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14 dezembro 2016

O sonho de Maria de Nazaré

«Eu tive um sonho, José.
          Não o entendi muito bem, mas parece que era a respeito da celebração dos anos do nosso filho. Eu penso que era a respeito disso.
          As pessoas andavam há seis semanas a preparar esta festa. Tinham decorado e iluminado a casa e comprado presentes muito bonitos. Mas era curioso notar, que esses presentes, não eram para o nosso filho.
          Embrulharam esses presentes em papel muito bonito, amarraram-nos com fitas de várias cores e colocaram-nos debaixo de uma árvore. Sim, uma árvore, José, dentro da própria casa.
          A árvore também estava enfeitada. Os ramos estavam cheios de bolinhas luminosas e decorações brilhantes. Havia uma figura no ponto mais alto da árvore. Parecia a figura de um anjo. Oh! Era tão bonito!
          Toda a gente se ria e se mostrava feliz. Todos entusiasmados com os presentes.
          Deram os presentes uns aos outros, José. Não os deram ao nosso filho que fazia anos. Deu-me tanta impressão, que as pessoas nem sequer o conheciam, pois nem mencionavam o nome dele.
          Não é estranho, que as pessoas tenham tanto trabalho para celebrar os anos de uma pessoa que nem sequer conhecem?
          Tive mesmo a sensação que se o nosso filho aparecesse nesta festa seria um intruso e de certeza não seria bem recebido.
          Tudo estava tão bonito, José, é toda a gente estava tão contente, mas... deu-me tanta vontade de chorar.
          Que tristeza para o nosso filho Jesus, não ser desejado, nem sequer na festa dos seus anos.
          Sinto-me contente por ter sido apenas um sonho.
          Que terrível, José, se isto tivesse sido verdade!»

1 comentário:

Dina disse...

Hoje vou quebrar o silêncio, mesmo querendo imitar S. José e Nossa Senhora para partilhar algo convosco.
O Evangelho deste Domingo, mesmo se centrado na figura de José, é uma anunciação feita a todos nós.
“Nenhuma palavra de José é registada no Evangelho: a sua linguagem é o silêncio, é a escuta das vozes angelicais que lhe falam no sono, é a obediência pronta e generosa ao que lhe é pedido, é o trabalho manual manifestado nas formas mais modestas e cansativas, aquelas que deram a Jesus o atributo de “filho do carpinteiro” (Paulo VI, 19 de Março de 1965).
Todos nós somos convidados no silêncio a dar espaço aos sonhos que iluminam a nossa vida aos amores que seduzem e transformam a escuridão em dia.

José, o justo
A carpintaria estava submersa pela escuridão. O cheiro de resina e do verniz, desta vez, nauseavam. José, homem de sangue nobre, coração enamorado, trabalho humilde, encosta as mãos calejadas à cabeça. Num misto de drama e mistério, toma a decisão de repudiar em segredo a jovem amada com quem estava já comprometido. Não a quer submeter à vergonha nem acredita na possibilidade que aquela jovem, cheia de graça, o pudesse ter traído. Enquanto trabalha a madeira procura moldar também o coração. Não compreende, mas também não julga nem condena. Só algo extraordinário poderia irromper entre a confiança dos dois enamorados de Nazaré.
A vida de Deus aparece quando ninguém espera, sem avisos, para além das leis da natureza e da lógica dos homens. Por vezes, Ele fecunda a vida de um modo misterioso e incompreensível, conduzindo-a numa inesperada aventura que dilata os próprios horizontes.

Os sonhos de Deus
Em silêncio, amedrontado pela sorte da bem amada e consciente da sua infinita pequenez, José adormece. No sono e no sonho, naquele espaço que confina com o mundo de Deus, é saudado com respeito por um anjo: «José, filho de David, não temas». Recorda rapidamente que estas são as palavras preferidas de Deus quando dialoga com o homem. Não tenhas medo, porque Deus intervém sempre a favor da vida! Sem medo, descobre ainda que, no seio do seu anjo querido, está o perfume da eternidade. Descortina que, em Maria, Deus teceu a melodia mais bela da humanidade.

O Evangelho de José e de Maria
José não pronuncia uma palavra. A única palavra na sua boca silenciosa será o nome de Jesus. Numa vida de silêncio e de acção, em que protege o tesouro mais precioso dado à humanidade, escreve-se o evangelho de José que se deixa conduzir pelos eventos, sem os compreender totalmente, mas amando-os comprometido na confiança de Deus! José e Maria dão início ao mundo novo, à nova criação, ao florir do novo éden. São, de facto, um casal novo, diferente de Adão e Eva que, após o pecado, se dividem em contínuas acusações desculpando-se e fugindo. José nada faz para repudiar Maria, nem a condena. Sabe que o sonho de Deus apresenta cada pessoa como um anjo, um mensageiro de uma vida nova! E esta acontece naqueles lugares onde a vida luta todos os dias. A casa de Nazaré podia ser humilde, mas Maria e José eram ricos de amor. O filho de Deus será acariciado pelas mãos calejadas do carpinteiro, mãos ásperas da madeira e das cruzes do dia-a-dia, mas afagadas pelo silêncio imenso da coragem do amor. Maria e José abrem a porta aberta ao mistério que ilumina e abre à esperança. Em Maria e José é a fecundidade de Deus que se manifesta. Neles desabrocha o Evangelho!

-Senhor Jesus, ensina-me a mansidão de José, o fogo da justiça e a docilidade a cada sonho que semeias no ruído dos meus medos e anseios.

-Senhor Jesus, ensina-me a disponibilidade de Maria, a abertura ao Teu espírito e a alegria do servir que escreves em cada harmonia que bebe da Tua Palavra.

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