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23 março 2017

O CEGO DO CAMINHO Jo 9,1-41



O nosso texto não é uma reportagem jornalística sobre a cura de um cego; mas é uma catequese, na qual se apresenta Jesus como a “luz” que veio iluminar o caminho dos homens. O “cego” da nossa história é um símbolo de todos os homens e mulheres que vivem na escuridão, privados da “luz”, prisioneiros dessas cadeias que os impedem de chegar à plenitude da vida. A reflexão apresenta-se em vários quadros. No primeiro quadro (vers. 2-5), Jesus apresenta-se como “a luz do mundo”. Jesus e os discípulos estão diante de um cego de nascença. De acordo com a teologia da época, o sofrimento era sempre resultado do pecado; por isso, os discípulos estavam preocupados em saber se foi o cego que pecou ou se foram os seus pais. Jesus desmonta esta perspectiva e nega qualquer relação entre pecado e sofrimento. No entanto, a ocasião é propícia para ir mais além; e Jesus aproveita-a para mostrar que a missão que o Pai lhe confiou é ser “a luz do mundo” e encher de “luz” a vida dos que vivem nas trevas. No segundo quadro (vers. 6-7), Jesus passa das palavras aos actos e prepara-se para dar a “luz” ao cego. Começa por cuspir no chão, fazer lodo com a saliva e ungir com esse lodo os olhos do cego. O gesto de fazer lodo reproduz, evidentemente, o gesto criador de Deus de Gn 2,7 (quando Deus amassou o barro e modelou o homem). A saliva transmitia, pensava-se, a própria força ou energia vital (equivale ao sopro de Deus, que deu vida a Adão – cf. Gn 2,7). Assim, Jesus juntou ao barro a sua própria energia vital, repetindo o gesto criador de Deus. A missão de Jesus é criar um Homem Novo, animado pelo Espírito de Jesus. No entanto, a cura não é imediata: requer-se a cooperação do enfermo. “Vai lavar-te na piscina de Siloé” – diz-lhe Jesus. A disponibilidade do cego em obedecer à ordem de Jesus é um elemento essencial na cura e sublinha a sua adesão à proposta que Jesus lhe faz. A referência ao banho na piscina do “enviado” (o autor deste texto tem o cuidado de explicar que Siloé significa “enviado”) é, evidentemente, uma alusão à água de Jesus (o enviado do Pai), essa água que torna os homens novos, livres das trevas/escravidão. A comunidade joânica pretenderá, certamente, fazer aqui uma catequese sobre o baptismo: quem quiser sair das trevas para viver na luz, como Homem Novo, tem de aceitar a água do baptismo – isto é, tem de optar por Jesus e acolher a proposta de vida que Ele oferece. Depois, o autor do texto coloca em cena várias personagens; essas personagens vão assumir representar vários papéis e assumir atitudes diversas diante da cura do cego. Os primeiros a ocupar a cena são os vizinhos e conhecidos do cego (vers. 8-12). A imagem do cego, dependente e inválido, transformado em homem livre e independente, leva os seus concidadãos a interrogar-se. Percebem que de Jesus vem o dom da vida em plenitude; talvez anseiem pelo encontro com Jesus, mas não se atrevem a dar o passo definitivo (ir ao encontro de Jesus) para ter acesso à “luz”. Representam aqueles que percebem a novidade da proposta que Jesus traz, que sabem que essa proposta é libertadora, mas que vivem na inércia, no comodismo e não estão dispostos a sair do seu “cantinho”, do seu mundo limitado, para ir ao encontro da “luz”. Um outro grupo que aparece em cena é o dos fariseus (vers. 13-17). Eles sabem perfeitamente que Jesus oferece a “luz”; mas recusam-na liminarmente. Para eles, interessa continuar com o esquema das “trevas”. Representam aqueles que têm conhecimento da novidade de Jesus, mas não estão dispostos a acolhê-la. Sentem-se mais confortáveis nos seus esquemas de escravidão e auto-suficiência e não estão dispostos a renunciar às “trevas”. Mais: opõem-se decididamente à “luz” que Jesus oferece e não aceitam que alguém queira sair da escravidão para a liberdade. Quando constatam que o homem curado por Jesus não está disposto a voltar atrás e a regressar aos esquemas de escravidão, expulsam-no da sinagoga: entre as “trevas” (que os dirigentes querem manter) e a “luz” (que Jesus oferece), não pode haver compromisso. Depois, aparecem em cena os pais do cego (vers. 18-23). Eles limitam-se a constatar o acontecimento (o filho nasceu cego e agora vê), mas evitam comprometer-se. Na sua atitude, transparece o medo de quem é escravo e não tem coragem de passar das “trevas” para a “luz”. O texto explica, inclusive, que eles “tinham medo de ser expulsos da sinagoga”. A “sinagoga” designava o local do encontro da comunidade israelita; mas designava, também, a própria comunidade do Povo de Deus. Ser expulso da “sinagoga” significava a excomunhão, o risco de ser declarado herege e apóstata, de perder os pontos de referência comunitários, o cair na solidão, no ridículo, no descrédito e na marginalidade. Preferem a segurança da ordem estabelecida – embora injusta e opressora – do que os riscos da vida livre. Representam todos aqueles que, por medo, preferem continuar na escravidão, não provocar os dirigentes ou a opinião pública, do que correr o risco de aceitar a proposta transformadora de Jesus. Finalmente, reparemos no “percurso” que o homem curado por Jesus faz. Antes de se encontrar com Jesus, é um homem prisioneiro das “trevas”, dependente e limitado. Depois, encontra-se com Jesus e recebe a “luz” (do encontro com Jesus resulta sempre uma proposta de vida nova para o homem). O relato descreve – com simplicidade, mas também de uma forma muito bela – a progressiva transformação que o homem vai sofrendo. Nos momentos imediatos à cura, ele não tem ainda grandes certezas (quando lhe perguntam por Jesus, responde: “não sei”; e quando lhe perguntam quem é Jesus, ele responde: “é um profeta”); mas a “luz” que agora brilha na sua vida vai-o amadurecendo progressivamente. Confrontado com os dirigentes e intimado a renegar a “luz” e a liberdade recebidas, ele torna-se, em dado momento, o homem das certezas, das convicções; argumenta com agilidade e inteligência, joga com a ironia, recusa-se a regressar à escravidão: mostra o homem adulto, maduro, livre, sem medo… É isso que a “luz” que Jesus oferece produz no homem. Finalmente, o texto descreve o estádio final dessa caminhada progressiva: a adesão plena a Jesus (vers. 35-38). Encontrando o ex-cego, Jesus convida-o a aderir ao “Filho do Homem” (“acreditas no Filho do Homem?” - vers. 35); a resposta do ex-cego é a adesão total: “creio, Senhor” (vers. 38). O título “Senhor” (“kyrios”) era o título com que a comunidade cristã primitiva designava Jesus, o Senhor glorioso. Diz, ainda, o texto, que o ex-cego se prostrou e adorou Jesus: adorar significa reconhecer Jesus como o projecto de Homem Novo que Deus apresenta aos homens, aderir a Ele e segui-l’O. Neste percurso está simbolicamente representado o “caminho” do catecúmeno. O primeiro passo é o encontro com Jesus; depois, o catecúmeno manifesta a sua adesão à “luz” e vai amadurecendo a sua descoberta… Torna-se, progressivamente, um homem livre, sem medo, confiante; e esse “caminho” desemboca na adesão total a Jesus, no reconhecimento de que Ele é o Senhor que conduz a história e que tem uma proposta de vida para o homem… Depois disto, ao cristão nada mais interessa do que seguir Jesus. A missão de Jesus é aqui apresentada como criação de um Homem Novo. Deus criou o homem para ser livre e feliz; mas o egoísmo, o orgulho, a auto-suficiência, dominaram o coração do homem, prenderam-no num esquema de “cegueira” e frustraram o projecto de Deus. A missão de Jesus consistirá em destruir essa “cegueira”, libertar o homem e fazê-lo viver na “luz”. Trata-se de uma nova criação… Assim, da acção de Jesus irá nascer um Homem Novo, liberto do egoísmo e do pecado, vivendo na liberdade, a caminho da vida em plenitude.

18 março 2017

A Água viva que é Cristo

Continuando a nossa caminhada quaresmal, somos levados hoje até ao poço de Jacob, em Sicar, na Samaria.

Refletimos este texto com a ajuda do nosso P. João Lourenço que se dignou permitir aqui tal publicação e a quem desde já agradecemos.



A Água viva que é Cristo



A liturgia baptismal do tempo de Quaresma oferece-nos alguns dos textos mais belos e expressivos do Evangelho, dentre os quais se destaca o deste domingo, o cap. 4º de S. João, com o episódio do encontro entre Jesus e a Samaritana, junto ao poço de Jacob.

Na Palestina, tal como em toda a região do Médio Oriente, a água foi sempre um bem raro e escasso e onde ela existia em abundância despontaram os grandes pólos culturais e civilizacionais da antiguidade. De um lado, a Norte, na região da Mesopotâmia, entre o Tigre e o Eufrates, por aí passou um ‘carrefour’ de culturas que se sucederam e dominaram o mundo de então, alargando o seu espaço para o ocidente, o norte e o oriente. A Sul, por sua vez, à volta das águas do Nilo, desenvolveu-se um outro pólo, o Egipto, cuja cultura de então deixou marcas de eternidade. No passado, tal como no presente, a água é não só um bem raro mas, acima de tudo, é essencialmente um elemento de profundo significado e de grande simbologia religiosa e espiritual.

A Sagrada Escritura recorre, de forma constante, à simbologia da ‘fonte’, do ‘poço’ e da ‘água’, apresentando-os como dons preciosos, dádivas divinas, ofertas de Deus para aqueles que acreditam e se confiam ao Seu cuidado. De facto, a água era o bem essencial para assegurar a existência e as suas fontes tornaram-se lugar de encontro e de partilha, pois era junto a elas que os homens reencontravam o sentido da sua caminhada e, ao mesmo tempo, acolhiam as mensagens que lhes eram reveladas. São disso testemunho as ‘tradições patriarcais’ (Jacob e Raquel, Gn 29), o encontro de Moisés com o ‘Deus dos Pais’ (Moisés e as filhas de Jetro, Ex 2,16-21), a fonte de Siloé que dava vida à cidade de Jerusalém, motivava a inspiração dos Profetas (Is 8,6) e de onde era retirada a água que na festa das Tendas era sinal das bênçãos messiânicas.

O Evangelho deste 3º Domingo da Quaresma, o encontro de Jesus com a Samaritana, tem exactamente um cenário idêntico a tantos outros da História da Salvação, o Poço de Jacob, junto da cidade de Sicar (Siquém), num contexto tão bíblico quão idílico, combinando o ambiente do encontro humano com o espaço do encontro de Deus. O poço que foi sempre um lugar de encontro, transforma-se aqui num lugar teológico, já que a água buscada não é mais aquela que mata a sede do dia a dia, mas sim aquela que dessedenta o homem para a vida eterna (Jo 4,14).

Passando pela Samaria, uma terra hostil aos Judeus, o Senhor sentou-se à beira do poço, querendo certamente com isso significar que tinha sede de adquirir também esse povo da Samaria, tornando-se Ele mesmo não apenas a água viva que promete à Samaritana mas, mais que isso, sendo Ele o verdadeiro poço de onde Deus faz nascer essa água, a mesma água que na cruz brotou do Seu lado e se tornou símbolo da nova vida para todos os que n’Ele acreditam: ‘Quem não nascer da água e do Espírito não pode entrar no Reino de Deus’ (Jo 3,5). Jesus é aquele ‘poço’ inesgotável de vida à volta do qual, como Deus dissera a Moisés “reúne o povo e Eu dar-lhes-ei água”. É da água do poço que nasce a vida nova que leva a que todos os ‘verdadeiros adoradores possam adorar o Pai em Espírito e Verdade’ (Jo 4,24).

Na tradição judaica, a água é também símbolo do Espírito e, por isso, a água está sempre associada aos momentos da História da Salvação que representam uma identidade nova na caminhada do povo de Deus. O poço, por sua vez, significa também a Torah, a Lei, de onde Israel tirava a água que lhe conferia vida. É por isso que Jesus diz à Samaritana “Se conhecesses o dom que Deus tem para dar e quem é que te diz: ‘dá-me de beber’, tu é que lhe pedirias, e Ele havia de dar-te água viva!” (Jo 4,10). Jesus é agora o novo Jacob que dá de beber ao novo rebanho e o novo Moisés que une os dois povos (judeus, de onde vem a Salvação, e samaritanos que acolhem o Messias), dando assim um novo sentido à revelação. É para isso que Ele passou pela Samaria e se foi sentar junto ao poço de Jacob, para dizer-nos que há uma continuidade entre a presença e a experiência passada de Israel e a vida nova de que Ele agora é portador. Ele é o verdadeiro poço em que a Samaritana, figura de todo aquele que procura a verdadeira água, vai descobrir e encontrar a Fonte que sacia toda a sua sede. Por isso, é muito belo o comentário que Origenes faz a Jo 13,42 quando diz: “Ninguém é capaz de receber a água que difere da da fonte de Jacob e que só o Verbo pode dar, se, levado pela sede, não se aplicar com todo o empenho a passar por esta fonte para lá beber. Por este motivo, muitas coisas faltam a muita gente que não experimentou beber da fonte de Jacob”. Mas essa fonte agora é Cristo.

P. João Lourenço OFM

11 março 2017

Três tendas... É bom estar aqui!

Levando consigo Pedro, João e Tiago, Jesus subiu ao monte para orar. Enquanto orava, o aspecto do seu rosto modificou-se, e as suas vestes tornaram-se de uma brancura fulgurante. E dois homens conversavam com Ele: Moisés e Elias, os quais, aparecendo rodeados de glória, falavam da sua morte, que ia acontecer em Jerusalém. Pedro e os companheiros estavam a cair de sono; mas, despertando, viram a glória de Jesus e os dois homens que estavam com Ele. Quando eles iam separar-se de Jesus, Pedro disse-lhe: «Mestre, é bom estarmos aqui. Façamos três tendas: uma para ti, uma para Moisés e outra para Elias.» Não sabia o que estava a dizer. Enquanto dizia isto, surgiu uma nuvem que os cobriu e, quando entraram na nuvem, ficaram atemorizados. E da nuvem veio uma voz que disse: «Este é o meu Filho predilecto. Escutai-o.» Quando a voz se fez ouvir, Jesus ficou só. Os discípulos guardaram silêncio e, naqueles dias, nada contaram a ninguém do que tinham visto.”
(Lc 9, 28-36)
 
Creio que tal como naquele ano pode ser hoje reflexão para este Domingo em que Cristo nos convida a subir ao Monte Tabor e admirar a Glória do Pai que Ele manifesta ao transfigurar-se diante de Pedro, Tiago e João.
Depois de lerdes o texto, e se assim achardes por bem, convido-vos a visitar o texto em http://betus-pax.blogspot.com/2007/03/trs-tendas-caminho.html e ver também as partilhas e comentários que vós, e outros amigos, ali deixastes - em 2007 e no ano passado também.
Que este dia seja verdadeiramente um dia em que todos possamos dizer: "Que bom, Senhor! Que bom é estarmos aqui... conTigo"!

O monte é o lugar do encontro com Deus.
As Escrituras apresentam sempre uma subida ao monte onde, lá na Glória, Deus se revela.
Cristo, que mais tarde nos ensina a encontrar o Pai no recôndito do coração, acaba sempre, antes de tomar decisões importantes, por subir ao monte e ficar a sós com o Pai.
Assim foi antes de escolher os seus, na Transfiguração, na hora do Getsemani e, corolário deste encontro de Amor, no monte do Gólgota: o Calvário.
O caminho que Cristo faz não é solitário. Toma consigo três dos seus: Pedro, João e Tiago. Não importa agora o porquê destes, simplesmente importa sentir que Ele não caminha só, leva sempre os amigos, o caminho de Cristo implica caminho de comunhão, tal como no caminho de Emaús.
E lá, no alto do monte, manifesta-se a Glória de Deus; Cristo é já um Homem Glorificado: a luz das suas vestes e a mudança maravilhosa do Seu semblante no-lo revelam, Cristo é Ele mesmo a Glória do Pai.Moisés e Elias representam algo que fica na história das consecutivas Alianças de Deus com o Povo, através da Lei e da palavra dos Profetas. Mas estes não são a definitiva Aliança, essa é Jesus Cristo, o Filho amado que devemos escutar. Ele é a Palavra última do Pai que, por Ele e n’Ele, se manifesta em Glória. Cristo é a certeza de que o caminho da Lei e dos Profetas jamais morrerá e que, a Sua morte, é a continuação do caminho da vitória, da Luz, da Gloria.
E os três discípulos ali estão, com medo e ao mesmo tempo maravilhados.
“Façamos aqui três tendas…”. Pedro pede mas não para si nem para os outros dois. A maravilha e o espanto é tão grande que parecem esquecer-se deles mesmos.
Três tendas para que Cristo não deixe de ser Glória do Pai junto dos Crentes, os “filhos de Abraão” (Gn 15, 5-12), aqueles por quem Paulo chora por se haverem esquecido de Deus e olharem apenas para o seu próprio umbigo, aqueles a quem exorta a serem seus imitadores como ele o é de Cristo (Fil 3, 17-20).
Três tendas porque é bom estar com Cristo: “É tão bom estarmos aqui…”.
Pergunto a mim mesmo se Cristo quer que lhe construmamos uma tenda, tal como fazemos nos acampamentos de escuteiros ou em tempo de férias, para nos abrigarmos do frio ou da chuva, do calor do dia ou da escuridão da noite.
Subir ao monte sem tendas é o melhor caminho a fazer. O encontro com o Pai deve ser momento de desprendimento total, sem tendas, sem espectativas, mesmo que cansados da caminhada, com os pés doridos, o estômago vazio e os olhos pelejados de sono.
Subamos ao encontro do Pai. Ele já nos espera e a Sua tenda é o Seu coração. Não somos nós que devemos fazer uma tenda para Cristo, outra para Moisés e outra para Elias. Estar ali, diante da maravilha que é sentir o amor infinito de Deus, é já sentir-se dentro da tenda que é o coração deste Pai que nos acolhe em Sua casa.Que estas três tendas, neste tempo da quaresma, possam ser cada passo que damos para encontrar Deus na maravilha do rosto de cada irmão.
Que nos sintamos deslumbrados diante da Luz de Cristo, na oração, na partilha e na comunhão com os outros.
Assim diremos como Pedro: “como é bom estarmos aqui…” e acrescentaremos simplesmente como em Emaús: "Fica connosco, pois a noite vai caindo e o dia já está no ocaso." (Lc 24, 29b)E Cristo certamente montará a Sua tenda na nossa vida…

08 março 2017

Obrigado a Ti... Mulher (J.P.II)

Neste dia Internacional da Mulher, gostaria de deixar aqui, ao jeito de partilha e homenagem a todas as mulheres que, desde sempre passaram pela minha Vida, mesmo antes de eu nascer (pela vida dos meus pais), um excerto belíssimo do grande João Paulo II, na sua carta dirigida às mulheres.
Não publico a carta na totalidade, fico-me apenas por alguns números. Que eles possam reflectir o meu OBRIGADO sincero a todas as mulheres, e hoje de forma especial a todas as que, em tantas partes do mundo, já aqui se dignaram entrar e deixar testemunho de Vida…


CARTA DO PAPA JOÃO PAULO II ÀS MULHERES

A vós, mulheres do mundo inteiro, a minha mais cordial saudação!
1. A cada uma de vós dirijo esta Carta, sob o signo da solidariedade e da gratidão (...). A
Igreja se propõe oferecer a sua contribuição para a defesa da dignidade, do papel e dos direitos das mulheres, não só através da específica colaboração da Delegação oficial da Santa Sé nos trabalhos de Pequim, como também falando directamente ao coração e à mente de todas as mulheres.
(…) Gostaria agora de me dirigir directamente a cada mulher, para reflectir com ela sobre os problemas e perspectivas da condição feminina no nosso tempo, detendo-me em particular sobre o tema essencial da dignidade e dos direitos das mulheres, considerados à luz da Palavra de Deus. O ponto de partida deste diálogo ideal não pode ser senão um obrigado. A Igreja escrevia na Carta apostólica Mulieris dignitatem «deseja render graças à Santíssima Trindade pelo "mistério da mulher" por toda a mulher e por aquilo que constitui a eterna medida da sua dignidade feminina, pelas "grandes obras de Deus" que, na história das gerações humanas, nela e por seu meio se realizaram» (n. 31).


2. O obrigado ao Senhor pelo seu desígnio sobre a vocação e a missão da mulher no mundo, torna-se também um concreto e directo obrigado às mulheres, a cada mulher, por aquilo que ela representa na vida da humanidade.


Obrigado a ti, mulher-mãe, que te fazes ventre do ser humano na alegria e no sofrimento de uma experiência única, que te torna o sorriso de Deus pela criatura que é dada à luz, que te faz guia dos seus primeiros passos, amparo do seu crescimento, ponto de referência por todo o caminho da vida.


Obrigado a ti, mulher-esposa, que unes irrevogavelmente o teu destino ao de um homem, numa relação de recíproco dom, ao serviço da comunhão e da vida.
Obrigado a ti, mulher-filha e mulher-irmã, que levas ao núcleo familiar, e depois à inteira vida social, as riquezas da tua sensibilidade, da tua intuição, da tua generosidade e da tua constância.


Obrigado a ti, mulher-trabalhadora, empenhada em todos os âmbitos da vida social, económica, cultural, artística, política, pela contribuição indispensável que dás à elaboração de uma cultura capaz de conjugar razão e sentimento, a uma concepção da vida sempre aberta ao sentido do «mistério», à edificação de estruturas económicas e políticas mais ricas de humanidade.


Obrigado a ti, mulher-consagrada, que, a exemplo da maior de todas as mulheres, a Mãe de Cristo, Verbo Encarnado, te abres com docilidade e fidelidade ao amor de Deus, ajudando a Igreja e a humanidade inteira a viver para com Deus uma resposta «esponsal», que exprime maravilhosamente a comunhão que Ele quer estabelecer com a sua criatura.
Obrigado a ti, mulher, pelo simples facto de seres mulher! Com a percepção que é própria da tua feminilidade, enriqueces a compreensão do mundo e contribuis para a verdade plena das relações humanas. (…)


7. Permiti-me, pois, caríssimas irmãs, que juntamente convosco, medite uma vez mais aquela página bíblica maravilhosa que mostra a criação do homem, e na qual se exprime bem a vossa dignidade e missão no mundo. O Livro do Génesis fala da criação, de modo sintético e com linguagem poética e simbólica, mas profundamente verdadeira: «Deus criou o homem à sua imagem, criou-o à imagem de Deus; Ele os criou varão e mulher» (Gn 1, 27). O acto criador de Deus desenvolve-se segundo um preciso projecto. Antes de mais, diz que o homem é criado «à imagem e semelhança de Deus» (cf. Gn 1, 26), expressão que esclarece logo a peculiaridade do homem no conjunto da obra da criação. (…)
Que Maria, Rainha do amor, vele pelas mulheres e pela sua missão ao serviço da humanidade, da paz, da difusão do Reino de Deus!Com a minha Bênção Apostólica. Vaticano, 29 de Junho de 1995, solenidade dos Apóstolos S. Pedro e S. Paulo.

João Paulo II

http://www.vatican.va/

05 março 2017

TENTAÇÕES: Programa do demónio

(FOTO: pormenor do Claustro do Convento de Varatojo.
O texto que se segue é a minha releitura a partir das palavras da Ir. M.ª Amélia no 3.º Encontro)




ENCRUZILHADAS DA VIDA: Tentações
O dia iniciou-se com um velhinho cântico: “Coração novo, me dá Senhor! Fiel e aberto ao Teu Amor...”.
Juntou-se lhe a oração e meditação do Salmo 64 que convida, tal como o cântico, a viver nos átrios da Casa do Senhor, para saborear um Deus que dá firmeza às montanhas e à pessoa, que acalma os frémitos do mar, que faz brotar a alegria (franciscana) como dom do Espírito, saborear um Deus que por onde passa faz brotar rios de água viva e abundante.
Perguntaremos: qual o caminho por onde Ele passa? Deixo que Ele me visite, Ele que dá vida às pastagens do deserto, dos nossos desertos, um Deus que nos visita para encher de fertilidade a nossa terra, para sermos homens e mulheres férteis, fecundos, geradores de vida e não inférteis, estéreis…
Cristo veio ao nosso encontro para nos apelar a uma mudança radical, a uma vida nova, a uma relação clara e amorosa com Deus. A nossa opção com Deus não pode ser de meios termos, tem que ser resposta firme e coerente com as nossas opções e missão.
Foi isso mesmo que Cristo nos deixou como testemunho no momento do deserto da vida em que Satanás o tenta (Lc 4, 1-13). Cristo não se deixa vencer pela tentação mas sim a afasta com autoridade. Em Cafarnaum Jesus fala de tal forma ao demónio que este mesmo O reconhece como Filho de Deus e Cristo, cheio do Espírito Santo, voltou ao Jordão e é tentado pela sua fragilidade humana, pela fome que tem. Hoje também nós muitas vezes, por não estarmos atentos às nossas fragilidades, deixamos abrir brechas para que a tentação entre e deixando-a entrar abrimos grandes feridas na nossa relação com Deus e uns com os outros.
Desta forma nos sentimos como que numa ENCRUZILHADA DA VIDA.
Neste sentido devíamos perguntar a nós mesmos como está a nossa tensão? Como e por quem bate ele?
· TIPOS DE RESPOSTA:
Para responder é preciso ter tempo, não o desperdiçar. O tempo livre não pode ser desperdiçado. É tempo de Deus! As nossas faculdades têm que estar connosco por Jesus, não o Jesus dos simples sentimentos mas da inteligência, da vontade e dos sentimentos, todos juntos. Se assim não for, a nossa opção é soft e o seguimento não cria raízes e vindas as tempestades da vida tudo se desmorona à nossa volta.
Assim é-nos apresentada uma forma de resposta que implica DOIS CAMINHOS: Lc. 4, 1-13 (passar pelo deserto das tentações) e Mt. 7, 13 (fazer a opção de entrar pela porta estreita).
Quando nos momentos de dúvida precisamos e procuramos um sinal, quais os critérios de fundo do demónio? Que ideias base tem para nos confundir e afastar do discernimento? Como o podemos caracterizar bem como à sua acção?
1. É o pai da mentira.
Diga o que disser, está sempre a enganar-nos. Nós fizemos a escolha de amar e ele semeia a dúvida sobre as nossas escolhas.
2. Odeia o Homem e a Mulher.
Seja qual for a tentação não é para nos dar a felicidade do programa de Cristo. Pode dar prazer temporário mas não a felicidade plena dos que optam por Cristo.
3. É hipócrita.
Aparece com pele de cordeiro fazendo com que em momentos de crítica, de mal dizer, nem sempre conheçamos a verdade nem mesmo quem é o alvo da crítica. Ao contrário, quando ouvimos falar bem de alguém logo perguntamos se será mesmo assim. O demónio faz-nos acreditar que podemos continuar a ser cristãos, religiosos, rezar, comungar e continuar a criticar como se isso não fosse sinal de pecado. Toda esta falta de consciência da tentação tem levado o mundo a viver um enorme relativismo ético onde tudo vale.

Vejamos então quais são as ESTRATÉGIAS (programa) do demónio:
a) Confusão: não nos abre à vontade de Deus, permanece a confusão onde desprezamos e rejeitamos tudo e todos. Não somos capazes de ver o projecto de Deus na palavra e no conselho dos outros, como acontece nos superiores quando estes estão a ser sinal da palavra e vontade de Deus.
b) Debilita a coragem da pessoa, perde-se a confiança e desistimos de lutar. É como ficar diante de uma enorme pedra que apareceu no meio do nosso caminho e não percebermos que é mais fácil contorná-la do que pegar nela para a tirar do caminho, não ficar preso ali junto à pedra.
c) Olhar o Getsemani. Jesus está cada vez mais só, os seus afastaram-se e temem de medo. É o momento da dor, da traição, da escuridão “Pai, se é possível afasta de mim este cálice”. Cria-se o medo que paralisa e grita pela fuga.
d) Debilita a vontade e privilegia os sentimentos e a vida dos sentidos: comodidades, facilitismo que nos enfraquece, deixamos de estar atentos e perdemo-nos. Onde estou? No comodismo, na instalação que não me deixa livre nem feliz.
e) Provoca a inquietação e divisão interior. Faço o que não quero e quero o que não faço o que provoca um permanente estado de nervosismo que não vem de Deus porque Ele pacifica-me, harmoniza, dá firmeza, acalma.
Há que perguntar então qual a causa porque tantas vezes nos sentimos assim, porque não nos suportamos a nós mesmos nem aos outros, porque pensamos que o problema está sempre no outro e que eu nada tenho que ver com o assunto. Será que os outros estão sempre errados e nós é que estamos certos?
f) Insegurança como fruto da nossa imaturidade humana e espiritual que não nos faz estar seguros daquilo que somos, fazemos ou dizemos. Contra a insegurança só mesmo a confiança plena em Deus.

Abrindo-se ao programa do demónio o mundo acaba por criar os seus próprio critérios na cedência às tentações ficando desorientado na riqueza, poder e prazer.
O grande caminho é passar pela Cruz, não ficar preso nela, passar para a glória, para a ressurreição.
Urge perguntar que motivações nos levam a agir. Podemos apresentar uma lista de serviços mas não ao serviço do Reino, como faziam os fariseus. Não basta fazer por fazer. Fomos chamados pelo Rei para a missão de servir, e servir é amar, e amar é servir.
É importante permitir que Marta e Maria coabitem na nossa vida. Posso agir, trabalhar, fazer coisas sem nunca desviar a atenção e o coração d’Aquele que me agir. O mundo desvia-nos dos nossos objectivos mais nobres.
Então, que CRITÉRIOS DE VIDA devemos ter?
1. Ser inteligente. Isto implica da nossa parte acção para perceber que a vida não é um fardo e sim uma oportunidade. Por vezes sentimos a tentação de andar sempre a dizer “vai-se andando”, “estou cansado”, “é a vida”, “vai-se como Deus quer”, “é a vontade de Deus”, etc… isto é linguagem de quem não é inteligente porque se os outros não veêm que vivemos por Cristo, não querem viver connosco e talvez aqui resida alguma da chamada crise de vocações.
2. Pensar, raciocinar. Ter respostas, acções e atitudes em pensar pode ser terrível porque depois pode ser tarde para resolver ou remediar o mal consequente disso.
3. Responsabilidade com as escolhas feitas e com os valores da Vida Religiosa, com os critérios do Evangelho, com as razões da nossa vida. Nós vivemos insatisfeitos com tudo porque nós temos tudo.
4. Enamoramento. Viver apaixonado por Cristo e pela humanidade sofredora pela fidelidade ao carisma, missão, disponibilidade e hospitalidade.
Temos que estar no mundo sem ser do mundo, sem nos afeiçoarmos às coisas do mundo. A nossa entrega, o nosso sim, vai ser um bem para o mundo. A nossa forma de ser estar no mundo tem, nos dias em que a imagem é tão importante, que marcar pontos e dar uma imagem bonita do que somos e vivemos.
Não podemos esquecer que nas encruzilhadas da vida a resposta para pela forma como fugimos à tentação e que isso só tem um caminho, a porta estreita.

01 março 2017

Quaresma: Recordar a simbologia

Na linguagem corrente, a Quaresma abrange os dias que vão da Quarta-feira de Cinzas até ao Sábado Santo. Contudo, a liturgia propriamente quaresmal começa com o primeiro Domingo da Quaresma e termina com o sábado antes do Domingo da Paixão.
A Quaresma pode considerar-se, no ano litúrgico, o tempo mais rico de ensinamentos. Lembra o retiro de Moisés, o longo jejum do profeta Elias e do Salvador. Foi instituída como preparação para o Mistério Pascal, que compreende a Paixão e Morte (Sexta-feira Santa), a Sepultura (Sábado Santo) e a Ressurreição de Jesus Cristo (Domingo e Oitava da Páscoa).Data dos tempos apostólicos a Quaresma como sinónimo de jejum observado por devoção individual na Sexta-feira e Sábado Santos, e logo estendido a toda a Semana Santa. Na segunda metade do século II, a exemplo de outras igrejas, Roma introduziu a observância quaresmal em preparação para a Páscoa, limitando porém o jejum a três semanas somente: a primeira e quarta da actual Quaresma e a Semana Santa.
A verdadeira Quaresma com os quarenta dias de jejum e abstinência de carne, data do início do século IV, e acredita-se que, para essa instituição, tenham influído o catecumenato e a disciplina da penitência pública.
O jejum consistia originariamente numa única refeição tomada à tardinha; por volta do século XV tornou-se uso comum o almoço ao meio-dia. Com o correr dos tempos, verificou-se que era demasiado penosa a espera de vinte e quatro horas; foi-se por isso introduzindo o uso de se tomar alguma coisa à tarde, e logo mais também pela manhã, costume que vigora ainda hoje. O jejum actual, portanto, consiste em tomar uma só refeição diária completa, na hora de costume: pela manhã, ao meio-dia ou à tarde, com duas refeições leves no restante do dia.
A Igreja prescreve, além do jejum, também a abstinência de carne, que consiste em não comer carne ou derivados, em alguns dias do ano, que variam conforme determinação dos bispos locais.Na maior parte dos países, e também em Portugal, são dias de jejum e abstinência a quarta-feira de cinzas e a sexta-feira santa. Por determinação de algumas Conferências Episcopais, nas sextas-feiras do ano (inclusive as da Quaresma, excepto a Sexta-feira Santa) fica a abstinência comutada em outras formas de penitência.
Praticar a abstinência é privar-se de algo, não só de carne. Por exemplo, se temos o hábito diário de assistir televisão, fumar, etc, vale o sacrifício de abster-se destes hábitos nesses dias. A obrigação de se abster de carne começa pelos 14 anos, ano em que se pode ministrar o sacramento da Confirmação. A obrigação de jejuar, limitando-se a uma refeição principal e a duas mais ligeiras no decurso do dia, vai dos 21 aos 59 anos. Quem está doente (e também as mulheres grávidas) não está obrigado a jejuar.
“Todos pecamos, e todos precisamos fazer penitência”, afirma São Paulo. A penitência é uma virtude sobrenatural intimamente ligada à virtude da justiça, que “dá a cada um o que lhe pertence”: de facto, a penitência tende a reparar os pecados, que são ultrajes a Deus, e por isso dívidas contraídas com a justiça divina, que requer a devida reparação e resgate. Portanto, a penitência inclina o pecador a detestar o pecado, a repará-lo dignamente e a evitá-lo no futuro.
A obrigatoriedade da penitência nasce de quatro motivos principais, a saber:
1º. - Do dever de justiça para com Deus, a quem devemos honra e glória, o que lhe negamos com o nosso pecado;
.- Da nossa incorporação com Cristo, o qual, inocente, expiou os nossos pecados; nós, culpados, devemos associar-nos a ele, no Sacrifício da Cruz, com generosidade e verdadeiro espírito de reparação.
.- Do dever de caridade para com nós mesmos, que precisamos descontar as penas merecidas com os nossos pecados e que devemos, com o sacrifício, esforçar-nos por dirigir para o bem as nossas inclinações, que tentam arrastar-nos para o mal;
.- Do dever de caridade para com o nosso próximo, que sofreu o mau exemplo de nossos pecados, os quais, além disso, lhe impediram de receber, em maior escala, os benefícios espirituais da Comunhão dos Santos.
Vê-se daí quão útil para o pecador aproveitar o tempo da Quaresma para multiplicar suas boas obras, e assim dispor-se para a conversão. Segundo os Santos Padres, a Quaresma é um período de renovação espiritual, de vida cristã mais intensa e de destruição do pecado, para uma ressurreição espiritual, que marque na Páscoa o reinício de uma vida nova em Cristo ressuscitado.
A Quaresma tem por escopo primordial incitar-nos à oração, à instrução religiosa, ao sacrifício e à caridade fraterna. Recomenda-se por isso a freqüência às pregações quaresmais, a leitura espiritual diária, particularmente da Paixão de Cristo, no Evangelho ou em outro livro de meditação.
O jejum e abstinência de carne se fazem para que nos lembremos de mortificar os nossos sentidos, orientando-os particularmente ao sincero arrependimento e emenda de nossos pecados.
A caridade fraterna — base do Cristianismo — inclui a esmola e todas as obras de misericórdia espirituais e corporais.
(Fonte: Missal Romano)
Quais são as Obras de Misericórdia?Corporais1. Dar de comer a quem tem fome. 2. Dar de beber a quem tem sede. 3. Vestir os nus. 4. Dar pousada aos peregrinos. 5. Assistir aos enfermos. 6. Visitar os presos. 7. Enterrar os mortos.
Espirituais1. Dar bom conselho. 2. Ensinar os ignorantes. 3. Corrigir os que erram. 4. Consolar os tristes. 5. Perdoar as injúrias. 6. Sofrer com paciência as fraquezas do nosso próximo. 7. Rogar a Deus por vivos e mortos.
(in,http://cristao-catolico.blogspot.com)

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