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Senhor! Fazei-me instrumento da vossa paz!

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07 novembro 2010

Semana dos Seminários: mensagem

Celebramos a Semana de Oração pelos Seminário sob o tema: “Seminário, comunidade dos discípulos de Cristo e irmãos no presbitério”

1_ A alegria da vocação e a graça do mistério

Samuel repousava no templo do Senhor. A lâmpada do Deus não se tinha apagado. O Senhor chamou Samuel. Ele respondeu: “Eis-me aqui”. Samuel pensou que a voz insistente que o chamava no silêncio e no segredo da noite era a voz do sacerdote Eli.

Quando compreendeu que era o Senhor, respondeu: “Fala, Senhor; o teu servo escuta” (1 Sam 3, 1-21).

Jeremias vivia em Israel ao tempo da deportação e do exílio dos habitantes de Jerusalém.

Ele diz-nos como Deus o chamou, consagrou e enviou, como profeta em tempo difícil. Jeremias não escondeu o seu temor nem calou as suas dificuldades: “Ah! Senhor Deus, eu não sei falar, pois ainda sou um jovem”.

Respondeu-lhe o Senhor: “Irás onde eu te enviar. Não tenhas medo, Jeremias.

Eu estou contigo” (Jer 1, 1-19).

Maria habitava em Nazaré.

Diante do mensageiro de Deus que lhe anuncia que ela ia ser a Mãe de Jesus,

Maria interroga-se: “Como pode ser isso?”.

O Anjo respondeu: “O Espírito Santo virá sobre ti. Por isso Aquele que vai nascer é Santo e será chamado Filho de Deus”.

Maria disse então: “Faça-se em mim segundo a tua palavra”(Lc 1, 34-38).

Jesus estava em Cafarnaum.

Tinha passado a vigília da noite em oração. Caminhava, nessa manhã, ao longo do Mar da Galileia. Viu homens ocupados e preocupados com a faina da pesca e disse-lhes: “Vinde e segui-me. Farei de vós, pescadores de homens.”

E eles deixaram as redes, imediatamente, e seguiram-no (Mt 4, 18-20).

João, depois do baptismo de Jesus, permanecera na margem além do Jordão.

Ao ver passar Jesus, disse aos discípulos que estavam com ele: “ Eis o Cordeiro de Deus”.

Os discípulos de João ouviram, compreenderam e seguiram Jesus.

Jesus voltou-se para eles e disse-lhes: “Que buscais?”

“Mestre, onde moras?”, perguntaram eles.

“Vinde ver”, respondeu-lhes Jesus.

“Eles foram, viram e permaneceram” (Jo 1, 38-40).

Saulo tinha recebido ordens para perseguir os cristãos que viviam em Damasco, na Jordânia.

Fez-se ao caminho com decisão e determinação.

Era um israelita, descendente de Abraão, convicto e honesto. Subitamente uma inesperada visão interrompeu-lhe o caminho. Cegaram-se-lhe os olhos, mas o coração permaneceu vivo e atento ao diálogo que naquela hora nasceu: “Saulo, Saulo porque me persegues?”

“Quem és tu, Senhor?”

“Eu sou aquele a quem tu persegues. Ergue-te, entra na cidade e dir-te-ão o que tens a fazer”( Act 9, 4-9).

2_ A Carta do Santo Padre aos seminaristas e a coragem da resposta ao chamamento de Deus

Estes são alguns dos momentos bíblicos que nos falam de vocação.

Hoje, é o Santo Padre Bento XVI que escreve uma carta aos seminaristas. Logo no início dessa carta conta-nos o diálogo estranho com o seu comandante de companhia para quem na “nova Alemanha” já não havia lugar nem necessidade para padres. O medo não o venceu e a afronta do seu superior militar não o desanimou.

Para ele como para cada um de nós, a vocação ao Sacerdócio nasce neste berço de verdade e de coragem; exige liberdade para decidir; implica conversão interior; impõe deixar ocupações de rotina e certezas frágeis; encontra nova bússola a guiar os nossos passos e descobre alto farol a iluminar o caminho de quem quer seguir o Senhor.

“Tem sentido tornar-se sacerdote: o mundo tem necessidade de sacerdotes, de pastores hoje, amanhã e sempre enquanto existir”, diz-nos o Santo Padre.

É para isso o “Seminário como comunidade que caminha para o serviço sacerdotal”, onde se preparam os futuros sacerdotes, como verdadeiros “homens de Deus” e “mensageiros de Deus, (…) sempre prontos a responder (…) a todo aquele que nos perguntar “a razão” da nossa esperança (1 Ped 3, 15). Adquirir a capacidade para dar tais respostas é uma das principais funções dos anos do Seminário”, lembra o Santo Padre aos seminaristas.

3_ Comunidade de discípulos e irmãos no presbitério

Preparamo-nos para viver, no ritmo do tempo e em data igual aos anos anteriores, a Semana dos Seminários de Portugal.

Da recente visita do Santo Padre ao nosso país e do encontro que com ele tivemos na Igreja da Santíssima Trindade, tem todo o sentido recordar a sua mensagem aos seminaristas: “A vós queridos seminaristas, que já destes o primeiro passo para o sacerdócio e estais a preparar-vos no Seminário maior e nas Casas de Formação Religiosa, O Papa encoraja-vos a serdes conscientes da grande responsabilidade que ides assumir: examinai bem as intenções e as motivações; dedicai-vos com ânimo forte e espírito generoso à vossa Formação”.

É com este espírito e com igual confiança que olhamos esta Semana dos Seminários como tempo e oportunidade para valorizarmos o trabalho e a missão dos Seminários na formação dos futuros sacerdotes. Serve-nos de lema para esta Semana o mesmo tema da Semana dos Formadores dos Seminários de Portugal, realizada no passado mês de Setembro, na Diocese de Angra, nos Açores: Seminário, comunidade dos discípulos de Cristo e irmãos no presbitério.

Queremos fazer nossa a mensagem do Santo Padre, dizer uma palavra de muita alegria e renovada confiança a todos os seminaristas de Portugal e testemunhar sentida gratidão a quantos se entregam diariamente com exemplar dedicação e inexcedível generosidade à exigente causa da formação nos nossos Seminários.

Estou consciente e confiante de que aos Seminários nunca faltará a comunhão fraterna e exemplar dos presbitérios diocesanos e religiosos nem a oração, o afecto e a generosidade das comunidades cristãs.

Temos percorrido, ao longo dos anos, os Seminários de Portugal para que na colaboração de cada um saibamos contribuir para o bem de todos. Este ano a Comissão Episcopal Vocações e Ministérios solicitou ao Seminário Maior de Lamego esse contributo que agradecemos e aqui é deixado como subsídio para a vivência desta Semana nas famílias, nos movimentos apostólicos e nas comunidades cristãs.

A exemplo do Santo Padre, na Carta que escreve aos seminaristas, também a Igreja em Portugal confia “o caminho de preparação para o Sacerdócio à protecção materna de Maria Santíssima, cuja casa foi escola de bem e de graça”.

Aveiro, 18 de Outubro de 2010

+ António Francisco dos Santos

Bispo de Aveiro,

Presidente da Comissão Episcopal Vocações e Ministérios

6 comentários:

Anónimo disse...

Tive a GRAÇA de ter nascido numa família onde existem membros que deram o seu SIM. Recordo, com saudade, a mobilização do núcleo familiar para esta bênção e tenho plena consciência que elas se devem à força da oração permanente, quer no tempo da formação quer durante o tempo de exercício de missão. Aprendi muito com estas experiências e exemplos. Foram tempos difíceis e de escolhas muito concretas mas reconheço que foi e é um permanente enriquecimento da Fé e da confiança.
Pelo que vivi, sinto muito a NECESSIDADE de oração permanente pelos nossos formadores e formandos dos sacerdotes e religiosos. Não tenhamos dúvida que ela é o caminho e todos os cristãos têm responsabilidade nisto. “O PAI sabe mas gosta que lhe digam” (diz A. Cury).

Um grande OBRIGADA a todos os Sacerdote e religiosos(as) que acolheram o apelo da Voz de Deus. FREI, Obrigada pelo seu SIM

Mª Teresa disse...

Caríssimo Dom António Francisco dos Santos, Bispo de Aveiro,
Por certo ENCANTOS da bela cidade Aveiro (que MUITO me apraz conhecer bastante...) o influência a discorrer todo o texto, bem criterioso, aqui gentilmente reproduzido para mais uma Partilha...
De forma bem simples somos aqui reportados ao "chamamento" de alguns discípulos de Cristo para a Messe!
DESVANECI: rápido, rápido tomei consciência de TANTO "Chamamento"...
Actualmente, séc XXI, apresento CONFIANÇA (pessoal)... os "Operários" não vão faltar, cuido.
Num passado (já bem recuado, mas bem presente...) entrar para o Seminário era oferecer garantias de uma BOA formação (disciplina, rigor, pedagogia...) para todo o jovem que aceitasse esse Caminho.
Actualmente É BASTANTE diferente: O cerne da APOSTA é MUITO DIRECTO.
O F E R E C E - S E a CAPACIDADE de SER MENSAGEIRO DE D E U S !!!!
... As oportunidades de formação multiplicam-se (...decerto!)!
A Mª Teresa deposita "ARROBAS" de confiança no futuro: SUCESSO e muita CORAGEM para actuais e futuros Seminaristas (2010)
Caro Dom António Francisco dos Santos, SUSPEITO bem que, SEMPRE VÃO EXISTIR (Seminaristas... sou bastante crédula).
Bem haja!

mariana disse...

O Seminário é o tempo e o caminho, destinados à formação e ao discernimento, onde cada seminarista procura saborear a beleza do chamamento e responder à sua grande interrogação: "Senhor, porquê eu"? O amor de Deus é dom gratuito ao qual cada um responderá com o dom de si mesmo!

Hoje quero Louvar o Senhor pelo chamamento de cada Sacerdote/Religioso, que O souberam escutar e responder com o seu SIM, à imagem de Maria.
Obrigada Frei pelo seu SIM, por todos os seus Dons que põe ao serviço de Deus e dos irmãos. Que no mais íntimo do seu coração, esteja sempre a escuta atenta D’aquele que continua chamar, a desafiar e a enviá-lo ao serviço do Reino.
Que Maria seja o seu modelo e exemplo. A Ela o entrego.

Mãe Lena disse...

VOCAÇÃO, VERDADE, CORAGEM, CERTEZAS FRÁGEIS, FAROL, são algumas das palavras que eu sinto que descrevem um Sacerdote.

Mas quando se cruzam no meu caminho, Sacerdotes que não têm, não sentem, não demonstram não vivem nenhuma destas palavras, sinto-me muito triste e desapontada.

E quando tento obter respostas, explicações e tentar entender o lado Humano de quem se esquece que é SACERDOTE e que, como Sacerdote é um MENSAGEIRO DE DEUS, sempre pronto a responder, a ajudar, a escutar, a dar a mão e a deixar este Mundo mais Feliz, as crianças mais felizes, os adultos mais felizes, CONSTRUIR a PAZ e o BEM… fico desolada, pois o Ser Humano mostra-se Desumano… mas são Sacerdotes… de profissão e não de vocação, não ouvem, não fazem, não querem saber dos sentimentos nem das preocupações, pois o que importa, o que vale é o que realmente lhes interessa e o que conseguem fazer para benefício próprio.

Segundo o Santo Padre, uma das funções do Semináro é adquirir a capacidade para dar a resposta àqueles que perguntam “a razão” da nossa esperança… ser consciente da grande responsabilidade que irão assumir: “examinai bem as intenções e as motivações; dedicai-vos com ânimo forte e espírito generoso à vossa Formação”. Deveria ser obrigatório estes Sacerdotes de profissão, sem vocação nem responsabilidade, voltarem ao Seminário e só saírem de lá depois de longos testes de absolvição…

Agradeço e louvo o Senhor, por ter cruzado na minha vida VERDADEIROS SACERDOTES de corpo e alma, MENSAGEIROS DA PALAVRA, que enchem a minha alma de Paz e Bem só com um olhar.

Louvado sejas meu Senhor pelo SACERDOTE FREI ALBERTINO, pelo seu SIM, por SER e ESTAR na minha vida, na vida dos meus filhos, na vida de cada um de nós.

Mª Teresa disse...

Querida mãe Lena,
... Vida tem um sabor MUITO mais doce sempre que nós, simples criaturas humanas, apostarmos no BEM... vamos atribuir protagonismo a tudo (e é MUITO) o que de POSITIVO sucede? Deus (acredito) que Nos experimenta... Ele também "joga" no nosso caminho "pedrinhas mi
údas" só que desta vez a decisão é tua "mãe Lena". Ele nos deu livre arbítrio... E, mãe Lena, eu estou muito contente por acreditar que pude decidir seguir Seus passos...aceitar Sua proposta E ESTOU BEM FELIZ. Mas (também) ter consciência de que surgem MUITOS modelos propostos...
No mundo hodierno (acabo por ter que saber lidar com o termo...) para Seminaristas, á partida, só destino duas classificações: ou BOM ou muito BOM...
Entendo que serão "evidentes" os chamamentos oferecidos... pois "a decisão É Tua"...
Num mundo de "FACILIDADES" o que acaba "brilhando" mesmo é o que surge envolto em desafio...RADICAL mesmo!
Termino mãe Lena agradecida, como tu, ao sacerdote que nomeaste, mais (bastantes) que já conheço, e TANTOS OUTROS que acredito EXISTIREM!
Os outros nem os comtemplo com adjectivos, simplesmente não os merecem... Será assim ao desprezo que os relego...

Mãe Lena disse...

Acredito e Confio no AMOR. Acredito que a VERDADE vence sempre.

Ainda estou nos primeiros passos em relação ao controlo dos sentimentos e à aprendizagem de desprezar quem não merece.

Obrigada Mª Teresa.

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