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Senhor! Fazei-me instrumento da vossa paz!

VÍDEOS: Para visualizar e ouvir os vídeos deverá dasativar a música de fundo no painel aqui do lado esquerdo

31 março 2013

Páscoa: Avidos e o Túmulo vazio

RESSUSCITOU! ALELUIA!

Eis-nos chegados ao grande dia da Páscoa do Senhor, dia da passagem da morte à Vida, das trevas à Luz.
Mais um ano vivo este dia em festa, em alegria, em visita pascal em Avidos (Famalicão), terra onde faz precisamente este ano 25 anos que iniciei este múnus de, em nome do Pároco local, levar a dezenas de casas e família, com uma equipa, a alegria da mensagem do túmulo vazio. Desta celebração em Avidos farei eco daqui a uns dias.
Por hora quero deixar aqui uma brevíssima reflexão sobre o Evangelho que hoje a liturgia nos apresentou: Jo 20, 1-9.
Era o primeiro dia, muito cedo e, refere João, ainda escuro. A escuridão denota aqui o vazio sentido por aquela gente ante o “escândalo” da Cruz, onde o Mestre morrera de morte infame, como um malfeitor. É neste vazio e incerteza futura que encontramos Maria Madalena, pesarosa e envolta na escuridão, vai visitar o túmulo e encontra a pedra retirada. Onde está Cristo, “o meu Senhor”, como ela mesma lhe chama. Ela, a mulher, é a primeira testemunha do túmulo vazio e corre, corre a dizer aos Apóstolos. João coloca-nos este anúncio da Ressurreição como um caminho ao encontro do Cristo Vivo. Pedro e João correm ao sepulcro. Ao chegar, João que correra mais rápido, pois era mais jovem, espera por Pedro, sinal de respeito pelo Apóstolo Pedro a quem Cristo confiara a Igreja. João não ousa entrar mas espera que Pedro possa ser, entre os Apóstolos, o primeiro a confirmar e testemunhar o cumprimento da promessa: “ressuscitarei ao terceiro dia”. Pedro entra no sepulcro e que vê, ele e João, que entra logo depois? As ligaduras no chão e, pormenor interessante, o lençol – Sudário – à parte e enrolado. Não fora um roubo, ou não haveria este cuidado. João diz-nos que depois de Pedro também ele entrou, “viu e acreditou”.
Que tenhamos nós no nosso coração esta certeza de que CRISTO VIVE!

SANTA PÁSCOA. ALELUIA!

Fr. Albertino S. Rodrigues OFM

29 março 2013

Via Sacra

SEXTA-FEIRA SANTA
Dia da entrega e do Amor, Cristo dá a Vida por nós.

28 março 2013

Dom da Eucaristia e do Sacerdócio

Hoje é o dia da EUCARISTIA e do Sacerdócio.
É dia da Ceia, do Lava-pés, do Pão repartido, do Sangue da bênção...
É o dia dos afectos revelados em João, dia da despedida, da traição e da noite...
Que este clip de vídeo ajude a Celebrar bem o DOM de Cristo que permanece no meio de nós...
(desactivar a música inicial, na coluna da esquerda, para poder ouvir o clip de vídeo)

19 março 2013

Papa Francisco: Homilia de Pontificado

Sua Santidade o Papa Francisco
HOMILIA DO PAPA FRANCISCO
Praça de São Pedro
Terça-feira, 19 de março de 2013

Solenidade de São José
Queridos irmãos e irmãs!
Agradeço ao Senhor por poder celebrar esta Santa Missa de início do ministério petrino na solenidade de São José, esposo da Virgem Maria e patrono da Igreja universal: é uma coincidência densa de significado e é também o onomástico do meu venerado Predecessor: acompanhamo-lo com a oração, cheia de estima e gratidão.
Saúdo, com afecto, os Irmãos Cardeais e Bispos, os sacerdotes, os diáconos, os religiosos e as religiosas e todos os fiéis leigos. Agradeço, pela sua presença, aos Representantes das outras Igrejas e Comunidades eclesiais, bem como aos representantes da comunidade judaica e de outras comunidades religiosas. Dirijo a minha cordial saudação aos Chefes de Estado e de Governo, às Delegações oficiais de tantos países do mundo e ao Corpo Diplomático.
Ouvimos ler, no Evangelho, que «José fez como lhe ordenou o anjo do Senhor e recebeu sua esposa» (Mt 1, 24). Nestas palavras, encerra-se já a missão que Deus confia a José: ser custos, guardião. Guardião de quem? De Maria e de Jesus, mas é uma guarda que depois se alarga à Igreja, como sublinhou o Beato João Paulo II: «São José, assim como cuidou com amor de Maria e se dedicou com empenho jubiloso à educação de Jesus Cristo, assim também guarda e protege o seu Corpo místico, a Igreja, da qual a Virgem Santíssima é figura e modelo» (Exort. ap. Redemptoris Custos, 1).
Como realiza José esta guarda? Com discrição, com humildade, no silêncio, mas com uma presença constante e uma fidelidade total, mesmo quando não consegue entender. Desde o casamento com Maria até ao episódio de Jesus, aos doze anos, no templo de Jerusalém, acompanha com solicitude e amor cada momento. Permanece ao lado de Maria, sua esposa, tanto nos momentos serenos como nos momentos difíceis da vida, na ida a Belém para o recenseamento e nas horas ansiosas e felizes do parto; no momento dramático da fuga para o Egipto e na busca preocupada do filho no templo; e depois na vida quotidiana da casa de Nazaré, na carpintaria onde ensinou o ofício a Jesus.
Como vive José a sua vocação de guardião de Maria, de Jesus, da Igreja? Numa constante atenção a Deus, aberto aos seus sinais, disponível mais ao projecto d’Ele que ao seu. E isto mesmo é o que Deus pede a David, como ouvimos na primeira Leitura: Deus não deseja uma casa construída pelo homem, mas quer a fidelidade à sua Palavra, ao seu desígnio; e é o próprio Deus que constrói a casa, mas de pedras vivas marcadas pelo seu Espírito. E José é «guardião», porque sabe ouvir a Deus, deixa-se guiar pela sua vontade e, por isso mesmo, se mostra ainda mais sensível com as pessoas que lhe estão confiadas, sabe ler com realismo os acontecimentos, está atento àquilo que o rodeia, e toma as decisões mais sensatas. Nele, queridos amigos, vemos como se responde à vocação de Deus: com disponibilidade e prontidão; mas vemos também qual é o centro da vocação cristã: Cristo. Guardemos Cristo na nossa vida, para guardar os outros, para guardar a criação!
Entretanto a vocação de guardião não diz respeito apenas a nós, cristãos, mas tem uma dimensão antecedente, que é simplesmente humana e diz respeito a todos: é a de guardar a criação inteira, a beleza da criação, como se diz no livro de Génesis e nos mostrou São Francisco de Assis: é ter respeito por toda a criatura de Deus e pelo ambiente onde vivemos. É guardar as pessoas, cuidar carinhosamente de todas elas e cada uma, especialmente das crianças, dos idosos, daqueles que são mais frágeis e que muitas vezes estão na periferia do nosso coração. É cuidar uns dos outros na família: os esposos guardam-se reciprocamente, depois, como pais, cuidam dos filhos, e, com o passar do tempo, os próprios filhos tornam-se guardiões dos pais. É viver com sinceridade as amizades, que são um mútuo guardar-se na intimidade, no respeito e no bem. Fundamentalmente tudo está confiado à guarda do homem, e é uma responsabilidade que nos diz respeito a todos. Sede guardiões dos dons de Deus!
E quando o homem falha nesta responsabilidade, quando não cuidamos da criação e dos irmãos, então encontra lugar a destruição e o coração fica ressequido. Infelizmente, em cada época da história, existem «Herodes» que tramam desígnios de morte, destroem e deturpam o rosto do homem e da mulher.
Queria pedir, por favor, a quantos ocupam cargos de responsabilidade em âmbito económico, político ou social, a todos os homens e mulheres de boa vontade: sejamos «guardiões» da criação, do desígnio de Deus inscrito na natureza, guardiões do outro, do ambiente; não deixemos que sinais de destruição e morte acompanhem o caminho deste nosso mundo! Mas, para «guardar», devemos também cuidar de nós mesmos. Lembremo-nos de que o ódio, a inveja, o orgulho sujam a vida; então guardar quer dizer vigiar sobre os nossos sentimentos, o nosso coração, porque é dele que saem as boas intenções e as más: aquelas que edificam e as que destroem. Não devemos ter medo de bondade, ou mesmo de ternura.
A propósito, deixai-me acrescentar mais uma observação: cuidar, guardar requer bondade, requer ser praticado com ternura. Nos Evangelhos, São José aparece como um homem forte, corajoso, trabalhador, mas, no seu íntimo, sobressai uma grande ternura, que não é a virtude dos fracos, antes pelo contrário denota fortaleza de ânimo e capacidade de solicitude, de compaixão, de verdadeira abertura ao outro, de amor. Não devemos ter medo da bondade, da ternura!
Hoje, juntamente com a festa de São José, celebramos o início do ministério do novo Bispo de Roma, Sucessor de Pedro, que inclui também um poder. É certo que Jesus Cristo deu um poder a Pedro, mas de que poder se trata? À tríplice pergunta de Jesus a Pedro sobre o amor, segue-se o tríplice convite: apascenta os meus cordeiros, apascenta as minhas ovelhas. Não esqueçamos jamais que o verdadeiro poder é o serviço, e que o próprio Papa, para exercer o poder, deve entrar sempre mais naquele serviço que tem o seu vértice luminoso na Cruz; deve olhar para o serviço humilde, concreto, rico de fé, de São José e, como ele, abrir os braços para guardar todo o Povo de Deus e acolher, com afecto e ternura, a humanidade inteira, especialmente os mais pobres, os mais fracos, os mais pequeninos, aqueles que Mateus descreve no Juízo final sobre a caridade: quem tem fome, sede, é estrangeiro, está nu, doente, na prisão (cf. Mt 25, 31-46). Apenas aqueles que servem com amor capaz de proteger.
Na segunda Leitura, São Paulo fala de Abraão, que acreditou «com uma esperança, para além do que se podia esperar» (Rm 4, 18). Com uma esperança, para além do que se podia esperar! Também hoje, perante tantos pedaços de céu cinzento, há necessidade de ver a luz da esperança e de darmos nós mesmos esperança. Guardar a criação, cada homem e cada mulher, com um olhar de ternura e amor, é abrir o horizonte da esperança, é abrir um rasgo de luz no meio de tantas nuvens, é levar o calor da esperança! E, para o crente, para nós cristãos, como Abraão, como São José, a esperança que levamos tem o horizonte de Deus que nos foi aberto em Cristo, está fundada sobre a rocha que é Deus.
Guardar Jesus com Maria, guardar a criação inteira, guardar toda a pessoa, especialmente a mais pobre, guardarmo-nos a nós mesmos: eis um serviço que o Bispo de Roma está chamado a cumprir, mas para o qual todos nós estamos chamados, fazendo resplandecer a estrela da esperança: Guardemos com amor aquilo que Deus nos deu!
Peço a intercessão da Virgem Maria, de São José, de São Pedro e São Paulo, de São Francisco, para que o Espírito Santo acompanhe o meu ministério, e, a todos vós, digo: rezai por mim! Amen.

18 março 2013

Brasão do Papa Francisco

Papa Francisco mantém o brasão e o lema de arcebispo, evocando a centralidade de Cristo, juntamente com a Virgem Maria e São José
2013-03-18 Rádio Vaticana
BRASÃO DO PAPA FRANCISCO

Foram hoje apresentados o brasão e o lema do Papa Francisco, para o seu pontificado, que mantêm os símbolos que usou enquanto Cardeal e Arcebispo de Buenos Aires. “No essencial, o Papa Francisco decidiu manter o seu brasão anterior, escolhido desde a sua consagração episcopal e caracterizado por uma linearidade simples”, refere um comunicado da Santa Sé, divulgado pelo Padre Lombardi, em encontro com os jornalistas. O brasão contém um escudo azul coberto pelos símbolos da dignidade pontifícia (mitra entre chaves de ouro e prata entrecruzadas, unidas por um cordão vermelho), com o monograma com as letras do nome de Jesus em latim (IHS), monograma proposto por São Bernardino de Sena, Franciscano (séc. XV) e adotado por Santo Inácio de Loyola (séc. XVI) como emblema da Companhia de Jesus. Por baixo, no brasão de Papa Francisco, uma estrela e uma flor de nardo, simbolizando, respetivamente, Nossa Senhora e São José (patrono da Igreja, neste caso representado de acordo com a iconografia hispânica). O lema, “miserando atque eligendo”, evoca uma passagem do Evangelho segundo São Mateus: “olhou-o com misericórdia e escolheu-o”. A expressão é retirada de uma homilia de São Beda o Venerável (séculos VII-VIII), e corresponde a “uma homenagem à misericórdia divina”. Este lema e “programa de vida” evoca um episódio da vida do Papa argentino, que na festa de São Mateus, em 1953, “experimentou, com 17 anos de idade, de um modo muito particular, a presença amorosa de Deus na sua vida”. “A seguir a uma confissão, sentiu o seu coração ser tocado e percebeu a descida da misericórdia de Deus, que com olhar de terno amor o chamava à vida religiosa, no exemplo de Santo Inácio de Loiola”.


16 março 2013

Papa explica o nome FRANCISCO (de Assis)

"O meu primeiro pensamento foi para Francisco de Assis"...
Foi desta forma linda, com um sorriso contagiante, com gestos de firmeza que esta manhã, na Sala Paulo VI, falando a mais de seis mil jornalistas, o Papa Francisco, deixando por minutos os papeis do seu discurso para, de forma improvisada, explicar, ele mesmo, o porquê de ter escolhido, sem precedente na história do Ministério Petrino, o nome "Francisco".
Importância enorme as palavras e apelo do Cardeal Cláudio Hummes, Franciscano do Brasil, no cabeçalho do Retalhos está à esquerda do Papa, aquando da sua aparição na varanda do vaticano.
Aqui fica em vídeo esse momento tão rico de significado para a Igreja e de forma muito especial para todos nós Franciscanos e simpatizantes de Francisco de Assis.
OBRIGADO SANTO PADRE. Que o Poverello de Assis lhe conceda toda a paz etodo o bem.
(...) Alguns não sabiam por que o Bispo de Roma se quis chamar Francisco. Alguns pensaram em Francisco Xavier, em Francisco de Sales, e também em Francisco de Assis. Deixai que vos conte como se passaram as coisas. Na eleição, tinha ao meu lado o Cardeal Cláudio Hummes, o arcebispo emérito de São Paulo e também prefeito emérito da Congregação para o Clero: um grande amigo, um grande amigo! Quando o caso começava a tornar-se um pouco «perigoso», ele animava-me. E quando os votos atingiram dois terços, surgiu o habitual aplauso, porque foi eleito o Papa. Ele abraçou-me, beijou-me e disse-me: «Não te esqueças dos pobres!» E aquela palavra gravou-se-me na cabeça: os pobres, os pobres. Logo depois, associando com os pobres, pensei em Francisco de Assis. Em seguida pensei nas guerras, enquanto continuava o escrutínio até contar todos os votos. E Francisco é o homem da paz. E assim surgiu o nome no meu coração: Francisco de Assis. Para mim, é o homem da pobreza, o homem da paz, o homem que ama e preserva a criação; neste tempo, também a nossa relação com a criação não é muito boa, pois não? [Francisco] é o homem que nos dá este espírito de paz, o homem pobre... Ah, como eu queria uma Igreja pobre e para os pobres! Depois não faltaram algumas brincadeiras... «Mas, tu deverias chamar-te Adriano, porque Adriano VI foi o reformador; e é preciso reformar...». Outro disse-me: «Não! O teu nome deveria ser Clemente». «Mas porquê?». «Clemente XV! Assim vingavas-te de Clemente XIV que suprimiu a Companhia de Jesus!». São brincadeiras... Amo-vos imensamente! Agradeço-vos por tudo o que fizestes. E, pensando no vosso trabalho, faço votos de que possais trabalhar serena e frutuosamente, conhecer cada vez melhor o Evangelho de Jesus Cristo e a realidade da Igreja. Confio-vos à intercessão da bem-aventurada Virgem Maria, Estrela da Evangelização. Desejo o melhor para vós e vossas famílias, para cada uma das vossas famílias. E de coração a todos concedo a minha bênção. Obrigado.
Disse que de coração vos daria a minha bênção. Uma vez que muitos de vós não pertencem à Igreja Católica e outros não são crentes, de coração concedo esta bênção, em silêncio, a cada um de vós, respeitando a consciência de cada um, mas sabendo que cada um de vós é filho de Deus, Que Deus vos abençoe! " in, www.vatican.va
 
 

13 março 2013

Habemus Papam: Franciscus

Habemus Papam!

Cidade do Vaticano, 13 mar 2013 (Ecclesia) – O cardeal argentino Jorge Mario Bergoglio, de 76 anos, é o novo Papa, sucedendo a Bento XVI após um Conclave de dois dias e cinco escrutínios, escolhendo o nome de Francisco.

O cardeal norte-americano Timothy Dolan explicou nesta quinta-feira (14) que novo pontífice adotou o nome de Francisco em homenagem a São Francisco de Assis por "sua simplicidade e dedicação aos pobres".
AQUI ESTÁ O VÍDEO COMPLETO DESDE O FUMO BRANCO ATÉ O PAPA VIR FALAR


O fumo branco saiu hoje da chaminé colocada sobre a Capela Sistina a partir 19h06 locais (menos uma em Lisboa).
Os sinos da Basílica de São Pedro acompanharam a 'fumata', ao som das palmas das pessoas que enchem a Praça de São Pedro, debaixo de chuva, e dos gritos de 'habemus Papam'.


 
Jorge Mário Bergoglio, que adopta o inédito nome papal de Francisco, é pioneiro a vários níveis: o primeiro Papa sul-americano da História da Igreja Católica é também o primeiro jesuíta a ocupar o trono de São Pedro.

O 266º Papa nasceu em Buenos Aires, a 17 de dezembro de 1936, descendente de uma família italiana. O pai, Mario, era empregado nos caminhos de ferro e a mãe, Regina Sívori, doméstica. Com 76 anos e três meses, é dois anos mais novo do que era Joseph Ratzinger em 2005. Mas é, ainda assim, um dos Papas mais idosos de sempre a assumir o cargo.


Estudou para técnico químico, mas mudou de rumo em 1958, com 21 anos, optando pelo sacerdócio. Entrou nesse ano para a Companhia de Jesus, como noviço. Depois de uma passagem pelo Chile, voltou a Buenos Aires para concluir os estudos em filosofia e teologia.

Foi ordenado padre em dezembro de 1969, nomeado bispo auxiliar de Buenos Aires em 1992, arcebispo da capital argentina em 1997 e cardeal em 2001. Em 2005, como cardeal eleitor, já participou no conclave que elegeu o seu antecessor, tendo sido, um dos nomes mais votados, quase a par do eleito Joseph Ratzinger.

Foi ainda antes dos 35 anos que enfrentou um delicado problema de saúde, com dificuldades respiratórias que o levaram a perder um pulmão. Restabeleceu-se plenamente dos problemas, graças a um austero regime de vida.

Ao longo desse percurso, Bergoglio teve várias experiências de ensino, sendo ainda reitor da faculdade de teologia e filosofia em São Miguel, numa altura em que vigorava na Argentina uma ditadura militar. Não lhe foram conhecida intervenções políticas nesse periodo, que terminou em 1983. Mas durante os motins provocados pela crise económica de 2001, relata o diário La Nación, interveio contra a brutalidade policial na repressão das manifestações de rua, apelando diretamente ao ministro do Interior.

A partir de 1986 viajou para a Alemanha, onde completou o doutoramento, antes de regressar à Argentina, onde se tornou diretor espiritual e confessor da Companhia de Jesus. Publicou vários livros relacionados com a fé, entre eles Meditações para religiosos (1982), Reflexões sobre a vida apostólica (1986) e Reflexões de Esperança (1992).

Tem uma página no Facebook, que não gere pessoalmente, e não dá entrevistas, pelo que a sua imagem mediática, discreta, resulta das declarações feitas em homilias ou outras intervenções públicas.

Assumiu no passado posições próximas das classes desfavorecidas, lamentando a sorte das «meninas que deixam as bonecas para entrar em tugúrios da prostituição, por terem sido roubadas, vendidas e traídas».

É um crítico sem reservas do aborto. «Nunca é uma solução», afirmou por diversas vezes, acrescentando: «não se pode limitar o valor supremo da vida nem o direito das crianças por nascer». O combate às drogas (que definiu como «um mercado da morte») e as críticas à classe política, que acusou por diversas vezes de «vaidade e falta de humildade», são outras características do novo Papa.

Até há pouco tempo, como mais alto responsável religioso de Buenos Aires fazia questão de utilizar os transportes públicos da capital argentina para contactar com a população e ocasionalmente continuava a ouvir confissões na catedral de Buenos Aires, como um simples sacerdote.

12 março 2013

Procissão e início do Conclave (Vídeo)

Terminado o primeiro dia de Conclave o fumo saido da chaminé da Capela Sistina foi negro.
Seria de esperar que nesta primeira votação não fosse ainda dada a alegre notícia de que "Habemus Papam"!
Hoje em muitas Igrejas de todo o mundo se celebrou Missa especial "Pro Eligendo Romano Pontifice". Assim celebrámos também no nosso Santuário de Santo António, pode visualizar em http://www.livestream.com/stantonius
Termino o dia partilhando mais de uma hora de vídeo que nos mostra a procissão de entrada, juramento de sigílo e início do Conclave. Este é o vídeo direto da Tv Vaticano.
Continuemos todos a invocar o Espírito Santo para que conceda à Igreja o Pastor que Deus quer e que renove a nossa vida espiritual no sentido do Evangelho.
 

11 março 2013

Anel de Pedro e início do CONCLAVE

CONCLAVE TERÁ INÍCIO TERÇA FEIRA dia 12.
Informações em http://www.news.va/pt/news/editorial-de-pe-lombardi-o-conclave
Anel de Sua Santidade Bento XVI
Anel e selos do Papa emérito Bento XVI foram inutilizados
Decisão sobre o dia de início do Conclave resultou de «maioria absolutamente inequívoca»
D.R.
Cidade do Vaticano, 09 mar 2013 (Ecclesia) - O "Anel do Pescador", o carimbo e os selos brancos utilizados no pontificado de Bento XVI para autenticar documentos papais foram inutilizados hoje, anunciou o porta-voz da Santa Sé.
O novo "Anel do Pescador" vai ser idêntico ao anterior, com o mesmo desenho de São Pedro a pescar à rede numa barca, exceto no nome do Papa que envolve a imagem, afirmou o padre Federico Lombardi em conferência de imprensa realizada no Vaticano.
A inutilização do anel em ouro usado no dedo de Bento XVI, testemunhada pelo sacerdote, assinala que no período da Sé Vacante, entre a morte ou renúncia do bispo de Roma e a eleição do sucessor, ninguém pode assumir as suas prerrogativas.
A reprodução do "Anel do Pescador" usada como carimbo, os dois selos brancos, de diferentes dimensões, a apor nos documentos pontifícios, e a matriz do selo de chumbo, utilizado nas bulas pontifícias foram igualmente inutilizados, referiu.
O padre Federico Lombardi revelou também que a escolha de terça-feira para o início do Conclave que vai eleger o sucessor de Bento XVI, feita esta sexta-feira pelos cardeais presentes no Vaticano, resultou de uma "maioria absolutamente inequívoca".
A resolução foi tomada depois de o cardeal camerlengo, D. Tarcisio Bertone, ter comunicado o estado dos trabalhos na Capela Sistina, que acolhe os escrutínios, e na Casa de Santa de Marta, onde os prelados eleitores vão ficar alojados, obras que aconselhavam a abertura do Conclave a 12 de março.
Na congregação (reunião) geral de hoje, a nona, foi decidido, por maioria, que o alojamento dos cardeais na Casa de Santa Marta, cujos quartos foram atribuídos por sorteio, vai ser feita a partir das 07h00 (menos uma hora em Lisboa) de terça-feira, informou o diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé.
Nas reuniões de sexta-feira à tarde e desta manhã intervieram 32 cardeais, que falaram do que deve ser esperado do novo Papa, bem como sobre a atividade da Santa Sé e dos seus departamentos, o aperfeiçoamento do trabalho na Cúria Romana e a situação da Igreja em várias regiões do mundo.
Neste domingo alguns cardeais presidem à missa nas suas igrejas titulares, localizadas em Roma, informou o padre Federico Lombardi, acrescentando que os prelados poderão aproveitar para, através dos media, dirigirem uma mensagem aos fiéis das suas dioceses e países.
Na segunda-feira, pelas 17h30, realiza-se na Capela Paulina do Palácio Apostólico do Vaticano o juramento de segredo por parte do "pessoal auxiliar" que vai ter acesso à Capela Sistina durante o Conclave para, antes e depois das votações, colaborar nos trabalhos, cerimónia que contará com a presença da televisão da Santa Sé.
A próxima congregação geral está marcada para a manhã de segunda-feira, prevendo-se a intervenção de cardeais que entretanto manifestaram a intenção de usar a palavra.
RJM/OC

AVISO LEGAL – Procurarei fazer, neste blog, uma utilização cautelosa de textos, imagens, sons e outros dados, respeitando os direitos autoriais dos mesmos. Sempre que a legislação exigir, ou reclamados os referidos direitos de autor, procurarei prontamente respeitá-los, corrigindo informação ou retirando os mesmos do blog

 
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