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Senhor! Fazei-me instrumento da vossa paz!

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31 maio 2015

Santíssima Trindade

“Creio em um só Deus, Pai todo-poderoso, Criador do céu e da terra (…)
Creio em um só Senhor Jesus Cristo, Filho Unigénito de Deus, nascido do Pai antes de todos os séculos (…) consubstancial ao Pai (…)
Creio no Espírito Santo, Senhor que dá a vida, e procede do Pai e do Filho e com o Pai e o Filho é adorado e glorificado (…)”.
(da oração do Credo)

Celebrar a Santíssima Trindade é celebrar este DOM DA FÉ num único Deus em três pessoas distintas.
Proclamar um único Deus nada tem de novo na História Humana. Os Hebreus recebem o dom da mesma fé, os Islâmicos também e, certamente por este mundo fora, muitos outros credos acreditam num único Deus e Senhor.
O novo da nossa fé é o acreditar que este Deus não é indivíduo, isolamento, oposição a outros deuses. O nosso Deus YHWEH é relação amorosa, é comunhão Sagrada, é Aliança vital, é unidade que se complementa: O pai que tudo cria, o Filho que revela o Pai e nos salva, o Espírito que permanece desde a origem, fala pelos Profetas, torna possível a Incarnação do Logos, consagra e envia os chamados permanecendo actuante na Ecclesia enviada.
É esta mesma Ecclesia que em toda a sua oração e acção tem presente a Trindade Divina. Todas as celebrações de fé iniciam-se e terminam em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. As grandes orações das celebrações, sobretudo a Eucaristia, terminam nesta invocação Trinitária. Podemos recordar ainda as chamadas “Trindades” que durante séculos, ao toque dos sinos, fazia parar a mente e os sentidos, ao amanhecer, a meio do dia e ao anoitecer, para invocar Deus Uno e Trino, neste caso por intermédio de Maria Filha e Mãe de Deus.
Como entender então que celebremos e professemos a fé em um único Deus em três Pessoas? Acerca desta fé transcrevo o seguinte texto:
“O cristianismo é a única religião que, por revelação de Jesus, prega ser Deus uno em três pessoas distintas:

DEUS PAI

Não foi criado e nem gerado. É o “princípio e o fim, princípio sem princípio”; por si só, é Princípio de Vida, de quem tudo procede; possui absoluta comunhão com o Filho e com o Espírito Santo. Atribui-se ao Pai a Criação do mundo.

DEUS FILHO

Procede eternamente do Pai, por quem foi gerado, não criado. Gerado pelo Pai porque assumiu no tempo Sua natureza humana, para nossa Salvação. É Ele Eterno e consubstancial ao Pai (da mesma natureza e substância). Atribui-se ao Filho a Redenção do Mundo.

DEUS ESPÍRITO SANTO

Procede do Pai e do Filho; é como uma expiração, sopro de amor consubstancial entre o Pai e o Filho; pode-se dizer que Deus em sua vida íntima é amor, que se personaliza no Espírito Santo. Manifestou-se primeiramente no Batismo e na Transfiguração de Jesus; depois no dia de Pentecostes sobre os discípulos. Habita nos corações dos fiéis com o dom da caridade. Atribui-se ao Espírito Santo a Santificação do mundo.

O Pai é pura Paternidade, o filho é pura Filiação e o Espírito Santo, puro nexo de Amor. São relações subsistentes, que em virtude de seu impulso vital, saem um ao encontro do outro em perfeita comunhão, onde a totalidade da Pessoa está aberta à outra distintamente.” (in www.coracaodemaria.org.br)

Assim, para o cristão católico, o acto de adorar este Deus, não é um acto de adorar apenas parte d’Ele, adorar Cristo na Eucaristia é adorar o Pai e o Espírito. É estar diante da sempiterna divindade, Deus único, essência única, em três Pessoas distintas com a mesma magestade divina.
Reconhecer em Deus, mais que indivíduo, o ser Pessoa, é reconhecer que Ele está presente em nós e nós n’Ele, “olhos nos olhos, coração a coração”, como referiu João Paulo II.
Deus é mistério, sempre o ouvimos dizer e, na faculdade, até uma disciplina estudada se chamava “Mistério de Deus”. Este Deus sendo mistério não é misterioso. Abre-se à nossa história, toma a iniciativa de nos resgatar da morte, em Seu Filho, revela-se continuamente pelo Espírito que nos permite ser “filhos adoptivos que clama Abba, ó Pai”,
O grande mistério da nossa vida, a meu ver, não é acreditar neste Deus uno e trino, mas entender como é que os corações dos homens e mulheres do nosso tempo ainda não acolhem o Seu Amor infinito por nós, isso sim é e será mistério. Deus vai-se revelando a nós, vamos conhecendo Deus em cada passo da nossa vida, em cada olhar de criança que começa a rezar ao Pai. Entender como é possível o mundo ainda não se ter aberto à vontade salvadora deste Deus, como é possível combater matando em nome de Deus, como é possível não construir um mundo mais humano, solidário e relacional, isso sim, para mim, é mistério… que continuará sendo… até à revelação última que Deus me permitir ter nesta vida.
Santo Agostinho muita falaria “De Trinitatis” (acerca da Trindade). Quem sou eu diante de tão sublime Doutor da Igreja para entrar neste mistério divino. Apenas deixo passar do coração e pensamento, aos dedos e às teclas o que sinto e rezo nesta hora, esperando nada dizer de blasfémia.
Uns falam do trevo para falar desta unidade trinitária; no outro dia eu mesmo com uma flor nas mãos tentei explicar a crianças – e alguns adultos – tão grande mistério da minha fé, outros às palavras da Revelação, às palavras da Igreja, às palavras dos sábios de todos os tempos.
Neste dia, sentir e viver, proclamar e sentir glória neste Deus mais não é que o deixar abandonar a alma ao mais íntimo de nós mesmo para deixar que seja Deus a falar em nós… revelando-se na nossa intimidade orante, ali onde Cristo diz que “o Pai que tudo conhece, te falará no segredo…”.

Termino rezando a oração do Anjo:
“Santíssima Trindade, Pai, Filho, Espírito Santo,adoro-Vos profundamentee ofereço Vos o preciosíssimo Corpo, Sangue, Alma e Divindade de Jesus Cristo,presente em todos os sacrários da terra,em reparação dos ultrajes, sacrilégios e indiferenças com que Ele mesmo é ofendido.E pelos méritos infinitos do Seu Santíssimo Coraçãoe do Coração Imaculado de Maria,peço Vos a conversão dos pobres pecadores.”
Que Deus Trindade a todos conceda a Sua Bênção…

(Saber mais sobre a Santíssima Trindade à luz do catecismo visita: http://www.acidigital.com/catecismo/trindade.htm)

02 maio 2015

DIA DA MÃE... (Michel Quoist)

Minha mais bela invenção, diz Deus, é minha Mãe.

Sentia falta dela e então a fiz.
Fiz a minha Mãe antes que ela me fizesse. Era mais garantido…
Agora sou um Homem de verdade, como todos os homens.
Nada mais preciso invejar-lhes, pois já tenho Mãe. Mãe de verdade. Estava sentindo falta d’Ela.
Minha Mãe, seu nome é Maria, diz Deus.
A sua alma é toda pura e cheia de graça.
O seu corpo é virgem, e mora nele uma luz tão radiosa que, na terra, não me cansei jamais de fitá-la, e ouvi-la, admirando-a.
É linda a minha Mãe, tão bela, que deixando os esplendores do Céu, ao lado dela não senti saudades.
No entanto, diz Deus, eu sei o que é ser carregado pelos anjos e, garanto-vos, não vale nem de longe os braços de uma Mãe, acreditem.
Minha Mãe, um belo dia morreu, diz Deus.
Desde o dia em que subi aos céus senti-a falta dela – e ela de mim.
Ela veio até a mim em corpo e alma, diretamente.
Eu não podia fazer de outra maneira. Era meu dever. Era mais conveniente.
Os dedos que tocaram Deus não podiam imobilizar-se.
Os olhos que contemplaram Deus não podiam ficar cerrados.
Os lábios que beijaram Deus não podiam enregelar-se.
Este corpo puríssimo que dera um corpo a Deus não podia apodrecer, misturado com a terra…
Não, eu não podia, não era possível, ter-me-ia custado muito.
Por mais que eu seja Deus, eu sou seu Filho, e quem manda sou eu.
E, além disso, diz Deus, foi também para os meus irmãos, os homens, que eu fiz isso.
Para que eles tenham também uma Mãe lá no céu. Mãe de verdade, igual a eles, corpo e alma. A minha Mãe.
Agora pronto! Está comigo desde o instante da morte. A Assunção, como dizem os homens.
A Mãe encontrou o Filho e o Filho, a Mãe. Corpo e alma, um bem ao lado do outro, eternamente.
Se os homens adivinhassem a beleza deste Mistério!
Reconheceram-no, enfim, oficialmente. O meu representante na terra, o Papa, proclamou-o solenemente.
É um prazer, diz Deus, ver os nossos dons apreciados. Há já muito tempo, o povo cristão pressentira este grande mistério do meu amor filiar e fraternal…
E agora, que o aproveitem mais ainda, diz Deus.
Têm no Céu uma Mãe que os acompanha com os olhos, os seus olhos de carne.
Têm no Céu uma Mãe que os ama de todo o coração, o seu coração de carne.
E esta Mãe, é a minha, que me olha com os mesmos olhos, que me ama com o mesmo coração.
Se os homens fossem espertos, bem o aproveitariam.
Deviam imaginar que a Ela nada posso recusar… Que querem que eu faça? É a minha Mãe.
Assim o quis. Agora não me queixo.
Um diante do outro, corpo e alma, Mãe e Filho.
Eternamente Mãe e Filho.”

(Michel Quoist – in Poemas para rezar)

OBRIGADO MEU DEUS PELA MINHA MÃE... 
TENHO SAUDADES DELA...


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