Retalhos Bem-vindo! Retalhos Willkommen! Retalhos Bienvenido! Retalhos Bienvenue! Retalhos Benvenuti! Retalhos Welcome! Retalhos 歡迎! Retalhos Καλως ηλθατε! Retalhos Добро пожаловать! Retalhos!مرحبا Retalhos

PORTUGAL: BEM VINDO SANTO PADRE!

VÍDEOS: Para visualizar e ouvir os vídeos deverá dasativar a música de fundo no painel aqui do lado esquerdo

21 outubro 2016

Gravado na palma da mão

“Tu é que és o meu servo. Foi a ti que Eu escolhi e não te rejeitarei.
 Nada temas, porque Eu estou contigo; não te angusties, porque Eu sou o teu Deus.
Eu fortaleço-te e auxilio-te, e amparo-te com a minha mão direita e vitoriosa.
Porque Eu, o Senhor, teu Deus, tomo-te pela mão, e digo-te: 'Não tenhas medo, Eu mesmo te ajudarei!”
                         (Isaias 41, 8-13)
Hoje, dia de celebração do meu aniversário, volto aqui…
Não! Não pensem que me esqueci do “Retalhos”, este ou o anterior que continua on-line. Não me esqueci. Um “pai” nunca esquece os seus filhos ainda que se ausente da sua presença, ainda que pareça distante, ainda que o seu silêncio pareça noite escura.
Nestes últimos tempos (anos) tenho vindo muito como todos vós. Como alguém que tem sede e vem beber, que tem fome e vem alimentar-se, que quer vislumbrar o caminho a percorrer e tentar entender o caminho percorrido. E esse caminho passa muito por estes “retalhos”.
Hoje alguém, talvez “tu Amigo” que agora me lês, me disse que este blogue continuava a ser ponto de referência e que fazia falta eu voltar a dizer “estou aqui”…
Sim, estou aqui, nunca deixei de estar… aqui por trás deste espaço lá no lugar da muita confusão de códigos e barras, opções de publicação, sim do lado de trás que vós não vedes. Veio-me agora à mente as muitas imagens que todos já vimos ou vivemos de alguém a olhar por detrás de um vidro de uma janela, num momento de partida ou chegada, de saudade ou acolhimento, de silêncio que tantas vezes fala mais alto e bem mais marcante que muitas palavra ou gestos.
Mas depois de ter recebido, no passado dia 10, e hoje dia 21, a presença de tantos AMIGOS, e tendo alguns falado do blogue, hoje alguém de forma muito especial me voltou a sentir saudades de escrever algo, de escolher uma imagem, de pensar nos que possam vir aqui e sair silenciosos ficando apenas no mapa do lado direito a cidade em que entrou e saiu, ou deixando aqui um pequeno retalho ao jeito de partilha nos comentários, anónimos ou não.
E lembrei-me deste texto do Profeta Isaias.
Celebrar o DOM DA VIDA é sentir esta certeza de que só em Deus faz sentido a Vida.
Deus escolheu-nos, deus escolheu-me e Ele mesmo vem em nosso auxílio. Deus nunca nos abandona e nunca me abandonou.
E lembrei da música onde se canta este trecho “tenho-te gravado na palma da mão, com amor eterno e sem fim…”.
Estar gravados na palma da mão de Deus é ter e segurança de um Pai que com tanto carinho nos segura e aponta caminhos com a Luz do Seu infinito Amor.
É o sentimento que tenho neste momento… Sinto-me plenamente nas mãos do Pai que me conduz, que escreve o rumo da minha história.
E é a Ele que vos confio a todos uma vez mais.
Obrigado Deus meu pelo dom da Vida.
Obrigado pelos que me geraram para esta Vida e que me espera nessa Vida de plenitude onde já se encontram e para onde todos caminhamos.
Obrigado pelos que caminham comigo em cada dia, em cada momento, pelos que suavizam a dor, a solidão, o cansaço mas também partilham das alegrias, das vitórias, dos êxitos, dos que simplesmente sem me conhecerem passam por aqui uns segundos.
Amigos todos, Deus vos abençoe. Só n’Ele posso agradecer-vos tanto e tanto e pedir a vossa compreensão para esta ausência tão longa neste espaço de todos.
Tentarei voltar a estar mais presente.
BENEDICAT

02 outubro 2016

Francisco e a Irmã morte

 Dia 4 de Outubro celebramos o dia de S. Francisco de Assis.
Uma vez mais partilho com todos este texto que, para mim, sintetiza plenamente o espírito com que Francisco viveu e aceitou a irmã morte.
Neste ano centenário quero agradecer do fundo do coração a entrega e consegração de todos quantos, ao longos destes oito séculos, levaram a bom termo o Dom do Carisma da Menoridade Franciscana.
Que do céu o Poverello nos abençoe e nos guarde...

 
A Irmã Morte
(Frei Nilo Agostini OFM - http://freiniloagostini.blogspot.com)

Ano de 1226. Francisco se acha muito debilitado. Seu estômago não aceita mais alimento algum. Chega a vomitar sangue. Admiram-se todos como um corpo tão enfraquecido, já tão morto, ainda não tenha desfalecido. Transportado de Sena para Assis, Francisco ainda encontra forças para exortar os que acorrem a ele. E aos irmãos diz: "Meus irmãos, comecemos a servir ao Senhor, porque até agora bem pouco fizemos". Ao chegar a Assis, um médico se apresenta e constata que nada mais resta a fazer. Ao que Francisco exclama: "Bem-vinda sejas, irmã minha, a morte!" E convida aos irmãos Ângelo e Leão para cantarem o Cântico do Irmão Sol, ao qual Francisco Acrescenta a última estrofe em louvor a Deus pela morte corporal.
Aproximando-se a hora derradeira, Francisco deseja ser levado para a capelinha de Nossa Senhora dos Anjos, na Porciúncula, onde tudo havia começado. Lá, num gesto de despojamento, de identificação com o Cristo crucificado e de integração com o Pai, pede que o deixem, nu, sobre a terra e diz aos frades: "Fiz o que tinha que fazer. Que Cristo vos ensine o que cabe a vós". Despede-se de todos os irmãos; abençoa-os; lembra-lhes que "o Santo Evangelho é mais importante que todas as demais instituições". Anima o seu médico, dizendo-lhe: "Irmão médico, dize com coragem que a minha morte está próxima. Para mim, ela é a porta para a vida!" E, então, canta o Salmo 142. Francisco parte cantando, cortês, hospitaleiro e reconciliado com a morte.
O canto de Francisco está baseado em uma percepção realista da morte: "Nenhum homem pode escapar da morte". Mas como pode ser irmã aquela que engole a vida, que decepa aquela pulsão arraigada em cada um de nós, fundada em um "desejo" que busca triunfar sobre a morte e viver eternamente? Francisco acolhe fraternalmente a morte. Nele realiza-se, de forma maravilhosa, o encontro entre a vida e a morte, em um processo de integração da morte.
Francisco acolhe a vida assim como ela é, ou seja, em sua exigência de eternidade e em sua mortalidade. Tanto a vida como a morte são um processo que perdura ao longo de toda a vida. A morte faz parte da vida. Como e despertar e o adormecer, assim é a morte para o ser humano. Ela não rouba a vida; dá a esse tipo de vida a possibilidade de outro tipo de vida, eterna e imortal, em Deus.
A morte não é então negação total da vida, não é nossa inimiga, mas é passagem para o modo de vida em Deus, novo e definitivo, imortal e pleno. Francisco capta esta realidade e abriga a morte dentro da vida. Acolhe toda limitação e mostra-se tolerante com a pequenez humana, a sua e a dos outros.
A grandeza espiritual e religiosa de Francisco no saudar e cantar a morte significa que já está para além da própria morte; ela, digna hóspede não lhe é problema; ao contrário, ela é a condição de viver eternamente, de triunfar de modo absoluto, de vencer todo embotamento do pecado que a transforma em tragédia. Francisco soube mergulhar na fonte de toda a vida. "Enquanto Deus é Deus, enquanto Ele é o vivente e a Fonte de toda a vida, eu não morrerei, ainda que corporalmente morra!" (L. Boff).

Irmãos e irmãs, nós queremos hoje, juntos, celebrar a memória da morte de São Francisco de Assis. Para ele, a morte é o grande momento de louvor que o ser humano presta a Deus. E ele fez de sua vida e de sua morte encontros que o colocaram no coração daquele que lhe deu a vida.
O que nós queremos é também neste momento, embeber nossa vida, o corpo e a alma desta fonte que é São Francisco, seu carisma, sua obra e seu ideal.
Façamos, também nós, dos nossos dias, dos dias que o Senhor nos dá, um grande hino de agradecimento e louvor a Deus, pois num homem tão frágil e tão pequeno quanto o foi São Francisco, Deus quis mostrar toda a sua misericórdia e confirmar seu amor para com todos os seres humanos.
Que este dia da memória da morte de São Francisco nos faça aprender a louvar e a bendizer a Deus por tudo: pela sua graça, por sua misericórdia, por sua vida, por sua presença.


 
Com João Paulo II rezemos:
Francisco de Assis:
tu que tanto aproximaste Cristo da tu época,
ajuda-nos a aproximar Cristo da nossa época,
dos nossos tempos difíceis e críticos.
Ajuda-nos, Francisco.
Estes tempos esperam Cristo com grandíssima ansiedade...
Ajuda-nos, Francisco de Assis,
ajuda-nos a aproximar Cristo da Igreja e do mundo de hoje.
Tu que trouxeste no teu coração os altos e baixos de teus contemporâneos,
ajuda-nos, com o coração vizinho ao coração do Redentor,
abraçar as alternativas dos homens de nossa época.
Ajuda-nos a traduzir em simples linguagem do Evangelho,
os problemas sociais e políticos dos nossos dias,
as dúvidas, debandadas e negações,
as tensões, os conflitos, as inquietações e as guerras.
Ajuda-nos a iluminar o mundo com o Evangelho de Jesus
pare que ele possa ser caminho, verdade e vida par os homens e mulheres de hoje,
para os que sofrem e que perderam a esperança,
para aqueles que teu Senhor salvou pela entrega de sua vida.
Amém.

AVISO LEGAL – Procurarei fazer, neste blog, uma utilização cautelosa de textos, imagens, sons e outros dados, respeitando os direitos autoriais dos mesmos. Sempre que a legislação exigir, ou reclamados os referidos direitos de autor, procurarei prontamente respeitá-los, corrigindo informação ou retirando os mesmos do blog

 
© 2009 | RETALHOS 2 | Por Templates para Você