Retalhos Bem-vindo! Retalhos Willkommen! Retalhos Bienvenido! Retalhos Bienvenue! Retalhos Benvenuti! Retalhos Welcome! Retalhos 歡迎! Retalhos Καλως ηλθατε! Retalhos Добро пожаловать! Retalhos!مرحبا Retalhos

PORTUGAL: BEM VINDO SANTO PADRE!

VÍDEOS: Para visualizar e ouvir os vídeos deverá dasativar a música de fundo no painel aqui do lado esquerdo

31 maio 2011

Mestrado... Alegrai-vos comigo!


“Alegrai-vos comigo…”.
Assim concluem a maior parte das parábolas de Jesus, narradas por Lucas, ou o sentido de cada parábola é o de levar sempre à alegria pela acção e misericórdia divinas.
O convite a alegrar-se com alguém implica sempre um motivo plausível para que, de dentro de nós mesmos, surja o desejo da partilha fraterna por conquistas alcançadas e que, no sentido humano e cristão, não podem, não devem fazer parte apenas do foro íntimo e pessoal. As conquistas que geram alegria fazem-nos estravasar os sentimentos e pedir aos familiares, amigos e vizinhos que se alegrem com a nossa alegria e que, aqui no caso, louvem o Senhor que tantos benefícios faz em nós.
Serve tudo isto para partilhar com os Amigos, vós que aqui sois família, pelo trabalho que tenho vindo a realizar nos últimos anos e que, ontem na Universidade Católica Portuguesa, foi apresentado e defendido: Tese de Mestrado em Teologia sob o tema: “O Escutismo e a transmissão da Fé”. Neste estudo e trabalho ontem apresentado se procurou mostrar como a pedagogia deixada há um século por Baden-Powell, fundador do Escutismo, foi e continua a ser importante e pertinente nos caminhos que levam o Homem a Deus pela adesão livre da Fé, seja ela cristã ou outra.
Assim, depois de apresentar a mesma e do Júri, composto por três ilustres Professores da Faculdade de Teologia de Lisboa e Porto, ter feito as considerações próprias do rigor e de algumas falhas mais ao nível metodológico – errar é humano e também falho – e ter depois colocado algumas questões às quais procurei responder de forma clara, tanto pelo estudo realizado e ali apresentado, tanto mais pela experiência de muitos anos como Dirigente e Assistente do Corpo Nacional de Escutas (Escutismo Católico Português), foi aprovada a minha tese e obtido o grau de Mestre em Teologia com a classificação de quinze valores.
Por opção própria não quis dizer a muita gente, apenas meia dúzia de Amigos, aos pais e aos manos e a meia dúzia de confrades. Comigo, na sala, tive a companhia do meu Superior e Amigo P. Jorge Marques a quem desde já reafirmo a minha gratidão.
Aos Amigos que desejaram estar presentes pedi que o não fizessem, sentir-me-ia melhor assim e tinha a certeza de que na oração os sentia muito, mas mesmo muito presentes e também a eles a minha gratidão.
Hoje, ao visitar os pais – coisa que não pude fazer ontem – a mãe sorria com o seu olhar lindo esperando que eu lhe fosse dar um beijinho porque sabia que mais importante era para mim o seu beijinho. O pai… deitado sorria de forma linda e dizia com dificuldade “doutor, doutor”. Perguntei sorrindo o que estava a dizer e ele sorriu mais ainda e balbuciou “tu, doutor”… e, dando-lhes um beijinho grande, explicar de forma simples que exâme tinha sido este, como correu e o que significa na vida de alguém. Felizes muito os senti… orgulham-se de mim? EU ORGULHO-ME MUITO DOS PAIS QUE DEUS ME DEU!
Podia falar também das expressões dos manos, dos sobrinhos, dos amigos… fico pelos pais e bem entendereis que é aceitável que assim seja.
SER MESTRE…
É acima de tudo nunca, jamais esquecer o ponto de partida da experiência da Vida, as nossas origens, as nossas raízes, a nossa gente… e a minha é humilde, de família e de gente, mas uma humildade que sempre me orgulhou e continua a orgulhar.
É não esquecer que tantos foram, desde o berço materno, aqueles que nos ajudaram e continuam a ajudar a crescer em todos os aspectos da nossa vida, humanos e espirituais, que nos permitem falar das questões da fé mais com o que vivemos que com o que lemos ou estudamos. Uma coisa completa a outra mas quando o estudo realça de forma mais clara a vivência da fé, sem dúvida que é aí que se pode mostrar as grandes maestrias da vida e os mestres e mestras que ela tem… e EU TIVE E TENHO MUITOS MESTRES NO CAMINHO…
É recordar a palavra de Cristo, o GRANDE MESTRE: “Quanto a vós, não vos deixeis tratar por ‘mestres’, pois um só é o vosso Mestre, e vós sois todos irmãos. E, na terra, a ninguém chameis ‘Pai’, porque um só é o vosso ‘Pai’: aquele que está no Céu. Nem permitais que vos tratem por ‘doutores’, porque um só é o vosso ‘Doutor’: Cristo. O maior de entre vós será o vosso servo. Quem se exaltar será humilhado e quem se humilhar será exaltado(Mt 23, 8-13).
Nem sempre as coisas parecem fáceis na nossa vida, nem sempre sentimos que estamos a fazer as melhores opções ou que os outros nos dão o devido valor. E isso por vezes faz-nos sofrer e fechar em nós mesmos, qual criança que quer voltar ao ventre materno onde se sente em segurança. Mas a palavra de Cristo presente, em Mt 23, muitas vezes me vinha à mente. Não se trata de ser Mestre, Doutor… trata-se de confiar em Cristo, na Sua presença e na ajuda que sempre nos dá quando os objectivos são os melhores, mesmo que pareça que remamos contra a corrente. Razão tem a sabedoria popular quando afirma que “Deus tarda mas não falta”…
Recordo uma vez mais o conselho do grande Mestre: “Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração e encontrareis descanso para o vosso espírito” (Mt 11, 29).
Aprender de Jesus e com Jesus é a melhor pedagogia da vida e isso o deixou muito claro Baden-Powell. Cristo é o caminho que conduz ao Pai e que nos envia o Espírito da verdade para nos assistir em cada momento da nossa vida. Aprender de Cristo é ter a esperança que os trilhos e pistas do nosso caminhar nos levam ao louvor ao Criador e que connosco muitos caminharão nesta mesma senda de aderir à mensagem da Boa Nova na intimidade de quem crê e testemunha o seu crer: DEUS.
Neste sentido, um mestre nesta terra não pode esquecer que “não está o discípulo acima do mestre, mas o discípulo bem formado será como o mestre” (Lc 6, 40). Aqui notemos que “mestre” está em minúscula e que, desta forma, podemos todos ser como aqueles e aquelas que nos ensinam a sabedoria da vida, da experiencia relacional, dos valores humanos e espirituais, das capacidades cognitivas que levam a graus académicos.
E é assim que eu sinto cá dentro a enorme gratidão por tanto que tenho aprendido com tantos mestres que Deus se dignou colocar no meu caminho.
Quero terminar com um texto que me é muito querido e que, por isso mesmo, foi o texto escolhido há doze anos para Evangelho da minha Missa Nova na minha terra natal: “Depois de (Cristo) lhes ter lavado os pés e de ter posto o manto, voltou a sentar-se à mesa e disse-lhes: «Compreendeis o que vos fiz? Vós chamais-me ‘o Mestre’ e ‘o Senhor’, e dizeis bem, porque o sou. Ora, se Eu, o Senhor e o Mestre, vos lavei os pés, também vós deveis lavar os pés uns aos outros” (Jo 13, 2-14).
Lembro como se fosse hoje, os motivos pelos quais o escolhi, das palavras que referi então e que sempre pautaram a minha existência. Servir humildemente tendo sempre presente o que me parece ser o sentir da missão de Cristo. Ele é o Mestre dos mestres e não existe melhor pedagogia para a Vida que a pedagogia do Mestre. Só Cristo pode continuar a indicar o caminho a seguir, na oração da intimidade com ele, na relação amiga com os outros que, como dizia S. Francisco são os irmãos que Deus nos deu, na procura constante de não perder a esperança de um amanhã diferente, mais justo e fraterno, no serviço e ajuda humilde diante de quantos nos pedem o seu apoio, no testemunho daquilo em que acreditamos e d’Aquele a quem seguimos a quantos perguntam as razões da fé.
Escrevo nesta hora sem rascunhos, aliás não costumo fazê-lo, apenas com a reflexão que tenho feito desde ontem pela gratidão que sinto para com Deus e para com todos.
Uma palavra especial para quem me ajudou a encontrar documentação, que ajudou a traduzir documentos, a corrigir texto, a quem pela persistência de perguntar “como está a tese” não deixou desistir, ao jurí que classificou, a quem deu o seu conselho amigo no sentido de ajudar elaborar um estudo e trabalho que fosse acima de tudo uma perpectiva nova, ou pelo menos diferente, sobre os caminhos que conduzem à fé a partir do maior movimento educacional que há no mundo: o Escutismo. OBRIGADO!
Alegrai-vos comigo porque uma etapa vencida é motivo para a partilha e a alegria.
Diz o primeiro princípio da Lei do Escuta que: “O Escuta orgulha-se da sua fé e por ela orienta toda a sua vida”.
Como escuteiro e cristão, e pela graça de Deus menor entre os Menores (Franciscanos) e chamado ao Sacerdócio, neste dia da Visitação da Virgem Santa Maria à sua prima Santa Isabel, peço a Deus que me ajude a levar a bom termo a Sua vontade na alegria do serviço.
Bem-hajam pela presença amiga e oração.
Frei Albertino Rodrigues OFM


25 maio 2011

Túmulo ou Cruz vazios...

PAZ E BEM!

Depois de termos dedicado tempo e alegria à Beatificação dos Servos de Deus, Papa João Paulo II e Madre Maria Clara do Menino Jesus, voltamos ao ritmo normal do TEMPO PASCAL, sem deixar de continuar a proclamas a alegria dos novos Beatos, e pedindo-lhes que junto de Deus intercedam por todos nós.

Assim, quero partilhar este texto que econtrei num outro blog. Li, reli, refleti... e gostei... partilho.

Se o túmulo de Cristo ficou vazio, então, Deus aceitou Sua oferta pelo pecado, e estamos livres.

Mas se a Cruz estiver vazia, nosso velho homem escapou ileso, e portanto, ainda vivemos sob a égide do pecado.




A Cruz é eterna! E a prova disso é que as Escrituras nos informam que o Cordeiro foi morto desde antes da fundação do mundo.


Há uma cruz histórica ocorrida na plenitude dos tempos, e que nada mais é do que a manifestação de uma cruz meta-histórica, ocorrida fora do tempo e do espaço.


O que acontece na eternidade não tem começo nem fim. Nesse sentido, a cruz é coexistente com Deus. Desde que há Deus, também há Cruz.



Por isso, quando o céu se descortina diante dos olhos de João, o trono que se vê é ocupado por um cordeiro"como que houvesse sido morto".

 
Ele ressuscitou! Porém, Seu sacrifício não durou apenas seis horas.


As mãos que criaram o Universo foram mãos crucificadas. Aos olhos de Deus, tanto o trono, quanto a Cruz, estarão sempre ocupados por Jesus.


Enquanto esteve na cruz histórica, o trono não ficou vago. E enquanto ocupa Seu trono de glória, a Cruz não está vazia. Nisso reside nossa salvação.


Se Jesus houvesse descido dessa Cruz meta-histórica, não haveria razão para que Paulo declarasse: "Estou crucificado com Cristo". Ele não disse que havia sido crucificado, no passado. Ele disse que estava, naquele momento, crucificado com Cristo. Portanto, Cristo continuava na Cruz, e Paulo com Ele. Se Ele desce da Cruz, nosso velho homem escapa.


O sepulcro, porém, está vazio. O sepultamento de Jesus é um fato histórico, porém, não meta-histórico. Sua ressurreição também é histórica. Mas Sua Cruz vem antes de todos os antes, e será sempre viva depois de todos os depois. Por isso, no dizer de Paulo, o Cristo que pregamos é o CRUCIFICADO. Engana-se quem imagina que a Cruz foi a vergonha que só foi sublimada pela glória da Ressurreição. Não! Jamais houve manifestação maior da glória de Deus do que a revelada no Gólgota. Foi aquela glória que Ele desejou, ao pedir que o Pai lhe restituísse a glória que recebera antes que houvesse mundo.


As mãos que mantém as órbitas planetárias ainda exibem as cicatrizes. Sob a coroa de glória que há em sua cabeça ainda se vê as marcas deixadas pelos espinhos. O resplendor dos Seus pés é incapaz de disfarçar as feridas feitas pelos cravos. Embora tenham sido feitas num determinado tempo, tais feridas adentraram a eternidade e por isso, tornaram-se co-eternas em Deus. Se fôssemos capazes de retroceder no tempo, e reencontrássemos o Criador caminhando com Adão pelo Jardim, certamente veríamos as marcas. Ele as exibe como troféus, prova do Seu grande e incompreendido amor por Sua criação.

in, http://camilazaponi.blogspot.com

21 maio 2011

Beata Maria Clara do menino Jesus

Momentos da Beatificação da Irmã Maria Clara em vídeo.
O Estádio do Restelo em Lisboa, foi palco de alegria, festa e vida nos milhares que ali acorreram vindos de várias partes do mundo para participar na Beatificação da Fundadora das Ir. Franciscanas Hospitaleiras da Imaculada Conceição.
Que ela a todos cumule das suas bençãos.

Milagre de M.ª Clara do Menino Jesus

Hoje, em Lisboa, teremos a graça de ouvir proclamar a Irmã M.ª Clara do Menino Jesus, fundadora das Irmãs Franciscanas Hospitaleiras da Imaculada Conceição, Beata pelo testemunho da sua vida, pelo bem que fez, pela herança que deixou e se perpetua através das irmãs, pelas graças alcançadas da parte de Deus.
Neste dia partilhamos o vídeo de uma entrevista da Rádio Renascença à miraculada espanhola.
Que Deus continue a operar em nós o Seu Amor através dos Seus Santos.

17 maio 2011

Beatificação de Mãe Clara

No próximo sábado, dia 21 de Maio, vai ser beatificada em Lisboa a Irmã Maria Clara do Menino Jesus, fundadora da Congregação das Irmãs Franciscanas Hospitaleiras da Imaculada Conceição (CONFHIC). Quem foi Madre Clara? Que ensinamentos deixou? Na semana da beatificação da religiosa de Lisboa, conheça a vida da futura beata através da nota pastoral publicada pela Conferência Episcopal Portuguesa. Veja também o testemunho da miraculada.

Apontamento biográfico
A nova Beata nasceu em 25 de Junho de 1843 na Quinta do Bosque, propriedade de sua família, situada no termo da actual cidade da Amadora. Foi baptizada na igreja paroquial de Nossa Senhora do Amparo, em Benfica, a 2 de Setembro seguinte com o nome de Libânia do Carmo Galvão Mexia de Moura Telles e Albuquerque.
Como os apelidos indicam, Libânia veio ao mundo no seio da nobreza. Terceira de sete filhos, viveu uma infância feliz no ambiente cristão do seu lar. Mas logo na adolescência experimentou o sofrimento doloroso da orfandade. Sua mãe faleceu em 1856 e o pai um ano depois, ambos vitimados pela epidemia de cólera que então grassava em Lisboa.
Depois de ter permanecido cinco anos no Asilo Real da Ajuda e outros tantos em casa dos Marqueses de Valada, seus parentes e amigos, Libânia transferiu-se em 1867 para o Pensionato de S. Patrício, instalado no antigo convento do mesmo nome, junto à muralha do Castelo de S. Jorge. Dois anos mais tarde tomou hábito no Recolhimento de terceiras franciscanas seculares capuchinhas de Nossa Senhora da Conceição, também sedeado em S. Patrício, com o nome de Irmã Maria Clara do Menino Jesus, que haveria de usar até à morte.
A casa de S. Patrício era dirigida pelo Padre Raimundo dos Anjos Beirão, antigo membro da Ordem Terceira Regular de S. Francisco, que fora obrigado a abandonar o convento pelo decreto de supressão dos institutos religiosos de 1834. Depois de exclaustrado, dedicou-se à pregação e ao socorro dos órfãos e dos pobres. O seu encontro com Libânia, depois Irmã Maria Clara, foi providencial. Viu nela a mulher escolhida por Deus para, com ele, fundar uma Congregação que, imitando o bom samaritano do Evangelho, minorasse as graves carências da população portuguesa da época.
O projecto viria a realizar-se a partir de S. Patrício. Para beneficiar da experiência de outra Congregação franciscana já consolidada, em Fevereiro de 1870 o Padre Beirão enviou a Irmã Maria Clara mais três companheiras do Recolhimento a fazer o noviciado nas Irmãs Franciscanas Hospitaleiras e Mestras de Calais, no norte da França, onde professou a 14 de Abril de 1871. Regressada de imediato a Portugal, o Padre Beirão, logo no dia 3 de Maio, empossou-a como superiora e mestra de noviças das recolhidas capuchinhas que aderiram à reforma da sua agremiação. Foi o momento fundacional da nova Congregação.
O instituto recém-criado foi aprovado pelo Governador Civil de Lisboa, por alvará de 22 de Maio de 1874, com a designação de Irmãs Hospitaleiras dos Pobres por Amor de Deus, mas somente como «associação de beneficência». Não era possível outra forma de reconhecimento pela autoridade civil pois as congregações religiosas estavam proibidas em Portugal desde 1834.
O passo seguinte foi a aprovação pontifícia da Congregação pelo Papa Pio IX a 27 de Março de 1876. O novo estatuto canónico garantia segurança institucional à jovem comunidade religiosa. Por iniciativa do Padre Beirão, a Irmã Maria Clara assumiu a responsabilidade da mesma como Superiora Geral em cerimónia familiar realizada a 3 de Maio de 1876, quinto aniversário da fundação. Tinha 33 anos. As irmãs começaram a chamar-lhe Fundadora e a dar-lhe, na intimidade, o nome de Mãe Clara.
Dois anos depois, a 13 de Julho de 1878, o Padre Beirão faleceu. A sua inspiração esteve sempre presente no modo como a Irmã Maria Clara dirigiu a Congregação até à morte, ocorrida a 1 de Dezembro de 1899.

Actividade caritativa da Congregação
A Congregação desenvolveu uma actividade marcante em Portugal no último terço do século XIX. Durante este período, as irmãs trabalharam em 45 hospitais, 26 colégios, 15 asilos de inválidos, 14 asilos de infância e 6 cozinhas económicas. Embora localizada maioritariamente na região de Entre Douro e Minho, esta centena de casas estava disseminada por todo o país incluindo pequenas cidades e vilas do interior. Parte significativa das instituições servidas pelas irmãs pertencia a Misericórdias.
A Congregação irradiou também para o Ultramar. Por vezes a pedido do próprio Governo, o qual, apesar do decreto de extinção dos institutos religiosos de 1834, aceitava a presença das congregações dedicadas à assistência, à educação e às missões ultramarinas. Neste contexto as irmãs prestaram serviço nos hospitais de Bolama (Guiné-Bissau), Goa, Luanda (Angola) e Santiago da Praia (Cabo Verde).
O aumento constante e extraordinário do número de irmãs permitia à Irmã Maria Clara atender as solicitações que lhe iam chegando das mais variadas procedências. A tabela estatística da Congregação nos primeiros trinta anos é reveladora. As religiosas professas passaram de 3 em 1871 para 150 em 1880, 355 em 1890 e 468 em 1900. Mesmo assim não foi possível atender favoravelmente todos os pedidos.
No governo da Congregação a Irmã Maria Clara não actuava como gestora de pessoas e serviços. O espírito que a animava era outro e ficou bem manifesto num episódio da sua vida. Um dia, ao ver grupos de adultos e crianças a mendigar, vestidos de andrajos e sob um frio rigoroso, disse às meninas que a acompanhavam: «Olhem, aquela é que é a minha gente!... Que pena tenho de não os poder socorrer!…»
Estimuladas pelo exemplo da Fundadora, as Irmãs Hospitaleiras souberam concretizar no quotidiano a divisa do seu brasão: Lucere et fovere. Alumiar e aquecer. Iluminaram o espírito de crianças e jovens a abrir para as grandes opções da vida. Aconchegaram a existência de doentes e idosos, tantas vezes fragilizada por circunstâncias adversas.
A gesta caritativa da Congregação documenta a vitalidade interna da Igreja Católica no período final do século XIX. Não é possível escrever a história da assistência e da educação em Portugal nessa época sem referir o contributo abnegado das Irmãs Franciscanas Hospitaleiras.
Conta D. Georgina, a miraculada

Embora acontecesse em 2003 e divulgado em 2004, os anos foram diluindo pormenores do milagre e, hoje, há quem deseje avivar o espantoso acontecimento.
Conta D. Georgina e está provado em documentos que, em 1969, lhe apareceu uma ferida no braço direito, depois diagnosticada, por especialistas de Vigo e de Madrid, como Pioderma gangrenoso. A úlcera foi alastrando por todo o braço, atingindo também o seio. Além de diversas pomadas aplicadas, foram feitos vários enxertos, sem resultado algum. Dado que a chaga também cobria parte do cotovelo, ficou sem flexibilidade e o braço imobilizado, preso ao peito. A ferida, de bordos violáceos, exalava odor desagradável e aparecia em carne viva, produzindo grande dor ao simples roçar ou leve toque. Às vezes, era tão intensa essa dor que a enferma pedia ao médico que lhe amputasse o braço, coisa que ele se negara sempre a fazer. Há sempre tempo para isso, dizia.
Todos os dias de manhã, tomando um táxi, D. Georgina ia de Baiona a Vigo, para o curativo e, bastantes vezes, voltava à tarde para o repetir, dado que a dor e o cheiro eram insuportáveis. Anos e anos…
Realizou o primeiro enxerto em 1971, a que se seguiram outros. Fazia-lhe os curativos o próprio cirurgião, Dr. Ignacio do Carmo, que acompanhou todo o processo da doença. Porém, no dia 21 de Junho de 2002, não imaginava que lhe faria o último. No dia seguinte, o médico foi internado num hospital, com diagnóstico de tumor cerebral. Veio a falecer, no dia 7 de Julho seguinte.
D. Georgina sentiu grande angústia e enorme desamparo. Assustava-a procurar outro médico que, como é óbvio, lhe pediria novos exames. Só o lembrar-se disso provocava-lhe enorme sofrimento.
Filiada na Liga Pró-Canonização e cheia de fé na intercessão da Madre Maria Clara, cujo túmulo havia visitado em 1998, D. Georgina decidiu escolhê-la como sua médica e confiar-lhe o tratamento. Resolveu ser ela própria a fazer os curativos, aplicando as mesmas pomadas que utilizava o Dr. Ignacio. Enquanto procedia a essa acção, ia pedindo à sua protectora que a melhorasse, para melhor poder ajudar sua irmã Olga, naquela ocasião imobilizada, consequência de uma intervenção cirúrgica de ortopedia. Como desde há anos costumava fazer, não deixava de meter uma estampa da Venerável Serva de Deus entre as ligaduras, certa do seu cuidado.
Por altura do Verão de 2003, mais uma vez se repetiram grandes flictenas sobre a ferida que, ao rebentarem, a deixavam em carne viva. Foram passando os meses de Agosto, Setembro e parte de Novembro, sem notar-se melhora alguma na chaga que continuava a cobrir o cotovelo.
O dia 11 de Novembro fora agitado e chegara à noite cansada e sofrida. Apesar da dor, de sentir e ver as ligaduras molhadas, não teve ânimo de tratar a ferida. No dia seguinte, a 12 de Novembro de 2003, pelas 10:00 horas, ao retirar as ligaduras, viu que a chaga estava completamente coberta de pele rósea, como de menino, e totalmente fechada. Chamou as suas irmãs e, mostrando o braço, exclamou: “Olhem, o braço está curado. Já não há que fazer o curativo”. Foi a Madre Clara!
Suas irmãs Olga e Teresa, bem como a empregada doméstica, foram as primeiras testemunhas. Os vizinhos e amigos reagiram com espanto. Espanto, também, foi a rápida flexibilidade do braço e todo o movimento retomado, perdido há 34 anos. Desde aquele dia, continua bem. A úlcera repentinamente desaparecida não teve recidiva. E já lá vão mais de sete anos…
Os médicos não encontraram explicação. Embora, em alguns casos, o Pioderma gangrenoso possa ter cura, é sempre um processo lento.
A grande fé de D. Georgina fez o milagre acontecer.
Símbolo para a beatificação
Sob um fundo azul, que vai desvanecendo, duas mãos abertas, serenas e confiantes, falam de uma vida feita presença hospitaleira e acolhedora. Uma, mais elevada, acolhe e comunica, sem fronteiras, a luz intensa que brota de Cristo Crucificado-Ressuscitado. Uma luz que ilumina, aquece, acalenta, aconchega, suaviza e aponta caminhos de vida plena. Outra mão oferece, em generosa gratuidade, um pão saboroso, como sinal do cuidado e da promoção da vida em todas as suas expressões, uma representação do serviço da caridade. Em síntese, o símbolo da Beatificação reflecte a beleza e a leveza do testemunho de vida de Maria Clara, através da encarnação da misericórdia.

14 maio 2011

Fátima canta à Mãe e o sol resplandeceu

13 de Maio é um dia especial para Portugal e para o mundo.
Hoje, de acordo com algumas centenas de fiéis, o sol, no momento da homenagem a João Paulo II, ganhou um resplendor feito de arco íris e que se manteve até final da Procissão do adeus. Um habitante de Fátima filmou de sua casa o sol e o que estava a acontecer. Veja no youtube, procure por Fatima 13 Maio - 13 May 2011 - Fenómeno estranho em redor do sol - Parte 1
Agora, com este vídeo que encontrei na net, cantar com Maria e por Maria, Senhora e Mãe.


Para saber mais sobre o fenómeno que aconteceu hoje em Fátima, pesquise no Google ou nos jornais on-line, também em TV Fátima ou canais nacionais RTP, SIC, TVI

07 maio 2011

Beatificação de João Paulo II

Amigos, paz e bem! Passada uma semana, e com muitas horas de dedicaçao, partindo das imagens da Tv Vaticana, consegui fazer este clip de vídeo em HD com os momentos marcantes da Beatificação de João Paulo II.
Aqui fica a partilha em atitude de profunda Veneração, devoção e homenagem.
Totus Tuus, Maria. Beato João Paulo II, rogai por nós!
(desativar a música de fundo do blog) 

Versão integral de 4h15 em http://www.youtube.com/user/GiovanniPaoloII#p/u/3/aP6smzC-P6k

01 maio 2011

João Paulo II, Beato. Laus Deo

HOJE JOÃO PAULO II É BEATIFICADO. LAUS DEO!

Como forma de manifestar a minha alegria por ver chegar este dia e esperando o dia da Canonização, partilho dois vídeos sobre Ele. Como Ele quero dizer: "Totus Tuus, Maria!"

John Paul II, WE LOVE YOU



Abba, Pater (J. P. II canta)


AVISO LEGAL – Procurarei fazer, neste blog, uma utilização cautelosa de textos, imagens, sons e outros dados, respeitando os direitos autoriais dos mesmos. Sempre que a legislação exigir, ou reclamados os referidos direitos de autor, procurarei prontamente respeitá-los, corrigindo informação ou retirando os mesmos do blog

 
© 2009 | RETALHOS 2 | Por Templates para Você