenamente a grandeza do dom e da tarefa confiados a uma criatura humana”.

(Bento XVI, Carta de abertura do Ano Sacerdotal, 16 de Junho de 2009)

 “A quem se apresentava já desejoso e capaz de uma vida espiritual mais profunda, o Cura d’Ars abria-lhe de par em par as profundidades do amor, explicando a inexprimível beleza de poder viver unidos a Deus e na sua presença: «Tudo sob o olhar de Deus, tudo com Deus, tudo para agradar a Deus. (...) Como é belo!» E ensinava-lhes a rezar assim: «Meu Deus, dai-me a graça de Vos amar tanto quanto é possível que eu Vos ame!». […) No seu tempo, o Cura d’Ars soube transformar o coração e a vida de muitas pessoas, porque conseguiu fazer-lhes sentir o amor misericordioso do Senhor. Também hoje é urgente igual anúncio e testemunho da verdade do Amor: Deus caritas est (1 Jo 4, 8)”.

(Bento XVI, Carta de abertura do Ano Sacerdotal, 16 de Junho de 2009)

 “Permiti abrir-vos o coração para vos dizer que a principal preocupação de todo o cristão, nomeadamente da pessoa consagrada e do ministro do Altar, há-de ser a fidelidade, a lealdade à própria vocação, como discípulo que quer seguir o Senhor. A fidelidade no tempo é o nome do amor; de um amor coerente, verdadeiro e profundo a Cristo Sacerdote”.

(Bento XVI, Discurso aos Sacerdotes e Consagrados em Fátima, 12 de Maio de 2010)

 “A fé em Deus abre ao homem o horizonte de uma esperança certa que não desilude; indica um sólido fundamento sobre o qual apoiar, sem medo, a própria vida; pede o abandono, cheio de confiança, nas mãos do Amor que sustenta o mundo. […] Exemplo e estímulo são os Pastorinhos, que fizeram da sua vida uma doação a Deus e uma partilha com os outros por amor de Deus.

Nossa Senhora ajudou-os a abrir o coração à universalidade do amor. De modo particular, a beata

Jacinta mostrava-se incansável na partilha com os pobres e no sacrifício pela conversão dos pecadores. Só com este amor de fraternidade e partilha construiremos a civilização do Amor e da Paz”.

(Bento XVI, Homilia no Santuário de Fátima, 13 de Maio de 2010)

 “Neste caminho de fidelidade, amados sacerdotes e diáconos, consagrados e consagradas, seminaristas e leigos comprometidos, guia-nos e acompanha-nos a Bem-aventurada Virgem Maria. Com Ela e como Ela somos livres para ser santos; livres para ser pobres, castos e obedientes; livres para todos, porque desapegados de tudo; livres de nós mesmos para que em cada um cresça Cristo, o verdadeiro consagrado do Pai e o Pastor ao qual os sacerdotes emprestam voz e gestos, de Quem são presença; livres para levar à sociedade actual Jesus Cristo morto e ressuscitado, que permanece connosco até ao fim dos séculos e a todos Se dá na Santíssima Eucaristia”.

(Bento XVI, Discurso aos Sacerdotes e Consagrados em Fátima, 12 de Maio de 2010)

In, http://agencia.ecclesia.pt/anosacerdotal

08 junho 2010

Marchas e Santos Populares

MARCHAS POPULARES - ORIGENS

As “Maias”, originaram as festas dos três Santos Populares, Santo António, S. João e S. Pedro.
Eram as “Maias” cantos litúrgicos dedicados no mês de Maio, à Virgem Maria, Porém, tendo-se adulterado o seu carácter religioso, com povo a fazer bailados nas ruas das cidades, forma consideradas pagãs e assim, foram proibidas no século XIV, por ordem de El-Rei Dom João I. O povo que sempre gostou de cantar e bailar, passou todavia, a celebrar outra festa, oriunda da bênção dos primeiros frutos, em Quinta-Feira de Ascensão de Jesus Cristo: o “Dia da Espiga”, o povo vai aos campos para recolher, raminho de oliveira, rosmaninho, malmequer, papoila e trigo. Ainda hoje na «Quinta-Feira da Espiga», há esta tradição chegando a haver vendedores de rua a vender o “Raminho da Espiga” e que segundo a tradição é guardado em casa até ao ano seguinte.
Por meados do século XVIII, os franceses durante o período napoleónico, iniciaram a moda de dançar as marchas militares, realizavam em Junho para celebrar a tomada da Bastilha a que chamavam “marche aux falambeaux ” em que o povo desfilava com uns archotes acesos na mão.
Este costume foi adoptado pelos portugueses que lhes passaram a chamar “Marcha ao flambó" (portanto adaptação do termo francês), só que nós os portugueses substituímos os «archotes revolucionários dos franceses» por "balões de papel" e "fogo de artificio", que tinham sido costumes trazidos da China no século XVII, e que jà eram usados nos arraiais e feiras por todo o País, e assim as antigas danças e cantares de "Maio à Virgem Maria" que entretanto tinham sido proibidas foram transpostas para o mês de Junho, passando a celebrar-se as festas dos «Santos Populares», “Santo António, São João e São Pedro “.
Lisboa veste-se de cravos rubros que são esplendor em Junho festivo, de vasos com manjericos nas janelas, sendo costume colocar na copa do manjerico, um cravo encarnado com uma bandeirinha hasteada com uma quadra popular escrita.

Se eu fosse o cravo vermelho
Que trazes sobre o teu peito
Por muito que fosse velho
Não te guardava respeito

Cravo manjerico e vaso
E uma quadrinha singela
Tudo lhe dei... Não fez caso!...
Pronto! Não caso com ela


Ateia-se uma fogueira para assra as sardinhas, mas os rapazes e raparigas saltam e bailam á sua volta até ao raiar do dia.
A alcachofra brava, também tem o seu simbolismo nestas festividades, quem queria saber se era correspondida/o no amor pelo namorado, devia chamuscar na fogueira, a alcachofra em flor, e sea mesma passados alguns dias voltasse a florir, era sinal que o amor era sincero e daria em casamento.
Sobre o saltar à fogueira, houve também muita inspiração para versos mais “malandrecos”

Ou ela não usa calças
Ou as tem na lavadeira
Dei por isso ontem à noite
Quando saltava à fogueira

As Marchas têm um ritmo diferente do Fado: mais cadenciado, mais vivo e de métrica poética menos uniforme, sempre enriquecida pelo «estribilho» , o refrão no Fado, mas arcos, balões, cravos manjericos, alcachofras, fogueiras e danças não deixam de ser motivos de inspiração para os letristas de Fado.


Consulta: Fado- Mascarenhas Barreto

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