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Senhor! Fazei-me instrumento da vossa paz!

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24 dezembro 2016

Noite de procura e de LUZ

HOJE COMO HÁ TRÊS ANOS...
Depois de um dia muito cansativo, venho ao blog para serenar. Estes dias tenho dedicado o meu tempo ao Natal exterior, é tempo do Natal interior.
Levo o meu pensamento ao natal da minha infância... o efeito de neve a cair no blog lembra-me as noites dessa infância lá na aldeia com a neve a cair.
O POEMA que se segue, perdoem os bons poetas a pobreza, é a minha oração da noite. Imagino, nesta noite e dia, Maria e José à procura do lugar do Nascimento.
Este poema brotou há alguns anos depois de um dia como o de hoje, de cansaço mas também da muita alegria por ter tido a dedicação de alguns Amigos na realização das ornamentações e presépios desta casa.
É para eles neste momento a dedicação do poema / oração desta noite.
OBRIGADO...

NOITE DE PROCURA E DE LUZ

Passo a passo vão pelo horizonte além
No cansaço de um longo caminhar,
Dirigem-se à cidade de Jerusalém
José e Maria, a fim de se recensear.

Um burrinho cansado, Maria transporta
Alheio ao milagre que em noite irá ver,
Levará Maria e José de porta em porta
E um Menino no ventre que está p’ra nascer.

E eis que é chegada a hora da Esperança
Em que a Virgem trará a Salvação.
Mas ninguém tem lugar na vizinhança
Para acolher em sua casa um Irmão.

E a noite sobre a terra vai caindo,
Frio, escuridão e neve caem também.
E o burrinho, bem cansado, vai seguindo
Levando Maria e José até Belém.

E o Menino que no ventre, é o Senhor
Não podia esperar mais p’ra nos salvar.
É num estábulo, não havia lugar melhor,
Que Maria, a Deus Menino, à luz vem dar.

Quanta alegria o burrinho e os animais
Ali pasmados diante da grande Luz.
Um bebé ali nasceu chorando em ais,
E seus pais já lhe chamavam Jesus.

Ó que noite de Luz, noite Santa,
Em que Deus connosco habitou.
A Criação inteira exulta e canta
Em adoração a quem tudo criou.

Noite da procura é agora noite da Vida
Porque Deus, o Emanuel, até nós vem,
E a humanidade que se encontrava perdida
Vê-se salva num estábulo, em Belém.

Neste dia que antecede o meu Natal
Quero fazer da minha Vida uma oração.
Oferecer ao Menino Deus, presente tal,
Que consiga esgotar meu coração.

Brilha Luz Divina sobre mim
Sobre todos os que tenho no pensamento.
Que a tua bênção desça a nós, sem fim,
Que neste Natal sejamos o teu acolhimento.

Noite de procura dum lugar p’ra dar à Luz
É a noite de todo homem e mulher também.
Que cada um possa esquecer a sua cruz
P’ra celebrar a alegria, na noite de Belém.

Frei Albertino S. Rodrigues O.F.M.

22 dezembro 2016

Francisco e as "resistências malévolas"


Papa diz que a reforma da Cúria vai continuar, apesar das "resistências malévolas"
22 dez, 2016 - 12:13 • Aura Miguel , Matilde Torres Pereira

"Na Igreja, devemos ter medo das manchas e não das rugas”, disse Francisco numa mensagem aos cardeais que trabalham na Santa Sé.

O Papa Francisco aproveitou esta quinta-feira as tradicionais saudações aos cardeais que trabalham na Santa Sé nesta época natalícia para abordar a reforma da Cúria e os vários tipos de resistências que têm vindo a surgir no seio da própria Igreja.
“Caros irmãos, na Igreja, devemos ter medo das manchas e não das rugas”, declarou Francisco, perante os seus conselheiros. Mais importante do que disfarçar as rugas e sinais de velhice, é preciso renovar por dentro e purificar, defendeu.
Referindo as “resistências” com as quais se tem deparado, o Papa distinguiu as várias formas de fazer oposição: “Resistências abertas, que nascem da boa vontade e do diálogo sincero; resistências escondidas, que nascem de corações medrosos e empedernidos, alimentados pelas palavras vazias do ‘leopardismo’ espiritual que, diz querer mudar por palavras, mas deseja que fique tudo na mesma”, elencou.
Tecendo assim duras críticas, o Papa falou ainda nas “resistências malévolas que crescem nas mentes distorcidas e apresentam-se quando o demónio inspira intenções más – às vezes com pele de cordeiro.”
“Este último tipo de resistência esconde-se atrás de palavras justificadoras e, tantas vezes, acusadoras, refugiando-se na tradição, nas aparências, nas formalidades, no que é conhecido, ou então, em querer tornar tudo numa questão pessoal, sem distinguir o acto, o actor e a acção”, afirmou.
“A reforma não tem um fim estético, para tornar a Cúria mais bela; nem pode ser entendida como uma espécie de ‘lifting’, de maquilhagem ou pintura para embelezar o velho corpo da Cúria”, rematou. “Nem sequer é uma operação de cirurgia plástica para tirar as rugas.”
A reforma da Cúria Romana é um grande objectivo do Papa Francisco. Desde o início da sua eleição que Francisco explica que esta reforma deve ser profunda e agilizar a Cúria, mas o corpo da Igreja é pesado e a mudança não é fácil.
No seu longo discurso, o Papa enuncia um conjunto de condições e critérios que devem guiar a reforma da Cúria vaticana. Entre outras coisas, diz que, para não enferrujarem nem caírem na rotina do funcionalismo, é essencial a formação permanente - e considera um cancro a prática comum de “promover para afastar”, utilizando a expressão em latim: “Promoveatur ut amoveatur”.
No final, e à margem do discurso, Francisco recordou que no encontro de 2014 enunciou as 15 doenças da Cúria e em 2015 propôs os remédios para essas doenças. Agora, diz que se inspirou no livro do padre jesuíta Claudio Acquaviva, de 1635, com o título “Expedientes para curar as doenças da alma”. Francisco ofereceu esta quinta-feira, a cada um dos cardeais, uma edição actualizada deste livro.

17 dezembro 2016

Papa Francisco: 80 anos

PARABÉNS SANTO PADRE
 
QUE DEUS O ABENÇOE PELOS 80 ANOS DE VIDA QUE HOJE CELEBRA.
 
REZAMOS POR SI!

O Papa Francisco completa 80 anos neste sábado 17 de dezembro.

Às 8 horas locais, Francisco presidiu à celebração eucarística, na Capela Paulina, no Vaticano, na qual concelebraram numerosos Cardeais residentes em Roma.

Quem deseja dar os Parabéns ao Papa Francisco, em português, pelos seus 80 anos, pode enviar um e-mail aos seguintes endereços:

PapaFrancisco80@vatican.va (Espanhol/Português) PapaFranciscus80@vatican.va (Latim)
PapaFrancesco80@vatican.va (Italiano)
PopeFrancis80@vatican.va (Inglês)
PapeFrancois80@vatican.va (Francês)
PapstFranziskus80@vatican.va (Alemão)
PapiezFranciszek80@vatican.va (Polonês)

Nas redes sociais, a hashtag criada para a ocasião é #Pontifex80

Parabéns do Parlamento inglês

Uma moção foi assinada, nesta segunda-feira (12/12), pelos deputados do Parlamento inglês que felicitaram, de modo oficial, o Papa Francisco, em nome do povo britânico, pelos seus 80 anos.

“Esta Câmara se congratula com Sua Santidade pelo seu 80º aniversário. Reconhece a sua liderança espiritual para mais de 1 bilhão e 200 milhões de católicos em todo o mundo. Louva a sua contribuição, em primeiro plano, no enfrentamento das mudanças climáticas, a promoção do desenvolvimento sustentável, o acolhimento dos refugiados, a construção da paz, o encorajamento da reforma carcerária, a protecção da liberdade religiosa e a abolição global da pena de morte.”

No documento, o Parlamento deseja ao Papa Francisco “tudo de bom a fim de que possa continuar o seu pontificado”.

O deputado Rob Flello que promoveu a iniciativa, agradeceu ao Papa “pela liderança clara e misericordiosa da Igreja. Que Deus encha o seu coração de alegria divina”. (BS/MJ)


 















http://pt.radiovaticana.va/news/2016/12/16/mande_mensagem_de_parab%C3%A9ns_ao_papa_francisco_pelos_80_anos/1279654

14 dezembro 2016

O sonho de Maria de Nazaré

«Eu tive um sonho, José.
          Não o entendi muito bem, mas parece que era a respeito da celebração dos anos do nosso filho. Eu penso que era a respeito disso.
          As pessoas andavam há seis semanas a preparar esta festa. Tinham decorado e iluminado a casa e comprado presentes muito bonitos. Mas era curioso notar, que esses presentes, não eram para o nosso filho.
          Embrulharam esses presentes em papel muito bonito, amarraram-nos com fitas de várias cores e colocaram-nos debaixo de uma árvore. Sim, uma árvore, José, dentro da própria casa.
          A árvore também estava enfeitada. Os ramos estavam cheios de bolinhas luminosas e decorações brilhantes. Havia uma figura no ponto mais alto da árvore. Parecia a figura de um anjo. Oh! Era tão bonito!
          Toda a gente se ria e se mostrava feliz. Todos entusiasmados com os presentes.
          Deram os presentes uns aos outros, José. Não os deram ao nosso filho que fazia anos. Deu-me tanta impressão, que as pessoas nem sequer o conheciam, pois nem mencionavam o nome dele.
          Não é estranho, que as pessoas tenham tanto trabalho para celebrar os anos de uma pessoa que nem sequer conhecem?
          Tive mesmo a sensação que se o nosso filho aparecesse nesta festa seria um intruso e de certeza não seria bem recebido.
          Tudo estava tão bonito, José, é toda a gente estava tão contente, mas... deu-me tanta vontade de chorar.
          Que tristeza para o nosso filho Jesus, não ser desejado, nem sequer na festa dos seus anos.
          Sinto-me contente por ter sido apenas um sonho.
          Que terrível, José, se isto tivesse sido verdade!»

04 dezembro 2016

Advento: Tempo de caminho

No Advento, vários símbolos nos ajudam a mergulhar no mistério da encarnação e a vivenciar melhor este tempo de salvação. Entre eles a coroa do Advento.
Feita de ramos verdes entrelaçados, forma um círculo, no qual são colocadas 4 velas que representam as 4 semanas do Advento.  Mas que nos traz de novo a liturgia?

Vejamos o que nos diz o Profeta Baruc 5, 1-9
Já leram?
Podem fazê-lo através da Bíblia on-line, aí na coluna da direita. A mulher israelita que perdia o marido ou um filho vestia-se de luto, sentava-se no chão, não se ungia com perfumes, não preparava alimento. Tentava, assim, revelar a todos a sua dor, o seu desespero.

Este texto compara Jerusalém a uma viúva desolada, como referência a um dos mais dramáticos acontecimentos da história de Israel: a Cidade Santa foi destruída; os seus habitantes acorrentados e deportados; o seu território devastado.
Passados muitos anos, após a tomada de Jerusalém por Nabucodonosor, Deus fez surgir de entre os desterrados da Babilónia um profeta e enviou-o a anunciar esta mensagem de esperança e de alegria: «Jerusalém, tira as vestes de luto e de aflição; reveste-te para sempre dos adornos da glória que te vem de Deus.» Como sinal de transformação, Jerusalém recebe nomes novos: «Paz da Justiça e Glória da Piedade!» O nome identifica a pessoa. Mudar o nome é atribuição de nova personalidade. Jerusalém tem novo rumo: tornar-se-á lugar onde reinará a verdadeira paz, fruto da justiça.
Na nossa relação com Deus, connosco, com os outros e com todos os seres criados, com que nome novo nos queremos identificar?
Poderá Deus chamar-me lugar de paz, de partilha, de justiça, de amor em fraternidade universal? E com que nome novo poderemos indicar a nossa família, a nossa comunidade cristã e mesmo a nossa nação?
A nossa missão é:
* colaborar na realização do projecto libertador que Deus nos oferece em Cristo Jesus;
* permanecer na fidelidade ao amor com que Deus nos ama, amando-nos uns aos outros.

Vejamos ainda o que nos diz Paulo com a Carta aos Filipenses 1, 4-6.8-11
Os Israelitas iniciam a sua oração com uma ‘bênção’; só depois apresentam ao Senhor os seus pedidos. Este texto é esse exemplo de oração judaica composta por duas partes:
1ª - (vv. 4-6) – Paulo reconhece as maravilhas que Deus realizou em Filipos e ‘Abençoa-O’, isto é, dá-Lhe graças.2ª - (vv. 9-11) – pede a Deus que, entre os Filipenses (a primeira comunidade cristã da Europa).
Reconhecemos as maravilhas que o Espírito realiza em nós: os nossos relacionamentos já são bons, em amizade, em ajuda mútua e fraterna.
Damos-lhe graças com esta certeza e confiança:
1º Tu, Senhor, que começaste em nós tão boa obra, hás-de levá-la a bom termo até ao dia de Cristo Jesus, como fizeste em Filipos.
2º Faz-nos, Senhor, anunciadores do Evangelho com palavras e por obras, como Evangelho vivo.


Meditemos também no Evangelho de Lucas 3, 1-6

Preparai o caminho do Senhor, endireitai as suas veredas e toda a criatura verá a salvação de Deus. Neste trecho do Evangelho, Lucas, o evangelista do Ano C, faz uma introdução histórica, para nos dizer que a intervenção de Deus na história da humanidade aconteceu num momento preciso e num lugar bem definido. Em seguida, introduz em cena a primeira personagem, o Baptista:
«foi dirigida a Palavra de Deus a João, filho de Zacarias, no deserto». Do lugar da sua vocação, o deserto, João vai para a região do Jordão. Anuncia um baptismo de conversão para o perdão dos pecados. Para esclarecer a missão que João é chamado a desempenhar, Lucas cita uma frase do profeta Isaías: «Uma voz clama no deserto: ‘Preparai o caminho do Senhor, endireitai as suas veredas. Sejam alteados todos os vales e abatidos os montes e as colinas; endireitem-se os caminhos tortuosos e aplanem-se as veredas escarpadas; e toda a criatura verá a salvação de Deus’ (Is 40, 3-5)».
Esta linguagem deve ser entendida como símbolo de uma outra realidade.
Na linguagem bíblica:
· os caminhos tortuosos são as escolhas insensatas, as situações de injustiça
· os vales que urge altear são as desigualdades económicas
· os montes e as colinas representam ‘a vã soberba de mandar’, a arrogância de quem pretende de todas as formas impor-se com altivez para dominar os que não lhe fazem reverências nem obséquios.
O Reino de Deus é incompatível com atitudes altaneiras e redutoras da dignidade da pessoa e do amor preferencial de Jesus pelos mais deserdados.
Confrontando a realidade que vivemos com esta Palavra, dá-nos vontade de afirmar: nada mudou. Estamos nas mesmas circunstâncias.
Surge e renova-se a promessa: “toda a criatura verá a salvação de Deus”. Deus não reserva a sua salvação a alguns privilegiados. Ele oferece-a a todos.
Ninguém será excluído por Ele. O ser humano, considerado no seu aspecto frágil e sujeito ao fracasso, comete erros, sofre a solidão e o abandono.
Mas o Senhor proclama: mesmo o abismo de culpa, por mais profundo e escuro que seja, será visitado e iluminado pelo seu amor: “toda a criatura verá a salvação de Deus”
A Igreja é o novo povo de Deus.
Somos vocacionados ao amor.
Eis que o Senhor vem sempre de novo, com o seu amor fiel. Em caminhada de Advento, preparemos os caminhos do Senhor. Ele conta connosco.
E dá-nos a certeza de que nada O impedirá de realizar, connosco, o seu sonho de AMOR.

Ir. Maria Rosária Nunes (F. M. M.)

AVISO LEGAL – Procurarei fazer, neste blog, uma utilização cautelosa de textos, imagens, sons e outros dados, respeitando os direitos autoriais dos mesmos. Sempre que a legislação exigir, ou reclamados os referidos direitos de autor, procurarei prontamente respeitá-los, corrigindo informação ou retirando os mesmos do blog

 
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