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Senhor! Fazei-me instrumento da vossa paz!

VÍDEOS: Para visualizar e ouvir os vídeos deverá dasativar a música de fundo no painel aqui do lado esquerdo

31 janeiro 2011

Semana do Consagrado



CELEBRAR E VIVER A

SEMANA DO CONSAGRADO

“Vida Consagrada na Missão Igreja”

Por decisão dos nossos Bispos, vamos celebrar e viver, pelo segundo ano consecutivo, de 30 de Janeiro a 6 de Fevereiro de 2011, a Semana do Consagrado. Trata-se de uma iniciativa para ser concretizada nas Dioceses e Paróquias, Comunidades cristãs e religiosas, em todos os espaços eclesiais.

A escolha do tema – “Vida Consagrada na Missão Igreja” – tem a ver em grande parte com a sintonia no processo sinodal em curso «Repensar juntos a Pastoral da Igreja em Portugal».

Em coordenação com a Comissão Episcopal Vocações e Ministérios (CEVM), a Conferência dos Institutos Religiosos de Portugal (CIRP) vai divulgando alguns materiais que podem ser aproveitados para momentos de oração, celebração e reflexão: alguns textos do magistério, em particular de Bento XVI; uma mensagem do Presidente da CEVM; propostas de vigília de oração e de «lectio divina»; um cartaz em formato A4, com qualidade de impressão; outros textos e orações.

Por questões de maior rapidez, e também económicas, todos os subsídios serão divulgados por email e colocados no site da Ecclesia, em dossier destacado e num endereço específico (www.ecclesia.pt/semanadoconsagrado2011).

O Secretariado da CEVM fará a máxima promoção da Semana junto das Dioceses e Paróquias, esperando-se o mesmo empenho dos Secretariados Regionais da CIRP junto dos Institutos e Comunidades Religiosas e dos Institutos Seculares.

Para enriquecer o nosso dossier, quem quiser partilhar algum texto sobre o tema da semana, poderá enviá-lo para o email da CIRP (secgeral.cirp@gmail.com); far-se-á a devida divulgação.

Que seja uma Semana fecunda em tempos de oração e celebração, encontro e reflexão, a nível pessoal e comunitário, sinal da atitude permanente da vida de todos os consagrados e consagradas.

Que Maria, Mãe de Deus e nossa Mãe, continue a suscitar em todos os consagrados e consagradas dinamismos renovadores da missão a que o Senhor os convoca.

P. Manuel Joaquim Gomes Barbosa, scj

Presidente da CIRP

28 janeiro 2011

Se milagres desejais... Tau encontrado.

Disse Jesus: «Qual é a mulher que, tendo dez dracmas, se perde uma, não acende a candeia, não varre a casa e não procura cuidadosamente até a encontrar? E, ao encontrá-la, convoca as amigas e vizinhas e diz: ‘Alegrai-vos comigo, porque encontrei a dracma perdida.’ Digo-vos: Assim há alegria entre os anjos de Deus por um só pecador que se converte.» (Lc 15, 8-10)

Pois é amigos, é com este sentimento que hoje inicio esta humilde partilha convosco. Sim, para vos convidar – tal como acontece nesta parábola – a alegrar-vos comigo porque encontrei o meu TAU perdido.

Há cerca de dez anos, na minha última viagem à Assis, comprei um pequeno TAU em ouro – Cruz em forma de T desenhada pelo próprio S. Francisco como assinatura da bênção deixada ao Frei Leão e também numa parede do Santuário de Fonte Colombo, local onde escreveu a Regra dos Irmãos Menores – TAU este que passou desde então a pertencer ao meu pescoço, num pequeno e fino fio de ouro que me ofereceu a minha mãe.

Com este TAU comprei, eu mesmo, mais quatro que nestes anos acabei por oferecer a quatro pessoas muito importantes para mim e em circunstâncias em que quis marcar de forma muito profunda o grande elo a Amizade. Pena tenho de ter comprado, na altura, apenas cinco contudo, não faltaram nem faltam formas e objectos igualmente importantes para marcar de forma tão nobre e digna o valor da Amizade por tantas outras pessoas igualmente importantes.

Mas voltando ao meu TAU, peça singela, pequenina em tamanho, para mim este TAU tinha e tem um enorme simbolismo e uma importância que é difícil descrever.

Muitas vezes, o pequeno e fino fio de ouro oferecido pela mãe, se abriu deixando o TAU cair e, felizmente sempre dei conta e de imediato o colocava no fio e ao pescoço. Raramente daí o tiro, até mesmo quando em tempo de verão fui ao mar o levei comigo ao pescoço.

Ontem, depois de vir da Igreja de Santo António, já aqui na Luz e à mesa no jantar, dei conta que o dito fio estava aberto, senti na pele a sensação de faltar algo, aquela sensação de que está ali junto á pele mas está aberto e parece faltar o TAU. De imediato pensei que a Cruz em forma de T estaria presa na roupa – o frio que se faz sentir em Portugal leva a que se tenha muita roupa vestida – e certamente não cairia até chegar ao quarto.

Assim fiz, subi e procurei no meio da minha roupa e não encontrei a minha Cruz, o TAU que eu mesmo havia trazido de Assis na última peregrinação que ali fizera a esta Terra que mais não é que “o paraíso na terra”, como alguém um dia lhe chamou.

Triste pensei que poderia estar pelo chão e procurei em todos os sítios por onde havia passado ou estado e nada. Teria ele ficado no meio dos lençóis? Seria quase impossível dado que o fio estava ao meu pescoço e não poderia ali ter ficado todo o dia aberto mas… nos lençóis também não.

Lembrei-me de Santo António e da grande devoção às causas perdidas e à tradição bem secular de que se se rezasse o Responso de Santo António todas as coisas perdidas apareceriam. Disso sempre fui testemunha já que o meu pai, hoje com 80 anos, sempre em todas as dificuldades dizia "já responsei a S. António, fica tranquilo". Claro que ontem à noite não incomodei o meu pai, neste tempo tudo o que puder fazer para o livrar de preocupações, farei.

Triste, mesmo muito triste e sempre a olhar para todos os cantos, revirando a roupa – não fosse ele estar ali nalguma dobra – queria não perder a esperança de ter perdido um objecto que para mim é tão importante.

Meu Santo António, é o meu TAU e tu bem sabes o que ele significa para mim, com toda a história de 10 anos e as pessoas que me ligam a este TAU com os outros quatro que nele tenho sempre presentes. Voltei a pensar no responso contudo, olhando a imagem do Santo aqui mesmo junto à minha secretária, com tristeza fiz a minha prece ao santo: “Meu Santo António, é o meu TAU. Não creio que precises que eu reze o responso para fazeres aparecer o Tau. Não quero acreditar que apenas me ouves se o rezar. Sou teu confrade e todas as semanas, lá na tua igreja, com o Relicário do teo osso nas mãos sobre o altar, eu rezo com reverência e veneração por isso te peço, ajuda-me a encontrar o meu TAU”, mais ou menos assim foi a minha prece. E mandei sms a meia dúzia de Amigos, manifestando na partilha que estava triste por ter perdido a minha Cruz.

Hoje pela manhã pedi a todos que se encontrassem… pois, ninguém sabia, ninguém havia encontrado. Te-lo-ia perdido na rua, nostransportes públicos. Como teria ele saído do meio da minha roupa – só podia ser pela cintura e pernas – isso eu não sabia, não encontrava explicação para ter ao pescoço o fio aberto e o TAU ter desaparecido. Telefonei então para a Igreja de Santo António e perguntei… mas não, ninguém havia encontrado e a mesma resposta encontrei ali ao chegar á tarde.

Entrei na Igreja de Santo António e, olhando o Quadro milagroso do Santo, o Altar encimado com a Imagem Veneranda e a Relíquia voltei a fazer prece.

Fui pelos corredores e sítios onde ontem havia estado, dentro da Igreja e suas dependências, incluindo os espaços da residência da Comunidade e nada, nem sinal do meu TAU. Todos se mostravam tristes também comigo e alguns diziam ter rezado o dito Responso e outras orações que o devocionário popular foi introduzindo na fé e no coração das gentes.

Foi hora da Eucaristia e como sempre um pequeno cântico na entrada. Durante a Celebração os olhos iam percorrendo o chão, talvez uma peça tão pequena estivesse por ali nalgum cantinho.

Ao chegar o momento da Comunhão fui buscar a Píxide ao Sacrário e, ali ao lado como sempre faço, um simples fechar os olhos em veneração para com o osso do Santo que se encontra do lado esquerdo do Sacrário – como pudestes ver no vídeo de Natal – e ao fechar os olhos reforcei a prece pedindo a Santo António que fizesse aparecer o que eu havia perdido. No final da Eucaristia, já de saída ao ajoelhar diante do Altar/Sacrário de novo os olhos desviam para o osso do Santo e “Meu Santo António se for da tua vontade e para minha felicidade eu o mereça peço que me encontres o TAU”.

Já desparamentado e conversando com outras pessoas ali, e que também tinham procurado e rezado, acabei por quase desistir e disse “bom acho que o melhor é eu desligar para não continuar triste. Se alguém o encontrar que ao menos venha a saber o que é e o respeite porque é a Cruz de S. Francisco”.

Subi com o nosso Reitor e de novo na sala da Comunidade, onde eu havia estado há menos de uma hora, sem grande esperança lembrei-me de apenas de pedir a uma das irmãs que ali trabalham que se porventura encontrassem, ao fazer limpeza, um pequeno TAU em ouro que o guardassem porque era meu e tem um enorme valor estimativo para mim.

De imediato a irmã Rosa responde: “já encontrei!”

Pensei que estava a brincar e frisei isso ao que ela, apontando um prato sobre a mesa, me mostra que o TAU estava ali e que o havia encontrado e posto ali para depois perguntar se era de algum dos irmãos da Comunidade.

A quase não esperança já de encontrar o meu TAU tornou-se num sentimento enorme de alegria. E não havia rezado o Responso mas outros rezaram por mim. Não sei como pôde cair o TAU e eu vir com o fio aberto pendurado ao pescoço andando a pé palas ruas de Lisboa, viajar no Metropolitano, apanhar autocarro e só dar conta de algo errado já sentado á mesa de jantar.

Para além da enorme alegria de ter encontrado o meu TAU PERDIDO foi a sensação de que na verdade a confiança e a oração nos Santos são uma realidade a ter sempre em conta na nossa vida. Creio poder dizer que a aprtir deste episódio rezarei com mais veneração a Responso do Santo e em cada momento propício darei este testemunho.

Desci de novo à Igreja para dizer que já tinha aparecido – alguém manifestou efusivamente por gestos e oração a alegria – e de forma muito simples quis ir junto do Relicário com o osso de Santo António para agradecer esta graça recebida (e aí tirei com o telemóvel esta foto que aqui partilho convosco).

“Se milagres desejais, recorrei a Santo António…”. De onde saiu, de que data ou lugar nasceu este hino em forma de prece, não sei… sei que a devoção popular não é, como tantas vezes se pensa, coisinhas de piedadezinha ou procura de actos mágicos por parte dos Santos. Afinal Santo António de Lisboa é mesmo, como sempre ouvi dizer ao meu pai, o Santo das causas perdidas e que se lhe pedirmos com verdadeira Fé ele nos atenderá.

Não tomeis esta minha partilha como uma coisa dita “beata” ou “lamechas”. Quem me conhece sabe que nunca fui de “beatices ou lamechices” ligadas à relação com o Sagrado. É apenas uma partilha da alegria que sinto pelo sucedido, tal como acontece na parábola narrada por Jesus, e porque acredito que Santo António guardou ali, na sua casa, lugar onde ele nasceu e Comunidade à qual ora pertenço, uma pequena Cruz Franciscana que tanto tem para mim de simbologia, amizade e pertença ao espírito de Francisco de Assis.

Obrigado Santo António e que, tantos outros pedidos que vou fazendo os possas atender se forem da vontade de Deus para o bem daqueles que Ele ama.

À glória de Cristo. Amen!

RESPONSO DE SANTO ANTÓNIO

Se milagres desejais,
recorrei a Santo António;
vereis fugir o demónio
e as tentações infernais.

Refrão: Recupera-se o perdido,
rompe-se a dura prisão

e no auge do furacão

cede o mar embravecido.


Pela sua intercessão
foge a peste, o erro, a morte
,
o fraco torna-se forte
e torna-se o enfermo são.

Refrão: Recupera-se o perdido...

Todos os males humanos
se moderam, se retiram,
digam-no aqueles que o viram;
digam-no os paduanos.


Refrão: Recupera-se o perdido...


Glória ao Pai, e ao Filho e ao Espírito Santo.


Refrão: Recupera-se o perdido...


V: Rogai por nós, Bem-Aventurado Santo António.
R: Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.

OREMOS

Deus eterno e Omnipotente: Vós quisestes que o Vosso povo encontrasse em Santo António de Lisboa um grande pregador do Evangelho e um intercessor poderoso: concedei-nos seguir fielmente os princípios da vida cristã, para que mereçamos tê-lo como protector em todas as adversidades.

Por Jesus Cristo, Nosso Senhor. Ámen

23 janeiro 2011

Semana da Unidade: Oração por Jerusalém

MATERIAL ADICIONAL DE JERUSALÉM

Oração pelas lideranças das Igrejas em Jerusalém

Pai celestial, nos te damos graças e te louvamos pelo dom que nos deste do teu único Filho, Jesus – seu nascimento em Belém, seu ministério por toda a Terra Santa, sua morte na cruz e sua Ressurreição e Ascensão. Ele veio para redimir esta terra e o mundo. Ele veio como Príncipe da Paz.

Nós te damos graças em cada Igreja e paróquia ao redor do mundo que está hoje orando connosco pela paz. Nossa Cidade Santa e nossa terra estão muito necessitadas de paz. No teu incompreensível mistério e no teu amor por todos nós, deixa que o poder de tua Redenção e de tua Paz transcenda todas as barreiras de culturas e religiões e encha os corações de todos aqueles que te servem aqui, de ambos os povos – israelitas e palestinos – e de todas as religiões. Envia-nos líderes políticos prontos a dedicar as suas vidas a uma paz justa para os seus povos. Dá-lhes coragem bastante para assinar um tratado de paz que ponha um fim à ocupação imposta por um povo a outro, garantindo liberdade para palestinos, dando segurança aos israelitas e nos libertando a todos do medo. Dá-nos líderes que compreendam a santidade de nossa cidade e que venham a abri-la para todos os seus habitantes – palestinos e israelitas – e para o mundo.

Na terra que tornaste santa, liberta-nos a todos do pecado do ódio e da matança. Liberta as almas e corações dos israelitas e palestinos desse pecado. Dá libertação ao povo de Gaza, que vive sob infindáveis dificuldades e ameaças.

Confiamos em ti, Pai celestial. Cremos que és bom e cremos que nossa bondade prevalecerá sobre os males da guerra e do ódio em nossa terra. Buscamos tua bênção especialmente para as crianças e jovens, para que seu medo e sua ansiedade diante do conflito possam ser substituídos pela alegria e felicidade da paz. Oramos também pelos idosos e pessoas com deficiência, pelo seu bem-estar e pela contribuição que eles podem dar ao futuro desta terra. Oramos finalmente, pelos refugiados espalhados pelo mundo por causa deste conflito. Deus, dá sabedoria e coragem aos políticos e governantes responsáveis por eles, para que encontrem soluções viáveis e justas.

Tudo isso Te pedimos em nome de Jesus. Amém.

ORAÇÃO DA PAZ

Senhor, fazei de mim um instrumento de vossa paz;
Onde houver ódio, que eu leve o amor;
Onde houver discórdia, que eu leve a união;
Onde houver dúvidas, que eu leve a fé;
Onde houver erros, que eu leve a verdade;
Onde houver ofensa, que eu leve o perdão;
Onde houver desespero, que eu leve a esperança;
Onde houver tristeza, que eu leve a alegria;
Onde houver trevas, que eu leve a luz.


Ó Mestre, fazei com que eu procure mais consolar, que ser consolado;
Compreender, que ser compreendido;
Amar, que ser amado;
Pois é dando que se recebe;
É perdoando, que se é perdoado;
E é morrendo que se vive para a vida eterna.

(oração atribuída a São Francisco de Assis)

20 janeiro 2011

Unidos na Fracção do Pão

Unidos no ensinamento dos apóstolos, na comunhão fraterna, na fracção do pão e nas orações. (Cf Actos 2,42)

TEXTO BÍBLICO: Actos 2, 42-47

Eles eram assíduos ao ensinamento dos apóstolos e à comunhão fraterna, à fracção do pão e às orações. O temor de Deus se apoderava de todo mundo: muitos prodígios e sinais se realizavam pelos apóstolos. Todos os que abraçavam a fé estavam unidos e tudo partilhavam. Vendiam suas propriedades e os seus bens para repartir o dinheiro apurado entre todos, segundo as necessidades de cada um. De comum acordo, iam diariamente ao Templo com assiduidade: partiam o pão em casa, tomando o alimento com alegria e simplicidade de coração. Louvavam a Deus e eram favoravelmente aceitos por todo o povo. E o Senhor ajuntava cada dia à comunidade os que encontravam a salvação.

Tradução Ecuménica da Biblia (TEB)

INTRODUÇÃO AO TEMA PARA O ANO DE 2011: Actos 2,42,47

A Igreja em Jerusalém, ontem, hoje, amanhã

Há dois mil anos, os primeiros discípulos de Cristo reunidos em Jerusalém experimentaram o derramamento do Espírito Santo em Pentecostes e foram reunidos na unidade como corpo de Cristo. Nesse evento, os cristãos de todos os tempos e lugares vêem sua origem como comunidade de fiéis, chamados a proclamar juntos Jesus Cristo, como Senhor e Salvador. Embora aquela iniciante Igreja de Jerusalém experimentasse dificuldades, interna e externamente, seus membros perseveraram na fidelidade e na comunhão fraterna, na fracção do pão e nas orações. Não é difícil perceber como a situação dos primeiros cristãos na cidade santa reflecte a da Igreja em Jerusalém hoje. A comunidade actual experimenta muitas das alegrias e tristezas da Igreja dos primeiros tempos: sua injustiça e desigualdade, e suas divisões, mas também sua fiel perseverança e o reconhecimento de uma unidade mais ampla entre os cristãos.

As Igrejas em Jerusalém hoje nos oferecem uma visão do que significa buscar a unidade, mesmo em meio a grandes problemas. Elas nos mostram que o chamado à unidade pode ser mais do que meras palavras e que, de fato, ele pode nos orientar para um futuro no qual antecipamos e ajudamos a construir a Jerusalém celeste.

É preciso realismo para transformar tal visão em modo concreto de viver. A responsabilidade por nossas divisões é nossa; elas são o resultado de nossas próprias acções. Precisamos mudar nossa oração, pedindo a Deus que nos transforme para que possamos trabalhar activamente pela unidade. Estamos bastante dispostos a rezar pela unidade, mas isso pode se tornar um substitutivo para a acção que vai fazer com que ela aconteça. Será possível que estejamos sendo, nós mesmos, um bloqueio ao Espírito Santo porque somos obstáculos à unidade, porque nosso orgulho vaidoso é uma barreira à unidade?

Este ano, o chamado à unidade, para as Igrejas do mundo inteiro, vem de Jerusalém, a Igreja mãe. Conscientes de suas próprias divisões e de sua própria necessidade de fazer mais pela unidade do corpo de Cristo, as Igrejas em Jerusalém fazem um apelo a todos cristãos para a redescoberta conjunta dos valores que mantinham unida a comunidade primitiva em Jerusalém, quando os cristãos se uniam no ensinamento dos apóstolos, na comunhão fraterna, no partir do pão e nas orações. Esse é o desafio que está diante de nós. Os cristãos de Jerusalém convocam seus irmãos e irmãs para fazer desta Semana de Oração uma ocasião de renovar o compromisso de trabalho por um genuíno ecumenismo, enraizado na experiência da Igreja dos primórdios.

Quatro elementos de unidade

As orações da Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos de 2011 foram preparadas por cristãos em Jerusalém, que escolheram como tema Act 2,42: “Eles eram assíduos ao ensinamento dos apóstolos e à comunhão fraterna, à fracção do pão e às orações”. Esse tema é um chamado à volta às origens da primeira Igreja em Jerusalém; é um chamado à inspiração e renovação, a uma volta ao essencial da fé; é um chamado a relembrar o tempo em que a Igreja ainda era una. Dentro desse tema, são apresentados quatro elementos que eram marcos da primeira comunidade cristã e que são essenciais à vida da comunidade cristã, onde quer que ela exista.

Primeiramente, temos a palavra que era comunicada pelos apóstolos. Em segundo lugar, a comunhão fraterna (koinonia) era um sinal importante entre os primeiros fiéis sempre que se reuniam. Uma terceira marca da Igreja primitiva era a celebração da Eucaristia (a fracção do pão), lembrando a Nova Aliança que Jesus realizou através de seu sofrimento, morte e ressurreição. O quarto aspecto é a atitude constante de oração. Esses quatro elementos são os pilares da vida da Igreja e de sua unidade.

A comunidade cristã na Terra Santa deseja dar proeminência a esses elementos essenciais básicos ao elevar a Deus suas preces pela unidade e vitalidade da Igreja no mundo. Os cristãos de Jerusalém convidam suas irmãs e irmãos do mundo inteiro a se unir a eles em oração enquanto trabalham pela justiça, paz e prosperidade para todos os povos da terra.

Os temas dos oito dias

Há uma caminhada de fé que pode ser detectada nos temas dos oito dias. Desde seus inícios na “sala superior”, a primitiva comunidade cristã experimenta o derramamento do Espírito Santo, que lhe permite crescer na fé e na unidade, na oração e na acção, de modo a tornar-se verdadeiramente uma comunidade da Ressurreição, unida a Cristo em sua vitória sobre tudo que nos divide uns dos outros e nos separa dele. Então a própria Igreja de Jerusalém se torna um farol de esperança, uma degustação antecipada da Jerusalém celeste, chamada a reconciliar não somente nossas Igrejas, mas todos os povos.

Essa caminhada é guiada pelo Espírito Santo, que conduz os primeiros cristãos ao conhecimento da verdade sobre Jesus Cristo e que enche a Igreja primitiva de sinais e prodígios, para a admiração de muitos. À medida que prosseguem na caminhada, os cristãos de Jerusalém se reúnem com devoção para ouvir a Palavra de Deus pregada no ensinamento dos apóstolos, e se juntam em comunhão para celebrar sua fé no sacramento e na oração. Cheia do poder e da esperança que vêm da Ressurreição, a comunidade celebra sua vitória certa sobre o pecado e a morte, e assim tem a coragem e a visão para ser ela própria um instrumento de reconciliação, inspirando e desafiando todos os povos a superar as divisões e injustiças que os oprimem.

O dia 1 apresenta as bases da Igreja mãe de Jerusalém, deixando clara sua continuidade com a Igreja de hoje pelo mundo inteiro. Ele nos relembra a coragem da Igreja primitiva, que bravamente dava testemunho da verdade, assim como hoje necessitamos trabalhar pela justiça em Jerusalém e no resto do mundo.

O dia 2 recorda que a primeira comunidade unida em Pentecostes tinha em seu interior pessoas de origens diversas, assim como a Igreja em Jerusalém hoje representa uma rica diversidade de tradições cristãs. Nosso desafio hoje é conseguir uma unidade visível maior, capaz de acolher nossas diferenças e tradições.

O dia 3 contempla o primeiro elemento essencial de unidade: a Palavra de Deus apresentada através do ensinamento dos apóstolos. A Igreja de Jerusalém nos recorda que, sejam quais forem as nossas divisões, esses ensinamentos nos impelem a nos envolver em amor mútuo e em fidelidade ao corpo único que é a Igreja.

O dia 4 enfatiza a partilha como segunda expressão de unidade. Assim como os primeiros cristãos punham tudo em comum, a Igreja de Jerusalém chama todos os irmãos e irmãs da Igreja a partilhar bens e tarefas, com coração alegre e generoso, para que ninguém passe necessidade.

O dia 5 destaca o terceiro elemento da unidade: a fracção do pão, que nos une em esperança. Nossa unidade vai além do momento da Santa Comunhão: ela precisa incluir a atitude correcta a respeito da vida ética, da pessoa humana e de toda a comunidade. A Igreja de Jerusalém conclama os cristãos a se unirem na “fracção do pão” hoje, porque uma Igreja dividida não pode falar com autoridade sobre temas de justiça e paz.

O dia 6 apresenta o quarto elemento de unidade: com a Igreja em Jerusalém ganhamos força pelo tempo que nos dedicamos à oração. Especificamente, a Oração do Senhor chama todos nós, em Jerusalém e no mundo inteiro, os fracos e os poderosos, a um trabalho conjunto pela justiça, paz e unidade, para que venha a nós o Reino de Deus.

O dia 7 nos leva além dos quatro elementos da unidade, com a Igreja em Jerusalém alegremente proclamando a Ressurreição, mesmo quando ela carrega a dor da cruz. A Ressurreição de Jesus é hoje para os cristãos em Jerusalém a força que lhes permite a permanência constante no seu testemunho, no trabalho para a liberdade e a paz na Cidade da Paz.

O dia 8 conclui a caminhada com um chamado das Igrejas de Jerusalém para um trabalho mais amplo de reconciliação. Mesmo se os cristãos conseguirem unidade entre eles, sua tarefa não estará completa, porque eles precisam se reconciliar com outros. No contexto de Jerusalém, isso significa relacionamento entre palestinos e israelitas; em outras comunidades, os cristãos são desafiados a buscar justiça e reconciliação em seu próprio contexto.

O tema de cada dia foi, portanto, escolhido não apenas para nos recordar a história da Igreja dos primeiros tempos, mas também para nos trazer à mente as experiências de cristãos em Jerusalém hoje, e para convidar todos nós a uma reflexão sobre como podemos trazer essa experiência para a vida de nossas comunidades cristãs em cada local.

Durante esta caminhada de oito dias, os cristãos de Jerusalém nos convidam a proclamar e dar testemunho de que a Unidade – em seu sentido pleno de fidelidade ao ensinamento dos apóstolos e à comunhão fraterna, à fracção do pão e às orações – nos dará a possibilidade de, juntos, superarmos o mal, não só em Jerusalém, mas no mundo inteiro.

Toda a documentação em http://www.vatican.va/roman_curia/pontifical_councils/chrstuni/weeks-prayer-doc/rc_pc_chrstuni_doc_20100526_week-prayer-2011_po.html

17 janeiro 2011

Parabéns pai... 80 anos de Vida.

HOJE O MEU PAI CELEBRA 80 ANOS DE VIDA.
Este último ano não foi, não está a ser nada fácil para ele.
Deixar a sua casa para vir para um Lar em Lisboa, sentir que as forças se vão debilitando a um ritmo inesperado, dificuldade em andar, movimentar o braço e mão direita e até mesmo pronunciar palavras. Nos últimos tempos tem-se tornado difícil entender o que nos quer dizer, por estas dificuldades físicas, já que mentalmente está no seu perfeito uso da razão.
Braços nos braços, juntos vamos dando passinhos, quase como quem reaprende a andar...
80 anos de bênção nesta vida que, mais uma vez repito, me faz setir orgulho no pai que me deu, e certamente os manos dirão o mesmo.
Peço a vossa oração para que Deus, no Seu infinito Amor, o vá ajudando a superar estas muitas limitações e a nós, sobretudo família e Amigos mais próximos, a capacidade de o entender e ajudar a suavisar a sua dor.
Palavra também de MUITA GRATIDÃO aos meus/nossos Amigos que têm sido presença contante e que de muitas formas ajudam a levar alegria e paz ao coração do meu pai e da minha mãe, e obviamente, ao meu... Os Amigos são na verdade um Tesouro. OBRIGADO!
Beijinho muito grande para o meu pai neste dia da Vida...

13 janeiro 2011

Natal Franciscano (Luz e St. António - Lisboa)

PAZ E BEM AMIGOS... depois de mais de 20 horas de trabalho na edição de 50 pequenas filmagens, e transformação para HD, aqui está o vídeo que eu queria ter publicado no passado Domingo, mas porque todos os dias é Natal aqui está unindo o Natal do Seminário da Luz ao da Igreja de St. António de Lisboa (Pádua).
Algumas imagens aparecem um pouco desfocadas porque com leds a apagar e acendar e a pouca luz dos espaços a câmera de filmar tem dificuldade em focar um ponto certo.
(se o seu computador não visualizar em HD - 720 p ou 1080 p - ao iniciar a visualização, no canto inferior direito reduza esse número para um inferior. Tome também atenção à informação na frase rolante aqui em cima para uma melhor visualização)

Ser realizador...

QUASE PRONTO... MAIS UMAS HORAS A TRANFORMAR EM HD (alta definição)

Não é fácil ser exigente com o que fazemos...

Muitas peças filmadas e agora muito para escolher, cortar, excluir, editar, maquetizar... já com folha de registo de dados de cada peça para me ajudar mas ainda muitas horas para finalizar.
Espero que o esforço valha a pena e que saia daqui um vídeo diferente e do vosso agrado.
OBRIGADO POR ESTARDES DESSE LADO!
Se assim não fosse eu não estaria deste e com tanta dedicação a um clip de vídeo.
Benedicat

09 janeiro 2011

Natal vídeo


Queria ter colocado aqui, hoje DIA DO BAPTISMO DE CRISTO, um vídeo sobre os presépios da Ig. do Seminário da Luz e da Ig. da Santo António. Não consegui ainda dada a complexidade de imagens e peças de vídeo a tratar e editar. Ainda são muitas horas de trabalho mas dentro desta semana aqui o partilharei convosco porque, afinal como diz o Povo, "Natal é todos os dias e sempre que um Homem quiser".

01 janeiro 2011

2011 ABENÇOADO

Chegados ao final de 2010 e início de 2011 aqui deixo uma vez mais mensagem em vídeo HD.
Que a todos vós Deus conceda um novo ano abençoado!
(desactivar a música na coluna da esquerda e se preferir ver com mais amplitude clicar sobre o título da postagem)

AVISO LEGAL – Procurarei fazer, neste blog, uma utilização cautelosa de textos, imagens, sons e outros dados, respeitando os direitos autoriais dos mesmos. Sempre que a legislação exigir, ou reclamados os referidos direitos de autor, procurarei prontamente respeitá-los, corrigindo informação ou retirando os mesmos do blog

 
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