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26 abril 2014

Canonização: Homilia de Francisco

SANTA MISSA E CANONIZAÇÃO DOS BEATOS JOÃO XXIII E JOÃO PAULO II

 
 
HOMILIA DO PAPA FRANCISCO

Praça de São Pedro
II Domingo de Páscoa (ou da Divina Misericórdia), 27 de Abril de 2014
           
No centro deste domingo, que encerra a Oitava de Páscoa e que São João Paulo II quis dedicar à Misericórdia Divina, encontramos as chagas gloriosas de Jesus ressuscitado.

Já as mostrara quando apareceu pela primeira vez aos Apóstolos, ao anoitecer do dia depois do sábado, o dia da Ressurreição. Mas, naquela noite – como ouvimos –, Tomé não estava; e quando os outros lhe disseram que tinham visto o Senhor, respondeu que, se não visse e tocasse aquelas feridas, não acreditaria. Oito dias depois, Jesus apareceu de novo no meio dos discípulos, no Cenáculo, encontrando-se presente também Tomé; dirigindo-Se a ele, convidou-o a tocar as suas chagas. E então aquele homem sincero, aquele homem habituado a verificar tudo pessoalmente, ajoelhou-se diante de Jesus e disse: «Meu Senhor e meu Deus!» (Jo 20, 28).

Se as chagas de Jesus podem ser de escândalo para a fé, são também a verificação da fé. Por isso, no corpo de Cristo ressuscitado, as chagas não desaparecem, continuam, porque aquelas chagas são o sinal permanente do amor de Deus por nós, sendo indispensáveis para crer em Deus: não para crer que Deus existe, mas sim que Deus é amor, misericórdia, fidelidade. Citando Isaías, São Pedro escreve aos cristãos: «pelas suas chagas, fostes curados» (1 Ped 2, 24; cf. Is 53, 5).

São João XXIII e SãoJoão Paulo II tiveram a coragem de contemplar as feridas de Jesus, tocar as suas mãos chagadas e o seu lado trespassado. Não tiveram vergonha da carne de Cristo, não se escandalizaram d’Ele, da sua cruz; não tiveram vergonha da carne do irmão (cf. Is 58, 7), porque em cada pessoa atribulada viam Jesus. Foram dois homens corajosos, cheios da parresia do Espírito Santo, e deram testemunho da bondade de Deus, da sua misericórdia, à Igreja e ao mundo.

Foram sacerdotes, bispos e papas do século XX. Conheceram as suas tragédias, mas não foram vencidos por elas. Mais forte, neles, era Deus; mais forte era a fé em Jesus Cristo, Redentor do homem e Senhor da história; mais forte, neles, era a misericórdia de Deus que se manifesta nestas cinco chagas; mais forte era a proximidade materna de Maria.

Nestes dois homens contemplativos das chagas de Cristo e testemunhas da sua misericórdia, habitava «uma esperança viva», juntamente com «uma alegria indescritível e irradiante» (1 Ped 1, 3.8). A esperança e a alegria que Cristo ressuscitado dá aos seus discípulos, e de que nada e ninguém os pode privar. A esperança e a alegria pascais, passadas pelo crisol do despojamento, do aniquilamento, da proximidade aos pecadores levada até ao extremo, até à náusea pela amargura daquele cálice. Estas são a esperança e a alegria que os dois santos Papas receberam como dom do Senhor ressuscitado, tendo-as, por sua vez, doado em abundância ao Povo de Deus, recebendo sua eterna gratidão.

Esta esperança e esta alegria respiravam-se na primeira comunidade dos crentes, em Jerusalém, de que falam os Actos dos Apóstolos (cf. 2, 42-47), que ouvimos na segunda Leitura. É uma comunidade onde se viveo essencial do Evangelho, isto é, o amor, a misericórdia, com simplicidade e fraternidade.

E esta é a imagem de Igreja que o Concílio Vaticano II teve diante de si. João XXIII e João Paulo II colaboraram com o Espírito Santo para restabelecer e actualizar a Igreja segundo a sua fisionomia originária, a fisionomia que lhe deram os santos ao longo dos séculos. Não esqueçamos que são precisamente os santos que levam avante e fazem crescer a Igreja. Na convocação do Concílio,São João XXIII demonstrou uma delicada docilidade ao Espírito Santo, deixou-se conduzir e foi para a Igreja um pastor, um guia-guiado, guiado pelo Espírito. Este foi o seu grande serviço à Igreja; por isso gosto de pensar nele como o Papa da docilidade ao Espírito Santo.

Neste serviço ao Povo de Deus, São João Paulo II foi o Papa da família. Ele mesmo disse uma vez que assim gostaria de ser lembrado: como o Papa da família. Apraz-me sublinhá-lo no momento em que estamos a viver um caminho sinodal sobre a família e com as famílias, um caminho que ele seguramente acompanha e sustenta do Céu.

Que estes doisnovos santos Pastores do Povode Deus intercedam pela Igreja para que, durante estes doisanos de caminho sinodal, seja dócilao Espírito Santono serviço pastoral à família. Que ambos nos ensinem a não nos escandalizarmos das chagas de Cristo, a penetrarmos no mistério da misericórdia divina que sempre espera, sempre perdoa, porque sempre ama.
 

22 abril 2014

Cristo Vive! (Lagoa)

Lagoa: Bênção do Lume Novo
“Porque buscais entre os mortos Aquele vive? Não está aqui, ressuscitou como disse” Ide dizer…”
Lagoa: Eis a Luz de Cristo
  
Caríssimos Amigos da família Retalhos, votos de continuação de um Santo Tempo Pascal.
Durante toda esta semana da oitava da Páscoa, a Igreja vive a liturgia, como se continuasse ainda na manhã daquele dia da Ressurreição. Por isso, para todos nós, ainda é a Páscoa do Senhor e a nossa Páscoa.
Como calculais durante a Semana Santa e até ontem a minha vida foi de muito trabalho e serviço pastoral.
 
Há 26 anos eu venho ajudar nas celebrações pascais e sobretudo no chamado compasso ou visita pascal (andar de casa em casa com uma equipa levando a Cruz e uma mensagem de esperança) no norte do país. No ano passado em Avidos e este ano na Lagoa, junto a Famalicão, terras que sempre me acolhem com tanta ternura como se na minha aldeia estivesse. Aproveito para deixar aqui um sentimento de muita gratidão a todos os que comigo celebraram esta Páscoa na Lagoa. Que beleza de celebrações, dos três coros que cantaram, os Escuteiros, os Brancos, a Comunidade em Geral com o seu couro também na Eucaristia da manhã, as equipas e a muita alegria pascal que reinou entre nós e toda a simplicidade e fé com que acolheram a Cruz em suas casas...
 Os padres são cada vez menos e o serviço pastoral não diminuiu, muito pelo contrário, nalguns casos aumentou. Felizmente há cada vez mais uma maior consciência do lugar e do brilhante papel e missão dos leigos na Igreja e que o Papa Francisco tanto tem recordado.
Mas hoje que já posso parar um pouco, não quero deixar de vos vir dizer que não estais esquecidos, aqui no Retalhos, dizer-vos que vos tive presente de forma muito especial neste tempo de graça, e sobretudo na Vigília Pascal, a Celebração Mãe de todas as celebrações cristãs. Tive-vos presente como aos vossos familiares, às vossas intenções e a todos aqueles que habitualmente tendes presentes no vosso coração e nas vossas preces ao Pai 
Recordando aquele momento sublime, junto à Cruz, onde Cristo a todos nos confiou, em João, a Sua Mãe, reconheci-me a mim mesmo e a cada um de vós no Discípulo amado.
Quis dizer a Jesus que, como aquele discípulo, também nós recebemos e acolhemos Maria como nossa Mãe, mais do que em nossa casa, porque muitos são os que a recebem na sua casa mas não A olham, não A amam, não A acolhem como sua Mãe, e esta é a expressão que o Evangelho de João nos recorda que o “discípulo amado a acolheu como Sua, desde aquela hora”.
Celebrar este grande mistério da Páscoa, com a paixão, morte e ressurreição de Cristo, mais não é que celebrar a nossa peregrinação sobre esta terra. Nós somos parte deste Cristo que, por todo o Amor infinito que o Pai tem para connosco, nos dá um Filho que pela entrega do Seu Sangue cria e estabelece entre nós e o Pai uma nova e eterna Aliança.
Por isso o Precónio Pascal, este grande e belíssimo hino que anuncia na Vigília Pascal a vitória do Redentor sobre o pecado e a morte, nos vai recordando que esta culpa do nosso pecado contraído em Adão é feliz porque, nos mereceu um tão grande redentor e libertador em Jesus Cristo o Cordeiro Imolado. 
Ao longo destes dias toda a liturgia nos vai apresentando as várias aparições do Ressuscitado aos Apóstolos, e a outras muitas pessoas, convidando a mudar de vida e ser cada vez mais testemunhas de que Cristo é uma realidade Viva e operante no dia a dia do Cristão.
Na certeza do túmulo vazio e na esperança daquela Vida que não tem fim, a Vida em Deus,
 
Desejo-vos a todos a continuação de um Santo Tempo Pascal.
Com muita estima e amizade, na oração diante do Ressuscitado,
Fr. Albertino S. Rodrigues  OFM

13 abril 2014

Semana Santa: Caminhar, edificar, confessar...

“Hossana ao Filho de David. Bendito o que vem em nome do Senhor, o Rei de Israel. Hossana nas alturas”. (Mt 21,9)

É este o eco que nos envolve sempre que chegamos ao Domingo de Ramos e da Paixão do Senhor.

Com esta aclamação damos início à Semana Santa onde somos impelidos a entrar com Jesus em Jerusalém para, com Ele, celebrarmos a Páscoa.

A Semana Santa é para a vida do cristão a semana maior uma vez que se inicia com o Domingo de Ramos e termina com o Domingo da Ressurreição, inclusivé.

Este é para nós um tempo de Graça, um tempo de Oração e intimidade com Deus, com Cristo, com a Igreja e ao mesmo tempo com cada um de nós. Somo colocados diante do grande mistério da nossa salvação, a paixão, morte e ressurreição de Cristo.

Começa aqui a cumprir-se definitivamente o grande mistério da redenção humana. Ao Homem decaido pelo pecado, Cristo o envolve na ternura e misericórdia de “Deus que jamais se cansa de nos perdoar”, como dizia o Papa Francisco no Domingo passado,  acrescentando que “nós é que nos cansamos de pedir perdão a Deus”.

Lucas, no Evangelho que proclamamos antes da bênção dos ramos (Lc 19, 28-40), leva-nos a iniciar o nosso caminho com Jesus para celebrar a Páscoa em Jerusalém. Cristo sabe o que vai encontrar e prepara essa sua/nossa chegada, onde Ele é aclamado Rei pela multidão que o vê entrar montado num jumentinho. Pobre animal, alheio ao que se passa, nunca houvera sido montado por ninguém, e ali vai participando também ele da História da Salvação. Curioso que Lucas recorda duas vezes que “O Senhor precisa dele”, do jumentinho. E os discípulos, onde nós nos podemos identificar, saudam o Rei que chega, o Mestre que ensina, o Senhor que nos olha com maor e ternura. Capas no caminho e ramos para Jesus, aqui estamos nós diante de Jerusalém, cidade santa. A oração do louvor está presente neste caminho e incomoda, incomoda ao ponto de quem não entende a lógica da Boa Nova querer silenciar. É fácil silenciar quem não faz parte do nosso grupo, do nosso sistema – e há tantos maus sistemas neste mundo, nesta Igreja – contudo, hoje como ontem, Cristo repete a quem nos silencia o louvor autêntico “Eu vos digo: se eles se calarem, clamarão as pedras” (Lc 19, 40).

Isaias (50, 4-7) mostra-nos este Servo sofredor, o Servo de Javé, que se entrega aos seus algoses, aqueles que o esbofeteiam, que lhe arrancam a barba, lhe cospem no rosto e injuriam querendo levá-lo à morte infame. Os cristão desde cedo identificaram este Servo de Javé como Cristo sofredor que desta forma foi levado ao calvário.

Cristo podia ter-se apresentado com todas as honras, poder e glória de quem é Deus contudo, Paulo no-lo recorda: “Cristo era de condição divina… mas aniquilou-se a si próprio obedecendo até à morte e morte de Cruz…” (Filip 2, 6-11).

O sofrimento de Cristo era o caminho traçado pelo Pai, preconizado em Isaias, que levaria à glória e exaltação de Cristo e com Ele, por Ele e n’Ele à glorificação da Humanidade inteira.

Esta semana leva-nos a olhar para o grande mistério da paixão e morte na Cruz, mas com olhar e o coração postos no túmulo vazio.

No Evangelho, Lucas, começa por nos dizer que “chegou a hora”.

A hora “do poder das trevas” (Lc 22,56), mas Paulo nos recorda que é a hora em que “Cristo nos chamou da morte à vida” (Rm 11,7). O Evangelho, hoje, mostra-nos a mesa como o lugar da comunhão com o Mestre, do Ministério Sacerdotal, do Cristo Eucaristia, da missão da Igreja.

A cena da Última Ceia é o momento fulcral desta comunhão com o Mestre, é uma despedida e ao mesmo tempo um mostrar o caminho a seguir que bem podenmos traduzir nas palavras, uma vez mais, traçadas pelo Papa Francisco há uma semana na Missa com os Cardeais, ao dizer que a missão da Igreja é CAMINHAR, EDIFICAR e CONFESSAR Jesus Cristo, levando a Cruz porque sem a Cruz de Cristo a Igreja corre o risco de se tornar uma ONG piedosa.

Voltando à Última Ceia, e tendo como horizonte estas palavras do Papa Francisco, passados dois mil anos, Cristo fala-nos indicando o caminho a seguir. Traidores? Bom… sempre os houve e sempre haverá. Mas é também aí, como em Lucas, que Cristo nos continua a dizer que o Seu infinito Amor está sempre ali para nos perdoar. Recordemos o perdão a Pedro e a missão que lhe confia, o perdão a todos nós no alto daquela Cruz “Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem”, o perdão ao ladrão crucificado a seu lado, o perdão que nos ministra através dos Seus/nossos sacerdotes, também eles frágeis e pecadores mas revestidos desta missão confirmada naquela Ceia onde Cristo se torna Pão e Vinho, Corpo e Sangue entregue como Aliança única, amorosa e eterna. Depois, para que esta entrega de Cristo possa ser entrega confiante, é preciso preparar o terreno, não só do Seu Coração mas também do nosso. O Getsemani torna-se o lugar de vígília orante, de entrega receosa mas que depressa se tranforma em certeza da presença do Pai e do cumprimento da Sua Vontade: “Pai se é possível… contudo não se faça como eu quero mas como Tu queres”. Aquele noite é mais uma vez reforçada como “é chegada a hora”, a hora da entrega de um justo pelos injustos, de um Santo pelos pecadores, do Senhor pelos servos. Um beijo, sinal da amizade, do amor, da cumplicidade, torna-se nesta noite do Getsémani um sinal de traição acompanhada pela venda deste JUSTO por alguma dezenas de moedas. Mas a Igreja não fica presa aqui, Cristo não o podia permitir e, por isso, àqueles que o prendiam pede que deixem partir os seus Apóstolos. Eles tinham uma missão importante a cumprir, tinham que partir, passar pelo medo, pela escuridão, pela negação do Mestre para abrirem os seus corações à ação do Espírito Santo.

A oração de Cristo ao Pai remete-nos para esta intimidade que somos chamados a viver para podermos dizer que cremos em Jesus, sem medo. A Cruz é entrega amorosa de Cristo ao Pai, por AMOR, em remissão dos pecados da humanidade.

Diante da Cruz somos chamados a erguer os olhos e não a baixá-los. Teimamos ainda, muitas vezes, a olhar o chão diante da cruz dos nossos dias quando na verdade a Cruz nos obriga a olhar para o alto onde vemos num primeiro momento, dor e sofrimento, injustiça e traição, trevas e escuridão mas que depois, se olharmos bem, vemos amor e entrega, misdericórdia e perdão, luz e doação “Mulher, eis aí o teu filho. João, eis aí a tua Mãe” (Jo 19, 25-27).

Quando faço reflexão sobre este momento da Cruz, quase me sinto impelido, interiormente, a silenciar a alma e o coração. “Eis o teu filho… eis a tua Mãe”.

QUE VIVAMOS ESTA SEMANA SANTA COM CRISTO NO CAMINHO DA MORTE À VIDA.

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