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Senhor! Fazei-me instrumento da vossa paz!

VÍDEOS: Para visualizar e ouvir os vídeos deverá dasativar a música de fundo no painel aqui do lado esquerdo

26 dezembro 2015

Natal 2015: mensagem a todos

CHRISTUS NATUS EST PRO NOBIS!
VENITE! ADOREMUS"

25 dezembro 2015

Noite Feliz

Já lá vão uns anos desde que gravei este clipe de vídeo.
Com ele quero renovar a minha gratidão a todos os que nos últimos anos foram sinal da presença amorosa do Deus Menino na minha vida.
Uma vez mais Santo e feliz Natal.
(desactivar a música do blog na coluna da esquerda)

29 novembro 2015

Advento: orígem e simbologia



O tempo de Advento
Advento, do latim Adventus: "chegada", do verbo Advenire: "chegar a", é o primeiro tempo do calendário religioso. Corresponde às quatro semanas que antecedem e preparam o Natal. Inicia no domingo mais próximo à Festa do Apóstolo Santo André, dia 30 de Novembro e termina em 24 de Dezembro. É a primeira das três etapas que, em unidade, celebram o Nascimento de Cristo:
Advento, Natal e Epifania. Para os cristãos, é um tempo de preparação, expectativa e alegria, quando os fiéis, esperando o nascimento de Jesus Cristo, vivem a conversão e promovem a fraternidade e a Paz.
Origem
O símbolo do Advento é a Coroa, que teve sua origem em culturas pré-cristãs da Europa. No rigoroso inverno do Hemisfério Norte se acendia fogos ao deus Sol com a esperança de que a sua luz e o seu calor voltasse. Os primeiros missionários católicos aproveitaram desta tradição para expressar a doutrina e a fé cristãs. A coroa é formada por uma grande quantidade de símbolos:
A forma circular: O círculo não tem princípio, nem fim. Ele representa o amor
de Deus, que também não tem princípio, nem fim, nunca vai terminar, é eterno. O círculo também é símbolo de unidade e aliança entre Deus e as pessoas.
Os ramos verdes: Verde é a cor da esperança e da vida. O Cristão antecipa a vida eterna, a comunhão com Deus, a felicidade da vida futura pela virtude da Esperança.
Aguarda a plenitude da salvação trazida pelo Cristo.
As velas: As quatro velas representam essas quatro semanas e serão acesas, uma a uma, desde o primeiro domingo do Advento até o quarto domingo, sucessivamente. Isto representa a passagem da escuridão do pecado para a vida nova em Cristo, que vem como “luz do mundo”, que dissipa toda escuridão, trazendo aos nossos corações o perdão, a reconciliação e a paz tão esperada.
A primeira referência ao "Tempo do Advento" é encontrada na Espanha, quando no ano 380, o Sínodo de Saragoça prescreveu uma preparação de três semanas para a Epifania, data em que, antigamente, também se celebrava o Natal. Há relatos de que o Advento começou a ser vivido entre os séculos IV e VII em vários lugares do mundo, como preparação para a festa do Natal. Mais tarde o Advento passou a ser celebrado nos seus dois aspectos: a vinda definitiva do Senhor e a preparação para o Natal, mantendo a tradição das 4 semanas. Surgido na Igreja Católica, este tempo passou também para as igrejas reformadas, em particular à Anglicana, à Luterana, e à Metodista, dentre várias outras.
Símbolos do Advento
Vários símbolos do Advento nos ajudam a mergulhar no mistério da encarnação do Filho de Deus e a vivenciar melhor este tempo. Entre eles há a Coroa do Advento. Ela é feita de galhos verdes entrelaçados, formando um círculo, no qual são colocadas 4 velas representando as 4 semanas do Advento. A luz indica a proximidade do Natal, quando Cristo salvador e luz do mundo, brilhará para toda a humanidade, e representa também, nossa fé e nossa alegria pelo Deus que vem. A cor roxa das velas nos convida a purificar nossos corações em preparação para acolher o Cristo que vem. A vela de cor rosa, nos chama a alegria, pois o Senhor está próximo. Os detalhes dourados prefiguram a glória do Reino que virá.

O simbolismo da Coroa Advento
http://www.pucrs.br/pastoral/advento

16 novembro 2015

Papa Francisco: nome de Avenida na Quarteira

PAPA FRANCISCO
Papa Francisco será o nome de uma nova Avenida de Quarteira

A Câmara Municipal de Loulé aprovou o batismo de uma nova avenida entre a Avenida Francisco Sá Carneiro e a Avenida de Ceuta, na cidade de Quarteira, como Avenida Papa Francisco. A nova artéria será inaugurada no próximo dia 28 de novembro, pelas 10h30.
A atribuição do nome do líder da Igreja Católica a esta nova artéria “exprime o reconhecimento pelo papel que o Papa Francisco tem desempenhado em prol de um mundo mais humano e mais fraterno”. “Trata-se de uma individualidade da maior credibilidade e de relevo universal, que no seu magistério papal tem vindo a acentuar os grandes temas da atualidade como fundamentais para o desenvolvimento social, económico e cultural da humanidade”. "A atribuição do antropónimo do Papa Francisco à nova avenida de Quarteira está em linha com as muitas vias que este pontificado tem aberto no pensamento e com a afirmação da cidade como espaço de culturas, de potencialidades económicas e de desenvolvimento social integrado”, referem os responsáveis municipais.
A preocupação do Sumo Pontífice pelas questões ambientais é também uma das razões da escolha do nome desta avenida urbana, num momento em que a Autarquia de Loulé está fortemente empenhada no projeto ClimAdapt  (programa de adaptação às alterações climáticas). A forte liderança religiosa e ética do Papa Francisco tem-se batido contra a indiferença dos seres humanos para com o meio ambiente que os envolve, mobilizando todos os credos para o urgente “desafio de proteger a nossa casa comum”. Na Carta Encíclica “ Laudato Si”, em que se expressa “a preocupação em unir a família humana na busca de um desenvolvimento sustentável e integral”, são abordados temas como a economia agrícola, a biodiversidade e o planeamento urbanístico.
Jorge Mario Bergoglio nasceu em Buenos Aires, Argentina, a 17 de dezembro de 1936, filho de emigrantes piemonteses. Diplomou-se como técnico químico, e depois escolheu o caminho do sacerdócio, entrando no seminário diocesano de Villa Devoto e tendo sido ordenado sacerdote a 13 de dezembro de 1969.
Tornou-se Arcebispo de Buenos Aires, em 28 de fevereiro de 1998, e foi elevado ao cardinalato em 21 de fevereiro de 2001, com o título de Cardeal Presbítero de San Roberto Belarmino. Foi eleito Papa em 13 de março de 2013, tornando-se o 266º Papa da Igreja Católica e atual Chefe de Estado do Vaticano, sucedendo ao Papa Bento XVI que abdicou do papado em 28 de fevereiro de 2013. 
É o primeiro Papa nascido no continente americano e também o primeiro latino-americano, o primeiro pontífice do hemisfério sul, o primeiro Papa a utilizar o nome de Francisco, o primeiro pontífice não europeu em mais de 1200 anos. É também o primeiro Papa Jesuíta da história.
O Município de Loulé mantém uma boa relação com a Embaixada da Argentina em Portugal, testemunho da afirmação da relação ibero-americana que importa fortalecer, a bem dos Povos. “O reconhecimento daqueles que enriquecem a Humanidade com o seu exemplo inspirador, as ideias e a ação transformadora são fundamentais para a vivência do presente e para a construção de um futuro melhor. É por isso que, em Loulé, preservamos a memória coletiva, recuperamos o património e reconhecemos o mérito de quem ousa querer contribuir para um mundo melhor”, consideram ainda os responsáveis da Câmara Municipal de Loulé.

09 novembro 2015

Semana dos Seminários 2015

Celebração nacional é este ano dedicada ao tema da misericórdia

Lisboa, 08 nov 2015 (Ecclesia) – A Igreja Católica celebra a partir de hoje a Semana dos Seminários, este ano dedicada ao tema da misericórdia, recordando que a importância de reconhecer o papel dos sacerdotes e de ajudar à formação de novos padres.
O presidente da Comissão Episcopal Vocações e Ministérios afirma na mensagem para a Semana Nacional dos Seminários que um sacerdote não é "perfeito, irrepreensível e santo", mas "alguém para quem o Senhor olhou com misericórdia".
“O sacerdote, homem chamado e escolhido de entre os outros homens, é fruto do olhar misericordioso de Jesus, que quer salvar a todos. Não se trata de alguém perfeito, irrepreensível e santo, mas de alguém para quem o Senhor olhou com misericórdia, sem explicação nem motivação compreensíveis”, escreve D. Virgílio Antunes.
Na mensagem enviada à Agência ECCLESIA, o bispo de Coimbra explica que a vocação sacerdotal só se compreende no contexto do “mistério do amor de Deus, que não se explica nem se justifica”, mas simplesmente se manifesta.
Segundo o presidente da Comissão Episcopal das Vocações e Ministérios, como a “característica fundamental do agir de Deus é a misericórdia” os seminaristas, “desejosos de conhecer o mistério da sua vocação”, devem entrar no mistério do amor de Deus “pela humanidade e por si mesmos”.
“Sintam-se sinceramente pecadores e doentes como todos os outros homens, e darão infinitas graças a Deus por os eleger e chamar a partilhar a grandeza da Sua companhia”, recomenda.
Na mensagem para a Semana dos Seminários, os jovens são convidados a entrar na contemplação do rosto misericordioso de Deus que “os escolhe e os chama” e a aceitarem “humildemente a sua condição de pecadores e necessitados” da misericórdia de Deus que vai manifestar-se como “fonte de perdão e de salvação”.
 
“Muitos sentirão o apelo a andar com o Senhor e a aprender d’Ele, conhecerão a vocação a que os chama e terão alegria e coragem para a seguir fielmente”, acrescenta D. Virgílio Antunes.
Para o prelado quando alguém “se deixa tocar pelo olhar misericordioso de Jesus” torna-se disponível para ficar com Ele para sempre.
O bispo da Diocese de Coimbra contextualiza que os Evangelhos apresentam um Jesus que passa pelos “mais variados lugares onde se desenvolve a vida humana” e “olha com predileção para alguns, escolhe-os e chama-os para O seguirem”.
“Sem explicações que satisfaçam a sua admiração e sem argumentos que respondam às suas interrogações, mas somente porque se sentiram tocados pelo seu amor misericordioso, deixaram tudo e seguiram-no”, acrescenta, dando como exemplo o chamamento de São Mateus, que antes de ser discípulo era cobrador de impostos, “um homem considerado por todos como pecador”.
Os últimos dados disponibilizados pelo Vaticano (Anuário Estatístico da Igreja, 2012, relativos a 31 de dezembro desse ano) sobre as 21 dioceses portuguesas mostram que entre o ano 2000 e 2012, o número de sacerdotes diocesanos baixou de 3159 para 2659 (menos 16%).
A situação de 2012 revela, no entanto, uma melhoria na variação do número de padres (menos 10) face a anos anteriores (menos 45 em 2011 e menos 68 em 2008); entre 2008 e 2012, as ordenações sacerdotais foram 178, face a 355 óbitos e 27 “defeções” registadas.
Os seminaristas de filosofia e teologia também são menos, segundo os últimos dados disponíveis: de 547, entre diocesanos e religiosos, em 2000 passou-se para 474 em 2012; este número é, ainda assim, o máximo registado nos últimos cinco anos.

MATERIAS PARA ESTA SEMANA EM

19 setembro 2015

Mãe Maria no Céu

Mãe Maria Farinha da Silva
UM ANO DEPOIS...

Hoje passa um ano da partida da minha querida mãe para o Céu.
Apenas 15 dias depois de ter partido
o meu querido pai...

NUNCA O AMOR SE TORNOU TÃO FORTE...

...na saudade de tantas coisas que nada nem ninguém poderão trazer mas que só uma mãe é capaz de dar.
Razão tem a música popular do Alentejo
"Ó minha mãe, minha mãe
ó minha mãe minha amada.
Quem tem uma mãe tem tudo,
quem não tem mãe não tem nada".

Se fosse possível morrer de amor e saudade simplesmente, creio bem que, eu já não faria parte da terra dos vivos.

Mais uma vez OBRIGADO MÃE...

Nunca Deus poderia ter dado à minha insignificante existência humana, uma Mulher tão digna e tão nobre como a minha mãe...

Junto de Deus continue a olhar por mim, por nós...

__________________________

Amigos...

Antes de mais OBRIGADO por terdes rezado pela minha mãe.

HOJE A MINHA MÃE PARTIU SERENAMENTE PARA O CÉU.

Depois do falecimentos do meu pai, faz hoje 15 dias, a minha mãe esteve em coma, depois de uma queda, hematoma grave...

Mas nesta hora JÁ ESTÁ JUNTO DE DEUS!

Tanta coisa podia agora dizer da minha mãe.
Ontem e hoje procurei, depois dos médicos apresentarem a situação como muito crítica, prepará-la para partir sem medo, na paz e serenidade de quem acredita na Vida Eterna.

E ali, comigo ao seu lado a minha mãe partiu, com o rosto sereno e lindo que sempre teve, e o coração foi-se apagando.
Rezei, cantei, conversei com ela durante a tarde e tenho certeza que ela ouviu e que me via.
Há coisas que se notam pelas máquinas como o aumento da pulsação, mas mais ainda pela certeza do coração de um filho.

Mãezinha... como lhe disse esta tarde, Deus não podia ter-nos dado uma mãe melhor. FOI A MELHOR MÃE DO MUNDO. OBRIGADO!

Agora do céu enviem-me o pai e a mãe as forças necessárias para continuar.

Até já mãezinha.

OBRIGADO A TODOS OS QUE FORAM OS GRANDES AMIGOS QUE TANTO ME AJUDARAM A DIGNIFICAR A VIDA DO PAI E DA MÃE: QUE DEUS VOS ABENÇOE:

Benedicat

05 setembro 2015

Pai Manuel no CÉU

Pai Manuel Fernando Rodrigues
UM ANO PASSOU...

Palavras... por enquanto apenas:
SAUDADE...
VIDA...
ESPERANÇA...
GRATIDÃO...

Tenho certeza, mas certeza absoluta que o meu pai está no Céu...


_______ 05/09/2014_______
Amigos do Retalhos, paz e bem!

Hoje, primeira sexta-feira do mês, que o meu pai foi chamado para o Céu.

Depois de um longo tempo de sofrimento partiu na paz, em dia do Sagrado Coração de Jesus.

Nesta hora não sei que escrever sobre o MELHOR PAI DO MUNDO.

Continuarei a agradecer a Deus o pai que me deu, o seu testemunho de Vida, de FÉ, de Oração...
Com o meu pai aprendi tanta, mas tanta coisa boa que jamais o mundo seria capaz de me ensinar.
Ele foi o meu modelo e, mesmo nesta hora de saudade, continua a ser.

A TODOS OS QUE AMASTES,ESTIMASTES, APOIASTES, AJUDASTES E REZASTES POR ELE A MINHA ETERNA GRATIDÃO...

Paizinho, tenho saudades de o ouvir cantar, contar anedotas, dizer-nos o que era bom e o que era mau na vida.

OBRIGADO PAIZINHO E LÁ DO CÉU OLHE POR TODOS NÓS...


Que Deus e a Imaculada Conceição sejam a nossa fortaleza.

BENEDICAT

04 julho 2015

Sacerdote: 14 anos

Caríssimos Amigos, paz e bem.
HOJE, dia 04 de Julho de 2013, faço 14 ANOS DE SACERDÓCIO.
Agradeço a todos os que em anos anteriores já deixastes aqui mensagens e oração.
Mas recordar é viver e mais que viver CELEBRAR, por isso republico...
Celebrar o dia em que Deus me concedeu a dignidade de poder ministrar a Palavra, a Consagração do Pão e do Vinho, de levar aos irmãos o Perdão, é celebrar cada momento da Missão nem sempre entendida, nem sempre bem vivida/celebrada...

A exemplo do ano passado, é porque as palavras nem sempre expressam o que queremos dizer, partilho o clip de vídeo com alguns dos momentos mais importantes da grande Celebração realizada há 13 anos no Mosteiro dos Jerónimos, em Lisboa, pelo Sua Eminência o Senhor Cardeal Patriarca de Lisboa.
Que o Povo de Deus tenha misericórdia por todas as vezes em que descurei o ministério que me foi confiado.
Hoje, na Eucaristia, ter-vos-ei presentes a todos sobretudo os meus pais, os confrades Ordenados comigo, FF. José Quintã e Paulo Coelho.
A Deus a minha gratidão por ter colocado no meu caminho AMIGOS, alguns deles mais que Amigos no coração e na VIDA...
Conheça os passos do Rito de Ordenação

O rito de Ordenação Presbiteral é realizado dentro da Liturgia Eucarística e compõe-se por uma sequência de ritos repletos de significado, que serão descritos a seguir: Após a Proclamação do Evangelho, o diácono chama o candidato ao Ministério Presbiteral, que responde, em alta voz: “Aqui estou!” Em seguida, Ministro Provincial, pede ao bispo que ordene o seu confrade com a Ordem dos presbíteros. O bispo pergunta ao superior sobre a dignidade do candidato. Neste momento, apresentam-se as testemunhas, pessoas que conviveram com aquele que consideram digno de ser ordenado. Tendo sido ouvidas as testemunhas, o bispo confirma a escolha do candidato para a Ordem do Presbiterato. A partir de então, ele é eleito para receber o sacramento da Ordem. Depois deste momento, o bispo inicia o homilia, na qual actualiza a Palavra de Deus e explica o sentido do acto que está sendo celebrado. Logo após a homilia, o bispo interroga o eleito, sobre seu desejo em aceitar o encargo de presbítero. Ele responde sobre a disposição para apascentar o Povo de Deus, celebrar os sacramentos e cultivar uma vida de oração. Por fim, de joelhos e com mão postas entre as mãos do bispo, promete obediência, a seu legítimo superior e ao bispo diocesano. Prostrado, em sinal de despojamento e humildade, o eleito e toda a assembléia celebrante cantam a Ladainha de Todos os Santos, pedindo o auxilio e a intercessão daqueles que nos precederam na fé, para que Deus derrame com largueza a sua graça e sua benção sobre aquele que foi escolhido para o cargo de presbítero. Em silêncio, primeiramente o bispo, e depois todos os sacerdotes concelebrantes, impõem as mãos, um por um, sobre a cabeça do eleito, que está de joelhos.O bispo dirige-se a Deus Pai, com as mãos estendidas sobre o eleito, rezando uma oração. Nesta prece, ele menciona a Acção do Espírito Santo ao suscitar, entre as comunidades, os ministros de Cristo. A oração descreve os sinais prefigurativos deste sacerdócio que apareceram já no Antigo Testamento e cita os mistérios da vida de Jesus Cristo, o Filho de Deus. E pede a Deus que constitua ao eleito o segundo grau do sacramento da Ordem que é o presbiterato (é momento da ordenação), e a graça da fidelidade e unidade ao Cristo.O Ordenado (neo- sacerdote) é revestido dos paramentos próprios do presbítero: estola e casula, sendo auxiliado por dois presbíteros.
Unção com o óleoO bispo unge as mãos do Ordenado com o óleo do crisma e diz o seguinte:Nosso Senhor Jesus Cristo, a quem o Pai ungiu com o Espírito Santo e revestiu de poder, te guarde para a santificação do povo fiel e para oferecer a Deus o santo sacrifício”.O bispo entrega ao neo-sacerdote o cálice (com vinho e água) e a patena (com o pão), a “oferenda do povo santo”, e convida a ele que conforme a própria vida ao mistério da cruz do Senhor. No meu caso foram os meus pais que trouxeram ao Bispo estes dons.Com o abraço e a saudação do bispo ao neo-sacerdote, se conclui o Rito da Ordenação. Neste momento, o recém Ordenado recebe a saudação dos concelebrantes, dos confrades e dos seus familiares mais próximos. Estes são, resumidamente, os passos do Rito de Ordenação. Logo após, segue-se a liturgia Eucarística, já concelebrada pelo neo-sacerdote, com a apresentação das oferendas.
Texto: Frei Gustavo Wayand Medella, OFM
Revisão: Frei Albertino Rodrigues, OFM

12 junho 2015

Santo António de Lisboa

 Eis-nos chegados ao grande dia de SANTO ANTÓNIO DE LISBOA.
Marchas e casamentos marcam esta festa em Portugal, sobretudo em Lisboa, onde o Santo nasceu e cidade da qual é Padroeiro.
mas mais que marchas populares e casamentos, marca este tempo e sobretudo este dia, a visita de milhares de devotos do Santo à sua igreja/santuário rente à Catedral de Lisboa.
Devotos que vêm para rezar, para tocar a Imagem do quadro milagroso, para venerar as Sagradas Relíquias que aqui se encontram, para comprar o Pão de S. António, para benzer cravos ou comprar pequenas recordações.
Celebrações solenes da Eucaristia são momentos altos para levar até Deus o nosso louvor por Santo António e, não podemos esquecer, a enorme procissão pelas ruas de Alfama, acompanhando a imagem do Santo por estas ruas e ruelas, onde o cheiro a mangerico e a sardinha, embalados pelo canto do fado e da alma portuguesa, lugares por onde outrora Fernando de Bulhões viveu e cresceu.
Visite o sitio web da nossa Igreja em Lisboa em www.santo-antonio.webnode.pt

Que do alto Céu Santo António de Lisboa a todos nos abençoe.

Fica mais uma vez a partilha de um texto enviado por "Lídia" a quem desde já agradeço.

ANTÓNIO: o nosso Santo

O mês de Junho já decorre há uns dias. Poder-se-á dizer que este é o mês da alegria para os Portugueses pois nele decorrem as festividades mais populares e bairristas de todo o ano. É, de facto, o mês em que as principais cidades e localidades se vestem de alegria e cor para realizar festas verdadeiramente simples e populares, onde se canta, dança, saltam fogueiras, ou simplesmente se enfeitam as ruas e as montras com balões e pequenos altares. Mas é também um mês marcante para o povo português porque comemoramos a morte dum Homem Santo, dum Doutor da Igreja com quem muito temos a aprender e agradecer: Santo António.
Não conhecemos toda a riqueza da vida e obra de Santo António mas creio que basta confiar no que o Papa PIO XII, em 1946, referiu sobre ele para sentirmos o Grande Santo que o Espírito Santo concedeu a Portugal: “Exulta, Portugal, regozija-te Pádua, porque a terra e o céu vos deram um homem que iluminou e continua a iluminar todo o universo com o brilho da sua santidade, com a fama dos seus milagres e com o esplendor da sua doutrina.” (Extraído da Proclamação oficial de Santo António Doutor da Igreja Universal, in “Exulta Lusitana Félix”, assinado por PIO XII, em 16 de Janeiro de 1946)Pensando no que os escritos nos transmitem, e sem grande preocupação do pormenor, dois aspectos me surpreendem e alegram profundamente, na sua vida: António, fruto duma classe privilegiada da época e pertencente a uma Ordem Religiosa social e intelectualmente muito conceituada, é “tocado” por outros frades desconhecidos, simples, paupérrimos e humildes que, por Amor a Deus, enfrentam todos os perigos e vivem fraternalmente na entrega total a esse Amor; e, também, a capacidade de António aceitar este encanto divino, transformar-se intimamente ao ponto de tudo recusar e querer ser um daqueles humildes e pobres frades franciscanos, igual a qualquer outro irmão incógnito. A grandeza desta atitude só pode ser o reflexo da grande Fé e da Mão Divina no seu coração.
Claro que a formação intelectual e as capacidades intelectuais que desenvolveu enquanto estudioso numa das melhores bibliotecas da época, a do Mosteiro de Santa Cruz, em Coimbra, permaneceram na sua vida de humildade franciscana e afloravam nos momentos próprios. Então, operava-se uma das mais belas conjugações: a do conhecer humano com a força da Fé. Surge o teólogo exímio que fundamenta nas Escrituras temas como o Natal, a Mãe Maria, e outros do mais profundo Mistério como a verdadeira confissão, a Eucaristia, a Ressurreição, o Espírito Santo, a Virgem Maria, a Alma e muitos outros temas. Mas tudo isto é ainda mais bonito porque Santo António, nas suas missões e acções testemunhava tal fortaleza de Fé e tal convicção que, quem ouvia, sentia a Verdade e, eles próprios, transformavam-se. Recebiam o Espírito Santo pela Palavra.
Por ser tão forte na sua Fé, António também foi colocado perante grandes provações e grandes dificuldades mas, para ele, estas foram meios de reafirmação da sua relação privilegiada com Deus e da sua entrega total e incondicional, ao ponto de Ele o escolher e visitar. Por tais exemplos e testemunhos, deixou que se transformasse no padroeiro das causas difíceis e perdidas e das batalhas complicadas.
Não tenho dúvida que Santo António, o nosso António de Lisboa - Padroeiro principal desta cidade - merece o maior louvor e honra de todos nós, como São Paulo, pelos seus ensinamentos teológicos, ou São Francisco de Assis, pela sua renúncia, vida simples, humildade e comunhão divina. É o “nosso” Santo, o que nasceu e tem coração português, a quem a Igreja concedeu o mais elevado grau de honra: Doutor da Igreja.

"Lídia"

31 maio 2015

Santíssima Trindade

“Creio em um só Deus, Pai todo-poderoso, Criador do céu e da terra (…)
Creio em um só Senhor Jesus Cristo, Filho Unigénito de Deus, nascido do Pai antes de todos os séculos (…) consubstancial ao Pai (…)
Creio no Espírito Santo, Senhor que dá a vida, e procede do Pai e do Filho e com o Pai e o Filho é adorado e glorificado (…)”.
(da oração do Credo)

Celebrar a Santíssima Trindade é celebrar este DOM DA FÉ num único Deus em três pessoas distintas.
Proclamar um único Deus nada tem de novo na História Humana. Os Hebreus recebem o dom da mesma fé, os Islâmicos também e, certamente por este mundo fora, muitos outros credos acreditam num único Deus e Senhor.
O novo da nossa fé é o acreditar que este Deus não é indivíduo, isolamento, oposição a outros deuses. O nosso Deus YHWEH é relação amorosa, é comunhão Sagrada, é Aliança vital, é unidade que se complementa: O pai que tudo cria, o Filho que revela o Pai e nos salva, o Espírito que permanece desde a origem, fala pelos Profetas, torna possível a Incarnação do Logos, consagra e envia os chamados permanecendo actuante na Ecclesia enviada.
É esta mesma Ecclesia que em toda a sua oração e acção tem presente a Trindade Divina. Todas as celebrações de fé iniciam-se e terminam em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. As grandes orações das celebrações, sobretudo a Eucaristia, terminam nesta invocação Trinitária. Podemos recordar ainda as chamadas “Trindades” que durante séculos, ao toque dos sinos, fazia parar a mente e os sentidos, ao amanhecer, a meio do dia e ao anoitecer, para invocar Deus Uno e Trino, neste caso por intermédio de Maria Filha e Mãe de Deus.
Como entender então que celebremos e professemos a fé em um único Deus em três Pessoas? Acerca desta fé transcrevo o seguinte texto:
“O cristianismo é a única religião que, por revelação de Jesus, prega ser Deus uno em três pessoas distintas:

DEUS PAI

Não foi criado e nem gerado. É o “princípio e o fim, princípio sem princípio”; por si só, é Princípio de Vida, de quem tudo procede; possui absoluta comunhão com o Filho e com o Espírito Santo. Atribui-se ao Pai a Criação do mundo.

DEUS FILHO

Procede eternamente do Pai, por quem foi gerado, não criado. Gerado pelo Pai porque assumiu no tempo Sua natureza humana, para nossa Salvação. É Ele Eterno e consubstancial ao Pai (da mesma natureza e substância). Atribui-se ao Filho a Redenção do Mundo.

DEUS ESPÍRITO SANTO

Procede do Pai e do Filho; é como uma expiração, sopro de amor consubstancial entre o Pai e o Filho; pode-se dizer que Deus em sua vida íntima é amor, que se personaliza no Espírito Santo. Manifestou-se primeiramente no Batismo e na Transfiguração de Jesus; depois no dia de Pentecostes sobre os discípulos. Habita nos corações dos fiéis com o dom da caridade. Atribui-se ao Espírito Santo a Santificação do mundo.

O Pai é pura Paternidade, o filho é pura Filiação e o Espírito Santo, puro nexo de Amor. São relações subsistentes, que em virtude de seu impulso vital, saem um ao encontro do outro em perfeita comunhão, onde a totalidade da Pessoa está aberta à outra distintamente.” (in www.coracaodemaria.org.br)

Assim, para o cristão católico, o acto de adorar este Deus, não é um acto de adorar apenas parte d’Ele, adorar Cristo na Eucaristia é adorar o Pai e o Espírito. É estar diante da sempiterna divindade, Deus único, essência única, em três Pessoas distintas com a mesma magestade divina.
Reconhecer em Deus, mais que indivíduo, o ser Pessoa, é reconhecer que Ele está presente em nós e nós n’Ele, “olhos nos olhos, coração a coração”, como referiu João Paulo II.
Deus é mistério, sempre o ouvimos dizer e, na faculdade, até uma disciplina estudada se chamava “Mistério de Deus”. Este Deus sendo mistério não é misterioso. Abre-se à nossa história, toma a iniciativa de nos resgatar da morte, em Seu Filho, revela-se continuamente pelo Espírito que nos permite ser “filhos adoptivos que clama Abba, ó Pai”,
O grande mistério da nossa vida, a meu ver, não é acreditar neste Deus uno e trino, mas entender como é que os corações dos homens e mulheres do nosso tempo ainda não acolhem o Seu Amor infinito por nós, isso sim é e será mistério. Deus vai-se revelando a nós, vamos conhecendo Deus em cada passo da nossa vida, em cada olhar de criança que começa a rezar ao Pai. Entender como é possível o mundo ainda não se ter aberto à vontade salvadora deste Deus, como é possível combater matando em nome de Deus, como é possível não construir um mundo mais humano, solidário e relacional, isso sim, para mim, é mistério… que continuará sendo… até à revelação última que Deus me permitir ter nesta vida.
Santo Agostinho muita falaria “De Trinitatis” (acerca da Trindade). Quem sou eu diante de tão sublime Doutor da Igreja para entrar neste mistério divino. Apenas deixo passar do coração e pensamento, aos dedos e às teclas o que sinto e rezo nesta hora, esperando nada dizer de blasfémia.
Uns falam do trevo para falar desta unidade trinitária; no outro dia eu mesmo com uma flor nas mãos tentei explicar a crianças – e alguns adultos – tão grande mistério da minha fé, outros às palavras da Revelação, às palavras da Igreja, às palavras dos sábios de todos os tempos.
Neste dia, sentir e viver, proclamar e sentir glória neste Deus mais não é que o deixar abandonar a alma ao mais íntimo de nós mesmo para deixar que seja Deus a falar em nós… revelando-se na nossa intimidade orante, ali onde Cristo diz que “o Pai que tudo conhece, te falará no segredo…”.

Termino rezando a oração do Anjo:
“Santíssima Trindade, Pai, Filho, Espírito Santo,adoro-Vos profundamentee ofereço Vos o preciosíssimo Corpo, Sangue, Alma e Divindade de Jesus Cristo,presente em todos os sacrários da terra,em reparação dos ultrajes, sacrilégios e indiferenças com que Ele mesmo é ofendido.E pelos méritos infinitos do Seu Santíssimo Coraçãoe do Coração Imaculado de Maria,peço Vos a conversão dos pobres pecadores.”
Que Deus Trindade a todos conceda a Sua Bênção…

(Saber mais sobre a Santíssima Trindade à luz do catecismo visita: http://www.acidigital.com/catecismo/trindade.htm)

02 maio 2015

DIA DA MÃE... (Michel Quoist)

Minha mais bela invenção, diz Deus, é minha Mãe.

Sentia falta dela e então a fiz.
Fiz a minha Mãe antes que ela me fizesse. Era mais garantido…
Agora sou um Homem de verdade, como todos os homens.
Nada mais preciso invejar-lhes, pois já tenho Mãe. Mãe de verdade. Estava sentindo falta d’Ela.
Minha Mãe, seu nome é Maria, diz Deus.
A sua alma é toda pura e cheia de graça.
O seu corpo é virgem, e mora nele uma luz tão radiosa que, na terra, não me cansei jamais de fitá-la, e ouvi-la, admirando-a.
É linda a minha Mãe, tão bela, que deixando os esplendores do Céu, ao lado dela não senti saudades.
No entanto, diz Deus, eu sei o que é ser carregado pelos anjos e, garanto-vos, não vale nem de longe os braços de uma Mãe, acreditem.
Minha Mãe, um belo dia morreu, diz Deus.
Desde o dia em que subi aos céus senti-a falta dela – e ela de mim.
Ela veio até a mim em corpo e alma, diretamente.
Eu não podia fazer de outra maneira. Era meu dever. Era mais conveniente.
Os dedos que tocaram Deus não podiam imobilizar-se.
Os olhos que contemplaram Deus não podiam ficar cerrados.
Os lábios que beijaram Deus não podiam enregelar-se.
Este corpo puríssimo que dera um corpo a Deus não podia apodrecer, misturado com a terra…
Não, eu não podia, não era possível, ter-me-ia custado muito.
Por mais que eu seja Deus, eu sou seu Filho, e quem manda sou eu.
E, além disso, diz Deus, foi também para os meus irmãos, os homens, que eu fiz isso.
Para que eles tenham também uma Mãe lá no céu. Mãe de verdade, igual a eles, corpo e alma. A minha Mãe.
Agora pronto! Está comigo desde o instante da morte. A Assunção, como dizem os homens.
A Mãe encontrou o Filho e o Filho, a Mãe. Corpo e alma, um bem ao lado do outro, eternamente.
Se os homens adivinhassem a beleza deste Mistério!
Reconheceram-no, enfim, oficialmente. O meu representante na terra, o Papa, proclamou-o solenemente.
É um prazer, diz Deus, ver os nossos dons apreciados. Há já muito tempo, o povo cristão pressentira este grande mistério do meu amor filiar e fraternal…
E agora, que o aproveitem mais ainda, diz Deus.
Têm no Céu uma Mãe que os acompanha com os olhos, os seus olhos de carne.
Têm no Céu uma Mãe que os ama de todo o coração, o seu coração de carne.
E esta Mãe, é a minha, que me olha com os mesmos olhos, que me ama com o mesmo coração.
Se os homens fossem espertos, bem o aproveitariam.
Deviam imaginar que a Ela nada posso recusar… Que querem que eu faça? É a minha Mãe.
Assim o quis. Agora não me queixo.
Um diante do outro, corpo e alma, Mãe e Filho.
Eternamente Mãe e Filho.”

(Michel Quoist – in Poemas para rezar)

OBRIGADO MEU DEUS PELA MINHA MÃE... 
TENHO SAUDADES DELA...


04 abril 2015

ELE VIVE... ALELUIA!

Cristo vive! Aleluia!
Caríssimos amigos, paz e bem.
Começo esta minha partilha recordando todos os AMIGOS de Avidos e  Lagoa (Famalicão), com quem passei estes tão grandes mistérios pascais nos últimos 27 anos. Este ano, por razões várias, não me  é possível estar convosco. Tenho certeza que tudo correrá bem e lindo como sempre, passadeiras e tapetes de flores, flores feitas com amêndoas, muita alegria porque se canta "a  minha casa chegou Jesus, e nós viemos para o saudar, aleluia, aleluia, e Sua Mãe, parou de chorar". Tantas coisas belas que nesta hora provocam saudade mas... estou e rezo na gratidão a todos vós.
Esta é a hora da grande Vigília Pascal, a celebração que é Mãe de todas as celebrações da Cristandade. A minha Vigília é, este ano, no silêncio exterior mas na alegria interior de quem participa da fé Judaica que canta: “Este é o dia que o Senhor fez: exultemos e cantemos de alegria” (Salmo 117).
Este é o Dia…o dia da Ressurreição de Cristo que nos traz a certeza da nossa própria ressurreição com Ele e n’Ele. Todo o Novo Testamento nos remete para esta certeza, em Cristo fomos resgatados da morte eterna e restituídos à Vida.
O Precónio Pascal que se entoa nesta Vigília Santa a dada altura afirma: “Ó feliz culpa que nos trouxe um tão grande redentor”.
Os Salmos do Hallel que se cantam nesta noite, são a antecipação do eco que na manhã de Páscoa todos nós, Católicos, brota do nosso coração: “Surrexit Christus, Aleluia!” (Cristo Ressuscitou, Aleluia).
A Páscoa é para nós este sair do caminho da Cruz, da dor, do sofrimento, da indiferença, como tanto no-lo tem recordado o Papa Francisco, para ir ao encontro do outro, daquele que Cristo coloca no nosso encalce, o nosso próximo. Ainda agora ouvia nas notícias que o Santo Padre, para além de ter lavado os pés a encarcerados, de ter batizado Catecúmenos dos quatro cantos do mundo, entre as quais  uma Portuguesa, nesta noite, Noite Santa, Noite Pascal, deixou instruções claras para que dos cofres do vaticano se preparassem mais de 300 envelopes com dinheiro a ser distribuído pelos sem abrigo de Roma, que se preparam para dormir nos túneis do metro.
A simplicidade que mais uma vez nos mostrou, na Via Sacra – em Roma, naquele lugar onde tantos irmãos deram testemunho de Cristo com a vida, nos primórdios da Igreja – essa simplicidade que não esquece os que hoje são marginalizados e perseguidos, não esquece os Filhos de Deus que são os mais pobres e injustiçados.
Na verdade foi para eles também que Cristo venceu a morte, deu a Vida, se ofereceu a Si mesmo para que todos tenhamos a Vida em Cristo.
Este caminho fá-lo-emos agora com a alegria de que não caminhamos sós. É sempre bom tentar colocarmo-nos diante da Cruz de Cristo, não como carpideiras a olhar para o passado – não foi essa a herança que Ele nos deixou – mas a sermos o sinal acolhedor de todos na nossa casa, levando em cada um de nós aqueles irmãos que Cristo nos deu no alto da Cruz, confiando sempre na presença maternal de Maria. Só assim fará sentido uma das últimas expressões de Cristo: "Mulher eis aí o teu filho; filho eis aí tua mãe" (Jo 19, 26-27).
Não há na verdade, para mim, maior grandeza do que a certeza que sou discípulo amado em João e que sou filho amado em Maria. Quanta Glória no Céu se celebra, como deve ecoar o canto do Aleluia, porque vivemos unidos, Igreja terrestre e Igreja celeste, a certeza do tumulo vazio. Quase me imagino a chegar ao sepulcro e sentir a amargura de não ver o meu Senhor, mas escutar de imediato: “Porque buscais o Vivente entre os mortos? Não está aqui; ressuscitou!” (Lc 24, 5-6).
Caríssimos, nesta Noite Santa, neste dia do Senhor, nesta Páscoa da Ressurreição, no silêncio de uma Vigília que este ano quis dar a mim mesmo, vos saúdo, vos desejo as maiores bênçãos do Céu, na certeza da minha amizade e oração.
A todos quero deixar os meus votos de uma Santa Páscoa em Cristo Ressuscitado.
Benedicat! Aleluia!
Frei Albertino  OFM

13 março 2015

2 ANOS DE PONTIFICADO

OBRIGADO SANTO PADRE


Passaram dois anos, desde a eleição para a Cátedra de Pedro, do Cardeal Jorge Mário Bergoglio. Desde o dia 13 de março que o Papa Francisco a todos conquistou com a sua simplicidade, a sua ternura, a sua espontaneidade. Naquele mês de março de 2013, deu-se uma espécie de “viragem franciscana”.
Em pouco mais de duas semanas o Papa Francisco deixou claro que não trazia apenas um novo estilo mas a frescura do conteúdo do Evangelho: aos cardeais apresentou-lhes três verbos para serem conjugados com a Cruz de Cristo: caminhar, edificar e confessar; num encontro com os jornalistas o Papa Francisco afirmou desejar uma Igreja pobre para os pobres; uma Igreja que seja misericordiosa, como Deus o é, pois perdoa sempre como disse no primeiro Angelus; a isto juntam-se outras afirmações fundamentais do seu programa de governo: o poder é serviço, viver na esperança, pastores que tenham o cheiro das ovelhas.
Em 18 dias do mês de março de 2013, o Papa Francisco deixava claras as suas intenções de reforma e renovação centrando tudo no Evangelho. E tudo começou com uma atitude cheia de conteúdo: A oração do povo pelo Santo Padre pedindo a bênção de Deus. Recordemos esse momento:
“E agora eu gostaria de dar a bênção, mas antes… antes peço-vos um favor: antes de o bispo abençoar o povo, peço-vos que rezeis ao Senhor para que Ele me abençoe: a oração do povo que pede a bênção para o seu bispo. Façamos em silêncio esta oração de vós por mim”. (13 de Março 2013)
Uma das pessoas que mais de perto tem vivido com o Papa Francisco nestes dois anos é o padre Federico Lombardi, diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé e também diretor geral da Rádio Vaticano. Em entrevista ao nosso colega do programa italiano, Roberto Piermarini, o padre Lombardi apresentou as três imagens que lhe ficaram impressas na mente durante estes dois anos:
“A primeira é o abraço a três junto ao Muro das Lamentações em Jerusalém com o rabino e com o líder muçulmano. Portanto, um momento simbólico fundamental do diálogo e da paz na viagem do Papa à Terra Santa, num ponto absolutamente crucial para a paz no mundo.”
 “Uma segunda imagem que ficou impressa em todos é quando Papa Francisco, no final da grande cerimónia na catedral ortodoxa em Istambul, em Constantinopla, pede, num certo sentido, a bênção do patriarca e a ele se inclina. Portanto, o momento da fraternidade e do diálogo ecuménico, o grande desejo de unidade dos cristãos.”
 “E depois uma terceira imagem que não é uma imagem mas uma série de imagens, que o próprio Papa evocou muitas vezes durante a grande viagem nas Filipinas: estas multidões de pessoas cheias de afeto, desejosas de ver o Papa, de amá-lo, de manifestar o seu entusiasmo que apresentam as suas crianças. Portanto, este sentido de alegria, de esperança perante o Papa, de um povo que olha o seu futuro com esperança apresentando-lhe as crianças e as novas gerações da Ásia e da humanidade.”
Em 24 meses de pontificado, o Papa Francisco visitou o Brasil, a Terra Santa, a Coreia do Sul, a Albânia, a Turquia, o Sri Lanka, as Filipinas e a cidade francesa de Estrasburgo, onde passou pelo Parlamento Europeu e o Conselho da Europa; realizou também sete viagens em Itália, incluindo uma passagem pela ilha de Lampedusa e uma homenagem no centenário no início da I Guerra Mundial.
Entre os principais documentos do atual pontificado estão a encíclica ‘Lumen Fidei’ (A luz da Fé), que recolhe também reflexões de Bento XVI, e a exortação apostólica ‘Evangelii Gaudium’ (A alegria do Evangelho). O Papa Francisco iniciou ainda um Sínodo sobre a Família, em duas sessões, com consultas alargadas às comunidades católicas: uma sessão extraordinária realizada em outubro do ano passado, e outra ordinária, que vai decorrer neste ano de 2015 de 4 a 25 de outubro. (RS)
(from Vatican Radio)

12 janeiro 2015

Conversão ao HOMEM NOVO



O texto que se segue é a minha releitura a partir das palavras da Ir. M.ª Amélia no 8.º Encontro)

FRANCISCO HOMEM CONVERSÃO: Continuação
O Salmo 46, rezado pela manhã, colocou-nos numa espécie de síntese do retiro: fortaleza que nos vem de Deus, o saciar a nossa alma em Deus e sobretudo expressarmos ao mundo dos nossos colóquios íntimos com Deus porque somos eleitos homens e mulheres da intimidade: O Senhor do universo está connosco! O Deus de Jacob é a nossa fortaleza! Vinde e contemplai as obras do Senhor, as maravilhas que Ele realizou na terra”.
Cristo chama à intimidade para depois nos enviar.
No texto anterior ficámos na GRUTA onde Francisco se refugia para um encontro mais íntimo com o Deus de Jesus Cristo.
No nosso processo pessoal, fraterno, comunitário, na sociedade, na Igreja, na Ordem, onde quer que nos encontremos, Cristo chama a sermos sinal da presença testemunhante de Francisco e Clara para que os outros sintam, mais do que verem, sintam que somos diferentes pela intimidade que temos com Ele e que se reflecte na nossa relação com os outros.

Voltemos ao percurso de CONVERSÃO de Francisco. Quais os QUATRO MOMENTOS CHAVE?
· SER POBRE. O gesto que se nos apresenta em primeiro lugar, como início de conversão, está no facto de deixar de ser alguém que dá esmolas aos pobres ao tornar-se ele mesmo pobre e pedir esmola. Este é um gesto provocatório para a sociedade de então, a Igreja e até mesmo a família e amigos, todos lhe chamam louco. Alguém um dia se lembrou de colocar como sendo oração de S. Francisco (da paz) a expressão “porque é dando que se recebe…”. Em Francisco há mais alegria no dar que no receber, isso é um facto. Este dar nem sempre é entregar alguma coisa ao outro, no sentir e viver de Francisco esta alegria pode ser o dar ao outro a oportunidade de me oferecer ele alguma coisa, e aqui Francisco habitualmente refere-se ao perdão. Denota em Francisco a grande preocupação pela alegria da reciprocidade, do amor, da fraternidade.
Uma tal opção de vida, que se alegra mais no dar que no receber, é aquela que faz dele e de nós pobres com os pobres, superar em si mesmo as pretensões para se sentir um igual aos pobres. A partir daqui as suas relações com os outros ganham um valor genuíno em Francisco.
Ser pobre não significa, para ele, não ter coisas mas sim, não ter a posse das mesmas, não ser dono, senhorio porque tudo recebemos na gratuidade de Deus. Ser pobre, para Francisco, é usar bem o que Deus nos concedeu sem permitir que ao seu lado alguém fosse mais pobre que ele. Quantas histórias poderíamos contar aqui de momentos em que ele deu o seu próprio hábito aos pobre que estava mais roto que ele, em que pagou para serem libertadas as rolas cativas, em que mandou aos seus frades que fossem levar comida ao bosque aos irmãos ladrões que os haviam assaltado… e por aí fora.

· BEIJO AO LEPROSO. Este é o segundo momento chave onde Francisco rompe consigo mesmo e com a sua estrutura interior. Os leprosos afastavam-se do resto das pessoas, fugiam, escondiam-se e avisava com uma campainha a sua presença para que todos deles fugissem e não fossem contagiados com a lepra. Quantas vezes Francisco fugiu, enojado talvez, com desprezo pelos que sofriam o mal da doença e da discriminação social inerente à lepra.
Olhar o outro como alguém a quem manifestar afecto e a quem amar com o sentido do coração de Deus leva Francisco a ir ao encontro do leproso, apear-se do cavalo e beijar aquele irmão atónito sem perceber o que estava a acontecer. Seria mesmo um louco, aquele Francisco Bernardone, beijar um leproso. Loucura não foi este gesto mas sim a mudança que ele permite se opere na sua vida e coração, como ele mesmo nos diz no seu Testamento: “e depois o Senhor me conduziu ao meio dos leprosos e o que antes era para mim amargo se tornou em doçura de alma”.
Francisco já não se sente diferente dos outros, dos pobres, dos marginalizados, dos enfermos, dos desenraizados. Francisco, identificado agora com Cristo pobre e sofredor, já não é o jovem das folgazias, o rei da juventude, o jovem de sonhos de cavalaria e honrarias. É um homem em permanente conversão interior que se deixa tocar por aquilo que jamais lhe passaria pela cabeça, Cristo vivo e operante através dos mais frágeis da sociedade. Francisco, neste momento chave da sua conversão, vive talvez uma das etapas mais importantes, difíceis e cruciais da sua vida espiritual, morrer para o amor prefigurado neste abraço ao homem sofredor que o leva sempre ao Cristo sofredor.
Francisco começa a entender aqui que é o morrer constantemente por amor e para o amor que gera mais vida. Por isso ele repete tantas vezes que “o Amor – Cristo – não é amado”, e uma vez mais olhamos a já referida oração que diz que “é morrendo que se vive para a Vida Eterna”.

· De CAVALEIRO A PEDREIRO. Toda a vocação é o chamamento ao SERVIÇO. Só há dois caminhos para Francisco – e para nós creio – viver na lógica do poder ou na lógica do serviço. Francisco já não quer mais ouvir a voz dos que têm o poder das nações, o domínio dos povos mas a voz de UM CRUCIFICADO e que lhe pede o Crucificado? “Vai, Francisco, e repara a minha Igreja que como vês ameaça ruir”. Estamos diante de uma capelinha em ruínas, dedicada a S. Damião, um grande Cristo Bizantino que se ergue diante de Francisco que ali ajoelha em busca da vontade de Deus e repete sem cessar: “quem és Tu, ó Deus meu, e quem sou eu?” e ainda “Senhor, que queres que eu faça, que queres de mim?”
“Repara a minha Igreja…”. Esta é a vontade do Crucificado e, Francisco, prontamente arregaça as mãos e de pedra e argamassa vai reparar as paredes daquela e de outras capelas de Assis. A honestidade da resposta imediata à vontade de Deus nem o deixou pensar que Igreja é esta a que Cristo se refere. Ele mesmo vai dizer que só mais tarde percebeu que não eram igrejas de pedras mas sim a Igreja povo de Deus com os problemas e crises do seu tempo – tão pouco diferente do tempo actual – que Deus queria que ele reparasse.
Este tempo todo é, podemos dizer, o tempo verdadeiro da sua conversão. É aqui que toda a transformação interior se consolida, no serviço aos outros, no trabalho para os outros, na oração íntima com Deus. É o tempo da conversão do narcisismo para o amor, entrega purificada e livre à missão. Dá-se aqui, podemos dizer, um salto verdadeiramente qualitativo na vida de Francisco.
Neste momento Cristo tem Francisco bem preparado para a PROVA DE FOGO, onde ele vai expor a sua descoberta absoluta do seguimento de Cristo.

· DESPOJAMENTO. Fracisco, sem muitas palavras, tudo restitui ao mundo, à família, até o nome Bernardone restitui ao pai para reencontrar a sua nova condição de filho e, despojado de todas as coisas deste mundo, fazer vida as palavras que disse diante do Bispo, do Podesta, da família e da cidade inteira: “de hoje em dianta já não chamarei mais pai a Pedro Bernardone mas antes direi PAI NOSSO que estais no céu”. DEUS É O SEU PAI e assim será sempre.
Despojado se encontra, não como um verme, mas como uma criança é sinal de renascimento, como aconteceu com Nicodemos no Evangelho. Só assim, passando por este caminho seremos livres, responsáveis, capazes de assumir o fracasso, a solidão mas também as vitórias e alegrias em Deus que nascem deste renascimento permanente. Trata-se de viver mais de vinho novo em odres novos e não de vinho velho em odres velhos, como lembra Jesus.

Independentemente da idade que tenhamos somos constantemente convidados a uma conversão que tenha perfume, arejada, suave e capaz de ter o sabor da paz e da alegria: Aleluia!Louvai o Senhor, porque é bom cantar! É agradável e é justo louvar o nosso Deus.” (Sl 147, 1). Deus cuida de nós e esta consciência está sempre presente em Francisco CONVERTIDO POR AMOR bem como em Clara sua Plantazinha e deve estar presente em todos os que de uma forma ou de outra partilham deste sentir de Clara e Francisco. Deus restaura a cada momento a “nossa Jerusalém”, o que somos e temos porque tudo é DOM DO SEU AMOR, convida-nos a entrar lá para renovar a vida, para ser missão.

Muitos foram os momentos chave na vida de Francisco, e por seguimento na vida de Clara, mas ficam estes que partilhou a Irmã Maria Amélia Costa e que, ao longo destes últimos tempos voltei a reflectir, rezar e reescrever ao meu jeito, completando com a minha reflexão pessoal também.
À minha querida Ir. M.ª Amélia Costa quero agradecer o dom enorme que foi ter uma Mulher como ela a orientar a nova caminhada no “chão de Francisco e Clara”.
Dentro de dias, e como corolário de todas estas reflexões, temos, eu e a Ir. M.ª Amélia uma surpresa para todos. Aguardem porque temos certeza que será motivo de alegria e vida partilhada.

Termino com um pensamento para um dos mais belos textos que Francisco escreveu e que é a SAUDAÇÃO À BEM-AVENTURADA VIRGEM MARIA
"Salve, Senhora santa Rainha, santa Mãe de Deus, Maria virgem convertida em templo, e eleita pelo santíssimo Pai do céu, consagrada por Ele com o seu santíssimo amado Filho e o Espírito Santo Paráclito;
que teve e tem toda a plenitude da graça e todo o bem!
Salve, palácio de Deus!
Salve, tabernáculo de Deus!
Salve, casa de Deus!
Salve, vestidura de Deus!
Salve, Mãe de Deus!
E vós, todas as santas virtudes, que pela graça e iluminação do Espírito Santo sois infundidas no coração dos fiéis, para, de infiéis que somos, nos tornardes fiéis a Deus."

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