Retalhos Bem-vindo! Retalhos Willkommen! Retalhos Bienvenido! Retalhos Bienvenue! Retalhos Benvenuti! Retalhos Welcome! Retalhos 歡迎! Retalhos Καλως ηλθατε! Retalhos Добро пожаловать! Retalhos!مرحبا Retalhos

Senhor! Fazei-me instrumento da vossa paz!

VÍDEOS: Para visualizar e ouvir os vídeos deverá dasativar a música de fundo no painel aqui do lado esquerdo

29 agosto 2012

Varatojo: "Narrar para viver a alegria da Fé"

PAZ E BEM!
Varatojo: Páteo da nogueira e torre sineira
Problemas técnicos resolvidos aqui estamos para começar a partilhar, aos poucos para que se possa refletir, as vivências do Retiro anual.
"Contar, narrar para viver a alegria da Fé..."
 
Como já referi o tema central do retiro, feito no magnífico e Real Convento de Varatojo, retiro voltado para os irmãos em formação inicial, da Província de Portugal, da Custódia de Moçambique e da Fundação Franciscana de Timor Leste.  
A estes irmãos nos juntámos alguns irmãos mais velhos para parar e reiniciar caminhada com Deus e com a Fraternidade.
 
Orientou este Retiro o nosso irmão Frei Hermínio Araújo, atual Guardião do Convento de S. José em Lisboa.
 
"Contar, narrar para viver a alegria da Fé..."
A Fé e o que ela significa para nós é o ponto de partida e de chegada que se pretende viver nestes dias, tendo também como horizonte o facto de estarmos a viver o ANO DA FÉ, proclamado pelo Papa Bento XVI.
 
Neste retiro, e porque estamos entre irmãos franciscanos, olharemos a Fé em perspetiva franciscana e da alegria da Fé, forma como Francisco de Assis a viveu e a propôs/propõe aos irmãos. Desta forma o retiro abordará este tema numa perspetiva teológico/franciscana não fosse a Fé uma virtude teologal tão enraizada em Francisco e na Ordem Franciscana.
 
Gabriel Garcia Marquez, prémio nóbel da literatura em 1982, no seu livro ‘Viver para contar’ refere que “a vida não é a que cada um viveu mas o que recorda e como recorda para contá-la…”. Parafraseando este autor poderíamos nós escrever “contá-la para viver”. É nesta ideia que, o orientador do retiro, irá centrar a sua partilha e reflexão. Contar a vida para melhor a poder viver, narrar a vida de tantos e tantas que ao longo de séculos viveram uma Fé na gratuidade. Chama-se a atenção, acerca disso, para a atitude de Josué, na primeira leitura de hoje (XXI Domingo Comum – Jos 24, 1-2a. 15-17. 18b), no credo por ele proclamado “Eu e a minha família serviremos o Senhor” e que leva a que o Povo tenha por resposta: “também nós queremos servir o Senhor, porque Ele é o nosso Deus”. Uma tal atitude só é possível não a partir de dogmas ou leis mesquinhas mas de uma íntima relação de Deus com o Povo e do Povo com Deus.
 
É a isto que os Teólogos chamam de Teologia Narrativa, Teologia que se faz a partir de narrativas.
 
Assim os temas propostos para cada dia são:
 
1.      ONDE ESTAMOS NESTE CONTAR/NARRAR: na Igreja face às questões autênticas da Fé, ao celebrarmos os 50 anos da abertura do Concílio Vaticano II. Como se posiciona a Ordem Franciscana face às sequências dos documentos do Concílio?
 
2.      CARATERIZAR A EXPERIÊNCIA ESPIRITUAL: notar que nem sempre isto é o mesmo que espiritualidade mas sim termos consciência de quem somos, quem sou eu comigo mesmo, com os outros e com Deus.
Nesta ordem de reflexão falaremos de S. Gregório de Nissa, Sto Agostinho e S. Boaventura.
 
3.      EXPERIÊNCIA ESPIRITUAL CRISTÃ: o que carateriza e é específico da minha relação com Deus e de Deus comigo.
 
4.      ALEGRIA DA FÉ, como resposta ao refletido no tema anterior.
 
5.      RECONHECIMENTO E GRATIDÃO. O simples “quero dizer-te OBRIGADO”, tema tão querido a Francisco e Clara de Assis que terminam a sua vida nesta terra louvando o Criador, como podemos ver em textos como o Cântico das Criaturas (do Sol), os Louvores de Deus e a célebre expressão de Clara ao sentir a irmã morte chegar: “Louvado sejas, meu Senhor, porque me criaste”.
 
Na sexta-feira teremos celebração de Tomadas de Hábito e entrada no Noviciado e Sábado Profissões e Renovações de votos, ambos de irmãos de Portugal, Moçambique e Timor Leste.
 
Estes serão os temas refletidos pela manhã, de forma mais clássica ao jeito de conferência. Da parte da tarde a dinâmica será outra, mais de abertura a diversas expressões de Fé pela música e a poesia que se +pretende venha a gerar uma enorme partilha de sentimentos entre os irmãos.
Pretende-se, desta forma, levar-nos a criar em nós um caminho de Fé que possamos viver para narrar e narrar para viver.
 



22 agosto 2012

Maria: Senhora e Rainha

Paz e bem e continuação de boas férias para todos.

Recebi esta partilha em "comentários" e, embora já tenham passado o dia, enriqueci-me nesta noite com este "Retalho" que Xana nos envia.
Assim, e porque falar de Maria como modelo de Fé nunca é demais, aqui fica publicado em promeira linha para gaudium de Deus e nosso.
Abraço a todos...

"MARIA, modelo de Fé, vai à minha, à nossa frente, «Rainha – Mãe»,
Mãe de Jesus que a Ela nos confiou como também nossa Mãe…
Gosto muito dela, como se ama muito uma Mãe…
Ela também gosta de mim, de nós, como a mãe que gosta e ama os filhos. Ela é nossa intercessora e medianeira de todas as graças. Por Ela a Jesus!
Fé no Filho, devoção à Mãe…Festejamo-la com todos os títulos de Amor que a devoção da Igreja lhe foi conferindo:
Os títulos das invocações da Ladainha de Nossa Senhora, e tantos outros mais: Mãe de Deus, porta do Céu, auxílio dos cristãos, Rainha de todos os Santos, saúde dos doentes, refugio dos pecadores, …
Maria é a expressão da nossa esperança, baseada na Fé que vivemos com o Senhor, como criaturas de corpo e alma…
Maria, do Evangelho está muito próxima de nós, percorreu um caminho de fé às vezes obscuro e cansativo, não entendeu tudo, não entendeu imediatamente…
O desígnio de Deus sobre Ela e sobre o seu Filho permaneceu, também para ela misterioso e velado até ao momento em que chegou a luz da Páscoa…Por isso hoje celebramos a festa daquela que nunca foi derrotada pela morte…
Como o seu Filho, Maria não procurou fugir à condição humana, não pediu a Deus descontos, privilégios, milagres…
Ela olhou com os olhos de Deus para a realidade deste mundo e transformou cada situação de morte numa oportunidade de crescimento e de maturação no AMOR, …até ao dia em que foi transferida para o Mundo Novo no qual seu Filho foi o primeiro a entrar…
Grandes coisas fez nela o Senhor da Vida…O mundo é um campo de batalha em que se enfrentam as forças da Vida e da morte.
É fácil verificar que em muitos casos, as últimas levam a melhor: os ódios, a solidão, o abandono, as traições, as injustiças sociais e económicas, o medo, as doenças são todos pontos a favor da morte.
Mas há um momento em que a morte se manifesta em todo o se enorme poder: quando põe fim aos nossos dias sobre a terra.
E Deus que nos criou para a Vida o que Faz?
Assiste impassível à nossa derrota?
A resposta a esta interrogação angustiante é dada hoje em Maria, a Mulher na qual a Vida celebra o seu triunfo….
Também o Canto que Lucas pôs na boca de Maria é um hino de graças ao Senhor pelas maravilhas de vida que Ele operou:
Tornou fecundo o ventre de uma Virgem e escancarou todos os sepulcros, os de Cristo e de Maria e também os nossos…
PAZ e BEM e continuação de boas férias!

Xana

11 agosto 2012

Clara de Assis: Oito Séculos


Celebramos a Solenidade de Santa Clara de Assis
"Louvado sejas, Senhor, por me haverdes criado..."
Assim exclamou Santa Clara dirigindo-se ao autor de todas as coisas, o Senhor por quem ela se apaixonou, o Deus de quem recebeu graça e bênção para levar a bom termo o rosto feminino da Vida e Vocação Franciscana.
Louvar é atitude de quem tudo confia ao Senhor e de quem tudo reconhece ser SEU...
Por isso de Clara nos fica o desafio de, vivendo no claustro, escutar verdadeiramente a voz de Deus e responder de acordo com o seu chamamento. A vida contemplativa jamais pode ser, na vocação franciscana, um enclausuramento puro e simples da pessoa humana, é outro sim olhar o claustro como o espaço da contemplação que me leva à acção. "O meu claustro é o mundo" dizia Francisco de Assis. E foi esta a vocação sentida por Clara há 8 séculos e que teimou seguir, contingências da sociedade e da Igreja que não permitia, ao tempo, que as virgens consagradas ao Senhor vivessem fora do ambiente do claustro fechado. Mas Clara, respeitando a sociedade e a Igreja de então, não deixou de querer identificar-se com o seu irmão Menor, Francisco, e seus primeiros companheiros. O claustro de Clara é o da dignidade da pessoa, do respeito pelo outro sobretudo os que mais precisam. As Damianitas, ou Senhoras Pobres de S. Damião, viviam da oração/contemplação e dela ganhavam forças para a acção junto dos mais necessitados que batiam à porta do conventinho a pedir ajuda "por amor de Deus". E se Francisco, com um tal pedido por amor, nunca o recusava, Clara segue-lhe as pisadas com fidelidade.
E para ela também o claustro era o mundo, quantas vezes ela e suas irmãs sairam do conventinho para pedir esmola junto dos irmãos e companheiros de Francisco.
As forças que lhe vinham da Oração, contemplação e acção levam-na a defender a Fé, mesmo doente confia tudo ao Senhor, leva-O solenemente em Custódia para que os Sarracenos que atacavam Assis e o Conventinho se pusessem em fuga, e rezam as crónicas que assim aconteceu.
Defender a Fé leva-a a defender também o verdadeiro DOM a que Deus a havia chamado, a ser DIFERENTE das vírgens consagradas do seu tempo. Ela não era mais uma, ela queria ser como Francisco, ela é Menor entre os Irmãos Menores, ela é Mulher, Mãe, Irmã e Mestra mas dentro da Menoridade e da fidelidade ao projecto testemunhado e vivido por Francisco. Viver em Igreja e ser Igreja, para ela, só fazia sentido se ela pudesse ser como os Irmãos Menores. É por isso que luta até ao leito da Irmã Morte corporal pela aprovação da Regra das Irmãs de S. Damião que ao longo dos séculos de Clara recebem o nome de Clarissas. E o Senhor Papa aprovou a Regra que, colada ao espírito da dos Irmãos Menores, pretendia ser a resposta clarividente do que Deus a chamava a ser.
Ao longo dos séculos muitas alterações se fizeram sentir na Ordem de Santa Clara, muitas Regras foram impostas às Irmãs mas o espírito da Fraternidade, da Oração e contemplação e da acção junto e em prol dos outros permanece viva e cada vez mais pertinente.
Neste dia em que celebramos Clara de Assis, uma homenagem a todas as Irmãs Clarissas de todo o mundo por manterem vivo, no claustro do mundo ou do mosteiro, esta chama tão clara que continuará a iluminar a sociedade e a Igreja.
Deixo o linck que vos levará à Carta que o Ministro Geral da Ordem Franciscana enviou a todas as Irmãs Clarissas por ocasião desta tão grande Solenidade.
Que Clara de Assis nos abençoe...

02 agosto 2012

Perdão de Assis

Certa noite do mês de Julho de 1216, como acontecia em tantas outras noites, na silenciosa solidão da pequena Igreja da Porciúncula, São Francisco ajoelhado, estava profundamente mergulhado nas suas orações, quando de súbito, uma luz vivíssima e fulgurante encheu todo o recinto e no meio dela, apareceu Jesus ao lado da Virgem Maria sorridente, sentados num trono e circundados por diversos Anjos.
Jesus perguntou-lhe:“Qual o melhor auxílio que desejarias receber, para conseguir a salvação eterna da Humanidade?”
Sem hesitar Francisco respondeu: “Senhor Jesus, peço-Vos que, a todos os arrependidos e confessados, que visitarem esta Igreja, lhes concedais um amplo e generoso perdão, uma completa remissão de todas as suas culpas.”
“O que pedes Francisco, é um benefício muito grande,”disse-lhe o Senhor, “muito embora sejas digno e merecedor de muitas coisas. Assim, acolho o teu pedido, com uma condição, deverás solicitar essa indulgência ao meu Vigário na Terra.”
No dia seguinte, bem cedinho, Francisco acompanhado de Frei Masseu, seguiu para Perúgia, a fim de se encontrar com o Papa Honório III. Chegando disse-lhe:“Santo Padre, há algum tempo, com o auxílio de Deus, restaurei uma Igreja em honra a Santa Maria dos Anjos. Venho pedir a Vossa Santidade que concedais, nesta Igreja uma indulgência a quantos a visitarem, sem a obrigação de oferecerem qualquer coisa em pagamento (naquela época, toda indulgência concedida a uma pessoa, estava ligada à obrigação dessa pessoa fazer uma oferta), a partir do dia da dedicação da mesma.”

O Papa ficou surpreendido e comoveu-se com o tal pedido. Depois perguntou: “Por quantos anos pedes esta indulgência?”

“Santo Padre, não peço anos, mas penso em muitos homens e mulheres que precisam sentir o perdão de Deus”, respondeu Francisco.

“Que pretendes, em concreto, dizer com isto?” retorquiu o Papa.

“Se aprouver a Vossa Santidade, gostava que todas as pessoas que venham a visitar a Porciúncula, contritos de seus pecados, em “estado de graça”, confessado e tendo recebido a absolvição sacramental, obtenham a remissão de todos os seus pecados, na pena e na culpa, no Céu e na Terra, desde o dia de seu baptismo até ao dia em que entre na Porciúncula.”

“Mas não é um costume a Cúria Romana conceder tal indulgência!"
“Senhor, disse o “Poverello”, este pedido não o faço por mim, mas por ordem de Cristo, da parte de quem estou aqui.”

Ouvindo isto o Papa cheio de amor repetiu três vezes:“Em nome de Deus, Francisco, concedo-te a indulgência que em nome de Cristo me pedes.”

Tendo alguns Cardeais, ali presentes, manifestado algum desacordo, o Papa reafirmou: “Já concedi a indulgência. Todo aquele que entrar na Igreja de Santa Maria dos Anjos da Porciúncula, sinceramente arrependido das suas faltas e confessado, seja absolvido de toda pena e de toda culpa. Esta indulgência valerá somente durante um dia, em cada ano, “in perpetuo”, desde as primeiras vésperas, incluída a noite, até às vésperas do dia seguinte.”

A “consagração” da Igrejinha aconteceu no dia 2 de Agosto do mesmo ano de 1216.

A Indulgência da Porciúncula somente era concedida a quem visitasse a Igreja de Santa Maria dos Anjos, entre a tarde do dia 1 Agosto e o pôr-do-sol do dia 2 Agosto. Em 9 de Julho de 1910, o Papa Pio X concedeu autorização aos Bispos de todo o mundo, só naquele ano de 1910, para que designassem qualquer Igreja Pública das suas Dioceses, a fim de que também nelas, as pessoas recebessem a Indulgência da Porciúncula. (Acta Apostolicae Sedis, II, 1910, 443 sq.; Acta Ord. Frat. Min., XXIX, 1910, 226). Este privilégio foi renovado por um tempo indefinido por decreto da Sagrada Congregação de Indulgências, em 26 março de 1911 (Acta Apostolicae Sedis, III, 1911, 233-4). Significa que, atualmente, qualquer Igreja Católica de qualquer país, tem o benefício da Indulgência que São Francisco conseguiu de Jesus para toda humanidade. Assim ganharão a Indulgência, todas as pessoas que estando em "estado de graça", visitarem uma Igreja nos dias mencionados, rezarem um Credo, um Pai-Nosso e um Glória, suplicando ao Criador o benefício da indulgência, e rezando também, um Pai-Nosso, uma Ave-Maria e um Glória, pelas intenções do Santo Padre. Poderão utilizar a Indulgência em seu próprio benefício, ou em favor de pessoas falecidas ou daquelas que necessitam de serem ajudadas na conversão do coração.

Por outro lado, a Indulgência é "toties quoties", quer dizer, pode ser recebida tantas vezes quantas a pessoa desejar, isto é, em cada ano, fazendo visitas a diversas Igrejas das 12 horas do dia 1 de Agosto até o entardecer do dia 2 de Agosto.
Com o passar dos séculos a forma de lucrar esta indulgência sofreu muitas mudanças, alargando a todos os dias para a Igreja da Porciúncula. Esta disposição foi fixada pelo Papa Paulo VI na carta apostólica “Sacrosancta Portiunculae ecclesia” de 14 de Julho 1966. Portanto a Indulgência Plenária na Porciúncula se pode obter todos os dias com as condições já referidas.

Se desejar meditar na Homilia, do Ministro Geral O.F.M., para este dia, encontra-a no sítio da O.F.M.http://www.ofm.org/

(Adaptação de vários textos retirados da net)

AVISO LEGAL – Procurarei fazer, neste blog, uma utilização cautelosa de textos, imagens, sons e outros dados, respeitando os direitos autoriais dos mesmos. Sempre que a legislação exigir, ou reclamados os referidos direitos de autor, procurarei prontamente respeitá-los, corrigindo informação ou retirando os mesmos do blog

 
© 2009 | RETALHOS 2 | Por Templates para Você