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PORTUGAL: BEM VINDO SANTO PADRE!

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28 janeiro 2011

Se milagres desejais... Tau encontrado.

Disse Jesus: «Qual é a mulher que, tendo dez dracmas, se perde uma, não acende a candeia, não varre a casa e não procura cuidadosamente até a encontrar? E, ao encontrá-la, convoca as amigas e vizinhas e diz: ‘Alegrai-vos comigo, porque encontrei a dracma perdida.’ Digo-vos: Assim há alegria entre os anjos de Deus por um só pecador que se converte.» (Lc 15, 8-10)

Pois é amigos, é com este sentimento que hoje inicio esta humilde partilha convosco. Sim, para vos convidar – tal como acontece nesta parábola – a alegrar-vos comigo porque encontrei o meu TAU perdido.

Há cerca de dez anos, na minha última viagem à Assis, comprei um pequeno TAU em ouro – Cruz em forma de T desenhada pelo próprio S. Francisco como assinatura da bênção deixada ao Frei Leão e também numa parede do Santuário de Fonte Colombo, local onde escreveu a Regra dos Irmãos Menores – TAU este que passou desde então a pertencer ao meu pescoço, num pequeno e fino fio de ouro que me ofereceu a minha mãe.

Com este TAU comprei, eu mesmo, mais quatro que nestes anos acabei por oferecer a quatro pessoas muito importantes para mim e em circunstâncias em que quis marcar de forma muito profunda o grande elo a Amizade. Pena tenho de ter comprado, na altura, apenas cinco contudo, não faltaram nem faltam formas e objectos igualmente importantes para marcar de forma tão nobre e digna o valor da Amizade por tantas outras pessoas igualmente importantes.

Mas voltando ao meu TAU, peça singela, pequenina em tamanho, para mim este TAU tinha e tem um enorme simbolismo e uma importância que é difícil descrever.

Muitas vezes, o pequeno e fino fio de ouro oferecido pela mãe, se abriu deixando o TAU cair e, felizmente sempre dei conta e de imediato o colocava no fio e ao pescoço. Raramente daí o tiro, até mesmo quando em tempo de verão fui ao mar o levei comigo ao pescoço.

Ontem, depois de vir da Igreja de Santo António, já aqui na Luz e à mesa no jantar, dei conta que o dito fio estava aberto, senti na pele a sensação de faltar algo, aquela sensação de que está ali junto á pele mas está aberto e parece faltar o TAU. De imediato pensei que a Cruz em forma de T estaria presa na roupa – o frio que se faz sentir em Portugal leva a que se tenha muita roupa vestida – e certamente não cairia até chegar ao quarto.

Assim fiz, subi e procurei no meio da minha roupa e não encontrei a minha Cruz, o TAU que eu mesmo havia trazido de Assis na última peregrinação que ali fizera a esta Terra que mais não é que “o paraíso na terra”, como alguém um dia lhe chamou.

Triste pensei que poderia estar pelo chão e procurei em todos os sítios por onde havia passado ou estado e nada. Teria ele ficado no meio dos lençóis? Seria quase impossível dado que o fio estava ao meu pescoço e não poderia ali ter ficado todo o dia aberto mas… nos lençóis também não.

Lembrei-me de Santo António e da grande devoção às causas perdidas e à tradição bem secular de que se se rezasse o Responso de Santo António todas as coisas perdidas apareceriam. Disso sempre fui testemunha já que o meu pai, hoje com 80 anos, sempre em todas as dificuldades dizia "já responsei a S. António, fica tranquilo". Claro que ontem à noite não incomodei o meu pai, neste tempo tudo o que puder fazer para o livrar de preocupações, farei.

Triste, mesmo muito triste e sempre a olhar para todos os cantos, revirando a roupa – não fosse ele estar ali nalguma dobra – queria não perder a esperança de ter perdido um objecto que para mim é tão importante.

Meu Santo António, é o meu TAU e tu bem sabes o que ele significa para mim, com toda a história de 10 anos e as pessoas que me ligam a este TAU com os outros quatro que nele tenho sempre presentes. Voltei a pensar no responso contudo, olhando a imagem do Santo aqui mesmo junto à minha secretária, com tristeza fiz a minha prece ao santo: “Meu Santo António, é o meu TAU. Não creio que precises que eu reze o responso para fazeres aparecer o Tau. Não quero acreditar que apenas me ouves se o rezar. Sou teu confrade e todas as semanas, lá na tua igreja, com o Relicário do teo osso nas mãos sobre o altar, eu rezo com reverência e veneração por isso te peço, ajuda-me a encontrar o meu TAU”, mais ou menos assim foi a minha prece. E mandei sms a meia dúzia de Amigos, manifestando na partilha que estava triste por ter perdido a minha Cruz.

Hoje pela manhã pedi a todos que se encontrassem… pois, ninguém sabia, ninguém havia encontrado. Te-lo-ia perdido na rua, nostransportes públicos. Como teria ele saído do meio da minha roupa – só podia ser pela cintura e pernas – isso eu não sabia, não encontrava explicação para ter ao pescoço o fio aberto e o TAU ter desaparecido. Telefonei então para a Igreja de Santo António e perguntei… mas não, ninguém havia encontrado e a mesma resposta encontrei ali ao chegar á tarde.

Entrei na Igreja de Santo António e, olhando o Quadro milagroso do Santo, o Altar encimado com a Imagem Veneranda e a Relíquia voltei a fazer prece.

Fui pelos corredores e sítios onde ontem havia estado, dentro da Igreja e suas dependências, incluindo os espaços da residência da Comunidade e nada, nem sinal do meu TAU. Todos se mostravam tristes também comigo e alguns diziam ter rezado o dito Responso e outras orações que o devocionário popular foi introduzindo na fé e no coração das gentes.

Foi hora da Eucaristia e como sempre um pequeno cântico na entrada. Durante a Celebração os olhos iam percorrendo o chão, talvez uma peça tão pequena estivesse por ali nalgum cantinho.

Ao chegar o momento da Comunhão fui buscar a Píxide ao Sacrário e, ali ao lado como sempre faço, um simples fechar os olhos em veneração para com o osso do Santo que se encontra do lado esquerdo do Sacrário – como pudestes ver no vídeo de Natal – e ao fechar os olhos reforcei a prece pedindo a Santo António que fizesse aparecer o que eu havia perdido. No final da Eucaristia, já de saída ao ajoelhar diante do Altar/Sacrário de novo os olhos desviam para o osso do Santo e “Meu Santo António se for da tua vontade e para minha felicidade eu o mereça peço que me encontres o TAU”.

Já desparamentado e conversando com outras pessoas ali, e que também tinham procurado e rezado, acabei por quase desistir e disse “bom acho que o melhor é eu desligar para não continuar triste. Se alguém o encontrar que ao menos venha a saber o que é e o respeite porque é a Cruz de S. Francisco”.

Subi com o nosso Reitor e de novo na sala da Comunidade, onde eu havia estado há menos de uma hora, sem grande esperança lembrei-me de apenas de pedir a uma das irmãs que ali trabalham que se porventura encontrassem, ao fazer limpeza, um pequeno TAU em ouro que o guardassem porque era meu e tem um enorme valor estimativo para mim.

De imediato a irmã Rosa responde: “já encontrei!”

Pensei que estava a brincar e frisei isso ao que ela, apontando um prato sobre a mesa, me mostra que o TAU estava ali e que o havia encontrado e posto ali para depois perguntar se era de algum dos irmãos da Comunidade.

A quase não esperança já de encontrar o meu TAU tornou-se num sentimento enorme de alegria. E não havia rezado o Responso mas outros rezaram por mim. Não sei como pôde cair o TAU e eu vir com o fio aberto pendurado ao pescoço andando a pé palas ruas de Lisboa, viajar no Metropolitano, apanhar autocarro e só dar conta de algo errado já sentado á mesa de jantar.

Para além da enorme alegria de ter encontrado o meu TAU PERDIDO foi a sensação de que na verdade a confiança e a oração nos Santos são uma realidade a ter sempre em conta na nossa vida. Creio poder dizer que a aprtir deste episódio rezarei com mais veneração a Responso do Santo e em cada momento propício darei este testemunho.

Desci de novo à Igreja para dizer que já tinha aparecido – alguém manifestou efusivamente por gestos e oração a alegria – e de forma muito simples quis ir junto do Relicário com o osso de Santo António para agradecer esta graça recebida (e aí tirei com o telemóvel esta foto que aqui partilho convosco).

“Se milagres desejais, recorrei a Santo António…”. De onde saiu, de que data ou lugar nasceu este hino em forma de prece, não sei… sei que a devoção popular não é, como tantas vezes se pensa, coisinhas de piedadezinha ou procura de actos mágicos por parte dos Santos. Afinal Santo António de Lisboa é mesmo, como sempre ouvi dizer ao meu pai, o Santo das causas perdidas e que se lhe pedirmos com verdadeira Fé ele nos atenderá.

Não tomeis esta minha partilha como uma coisa dita “beata” ou “lamechas”. Quem me conhece sabe que nunca fui de “beatices ou lamechices” ligadas à relação com o Sagrado. É apenas uma partilha da alegria que sinto pelo sucedido, tal como acontece na parábola narrada por Jesus, e porque acredito que Santo António guardou ali, na sua casa, lugar onde ele nasceu e Comunidade à qual ora pertenço, uma pequena Cruz Franciscana que tanto tem para mim de simbologia, amizade e pertença ao espírito de Francisco de Assis.

Obrigado Santo António e que, tantos outros pedidos que vou fazendo os possas atender se forem da vontade de Deus para o bem daqueles que Ele ama.

À glória de Cristo. Amen!

RESPONSO DE SANTO ANTÓNIO

Se milagres desejais,
recorrei a Santo António;
vereis fugir o demónio
e as tentações infernais.

Refrão: Recupera-se o perdido,
rompe-se a dura prisão

e no auge do furacão

cede o mar embravecido.


Pela sua intercessão
foge a peste, o erro, a morte
,
o fraco torna-se forte
e torna-se o enfermo são.

Refrão: Recupera-se o perdido...

Todos os males humanos
se moderam, se retiram,
digam-no aqueles que o viram;
digam-no os paduanos.


Refrão: Recupera-se o perdido...


Glória ao Pai, e ao Filho e ao Espírito Santo.


Refrão: Recupera-se o perdido...


V: Rogai por nós, Bem-Aventurado Santo António.
R: Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.

OREMOS

Deus eterno e Omnipotente: Vós quisestes que o Vosso povo encontrasse em Santo António de Lisboa um grande pregador do Evangelho e um intercessor poderoso: concedei-nos seguir fielmente os princípios da vida cristã, para que mereçamos tê-lo como protector em todas as adversidades.

Por Jesus Cristo, Nosso Senhor. Ámen

9 comentários:

maresia disse...

Lindo...simplesmente!
Meu Deus, que Testemunho, que Partilha, verdadeiros "...pedaços de vida, onde o importante é fazer parte da vida de alguém."
Obrigada Amigo.

Mãe Lena disse...

Não falha! Se não se enganarem, o Responso de Santo António não falha! Que emoção de partilha, estava ansiosa de chegar ao fim do texto para ver o que tinha acontecido... Ainda bem que achaste o teu Tau. Agora, vai colocar um fecho novo no fio para que não volte a acontecer. Que susto!

A única vez que pedi para rezar o Responso de Santo António, foi quando me roubaram o carro à porta de casa. Apenas me responderam "nunca pedi nada assim..." E eu cheia de Fé disse "se não se enganar, sei que vai aparecer" E apareceu, 2 dias depois. Espectáculo!

Sirlene disse...

ÊH EHEHEHEHEEHEH, Frei Albertino!!!!
Santo António pode estar é usando uma lingugem singular e veemente para o enlaçar mais ainda!
Ele também sabe pedir milagres...

Nuno Paz disse...

Fico feliz por ter encontrado o seu TAU...
Não julgo as suas palavras nada "lamechas", pelo contrário... Sou jovem e recorro ao nosso querido Santo António com muita frequência pois sei que ele concede as suas graças e eu dedico-lhe a maior parte das minhas orações diárias! Conto sempre com Ele...
Quem sabe se não foi uma das minhas orações que fez aparecer o seu TAU... hahaha Estou a brincar, mas tenho a certeza que as minhas orações ajudaram!
Bom fim-de-semana caro amigo e até breve!

fiducia disse...

AINDA BEM QUE APARECEU. NUNCA DUVIDEI , também REZEI o responso DUAS VEZES...

Mª do Mar disse...

Que FELICIDADE, FA!!!!!!!!!!!
... Jovialidade certamente não será o que me aproxima de Irmão Nuno Paz! Mas ESSE crer MUITO (pois, efectivamente desconhecia composição de responso bendito...), agitou propósitos de nosso QUERIDO Stº António! Bem hajam TODOS os que "ajudaram" FA! Eu, reconheço, NUNCA o assumi PERDIDO, mas isso já nem é defeito: é feitio MESMO!
Certamente é tão gostoso "SENTIRMOS" que Há Alguém Junto a nós! E se, no meu passado, alguém seguramente pedia Sua Intervenção (de Stº Antº, obviamente)?! Eu creio, (AGORA)!

Anónimo disse...

Primeiro...(e nunca duvidando da influência de Sto. António!) assim se comprova que - apesar de nunca teres sido gordo - estás magrinho! Se estivesses mais gordinho não te passava da roupa! Significado: tens que te alimentar melhor!
Segundo... (e nunca duvidando das orações dos Amigos), S. Francisco nunca te abandonaria! Significado: de tantas provações que ao longo da tua Vida passaste, este é um claro exemplo de que nem os Amigos sinceros, nem o "Francisco" te deixariam perder algo tão importante e com tanto significado de Fé!
Podes ter passado por muito mas a tua Fé manteve-se lá! De outra forma, nem um Santo faria "milagres"!!!

um anjo

mariana disse...

Frei ao longo da leituta eu só estava a vêr quando é que se decidia a ir rezar o Responso a Stº. António, mas só pedia, pedia... rezando com fé inabalável e confiança, Santo António não falha. Há algum tempo também eu tive essa experiência, com uma pregadeira que era de minha mãe. Mas os dias passavam, passavam e só apareceu depois de eu ter rezado o Responso.
Stº António lá terá as razões para querer que nós rezemos esta oração...?
Agora medite, como diz a Sirlene, o que é que Ele quererá de si...? O que lhe pede?
Obrigada pela partilha.
E dou mtas Graças a Stº António por esta graça que lhe concedeu.

Cecília disse...

" Viver uns para os outros não é somente a lei do dever, mas a da felicidade ".
( Augusto Comte )

Ainda bem que encontrou o seu TAU, gostei muito de ler esta sua partilha, mas mais ainda gostei de ler sobre a união que se gerou na sua procura. Muito bonito.

Cecília

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