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SANTA E FELIZ PÁSCOA!

VÍDEOS: Para visualizar e ouvir os vídeos deverá dasativar a música de fundo no painel aqui do lado esquerdo

12 setembro 2012

Franciscano: 25 anos com Francisco

Amigos, paz e bem!
CELEBRO HOJE 25 ANOS DE CONSAGRAÇÃO NA ORDEM FRANCISCANA.
Para marcar este acontecimento importante da minha Vida e Vocação criei este pequeno vídeo.
(desativar a música de fundo na barra lateral esquerda)
Neste dia agradeço muito aos meus pais e familiares, aos meus amigos e a quem comigo caminha, aos meus irmãos na Ordem Franciscana, mormente os que foram Irmãos, a todos os que rezam por mim, mesmo que disso eu não tenha conhecimento.
Desde já agradeço a vossa amizade e por todos rezarei ao Francisco e Clara de Assis, bem como a St. António de Lisboa.
Que o Senhor vos abençoe...

08 setembro 2012

Varatojo: A alegria da Fé


Varatojo: Símbolos da Profissão
(O texto que se segue é longo porque procurei fundamentá-lo com os documentos referidos pelo orientador do retiro, Frei Hermínio. Este texto é a minha releitura do que foi dito, não é a palavra "ipsis verbis" escutada. Do que a seguir publico assumo total responsabilidade face a qualquer má interpretação que eu possa ter feito das palavras do orientador)

1º Encontro:
A FÉ: ONDE ESTAMOS NESTE CONTAR/NARRAR?

Iniciamos esta reflexão trazendo à memória o texto do Deuteronómio, 26, 5-10:

Proclamarás, então, em voz alta, diante do Senhor, teu Deus: ‘Meu pai era um arameu errante: desceu ao Egipto com um pequeno número e ali viveu como estrangeiro, mas depois tornou-se um povo forte e numeroso. Então os egípcios maltrataram-nos, oprimindo-nos e impondo-nos dura escravidão. Clamámos ao Senhor, Deus de nossos pais, e o Senhor ouviu o nosso clamor, viu a nossa humilhação, os nossos trabalhos e a nossa angústia, e tirou-nos do Egipto, com sua mão forte e seu braço estendido, com grandes milagres, sinais e prodígios. Introduziu-nos nesta região e deu-nos esta terra, terra onde corre leite e mel. Por isso, aqui trago agora os primeiros frutos da terra que me deste, Senhor!’Depois, colocarás isso diante do Senhor, teu Deus, e prostrar-te-ás diante do Senhor, teu Deus” (Dt 26, 5-10).

Podemos dizer que este texto se trata do primeiro Credo histórico de Israel onde o Povo reconhece os feitos salvíficos do Senhor através da história. É o que se pode chamar de um Credo relato, narrativa de acontecimentos salvíficos. É uma das primeiras fontes da chamada Teologia narrativa, feitos, factos, acontecimentos…

Esta é a fonte e origem da proclamação da Fé de Israel. Este texto ajuda-nos a entender o que é a Teologia narrativa.

“A vida não é o que cada um viveu mas o que recorda e como o recorda para conta-la” (Gabriel Garcia Marques)

VIVER PARA CONTÁ-LA, CONTÁ-LA PARA VIVER.

Perguntamos então a nós mesmos, onde estamos? Onde estou?

No Credo nós dizemos “CREIO” e este Credo deve ser uma experiência INDIVIDUAL mas não INDIVIDUALISTA, é proclamado na Comunidade e não de forma individualista, ainda que seja proclamado por cada indivíduo, mas em comunhão com todos os que professam o mesmo “CRER”.

O mesmo se refere quando noutra versão do Credo o sacerdote Pergunta “credes” ou “renunciais”, a pergunta é feita à Comunidade reunida mas a resposta é sempre pessoal, é experiência do Amor de Deus em cada um que afirma “sim creio”, “sim renuncio”.

Esta experiência de relação íntima com Deus e a forma como a manifestamos ou professamos, narrando-a, contando-a é que tornou possível uma área da Teologia que se designa por “narrativa”.

Mas então o que é a Teologia narrativa?

A teologia narrativa é aquela que narra os acontecimentos da história de Deus com o Homem e vice-versa. Não se trata apenas de tecer considerações ou teses sobre Deus ou sobre a Religião mas sim de narrar, contar os acontecimentos marcantes e os seus respetivos significados nesta relação de amor entre Deus e a Humanidade.

A Sagrada Escritura está repleta de testemunhos destes, desde os mitos da criação até aos acontecimentos com Jesus e mesmo com as primeiras comunidades cristãs.

Mas uma das formas mais claras desta forma de teologia encontramo-la no Antigo Testamento, na forma como o Povo de Israel, Povo eleito de Deus, vai falando, recontando os acontecimentos da Babilónia e em seguida o significado de tais acontecimentos, não apenas como mera história de factos mas como uma história de factos à luz da fé.

O livro do Deutoronómio, capítulo 26 é disso um enorme exemplo do qual transcrevemos um excerto: Proclamarás, então, em voz alta, diante do Senhor, teu Deus: ‘Meu pai era um arameu errante: desceu ao Egipto com um pequeno número e ali viveu como estrangeiro, mas depois tornou-se um povo forte e numeroso. Então os egípcios maltrataram-nos, oprimindo-nos e impondo-nos dura escravidão. Clamámos ao Senhor, Deus de nossos pais, e o Senhor ouviu o nosso clamor, viu a nossa humilhação, os nossos trabalhos e a nossa angústia, e tirou-nos do Egipto, com sua mão forte e seu braço estendido, com grandes milagres, sinais e prodígios. Introduziu-nos nesta região e deu-nos esta terra, terra onde corre leite e mel…” (Dt 26, 5+).

O Concílio vaticano II abre-nos a esta forma de teologia e procura realçar o significado da mesma e do que ela narra.

Bruno Forte, no seu livro “Breve introdução à fé”, faz um comentário ao Símbolo dos Apóstolos (Credo) começando por dizer que é “falar de Deus narrando o Amor, constitui um sinal breve e denso, que evoca a história trinitária do Deus único, no Qual acreditamos, e nos induz a saboreá-l’O nas nossas humildes histórias de cada dia”.

Ainda sobre este narrar o Amor voltemos ao Credo. Existem vários textos do credo. Os mais antigos e conhecidos são o “Símbolo dos Apóstolos”, usado para a profissão de fé, antes do baptismo, na Igreja de Roma,  e o “Símbolo niceno-constantinopolitano”, que dizemos normalmente nas nossas missas dominicais e é fruto dos Concílios de Niceia e de Constantinopola, do século IV. O credo apresenta-se em três partes interligadas, referindo-se cada uma delas a Deus Pai, Filho e Espírito Santo, respectivamente, como recorda P. Jorge Guarda num seu artigo intitulado “Esta é a nossa fé”.

S. Gregório de Nissa (Cesareia, Capadócia:330 -395): Teólogo, místico e escritor, faz uma síntese narrativa da vida de Moisés (Cf. http://www.ecclesia.com.br/biblioteca/pais_da_igreja/sobre_a_vida_de_moises.html), onde nos mostra – a propósito da T. Narrativa – que esta vida é uma experiência espiritual marcada sempre pelo querer mais e mais, como Moisés. É uma caminhada que nunca está completa e da qual nunca estamos satisfeitos.

Podemos dizer que as confissões de Santo Agostinho vão nesta mesma espetativa. Santo Agostinho vai narrando a sua experiência com Deus e a forma como Deus interveio na sua história dando sentido e significado a cada facto narrado e confessado. Por isto mesmo se pode aformar que estas confissões formam uma espécie de auto biografia de si mesmo na sua relação com Deus.

Teresa de Ávila faz o mesmo no seu livro da vida, Teresa de Lisieux da mesma forma, o Beato João XXIII no seu livro “Diário de uma alma” faz o mesmo caminho e auto biografia espiritual, Papa este que convocou o Concílio há 50 anos, e que foi professo da Ordem Terceira de S. Francisco (OFS) catorze anos. Vale a pena ler a última parte deste documento, sobretudo neste ANO DA FÉ.

Não sendo propriamente como os que antes referimos, cabe aqui também fazer realce de S. Boaventura, Franciscano, Doutor da Igreja e a sua grande Obra “Itinerário da mente para Deus”, onde Boaventura que seguiu o Poverello de Assis no Generalato da Ordem, faz uma narrativa (itinerário), a partir da experiência de S. francisco de Assis no Monte Alverne e a estigmatização ali alcançada da parte de Cristo ao Pobre de Assis, ao mesmo tempo que Boaventura narra a sua própria experi~encia ali no Alverne, lugar tão especial e onde se crê ter escrito tal Obra única e rica de simbologia espiritual/narrativa. Não sendo uma Obra da Teologia narrativa pode ser lida nessa perspetiva complementando-se ainda com a Legenda maior e a Legenda menor (Fontes Franciscanas) do mesmo autor.

Assim, podemos apresentar a Teologia Narrativa como aquela que narra o que me aconteceu, o sentido dos factos acontecidos e ao mesmo tempo o significado que eu mesmo lhes dou.

Bento XVI, na sua Carta Apostólica “porta Fidei”, convoca para o ANO DA FÉ (Cf. http://www.vatican.va/holy_father/benedict_xvi/motu_proprio/documents/hf_ben-xvi_motu-proprio_20111011_porta-fidei_po.html).

No n.º 7 o Papa faz como que um resumo do que se pretende refletir ao longo deste ano. Realçamos um trecho: “Com efeito, a fé cresce quando é vivida como experiência de um amor recebido e é comunicada como experiência de graça e de alegria. A fé torna-nos fecundos, porque alarga o coração com a esperança e permite oferecer um testemunho que é capaz de gerar: de facto, abre o coração e a mente dos ouvintes para acolherem o convite do Senhor a aderir à sua Palavra a fim de se tornarem seus discípulos.”

Nesta mesma linha podemos referir a Fé do povo hebreu da forma como no-la relata S. Paulo aos Hebreus no capítulo 11.

“Só o Amor é digno de Fé”, diria U. V. baltazar. É importante realçar nestas reflexões a ALEGRIA DA FÉ.


Desta história nos fica uma grande reflexão sobre a forma como os ritos e rituais, que se vão prolongando no tempo, nos podem afastar do essencial e do mais importante na nossa vida e sobretudo na nossa vida de fé.

O Concílio Vaticano II procurou mudar estes ritualismos da história que tantas vezes nos afastam de Deus, dar-lhes um hagir e um significado mais autêntico e em moldes de nova evangelização, e centrar a nossa vida com uma fé mais profunda no Deus Amor.

É curioso que, já a pensar nisto, o bom Beato João XIII, no Concílio (Cf. Documento formal de convocatória), mede com uma régua uma folha de papel e diz: “15 cm de condenações e apenas dois de louvor. É esta a forma que queremos continuar a viver em Igreja na nossa relação com o mundo?” (Cf. Documento supra, de Anselmo Borges).

Gatos presos levam à estagnação e a não abrir os olhos à fé, à esperança e ao amor, tema que Bento XVI tanto tem trazido à nossa reflexão. “A Igreja está-se a habituar a relacionar-se com outras verdades e as verdades dos outros”, (Discurso do Papa no centro Cultural de Belém – Lisboa – em maio de 2011 – Cf. http://companhiadosfilosofos.blogspot.pt/2010/05/discurso-do-papa-bento-xvi-centro.html).

Com o Vaticano II a Igreja vai concluindo que mais do que uma Religião, o Cristianismo é uma experiência de Fé.

Na Ordem Franciscana (OFM), o Capítulo Geral de 1967 foi praticamente sobre as Constituições Gerais da Ordem para as adaptar às normativas Conciliares e de tentar voltar às fontes.

Em 1973, no Capítulo Geral de Madrid – o 2.º pós Concílio – apresenta um documento sobre a identidade da Ordem como experiência de Fé: “A vocação da Ordem nos dias de hoje”, n.º 5 (Cf. http://www.ofm.org/01docum/cammino/CamminoPOR.pdf) refere que: “Ao centro da vida franciscana encontra-se a experiência de fé em Deus no encontro pessoal com Jesus Cristo. É o que atestam os escritos de Francisco e outros textos. Sob qualquer aspecto que se aborde (oração, fraternidade, pobreza, presença no meio dos homens), todo o projeto evangélico remete-nos continuamente para a fé. As recomendações incessantes da Regra sobre a busca de Deus e a sua primazia absoluta e única na vida dos frades, sobre a adoração e o amor que Lhe são devidos, sobre o seguir as pisadas de Cristo e sobre a vida segundo o Evangelho, sobre a abertura ao sopro soberanamente livre do Espírito ou sobre a oração prioritária e incessante; as motivações evangélicas propostas a todos os comportamentos dos frades (contemplação, jejum, oração, vestuário, pobreza, trabalho, mendicidade, alimentação) mostram que na base duma tal vida existe uma experiência única da fé num Deus que é Amor.”

Como podemos ver o centro da nossa vida fraterna é encontrar-se nest experiência de fé no Deus de Jesus Cristo que é o Deus Amor.

Também o Sínodo dos Bispos   (Cf. http://www.vatican.va/roman_curia/synod/documents/rc_synod_doc_20110202_lineamenta-xiii-assembly_po.html), Fevereiro de 2011, no seu n.º 11 refere o mesmo tema: “Transmitir a fé significa criar em cada lugar e em cada tempo as condições para que o encontro entre os homens e Jesus Cristo aconteça. A fé, como encontro com a pessoa de Cristo, tem a forma da relação com Ele, da memória d’Ele (na Eucaristia) e do formar em nós a mentalidade de Cristo, na graça do Espírito. Como reafirmou o Papa Bento XVI, «ao início do ser cristão, não háuma decisão ética ou uma grande idéia, mas o encontro com um acontecimento, com uma Pessoa que dá à vida um novo horizonte e, desta forma, o rumo decisivo. [...] Dado que Deus foi o primeiro a amar-nos (cf. 1 Jo 4, 10)…”.

Deus foi o primeiro a amar-nos. O nosso amor é agora resposta a esse plano amoroso de Deus.

Consequências:

Comecemos pela história do avô paralítico: Um rabi judeu contou a seguinte história passada com o seu avô nos tempos em que este fora aluno do famoso Rabi Baal Shem Tov. E disse: «O meu avô estava paralítico há muitos anos. Um dia pediram-lhe que contasse uma história do seu professor e ele contou como o santo Baal Shem Tov costumava saltar e dançar durante a oração. Ao contar a história, entusiasmou-se de tal modo que se pôs de pé e começou a saltar e a dançar para mostrar como o mestre fazia. A partir daí, ficou curado. É assim que se devem contar histórias.» (Cf. Martin Buber, Concilium, Maio 1973).

Este avô paralítico começa a dançar ao narrar entusiasmado um facto da sua visa. O entusiasmo foi de tal ordem que fez com que se curasse.

Penso que podemos perguntar-nos:

·         Onde estou? Quem sou? Como vivo a relação de Deus comigo?

·         Como faço a minha leitura do passado?

·         Como crio espetativas face ao futuro?

Diz-nos Jesus: “Não vos inquieteis quanto à vossa vida, (…) Olhai as aves do céu: não semeiam nem ceifam nem recolhem em celeiros; e o vosso Pai celeste alimenta-as. Não valeis vós mais do que elas? (…) Olhai como crescem os lírios do campo: não trabalham nem fiam! (…) Procurai primeiro o Reino de Deus e a sua justiça, e tudo o mais se vos dará por acréscimo. Não vos preocupeis, portanto, com o dia de amanhã, pois o dia de amanhã já terá as suas preocupações. Basta a cada dia o seu problema.” (Cf. Mt 5, 25-34)

·         Como respondo eu ao Amor de Deus?

·         Como vivo em toda esta realidade?

S. Francisco pode responder-nos a isso na Primeira Regra (1R XXIII). É um texto longo onde Francisco tudo remete para a GRATIDÃO AO DEUS UNO E TRINO sem esquecer a VIRGEM MÃE e a SANTA IGREJA. Podeis encontrar este texto no site da Editorial Franciscana. Aqui publico o início e que nos dá a ideia de tudo o resto destas belas palavras de S. Francisco:

1R 23.º Oração, Louvor e Acção de Graças

1 Omnipotente, santíssimo, altíssimo e soberano Deus, Pai santo e justo, Senhor rei do céu e da terra (Mt 11, 25), por ti mesmo te rendemos graças, porque por tua santa vontade e pelo teu único Filho com o Espírito Santo, criaste todas as coisas espirituais e corporais, e a nós, feitos à tua imagem e semelhança, nos colocaste no paraíso (Gn 1, 26; 2, 15), 2 donde decaímos por culpa nossa.

3 E te rendemos graças porque, como por teu Filho nos criaste, assim também pela verdadeira e santa caridade com que nos amaste (Jo 17, 26), fizeste que Ele, o teu Filho, verdadeiro Deus e verdadeiro homem, nascesse da gloriosa sempre Virgem a beatíssima santa Maria, e pela sua cruz e sangue e morte quiseste resgatar- nos, a nós que éramos cativos.

4 E ainda te rendemos graças porque o mesmo teu Filho de novo há-de vir na glória da sua majestade a lançar ao fogo eterno os malditos que não fizeram penitência nem te conheceram, e a dizer a todos os que te conheceram e adoraram e serviram em penitência: Vinde, benditos de meu Pai, recebei o reino que para vós foi preparado desde a origem do mundo (Mt 25-34)”.

Neste mesmo sentir e em Ano de oito séculos de Consagração de Santa Clara recordar a sua expressão no leito da morte: “Louvado sejas, meu Senhor, porque me criaste”.

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