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08 junho 2010

Marchas e Santos Populares

MARCHAS POPULARES - ORIGENS

As “Maias”, originaram as festas dos três Santos Populares, Santo António, S. João e S. Pedro.
Eram as “Maias” cantos litúrgicos dedicados no mês de Maio, à Virgem Maria, Porém, tendo-se adulterado o seu carácter religioso, com povo a fazer bailados nas ruas das cidades, forma consideradas pagãs e assim, foram proibidas no século XIV, por ordem de El-Rei Dom João I. O povo que sempre gostou de cantar e bailar, passou todavia, a celebrar outra festa, oriunda da bênção dos primeiros frutos, em Quinta-Feira de Ascensão de Jesus Cristo: o “Dia da Espiga”, o povo vai aos campos para recolher, raminho de oliveira, rosmaninho, malmequer, papoila e trigo. Ainda hoje na «Quinta-Feira da Espiga», há esta tradição chegando a haver vendedores de rua a vender o “Raminho da Espiga” e que segundo a tradição é guardado em casa até ao ano seguinte.
Por meados do século XVIII, os franceses durante o período napoleónico, iniciaram a moda de dançar as marchas militares, realizavam em Junho para celebrar a tomada da Bastilha a que chamavam “marche aux falambeaux ” em que o povo desfilava com uns archotes acesos na mão.
Este costume foi adoptado pelos portugueses que lhes passaram a chamar “Marcha ao flambó" (portanto adaptação do termo francês), só que nós os portugueses substituímos os «archotes revolucionários dos franceses» por "balões de papel" e "fogo de artificio", que tinham sido costumes trazidos da China no século XVII, e que jà eram usados nos arraiais e feiras por todo o País, e assim as antigas danças e cantares de "Maio à Virgem Maria" que entretanto tinham sido proibidas foram transpostas para o mês de Junho, passando a celebrar-se as festas dos «Santos Populares», “Santo António, São João e São Pedro “.
Lisboa veste-se de cravos rubros que são esplendor em Junho festivo, de vasos com manjericos nas janelas, sendo costume colocar na copa do manjerico, um cravo encarnado com uma bandeirinha hasteada com uma quadra popular escrita.

Se eu fosse o cravo vermelho
Que trazes sobre o teu peito
Por muito que fosse velho
Não te guardava respeito

Cravo manjerico e vaso
E uma quadrinha singela
Tudo lhe dei... Não fez caso!...
Pronto! Não caso com ela


Ateia-se uma fogueira para assra as sardinhas, mas os rapazes e raparigas saltam e bailam á sua volta até ao raiar do dia.
A alcachofra brava, também tem o seu simbolismo nestas festividades, quem queria saber se era correspondida/o no amor pelo namorado, devia chamuscar na fogueira, a alcachofra em flor, e sea mesma passados alguns dias voltasse a florir, era sinal que o amor era sincero e daria em casamento.
Sobre o saltar à fogueira, houve também muita inspiração para versos mais “malandrecos”

Ou ela não usa calças
Ou as tem na lavadeira
Dei por isso ontem à noite
Quando saltava à fogueira

As Marchas têm um ritmo diferente do Fado: mais cadenciado, mais vivo e de métrica poética menos uniforme, sempre enriquecida pelo «estribilho» , o refrão no Fado, mas arcos, balões, cravos manjericos, alcachofras, fogueiras e danças não deixam de ser motivos de inspiração para os letristas de Fado.


Consulta: Fado- Mascarenhas Barreto

4 comentários:

maresia disse...

Deus seja louvado!
Este cantinho do céu está um espanto, um convite à Família Retalhos, para a festa; que belo cenário esta feliz janela nos oferece, abençoado fotógrafo que conseguiu uma fotografia tão bonita.
E toda a explicação da origem destas festas deixa-nos a todos mais ricos.
As "Maias" eu tinha ouvido chamar, lá nas aldeias por onde tenho passado, às giestas, (pequenas flores amarelas e/ou brancas) que abundam pelos campos nesta altura do ano.
Bendito, este espaço e a quem o mantém que tanto nos dá e que recebe o meu humilde e pequeno contributo, o meu pequeno retalho, traduzido em simples comentário.
Deus o abençoe Amigo.

sirlene disse...

Frei Albertino, Família Retalhos, Boa Noite, Paz e bem!Vejo a mudança nas entradas de visitantes. Linda linda a postagem das festas, quero ler com calma, estou fora de casa, e sem jeito de ver agora, registro apenas minha alegria em em participar dessas festas através dos seus olhos e coração, e um cumprimeto a todos
sirlene

mariana disse...

Obrigada Frei pelo lindo painel que colocou no "Retalhos". De facto, Lisboa é Linda! E à noite toda iluminada, mais ainda.

Bem Haja pela sua partilha sobre a origem das "marchas populares", desconhecia.
Pois, em Junho, mês dos Santos Populares, Lisboa está em festa. Animações de rua, concertos e espectáculos, arraiais populares acontecem por toda a cidade. Nos bairros populares, como manda a tradição, não faltam a sardinha assada, o caldo verde, o pão com chouriço, os manjericos, a cerveja, a sangria, muita música e muita animação.

Não faltando como é hábito, os casamentos de Santo António.
Frei PAZ e BEM!
Rezo.

Alda disse...

Lisboa é realmente muito bonita, e o Frei como sempre foi muito feliz no painel que colocou.
E agora aqui vão uns versinhos a Sto.António:


Santo António,milagreiro
Em Lisboa, quiseste nascer
Em milagres,foste o primeiro
E Pádua te viu morrer!

Pregavas aos peixes, sermões!
Porque o povo não te ouvia!...
Viam-se as cabeças dos salmões
Abanando com muita alegria!

Todos o seu responso rezam!
Quando perdem qualquer haver!
Muitos a tua imagem prezam
Para te poderem agradecer!

Santo António, de Itália e Portugal
Foste arauto e doutor do Evangelho!
De coração puro, nobre e leal
Bendito sejas ao livrar-nos do inferno!

Foste Doutor da Lei
Muitos livros escreveste
Fizeste feliz o Rei
E da peste pereceste!

Trazes ao teu colo o Menino
Nunca o deixando cair!
Vestido de puro linho e fino
Com a boquita sempre a sorrir! (S.M.)

E agora o que temos mesmo de fazer é comer a bela sardinha assada, beber, cantar e dançar, para esquecer o que vai nos nossos corações tão tristes.
Paz e Bem
Alda

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