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26 julho 2011

Companheiro... (Maria Eugênia)

Esta noite, das poucas vezes que passei pelo canal SIC deparei-me com uma novela. Passaria adiante para outro canal se a música não me prendesse de imediato. Parecia que eu já a conhecia, mas não, não conhecia mas o som da viola, e voz de quem canta e a letra inundaram de paz. É esta música com o nome "Companheiro",  música de abertura da novela Araguaia. Gostei, como dizem no Brasil, amei. E procurei a mesma para a partihar. É mais um retalho aqui presente. Espero que gostem tanto como eu. 


22 julho 2011

Anoitece... na oração














Mais um dia encontra o seu fim
E com ele vem o frio, a noite escura.
Mas sei que Deus vela do alto por mim,
E minha alma em seu olhar está segura.

E este dia teve o sol radiante e belo
Que à irmã terra deu vida e beleza.
Cabe ao Homem não descurar o seu zelo
Pelas graças recebidas da mãe natureza.

No caminho homens e mulheres por mim passaram
Olhares e palavras, silêncios e cumprimentos.
Quantas amizades verdadeiras se abraçaram,
Deixando à noite o recordar tais sentimentos.

Em tantos minutos deste dia a solidão
De tantos corações sós e abandonados.
E quantos foram os que estenderam sua mão
Sendo assim olhares novos esperançados.

E do alto certamente um Deus sorri,
Pois seus filhos são ainda sinal de amor.
E em cada passo mais apertado que corri
Certeza tenho que foi passo do Senhor.

É ao Senhor que o mundo inteiro trago,
Nesta noite linda e fria, noite estrelada.
Qual presente trazido por um Mago
Àquele que Sua Vida, a nós, é ofertada.

E aos homens e mulheres do amanhã,
Concede, ó Deus, bênção e paz.
Que todos possamos trabalhar com afã
Cumpridores da vontade que Te apraz.

E a ti, ó Pai, mil graças elevo
Pois na oração o quero terminar.
E minha alma recorda que tudo devo
Ao meu Deus a quem tanto devo amar.

Frei Albertino S. Rodrigues O.F.M.

08 julho 2011

M.ª José N. Pinto. Testemunho de Vida e Fé

Aqui quero deixar o testemunho publicado no Diário de Notícias enviado pela sua autora dois dias antes de partir da Deus. É um verdadeiro testemunho de quem viveu e morreu em Deus.
Nada me faltará
por MARIA JOSÉ NOGUEIRA PINTO       
Acho que descobri a política - como amor da cidade e do seu bem - em casa. Nasci numa família com convicções políticas, com sentido do amor e do serviço de Deus e da Pátria. O meu Avô, Eduardo Pinto da Cunha, adolescente, foi combatente monárquico e depois emigrado, com a família, por causa disso. O meu Pai, Luís, era um patriota que adorava a África portuguesa e aí passava as férias a visitar os filiados do LAG. A minha Mãe, Maria José, lia-nos a mim e às minhas irmãs a Mensagem de Pessoa, quando eu tinha sete anos. A minha Tia e madrinha, a Tia Mimi, quando a guerra de África começou, ofereceu-se para acompanhar pelos sítios mais recônditos de Angola, em teco-tecos, os jornalistas estrangeiros. Aprendi, desde cedo, o dever de não ignorar o que via, ouvia e lia.
Aos dezassete anos, no primeiro ano da Faculdade, furei uma greve associativa. Fi-lo mais por rebeldia contra uma ordem imposta arbitrariamente (mesmo que alternativa) que por qualquer outra coisa. Foi por isso que conheci o Jaime e mudámos as nossas vidas, ficando sempre juntos. Fizemos desde então uma família, com os nossos filhos - o Eduardo, a Catarina, a Teresinha - e com os filhos deles. Há quase quarenta anos.
Procurei, procurámos, sempre viver de acordo com os princípios que tinham a ver com valores ditos tradicionais - Deus e a Pátria -, mas também com a justiça e com a solidariedade em que sempre acreditei e acredito. Tenho tentado deles dar testemunho na vida política e no serviço público. Sem transigências, sem abdicações, sem meter no bolso ideias e convicções.
Convicções que partem de uma fé profunda no amor de Cristo, que sempre nos diz - como repetiu João Paulo II - "não tenhais medo". Graças a Deus nunca tive medo. Nem das fugas, nem dos exílios, nem da perseguição, nem da incerteza. Nem da vida, nem na morte. Suportei as rodas baixas da fortuna, partilhei a humilhação da diáspora dos portugueses de África, conheci o exílio no Brasil e em Espanha. Aprendi a levar a pátria na sola dos sapatos.
Como no salmo, o Senhor foi sempre o meu pastor e por isso nada me faltou -mesmo quando faltava tudo.
Regressada a Portugal, concluí o meu curso e iniciei uma actividade profissional em que procurei sempre servir o Estado e a comunidade com lealdade e com coerência.
Gostei de trabalhar no serviço público, quer em funções de aconselhamento ou assessoria quer como responsável de grandes organizações. Procurei fazer o melhor pelas instituições e pelos que nelas trabalhavam, cuidando dos que por elas eram assistidos. Nunca critérios do sectarismo político moveram ou influenciaram os meus juízos na escolha de colaboradores ou na sua avaliação.
Combatendo ideias e políticas que considerei erradas ou nocivas para o bem comum, sempre respeitei, como pessoas, os seus defensores por convicção, os meus adversários.
A política activa, partidária, também foi importante para mim. Vivi--a com racionalidade, mas também com emoção e até com paixão. Tentei subordiná-la a valores e crenças superiores. E seguir regras éticas também nos meios. Fui deputada, líder parlamentar e vereadora por Lisboa pelo CDS-PP, e depois eleita por duas vezes deputada independente nas listas do PSD.
Também aqui servi o melhor que soube e pude. Bati-me por causas cívicas, umas vitoriosas, outras derrotadas, desde a defesa da unidade do país contra regionalismos centrífugos, até à defesa da vida e dos mais fracos entre os fracos. Foi em nome deles e das causas em que acredito que, além do combate político directo na representação popular, intervim com regularidade na televisão, rádio, jornais, como aqui no DN.
Nas fraquezas e limites da condição humana, tentei travar esse bom combate de que fala o apóstolo Paulo. E guardei a Fé.
Tem sido bom viver estes tempos felizes e difíceis, porque uma vida boa não é uma boa vida. Estou agora num combate mais pessoal, contra um inimigo subtil, silencioso, traiçoeiro. Neste combate conto com a ciência dos homens e com a graça de Deus, Pai de nós todos, para não ter medo. E também com a família e com os amigos. Esperando o pior, mas confiando no melhor.
Seja qual for o desfecho, como o Senhor é meu pastor, nada me faltará.
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Este foi o comentário que deixei no site do DN

Não é muito meu costume fazer comentários contudo, face ao testemunho de M.ª José N. Pinto, aqui o quero fazer hoje.
Ignorando a vã ignorância de quem em nada crê, creio que nem em si mesmo para ter a hombridade de respeitar quem partiu e daqui se faz memória, li e reli alguns comentários de quem com M.ª José viveu ao nível familiar, amizade, profissionalismo e FÉ. Para mim o texto desta SENHORA é profundamente de alguém que soube viver, servir e esperar o DIA DO SENHOR, o Bom Pastor. Celebrou e viveu a sua FÉ até ao fim, na confiança total em Deus e tenho certeza que, como dizia João Paulo II, lá da Janela da Casa do Pai ela sorri e aponta para o alto. Combateu o combate da Fé e VIVE agora em Deus. O Bom Pastor e Maria Mãe a recebam. Rezo

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